Avenida Carlos Gomes, nº 258, Cj: 805

Notícias

Concurso da PRF: após ação do Ministério Público, banca convoca mais candidatos negros


19/07/2019 22:35 - g1.globo.com


MPF pediu aumento no número de convocados para etapa de confirmação da cor da pele. Novo edital deve ser divulgado nesta sexta (19). Polícia Rodoviária Federal atuando em operação nas ruas Polícia Rodoviária Federal/Divulgação O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) anunciou, nesta sexta-feira (19), uma mudança no concurso da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A entidade vai convocar para a etapa de heteroidentificação – confirmação de cor da pele – todos os candidatos autodeclarados negros que foram aprovados nas etapas do concurso até agora. Governo autoriza nomeação de mil aprovados no concurso da PRF Com a decisão, aumenta o número de candidatos que passarão pela etapa. Até então, apenas 311 tinham sido chamados. Segundo o Cebraspe, o edital de convocação será publicado ainda nesta sexta (19) e a banca de verificação ocorre no domingo (21). A medida atende a um pedido do Ministério Público Federal, que acionou a Justiça na quinta-feira (18) para pedir providências sobre o caso. A ação – em caráter de urgência – questionou os critérios adotados pela banca organizadora na convocação de candidatos negros para a etapa de heteroidentificação. Ação da PRF na BR-316, no Piauí Divulgação/PRF O certame, que teve 129,1 mil inscritos, previa inicialmente 500 vagas para policial rodoviário federal. O salário é de R$ 9,4 mil. No início do mês, no entanto, o governo federal dobrou o número de vagas do concurso. E é daí que veio o questionamento do MPF. Segundo o órgão, o Cebraspe descumpriu o percentual de candidatos autodeclarados negros que deveria ser chamado para a banca de verificação. A legislação garante 20% das vagas para pretos e pardos e, quando o concurso previa apenas 500 vagas, a banca examinadora convocou 311 candidatos. Quando o número de vagas dobrou, no entanto, o total de convocados para a etapa de confirmação da cor da pele não cresceu. Por isso, segundo o MPF, o Cebraspe deveria ter aumentado o número de candidatos chamados para essa fase do concurso. Com a nova convocação anunciada pela banca organizadora, a solicitação fica atendida. O concurso O edital da PRF foi publicado em novembro do ano passado. O prazo de inscrição foi até 18 de dezembro, e as provas aplicadas em 3 de fevereiro. As vagas são de nível superior em qualquer área e, para participar, o candidato deve ter Carteira Nacional de Habilitação – mínimo de categoria "B". O policial rodoviário tem jornada de 40 horas semanais e realiza atividades de natureza policial envolvendo fiscalização, patrulhamento e policiamento ostensivo, atendimento e socorro às vítimas de acidentes rodoviários e demais atribuições relacionadas com a área operacional da PRF. Outros questionamentos Em fevereiro, após a aplicação das provas, a Justiça Federal no Ceará suspendeu o mesmo concurso por considerar ilegal uma cláusula do edital. A regra determinava que o candidato realizasse todas as fases do certame na unidade da federação escolhida como local de lotação. Já a ação pedia que todas as fases fossem aplicadas em qualquer capital brasileira. Em março, o certame foi retomado, após o Tribunal Regional Federal da 5ª Região atender a uma liminar da União e reabrir o prazo de cadastro da prova. Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.



Preço médio da gasolina nas bombas cai pela 10ª semana seguida, diz ANP


19/07/2019 22:01 - g1.globo.com


Segundo levantamento, preços do diesel e do etanol também registraram queda. Valor médio do litro da gasolina teve a décima queda semanal seguida Marcelo Brandt/G1 O preço médio do litro da gasolina nas bombas recuou 0,9% nesta semana, segundo levantamento divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta sexta-feira (19). Foi a décima queda semanal consecutiva no valor do combustível. Segundo o levantamento, o preço da gasolina recuou de R$ 4,378 para R$ 4,338. Na semana, o valor do litro do diesel também teve queda, de 0,3%, passando de R$ 3,555 para R$ 3,544. Por fim, o preço do etanol caiu 0,5%, segundo o levantamento da agência. O valor do combustível recuou de R$ 2,779 para R$ 2,766. O valor do litro dos combustíveis é uma média calculada pela ANP com base em dados coletados em diversas cidades. Os preços, portanto, podem variar de acordo com a região. No acumulado do ano, o preço do litro da gasolina nas bombas recuou 0,1%, o do diesel acumula alta de 2,7%, enquanto o valor do etanol caiu 2,3%. Preço nas refinarias Nesta sexta-feira, a Petrobras reduziu em 2,14% o preço da gasolina e em 2,15% o do diesel nas refinarias. Com o anúncio, o preço médio do litro da gasolina passará de R$ 1,6817 para R$ 1,6457 e, o do diesel, passará de R$ 2,0649 para R$ 2,0205.



Teor de proteína da soja brasileira cai e coloca em risco preços pagos aos agricultores


19/07/2019 21:53 - g1.globo.com


O declínio causa problemas também para exportadores, que enfrentam a possibilidade de os chineses cancelarem compras do grão. O teor de proteína na soja do Brasil de 2018 caiu para uma média de 36,83% --de 37,14% no ciclo anterior--, de acordo com resultados preliminares Divulgação/Ascom Aiba O teor de proteína na soja brasileira caiu pela primeira vez em quatro safras em 2018, de acordo com dados preliminares do governo, uma situação que já custou às empresas brasileiras negócios com o maior comprador, a China. Veja perspectivas para a SOJA na safra 2019/20 O declínio dos níveis de proteína da soja do Brasil, maior vendedor do mundo, causa problemas para exportadores, que enfrentam a possibilidade de cancelamentos, negociação de grãos com desconto ou contratos mais rigorosos, que exigem garantias de qualidade para compradores que querem garantir um produto rico em nutrientes. O teor de proteína na safra de soja do Brasil de 2018 caiu para uma média de 36,83% --de 37,14% no ciclo anterior--, de acordo com resultados preliminares apurados pela Embrapa, disse à Reuters o pesquisador Marcelo de Oliveira. Os dados serão ajustados até setembro, quando o relatório final da pesquisa de qualidade será publicado, disse ele. Cesar Borges, membro do conselho da Caramuru Alimentos, disse em entrevista que a empresa recusou a exigência de um potencial importador chinês, nesta semana, por não ter condições de garantir níveis mínimos de proteína na soja em grão. A China, que importa a soja para transformá-la em ração animal, compra cada vez mais o produto do Brasil, especialmente após a imposição de tarifas retaliatórias ao grão norte-americano em resposta à taxação de produtos chineses por Washington. Mais recentemente, a demanda da China arrefeceu por causa da peste suína africana, que obrigou o país a sacrificar milhões de animais de seu plantel de suínos. Isto significa que eles podem ser mais seletivos em suas compras. A China também importa soja da Argentina, o terceiro maior vendedor da oleaginosa, mas em quantidades menores. Camilo Motter, um corretor de grãos no Paraná, confirmou que a queda do teor proteico da soja brasileira e a competição argentina podem afetar os prêmios do produto local, que é pago no portos. Antônio Pípolo, outro pesquisador da Embrapa, disse que os produtores no Brasil estão mais focados no rendimento da lavoura do que nas teores de óleo ou proteína do grão, já que os últimos não afetam o preço pago a eles por exportadores e processadores. Os níveis de proteína caem à medida que o rendimento aumenta, ele diz. Nos Estados Unidos, a porcentagem de proteína dos grãos também diminuiu, com produtores buscando produtividades mais altas. Isto ajudou o Brasil, onde o clima é mais quente e os níveis de proteína tendem a ser mais altos, a ultrapassar os americanos como os maiores exportadores de soja do mundo na última década. A China compra aproximadamente 80% da soja em grão do Brasil. Se os números da Embrapa se confirmarem, o teor de proteína de soja do Brasil ainda terá sido mais alto do que nos Estados Unidos no ano passado, onde a média estava 34,2%, de acordo com dados qualitativos compilados pela indústria. "Todos os processadores estão sofrendo", disse Alessandro Reis, principal executivo de operações da empresa CJ Selecta. Ele disse à Reuters que a queda dos níveis de proteína da soja brasileira leva a um aumento da necessidade de descascar o grão, diminuindo o peso do mesmo e assim o rendimento do farelo. "A separação da casca, que é rica em fibras, ajuda a aumentar o teor da proteína do farelo, que por contrato deve estar entre 46% e 48%, dependendo do tipo a ser vendido. É possível vender a casca propriamente dita, mas ela vale muito menos no mercado", afirmou Reis. "Eu acho que não vamos deixar de entregar nada para a China. Mas se os chineses insistirem na proteína de soja na casa de 35-36%, vender para eles será um problema para nós sim", continuou. Mudanças nos contratos Questionamentos chineses relacionados ao teor de proteína da soja do Brasil levaram a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) a discutir internamente eventuais mudanças no contrato padrão de exportação, disse Lucas de Brito, um executivo da entidade. O contrato estabelece alguns parâmetros de qualidade, incluindo concentração de óleo e umidade máxima permitida. O chamado "contrato Anec 41" não estipula a porcentagem de proteína do grão que o Brasil vende lá fora, mas os exportadores têm a prerrogativa de definir padrões de qualidade em negociações privadas com seus clientes.



Trump diz que secretário do Tesouro teve conversa 'muito boa' com colega chinês


19/07/2019 20:42 - g1.globo.com


As duas maiores economias do mundo tentam acabar com a disputa comercial que já dura um ano. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na sexta-feira (19) que o secretário do Tesouro norte-americano, Steve Mnuchin, teve uma conversa muito boa com o colega chinês. Bandeiras da China e dos EUA em imagem de arquivo Jason Lee/Reuters Autoridades dos EUA e da China conversaram por telefone na quinta-feira. As duas maiores economias do mundo tentam acabar com uma disputa comercial que já dura um ano, e Mnuchin sugeriu que pode haver uma reunião presencial. Mnuchin e o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, conversaram com seus colegas chineses por telefone, segundo informou o gabinete de Lighthizer na quinta-feira. EUA e China estão envolvidos em uma disputa de tarifas desde julho de 2018, quando o governo Trump pressionou a China contra o que considera décadas de práticas comerciais injustas e ilegais. A China argumenta que qualquer acordo tem que ser justo e equitativo, deixando os dois lados aparentemente ainda longe de um acordo para acabar com o processo que prejudica cadeias de fornecimento globais e mercados financeiros.



Extensões do Chrome e Firefox vazaram sites visitados por milhões de internautas


19/07/2019 19:58 - g1.globo.com


Endereços revelaram informações particulares e eram disponibilizados por empresa de marketing. Símbolo criado para representar o incidente DataSpii. DataSpii.com O especialista em segurança Sam Jadali veio a público com uma pesquisa demonstrando como uma série de práticas em sistemas corporativos, serviços on-line, extensões de navegadores e compartilhamento de dados que resultaram no vazamento de informações privadas, incluindo fotos, reuniões e documentos financeiros armazenados em endereços web particulares. Esses endereços foram coletados por extensões disponíveis para os navegadores Google e Firefox e instaladas por mais de quatro milhões de internautas. Jadali deu ao caso o nome de "DataSpii", misturando as palavras "data" (dados), spy (espião) e PII, sigla em inglês para "informação pessoalmente identificável". O especialista identificou extensões disponibilizadas para os navegadores Chrome e Firefox que coletam todos os endereços web acessados pelo usuário e descobriu que dados eram enviados a um servidor de controle para serem repassados à Nacho Analytics, um serviço de marketing. Essa empresa permitia que qualquer pessoa assinasse um serviço de "monitoramento de domínio" para ver, praticamente em tempo real, o que as pessoas estavam acessando no site monitorado. Por exemplo, é possível assinar o serviço para monitorar o endereço "1drv.ms" e visualizar todos os links compartilhados do OneDrive da Microsoft que foram acessados pelos usuários que instalaram essas extensões. O link em si dá acesso ao documento compartilhado. Redes sociais, como o Facebook, também permitem que fotos sejam acessadas sem a realização do login caso alguém tenha o link direto para o arquivo da imagem, abrindo outra brecha para expor informações a partir dos links vazados. Mas não são apenas documentos e arquivos em serviços de armazenamento em nuvem que podem ficar expostos. Sistemas internos de empresas, mesmo que não sejam acessíveis pela internet, também podem expor informações. Se um funcionário realiza uma pesquisa em um sistema interno, essas informações podem ser registradas pela extensão. As informações podem fazer referência a projetos comerciais, nomes de clientes ou outras questões sigilosas da empresa, mesmo que o conteúdo em si não seja acessível pela internet. Jadali descobriu que funcionários de empresas de segurança e montadoras de veículos tinham instalado alguma das extensões e por isso estavam vazando dados internos. Ele também identificou reuniões cadastradas no serviço de conferências on-line Zoom solicitando o monitoramento do endereço "zoom.us" e balanços financeiros por meio do monitoramento da Intuit, criadora de um software de contabilidade. Dados de passageiros ou de viagens também estavam presentes em endereços de sites de companhias aéreas e de transporte, enquanto dados médicos ficavam em endereços de serviços de saúde. Jadali teve que assinar o serviço para cada endereço junto à Nacho Analytics, então não é possível saber o nome de todas as companhias e empresas que tiveram informações vazadas. O especialista alerta que a companhia oferecia um serviço grátis para fins de "teste", o que também pode ser aproveitado por criminosos. A Nacho Analytics alegou que seu serviço é totalmente lícito e que todos os dados pertencem a usuários que autorizaram a coleta. De fato, as políticas das extensões autorizavam a coleta dos endereços visitados na web. A Nacho Analytics também informou que removia informações sensíveis antes de disponibilizar os links para consulta no serviço e que os links eram disponibilizados de forma anônima, ou seja, sem ligação específica com o usuário. Isso significa que não havia meio de ver todos os sites acessados por uma só pessoa, por exemplo, ainda que todos os links acessados por essa pessoa estivessem abertos na ferramenta. Após a denúncia de Jadali, as extensões foram todas removidas da Chrome Web Store e do repositório oficial de extensões do Firefox. No Twitter, a Nacho Analytics informou que não está comercializando novas assinaturas do serviço porque seu parceiro de dados interrompeu suas operações. Dados em links Não é recomendado que dados sigilosos sejam incluídos no endereço de páginas web. A prática mais segura é exigir uma senha ou código durante o acesso. Isso impediria o vazamento de dados sensíveis pelo endereço das páginas. Em muitos casos, no entanto, não é conveniente exigir senhas ou autenticação. Por isso, esses endereços devem ser usados apenas de modo particular. Quando o endereço é vazado por uma extensão ou outro componente, a única medida de segurança – o sigilo do endereço – é violada e os dados ficam expostos. Extensões que vazaram sites visitados Hover Zoom (Chrome): 800 mil usuários SpeakIt (Chrome): 1,4 milhão de usuários SuperZoom (Chrome/Firefox): 329 mil usuários SaveFrom.net Helper (Firefox): 140 mil usuários FairShare Unlock (Chrome/Firefox): 1 milhão de usuários PanelMeasurement (Chrome): 500 mil usuários Branded Surveys (Chrome): 8 usuários Panel Community Surveys (Chrome): 1 usuário Como as extensões foram banidas dos repositórios oficiais, o navegador já deve informar que o funcionamento da extensão foi suspenso. Elas não devem ser reativadas e recomenda-se que sejam desinstaladas definitivamente. A lista de extensões pode ser acessada pelos endereços chrome://extensions (Chrome) ou about:addons (Firefox). Quem tinha alguma das extensões instaladas também deve modificar endereços de links compartilhados e trocar as senhas também pode ajudar. Programadores devem cadastrar novas chaves de "API", pois elas podem ter sido vazadas. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Selo Altieres Rohr Ilustração: G1



BMW e Tencent abrirão centro de computação para autônomos na China


19/07/2019 19:44 - g1.globo.com


Local começa a funcionar até o final do ano, e fornecerá aos carros a capacidade de processamento de dados. Parceria entre BMW e Tencent para desenvolvimento de carros autônomos Divulgação A montadora alemã BMW e a gigante chinesa de tecnologia Tencent estão se unindo para lançar um centro de computação na China que ajudará a desenvolver carros autônomos no maior mercado automotivo do mundo, disseram as empresas nesta sexta-feira (19). O centro de computação, que iniciará as operações até o final do ano, fornecerá aos carros capacidades de processamento de dados para ajudá-los a dirigir de forma semiautônoma e, eventualmente, totalmente autônoma. As duas empresas não divulgaram o investimento no centro. Fontes familiarizadas com o acordo disseram que o centro será construído na cidade de Tianjin. O centro “apoiará o desenvolvimento e inovação de direção autônoma da BMW na China”, disse Jochen Goller, chefe das operações da empresa no país, em um comunicado. "A BMW pode, portanto, desenvolver soluções de direção autônoma que se ajustem melhor às condições específicas de direção na China". A BMW disse que o novo centro de computação alavancará a computação em nuvem e o big data da Tencent, além de fornecer à montadora a infraestrutura necessária para desenvolver carros autônomos.



Bolsonaro diz que governo estuda fim da multa de 40% do FGTS e em seguida afirma desconhecer tema


19/07/2019 19:05 - g1.globo.com

Presidente criticou multa que empregador tem de pagar em caso de demissão sem justa causa. À noite, secretaria divulgou nota na qual afirma que não há estudo em andamento. Bolsonaro diz primeiro que governo estuda e depois que desconhece iniciativa sobre o fim da multa de 40% do FGTS O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (19) que o governo estuda o fim da multa de 40% sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para demissão sem justa causa e imediatamente em seguida disse desconhecer o assunto. Bolsonaro fez a afirmação em entrevista depois de participar do evento religioso "Conquistando pelos olhos da fé", na igreja Sara Nossa Terra, em Vicente Pires, no Distrito Federal. Questionado se a multa iria cair, respondeu: "Está sendo estudado, desconheço qualquer trabalho nesse sentido." À noite, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência divulgou nota na qual afirma que não há estudo para o fim da multa. "O Governo Federal esclarece que não existe qualquer estudo sobre o fim da multa de 40% sobre o saldo do FGTS que o trabalhador recebe no caso de demissão sem justa causa", diz a nota. Na mesma entrevista concedida após o evento na igreja, Bolsonaro havia criticado a multa: "Essa multa de 40% foi quando o [Francisco] Dornelles era ministro do FHC [o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso]. Ele aumentou a multa para evitar a demissão. O que aconteceu depois disso? O pessoal não emprega mais por causa da multa", declarou. Segundo o presidente, "é quase impossível ser patrão no Brasil". "Defender o empregado dá mais voto. Eu pretendo lançar o programa Minha Primeira Empresa para todo mundo que reclama do patrão ter chance de ser patrão um dia”, disse. Bolsonaro repetiu o que afirmava durante a campanha eleitoral – que o trabalhador terá de optar entre ter menos direitos e mais emprego ou mais direitos e menos empregos. “Eu tenho dito. Um dia o trabalhador vai ter que decidir: menos direitos e emprego ou todos os direitos e desemprego. Isso perde voto. Ganha antipatia de pessoas populistas, de comunistas. Colocam na cabeça do povo que eu estou errado, perseguindo o pobre.”. Para Bolsonaro, o empregado não pode considerar o patrão como inimigo. Segundo ele, o funcionário precisa "olhar o patrão como pessoa que tem que prosperar para melhorar o salário dele". "É a velha divisão de classes. Não é só homo e hétero, branco e negro, rico e pobre. É empregado e patrão também. A esquerda prega isso o tempo todo para nos dividir e eles se perpetuarem no poder ou voltar ao poder um dia", declarou.



PAT Indaiatuba oferece 73 vagas de emprego com oportunidades para pessoas com deficiência


19/07/2019 17:15 - g1.globo.com


Interessados devem comparecer ao Posto de Atendimento ao Trabalhador com os documentos de RG, CPF, Carteira de Trabalho e número do PIS. PAT Indaiatuba oferece 73 vagas de emprego nesta sexta-feira (19) Beatriz Braga/G1 Petrolina O Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Indaiatuba está com 73 vagas de emprego com oportunidades para pessoas com deficiência (PCD) nesta sexta-feira (19). Os salários variam entre R$ 1 mil e R$ 5,1 mil, com maior remuneração para a função de bibliotecário (a) [Confira as vagas abaixo]. Os interessados devem comparecer ao PAT, localizado na Rua Jacob Lyra, 344, no Parque das Nações, portando os documentos de RG, CPF, Carteira de Trabalho e o número do PIS. O atendimento no local funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 15h45. Os candidatos devem ter formação no ensino fundamental, médio ou superior, dependendo da função escolhida. O tempo de experiência exigido é de seis meses para grande parte das oportunidades, com algumas opções para o primeiro emprego. Confira as oportunidades Açougueiro (a) - 1 vaga Agente de reservas - 1 vaga Ajudante de serralheiro - 1 vaga Almoxarife - 4 vagas Analista contábil - 1 vaga Analista de controle de qualidade - 1 vaga Analista de sistemas (PCD) - 1 vaga Anotador (a) de processo de produção - 1 vaga Assistente de vendas - 1 vaga Auxiliar administrativo (a) - 1 vaga Auxiliar de cozinha - 1 vaga Auxiliar de enfermagem - 2 vagas Auxiliar de galvanização - 1 vaga Auxiliar de linha de produção - 1 vaga Auxiliar de manutenção - 1 vaga Auxiliar de mecânico de refrigeração - 1 vaga Barista - 1 vaga Bibliotecário (a) (PCD) - 1 vaga Caldeireiro (a) - 1 vaga Comprador (a) - 1 vaga Consultor (a) - 1 vaga Corretor (a) de imóveis - 1 vaga Costureira (o) - 1 vaga Cozinheiro (a) geral - 1 vaga Cozinheiro (a) industrial (ensino fundamental) - 1 vaga Cozinheiro (a) industrial (ensino médio) - 2 vagas Eletricista de manutenção em geral - 1 vaga Empacotador (a) (PCD) - 1 vaga Enfermeiro (a) - 2 vagas Farmacêutico (a) em pesquisa e desenvolvimento de fármacos ( PCD) - 1 vaga Ferramenteiro (a) - 1 vaga Fisioterapeuta geral - 2 vagas Fonoaudiólogo (a) geral - 2 vagas Instalador (a) de sistemas eletroeletrônicos de segurança - 1 vaga Manobrista - 1 vaga Mecânico (a) de ar-condicionado e refrigeração - 1 vaga Mecânico (a) de freios de automóveis - 1 vaga Mecânico (a) de estruturas metálicas - 1 vaga Motorista de caminhão - 1 vaga Oficial de serviços gerais - 1 vaga Operador (a) de máquinas agrícolas - 1 vaga Operador (a) de zincagem - 1 vaga Padeiro (a) - 1 vaga Pedreiro (a) - 1 vaga Planejador (a) de produção - 1 vaga Porteiro (a) - 1 vaga Serralheiro (a) - 2 vagas Serralheiro (a) industrial - 1 vaga Soldador (a) - 1 vaga Subgerente de restaurante - 1 vaga Técnico (a) de enfermagem - 4 vagas Técnico (a) de manutenção de máquinas - 1 vaga Técnico (a) de segurança do trabalho - 1 vaga Torneiro (a) (CNC) - 1 vaga Torneiro (a) mecânico - 1 vaga Vendedor (a) - 5 vagas Vendedor (a) (PCD) - 1 vaga Veja mais oportunidades da região no G1 Campinas



Bolsonaro: governo manterá saques do FGTS, apesar da preocupação de empresários


19/07/2019 16:22 - g1.globo.com


Presidente disse que conversou na quinta (18) com dois empresários do setor da construção civil sobre impacto da medida. Recursos do FGTS são usados para financiar moradias a juros baixos. O presidente Jair Bolsonaro após participar de evento no Ministério da Cidadania Guilherme Mazui/G1 O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (19) que, apesar de ter conversado na véspera com empresários do setor da construção civil, o governo manterá o programa de saques do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS), cujo lançamento é aguardado para quarta (24). O presidente comentou a liberação dos saques do FGTS após participar de uma solenidade comemorativa ao Dia do Futebol, no Ministério da Cidadania. Governo adia anúncio de autorização de saque de parte do saldo do FGTS A informação de que o governo liberará saques do FGTS surgiu nesta semana. O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o próprio Bolsonaro confirmaram a intenção de autorizar saques de contas ativas do fundo para tentar reaquecer a economia por meio do consumo. O presidente da República relatou na entrevista concedida no Ministério da Cidadania que, nesta quinta-feira (18), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), solicitou a ele uma audiência no Palácio do Planalto, na qual levou dois empresários do setor da construção civil. Segundo Bolsonaro, os empresários demonstraram preocupação com eventual perda de receitas por conta da liberação de recursos do FGTS. O dinheiro dos trabalhadores acumulado no fundo financia, entre outras ações, projetos habitacionais populares com juros abaixo do mercado, como o programa Minha Casa, Minha Vida. No ano passado, a construção civil representou 4,46% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O presidente assegurou que os dois empresários que acompanharam Alcolumbre na audiência ficaram satisfeitos com a reunião e que o encontro foi atualizado em sua agenda ao longo desta quinta. No entanto,, a agenda divulgada pela Secretaria de Comunicação do Planalto só registra audiência com o presidente do Senado. "Eles [empresários da construção civil] foram tratar com o Davi Alcolumbre, com toda a certeza, a preocupação com a possível desidratação do FGTS, no tocante ao Minha Casa Minha, Minha Vida. É natural, cada um luta pelo seu espaço", disse o presidente da República. "Está mantido o mesmo percentual. Os empresários tiveram lá fora com a equipe econômica, que eu convidei para vir ao palácio [do Planalto], e saíram satisfeitos. E vai ser mantido o programa do FGTS", acrescentou Bolsonaro. G1 em 1 minuto: Liberação do FGTS vazou antes de estudos serem concluídos, diz Onyx Vazamento Mais cedo nesta sexta, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que a informação sobre a liberação de saques vazou antes de o governo ter concluído os estudos sobre o tema. Onyx garantiu, no entanto, que a medida provisória liberando os saques será assinada na próxima quarta-feira (24). O ministro também afirmou que o governo garantiu que recursos para financiamento da casa própria e para o programa Minha Casa, Minha Vida, que usam verba do FGTS, serão mantidos. Ele afirmou que isso foi assegurado nesta quinta-feira ao presidente da Câmara Brasileira da Indústria de Construção (Cbic), José Carlos Martins. Um dos convidados para a cerimônia que marcou nesta quinta os 200 dias do governo Bolsonaro, o presidente da Cbic afirmou a jornalistas, ao final da solenidade, que o governo garantiu ao setor da construção civil que a liberação de recursos do FGTS não impactaria o volume total de recursos repassados para financiar moradias populares. "O tempo todo nos foi garantido que não teria impacto em cima do bolo que fica. Que criaria mecanismos mais justos para pessoas, mas que não impactaria em diminuição do volume total", declarou José Carlos Martins. O representante dos empresários da construção civil ressaltou que o orçamento do conselho curador mostra que o FGTS está "zero a zero naquilo que ele precisa ter em caixa" para o ano de 2021. "Qualquer coisa que sacar além do orçamento, tem de rever tudo. Neste ano, estamos com 5% em valores nominais menores do que o ano passado. Quando você põe mais 4% de inflação, está quase 10% em valor real [abaixo do ano anterior] no mercado que está puxando o mercado da construção civil, do crédito imobiliário. Minha Casa, Minha vida é responsável por dois terços do mercado hoje", complementou o presidente da Cbic.



Problemas climáticos afetam vinhedos da França e produção de vinho deve cair


19/07/2019 15:31 - g1.globo.com


As regiões de cultivo ocidentais, incluindo Bordeaux, foram particularmente afetadas por más condições de floração durante a primavera europeia. Ministério francês prevê a produção em um intervalo de 42,8 milhões e 46,4 milhões de hectolitros, uma queda de 6% a 13% ante 2018 Carlos Santos/G1 A produção de vinhos na França, segundo maior produtor mundial, pode cair até 13% este ano, depois que os vinhedos foram atingidos por adversidades climáticas, incluindo chuvas de granizo, geada e uma onda de calor recorde, informou o Ministério da Agricultura nesta sexta-feira. Em sua primeira estimativa para 2019, o ministério prevê a produção em um intervalo de 42,8 milhões e 46,4 milhões de hectolitros, uma queda de 6% a 13% ante 2018. Um hectolitro representa 100 litros, ou o equivalente a cerca de 133 garrafas de vinho padrão. O intervalo de previsão inicial do ministério para 2019 também estava cerca de 2% a 5% abaixo da produção média dos últimos cinco anos. "Em muitos vinhedos, a floração ocorreu em condições climáticas desfavoráveis (chuva e frio)", disse o ministério em nota. "Calor e granizo também contribuíram para um declínio no potencial de produção". As regiões de cultivo ocidentais, incluindo Bordeaux, foram particularmente afetadas por más condições de floração durante a primavera (no hemisfério norte), enquanto algumas áreas do sul tiveram as uvas atingidas durante uma onda de calor no final de junho. A França registrou sua maior temperatura, 45,9°C, no final de junho, durante um intenso período de calor que provocou incêndios florestais e secou alguns vinhedos.



Exportadora que alugou navios iranianos diz que sanções não se aplicam à Petrobras e ao transporte de produtos agrícolas


19/07/2019 14:21 - g1.globo.com

Embarcações que levarão milho brasileiro estão paradas há semanas no Paraná. A Petrobras se recusa a abastecê-las, com receio de ferir as sanções americanas contra o Irã. Mas a exportadora diz que apenas a estatal brasileira pode fornecer o combustível necessário, e os navios podem ficar à deriva. A empresa que afretou (alugou) os navios iranianos parados perto do Porto de Paranaguá, no Paraná, diz que as sanções americanas não poderiam impedir a Petrobras de abastecer essas embarcações. Isso porque elas transportam milho, o que as colocaria em "exceção humanitária". Nesta sexta-feira (19), a estatal brasileira confirmou que não pode fornecer combustível aos navios para não correr o risco de entrar na lista de empresas sancionadas pelos EUA. "O combustível será usado para possibilitar a exportação de milho. Ainda que a norma do Tesouro Americano fosse aplicada à Petrobras, o transporte de alimentos é uma das exceções previstas no que a lei americana chama de 'Humanitarian Exception', ou exceção humanitária, que é uma licença geral para o transporte de commodities agrícolas, comida, medicamentos e equipamentos médicos", diz o escritório de advocacia que defende a exportadora que afretou os navios (o nome dela é mantido sob sigilo). Veja a íntegra da nota mais abaixo. Além disso, o escritório argumenta que apenas a Petrobras pode fornecer o tipo de combustível que os navios precisam. "Não há outras alternativas viáveis e seguras para o abastecimento das embarcações, que dependem de um tipo específico de combustível cujo fornecimento é monopólio da Petrobras", diz. "O não fornecimento do combustível fará com que as embarcações fiquem à deriva a qualquer momento, colocando em risco os tripulantes, o navio, a carga, o meio ambiente e as demais embarcações que estiverem fundeadas em Paranaguá", afirma. Navios iranianos estão parados em porto brasileiro sem combustível Ainda segundo o escritório, a empresa brasileira que alugou os navios não está listada pelo Departamento de Tesouro norte-americano. "A empresa iraniana é somente a dona da embarcação e não possui qualquer relação com a Petrobras", afirma. A defesa alega que o impasse está restrito à Petrobras e à empresa brasileira. Além disso, toda a documentação de liberação dos navios já foi fornecida pelas autoridades brasileiras. Os EUA têm ampliado as sanções contra o Irã neste ano, com o objetivo de sufocar a economia do país, principalmente no setor de petróleo. Para o governo de Donald Trump, o Irã adota ações militares e faz ameaças nucleares contra os americanos. O país do Oriente Médio anunciou recentemente o enriquecimento de urânio acima do limite estabelecido num acordo internacional em 2015. Navios parados desde junho Os navios iranianos vieram ao Brasil carregados de ureia e deveriam retornar ao Irã com milho brasileiro. Eles estão parados desde o início de junho. Segundo a Reuters, eles pertencem à Sapid Shiping, que não respondeu a pedidos de comentários. Segundo a empresa que afretou os navios, o fornecimento de combustível não tem qualquer relação com a importação de ureia (um fertilizante comum) para o Brasil. "Seja como for, a ureia é uma commodity agrícola e, portanto, produto de livre circulação conforme as normas norte-americanas invocadas pela Petrobras para recusar o abastecimento", diz. A exportadora chegou a conseguir uma liminar na Justiça ordenando o abastecimento dos cargueiros, mas a decisão foi derrubada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. A decisão foi preliminar e será levada ao colegiado. O nome da exportadora não foi divulgado porque esse processo corre em sigilo. Navios de companhias multinacionais de outros países com milho destinado ao Irã partiram sem problemas recentemente, segundo dados marítimos. O Irã é o maior comprador de milho brasileiro. No primeiro semestre de 2019, o país importou 2,5 milhões de toneladas do cereal, praticamente o mesmo volume comprado neste período do ano passado. O país asiático também é um dos principais importadores de soja e carne bovina do Brasil. Íntegra da nota da exportadora "Sobre o caso dos navios iranianos aguardam decisão judicial para deixar porto de Paranaguá, esclarecemos que: - O impasse é restrito à Petrobras e a empresa brasileira que afretou as embarcações para exportar milho. Não há qualquer impasse com o Departamento de Tesouro dos EUA ou com as autoridades portuárias. Toda a documentação de liberação dos navios já foi fornecida pelas autoridades brasileiras. - As restrições de contratação com entidades listadas pelo OFAC [departamento do Tesouro americano que trata de sanções econômicas] são aplicáveis a cidadãos e entidades norte-americanos, não à Petrobras. - O combustível será usado para possibilitar a exportação de milho. Ainda que a norma do Tesouro Americano fosse aplicada à Petrobras, o transporte de alimentos é uma das exceções previstas no que a lei americana chama de “Humanitarian Exception”, ou exceção humanitária, que é uma licença geral para o transporte de commodities agrícolas, comida, medicamentos e equipamentos médicos. - O que a empresa brasileira pretende é que lhe seja fornecido combustível. A empresa brasileira NÃO está listada pelo Departamento de Tesouro norte-americano, diferentemente do que foi informado na reportagem. A empresa iraniana é somente a dona da embarcação e não possui qualquer relação com a Petrobras. - O fornecimento de combustível não tem qualquer relação com a importação de ureia (um fertilizante comum, que a própria Petrobras também comercializa) para o Brasil, uma vez que essa importação já foi finalizada. Seja como for, a ureia é uma commodity agrícola e, portanto, produto de livre circulação conforme as normas norte-americanas invocadas pela Petrobras para recusar o abastecimento. - Não há outras alternativas viáveis e seguras para o abastecimento das embarcações, que dependem de um tipo específico de combustível cujo fornecimento é monopólio da Petrobras. - O não fornecimento do combustível fará com que as embarcações fiquem à deriva a qualquer momento, colocando em risco os tripulantes, o navio, a carga, o meio ambiente e as demais embarcações que estiverem fundeadas em Paranaguá. - O Irã é um parceiro comercial importante para o Brasil, sendo o maior importador de milho brasileiro de acordo com informações públicas do MDIC – Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços . - A liminar do Tribunal de Justiça do Paraná, a favor da empresa brasileira, foi suspensa, aguardando nova decisão do STF nos próximos dias. Ou seja, a liminar não foi definitivamente reformada."



Liberação do FGTS vazou antes de estudos serem concluídos, diz Onyx


19/07/2019 14:14 - g1.globo.com


Ministro da Casa Civil afirmou que medida provisória liberando os saques será assinada na quarta-feira (24). Ele ainda disse que saques não afetarão financiamentos da casa própria. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ao lado do presidente Jair Bolsonaro no café da manhã com jornalistas estrangeiros Marcos Corrêa/PR O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse nesta sexta-feira (19) que a informação de liberação de saques do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) vazou antes de o governo ter concluído os estudos sobre o tema. Onyx garantiu, no entanto, que a medida provisória liberando os saques será assinada na próxima quarta-feira (24). "A situação é a seguinte. Nós tínhamos uma série de detalhes técnicos. O problema é que a informação vazou, esse é o fato concreto. Na medida em que a informação vazou, nós não tínhamos concluídos ainda todo os estudos acerca dessa liberação de acesso ao FGTS", afirmou Onyx em um café da manhã do presidente Jair Bolsonaro com jornalistas estrangeiros no Palácio do Planalto. Veja como consultar o saldo do FGTS A notícia de que o governo liberará saques do FGTS surgiu nesta semana. Bolsonaro chegou a afirmar na quinta-feira (18) que o anúncio oficial seria feito naquele dia. Depois, Onyx disse que ficaria para semana que vem. No café, o ministro reforçou a informação. "A equipe técnica conclui todo os estudos e todo o trabalho até a tarde de segunda-feira, durante o dia de terça será apresentado ao presidente, e às 16h de quarta-feira vai ser assinada a medida provisória pelo presidente Bolsonaro", afirmou Onyx. Liberação de saque de contas do FGTS será anunciada na próxima semana, diz Onyx Lorenzoni O ministro também afirmou que o governo garantiu que recursos para financiamento da casa própria e para o programa Minha Casa Minha Vida, que usam verba do FGTS, serão mantidos. Ele afirmou que as garantias foram dadas para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria de Construção (Cbic), José Carlos Martins. "O que está garantido, e foi dito ontem ao presidente José Carlos Martins, da CBIC, é que os recursos que financiam a habitação popular no Brasil estão rigorosamente assegurados e estarão garantidos e protegidos. Nós vamos usar uma outra parte para poder criar uma situação muito mais favorável aos trabalhadores brasileiros", completou Onyx. Educação Financeira: saiba o que é o FGTS e como ele funciona



BNDES vai reduzir concessão de empréstimos e priorizar desenvolvimento, diz novo presidente


19/07/2019 14:09 - g1.globo.com


Gustavo Montezano disse que objetivo é tornar o BNDES ‘menos banco’ para ajudar o estado a alavancar o crescimento econômico. ‘A gente quer prestar serviço ao país’. Novo presidente do BNDES, Gustavo Montezano Antonio Cruz/Agência Brasil O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, disse nesta sexta-feira (19) que sua missão será a de tornar a instituição “menos banco e mais desenvolvimento”, priorizando projetos que permitam a transformação e o desenvolvimento econômico do país. Com este norte, uma das medidas será reduzir o volume de empréstimos (desembolsos). A gente vai continuar fazendo isso, mas menos. Vamos priorizar o desenvolvimento”, afirmou o economista, que tomou posse em Brasília na última terça-feira (16) e se apresentou aos funcionários da sede do banco no Rio de Janeiro em rápida cerimônia. “Onde o privado já provém o serviço, vamos fazer diferente”, enfatizou o novo CEO do banco de fomento. Para ser “menos banco”, apontou, vai mudar o seu posicionamento e suas metas de resultados. “A gente não está focado no lucro. A gente vai cobrar sustentabilidade”, afirmou. Montezano apresentou cinco metas, já alinhadas com o Ministério da Economia, para serem buscadas nos próximos meses deste ano. “Temos apenas seis meses pela frente. São metas de transição que a gente precisa cumprir esse ano para já chegar em 2020 como um novo banco”, disse. Ele reiterou o que disse em Brasília de que a prioridade inicial é “abrir a caixa-preta” do BNDES para acabar com a imagem negativa que, segundo ele, o povo brasileiro tem a respeito do banco. “Eu diria que essa [abrir a ‘caixa-preta’ nem é a meta um, é a meta zero. Vamos abrir toda a informação que o brasileiro quer ver, porque se a gente não virar essa página isso vai continuar sendo uma nuvem preta que está em cima do banco há anos”, disse. Foi por causa da suposta “caixa-preta” que o ex-presidente do banco, Joaquim Levy, pediu demissão. Ele teve sua atuação criticada publicamente pelo presidente Jair Bolsonaro, que desde a campanha eleitoral critica empréstimos concedidos pelo BNDES a países como Cuba e Venezuela. Ao deixar o cargo, Levy afirmou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara que investiga supostas práticas ilícitas no BNDES que não há "nada a esconder" no banco. A segunda meta principal deste ano, segundo Montezano, é acelerar a venda de ativos da BNDESPAR. “Investir em ações na bolsa de valores tem lucro especulativo, mas não gera valor para a sociedade”, afirmou. Ele destacou que não há prazo para iniciar as vendas das participações. A terceira meta, também destacada na cerimônia de posse em Brasília, é devolver recursos ao Tesouro Nacional. As outras duas são montar um plano trianual com metas objetivas para todo o portfólio de serviços do banco, e melhorar a prestação de serviços.



Bovespa fecha em queda pressionada por bancos


19/07/2019 13:06 - g1.globo.com


Nesta sexta-feira, o Ibovespa terminou o dia com recuo de 1,21%, aos 103.451 pontos. Na semana, queda foi de 0,44%. Bovespa Nelson Almeira/AFP O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, recuou nesta sexta-feira (19), com as ações dos bancos entre as maiores pressões de baixa. O Ibovespa caiu 1,21%, a 103.451 pontos. Veja mais cotações. Na semana, o índice recuou 0,44%. No acumulado do ano, no entanto, acumula alta de 17,71%. No dia anterior, o Ibovespa terminou o dia em valorização de 0,83%. Em meio à pausa na tramitação da reforma da Previdência, o clima nos negócios foi de expectativa para o anúncio de medidas de estímulo à economia, além da safra de resultados de empresas brasileiras na próxima semana, segundo a Reuters. Analistas da XP Investimentos afirmaram em relatório a clientes que veem uma temporada de resultados relativamente fraca, frente ao cenário desafiador para a atividade econômica, que impacta as empresas domésticas. Entre os destaques do dia, os papéis do Itaú Unibanco e Bradesco recuaram mais de 2%. Vale teve alta de 0,25%, após o contrato de minério de ferro negociado em Dalian, para entrega em setembro, subir 2,4% para 916 iuanes por tonelada, marcando a sexta semana consecutiva de alta.



Petrobras diz que não abasteceu navios iranianos parados no PR devido a sanções dos EUA


19/07/2019 13:05 - g1.globo.com

Em comunicado enviado ao mercado nesta sexta, estatal alega que fornecimento de combustível poderia "ocasionar graves prejuízos à companhia". Empresa que afreta as embarcações, que estão paradas no Paraná, diz que sanções não se aplicam a produtos alimentícios. Navios iranianos estão parados sem combustível no litoral paranaense A Petrobras confirmou nesta sexta-feira (19) em comunicado ao mercado que não abasteceu dois navios iranianos parados perto do porto de Paranaguá, no Paraná, porque as embarcações e a empresa à qual elas pertencem estão sob sanções dos Estados Unidos. "Caso a Petrobras venha a abastecer esses navios, ficará sujeita ao risco de ser incluída na mesma lista [de empresas sob sanções norte-americanas], o que poderia ocasionar graves prejuízos à companhia", diz o texto. Na nota, a petroleira disse ainda que "existem outras fornecedoras de combustível no país" e que "mantém seu compromisso em atender a demanda de seus clientes, desde que observadas as normas aplicáveis e suas políticas de conformidade". A petroleira também informou que "o risco envolvido na contratação de navios sancionados deve ser de responsabilidade da empresa exportadora e não da Petrobras, que não tem qualquer relação com as atividades comerciais da exportadora." Sanções contra Irã trazem lucros a governo e Petrobras, mas encarecem gasolina nos postos Os EUA têm ampliado as sanções contra o Irã neste ano, com o objetivo de sufocar a economia do país, com foco principalmente no setor de petróleo. O Irã adota ações militares e faz ameaças nucleares contra os americanos – o país anunciou recentemente que vai aumentar seu estoque de urânio enriquecido, superando o limite estabelecido num acordo internacional em 2015. "Existe esse problema, os EUA, de forma unilateral, pelo o que me consta, tem embargos levantados contra o Irã. As empresas brasileiras formam avisadas por nós desse problema e estão correndo risco neste sentido", disse o presidente Jair Bolsonaro nesta sexta-feira. "E o mundo está aí. Eu particularmente estou me aproximando cada vez mais do Trump, fui recebido duas vezes por ele. Ele é a primeira economia do mundo, segundo mercado econômica e hoje, abri aos jornalistas estrangeiros, que o Brasil está de braços abertos para fazermos acordos para o bem dos nossos povos", afirmou. Os navios, chamados Bavand e Termeh, vieram ao Brasil carregados de ureia e deveriam retornar ao Irã com milho brasileiro. Eles estão parados desde o início de junho. Segundo a Reuters, os cargueiros pertencem à Sapid Shiping, que não respondeu a pedidos de comentários. Em nota, a Petrobras destacou que ureia é um produto "também sujeito a sanções norte-americanas". O Bavand já carregado com 48 mil toneladas de milho e está fundeado em frente ao porto de Paranguá. O Termeh ainda está vazio e está a cerca de 20 quilômetros do porto. Juntos, eles podem transportar 100 mil toneladas, que podem valer até R$ 100 milhões. Em nota divulgada nesta sexta-feira, a exportadora que afreta (aluga) os navios que estão parados afirma que a sanção não se aplica a comida e produtos agrícolas. A companhia chegou a conseguir uma liminar na Justiça ordenando o abastecimento dos cargueiros, mas a decisão foi derrubada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. A decisão foi preliminar e será levada ao colegiado. O nome da exportadora não foi divulgado porque esse processo corre em sigilo. "O combustível será usado para possibilitar a exportação de milho. Ainda que a norma do Tesouro Americano fosse aplicada à Petrobras, o transporte de alimentos é uma das exceções previstas no que a lei americana chama de 'Humanitarian Exception', ou exceção humanitária, que é uma licença geral para o transporte de commodities agrícolas, comida, medicamentos e equipamentos médicos", diz o texto. A companhia diz também que só a Petrobras pode fornecer o tipo de combustível necessário porque ela é monopolista nesse segmento. "Não há outras alternativas viáveis e seguras para o abastecimento das embarcações". Navios de companhias multinacionais de outros países com milho destinado ao Irã partiram sem problemas recentemente, segundo dados marítimos. O Irã é o maior comprador de milho brasileiro. No primeiro semestre deste ano 2019, importou 2,5 milhões de toneladas do cereal, praticamente o mesmo volume comprado no mesmo período do ano passado. O país asiático também é um dos principais importadores de soja e carne bovina do Brasil. Íntegra da nota da Petrobras "A Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras esclarece sobre notícias veiculadas na mídia relacionadas ao fornecimento de combustível para dois navios iranianos. A Petrobras não forneceu combustível à empresa exportadora, pois os navios iranianos por ela contratados e a empresa iraniana proprietária dessas embarcações encontram-se sancionados pelos Estados Unidos e constam da lista de Specially Designated Nationals and Blocked Persons List (SDN) do Office of Foreign Assets Control (OFAC). Caso a Petrobras venha a abastecer esses navios, ficará sujeita ao risco de ser incluída na mesma lista, o que poderia ocasionar graves prejuízos à companhia.Cabe ressaltar que existem outras fornecedoras de combustível no país. A companhia mantém seu compromisso em atender a demanda de seus clientes, desde queobservadas as normas aplicáveis e suas políticas de conformidade." Íntegra da nota da exportadora "Sobre o caso dos navios iranianos aguardam decisão judicial para deixar porto de Paranaguá, esclarecemos que: - O impasse é restrito à Petrobras e a empresa brasileira que afretou as embarcações para exportar milho. Não há qualquer impasse com o Departamento de Tesouro dos EUA ou com as autoridades portuárias. Toda a documentação de liberação dos navios já foi fornecida pelas autoridades brasileiras. - As restrições de contratação com entidades listadas pelo OFAC são aplicáveis a cidadãos e entidades norte-americanos, não à Petrobras. - O combustível será usado para possibilitar a exportação de milho. Ainda que a norma do Tesouro Americano fosse aplicada à Petrobras, o transporte de alimentos é uma das exceções previstas no que a lei americana chama de “Humanitarian Exception”, ou exceção humanitária, que é uma licença geral para o transporte de commodities agrícolas, comida, medicamentos e equipamentos médicos. - O que a empresa brasileira pretende é que lhe seja fornecido combustível. A empresa brasileira NÃO está listada pelo Departamento de Tesouro norte-americano, diferentemente do que foi informado na reportagem. A empresa iraniana é somente a dona da embarcação e não possui qualquer relação com a Petrobras. - O fornecimento de combustível não tem qualquer relação com a importação de ureia (um fertilizante comum, que a própria Petrobras também comercializa) para o Brasil, uma vez que essa importação já foi finalizada. Seja como for, a ureia é uma commodity agrícola e, portanto, produto de livre circulação conforme as normas norte-americanas invocadas pela Petrobras para recusar o abastecimento. - Não há outras alternativas viáveis e seguras para o abastecimento das embarcações, que dependem de um tipo específico de combustível cujo fornecimento é monopólio da Petrobras. - O não fornecimento do combustível fará com que as embarcações fiquem à deriva a qualquer momento, colocando em risco os tripulantes, o navio, a carga, o meio ambiente e as demais embarcações que estiverem fundeadas em Paranaguá. - O Irã é um parceiro comercial importante para o Brasil, sendo o maior importador de milho brasileiro de acordo com informações públicas do MDIC – Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços."



Banco Inter fará oferta pública de ações estimada em mais de R$ 1 bi


19/07/2019 12:19 - g1.globo.com

Com base na cotação dos papéis da empresa na B3 na quinta, de R$ 13,60, o montante da oferta atingiria R$ 1,060 bilhão. O Banco Inter informou na manhã desta sexta-feira (19) que seu conselho de administração aprovou a realização de oferta pública de 26 milhões de ações ordinárias e 52 milhões de ações preferenciais. A critério do banco, poderá haver lote adicional de 20% para cada tipo de ação. O preço por ação será definido após procedimento de “bookbuilding”. Com base na cotação dos papéis da empresa na B3 na quinta-feira (18), de R$ 13,60, o montante da oferta atingiria R$ 1,060 bilhão. Se for considerado o lote adicional, o valor sobe para R$ 1,272 bilhão.



Belgo-brasileira AB Inbev anuncia venda da australiana CUB à japonesa Asahi


19/07/2019 12:10 - g1.globo.com


Valor do negócio foi de US$ 11,3 bilhões. Empresa matriz das cervejas Stella Artois e Budweiser explica que a receita dessa operação, que deve ser concluída "até o primeiro trimestre de 2020", será usada para reduzir sua dívida. Wild Yak, que faz parte do portfolio da Carlton&United Breweries Divulgação A cervejaria belgo-brasileira AB Inbev, a número um do mundo, anunciou nesta sexta-feira (19) um acordo para vender sua filial australiana Carlton&United Breweries ao grupo japonês Asahi Holdings, pelo valor de US$ 11,3 bilhões. Pelo acordo, a Asahi também obterá direitos de comercialização na Austrália para as marcas da AB Inbev, informou a empresa em comunicado. A empresa matriz das cervejas Stella Artois e Budweiser explica que a receita dessa operação, que deve ser concluída "até o primeiro trimestre de 2020", será usada para reduzir sua dívida. Na semana passada, a gigante cervejeira desistiu lançar sua filial asiática, a Budweiser Brewing Company APAC Limited, no mercado de ações, o que supostamente teria permitido levantar US$ 10 bilhões e ajudar a reduzir sua dívida. "A AB inbev continua acreditando na lógica estratégica de uma possível venda de uma parte minoritária da cervejaria Budweiser APAC Limited (Budweiser APAC), excluindo a Austrália, desde que isso possa ser feito com uma boa avaliação", disse o grupo em seu comunicado. Sem a Austrália, um mercado grande, mas maduro, as operações da Ásia-Pacífico da AB InBev seriam mais direcionadas para mercados de crescimento mais rápido, como a China, onde a AB InBev vende mais Budweiser do que nos Estados Unidos. Com a venda do CUB, a Ab Inbev também procura "acelerar sua expansão em relação a outros mercados em crescimento na região APAC (Ásia-Pacífico APAC) e no mundo", acrescentou. A gigante da cervejaria viu seus lucros caírem 14,7%, a US$ 6,8 bilhões no ano passado, mas ainda espera um forte crescimento para este ano.



Dólar termina a semana em alta, de olho em projeções sobre juros nos EUA


19/07/2019 12:04 - g1.globo.com


A moeda norte-americana subiu 0,48%, a R$ 3,7457; na semana, o dólar avançou 0,2%. Notas de dólar Gary Cameron/Reuters O dólar fechou em alta nesta sexta-feira (19), acompanhando uma correção global, depois de cair ao menor nível em cinco meses no dia anterior repercutindo declarações de autoridades do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos). A moeda norte-americana subiu 0,48%, a R$ 3,7457. Na semana, o dólar avançou 0,2%. Veja mais cotações. Corte de juros nos EUA No dia anterior, o dólar recuou com a declaração do presidente do Fed de Nova York, John Williams, de que as autoridades não podem esperar que ocorra um desastre econômico para adotarem estímulo - ou seja, baixarem os juros norte-americanos. Pouco após a declaração de Williams, o vice-presidente do Fed, Richard Clarida, também disse que os estímulos não devem aguardar até que os dados sofram virada decisiva. Mercados globais interpretaram as declarações como indicações fortes de que o Fed optaria por um corte mais intenso de juros, acima da redução de 0,25 ponto percentual que investidores projetavam. No entanto, no fim do dia um representante do Fed de Nova York esclareceu que as declarações de Williams não se referiam a um direcionamento da política monetária, o que levou o dólar a recuperar suas perdas. Neste pregão, ocorria um reposicionamento global das apostas quanto ao corte de juros que o Fed fará, com investidores voltando a se concentrar em uma redução de 0,25 ponto percentual. "(Dólar) voltou naturalmente com a sinalização de que, se (o Fed) cortar, será em 0,25 ponto percentual, e não 0,5 ponto. Com o Fed sendo mais conservador no corte, voltou a valorizar o dólar", explicou à Reuters o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva. O mercado monitora pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos porque, com taxas mais altas, o país se tornaria mais atraente para investidores. Isso motivaria uma tendência de alta do dólar em relação a moedas como o real. Mas se, ao contrário, o Fed decidir não aumentar os juros agora, recursos aplicados em outros mercados, como o brasileiro, tendem a não migrar para aos Estados Unidos, o que afastaria essa pressão de alta do dólar em relação a outras moedas.



Porto Digital oferece 900 vagas de emprego para profissionais de tecnologia no Recife


19/07/2019 12:03 - g1.globo.com


Cadastro de currículos para preencher vagas nas 300 empresas do parque tecnológico pode ser feito na internet. Salários iniciais variam entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. Polo de tecnologia do Recife oferece 900 vagas de tabalho O Porto Digital oferece 900 vagas de trabalho na área de tecnologia. Para participar da seleção que envolve as 300 empresas existentes no parque tecnológico, no Bairro do Recife, é preciso cadastrar o currículo no banco de talentos na internet. Os salários iniciais variam entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. (Veja vídeo acima) As vagas são para profissionais como desenvolvedores de sites e programadores. “Não existe um limite de idade, a condição é ser formado na área. Não estamos buscando pessoas com experiência, estamos buscando pessoas na área de tecnologia”, afirma a gerente do Eixo de Pessoas do Porto Digital, Marcela Valença. Na sede do Porto Digital funcionam empresas como Microsoft e outras ligadas ao setor de tecnologia Reprodução/Google Maps A dificuldade de contratação, segundo a gerente, é devido à qualificação dos profissionais. “É preciso que tenha [domínio do] inglês, cursos nessas áreas [de tecnologia]. É importante que as pessoas se qualifiquem para preencher as vagas”, declara. A expectativa do Porto Digital é disponibilizar outras 2,5 mil vagas até 2020. “Você não faz transformação digital sem pessoas. Já somos um dos melhores parques digitais do Brasil e queremos crescer ainda mais”, diz Marcela.



Acionistas da IRB Resseguros levantam R$ 7,4 bi em oferta de ações


19/07/2019 11:55 - g1.globo.com

O total de papéis do Banco do Brasil e da União vendidos é de quase 84 milhões. A resseguradora IRB Brasil Resseguros estabeleceu preço de ação em R$ 88 em uma oferta secundária fechada na noite de quinta-feira (18), informou a companhia nesta sexta-feira (19) em fato relevante. O governo brasileiro e a BB Seguros, ambos acionistas do IRB, levantaram cerca de R$ 7,4 bilhões com a oferta, como parte de um plano mais abrangente do presidente Jair Bolsonaro de vender ativos. A Reuters publicou a informação, com fontes com conhecimento do assunto, mais cedo. A BB Seguros é uma subsidiária da BB Seguridade, que por sua vez pertence ao Banco do Brasil. O total de papéis do Banco do Brasil e da União vendidos é de 83.978.450. Com a saída de BB e União, será desfeito o bloco de controle atual e o IRB propõe virar uma “corporation”, ou seja, sem controle definido. Foi convocada assembleia geral extraordinária (AGE) para 31 de julho, para adequar o estatuto a essa nova realidade. Os outros acionistas que integravam o bloco de controle do IRB, Itaú (11,1%), Bradesco (15,2%) e FIP Caixa Barcelona (3%), concordaram com um período de lock-up de 180 dias, durante o qual não poderão vender suas ações. Essa é a segunda oferta do IRB realizada neste ano. Em fevereiro, o fundo Caixa Fgeduc Multimercado, gerido pela Caixa Econômica Federal, ofereceu 27,6 milhões de ações, ao valor de R$ 91, em uma operação que movimentou R$ 2,52 bilhões. A oferta, em mercado de balcão não organizado, tem a coordenação do BB Investimentos, em conjunto com Bank of America Merrill Lynch, Bradesco BBI, Caixa, Citi, Itaú BBA e UBS.



Liberação de saque do FGTS: entenda a queda de braço pelos bilhões dos trabalhadores


19/07/2019 11:01 - g1.globo.com

Governo pretende liberar o saque de dinheiro dos trabalhadores em contas do fundo para estimular economia; mas a medida funciona? Após críticas, o Governo deixa para próxima semana o anúncio da liberação do saque do FGTS O governo está prestes a anunciar regras de liberação de saque de dinheiro dos trabalhadores no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), segundo afirmou o presidente Jair Bolsonaro. Também com a intenção de dar estímulo à economia, medida semelhante foi tomada no governo anterior: em dezembro de 2016, o então presidente Michel Temer anunciou liberação para saque de contas inativas, o que totalizou R$ 44 bilhões. A discussão recorrente sobre o uso de recursos do fundo desperta não só o debate pontual sobre os reais efeitos desses saques "fora de época", mas também sobre o papel do FGTS, criado há mais de 50 anos, no contexto atual da economia brasileira. Veja como consultar o saldo de contas ativas ou inativas Em 6 perguntas, a BBC News Brasil explica o que está em estudo pelo governo, quem é contra a liberação de recursos do fundo e como o FGTS funciona hoje: 1. Qual é o plano do governo? Bolsonaro afirmou que os detalhes sobre a liberação de verba do FGTS devem ser anunciados na semana que vem. Ao comentar a medida, o presidente disse que se trata de "uma pequena injeção na economia". A expectativa é que, nesse anúncio, sejam divulgadas as regras relativas a limites de saque e o calendário para os trabalhadores acessarem o dinheiro. No fim de maio, quando foi divulgada a retração de 0,2% da economia brasileira no primeiro trimestre de 2019, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já tinha afirmado que o governo estudava liberar o saque do FGTS. Àquela altura, a equipe do ministério trabalhava com o cenário de uma liberação de pouco mais de R$ 20 bilhões. Agora, a expectativa é que a medida possa injetar uma verba maior na economia - o governo já chegou a falar em R$ 42 bilhões, mas as contas ainda estão sendo feitas. Além disso, é esperada a liberação para contas ativas e inativas, mas com um limite que pode variar em função do total disponível na conta. A avaliação da equipe de Guedes é que, no governo Temer, a medida foi bem sucedida. O atual governo também vê com bons olhos a distribuição de 50% do lucro do fundo no ano anterior para os trabalhadores com contas no FGTS, prevista em lei sancionada por Temer em 2017. 2. Liberar recursos do fundo ajuda a economia? A injeção de recursos na economia por meio da liberação de recursos do FGTS pode ajudar a economia, mas apenas no curto prazo, dizem especialistas. A economista Vivian Almeida, professora do Ibmec, diz que a liberação de novos saques do FGTS tem efeito limitado se for pensada de forma isolada. "Se você liberar (o saque do FGTS) sem junção com outras reformas, isso vai ter um efeito limitado, com renda transitória, que vai responder àquele momento, com aquelas demandas pontuais e isso não vai se refletir em aumento de renda permanente das famílias", diz. O economista Pedro Fernando Nery, consultor do Senado, também diz que se trata de uma medida de curto prazo. "O essencial é que a gente saiba que não existe pote de ouro ao fim do arco-íris em qualquer lugar. O caminho para o crescimento é mesmo o caminho das reformas." Professora do Curso de Ciências Contábeis da UnB, Lorena Campos explica que a ideia por trás dessa medida é a de que, com mais verba disponível, as famílias ficariam propensas a um consumo maior, o que geraria estímulo à produção e, como consequência, haveria o aumento de empregos e salários. Ela lembra, no entanto, que não é possível ter certeza do que cada família fará com o dinheiro. "Uma vez que há a disponibilidade desse recurso para as famílias, acredita-se que a 'renda extra' seja destinada para consumo, pagamento de dívidas e investimento", diz. Em 2017, durante o governo Temer, 25,9 milhões de trabalhadores fizeram o saque de cerca de R$ 44 bilhões de contas inativas do FGTS. Vivian Almeida aponta que a medida "foi responsável por um dinamismo maior no ano de 2017", mas que a experiência mostra que, com medidas muito pontuais, "os efeitos tendem a se dissipar muito rapidamente". 3. Quem é contra liberar o saque de contas do FGTS? A principal voz contra a liberação de saques, que diminui a verba do FGTS, é o setor da construção civil, já que os recursos do fundo são usados para financiar programas de habitação - como o Minha Casa, Minha Vida -, além de saneamento e infraestrutura, com juros menores do que as taxas de mercado. "O FGTS é uma fonte barata de crédito para quem pega os recursos emprestados. Em tese, isso deveria favorecer políticas de habitação e saneamento. Na prática, é como se o trabalhador financiasse empreiteiras", diz Nery. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, transmite a posição do setor a respeito de uma nova liberação de saques: "Nós não concordamos e não é por corporativismo. Entendemos que foi uma medida que já na vez passada não foi boa." Martins argumenta que os recursos do FGTS estão, na verdade, concentrados em poucas contas e, por isso, a medida não é eficiente para estimular o consumo da população. "Você pega um monte de dinheiro que está em poucas contas e aí não vai pro consumo, mas sim para a aplicação financeira. O que acontece é que não surte o efeito desejado, como não surtiu." Segundo a CBIC, 45% do saldo das contas inativas do FGTS está concentrado em apenas 2% das contas, que têm valores acima de um salário mínimo. Os outros 98% das contas inativas têm até um salário mínimo cada. "O governo sempre acaba atacando o fundo de garantia", reclama Martins, para quem "o grande problema do FGTS é ser bem administrado". Nery também aponta que também interessa à Caixa, por ser o agente operador do FGTS, que não haja uma grande diminuição nos recursos do fundo. "Como está, quem defende mesmo é o setor da construção civil e a Caixa, que tem o monopólio da administração dos recursos e cobra taxas altas para fazer isso. São centenas de milhões de contas." Como agente operador do FGTS, a Caixa recebe taxa de administração de 1% do total do ativo do fundo no ano. É responsável por controlar as contas ativas e inativas, os saques, gerir aplicações financeiras, entre outros. Em 2017, o banco recebeu mais de R$ 4,9 bilhões para desempenhar essa função. Por meio da assessoria de imprensa, a Caixa informou que "cumpre as determinações contidas na legislação, conforme o que lhe compete no papel de Agente Operador do FGTS", após questionamento sobre se o banco é favorável à liberação de novos saques de contas do fundo. 4. Por que o FGTS foi criado e como funciona hoje? O FGTS foi criado em 1966, durante a ditadura militar, e hoje está previsto como um direito dos trabalhadores na Constituição Federal. O fundo foi criado como alternativa à chamada estabilidade decenal, que previa que o empregado com mais de 10 anos de serviço na mesma empresa não poderia ser despedido se não fosse por "falta grave ou circunstância de força maior, devidamente comprovadas". A ideia era compensar a mudança nas regras que acabaram com essa estabilidade com uma proteção financeira ao trabalhador, criando essa poupança forçada para momentos de necessidade. Com a criação do FGTS, as empresas passaram a pagar, mensalmente, o equivalente a 8% do valor do salário do trabalhador para a conta dele no fundo. A ideia é criar uma reserva para momentos de necessidade (leia na pergunta 5 as situações em que o trabalhador pode sacar seus recursos). A quantidade de contas supera 780 milhões e o total de ativos do FGTS somava R$ 496,85 bilhões no fim de 2017, segundo o relatório mais recente. De acordo com a Caixa, 84% das contas com saldo têm um valor de até um salário mínimo (R$ 998). O trabalhador tem uma conta para cada emprego formal que tem ou teve. Como os recursos dos trabalhadores depositados no fundo são usados para financiar a juros baixos obras de habitação, saneamento e infraestrutura, o retorno também é menor que o de outras aplicações. O rendimento é de 3% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR), calculada pelo Banco Central. Além de ser operado pela Caixa, o fundo é administrado por um conselho tripartite - ou seja, composto ​por representantes dos trabalhadores, dos empregadores e representantes do governo federal. 5. Quando o trabalhador pode sacar o FGTS, segundo as regras atuais? Os momentos mais conhecidos de saque do FGTS são a aposentadoria - quando o trabalhador pode tirar toda a verba que tem no fundo - e a demissão sem justa causa. Neste caso, o trabalhador recebe o valor que foi depositado por aquele empregador, com os rendimentos e uma multa de 40% sobre esse valor. A reforma trabalhista sanciona por Michel Temer também criou a possibilidade de rescisão por acordo entre o trabalhador e a empresa. Nesse caso, ele tem direito de sacar 80% do saldo da conta do FGTS e a multa do empregador é de 20% sobre esse valor. Outras situações em que é permitido o saque são: para compra de imóvel; quando o trabalhador fica afastado do regime do FGTS por três anos consecutivos; além de casos em que o trabalhador ou dependentes forem portadores do vírus HIV, de câncer ou quando estiverem em estágio terminal devido a uma doença grave. 6. As regras do FGTS podem mudar? Pelo menos 165 projetos de lei propõem mudanças na Lei nº 8.036, de 1990, que traz as regras para o FGTS, segundo levantamento feito por Nery. A maioria deles propõe permissão para que os trabalhadores usem os recursos do FGTS em outras situações. Entre as propostas, estão a execução de projeto de acessibilidade em imóvel próprio; custeio de despesas com educação e qualificação profissional; pagamento de cirurgias essenciais à saúde; casos de adoção ou nascimento de filho e mãe trabalhadora responsável pelo sustento da família. Também estão entre as propostas levantadas o pagamento de dívidas inscritas em cadastros de inadimplentes; utilização na geração de energia elétrica com base em fontes renováveis; custeio de tratamento para infertilidade; mulher trabalhadora que estiver em situação de violência doméstica, entre outros. Para que qualquer mudança entre vigor, precisa ser aprovada pelo Congresso e, depois, sancionada pelo presidente. Além da possibilidade de mudanças mais pontuais, tem aumentado a discussão sobre a estrutura do FGTS. A equipe econômica do governo, inclusive, avalia a função do fundo para eventualmente propor mudanças -- e o atual governo, em geral, defende o discurso de que as pessoas devem ter mais liberdade para administrar o próprio dinheiro. Pedro Nery diz que o FGTS "foi perdendo importância" como mecanismo de proteção nos últimos anos e que, quando foi criado, ainda não havia o seguro-desemprego. Ele diz que a baixa remuneração do fundo "gera uma série de problemas, como as tentativas de sacar os recursos antes que se desvalorizem (alta rotatividade)". Para Vivian Almeida, uma eventual mudança significativa no modelo do FGTS é uma alteração na "lógica" do que o trabalhador brasileiro conhece. "A poupança mudar de mão é uma mudança de paradigma, porque é uma população acostumada a ter uma poupança forçada e de repente ela gerencia esse dinheiro", diz. "A gente pode ter impacto que não necessariamente dá para prever, porque estamos falando de um perfil que ainda não é o do trabalhador brasileiro."



Fraude de azeite está mais aprimorada e utiliza óleos de origem desconhecida, diz governo


19/07/2019 10:00 - g1.globo.com


Ministério da Agricultura diz que ficou mais difícil responsabilizar quem adultera o produto. Veja dicas de como evitar e denunciar falsificação. Ministério da Agricultura prepara para novembro uma lista dos azeites proibidos para comercialização Reprodução/TV Vanguarda A fraude de azeites no Brasil está mais especializada, com empresas utilizando óleos de origem desconhecida, o que pode ser um risco para o consumidor, alertam fiscais do Ministério da Agricultura. Além disso, fábricas clandestinas dificultam a punição dos falsificadores. Assim, o governo também tem lançado mão da "punição solidária", multando as lojas que vendem esses produtos adulterados. Foram pelo menos 30 em 1 ano. 5 maneiras de saber se o azeite não é uma fraude No início deste mês, o governo retirou de circulação do Brasil 6 marcas que adulteraram o produto. A última vez que isso tinha ocorrido em escala nacional foi em 2017. A identificação das empresas responsáveis pela falsificação foi possível por causa de uma operação policial em São Paulo, que fechou fábricas clandestinas de azeite, quase um mês antes. Os auditores contam que, antes das fábricas clandestinas, era mais simples descobrir os falsificadores porque as empresas tinham CNPJ e endereços registrados. "As empresas perceberam onde foram pegas e aprimoraram a fraude", explica o coordenador de qualidade vegetal do ministério, Hugo Caruso. "A fraude ficou criminosa. As empresas e importadoras estão em nomes de laranjas, e os registros são falsos. Desta forma, a nossa estratégia agora é atuar com as polícias e responsabilizar solidariamente o supermercado que vende o produto fraudado", diz o fiscal agropecuário Cid Rozo. Ao responsabilizar o comércio que vendeu o produto ilegal, os fiscais do governo irão destruir o produto falsificado, multar o estabelecimento e denunciá-lo ao Ministério Público. O valor máximo da punição federal é de R$ 500 mil, dependendo do tipo de infração, a quantidade flagrada e o valor comercial do azeite. O comércio também pode sofrer punições por crimes ao consumidor, com multas ainda maiores (veja mais abaixo). Os consumidores que desconfiam de uma marca de azeite podem fazer uma denúncia ao Ministério da Agricultura por meio do telefone 0800 704 1995. O que é um azeite fraudado? Segundo o Ministério da Agricultura, é considerado azeite de oliva "o produto obtido somente do fruto da oliveira, excluído todo e qualquer óleo obtido pelo uso de solvente, ou pela mistura com outros óleos, independentemente de suas proporções". Ou seja, o uso de qualquer outro produto no azeite já se torna uma fraude. "O que predominava eram empresas que importavam óleo lampante [impróprio para consumo, feito de olivas mofadas]. Eles misturavam, em média, de 5 a 10% de lampante com óleo de soja e vendiam como azeite", conta Rozo. "Agora, surgiram as fábricas clandestinas e sabe-se lá o que elas usam [no azeite falso]", prossegue Cid Rozo. A mudança no tipo fraude começou a ser percebida após 2017, quando uma operação conseguiu mapear empresas e importadoras envolvidas na adulteração do produto. A Oliva, associação que representa o setor do azeite, afirma que o produto é um dos mais falsificados do mundo e que a forma de adulteração foi evoluindo com o aumento do rigor na fiscalização. "As marcas que faziam fraude reportavam que era um produto brasileiro e agora reportam para empresas do exterior, já que sabem que o azeite é, em grande parte, importado", afirma a presidente da Oliva, Rita Bassi. Como é o teste para descobrir se o azeite é fraudado Para descobrir se o azeite é falso ou não, o Ministério da Agricultura conta com um aparelho de infravermelho portátil que consegue fazer uma análise preliminar do produto dentro do supermercado. Equipamento permite análise rápida sobre os azeites que estão sendo vendidos no supermercado Ministério da Agricultura Se a máquina indicar um possível desvio, a amostra é enviada para um dos dois laboratórios do governo, localizados em Goiás e Rio Grande do Sul. O teste envolve reagentes químicos, aparelhos de fotometria, cromatografia e espectrometria. Nesta avaliação, são verificados todos os critérios que determinam um azeite. Caso a análise de laboratório mostre que houve adulteração, o importador (em caso de produtos vindos do exterior) ou o responsável por embalar o produto no Brasil podem ser multados. Se os fiscais não encontrarem a empresa, o estabelecimento comercial que vendeu o produto é autuado. Quando o produto é retirado do mercado Para que o produto seja retirado do mercado, a investigação precisa comprovar que a fraude é contínua e envolve mais de um lote do produto. O ministério mobiliza fiscais de todo o país para que localizem o azeite suspeito em supermercados e os levem para análise. Caso todas as amostras demonstrarem que houve falsificação, a comercialização da marca fica proibida. Se nem todas as unidades do produto apontarem para uma fraude, a importadora ou embaladora do azeite deve retirar o lote com problema das lojas, fazendo um recall. Comprei um azeite fraudado. O que eu faço? Se o consumidor comprou um azeite que foi retirado de circulação pelo Ministério da Agricultura, ele pode pedir o reembolso diretamente para o estabelecimento onde fez a compra, apresentando nota fiscal e o produto sem violação. O diretor de fiscalização do Procon-SP, Carlos César Marera, explica que, se a loja ou mercado negar a restituição, a instituição pode ser acionada para intermediar a devolução do dinheiro. A reclamação em São Paulo pode ser feita no site da fundação. Já em outros estados, a recomendação é que procurem o Procon da região ou utilize o site consumidor.gov.br. "Se os mercados ainda estiverem vendendo, estarão agindo contra a lei. Com a denúncia do consumidor, nós vamos averiguar e o local pode ser multado", diz Marera. No caso do estado de São Paulo, a multa para quem vender um azeite proibido pode variar entre R$ 665,42 a R$ 9,96 milhões, dependendo da receita do comércio. O Procon pede que os consumidores façam denúncias sobre estabelecimentos que estejam vendendo o produto proibido. Como evitar um azeite adulterado Segundo Caruso, do Ministério da Agricultura, ajudar o consumidor a evitar uma fraude é o grande desafio do momento. Mas, a pedido do G1, ministério e produtores deram algumas dicas para evitar comprar um azeite fraudado. Preços: a dica principal, de acordo com eles, é verificar os preços. Azeites com valores menores que a média são um sinal de alerta para o consumidor. Marcas conhecidas: a associação Oliva recomenda que, para quem não tem tanto conhecimento sobre o produto, procure por marcas já conhecidas e que opte por garrafas com vidro escuro, já que esse tipo de embalagem protege melhor as propriedades do azeite. Análises de paladar e olfato: essa técnica pode ter pouca efetividade, pois, dependendo do óleo misturado, fica impossível atestar que o que está na garrafa é 100% azeite. Outro entrave é que o consumidor precisa ter um paladar muito apurado. "É possível detectar pelo paladar um gosto rançoso, que remete a falta de higiene ou armazenagem inadequada, mas esse é um método que ainda está começando no Brasil", explica Rita. Para ajudar o consumidor, o Ministério da Agricultura está preparando para novembro deste ano uma lista das marcas de azeite que foram retiradas do mercado.



Taxa de investimentos é a menor em mais de 50 anos e fica mais dependente do setor privado


19/07/2019 09:15 - g1.globo.com


Indicador caiu para 15,5% do PIB no 1º trimestre de 2019, ante 20,9% em 2013. Rombo das contas governamentais limita investimento público, que perdeu peso na taxa total. A taxa de investimentos no Brasil caiu para o menor nível em mais de 50 anos e, em meio ao rombo das contas públicas e colapso dos orçamentos governamentais, o ritmo de recuperação tende a ficar ainda mais dependente da participação e apetite do setor privado. No 1º trimestre de 2019, a taxa de investimentos (também chamada de formação bruta de capital fixo - FBCF), que inclui o que se investe em máquinas e equipamentos, construção civil e inovação, recuou para 15,5% do PIB (Produto Interno Bruto), contra 15,8% no trimestre anterior. No final de 2013, antes do início da recessão, estava em 20,9%. Levantamento do economista Manoel Pires, coordenador do Observatório de Política Fiscal do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), mostra que a taxa de investimentos públicos caiu de 4,06% em 2013 para 1,85% em 2017 (nível mais baixo já registrado no país), passando para 2,43% em 2018. Já a taxa de investimentos privados caiu nos últimos 5 anos, recuando de 16,85% em 2013 para 13,39% em 2018. Veja gráfico abaixo: Investimentos em queda no Brasil Infografia: Diana Yukari/G1 Em termos de composição do indicador, o setor privado passou a ter um peso ainda maior no total dos investimentos feitos no país, ao redor de 85%. A participação do setor público na taxa de investimentos caiu de 19,4% em 2013 para 11,8% em 2018, subindo para 15,4% em 2018. Em 2010, os governos chegaram a responder por 22% do total da FBCF. Na década de 70, chegou a passar de 40%. Outro estudo do Ibre, dos economistas Marcel Balassiano e Juliana Trece, que utilizou uma média móvel de 4 anos, aponta que a taxa de investimento no quadriênio terminado no 1º trimestre de 2019 atingiu 15,5% do PIB, o menor nível em mais de 50 anos (mesma taxa registrada em 1967). Os pesquisadores apontam que, no ano passado, 152 de um total de 172 países registraram uma taxa de investimento maior que a do Brasil, e que a taxa média global (26,2%) foi 10 pontos percentuais maior que a brasileira 2018. Quando a comparação é com os países emergentes, a taxa de investimento foi mais que o dobro da do Brasil. A reversão desse quadro é apontada como fundamental para que a economia possa reagir e se recuperar num ritmo mais robusto e, com isso, aumentar a geração de empregos. Sem recuperação em '3 ou 4 anos' O secretario do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou recentemente que, mesmo com a aprovação da reforma da Previdência, a administração pública não irá recuperar sua capacidade de investimento "nos próximos três ou quatro anos". A reforma da Previdência é um passo importante para melhorar a confiança de empresas. Os economistas destacam, porém, que para garantir um crescimento robusto sustentado ao longo dos próximos anos, o Brasil precisa avançar também em outras reformas, como a tributária, além de melhorar o ambiente de negócios e avançar nos projetos de infraestrutura. Longo caminho para recuperar patamar pré-recessão Diante das limitações orçamentárias e restrições impostas pela lei de teto de gastos, o governo busca atrair mais investimentos privados, sobretudo na área de infraestrutura, através de uma maior abertura da economia, em setores como o mercado de gás natural, e ampliação dos projetos de concessões e privatizações. Apesar da perspectiva de melhora da atividade econômica e do ambiente de negócios, a partir da aprovação da reforma da Previdência, os economistas avaliam que ainda vai demorar para a taxa de investimentos recuperar o patamar pré-recessão, em razão do nível ainda elevado de incertezas e capacidade ociosa no parque industrial, além de persistentes dificuldades e entraves regulatórios para tirar do papel projetos de transferência de ativos para a iniciativa privada. "O ano de 2019 ainda vai ser ruim para o investimento. Talvez 2020 seja um pouco melhor", afirma Pires. "Mesmo que se aprove a reforma da Previdência, ninguém sabe muito bem quais serão os próximos passos [da política econômica]. O ponto de interrogação continua sendo a recuperação da demanda, porque tem incertezas jogando para baixo e uma perspectiva muito ruim para a expansão da capacidade produtiva. Precisa preencher esta capacidade ociosa primeiro para ter investimentos mais expressivos”. Usina de Angra 3, no Rio de Janeiro, está em construção há mais de três décadas e está com obras paradas Eletronuclear A consultoria Tendencias estima que a taxa de investimentos ficará praticamente estável em 2019, em 15,9% do PIB, subindo para 17,5% do PIB em 2022, sustentada principalmente pelo aumento do consumo de máquinas e equipamentos e pelos impactos esperados, a partir de 2021, pelo programa federal de concessões e privatizações. "Em nosso cenário de 10 anos, ainda não teremos recuperado a taxa de investimentos de 20,9% do PIB visto em 2013", afirma a economista da Tendencias Alessandra Ribeiro, que projeta uma taxa de 19,9% do PIB em 2029. Segundo a analista, o ritmo de recuperação dos investimentos nos próximos anos será ditado pela dinâmica privada, uma vez que as contas do governo só deverão voltar a registrar superávit (receitas maiores que as despesas, excetuando os gastos com pagamento de juros) a partir de 2024. “Considerando a retomada do crescimento, os impactos iniciais da Previdência, medidas adicionais do lado do gasto público e receitas extraordinárias com concessões e privatizações, o resultado primário fica equilibrado (ou seja, zero), só em 2023", estima a economista. Mercado reduz previsão para PIB de 2019 pela 20ª semana seguida Análise econômica: retomada do crescimento exige longa agenda de reformas Componente construção civil puxa queda O tombo da taxa de investimentos nos últimos anos foi puxado principalmente pelo componente de construção civil, que inclui também infraestrutura. No período entre 2010 e 2019, todos os componentes da taxa declinaram, mas a perda em construção chegou a 3 pontos percentuais, enquanto que em máquinas e equipamentos e outros o recuo foi de 1,9 p.p. e 0,2 p.p., respectivamente, apontam Balassiano e Trece. No item "outros" estão gastos com inovação, pesquisa e desenvolvimento e outros ativos fixos. A construção, que sempre respondeu pela maior fatia dos investimentos, vem diminuindo seu peso na taxa desde o inicio dos anos 2000. No 1º trimestre de 2019, respondeu por 47,4% da taxa de investimento, enquanto máquinas e equipamentos ficaram com 38,3%. "À medida que os governos saíram de cena, os investimentos em construção civil sofreram um baque. Soma-se a isso a questão das grandes empreiteiras que saíram do mercado ou ficaram inviabilizadas com as investigações da Lava Jato”, observa Pires, citando também as mudanças no modelo de financiamento dos investimentos no país, com a redução da participação do BNDES, cujos desembolsos caíram em 2018 para o menor valor em 5 anos. Taxa de investimentos (FBCF) e seus componentes nos últimos dez anos, em % do PIB Divulgação/FGV-Ibre Amarras para recuperação A recuperação do nível de investimento é importante tanto para garantir um crescimento mais robusto do PIB como também para melhorar a infraestrutura do país. "Para que a economia sustente expansão do PIB da ordem de 3% ao ano ao longo do tempo é necessário que o nível de investimentos caminhe para 21% do PIB. A reativação dos investimentos ampliaria as possibilidades de crescimento da economia brasileira, com estímulo tanto sobre a demanda agregada, dado o efeito multiplicador sobre o produto e o emprego, quanto sobre a oferta, via ampliação de infraestrutura e de produtividade", avaliou, em relatório mensal, a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão do Senado Federal. Para que a recuperação aconteça mais rapidamente e com bases mais sólidas, parte dos analistas defende também um maior debate sobre a recuperação da capacidade de investimentos dos governos, incluindo uma eventual flexibilização do teto de gastos, para que se abra um espaço fiscal para políticas públicas de desenvolvimento e até mesmo para a retomada e conclusão mair rápida de obras paralisadas ou projetos interrompidos. "O crescimento do gasto público precisa ser objeto de controle, mas isto precisa incluir espaço para investimento. Claro que é necessária a emenda da emenda. Não para desoneração ou subsídio, mas gasto mesmo, contratação direta", afirma o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves. Maia defende revisão do teto de gastos após aprovação da reforma da Previdência Para ele, não dá para contar apenas com um avanço do investimento privado para a retomada do patamar pré-crise. ”As oportunidades para o investimento privado estão concentradas na infraestrutura e no setor de energia, ambos monopólios naturais ou assemelhados e, portanto, objeto de regulação complexa, longo prazo de maturação e com riscos econômicos elevados. Sem mitigação dos efeitos de tais traços, é ingenuidade esperar um ciclo de investimento privado, mesmo com taxa de juros baixa", avalia. VALE ESTE Variação trimestral do PIB desde 2016 até o 1º tri deste ano Juliane Souza/G1 Para Ribeiro, é possível voltar ao patamar pré-recessão mesmo com investimento público limitado, mas é preciso rever os moldes dos investimentos no país. "Os investimentos públicos acontecem em áreas como educação, saúde, mobilidade. Para isso, teríamos que realmente mudar o modelo e trazer mais o setor privado para essas áreas. Podemos ter modelos como parceria público-privada que ainda dependeriam de certo aporte e garantia do governo, mas em casos de concessões e privatizações, não. Por isso, a gestão e a mudança de modelo é essencial para se depender cada vez menos dos governos federal, estadual ou municipal", afirma. Pires considera positivo uma maior abertura da economia brasileira, mas destaca as dificuldades regulatórias e políticas que envolvem qualquer projeto de desestatização. Ele lembra ainda que há áreas que nem sempre atrai o interesse de investidores. "Tem setores que o investimento privado não entra, ou entra quando boa parte do custo do investimento já esta amortizado, para ser operador e ampliar a infraestrutura na medida em que a demanda cresce", afirma. "Agora estão falando no mercado de gás... Em saneamento, já se tentou nos últimos anos três formas diferentes para destravar, a última foi uma medida provisória que caiu. No fim das contas, tudo que envolve assuntos federativos é supercomplexo, envolve uma gama de interesses, e leva tempo". Na opinião do economista, mesmo com uma maior abertura, o ideal seria perseguir uma taxa de investimento público em torno de 4% do PIB. "Não dá para discutir investimentos públicos e privados de forma dissociada. Da mesma forma que não dá para parar de fazer o investimento público e esperar que o privado entre e ocupe todo o espaço, também não é verdadeiro que a volta do investimento público trará mais investimento privado. Se o gasto público for mal feito, não trará. É preciso abrir espaço fiscal para aumentar os investimentos dos governos, mas também é necessário melhorar a governança e debater onde investir os recursos", diz.



Ford vai demitir 750 trabalhadores até o final de julho em SP


19/07/2019 09:00 - g1.globo.com


Montadora anunciou em fevereiro passado o fechamento da unidade de São Bernardo do Campo. Parte de plano reestruturação global, medida também inclui saída do mercado de caminhões na América do Sul. Fábrica da Ford em São Bernardo Divulgação A Ford vai demitir cerca de 750 trabalhadores até o fim do mês em sua fábrica de São Bernardo do Campo, de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Em fevereiro passado, a montadora anunciou o fechamento da unidade paulista e sua saída do mercado de caminhões da América do Sul. Aliança Volkswagen-Ford: o que se sabe até agora O sindicato também afirma que a produção de caminhões no local deve seguir até outubro. Cerca de 3 mil pessoas de diversos setores trabalham na fábrica. A Ford foi questionada sobre as declarações da entidade e disse, em um primeiro momento, que não iria se pronunciar sobre o tema. Na tarde de sexta-feira (19), porém, a montadora confirmou as demissões. De acordo com a montadora, com o fim da produção do Fiesta, foi "necessário adequar seu o quadro de funcionários e iniciar o processo de desligamento de 750 empregados ociosos". Após o anúncio do fechamento da fábrica, a Caoa confirmou "conversas" com a Ford para comprar a unidade, mas nada ainda foi concretizado. Entre os interessados estariam os chineses da Chery, marca da qual o grupo Caoa tem metade das operações no Brasil. 'Retorno da lucratividade' Quando revelou o plano de fechar a fábrica no ABC Paulista, a Ford disse que a decisão era "um importante marco no retorno à lucratividade sustentável de suas operações na América do Sul". O único carro que era produzido na fábrica, o Fiesta, já saiu de linha no Brasil, deixando apenas veículos pesados ainda em produção. Sua retirada do mercado de caminhões na América do Sul faz parte de uma reestruturação global da empresa. Em maio, a montadora anunciou corte de 7 mil empregos em todo o mundo para economizar US$ 600 milhões por ano. Em mais uma iniciativa, Ford e Volkswagen anunciaram uma aliança global com o objetivo de ganhar competitividade. No Brasil, outra movimentação aconteceu em Taubaté (SP), onde a empresa produz motores e transmissões, com 120 trabalhadores aderindo a um plano de demissão voluntária. Veja íntegra do comunicado da Ford sobre as demissões: "A Ford informa que, com o fim da produção do Fiesta em 13 de junho, foi necessário adequar seu o quadro de funcionários e iniciar o processo de desligamento de 750 empregados ociosos. A iniciativa é parte do processo de encerramento das operações de manufatura na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) como consequência da estratégia global de deixar de atuar no segmento de caminhões na América do Sul."



Carioca que aplicou tecnologia contra exploração sexual de crianças dará palestra em evento dos 50 anos do homem na Lua


19/07/2019 09:00 - g1.globo.com


O ex-hacker Wanderley de Abreu desenvolve projetos utilizando tecnologias criadas durante a corrida espacial. Entre os trabalhos, está o programa que ajudou a desmontar uma rede de compartilhamento de pornografia infantil no Rio de Janeiro. Carioca é convidado pela NASA para evento em homenagem aos 50 anos do homem na Lua Neste sábado (20), exatos 50 anos após a chegada do homem à Lua, o engenheiro carioca Wanderley de Abreu Junior estará em Nova York, a convite da Nasa. Wanderley será um dos que vão apresentar exemplos de tecnologias desenvolvidas durante a corrida espacial e que foram incorporadas ao dia a dia das pessoas. A palestra será em evento de comemoração do 50º aniversário da Apollo 11, nome da missão da agência espacial norte-americana que chegou à Lua. Entre os itens criados para a vida no espaço estão: óculos escuros com proteção UV alimentos desidratados monitores cardíacos sensores de incêndio compactadores de vídeos câmeras de reconhecimento facial O evento "50 Anos da Apollo 11 – Celebrando o Passado e Construindo o Futuro da Humanidade no Espaço" é organizado pelo Google, pela Nasa e pela Organização das Nações Unidas (ONU). Além de celebrar a data histórica, o objetivo é lançar iniciativas inovadoras destinadas a apoiar startups de vários cantos do mundo. Transferência de tecnologia reconhecida Foi exatamente através de uma parceria com a agência espacial americana que o empresário carioca viu sua vida mudar completamente. Criador da empresa Storm Group, Wanderley virou parceiro da New York Space Alliance (NYSA), em 2014, e começou a participar de um programa para facilitar a transferência de tecnologia para startups, com o objetivo de criar produtos e serviços por meio de licenciamento de patentes. Desde então, o empresário já desenvolveu projetos usando o reconhecimento facial para identificar pessoas na multidão; sensores que captam os batimentos cardíacos por câmeras; e streaming com compactação de dados para identificar suspeitos de abuso sexual infantil na internet. As bases para todas essas tecnologias foram criadas pela Nasa e aprimoradas por Wanderley e sua equipe para aplicação no dia a dia. "A NYSA é uma organização sem fins lucrativos que ajuda empresas a entrar no ramo espacial. Com ela, a gente conseguiu acessos a algumas patentes da Nasa", contou Wanderley Junior. Um hacker 'reabilitado' A história do empresário brasileiro com a Nasa já vem do século passado. Em 1997, com 19 anos, Wanderley era apenas um hacker em busca de fama online e decidiu invadir o Blue Mountain, um supercomputador do governo americano. Um dos objetivos do ambicioso jovem era instalar no supercomputador pacotes de um programa de radiotelescópio, que, segundo Wanderley, poderia procurar sinais de vidas extraterrestre. "Eu não tinha grande interesse por ETs, mas aquilo era também uma competição. Eu tinha mais pacotes rodando no Blue Mountain que as maiores empresas do mundo. Eu tinha mais horas de computação que a IBM", comentou. O que o jovem hacker não sabia na época é que esse supercomputador também era ligado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, que identificou a invasão e entrou em contato com o pai de Wanderley. "Meu pai é militar. Então acharam que era ele que estava hackeando. Ligaram para o Comando Militar do Leste (CML), aqui no Rio, e deu um probleminha lá. (risos) Mas eu logo assumi que era o responsável", disse Wanderley. Para o brasileiro, o mais legal das invasões era poder utilizar os domínios mais "nobres" do mundo hacker em ambientes de bate-papo virtual. "Eu acessava o IRC (um webchat) e usava os domínios @nasa.gov, @pentagon.mil. Eu achava aquilo o máximo. Mas não tinha nada grave, na verdade." Apesar de não ter feito um grande estrago no sistema, Wanderley colocou os americanos em alerta. "O Blue Mountain também faz simulações de explosões nucleares. Esse computador controla todos os mísseis e ogivas desativadas, que são catalogadas e monitoradas. Então, assim, 'deu ruim'. Mas eu não fiz nada irreversível nem estraguei nada de ninguém", explicou o ex-hacker. Depois do susto e da bronca do pai, Wanderley foi convidado pela Nasa para ir aos EUA e participar de um curso de segurança para proteger sistemas. Ele precisou contar como conseguiu invadir o computador ligado à agência e apontou as falhas no sistema. "Era uma espécie de reabilitação para hackers", definiu o brasileiro. Tecnologia contra a exploração sexual infantil Com o diploma da agência espacial americana nas mãos e de volta ao Brasil, Wanderley retornou ao curso de engenharia mecatrônica na PUC. Em paralelo às aulas, o "hacker reabilitado" começou a trabalhar em um projeto chamado Neuro Scan. A ideia da ferramenta era localizar na internet um determinado tipo de arquivo ou informação. O programa levou Wanderley para o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), onde virou chefe dos assistentes técnicos da Coordenadoria de Investigações Eletrônicas do órgão. Aos 22 anos, Wanderley comandou uma operação para desmontar uma rede de compartilhamento de pornografia infantil no Rio de Janeiro. Centenas de suspeitos foram identificados e presos durante o trabalho no RJ, no início dos anos 2000. Algum tempo depois, já pós-graduado no Massachusetts Institute of Technology (MIT), um dos principais centros de ensino de tecnologia do mundo, o carioca continuou trabalhando na evolução do Neuro Scan. O trabalho deu tão certo que o software foi selecionado pelo programa de transferência de tecnologia para startups, com o objetivo de criar produtos e serviços por meio do licenciamento de patentes da Nasa. "O Neuro Scan foi um dos selecionados. Ele teve bastante impacto social com a busca por pornografia infantil na internet. Eu fui evoluindo isso ao longo do tempo. Esse sistema hoje utiliza patentes da Nasa de reconhecimento facial e streaming com compactação de dados para fazer a busca de arquivos", explicou Wanderley. Atualmente, algumas empresas de comunicação também utilizam o software, mas com o objetivo de encontrar arquivos piratas na rede. "Eles procuram streaming pirata. Se alguém pegar um vídeo desta empresa e subir na internet eles vão ficar sabendo por conta desse sistema", acrescentou. O futuro tecnológico Entre as várias tecnologias que permitiram levar o homem à Lua e que hoje estão em praticamente todas as casas do Brasil, nada supera a evolução provocada pela microeletrônica, na opinião do engenheiro. "A microeletrônica é tudo. Foi o que permitiu os aparelhos serem pequenos e fáceis de transportar. O celular foi uma invenção da Segunda Guerra Mundial, mas poder levar ele na mão foi uma conquista da microeletrônica, assim como a câmera e os microcomputadores", detalha. Nada do que nós carregamos conosco seria possível se não fosse a corrida espacial", disse. Segundo o especialista, tudo que você precisava levar para o espaço tem que ser muito pequeno. "Você tinha que miniaturizar tudo para caber na nave. Simples assim. Não dava para colocar um computador, que tinha o tamanho de uma sala, em uma nave espacial. Era impossível". Para Wanderley, muitas novidades desenvolvidas para a vida fora da Terra deverão ficar cada vez mais acessíveis para a maioria dos mortais, inclusive o turismo espacial. "Certamente a inteligência artificial vai nos ajudar bastante nos próximos anos, muito por conta dos avanços da tecnologia espacial. Nós temos também os microssatélites, que vão baratear o custo das telecomunicações por todo o mundo. E por fim, mas não menos importante, o turismo espacial. Eu espero que meu filho e eu possamos passear na Lua qualquer dia desses", comentou Wanderley. Impulso no desenvolvimento tecnológico Na opinião do brasileiro, o período entre 1957, data do lançamento do satélite soviético Sputnik I, que marcou o início da corrida espacial, e 1969, quando os americanos pisaram na Lua, é o segundo maior em evolução tecnológica da história da humanidade. "Depois da Segunda Guerra Mundial, a corrida espacial foi o que trouxe mais inovações para o nosso dia a dia. Foi impressionante. O Arthur C. Clarke (escritor e inventor britânico) dizia que se a gente continuasse no ritmo da corrida espacial, em 2010 já estaríamos colonizando outros planetas", comentou Wanderley. Cronologia da corrida espacial 1957 - A União Soviética (URSS) lança o primeiro satélite artificial da Terra, o Sputnik I; 1957 - Os soviéticos lançam o Sputnik II, levando a bordo a cadela Laika, primeiro ser vivo a viajar ao espaço; 1961 - O russo Yuri Gagarin se torna o primeiro humano no espaço e realiza a volta completa na órbita da Terra, durante uma missão de 108 minutos; 1961 - A Nasa lança Alan Shepard ao espaço, mas seu voo de 15 minutos só chega ao espaço suborbital; 1969 - No dia 20 de julho, os EUA chegam à Lua com três astronautas: Neil Armstrong, Edwin Aldrin Jr. e Michel Collin. Apenas os dois primeiros pisaram realmente no solo lunar; 1998 - A primeira base orbital com ocupação humana permanente é construída e batizada de Estação Espacial Internacional (ISS); 2006 - O brasileiro Marcos Pontes, atual ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, também esteve na ISS. Cerca de 240 astronautas de 18 países já passaram pela Estação Espacial Internacional. Wanderley trabalha com a tecnologia de reconhecimento facial Raoni Alves/ G1 Rio



Modelo de capitalização da Eletrobras será levado em até 2 semanas a Bolsonaro, diz ministro


18/07/2019 23:03 - g1.globo.com

Bento Albuquerque (Minas e Energia) afirmou, ainda, que expectativa do governo é de concluir privatização da estatal até o fim deste ano. Ele não deu detalhes sobre o modelo em estudo. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse nesta quinta-feira (18) que o modelo de capitalização da Eletrobras será apresentado “na próxima semana ou no início da outra” ao presidente Jair Bolsonaro. Ainda de acordo com o ministro, a expectativa é que a conclusão do processo de privatização da estatal seja concluído até o fim deste ano, mesmo com a necessidade de aval do Congresso. “Agora estamos em condição de apresentar para o presidente da República para iniciar o processo em agosto. O modelo já está pronto. É só questão de implementá-lo. Para isso, teremos que ter uma aprovação por parte do Congresso Nacional.”, disse o ministro em coletiva de imprensa sobre o balanço dos 200 dias de governo. Albuquerque lembrou da decisão do Supremo Tribunal Federal de junho deste ano, que proibiu a privatização de estatais sem o aval do Legislativo, e disse que o modelo de privatização será apresentado no próximo mês ao Congresso Nacional. “Estaremos prontos para, no início de agosto, quando terminar o recesso no Congresso, iniciarmos essa tramitação junto ao Congresso. Vamos trabalhar para que isso [a conclusão da capitalização] ocorra até o fim do ano”, disse. O ministro não quis dar detalhes sobre o modelo proposto pelo governo. Disse disse apenas “que vai ser um processo de capitalização” e que a “União vai perder o controle da empresa”. Ele afirmou ainda que há projetos de lei no Congresso que poderiam ser aproveitados para a conclusão do processo de capitalização da empresa. “Ainda não sabemos exatamente porque tem projetos de lei já em andamento no Congresso Nacional, que poderiam ser aproveitados. Há ideia de apresentação de um projeto de lei, o que eu posso dizer que não existe minuta ainda, se existe não chegou a mim”, disse o ministro. Albuquerque afirmou, ainda, que a orientação de Bolsonaro é que o governo trate a tramitação “com as lideranças do Congresso”. Questionado sobre a reforma da Previdência, que também precisará de conclusão no segundo semestre, Albuquerque disse que a tramitação da capitalização da estatal pode ocorrer simultaneamente. “Não é excludente, não vamos fazer a tramitação da Eletrobras depois da Previdência, depois de qualquer outro grande projeto que esteja em tramitação”, explicou. O ministro também não quis responder quanto a venda da estatal renderia ao governo. “São simulações feitas com diversos condicionantes. Se são 12 (bilhões de reais), se são 16 (bilhões de reais), vai depender muito do modelo e da expectativa do mercado”, afirmou. “A nossa expectativa, a expectativa do governo, é que até pela forma como estamos conduzindo o processo, a expectativa seja muito positiva por parte do mercado”, concluiu Albuquerque.



Boeing faz provisão de US$ 4,9 bilhões ligada aos jatos 737 MAX


18/07/2019 22:31 - g1.globo.com


Companhia enfrenta uma das piores crises de sua história após quedas de aeronaves na Etiópia e na Indonésia. A Boeing disse nesta quinta-feira que fará uma provisão de US$ 4,9 bilhões no segundo trimestre ligada aos efeitos da manutenção em solo dos jatos 737 MAX, após acidentes fatais. A provisão resulta da redução de US$ 5,6 bilhões na receita e nos lucros antes dos impostos no trimestre, disse a fabricante em comunicado menos de uma semana antes da planejada divulgação de resultados financeiros, em 24 de julho. A Boeing está enfrentando uma das piores crises de sua história, já que seu jato mais vendido, o 737 MAX, continua parado após quedas na Etiópia e na Indonésia, que juntas mataram 346 pessoas em cinco meses. A fabricante enfrenta uma crise de reputação e o custo de por os aviões de volta no ar. Aviões modelo Boeing 737 MAX 8 estacionados em depósito de aeronaves do aeroporto de Victorville, na Califórnia Mike Blake/Reuters "Estamos tomando as medidas apropriadas para administrar nossa liquidez e aumentar nossa flexibilidade de balanço da melhor maneira possível enquanto estamos trabalhando com esses desafios", disse o diretor financeiro da Boeing, Greg Smith. A Boeing também disse que os custos estimados para a produção de sua principal aeronave de corredor único aumentaram em US$ 1,7 bilhão no trimestre, impulsionados principalmente pelos custos mais altos de uma redução maior do que a esperada em sua taxa de produção de aeronaves. A Boeing reduziu o número de aviões de corredor único produzidos mensalmente na região de Seattle de 52 para 42, após o segundo acidente na Etiópia, e suspendeu as entregas das aeronaves a companhias aéreas. Quando divulgou os resultados do primeiro trimestre em abril, a Boeing abandonou a meta financeira de 2019, suspendeu as recompras de ações e disse que a baixa da produção devido à parada dos aviões já tinha custado pelo menos US$ 1 bilhão.



Versão falsa do Telegram é removida do Google Play por carregar anúncios fantasmas


18/07/2019 22:22 - g1.globo.com


Programa foi baixado mais de 100 mil vezes e carregava páginas para fraudar anunciantes e desperdiçar a bateria do celular. Aplicativo MobonoGram 2019 oferecia duas opções de idioma e funções clonadas do Telegram. Reprodução/Symantec A fabricante de antivírus Symantec encontrou uma versão não oficial do Telegram, chamada "MobonoGram 2019", que prometia mais recursos e funcionalidades que o programa original. Porém, o aplicativo apenas tinha funções que baixavam sites em segundo plano, incluindo anúncios pornográficos ou páginas que podiam drenar a bateria do celular. Esse comportamento não era informado ao usuário. O Mobonogram 2019 foi publicado no Google Play, onde teve mais de 100 mil downloads antes de ser retirado do ar. O desenvolvedor, que usava o nome "RamKal Developers", também constava como responsável por outro aplicativo idêntico, chamado de "Whatsgram". O aplicativo e seus clones de fato forneciam algumas funcionalidades de comunicação. Como o código fonte do Telegram é aberto, qualquer pessoa pode copiar o código e criar um aplicativo idêntico para se conectar à rede do Telegram. Seria possível, inclusive, que alguma versão não oficial do Telegram tivesse mais recursos que a verdadeira. Uma das vantagens de aplicativos alternativos é a possibilidade de funcionar em países que tentam bloquear o Telegram, como a Rússia e o Irã. O Mobonogram 2019 considerava essa vantagem, oferecendo apenas duas opções de idioma: inglês e persa, a língua oficial do Irã. Quem instalou o aplicativo deve removê-lo do celular. Anúncios invisíveis A semelhança com o Telegram e a funcionalidade das mensagens disfarçava as funções ocultas do aplicativo. De acordo com a Symantec, o software ficava o tempo todo em operação no celular, abrindo páginas variadas conforme a localização do celular, mas sem exibir isso para o usuário. Em certos casos, o aplicativo podia abrir e reabrir esses anúncios invisíveis repetidamente, aumentando o consumo da bateria. O aplicativo tinha ainda outras funções cujo objetivo é incerto. É possível que ele tivesse a capacidade de gerar cliques fantasma em propagandas on-line, um truque usado por golpistas para ganhar dinheiro com propagandas pagas por clique que nunca foram vistas por nenhum humano de verdade. A própria exibição de publicidade em segundo plano, no entanto, pode ter sido suficiente para garantir a receita dos responsáveis pelo aplicativo. Fraudes publicitárias como essas são proibidas no Google Play. Quando um aplicativo infrator é identificado, ele deve passar por uma adequação ou será removido da loja. Se a má-fé estiver clara, a remoção será imediata e o desenvolvedor pode ser permanentemente banido da loja. Aplicativos fora da Play Store Além dos programas publicados em nome de "RamKal Developers" na Play Store, a Symantec também identificou outros quatro programas fora da loja do Google com o mesmo comportamento. O desenvolvedor desses aplicativos se identifica como "PhoenixAppsIR". Para a Symantec, é possível que ambos sejam parte do mesmo grupo ou até que sejam a mesma pessoa. Os aplicativos do PhoenixAppsIR não se disfarçam de uma versão do Telegram. Em vez disso, eles são oferecidos como gravadores de chamas ou criadores de sons de toque de celular. O download de aplicativos fora da Play Store não é recomendado. A maioria dessas lojas alternativas não aplica filtros para barrar programas falsos ou maliciosos, expondo usuários a riscos. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Selo Altieres Rohr Ilustração: G1



Onyx diz que governo espera cortar 'mais 25 mil cargos em comissão' nos próximos 100 dias


18/07/2019 21:59 - g1.globo.com


Ministro da Casa Civil deu a declaração após cerimônia de 200 dias do governo Bolsonaro. Segundo Onyx, universidades e institutos federais têm 60 mil cargos desse tipo. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni Gustavo Garcia/G1 O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta quinta-feira (18) que o governo espera cortar “mais 25 mil cargos em comissão” nos próximos 100 dias. Onyx deu a declaração durante entrevista coletiva concedida após cerimônia de 200 dias do governo de Jair Bolsonaro, em que o presidente ampliou a restrição para nomeação nesses cargos. “Estamos trabalhando. E a gente espera que, lá nos 300 dias, a gente consiga já anunciar mais 25 mil cargos em comissão que serão cortados. Nós já cortamos 21 mil, vamos caminhar para mais 25 mil”, disse o ministro. Cargos em comissão são postos dentro da administração pública que não são preenchidos por concurso público. Isso não significa que servidores concursados não podem ocupá-los. De acordo com Onyx, universidades e institutos federais têm, juntos, cerca de 60 mil cargos desse tipo. “Há de convir que é excessivo”, declarou. Onyx afirmou que governos do PT aparelharam, em especial os institutos federais, com fins políticos. “Com zelo, respeito e critério, nós vamos enxugar e bem enxugado isso, porque em nenhum país do mundo isso existe”, declarou. De acordo com o Painel Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento, o número divulgado por Onyx sobre cargos ocupados em universidades e institutos federais é quase 40% menor. Segundo o painel, em junho, universidades e institutos federais possuíam, em junho, 8.412 cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) e de Funções Comissionadas do Poder Executivo (FCPE). Além disso, são 28.666 funções e gratificações técnicas ocupadas. No total, portanto, o número de cargos e funções em universidades e institutos federais é de 37.078, o que equivale a 61,79% dos cerca de 60 mil apontados pelo ministro.



Procon-SP notifica empresas para apurar possível violação de privacidade por aplicativo que envelhece fotos


18/07/2019 21:49 - g1.globo.com


Fundação de defesa do consumidor teme que o aplicativo FaceApp utilize as imagens dos usuários, o que seria indevido. Facebook diz que não foi formalmente notificado por distribuir o app. Google e Apple não responderam. Procon-SP notifica rede social e apura vazamento de dados A Fundação Procon-SP, órgão de defesa do consumidor vinculado ao governo do estado de São Paulo, notificou na tarde desta quinta-feira (18) as empresas de tecnologia Google, Apple e Facebook para apurar possível violação de privacidade de usuários do aplicativo FaceApp, que envelhece fotos de rostos e virou febre na última semana. O Facebook informou que não foi "formalmente notificado". A GloboNews procurou o Google e a Apple, mas ainda não recebeu o posicionamento. A partir das lojas virtuais controladas por essas três empresas os usuários conseguem baixar a ferramenta. Por isso, segundo o Procon-SP, as lojas estariam agindo em concordância com as cláusulas potencialmente abusivas do app. FaceApp diz que deleta maior parte das fotos dos usuários Febre de aplicativo que envelhece rostos faz usuários ignorarem riscos De acordo com o diretor-executivo da fundação, Fernando Capez, a preocupação é a de que as empresas possam usar posteriormente as imagens dos usuários do aplicativo, o que é indevido. O Procon quer saber se uma das cláusulas exigidas para o uso do aplicativo "autoriza coleta de dados e compartilhamento com “empresas irmãs” como requisito necessário para o uso do aplicativo”. Ainda segundo o Procon, a cláusula “é genérica e não explica de que forma e por quantos tempo os dados e as imagens coletadas serão usadas”. O órgão sustenta, também na notificação, que a suposta cláusula “consta tão somente no idioma inglês, impossibilitando muitos consumidores de dela terem conhecimento” e ainda que a prática “afronta princípios básicos da Constituição Federal e do Código de Defesa do Consumidor, reputando-se, por essa razão, abusiva”. Faceapp Reprodução/Google Play O que o Procon fez O Procon diz já ter notificado de forma online, por meio de seus canais de recebimento de informações, as gigantes da tecnologia no Brasil. As comunicações foram feitas no início da tarde desta quinta-feira. Foram feitas três notificações, uma para cada empresa. O Procon-SP diz que, a partir da notificação, as empresas devem retirar as cláusulas problemáticas das lojas virtuais onde o aplicativo é distribuído. De acordo com a fundação, as comunicações foram feitas porque cabe ao Procon defender os direitos dos consumidores que residem no Estado de São Paulo e as três empresas de tecnologia têm sede no Brasil.



Um levantamento sobre cartões vermelhos


18/07/2019 21:35 - g1.globo.com


Um levantamento sobre cartões vermelhos no Brasileirão desde 2014 mostra que uma queda no número de expulsões em 2019, se compararmos com os cinco anos anteriores. Outros detalhes interessantes foram o momento mais provável dos cartões vermelhos, a grande diferença no número de expulsões de mandantes e visitantes e os times com mais jogadores que foram para o chuveiro mais cedo . Veja a análise completa no Seleção Sportv. Samy Dana no Seleção Sportv Reprodução/Sportv



ANP libera venda direta ao consumidor de botijão de gás de 13 kg


18/07/2019 21:10 - g1.globo.com


Decisão libera as distribuidoras a venderem botijões diretamente para o consumidor final, sem passar pelos revendedores. A diretoria da Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovou nesta quinta-feira (18) o fim das restrições à verticalização da comercialização de gás liquefeito de petróleo (GLP) no mercado brasileiro. Com a decisão, o órgão regulador libera as distribuidoras a venderem botijões de gás de 13 quilos (P-13) diretamente para o consumidor final, sem passar pelos revendedores. Antes de 2016, não havia qualquer vedação à atuação verticalizada no mercado. Foi com a revisão do marco regulatório, com as resoluções 49 e 51 de 2016, que a ANP proibiu a prática. Pela regra vigente desde então, a distribuidora não poderia vender diretamente para o consumidor, mas era livre para participar do quadro de sócios de uma empresa revendedora, desde que criasse uma nova companhia, com CNPJ separado. Botijas gás Rogério Aderbal/G1 O diretor-geral da ANP, Décio Oddone, alega que a regulação era uma “regra morta”, já que passou por uma série de prorrogações sucessivas nos prazos para que as empresas se adequassem ao regulamento. “É o fim da obrigatoriedade de que o botijão tenha que passar pelo revendedor. Estamos eliminando uma restrição regulatória que nunca se confirmou na prática. A regulação não deve criar reservas de mercado que criam ineficiência”, disse o diretor, durante a reunião pública de diretoria. Segundo ele, a revogação dos artigos que vedavam a verticalização permite uma maior liberdade nas relações comerciais e ocorre após posicionamento favorável da Superintendência de Defesa da Concorrência e Estudos e Regulação Econômica da ANP, que não encontrou “indicativos de que a atuação direta do distribuidor na atividade de revenda varejista de botijões de GLP (...) prejudicasse o processo competitivo”. Oddone saiu em defesa também da liberação do enchimento fracionado dos botijões de gás — assunto em discussão hoje dentro da ANP. “A regulação do GLP é a mais restritiva do setor [de óleo e gás]. Precisamos deixar o mercado funcionar. Quando não há explicação bem fundamentada para sustentar determinada restrição, devemos revogar a norma. Essa é a mensagem que estamos deixando”, afirmou.



Petrobras reduz preço da gasolina em 2,14% e diesel em 2,15% na sexta


18/07/2019 21:00 - g1.globo.com


Com o anúncio, o preço médio do litro da gasolina passará de R$ 1,6817 para R$ 1,6457 e, o do diesel, passará de R$ 2,0649 para R$ 2,0205. Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), da Petrobras, em Cubatão, SP José Claudio Pimentel/G1 A Petrobras informou nesta quinta-feira (18) que reduziu em 2,14% o preço da gasolina e em 2,15% o do diesel para esta sexta (19), nas refinarias. Com o anúncio, o preço médio do litro da gasolina passará de R$ 1,6817 para R$ 1,6457 e, o do diesel, passará de R$ 2,0649 para R$ 2,0205. As informações constam em site da empresa, no qual a petroleira detalha preços praticados nos 37 pontos de suprimento do mercado brasileiro, para a gasolina, o diesel S10 e o diesel S500. No site, a empresa informou reduções médias de preço de R$ 0,0360 por litro de gasolina e de R$ 0,0444 por litro de diesel. Em 8 de julho, a Petrobras reduziu em 4,4% o preço da gasolina e em 3,8% o preço do diesel. Em 1º de julho a companhia informou nova revisão na periodicidade de reajustes nos preços dos combustíveis, que passarão a ser realizados sem prazo definido. Há quase dois meses, a empresa já tinha anunciado mudanças, novamente, em seu formato de divulgação de reajustes nos preços de gasolina e diesel. Em meio à retomada do debate nacional sobre os preços praticados pela estatal, frente às ameaças de uma nova greve dos caminhoneiros, a estatal passou a divulgar em seu site preços praticados pela empresa, à vista, nos 37 pontos de suprimento do mercado brasileiro. Desde a adoção de novo formato na política de ajuste de preços em 2017, a gasolina acumula alta de 25,79% de preço, nas refinarias. Já o diesel acumula aumento de 48,93%.



ANTT publica resolução com novas regras para cálculo do frete mínimo dos caminhoneiros


18/07/2019 20:21 - g1.globo.com

Cálculo do piso do frete também levará em consideração itens como depreciação do caminhão e remuneração do motorista. Tabela foi criada em 2018 após a greve dos caminhoneiros. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou nesta quinta-feira (18) uma resolução com novas regras para o cálculo do frete mínimo de transporte de cargas. A nova resolução prevê que 11 categorias de cargas serão usadas no cálculo do frete mínimo e amplia os itens considerados no cálculo. Além da distância percorrida, o cálculo do frete mínimo também considera, a partir de agora, o tempo de carga e descarga do caminhão, custo com depreciação do veículo, remuneração do caminhoneiro, impostos, entre outros. A tabela de fretes foi criada no ano passado pelo governo Michel Temer, após a greve dos caminhoneiros que bloqueou estradas e comprometeu o abastecimento de combustível, de medicamentos e de alimentos em todo o Brasil. A criação era uma das reivindicações da categoria. CRONOLOGIA: greve dos caminhoneiros A resolução aprovada pela ANTT também detalha a multa para quem contratar o serviço abaixo do piso mínimo. A penalidade é de duas vezes a diferença entre o valor pago e o piso devido, sendo que é de no mínimo R$ 500 e de, no máximo, R$ 10.500. Quem ofertar contratação do transporte de rodoviário de carga abaixo do piso mínimo pode ser multado em R$ 4.975.



Governo cria regras para a venda de alimentos artesanais no país


18/07/2019 20:04 - g1.globo.com


O 'Selo Arte' vai garantir para o consumidor que o produto foi inspecionado e respeita os métodos tradicionais de fabricação. Os produtores de queijos artesanais serão os primeiros a ter acesso ao "Selo Arte" Reprodução/TV TEM O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quinta-feira (18), durante ato em comemoração aos 200 dias de governo, regras para a venda de alimentos artesanais, como queijos, mel e embutidos no Brasil. A lei que trata do assunto foi sancionada no ano passado, mas faltava a regulamentação. Com a publicação das regras, os produtos poderão ser vendidos em diferentes estados. Os alimentos deverão ter características e métodos de produção tradicionais, que serão fiscalizados por órgãos de saúde pública dos estados e do Distrito Federal. Quem seguir essas regras deverá colocar no produto o "Selo Arte", que será a certificação para esse tipo de alimento.. Antes, a venda de produtos artesanais era limitada ao município ou estado em que o alimento era feito e inspecionado. A primeira etapa da certificação será para produtos lácteos, especialmente queijos. A estimativa do Ministério da Agricultura é que 170 mil pecuaristas sejam beneficiados neste momento. As próximas fases serão para produtores de embutidos, linguiças, mel, própolis e cera. Selo criado pelo governo federal para identificar alimentos artesanais Divulgação/Ministério da Agricultura Além do decreto que regulamenta o "Selo Arte", foram assinadas duas instruções normativas. Uma delas traz o regulamento técnico de boas práticas para produtos artesanais lácteos e a outra diz respeito aos procedimentos para a certificação. As instruções normativas devem ficar em consulta pública por 30 dias. A Lei do "Selo Arte" (13.680/2018) foi publicada em junho do ano passado e, segundo o governo, modifica uma legislação de 1950, que trata da inspeção industrial e sanitária dos produtos de origem animal. Características Os produtos alimentícios identificados com o "Selo Arte" deverão ser feitos com matérias-primas de origem animal produzidas na propriedade ou com origem determinada. Os procedimentos de fabricação devem ser predominantemente manuais e não poderão ter adição de corantes e aromatizantes artificiais. Como vai ser a fiscalização? Os estados e o Distrito Federal ficarão responsáveis pela concessão do "Selo Arte" e pela fiscalização desses produtos, cabendo ao Ministério da Agricultura coordenar a implementação da política e realizar a gestão do sistema de concessão e controle da certificação. Cada selo terá um número de rastreabilidade que permitirá ao consumidor identificar o nome do produtor, data e local de fabricação do produto.



'Moratória da soja' no Cerrado evitaria desmatamento de área maior que a Bélgica, diz estudo


18/07/2019 19:35 - g1.globo.com


Acordo feito entre organizações não governamentais, agroindústrias e governos com o compromisso de não comprar a commodity de áreas desmatadas reduziu a média anual de desmatamento em até 85% nos 89 municípios participantes. A moratória da Soja é um acordo feito entre organizações não governamentais, agroindústrias e governos com o compromisso de não comprar a commodity de áreas desmatadas. Mariane Camargo Soares A controversa ideia de expandir para a região de Cerrado a chamada moratória da soja, um pacto firmado em 2006 que freou parte do desmatamento da Amazônia gerado pelo avanço do plantio da leguminosa, ganhou um novo ingrediente nesta semana. No primeiro estudo científico quantitativo realizado para a eventual adoção dessa medida no Cerrado brasileiro, um grupo internacional de pesquisadores concluiu que a medida, se implementada até 2020, impediria a conversão direta de 3,6 milhões de hectares de vegetação nativa em terras agrícolas nos 30 anos seguintes - área maior do que o tamanho da Bélgica. Com um adendo importante: isso não evitaria o avanço da agricultura de soja no país - apenas "organizaria" de um jeito mais sustentável seus locais, priorizando áreas já desmatadas anteriormente. Segundo o levantamento dos cientistas, mais de 80% dessa área que poderia ser protegida está na região conhecida como Matopiba - entre os Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia - a chamada nova fronteira agrícola brasileira. O trabalho acadêmico foi divulgado nesta semana pelo periódico Science Advances. "Quando não há fiscalização e a governança é fraca, acordos do setor privado se tornam relevantes para combater o desmatamento e a perda de vegetação nativa", resume à BBC News Brasil uma das autoras da pesquisa, a matemática brasileira Aline Soterroni, cientista do Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados, na Áustria. No entendimento de pesquisadores e ambientalistas, acordos como a moratória da soja têm mais eficácia do que leis justamente por serem pactos firmados entre os setores envolvidos - e não regras verticais que precisam de fiscalização de órgãos públicos. Mas a proposta de expandir a moratória da soja para proteger o Cerrado enfrenta resistência de grandes empresas e da chamada bancada ruralista, influente grupo de parlamentares com ligação ao agronegócio. Em nota divulgada no mês de junho, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aposoja) se posicionou "totalmente contrária" a qualquer pacto do gênero para o bioma. A entidade ressaltou que "o agro é sustentável". A Cargill, uma das maiores multinacionais do setor, também se manifestou. Em carta aberta aos produtores rurais brasileiros, a companhia americana afirmou que entende que esta não seria a solução mais adequada para os problemas ambientais. "A moratória não endereça os desafios sociais, econômicos e, em última análise, ambientais", diz trecho do documento. "E é muito provável que cause consequências, mesmo que não intencionais, para agricultores e comunidades que dependem da agricultura para subsistência." A origem da moratória da soja Em 2006, um pacto foi firmado entre governos, agroindústria e organizações de defesa ambiental: ninguém compraria soja produzida em região de desmatamento da Amazônia. No ano passado, balanço divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente mostrou que a política deu resultados: a média anual de desmatamento nos 89 municípios participantes caiu 85% depois do acordo. Nos últimos anos, ativistas e organismos ambientais têm sugerido uma medida semelhante para proteger o Cerrado. "A principal causa de desmatamento no cerrado é a expansão do agronegócio sobre a vegetação nativa. Entre 2007 e 2014, 26% da expansão agrícola ocorreu diretamente sobre vegetação de Cerrado. Quando considerada somente a região do Matopiba - porções de Cerrado dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia -, que é a principal fronteira do desmatamento, 62% da expansão agrícola ocorreu sobre vegetação nativa. Em relação às pastagens, análises recentes apontam que, entre 2000 e 2016, 49% da expansão no Matopiba ocorreu sobre o cerrado. Note-se que, muitas vezes, a área desmatada para pastagem torna-se, posteriormente, área de uso agrícola", ressalta manifesto da organização World Wide Fund for Nature (WWF). "O setor privado aprendeu que é possível produzir sem provocar novos desmatamentos diretamente associados à sua cadeia produtiva, como é o caso de sucesso da moratória da soja na Amazônia", prossegue o posicionamento da ONG. De acordo com o estudo de Aline Soterroni, a moratória da soja no Cerrado não impediria o avanço da produção da mercadoria. "A área da soja projetada para 2050 ficaria reduzida em apenas 1 milhão de hectares, se a moratória começar a funcionar em 2020", explica ela. "Isso corresponde a uma redução de 2% da área de soja no Brasil projetada para 2050." Para efeitos de comparação, se o atual Código Florestal fosse cumprido rigorosamente na região, ele evitaria, no mesmo período, o desmatamento de um quarto desse total (0,9 milhão de hectares). Além de reduzir desmatamento, a moratória da soja teve impacto também na fauna dos municípios que adoraram a medida Angélica Pizzolato / TG Soterroni lembra que as proteções ambientais para o cerrado são baixas. "No cerrado, além dos níveis de proteção da vegetação nativa, definidos pelo Código Florestal de 2012, serem baixos, não há cumprimento dessa lei", aponta. Um outro efeito benéfico da medida, segundo o mesmo estudo, é que nos mesmos 30 anos ela significaria uma redução de 8% do total de emissões de carbono do País. China e Europa O estudo recém-publicado também comparou quais os riscos representam os dois principais clientes do Brasil - China e União Europeia - para esse cenário de desmatamento. "Surpreendentemente os riscos são semelhantes. Apesar de o volume de soja produzido no Cerrado para o mercado chinês ser 2,5 vezes maior do que aquele que vai para a União Europeia. Isso acontece porque a Europa compra de traders com atividades próximas das áreas de remanescentes de vegetação nativa no Cerrado." A pesquisadora espera que o estudo possa ser utilizado em futuras tratativas comerciais internacionais, como nas negociações atuais entre União Europeia e Mercosul, que pode condicionar a compra da produção brasileira à preservação ambiental. De acordo com o levantamento, 25,4 milhões de hectares de terras na região de Cerrado, desmatadas anteriormente, já são adequadas para o uso agrícola - duas vezes o tamanho da Inglaterra. "Com a extensão da moratória da soja para o Cerrado, os resultados da modelagem indicam que a soja irá expandir, sobretudo, em áreas de pastagens e áreas não produtivas que podem ser consideradas, em grande parte, pastagens degradadas. Uma pequena intensificação das pastagens libera terra suficiente para a soja expandir no Cerrado sem a necessidade da conversão de vegetação nativa", explica ela. Cerrado em risco Soterroni e sua equipe quantificaram o impacto da medida na fauna e na flora nativas. Entre plantas e animais - tanto vertebrados quanto invertebrados - 4.800 espécies autóctones são potencialmente ameaçadas pelo desmatamento da região. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), hoje são 624 espécies de flora ameaçadas de extinção no bioma e 138 de fauna - sendo 95 vertebrados. "Alguns exemplos da fauna são o lobo-guará e o tamanduá-bandeira", cita a cientista brasileira. A pesquisa levanta a necessidade de um olhar mais cauteloso para o Cerrado brasileiro, bioma com gradiente de vegetação que vai desde formações campestres a formações florestais e que é menos "pop" do que a Amazônia e a Mata Atlântica, por exemplo. "Estima-se que metade do Cerrado já foi convertida, e que existam menos de 20% de vegetação nativa remanescente, ou seja, que não foi antropizada", afirma Soterroni. Ao longo de mais de uma década de existência, a Moratória da Soja mostrou na prática que é possível reduzir o desmatamento Divulgação/Aprosoja A pesquisadora afirma que acompanha atentamente o cenário. De um lado, "a falta de fiscalização e o não cumprimento das leis ambientais". De outro, "a demanda crescente por commodities como soja e carne". Segundo ela, um estudo mostrou que das fazendas de soja avaliadas na porção Amazônia do estado do Mato Grosso, 65% não cumprem o Código Florestal, mas cumprem a moratória da soja. Na modelagem científica utilizada pelos pesquisadores eles procuraram saber também quanto se perde com o atraso da implementação da moratória do cerrado na soja, considerando a demora de o projeto sair do papel. Para tanto, avaliaram três cenários: se a medida estivesse em vigor desde 2015, se ela for iniciada em 2020 ou se apenas começar em 2025. "Os resultados indicam que esse atraso na implementação da moratória da soja no cerrado pode causar uma perda média de 140 mil hectares por ano no bioma", diz a cientista. Isso equivale à área do município de São Paulo.



Proibidos de abastecer, navios do Irã estão parados perto de Paranaguá após sanção dos EUA


18/07/2019 18:47 - g1.globo.com


Embarcações não conseguem comprar combustível por causa da restrição imposta pelos norte-americanos. Navios de bandeira iraniana aguardam combustível no porto de Paranaguá (PR) Marco Aurélio Garcia/RPCTV Dois navios do Irã que trouxeram ureia ao Brasil e pretendiam retornar ao Irã carregando milho brasileiro estão parados ao largo do porto de Paranaguá (PR) desde o início de junho, com dificuldades de obter combustível para a viagem ao país asiático devido às sanções dos Estados Unidos à república islâmica. Os EUA têm ampliado suas sanções contra o Irã neste ano, visando atingir setor petrolífero do país. Isso atrapalhou o reabastecimento dos navios, com a estatal Petrobras recusando-se a vender combustível por temer represálias ao violar as regras norte-americanas. Os iranianos são os maiores importadores de milho do Brasil e também estão entre os principais compradores de soja e carne bovina. Embora alimentos não sejam o foco das sanções dos EUA, o caso levanta alguma preocupação sobre as exportações do agronegócio ao país islâmico. O navio Bavand já carregou cerca de 50 mil toneladas de milho, em maio, no porto catarinense de Imbituba, enquanto o Termeh deveria chegar em meados de julho ao local para carregar 66 mil toneladas do cereal, de acordo com informações de agentes do setor portuário. Ao menos um outro navio iraniano, o Daryabar, que está na mesma lista de sanções, carregou milho em Imbituba em junho e partiu, segundo documento de agência marítima, que aponta também que outra embarcação do Irã sancionada, a Ganj, deve carregar o produto em agosto. Outras embarcações com milho brasileiro vendido ao Irã, transportado em navios afretados por outras companhias multinacionais de outras nações, deixaram o país sem problemas recentemente, segundo os dados marítimos. A notícia sobre o problema relacionado ao combustível surpreendeu a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). "Completa surpresa, os navios das nossas exportadoras continuam exportando normalmente, qualquer sanção em comida está fora. Diria que não espero impacto (na exportação de milho e soja do Brasil), comida está fora dessa história, alimento está fora de qualquer processo de sanção", afirmou o diretor-geral da Anec, Sérgio Mendes, à Reuters, ao ser consultado. Ele disse acreditar que o problema de combustível com os dois navios seja um caso isolado. "Tanto que os navios dos nossos associados estão carregando normalmente", reiterou. Procurada, a Petrobras informou em nota nesta quinta-feira (18) que os navios encontram-se sancionados pelos EUA, e por isso não está fornecendo o combustível solicitado, sob pena de a petroleira vir a ser punida pelo governo norte-americano, que também incluiu a ureia importada pelo Brasil na lista de sanções implementadas por conta do programa nuclear iraniano. "Caso a Petrobras venha a abastecer esses navios, ficará sujeita ao risco de ser incluída na mesma lista, sofrendo graves prejuízos decorrentes dessa sanção", disse a Petrobras em nota, acrescentando que "existem outras empresas capazes de atender à demanda por combustível". Não ficou imediatamente claro por que os navios ainda não partiram de volta e se outras companhias não querem fornecer o combustível também por temores de enfrentarem sanções dos EUA. A Sapid, dona dos navios, não respondeu a pedidos de comentários. O Itamaraty diz ter conhecimento da situação e que está em curso uma ação judicial, sobre o assunto, que corre sob segredo de Justiça. 'Situação inédita' O caso, com um navio de um país sancionado tentando comprar combustível da Petrobras durante sua rota de passagem pelo Brasil, trata-se de algo inédito, de acordo com uma fonte na estatal. "O Irã é um país sancionado... Nós temos ações na Bolsa de Nova York. Sendo assim, a Petrobras fica impedida de negociar com empresas/países sancionados. Essa é uma questão jurídica internacional relevante", disse a fonte, que falou sob a condição de anonimato. O caso ocorre ainda em momento em que as relações entre Brasil e EUA estão mais próximas, com o presidente Jair Bolsonaro buscando maior aproximação com o país governado por Donald Trump. De acordo com outra fonte da Petrobras, a empresa teve de recorrer de decisão judicial no Brasil para manter sua posição de não fornecer o combustível aos navios iranianos. No primeiro semestre de 2019, o Irã importou cerca de 2,5 milhões de toneladas de milho do Brasil, praticamente o mesmo volume importado no mesmo período do ano passado, de acordo com dados do governo brasileiro. O país asiático, além de ser o maior importador de milho brasileiro, é um dos principais clientes da indústria de soja, tendo importado no mesmo período 1,25 milhão de toneladas, ante aproximadamente 1 milhão no mesmo período do ano passado.



Tenaris Confab vai abrir PDV e mira lesionados em Pinda, SP


18/07/2019 18:28 - g1.globo.com


Adesão será entre a próxima segunda-feira (22) e 2 de agosto; empresa diz não ter meta de desligamentos. Sindicato afirma que excedente é de 120 empregados na unidade do Cidade Nova, onde medida será adotada. Em assembleia na quarta-feira (17), promovida pelo sindicato, os trabalhadores aprovaram o PDV Sindicato dos Metalúrgicos/Divulgação A Tenaris Confab, em Pindamonhangaba (SP), vai abrir na próxima segunda-feira (22) um programa de demissão voluntária (PDV). A medida, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, é para adequar a produção ao excedente de 120 empregados. A empresa mira trabalhadores lesionados e com estabilidade oferecendo salários extras e indenização a que aderirem ao desligamento. O modelo, chamado de 'Oferta de Rescisão por Acordo' (Ora), é para os trabalhadores horistas da produção na fábrica de tubos, no Cidade Nova. A empresa tem também mais uma unidade na cidade, em Moreira César, não contemplada pelo pacote. O prazo para adesão é de 12 dias, entre 22 de julho e 2 de agosto. De acordo com a empresa, 'o objetivo de adequar o quadro de funcionários à situação atual da carteira de produção'. A empresa não informou meta de adesões ao PDV, nem limitou o número de vagas. Todos os pedidos serão submetidos à análise e, caso rejeitados inicialmente, têm validade por período de um ano. A Tenaris Confab dividiu, segundo o sindicato, em quatro categorias os trabalhadores que podem pedir o PDV. Três delas são direcionadas a empregados lesionados e que têm estabilidade. Cerca de 250 trabalhadores da planta têm esse perfil. Grupo 1: funcionários com estabilidade judicial, beneficiados por auxílio acidente, cuja perícia apontou doença causada pelo trabalho. As adesões oferecem um salário extra por ano trabalhado, mais um salário e meio para cada ano que faltar para completar 35 anos de registro em carteira ou para os 65 anos. Se mais de 50 aderirem, terão direito a um ano de plano de saúde após desligamento; Grupo 2: empregados que recebem auxílio-acidente, cuja perícia sinalizou que o trabalho agravou quadro de saúde que o funcionário já tinha. As adesões neste grupo oferecem um salário por ano trabalho, acrescido, de 1,25 salário para cada ano que faltar para completar 35 anos de registro ou 65 anos de idade. Se atingir 50 adesões, também terão um ano adicional de plano de saúde após a demissão; Grupo 3: funcionários com estabilidade temporária, como ex-membros da Cipa e grávidas. Esse grupo vai receber uma indenização, correspondente a três meses de salário; Grupo 4: qualquer trabalhador horista que não se enquadre nas condições de estabilidade. Eles não terão direito a complemento ou indenização. A empresa emprega, ao todo, cerca de mil trabalhadores na unidade do Cidade Nova, que produz tubos de aço para o setor petrolífero.



Campinas abre inscrições para cursos gratuitos de assistente contábil e de recursos humanos


18/07/2019 17:29 - g1.globo.com

Curso de qualificação profissional é gratuito e possui inscrições até dia 27 de julho. Ao todo, serão oferecidas 30 vagas para cada opção. Campinas (SP) está com inscrições abertas para dois cursos gratuitos de qualificação profissional nas áreas de assistente contábil e assistente de recursos humanos. Os interessados devem ser maiores de 16 anos e podem se inscrever no site até dia 27 de julho. Ao todo, serão oferecidas 30 vagas para cada curso. As aulas serão ministradas aos sábados, das 9h às 12h, a partir do dia 3 de agosto no Centro de Referência da Juventude (CRJ) da Vila União, localizado na Rua Dusolina Leone Tournieux, s/n. As capacitações possuem carga horária de 30 horas cada e serão realizadas por educadores universitários. Em caso de dúvidas, as informações podem ser obtidas por mensagens para o telefone (19) 97408-1721. Veja mais oportunidades da região no G1 Campinas



FaceApp diz que deleta maior parte das fotos dos usuários


18/07/2019 17:13 - g1.globo.com


App que virou febre com filtro que 'envelhece' rebateu questionamentos sobre uso de dados em comunicado enviado à imprensa dos EUA. Daenerys Targaryen, personagem da atriz Emilia Clarke, na série 'Game of Thrones', com o rosto modificado por filtros do FaceApp Reprodução/FaceApp O FaceApp, aplicativo que envelhece rostos, afirmou em comunicado na quarta-feira (17) que deleta a maior parte das fotos dos usuários. "A maior parte das imagens são deletadas dos nossos servidores em 48 horas, a partir da data de upload (quando a imagem é enviada pelo usuário)", diz a nota publicada pelo site de tecnologia Tech Crunch, dos Estados Unidos. Blog do Altieres: Febre de aplicativo que envelhece rostos faz usuários ignorarem riscos Após virar febre na internet nos últimos dias, o app tem sido alvo de questionamentos sobre o que faz com as imagens e os dados coletados. O Faceapp entrou até na mira de políticos americanos: o senador democrata Chuck Schummer protocolou um pedido à Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) e ao FBI para que investiguem se as fotos submetidas ao aplicativo são compartilhadas com governos estrangeiros, como a Rússia. Apesar das negativas da empresa, a política de privacidade do Faceapp permite que o aplicativo guarde as imagens indefinidamente. Em entrevista ao jornal "The Washington Post", o presidente da empresa, Yaroslav Goncharov, afirmou que não utiliza as imagens das pessoas para treinar uma ferramenta de identificação e negou que elas sejam compartilhadas com governos. "Não dividimos as informações de usuários com terceiros", disse. Aplicativo de passagem do tempo que virou febre traz politica de privacidade em inglês O aplicativo diz que, eventualmente, salva a foto na nuvem com o intuito de otimizar a performance e o tráfego — para que o usuário não suba a imagem repetidamente toda vez que quiser uma edição. Mas negou que possa ver toda a galeria de fotos dos smartphones depois que os usuários permitem o acesso: "Não fazemos isso. Só subimos uma foto selecionada para edição". O comunicado diz ainda que 99% dos seus usuários não costumam se logar. "Portanto, não temos acesso a nenhum dado que podem identificá-los". A empresa afirma ainda que não vende e nem compartilha nenhum dado de usuário com terceiros. E que, apesar de o time de desenvolvimento do app estar na Rússia, os dados dos usuários não são transferidos para aquele país necessariamente. Como apagar as informações? Apagar o aplicativo do celular não deleta as informações que foram enviadas. Sobre pedidos de usuários para remover seus dados dos servidores, o FaceApp diz que esta é uma prioridade, mas que a equipe de suporte está "sobrecarregada no momento". Para acelerar o processo, ele sugere que o usuário que queira que as fotos sejam removidas faça o pedido por meio do aplicado seguindo este passo a passo: "Settings->Support->Report a bug”, usando a palavra “privacy” ("privacidade") no título da mensagem.