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As milhares de vagas de emprego sem candidatos nos EUA


08/05/2021 22:26 - g1.globo.com


Economia americana continua a se recuperar após a chegada da pandemia, mas cada vez mais empresas reclamam que não conseguem encontrar pessoal. Especialistas ainda tentam entender as razões. Economia dos Estados Unidos continua a se recuperar após a chegada da pandemia, mas cada vez mais empresas reclamam que não conseguem encontrar pessoal. O que está acontecendo? GETTY IMAGES via BBC Um McDonald's em Tampa, no Estado americano da Flórida, oferece US$ 50 (R$ 262) a quem aparecer para uma entrevista de emprego. Enquanto isso, a Delta Airlines teve que cancelar uma centena de voos por falta de pessoal. As vagas de emprego aumentam em muitas partes dos Estados Unidos, mas algo estranho está acontecendo. Após o início da pandemia da Covid-19 e as restrições impostas por ela elevarem o desemprego a níveis recordes, agora que a situação melhorou e a vacinação está avançando, muitas empresas se deparam com um problema inesperado: não conseguem encontrar candidatos para preencher as vagas. De acordo com a Federação Nacional de Empresas Independentes dos Estados Unidos, 40% dos empregadores questionados em fevereiro disseram não ter encontrado trabalhadores para preencher novos empregos. Bill Dunkelberg, economista-chefe da entidade, disse que "encontrar trabalhadores qualificados se tornou uma questão crítica para as pequenas empresas em todo o país". Carlos Gazitua, presidente da rede de restaurantes Sergio's, na Flórida, é um dos que sofrem com o problema. "No momento, todos os meus funcionários estão trabalhando seis ou sete dias por semana porque não temos funcionários", diz ele à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC. "As coisas chegaram a um ponto em que, quando chega uma candidatura, os gerentes pulam de alegria, mas, na prática, os candidatos não aparecem para a entrevista." Carlos Gazitua conta que teve que fechar alguns restaurantes por falta de pessoal BBC Ele diz que precisa contratar 80 funcionários e que a escassez de pessoal o obrigou a fechar alguns de seus restaurantes ou deixá-los apenas para entrega em domicílio. "Paramos de ganhar 20% ou 25% do que poderíamos ganhar porque há uma demanda que não podemos atender." O que está acontecendo Os motivos dessa escassez ainda estão sendo estudados. "Há definitivamente um 'paradoxo do trabalho'", disse à agência Bloomberg o economista sênior do Bank of America Corp, Joe Song. É difícil quantificar, diz ele, "mas é claramente um desafio que está pesando contra uma recuperação (econômica) mais veloz." Segundo a Bloomberg, entre os motivos possíveis para isso estão desde preocupações dos trabalhadores com sua saúde em meio à pandemia - e à incapacidade de trabalhar de casa em muitas das vagas em aberto - até a possibilidade de alguns americanos estarem se aposentando mais cedo. Além disso, com a crise da Covid-19, o governo do presidente Joe Biden ampliou a ajuda aos desempregados e os que se qualificarem têm direito a receber US$ 300 por semana, além dos benefícios já vigentes em cada Estado. Bill Dunkelberg acredita que "o aumento do seguro-desemprego está mantendo alguns trabalhadores fora do mercado de trabalho" - opinião que está longe de ser um consenso. Katharine G. Abraham, professora de economia da Universidade de Maryland e ex-funcionária do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos entre 1993 e 2001, discorda. Ela acredita que o auxílio "desempenhou um papel menor, porque todos sabem que não durará para sempre." "As pessoas não vão recusar um emprego agora e correr o risco de não encontrar outro mais tarde", afirma. No curto prazo, é possível que trabalhadores que ganhavam menos de US$ 32 mil por ano se saiam melhor recebendo o benefício do governo, segundo economistas do Bank of America ouvidos pela Bloomberg. "Mas economistas e formuladores de políticas ainda estão incertos quanto a o que está causando esse abismo no mercado de trabalho e o quanto ele vai durar", prossegue a agência. "As contratações continuam robustas por enquanto, indicando que essas disparidades laborais não são necessariamente um problema. A preocupação é se a escassez de funcionários vai persistir - particularmente nas indústrias de lazer e hospitalidade - e o quanto vai durar. Isso poderia levar a uma redução na demanda e possivelmente levar a um aumento de preços." Restaurantes estão tendo problemas para encontrar funcionários GETTY IMAGES via BBC Saru Jayaraman, fundadora da One Fair Wage (Um Salário Justo, em tradução livre), organização que reivindica melhores salários para os trabalhadores com baixa remuneração, garante que há anos alerta o setor que haveria uma escassez de profissionais se seus salários não fossem aumentados. "É ridículo dizer que o problema é o auxílio do governo. No ano passado, falamos com 240 mil trabalhadores que não puderam recebê-lo porque em muitos estados foram informados que seus salários entre US$ 2 e US$ 4 por hora eram muito baixos para acessar o benefício", explica Jayaraman à BBC News Mundo. Ela é uma das vozes que defendem o aumento do salário mínimo nos Estados Unidos, medida que Biden incluiu em seu novo pacote de estímulo à economia que tenta aprovar no Congresso. A meta de Biden é atingir um salário mínimo federal de US$ 15 a hora até 2025, e vários Estados já estão revisando para cima os que estão em vigor em seu território. O problema da falta de pessoal repercute negativamente na vida de todos os trabalhadores, com ou sem emprego. Mary Miranda continua trabalhando. A gerente de uma loja de roupas em Sunrise, Flórida, lamenta que, quando o negócio conseguiu reabrir as portas após restrições da pandemia, muitos dos funcionários não quiseram voltar ao trabalho. "Aqueles de nós que ficam agora têm de fazer todas as tarefas, também as mais físicas. Estou sempre cansada e ultimamente comecei a sentir dores no pulso." Carissa Shade é uma das que estão fora do mercado de trabalho. Moradora de Fletcher, no Estado da Carolina do Norte, ela perdeu o emprego em março por causa das restrições da pandemia. "Desde então, tudo tem sido um pesadelo", diz. Em junho, tais medidas foram suspensas, mas ela teve que pedir licença médica para dar à luz e, quando quis voltar, descobriu que a empresa não queria recontratá-la. Desde então, sua família se sustenta com o salário do seu marido e alguma ajuda governamental para alimentar seus quatro filhos. Aos 18 anos, ela começou a trabalhar como garçonete e não é a primeira vez que se sente vulnerável devido à sua condição de mulher. "Nesse setor, você depende de gorjetas e muitas vezes tive que aprender a lidar com situações de arrogância ou assédio de clientes". Carissa Shade está farta de empregos mal remunerados e não aceita nenhum que pague menos do que custa ter alguém para cuidar de seus filhos Arquivo pessoal "Se me oferecessem um trabalho decente, aceitaria, mas no último me pagaram menos de US$ 4 a hora. Não vou trabalhar por menos do que custa pagar a alguém para cuidar dos meus filhos enquanto eu estiver fora", diz. A economia não é o único fator que faz com que Carissa Shade prefira não se reintegrar ao mercado de trabalho. "Nesse setor, você está sempre exposto a muitos vírus", diz ela, aludindo a um medo que pode ser compartilhado por muitos daqueles que atualmente recusam empregos que envolvam o contato com o público. Algumas dessas vagas em aberto estão nas fábricas americanas, segundo a agência Reuters. No início de abril, o empresário Matt Arnold se queixou de que estava longe de preencher os 125 postos de trabalho de sua fábrica de veículos do tipo trailer no Estado de Indiana. "Nunca tinha visto isso assim tão ruim", disse Arnold sobre a dificuldade de contratação, que o tem forçado a ampliar o tempo necessário para entregar seus produtos aos consumidores. Muitas pessoas que perderam seus empregos agora recebem seguro-desemprego e outros tipos de assistência governamental Getty Images via BBC Quanto tempo vai durar essa situação A economista Abraham é "cética" em relação às reclamações dos empregadores que afirmam não conseguir encontrar empregados. "Vimos em recessões anteriores em que, quando as coisas começam a melhorar, sempre há um período em que as empresas dizem que têm dificuldade em contratar", diz ela. "Eles provavelmente terão que concordar em aumentar os salários ou contratar trabalhadores com um perfil diferente do que eles gostariam." Proprietários de restaurantes na turística Miami Beach reclamam que não conseguem preencher vagas Getty Images via BBC Gazitua diz que já está fazendo isso. Ele conta que está pagando US$ 19 por hora aos lavadores de pratos que consegue contratar para as cozinhas de seus restaurantes. Antes da pandemia, quem estava nessa função não costumava receber mais de US$ 12. Mas muitos empresários argumentam que, se a ajuda governamental não for moderada ou eliminada, não haverá solução para o problema. "O governo tem que encorajar as pessoas a voltar ao trabalho", afirma Gazitua, que acredita que "o problema não é apenas uma questão de dinheiro, mas também se as pessoas querem ou não servir a sua comunidade". Ele reconhece que os meses difíceis da pandemia alteraram a escala de prioridades. "Depois dessa época, muitas pessoas, especialmente os jovens, perceberam que preferem um trabalho que lhes permita ter tempo para ficar com a família do que um em que ganhem muito dinheiro, mas exija muitas horas". "Já existem restaurantes que usam robôs em vez de garçons e estou pensando nisso." Com reportagem de Guillermo D. Olmo, da BBC News Mundo



Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (09/05/2021)


08/05/2021 13:00 - g1.globo.com

No programa deste domingo, conheça as técnicas de criação do Boi 777, a vacinação do rebanho contra a febre aftosa em MS e muito mais. Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (09/05/2021) O Globo Rural deste domingo (9) vai mostrar as técnicas de criação do Boi 777, que ajudam o animal a ganhar peso, aumentando a produtividade no campo. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Tem ainda a vacinação do rebanho contra a febre aftosa em MS, o plantio do feijão em PE e muito mais. Não perca, o Globo Rural começa a partir das 8h30. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural



Máscaras, passaporte de vacina, digitalização: o que esperar da retomada do turismo pós-pandemia


08/05/2021 10:00 - g1.globo.com

Especialistas do setor dizem que uso de máscara e álcool gel é legado da pandemia que deve ser mantido nas viagens. Preocupação sanitária, segundo eles, tende a alterar o comportamento do turista. Com a pandemia da Covid-19 ainda em curso, o turismo é um dos setores com a maior expectativa para a retomada. O “novo normal” das viagens de lazer ainda está sendo definido, mas tem no radar desde passaporte eletrônico de saúde a serviços de quarto opcional em que o próprio hóspede se encarrega da limpeza. Enquanto a vacinação contra o coronavírus avança lentamente, os protocolos sanitários dentro e fora do Brasil mudam a todo instante. Para especialistas em turismo, uso constante de máscara facial e álcool em gel é legado que deve ficar. Mas, algumas mudanças, sobretudo nos estilos de viagens, também são esperadas. “Tudo que a gente tem são hipóteses, expectativa e uma fé enorme. Acho que não teve nenhum setor tão prejudicado quanto o de turismo”, disse Marcelo Linhares, que é diretor-executivo da Onfly, agência especializada em viagens corporativas. As principais tendências do turismo pós-pandemia segundo especialistas ouvidos pelo G1 são: Uso de máscara deverá ser obrigatório num primeiro momento; Disponibilização de álcool gel em aeronaves, hotéis e restaurantes será mantida; Comprovante de vacinação ou resultado de teste para Covid será obrigatório; Maior digitalização dos serviços; Condições de limpeza das hospedagens serão priorizadas; Destinos regionais deverão ser os mais buscados pelos turistas; Os chamados “mochilões” deverão ser substituídos por roteiros mais curtos; Espaços ao ar livre deverão atrair mais público que os locais fechados. Futuro do turismo: os desafios de impor vacinação obrigatória Os protocolos básicos de segurança contra o coronavírus – uso de máscara facial e álcool gel para higienizar as mãos – deverão ser mantidos, apontam os especialistas. "Independente da Covid zerando, esses protocolos sanitários de limpeza, de uso de álcool gel, ficam como herança nos aeroportos, nas aeronaves, nos hotéis", disse Linhares. Já a máscara tende a ser flexibilizada, como já acontece na Nova Zelândia, por exemplo, que sediou recentemente o maior show com presença de público desde a pandemia – cerca de 30 mil pessoas sem máscaras. “A vida sem máscara é possível, mas acho que não vai acabar. Acho que as pessoas, mesmo podendo não usar, vão se sentir mais seguras usando”, avaliou o vice-presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), Frederico Levy. Inovações à vista Segundo Levy, da Braztoa, a aceleração da digitalização de serviços demandada pela pandemia promete trazer novidades para o turismo. Entre elas, passaporte eletrônico, incluindo um específico para saúde. “A Iata [Associação Internacional de Transportes Aéreos] está criando um aplicativo de celular em que você vai ter ali o seu passaporte de saúde. Isso tem que ser uma coisa aceita por companhias aéreas, por países e integrado com laboratórios do mundo inteiro”, destacou. Atualmente, para entrar em diversos países são exigidos comprovantes de vacinação contra várias doenças, como a febre amarela, por exemplo. A da Covid-19, enfatizou Levy, também será indispensável. O passaporte eletrônico de saúde poderá conter, além desses comprovantes, resultados de exames que também possam vir a ser exigidos, como o PCR, usado para detecção da presença do coronavírus. “Isso [o uso do passaporte de saúde] pode se estender a shows e eventos, por exemplo”, enfatizou. Para Marcelo Linhares, da Onfly, a digitalização dos serviços vai aumentar ainda mais. Segundo ele, no segmento corporativo as empresas estão buscando ferramentas que permitam fazer a gestão das viagens de seus funcionários de forma a otimizar processos e economizar custos. No segmento de lazer, trata-se de um novo hábito de consumo potencializado pela pandemia. "Os hábitos de compra online vão se estender para o turismo também. As pessoas vão comprar mais pacotes online, mais passagens online", apontou. Faça você mesmo Outra inovação no setor de turismo apontada pelo vice-presidente da Braztoa, mas que não está atrelada à tecnologia, é a oferta opcional dos serviços de quarto em hotéis, em que o hóspede dispensa a limpeza e arrumação feitas por terceiros. “Se você quiser que ninguém entre no seu quarto, você vai ter o material de limpeza ali à disposição. Isso ninguém pensava, ir num hotel para limpar o banheiro, mas essa é uma nova realidade”, disse Frederico Levy. Replanejando roteiros Para o diretor-executivo da Agência Brasileira de Engenharia Turística (Abet) Dener Fonseca, a grande maioria dos turistas não vai buscar roteiros pensando em limpeza ou medidas de prevenção à Covid. “O turista não está viajando porque ele não pode, porque quando o destino abre, ele vai”, afirmou. Ele citou o exemplo de Campos do Jordão, no interior paulista, que ao reabrir as portas para o turismo registrou 92% de ocupação na rede hoteleira. “O visitante não vai escolher o destino porque ele é mais limpo ou não. E o destino vai cumprir os protocolos não porque quer, mas porque ele é obrigado”, enfatizou. A opinião de Fonseca, no entanto, não é unânime. Para outros especialistas, a preocupação com o contágio vai interferir, sobretudo, na escolha dos roteiros. “A pessoa que iria para os Estados Unidos para ficar enfurnado o dia inteiro dentro de um shopping, talvez vá querer priorizar um parque nacional”, sugeriu Frederico Levy, da Braztoa. Para Levy, os chamados “mochilões”, em que o turista permanece pouco tempo em um destino, priorizando conhecer o máximo de lugares possíveis na mesma viagem, tende a diminuir pelo mesmo motivo. “Aquele negócio de conhecer oito países em 12 dias, provavelmente, vai diminuir. Em 12 dias, vai conhecer dois países e passear com mais calma e estar mais do lado de fora [de transportes e hospedagens]”, destacou. No Brasil, a aposta do de Marcelo Linhares, da Onfly, é de fortalecimento do turismo regional – quanto mais próximo de casa, melhor. Já fatores econômicos tendem a aumentar a demanda por viagens nacionais. “Uma coisa que é tendência forte e já está acontecendo é o fortalecimento do turismo doméstico. As fronteiras internacionais estão fechadas, com muitas restrições ao Brasil. Além disso, o dólar está muito alto. Então, as pessoas estão, como nunca, buscando os roteiros nacionais”, disse. Temperatura corporal monitorada nos navios O segmento de cruzeiros marítimos está otimista com a possibilidade de retomar as operações no Brasil em outubro, quando começa a temporada de viagens. Segundo o presidente-executivo da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil), Marcos Ferraz, os protocolos sanitários já estão sendo discutidos com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e visam criar uma "bolha de segurança dentro e fora dos navios". "É importante falar que são os mesmos protocolos que estamos usando em outros destinos como Itália, Cingapura, Taiwan, Japão, Taiti e Ilhas Canárias, que já retomaram os cruzeiros de lazer", ressaltou Ferraz. Uma das principais medidas é a testagem em massa de toda a tripulação e todos os passageiros antes do embarque. "Algumas empresas estão fazendo nova testagem dos próprios cruzeiristas a partir do 3º dia de embarque", destacou. Além da testagem, os navios estão sendo equipados com estações para medição da temperatura corporal por reconhecimento facial. A tecnologia também está sendo usada para monitorar casos suspeitos de Covid-19 dentro da embarcação. "Gadgets, como pulseiras ou colares, por exemplo, são usados para monitoramento. Em caso de apresentar algum sintoma, a pessoa vai ser testada e isolada e com esse aparelho a gente sabe com quem essa pessoa esteve a menos de um metro e meio de distância e por mais de um minuto e meio para que todas elas também sejam monitoradas", explicou. Todas as equipes em terra que têm contato com os ocupantes dos navios também terão testagem e temperatura monitoradas com frequência. “Vai ser uma extensão de uma bolha de segurança de dentro do navio para fora”, reforçou Ferraz. Segundo a Clia, depois de ter toda a temporada de 2020/2021 cancelada, o segmento de cruzeiros no Brasil oferta mais de 566 mil leitos para a retomada este ano, na temporada que vai de outubro a abril. "A demanda tem crescido e o cruzeirista consegue se programar com grande antecedência. Uma companhia associada à nossa vendeu, em apenas 48 horas, todo o navio todo de volta ao mundo", enfatizou o executivo.



Associações de comércio criticam falta de apoio do governo e pedem isenção de impostos


07/05/2021 21:23 - g1.globo.com

Economistas ouvidos pelo G1 dizem que o governo precisa agir para amenizar os efeitos da pandemia no setor. Associações do comércio de todo o país criticam a falta de apoio do governo durante a pandemia do coronavírus e pedem a isenção de impostos. Elas dizem que o "abre e fecha" do comércio, as restrições no horário de funcionamento e a necessidade de pagar integralmente os impostos faz com que muitos negócios não resistam e fechem as portas. Com o colapso do sistema de saúde, foi preciso restringir a circulação de pessoas e o setor foi muito atingido. As vendas do comércio tiveram queda de 0,6% em março e o setor encerrou o 1º trimestre no vermelho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Economistas ouvidos pelo G1 dizem que o governo precisa agir para amenizar os efeitos da pandemia no setor. “Houve falta de planejamento em diversas frentes na área fiscal. As empresas e associações precisam cobrar do governo federal, que não fez o dever de casa com as vacinas e não se preparou adequadamente para a segunda onda do coronavírus, que já estava clara em dezembro”, afirma Sergio Vale, economista-chefe da consultoria MB Associados. Medidas de apoio (e a falta delas) Em 2020 foram criados programas para conter os efeitos econômicos da pandemia, mas muitos deixaram de valer no final do ano. Agora, o governo federal tem reeditado algumas medidas. O Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm) já foi relançado no final de abril. Em 2020, mais de 9,8 milhões de trabalhadores tiveram jornada reduzida ou contrato suspenso, o que ajudou a preservar empregos dos trabalhadores com carteira assinada. A expectativa agora gira em torno do relançamento do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Até a virada do ano, foram três rodadas, que concederam R$ 37,5 bilhões em crédito a 517 mil empresários. Foram reservados R$ 5 bilhões para essa nova fase. VÍDEO: Auxílio Emergencial 2021 - entenda as regras da nova rodada “O governo deveria ter estendido o programa em dezembro, pois era claro que a pandemia estava voltando. Deveria ter sido votada uma extensão dos programas de auxílio, mesmo que em menor montante naquele momento”, analisa Vale. Segundo Nabil Sahyoun, presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), o governo precisa se responsabilizar pelo tempo que o comércio ficou fechado. “Como vamos pagar nossos impostos, como IPTU e IPVA, se não trabalhamos e não faturamos por muitos meses? Estamos pedindo ajuda para os empresários se salvarem. Queremos redução nos impostos e o funcionamento em horário integral do comércio. Duas horas por dia a menos, por exemplo, representa a perda de um dia de faturamento na semana. Lojistas e pequenos empresários estão agonizando”, diz Sahyoun. Nesta sexta-feira (7), associações e entidades comerciais publicaram nos principais jornais do país um informe com o título "Meio Aberto, Meio Quebrado". No documento, elas dizem que precisam voltar a operar plenamente e afirmam que "a responsabilidade pelo desemprego e quebradeira de empresas é do setor público." O economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo, adiciona que o estrago foi muito grande para o setor, mas foi minimizado pelo Auxilio Emergencial e por programas como o Pronampe. Porém, foram poucas linhas de crédito e em volume insuficiente. “Ficou um jogo de gato e rato. O comércio abre e vende um pouco. Na hora de recolher o imposto, fecha. Isso foi acumulando. Os auxílios do governo federal estão vindo, mas com um certo atraso e mais modestos. Da parte do estado e do município, não tivemos nada em matéria tributária”, afirma Solimeo. O economista-chefe do banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, afirma que a reclamação das entidades do setor é "totalmente válida" e que a negação em continuar com os programas de auxílio explica o atraso no resgate. "Se fosse uma proposição séria do governo, teriam aproveitado o fim do ano para melhorar os aspectos que foram levantados como passíveis de melhora nos programas do ano passado”, diz Lima Gonçalves. Para José César da Costa, presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a situação é muito grave e o setor precisa de ações rápidas. “São várias medidas necessárias agora, nós precisamos de recursos, de estímulos, juros mais baixos e uma série de ações governamentais. Além disso, essa redução de horário não vai resolver o problema da pandemia. O varejo se preparou com todas as medidas se segurança indicadas para conter o vírus. A gente quer um retorno total das atividades”, afirma Costa.



Com safra maior e bons preços, colheita de café canéfora ganha ritmo no Brasil


07/05/2021 21:15 - g1.globo.com


Produção nacional de café robusta/conilon pode crescer até 16%. As exportações do grão já cresceram 30% na comparação anual. Com safra maior e bons preços, colheita de café canéfora ganha ritmo no Brasil. Renata Silva/Embrapa A colheita de cafés canéforas (robusta e conilon) está começando a ganhar ritmo no Brasil, com produtores na expectativa de uma safra maior dessas variedades em momento de alta nos preços internacionais, o que reforça uma busca por grãos de melhor qualidade em 2021, disseram especialistas. Enquanto a produção nacional de café robusta/conilon pode crescer até 16% este ano, segundo previsões oficiais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a de arábica está estimada para cair quase 40% na visão mais pessimista, o que tem dado suporte aos preços globais e no maior produtor e exportador global da commodity. Conheça Ivone Baziolli, que estudou até a 4ª série e ajudou a desenvolver principais tipos de café no Brasil Até o momento, cafeicultores de Espírito Santo e Rondônia, os dois maiores produtores de canéfora no país, colheram cerca de 15% das áreas, com os capixabas em ritmo mais lento que no ano passado, quando a colheita foi menor. "A safra corre bem, os cafeicultores estão animados em relação ao preço, a gente sabe que oscila muito, mas de forma geral tem um bom prognóstico", disse o pesquisador da Embrapa Enrique Alves, um dos maiores especialistas em robustas amazônicos, em Rondônia. O café conilon do Espírito Santo está cotado a cerca de 465 reais por saca, com alta de 32% ante a mesma época do ano passado, a caminho dos maiores valores em termos nominais da história, quando atingiu patamares acima de 500 reais pela última vez em 2017, segundo dados do Cepea/Esalq. Os grãos robusta e conilon, ainda que esteja ocorrendo um movimento para valorizar suas características e qualidade, são mais utilizados para a produção de café solúvel, ou em "blends" da indústria de torrefação, pelo fato de serem mais baratos que o arábica. O café arábica rompeu a barreira de R$ 800 a saca nesta semana, maior valor nominal da história (sem considerar inflação), segundo o Cepea/Esalq. "Estamos esperando uma safra em torno de 15% maior que a do ano passado, seria uma safra igual a 2019, este ano voltaria à normalidade de 2019. Safra boa e preços bons, isso ajuda, com certeza", disse Edimilson Calegari, gerente corporativo de mercado da Cooabriel, maior cooperativa de produtores de conilon, com atuação no Espírito Santo e Bahia. Café é a 2ª bebida mais consumida no país e interesse por métodos de preparo cresceu na pandemia A safra de conilon do Espírito Santo poderá crescer quase 23%, considerando a melhor estimativa da Conab, para 11,3 milhões de toneladas, trazendo algum alívio para o mercado que verá um ano de baixa do ciclo do arábica acentuada por problemas de uma seca prolongada. Ainda que o clima tenha sido melhor na área capixaba, resultou em várias floradas, o que atrasou um pouco a colheita em 2021, disse Calegari. Em 2020, cerca de 30% dos cafezais de área da Cooabriel já tinham sido colhidos nesta época. "Acredito que a partir da semana que vem vamos ter movimento maior de colheita. Estive visitando lavouras e observando que maturação está mais avançada e já dá para apanhar." Café atraente Segundo Calegari, a cooperativa está incentivando a produção de cafés de melhor qualidade, tendo em vista a boa demanda externa. Ele lembrou que as vendas da Cooabriel já superaram em volumes os registros do ano passado. "O mundo inteiro está adicionando robustas nos 'blends', e o mercado está sendo bem procurado depois que melhoramos a qualidade", disse. De outro lado, ele comentou que o produtor está mais retraído nas vendas no momento de olho no mercado. "Está vendendo menos café, vendendo mais dentro da necessidade, porque vê que tem possibilidade de melhora nos preços". QUIZ: Você entende de café? Em Rondônia, disse Alves, da Embrapa, os produtores estão investindo em tecnologias de colheita e pós-colheita, pensando na qualidade. Ele destacou que as primeiras exportações diretas de Rondônia para a Coreia do Sul foram "bem-sucedidas" e já há indicativos de novas encomendas para a nova safra. "Tanto da Coreia como da Europa, novos compradores estão interessados nos robustas amazônicos com qualidade diferenciada, um mercado que não existia e está se abrindo." No primeiro trimestre, as exportações de grãos canéforas do Brasil cresceram mais de 30% na comparação anual, para cerca de 900 mil sacas de 60 kg, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). VÍDEOS: tudo sobre agronegócios



Órgãos públicos recomendam que WhatsApp adie nova política de privacidade


07/05/2021 18:05 - g1.globo.com


ANPD, Cade, Senacon e MPF enviaram recomendações ao WhatsApp e ao Facebook e pedem que o aplicativo atualize política, prevista para começar em 15 de maio, apenas após adoção das orientações. Seis perguntas sobre a nova política de privacidade do WhatsApp Órgãos públicos recomendaram nesta sexta-feira (7) que o WhatsApp e o Facebook, dono do app, adiem mais uma vez a nova política de privacidade da plataforma de mensagens. O documento foi produzido pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), o Ministério Público Federal (MPF) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Nele, as instituições pedem que o WhatsApp adie a data de vigência de sua nova política, prevista para 15 de maio, enquanto não forem adotadas as recomendações sugeridas após as análises dos órgãos reguladores. Ao G1, o WhatsApp disse que não foi formalmente notificado da recomendação e que continuará enviando lembretes para os usuários dentro do aplicativo nas próximas semanas. "A maioria das pessoas que já foi notificada aceitou a atualização e o WhatsApp continua crescendo. Porém, aqueles que ainda não tiveram a chance de aceitar a atualização não terão suas contas apagadas ou perderão a funcionalidade no dia 15 de maio", disse a empresa. O que muda com a nova política A mudança na política de privacidade passou a ser comunicada no início de 2021 e prevê o compartilhamento de novos dados com o Facebook. WhatsApp e Facebook: ENTENDA o compartilhamento de dados Os novos termos do aplicativo preveem que dados gerados em interações com contas comerciais, como as de lojas que atendem pelo WhatsApp, poderão ser utilizados pelas empresas para direcionar anúncios no Facebook e no Instagram. Embora o WhatsApp afirme que as novidades da política de privacidade estão centradas em interações com empresas, o novo texto indica a coleta de informações que não estavam presentes na versão anterior do documento. Entre elas: carga da bateria, operadora de celular, força do sinal da operadora e identificadores do Facebook, Messenger e Instagram que permitem cruzar dados de um mesmo usuário nas três plataformas. Pedido para que funções sejam mantidas O aceite dos termos é obrigatório e o aplicativo detalhou nesta sexta (7) o que acontecerá com as contas que não derem o aval até o dia 15 de maio. No documento enviado às empresas, Senacon, Cade, MPF, ANPD recomendam que o WhatsApp não restrinja funcionalidades do aplicativo caso as pessoas não concordem com a nova política. Além disso, as instituições pediram que o Facebook não utilize dados obtidos a partir da plataforma de mensagens enquanto não houver o posicionamento dos órgãos reguladores. As autoridades indicaram que a política de privacidade e as práticas de tratamento de dados apresentadas pelo WhatsApp podem representar violações aos direitos dos titulares de dados pessoais, que foram definidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde setembro passado. Em comunicado, os órgãos disseram ter preocupações "com os potenciais efeitos sobre a concorrência decorrentes da nova política" e sobre a "ausência de informações claras sobre que dados serão tratados e a finalidade das operações de tratamento que serão realizadas." As empresas devem enviar resposta às entidades sobre a adoção das recomendações até a próxima segunda-feira (10). Veja o posicionamento do WhatsApp, na íntegra: “O WhatsApp passou os últimos meses fornecendo mais informações sobre essa atualização para todos os usuários ao redor do mundo. Neste período, a maioria das pessoas que já foi notificada aceitou a atualização e o WhatsApp continua crescendo. Porém, aqueles que ainda não tiveram a chance de aceitar a atualização não terão suas contas apagadas ou perderão a funcionalidade no dia 15 de maio. A empresa continuará enviando lembretes para estes usuários dentro do WhatsApp nas próximas semanas.”- Porta-voz do WhatsApp WhatsApp, Telegram e Signal: COMPARE os apps de mensagens WhatsApp e Facebook poderão ler minhas mensagens? Ícone do WhatsApp. REUTERS/Thomas White Não. A companhia afirma que todas as mensagens – de texto, áudio, vídeo e imagens – são criptografadas de ponta a ponta, o que significa que somente o remetente e destinatário podem ver a mensagem. O aplicativo também ressalta que não mantém registros sobre com quem os usuários estão conversando e que não compartilha listas de contatos com o Facebook, pontos vistos como preocupações de parte dos usuários. A nova política de privacidade, porém, deixa de garantir a proteção da criptografia em conversas com contas comerciais. Imagine, por exemplo, uma grande varejista que ofereça atendimento pelo WhatsApp. Os atendentes não respondem por um celular, mas por ferramentas que gerenciam os chats. Como existe um terceiro armazenando e gerenciando interações com empresas, o aplicativo não consegue garantir a criptografia ponta a ponta para essas conversas. *Colaborou Rafael Miotto Veja dicas para proteger seus dados na internet



95% das mães das favelas terão dificuldade para fazer almoço de Dia das Mães, aponta pesquisa


07/05/2021 17:58 - g1.globo.com

Segundo levantamento do Data Favela, 72% das mulheres que possuem filhos são responsáveis pela maior parte da renda da casa e 84% declaram renda pessoal é hoje menor do que era antes da pandemia. O Dia das Mães será difícil de ser comemorado nas favelas brasileiras. Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (7) pelo Data Favela, parceria entre o Instituto Locomotiva e a Central Única das Favelas (Cufa), mostra que 95% das mães dessas comunidades afirmam que terão dificuldade para fazer um almoço ou jantar para comemorar a data, em razão das limitações financeiras. O levantamento revela também que 84% das mães de favela declaram que a família perdeu grande parte da renda com a pandemia de coronavírus, que 72% delas são chefes de família e que uma parcela dessas mulheres teve negado o pagamento da nova rodada do Auxílio Emergencial. A pesquisa entrevistou 1.871 mães moradoras de 351 favelas localizadas em toda as regiões do país, entre os dias 1º e 4 de maio. A margem de erro é de 2,3 pontos percentuais. Vendas de Dia das Mães devem crescer em relação a 2020, mas ainda abaixo da 'pré-pandemia', diz CNC Fome e pandemia nas favelas: ‘Meus netos comem menos para eu almoçar’ “Vai ser difícil comemorar, porque a fome voltou a rondar as favelas. A realidade é de extrema necessidade”, alerta Renato Meirelles, presidente do Locomotiva. “O novo auxílio demorou a chegar, o valor é insuficiente e alcança um número menor de famílias”, acrescenta. Veja outros destaques da pesquisa: 84% das mães de favela dizem que sua renda pessoal é hoje menor do que era antes da pandemia; 9 em cada 10 estão muito preocupadas com a perda de renda familiar; 8 em cada 10 mães que vivem em favelas pediram o novo auxílio emergencial; 3 em cada 10 mães de favela que requisitaram o novo auxílio emergencial tiveram o pedido negado; 72% das mulheres de favela são responsáveis pela maior parte da renda da casa; 82% das mulheres são responsáveis por comprar os alimentos da casa. Central Única das Favelas arrecada alimentos para o dia das Mães



WhatsApp vai limitar funções de contas que não aceitarem novas regras 'em algumas semanas'


07/05/2021 17:28 - g1.globo.com


Atualização da política de privacidade do app entrará em vigor no dia 15 de maio. Empresa disse que não vai apagar conta daqueles que não fizeram aceite, mas limitará ferramentas com o tempo. Seis perguntas sobre a nova política de privacidade do WhatsApp O WhatsApp atualizou nesta sexta-feira (7) uma página que explica o que vai acontecer com as contas das pessoas que não aceitarem a sua nova política de privacidade, que entrará em vigor no dia 15 de maio. Segundo o aplicativo, nenhuma conta será apagada e o aplicativo vai continuar funcionando na data. Porém, aqueles que não tiverem concordado com os novos termos irão ver um lembrete com mais frequência. SAIBA MAIS: Órgãos do governo recomendam que WhatsApp adie nova política de privacidade Em fevereiro, o aplicativo avisou que o envio e leitura de mensagens ficariam restritos para aqueles que não concordassem com os novos termos até a data de vigência. Ou seja, isso mudou. Na prática, o WhatsApp dará mais tempo para as pessoas aceitarem a política. "Após um período de várias semanas, o lembrete que as pessoas recebem se tornará persistente", avisou o aplicativo. Depois que as pessoas receberem esse "lembrete persistente", o envio e leitura de mensagens ficarão restritos. Não será possível acessar sua lista de conversas, segundo o app. Aqueles que tiverem as notificações habilitadas ainda poderão tocar para ler ou responder as mensagens, além de atender chamadas de voz e de vídeo. Após algumas semanas de funcionalidade limitada, você não poderá mais receber chamadas ou notificações e o WhatsApp irá parar de enviar mensagens e chamadas para o seu telefone. O aplicativo não detalhou em quanto tempo essas restrições serão aplicadas. Usuários que não aceitarem regras do WhatsApp até 15 de maio poderão ver 'lembrete persistente' após algumas semanas. Divulgação/WhatsApp O que vai mudar? A mudança na política de privacidade passou a ser comunicada no início de 2021 e prevê o compartilhamento de novos dados com o Facebook, dono do app. Os termos prevêem que dados gerados em interações com contas comerciais, como as de lojas que atendem pelo WhatsApp, poderão ser utilizados pelas empresas para direcionar anúncios no Facebook e no Instagram. WhatsApp e Facebook: ENTENDA o compartilhamento de dados Embora o WhatsApp afirme que as novidades da política de privacidade estão centradas em interações com empresas, o novo texto indica a coleta de informações que não estavam presentes na versão anterior do documento. Entre elas: carga da bateria, operadora de celular, força do sinal da operadora e identificadores do Facebook, Messenger e Instagram que permitem cruzar dados de um mesmo usuário nas três plataformas. O aplicativo mostra em seus termos quais são os fins da coleta de dados, como utilização das informações para melhorias no serviço ou integração entre plataformas. Porém, não há um detalhamento individual sobre a finalidade dos dados armazenados pela companhia. WhatsApp e Facebook poderão ler minhas mensagens? Não. A companhia afirma que todas as mensagens – de texto, áudio, vídeo e imagens – são criptografadas de ponta a ponta, o que significa que somente o remetente e destinatário podem ver a mensagem. O aplicativo também ressalta que não mantém registros sobre com quem os usuários estão conversando e que não compartilha listas de contatos com o Facebook, pontos vistos como preocupações de parte dos usuários. WhatsApp terá novo alerta sobre mudança na política de privacidade Divulgação A nova política de privacidade, porém, deixa de garantir a proteção da criptografia em conversas com contas comerciais. Imagine, por exemplo, uma grande varejista que ofereça atendimento pelo WhatsApp. Os atendentes não respondem por um celular, mas por ferramentas que gerenciam os chats. Como existe um terceiro armazenando e gerenciando interações com empresas, o aplicativo não consegue garantir a criptografia ponta a ponta para essas conversas. WhatsApp, Telegram e Signal: COMPARE os apps de mensagens Veja dicas para proteger seus dados na internet O



Eletrobras precisa ser capitalizada para ter capacidade de investimento, diz novo presidente


07/05/2021 17:16 - g1.globo.com


Durante cerimônia de posse, Rodrigo Limp defendeu o processo de capitalização da estatal. A Eletrobras vai continuar a perseguir o cumprimento das ações previstas em seu plano estratégico e no plano diretor de negócios e gestão, afirmou o novo presidente da estatal, Rodrigo Limp, durante sua cerimônia de posse nesta sexta-feira (7) no Museu de Arte do Rio (MAR). Rodrigo Limp, novo presidente da Eletrobras Pedro França/Agência Senado Limp defendeu o processo de capitalização da estatal, em discussão por meio da Medida Provisória (MP) 1031 no Congresso. “A companhia precisa ser capitalizada para ter capacidade de investimento frente a outros agentes do setor”, disse. Governo entrega ao Congresso MP para tentar acelerar privatização da Eletrobras Eletrobras quer desligar mais 476 empregados até novembro Nesse sentido, Limp defendeu a continuidade do processo de racionalização das participações societárias e o aumento da eficiência de ativos de geração e transmissão, além do desenvolvimento de novo modelos de negócios. Segundo o presidente, a Eletrobras pode ser protagonista na transição energética e no novo contexto do setor elétrico, em meio à sua modernização. “O futuro da companhia precisa estar alinhado com as transformações do setor elétrico”, afirmou. Limp era secretário de energia elétrica do Ministério de Minas e Energia (MME). Anteriormente, foi diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A expectativa é que ele continue a preparar a empresa para a privatização. Vídeos: Últimas notícias de economia



Vendas e produção de veículos disparam ante abril de 2020, aponta Anfavea


07/05/2021 17:14 - g1.globo.com


Na comparação com março, no entanto, houve queda de 7,5% nas vendas. No acumulado nos 4 primeiros meses do ano, crescimento é de 14,5%. Produção de veículos na fábrica da Stellantis em Goiana (PE) Divulgação/Stellantis As vendas e a produção de veículos cresceram em abril, segundo dados divulgados besta sexta-feira (7) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Numa base de comparação muito fraca, o aumento na venda de veículos no Brasil em abril reflete o forte impacto do início da pandemia, há um ano, na atividade da indústria automobilística no país. O licenciamento de 175,1 mil veículos em abril representou um avanço de 214,2% na comparação com o mesmo mês de 2020. Na comparação com março de 2021, no entanto, houve queda, de 7,5%. Durante a apresentação do desempenho do setor no quadrimestre, que acontece neste momento, o presidente da Anfavea, Luiz Carlos de Moraes, lembrou que abril teve três dias menos que março, o que traz impacto no licenciamento diário. No acumulado do ano, a venda de 703 mil veículos, um crescimento de 14,5%, também revela a paralisação das linhas de produção e das vendas nessa época em 2020. Salto na produção A produção de veículos estava quase que completamente paralisada há um ano. Por isso, a produção de abril deste ano deu o impressionante salto de 10.236,1% na comparação com o mesmo mês de 2020. No quarto mês de 2020, foram produzidos apenas 1,8 mil veículos e, em abril de 2021, 190,9 mil. unidades. Na comparação com março, porém, houve queda de 4,7%. No acumulado do ano, houve um crescimento também expressivo, de 34,2%, com 788,7 mil veículos produzidos no primeiro quadrimestre. O presidente da Anfavea considerou os resultados positivos para um setor que enfrenta dificuldades de produção em razão da falta de componentes, principalmente os semicondutores. Isso tem provocado redução nos estoques. Com 97,1 mil veículos nos pátios das fábricas e das concessionárias, o estoque do setor atende a 17 dias de vendas, menos da metade do que numa situação normal. Exportações O resultado das exportações de veículos no Brasil em abril trouxe crescimento expressivo, de 369,7%, na comparação com o mesmo mês de 2020. Mas isso revela apenas uma base de comparação muito baixa em período em que toda a atividade econômica sofreu paralisações com o início da pandemia. O presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, exibiu durante a apresentação dos resultados do setor gráficos que revelam a baixa posição do Brasil no ranking dos exportadores de veículos. O país ocupa a 26ª posição entre os países que vendem veículos ao exterior, atrás de duas nações pequenas como Portugal e Emirados Árabes Unidos. Com US$ 158 bilhões em receita com vendas externas em 2019, a Alemanha, primeira colocada do ranking exportou o equivalente a 27 vezes mais que o Brasil, com US$ 5,8 bilhões. A receita com exportação de veículos somou US$ 655 milhões em abril, uma alta de 359,2% ante mesmo mês de 2020. Empregos O nível de emprego praticamente não se alterou na indústria de veículos de março para abril, mas, em relação a abril de 2020, houve uma retração de 1,8%. As fábricas de veículos instaladas no Brasil terminaram o quarto mês de 2021 com 104,6 mil empregados. Em 2019, eram 109,3 mil. Em 2018, 112,2 mil pessoas estavam empregadas na indústria de veículos. “O emprego em nosso setor é de alta qualidade e treinamento; mas só podemos ter uma retomada robusta da atividade com a vacinação da população e a agenda das reformas”, destacou o presidente da Anfavea.



Importações de soja pela China aumentam 11% em abril com chegada de cargas atrasadas


07/05/2021 15:53 - g1.globo.com


Em abril, o Brasil exportou um volume mensal recorde de soja, superando 17 milhões de toneladas, segundo o governo. As importações de soja pela China em abril aumentaram 11% em relação ao mesmo mês do ano anterior. REUTERS/Enrique Marcarian As importações de soja pela China em abril aumentaram 11% em relação ao mesmo mês do ano anterior, impulsionadas pela chegada de algumas cargas brasileiras atrasadas, mostraram dados alfandegários nesta sexta-feira (07). A China, maior importador mundial de soja, desembarcou 7,45 milhões de toneladas da oleaginosa em abril, ante 6,71 milhões de toneladas um ano antes, segundo a Administração Geral de Alfândegas. "Foi um número bastante forte devido aos atrasos que vimos no Brasil este ano", disse Darin Friedrichs, analista sênior da StoneX, após a divulgação dos dados. "As importações de maio devem ser ainda mais fortes, já que o pico dos embarques do Brasil deve estar chegando agora." O Brasil exportou um volume mensal recorde de soja em abril, de mais de 17 milhões de toneladas, segundo dados do governo brasileiro. Os processadores chineses aumentaram as compras de soja dos principais exportadores do Brasil e dos Estados Unidos nos primeiros meses de 2021, esperando uma demanda maior à medida que o rebanho suíno do país se recupera. As chuvas no Brasil, no entanto, atrasaram a colheita e exportação de soja, resultando em uma queda acentuada nos embarques para a China em março. Os importadores se voltaram para os Estados Unidos para preencher a lacuna. China reduz compras de soja do Brasil e eleva importação dos EUA Os embarques brasileiros devem aumentar e dominar o mercado chinês de abril até o final do ano, disseram traders e analistas. "As importações de abril ficaram abaixo das expectativas do mercado, já que atrasos no Brasil ainda afetaram as chegadas no mês", disse Zou Honglin, analista do site de comércio Myagric.com. Nos primeiros quatro meses do ano, a China trouxe 28,63 milhões de toneladas de soja, um aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior, mostraram dados. Produção de soja no Brasil dispara No final de março, a produção de farelo de soja no país caiu por causa de um novo surto de peste suína africana e o crescimento do uso de trigo na ração, prejudicando o apetite pelo produto. As margens melhoraram nas últimas semanas, à medida que a demanda se recuperou, embora permaneçam contidas pelo aumento nos preços internacionais da soja. "Esperava-se que a demanda (em abril) aumentasse em 10-15% em relação a março, principalmente da suinocultura", disse um gerente de uma processadora no sul da China, falando antes da divulgação dos dados. "Mas ainda estamos perdendo dinheiro (esmagando a soja)", pois o preço da matéria-prima está muito alto, disse o gerente, que não quis ser identificado por não ter autorização para falar com a mídia. A China também comprou 3,8 milhões de toneladas de óleos vegetais durante o período janeiro-abril, um aumento de 47,4% em relação ao ano anterior, mostraram dados alfandegários. VÍDEOS: tudo sobre agronegócios



Comando da CPI quer quebra de sigilos de Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação


07/05/2021 15:20 - g1.globo.com

Em reunião na noite de quinta-feira (6), o comando da CPI da Covid decidiu que vai buscar a quebra de sigilos do ex-secretário de Comunicação da Presidência da República, Fabio Wajngarten, como forma de esclarecer como se deu a negociação para a compra de vacinas, em especial a da Pfizer. O requerimento de quebra de sigilos precisa ser votado na CPI. Como o comando da comissão tem maioria, a aprovação é dada como certa. Os senadores avaliaram ainda que é possível, a partir das informações que Wajngarten dará no depoimento da próxima quarta-feira (12) e as quebras de sigilo, explicar como o chamado “gabinete do ódio”, dentro do governo, disseminou informações e atuou na campanha pela cloroquina e contra o distanciamento social. Isso sem falar nos ataques a prefeitos e governadores que tomaram medidas de isolamento para conter a disseminação da Covid. Já há a sugestão entre integrantes da CPI que se proponha a troca de informações com o inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga atos antidemocráticos, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes. A CPI também dá como certa já o acesso aos documentos de outra CPI do Congresso, a das Fake News. Ernesto Araújo e Wajngarten são convocados pela CPI da Covid A reunião da noite de quinta aconteceu depois de quase 10 horas de depoimento da CPI. O anfitrião foi o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM). Estavam também o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), Humberto Costa (PT-PE) e Rogério Carvalho (PT-SE). Outros senadores foram consultados por telefone. Uma disputa acalorada se deu sobre a exigência ou não de exame de Covid ao ex-ministro Eduardo Pazuello, que não depôs por ter alegado contato com ex-assessores infectados pelo vírus. Sem consenso, o depoimento do ex-ministro ficará para o dia 19 de maio, depois de um período de quarentena. Já fora do governo, Wajngarten deu recente entrevista à revista "Veja" em que classificou como incompetente a gestão de Pazuello. Segundo os senadores ouvidos pelo blog, ele deixou muitas indicações de que se envolveu em negociações e ajudou a patrocinar ações do “gabinete do ódio”. Os atos de Wajngarten na Secretaria de Comunicação, como a distribuição de verbas, também deve entrar no foco da CPI.



Lucro dos grandes bancos cresce 35% no 1º trimestre e atinge R$ 18,6 bilhões


07/05/2021 14:52 - g1.globo.com


Valor considera a soma dos ganhos do Bradesco, Itaú, Bando do Brasil e Santander. O lucro líquido conjunto dos grandes bancos brasileiros no primeiro trimestre somou R$ 18,6 bilhões., o que representa uma alta de 35,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, aponta levantamento da provedora de informações financeiras Economatica. O maior lucro foi o do Bradesco (R$ 6,15 bilhões), seguido pelo Itaú Unibanco (R$ 5,4 bilhões), Banco do Brasil (R$ 4,2 bilhões) e Santander (R$ 2,8 bilhões). Lucro dos quatro maiores bancos Economia G1 De acordo com o levantamento, o lucro consolidado dos 4 bancos é o segundo maior já registrado para os 3 primeiros meses do ano em valores nominais (sem considerar a inflação), ficando atrás somente do resultado do 1º trimestre de 2019, quando os ganhos somaram R$ 19,9 bilhões. No 1º trimestre a receita liquida operacional dos grandes bancos, porém, caiu 23,4% na comparação anual, para R$ 138,0 bilhões. Apesar do crescimento do lucro, as ações dos bancos acumulam queda na bolsa em 2021. O valor de mercado dos bancos no fechamento desta quinta-feira (6) somava R$ 696,7 bilhões, o que representa uma queda de 26,8% na comparação com a máxima da série, registrada em dezembro de 2019 (R$ 951,8 bilhões). Provisão para calote cai O provisionamento para devedores duvidosos no 1º trimestre somou R$ 13,8 bilhões, queda de 51,1% com relação ao mesmo período de 2020. Em março de 2021 o ativo total consolidado dos 4 bancos é de R$ 6,54 trilhões. Itaú continua na liderança (R$ 2,1 trilhões) seguido pelo Banco do Brasil (R$ 1,8 trilhão) e Bradesco (R$ 1,6 trilhão).



Governo federal paga R$ 477 milhões em dívidas de estados e municípios em abril


07/05/2021 14:31 - g1.globo.com

Dívidas, contraídas junto a instituições financeiras e com garantia do Tesouro, deixaram de ser pagas. No ano passado, Tesouro Nacional honrou R$ 13,33 bilhões. A Secretaria do Tesouro Nacional informou nesta sexta-feira (7) que a União pagou R$ 477 milhões em dívidas atrasadas dos estados e municípios brasileiros em abril. Os estados do Rio de Janeiro (R$ 183,88 milhões), Minas Gerais (R$ 194,48 milhões) e Goiás (R$ 78,30 milhões) concentram a maior parte dos pagamentos feitos pelo governo federal. Os valores foram pagos porque a União é garantidora de operações de crédito, junto a instituições financeiras, desses estados e municípios. Nos quatro primeiros meses deste ano, as dívidas de estados e municípios quitadas pela União somam R$ 2,522 bilhões, segundo números do Tesouro Nacional. No ano passado, o Tesouro Nacional honrou R$ 13,33 bilhões das dívidas estaduais e municipais. Desde 2016, a União realizou o pagamento de R$ 35,336 bilhões com o objetivo de honrar garantias concedidas a operações de crédito, informou o Tesouro Nacional. União 'garantidora' O governo federal informou que, como garantidora de operações de crédito, a União – representada pelo Tesouro Nacional – é comunicada pelos credores de que parcelas de dívidas garantidas venceram e não foram pagas. "Diante da notificação, a União informa o mutuário da dívida para que se manifeste quanto aos atrasos nos pagamentos. Caso haja manifestação negativa em relação ao cumprimento das obrigações, a União paga os valores inadimplidos", explicou o Tesouro Nacional. Após essa quitação, a União inicia o processo de recuperação de crédito na forma prevista em contrato, ou seja, pela execução das contragarantias (geralmente repasses do Fundo de Participação dos Estados [FPE] ou do Fundo de Participação dos Municípios [FPM]). "A União está impedida de executar as contragarantias de diversos estados que obtiveram liminares no Supremo Tribunal Federal (STF) em 2019 e 2020 suspendendo a execução das referidas contragarantias, e também as relativas ao Estado do Rio de Janeiro, que está sob o Regime de Recuperação Fiscal (RRF)", disse o Tesouro. De acordo com o Tesouro Nacional, sobre as obrigações em atraso, incidem juros e mora referentes ao período entre o vencimento da dívida e o efetivo pagamento dos débitos pela União. VÍDEOS: assista a mais notícias sobre economia



Supremo investiga suposto ataque hacker a sistema da Corte


07/05/2021 13:55 - g1.globo.com

Site do STF foi tirado do ar e, segundo a Corte, retomada é gradual. Nota diz que só foram acessados dados públicos e que ataque não atrapalhou atuação do Supremo. O Supremo Tribunal Federal (STF) investiga uma suposta tentativa de ataque hacker no sistema eletrônico da Corte. A TV Globo apurou que o procedimento é feito pelo Supremo em parceria com a Polícia Federal e foi iniciado após terem sido identificados acessos fora do padrão na quinta-feira (6). Técnicos do Supremo afirmam que a tentativa de invasão foi contida enquanto ainda estava em andamento. E que não foram acessadas informações sigilosas nem houve sequestro do ambiente virtual, como ocorreu com o Superior Tribunal de Justiça (STJ), no ano passado. Assista abaixo a reportagem de novembro de 2020 sobre o ataque hacker ao STJ. PF abre inquérito para apurar invasão hacker ao STJ O site do tribunal foi tirado do ar na quinta (6). Em nota divulgada na manhã desta sexta (7), o Supremo informou que a medida, que atingiu usuários externos, foi adotada para "garantir a segurança das informações." "A equipe técnica trabalha para retomada gradual dos serviços a partir desta sexta", diz a nota. Ainda de acordo com o Supremo, "todos os sistemas que garantem a atuação jurisdicional do STF" seguem funcionando. Leia a íntegra da nota do STF: Nota de esclarecimento O Supremo Tribunal Federal identificou um acesso fora do padrão em seu portal nesta quinta-feira (6). Para garantir a segurança das informações, o site foi retirado do ar para usuários externos e foram iniciadas análises em diversas de suas páginas. A equipe técnica trabalha para retomada gradual dos serviços a partir desta sexta (7). O acesso fora do padrão foi contido enquanto ainda estava em andamento e, segundo informações preliminares, somente dados públicos ou de características técnicas do ambiente foram acessados, sem comprometimento de informações sigilosas. Todos os sistemas que garantem a atuação jurisdicional do STF, como peticionamento eletrônico, seguiram funcionando adequadamente, sem a necessidade de desligamento. O caso está sob a apuração sigilosa das autoridades competentes. Aumento de acessos Recentemente, o Supremo tem experimentado um aumento expressivo na quantidade de acessos no portal por meio de "robôs" adotados por empresas, entidades e outros profissionais ligados ao direito que capturam dados públicos, como andamento processual e jurisprudência, para uso lícito. Nos casos em que os sistemas do Tribunal não identificam de imediato se a alta quantidade de acessos é oriunda de um “robô do bem” ou de um hacker com intenções ilícitas, medidas são adotadas para reforço da segurança de suas portas de entradas. No episódio desta quinta, segundo as informações já depuradas, o acesso não teve intuito de "sequestro" de ambiente, mas apenas de obtenção de dados. O STF lamenta eventuais transtornos causados a cidadãos, operadores do direito, jornalistas, entidades e empresas em razão da interrupção momentânea do serviço, mas ressalta absoluto compromisso com a transparência e a segurança da informação.



Estudo nos EUA aponta riscos em 'reciclagem' de números de celular cadastrados em serviços e redes sociais


07/05/2021 13:39 - g1.globo.com


Consumidores que abandonam linhas e mantêm números cadastrados em serviços digitais correm risco de roubo de contas, alertam pesquisadores. Números 'reciclados' podem permitir que criminosos encontrem uma 'trilha' capaz de revelar várias informações sobre os dono Free-Photos/Pixabay/CC0 Creative Commons Uma dupla de pesquisadores da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, analisou informações referentes a 259 números de telefone celulares para verificar se eles podiam ser usados em alguma fraude envolvendo a "reciclagem de número" – quando uma linha é abandonada pelo antigo dono. Kevin Lee e Arvind Narayanan, que realizaram o levantamento, descobriram que 215 dos 259 números (83%) já tinham pertencido a outra pessoa e estavam sendo novamente comercializados pelas operadoras. O estudo concluiu que esses números podem permitir que criminosos encontrem uma "trilha" capaz de revelar várias informações sobre os donos. Até contas em redes sociais, lojas on-line ou serviços de pagamento podem estar em risco. Segundo os pesquisadores, 171 números reciclados puderam ser associados a informações pessoais cadastradas em bancos de dados. Ou seja, foi possível identificar o nome ou até o endereço aproximado do dono em alguns casos. A mesma quantidade de linhas também estava vinculada a serviços digitais em contas na Amazon, PayPal, Yahoo e Facebook. Ou seja, o antigo dono cadastrou seu número nesses serviços e não atualizou o cadastro quando abandonou a linha. Os responsáveis pelo estudo alertaram que os números poderiam ser usados para redefinir a senha e violar as contas dessas pessoas. VÍDEO: Como ficar de olho em fraudes em meu nome? Em 100 casos analisados, havia uma conta de e-mail vinculada ao número. A conta de e-mail, por sua vez, pode ser usada para procurar informações presentes em vazamentos de dados, o que pode revelar as senhas do antigo dono daquele número, o que pode contribuir com as violações. Muitos dos apontamentos feitos pelo estudo são válidos apenas para o mercado norte-americano e dependem da possibilidade de optar pela compra de números específicos. Contudo, usuários ainda podem correr perigo sempre que deixam números de telefone abandonados em cadastros on-line ou no WhatsApp. WhatsApp e linha cancelada: o novo dono do número poderá ver suas mensagens? Saiba o que fazer se uma linha de telefone for cadastrada em seu CPF e o risco de usar um chip em nome de outra pessoa Para evitar esses riscos, os pesquisadores recomendam que usuários descadastrem seus números de telefone de todos os serviços quando abandonarem uma linha. Donos de linhas "recicladas" também devem tomar cuidado para não cair em golpes. Após a realização do estudo, algumas operadoras nos Estados Unidos atualizaram suas orientações aos clientes e o manual de atendimento para incluir essas recomendações. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Veja dicas para se manter seguro on-line



Varejo do Brasil tem queda em março e volta a ficar abaixo do nível pré-pandemia


07/05/2021 13:31 - g1.globo.com

O comércio varejista brasileiro voltou a enfrentar dificuldades em março e registrou queda nas vendas, com muito menos intensidade do que o esperado, mas o suficiente para levar o setor a ficar abaixo do nível pré-pandemia de novo. Em meio ao agravamento da pandemia de Covid-19 no país com consequente aperto das medidas de restrição, as vendas varejistas recuaram em março 0,6% na comparação com o mês anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, as vendas voltaram a cair depois de um respiro em fevereiro, quando houve ganho de 0,5% impulsionado pelo retorno às aulas. Esse foi o terceiro resultado negativo nos últimos quatro meses. O dado divulgado nesta sexta-feira, entretanto, foi muito melhor do que a expectativa em pesquisa da Reuters de tombo de 7,0%. Ainda assim, o varejo passou a ficar em março 0,3% abaixo do patamar pré-pandemia, depois de no mês anterior estar 0,3% acima dele. Em relação a março de 2020, houve alta de 2,4%, contra expectativa de queda de 1,7%. O segundo trimestre deve ter começado com mais dificuldades para o varejo brasileiro, uma vez que o país se tornou o epicentro mundial da pandemia. Além do endurecimento das medidas de combate ao coronavírus, os varejistas ainda se veem, no curto prazo, diante dos obstáculos do desemprego elevado e da inflação alta. Ainda pesam um pagamento de auxílio emergencial mais baixo que no ano passado e a lentidão no processo de vacinação no Brasil. Entre as oito atividades pesquisadas, o IBGE informou que em março sete delas tiveram recuo. O principal impacto negativo veio do setor de móveis e eletrodomésticos, cujas vendas caíram 22,0% no mês. "No primeiro momento, o setor teve um crescimento acentuado porque, estando em casa, as pessoas repuseram muita coisa tanto em móveis quanto em eletrodomésticos. Mas passada essa primeira fase, não há crescimentos tão expressivos assim. E, quando as vendas diminuem, o setor costuma fazer promoções. Então houve um aquecimento das vendas em fevereiro e essa queda em março", explicou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos. O único setor que cresceu na comparação mensal foi o de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com alta de 3,3%, o que segundo Santos se deve ao caráter de serviço essencial do segmento. “No início da pandemia, também teve um crescimento muito forte pelo fato de absorver as vendas de outras atividades, principalmente nesses grandes supermercados que vendem eletrodomésticos, móveis e vestuário. Depois teve um período de arrefecimento por conta, especialmente, da inflação dos alimentos”, disse Santos. No chamado comércio varejista ampliado houve em março recuo de 5,3% das vendas, com perdas de 20,0% em veículos, motos, partes e peças e de 5,6% em material de construção. Entretanto, a atividade de materiais de construção permanece 13,5% acima do patamar de fevereiro de 2020, anterior à pandemia. "Houve um crescimento forte desde o início da pandemia, explicado tanto pelo auxílio emergencial ... como pela necessidade de construções e reformas emergenciais em casa. A partir de novembro, tivemos execução de obras maiores, como adaptação de edifícios em grandes cidades”, explicou Santos.



Bovespa fecha em alta e tem maior pontuação desde janeiro


07/05/2021 13:06 - g1.globo.com


Nesta sexta-feira, principal índice da bolsa fechou em alta de 1,77%, a 122.038 pontos. A bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em alta nesta sexta-feira (7), em meio a noticiário corporativo intenso no Brasil, e a pauta externa com destaque para dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos. O Ibovespa subiu 1,77%, a 122.038 pontos. É a maior pontuação desde 14 de janeiro. Veja mais cotações. Na quinta-feira, a bolsa fechou em alta de 0,30%, a 119.921 pontos. Com o resultado de hoje, a bolsa teve resultado positivo na primeira semana de maio e passa a acumular avanço de 2,64% no mês. No ano, o Ibovespa tem valorização de 2,54%. CPI da covid: senadores esperam receber respostas até a semana que vem Cenário Na visão de analistas do mercado, a performance da bolsa nessa semana vem sendo influenciada pelos resultados de empresas brasileiras, bem como o forte desempenho de Vale na esteira do ritmo mais acelerado de crescimento na China. Nesta sexta-feira, o sinal positivo no pregão brasileiro também era avalizado por dados do mercado de trabalho norte-americano que corroborou o ambiente de taxas de juros anda bastante baixas nos EUA Nos EUA, a criação de vagas de trabalho em abril ficou abaixo do esperado. A economia norte-americana criou apenas 266 mil vagas de trabalho no mês passado, depois de abrir 770 mil em março. Já a China divulgou dados de crescimento das exportações e importações em abril, acima das expectativas do mercado. Os contratos futuros do minério de ferro na Ásia saltaram para novas máximas históricas nesta sexta-feira. Por aqui, o IBGE divulgou que as vendas do comércio varejista tiveram queda de 0,6% em março, na comparação com fevereiro. Com o resultado, o setor encerrou o primeiro trimestre do ano também com queda de 0,6%. Já a Fundação Getulio Vargas mostrou que o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou a subir 2,22% em abril, ante alta de 2,17% no mês anterior, com a aceleração dos preços de algumas commodites elevando a inflação ao produtor. Os investidores ficavam atentos também à agenda de privatizações doméstica. O governo brasileiro espera concluir o processo de privatização da Eletrobras até janeiro de 2022, em meio à expectativa de que a medida provisória que abre espaço para a operação possa ser votada na Câmara dos Deputados na semana do dia 17 deste mês. "Entramos na reta final da tramitação da MP e as duas Casas Legislativas parecem estar alinhadas quanto a prazos e o próprio projeto", disseram analistas da Levante Investimentos em nota, embora tenham ressaltado que "um impeditivo importante pode ser a CPI da Covid, que tem sido o tema central na Casa e atrapalha os planos do governo." Variação do Ibovespa em 2021 G1 Economia 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x



Criação de vagas de trabalho nos EUA fica bem abaixo da expectativa em abril


07/05/2021 12:55 - g1.globo.com


A economia dos EUA criou 266 mil vagas de trabalho no mês passado, depois de abrir 770 mil em março. Emprego nos EUA Reuters Os empregadores dos Estados Unidos contrataram muito menos trabalhadores do que o esperado em abril, provavelmente frustrados com a escassez de mão de obra, ficando agora em dificuldades para atender à alta da demanda em meio à melhora da saúde pública e à forte ajuda financeira do governo. A economia dos EUA criou apenas 266 mil vagas de trabalho no mês passado depois de abrir 770 mil em março, disse o Departamento de Trabalho em seu relatório de emprego nesta sexta-feira (7). Economistas consultados pela Reuters previam abertura de 978 mil postos de trabalho. O relatório de emprego, o primeiro desde o pacote de resgate da Casa Branca de US$ 1,9 trilhão ter sido aprovado em março, provavelmente fará pouco para mudar as expectativas de que a economia entrou no segundo trimestre com ímpeto e caminha para seu melhor desempenho em quase quatro décadas este ano. Doze meses atrás, a economia norte-americana eliminou um recorde de 20,679 milhões de empregos ao enfrentar o fechamento obrigatório de empresas não essenciais para desacelerar a primeira onda de infecções por coronavírus. Norte-americanos com mais de 16 anos já estão elegíveis para se vacinar contra a Covid-19, o que levou estados como Nova York, Nova Jersey e Connecticut a suspender a maioria de suas restrições de capacidade dentro das empresas. Mas a explosão resultante na demanda, que contribuiu para o ritmo de crescimento anualizado de 6,4% da economia no primeiro trimestre, o segundo mais rápido desde o terceiro trimestre de 2003, provocou escassez de mão de obra e matérias-primas. Das indústrias aos restaurantes, empregadores estão lutando para conseguir trabalhadores. Uma série de fatores, incluindo pais que ainda estão em casa cuidando dos filhos, aposentadorias relacionadas ao coronavírus e cheques generosos de auxílio-desemprego, são responsáveis ​​pela escassez de mão de obra. O ritmo moderado de contratação pode durar pelo menos até setembro, quando os benefícios de auxílio-desemprego acabarem. O mercado de trabalho continua sustentado por uma política fiscal e monetária muito acomodatícia. O presidente norte-americano, Joe Biden, planeja investir mais 4 trilhões de dólares em educação e creches, famílias de baixa e média rendas, infraestrutura e empregos. O Federal Reserve sinalizou que pretende deixar sua taxa básica de juros próxima de zero e continuar a injetar dinheiro na economia por meio da compra de títulos por algum tempo. A taxa de desemprego subiu a 6,1% em abril de 6,0% em março. A taxa tem sido subestimada por pessoas que classificam a si mesmas de forma errada como "empregadas mas ausentes do trabalho". Milhões de norte-americanos continuam fora do trabalho e muitos perderam seus empregos de forma permanente por causa da pandemia.



Twitter adiciona opção de 'gorjeta', para enviar e receber dinheiro


07/05/2021 12:42 - g1.globo.com


Recurso começou a ser liberado para alguns usuários ao redor do mundo que utilizam o aplicativo em inglês. Sede do Twitter em São Francisco, nos EUA. Jeff Chiu/AP O Twitter anunciou na última quinta-feira (6) a função de "gorjeta", para enviar e receber dinheiro de outras pessoas que usam a rede social. O recurso chegou primeiro para um "grupo limitado de pessoas" ao redor do mundo que usam o aplicativo em inglês no iPhone ou celulares Android. Os primeiros usuários a verem a opção em seus perfis serão alguns jornalistas, criadores de conteúdo, especialistas e organizações sem fins lucrativos, segundo a empresa. “Em breve, mais pessoas poderão adicionar o recurso aos seus perfis e vamos expandir para outros idiomas”, disse a companhia em comunicado. Outras plataformas oferecem opções similares. O YouTube, por exemplo, oferece um recurso para que as pessoas enviem dinheiro durante transmissões ao vivo e possam ter seus comentários destacados. Sites como o Only Fans e o Patreon, que viram sua popularidade crescer durante a pandemia, permitem que criadores de conteúdo cobrem por conteúdos exclusivos. SAIBA MAIS: Quanto rende o OnlyFans? Os lucros e perrengues de brasileiras que vendem ‘nudes’ no site Como funciona? Os usuários que tiverem a opção disponível terão um ícone de gorjeta perto do botão "Seguir", na página do seu perfil. As pessoas que tocarem nesse ícone verão uma lista de plataforma de pagamento habilitadas pela conta que fazem a intermediação da transação. Twitter terá opção de 'gorjeta'. Divulgação/Twitter Por enquanto, os serviços parceiros são Bandcamp, Cash App, Patreon, PayPal e Venmo. Essas plataformas podem variar de acordo com o país. Depois de selecionar a opção de pagamento, o aplicativo do Twitter levará os usuários até a plataforma para escolher o valor e concluir a operação. A rede social disse que não ficará com nenhuma porcentagem da transferência.



Dólar fecha cotado a R$ 5,22 e acumula 6ª semana consecutiva de queda


07/05/2021 12:03 - g1.globo.com


Nesta sexta-feira (7), a moeda norte-americana fechou em queda de 0,96%, a R$ 5,2270, menor valor desde 16 de janeiro. Foto de arquivo mostra notas de dólar em Westminster, Colorado Reuters/Rick Wilking O dólar fechou em queda de 0,96%, cotado a R$ 5,2270, nesta sexta-feira (7), contabilizando a maior queda semanal desde dezembro, em meio à perspectiva de novas elevações na taxa básica de juros no Brasil. Com o resultado, a moeda norte-americana teve a sexta semana consecutiva no vermelho. Na parcial da semana e do mês, o dólar tem queda acumulada de 3,76%. No ano, o avanço ainda é de 0,77%. Veja cotações. Cenário O recuo do dólar frente ao real ocorre diante da expectativa da continuidade de elevações na taxa básica de juros no Brasil, o que ajudaria a recompor de forma mais robusta o chamado diferencial de juros com o exterior, o que favorece o fluxo de dólares para o país. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou nesta quarta-feira a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, de 2,75% para 3,5% ao ano. Segundo analistas, uma nova alta de 0,75 ponto percentual deve ocorrer também na próxima reunião, em junho. A Selic em alta aumenta a diferença entre os retornos oferecidos no Brasil ante os dos Estados Unidos e de outros mercados emergentes, o que eleva a atratividade do real, potencialmente valorizando a moeda. A projeção atual do mercado para a taxa de câmbio no fim de 2021 é de R$ 5,40 por dólar, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central, Na agenda de indicadores do dia, os EUA divulgaram que a economia norte-americana criou apenas 266 mil vagas de trabalho no mês passado, depois de abrir 770 mil em março, indicando que a recuperação do mercado de trabalho dos Estados Unidos está longe de completa, o que reduz as apostas de um aperto monetário pelo Federal Reserve no curto prazo. "Se o mercado de trabalho já estivesse superaquecendo, a perspectiva de elevação de juros seria mais alta e isso pressionaria uma saída de recursos de países emergentes para os Estados Unidos", comentou Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos. Por aqui, o IBGE divulgou que as vendas do comércio varejista tiveram queda de 0,6% em março, na comparação com fevereiro. Com o resultado, o setor encerrou o primeiro trimestre do ano também com queda de 0,6%. Já a Fundação Getulio Vargas mostrou que o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou a subir 2,22% em abril, ante alta de 2,17% no mês anterior, com a aceleração dos preços de algumas commodites elevando a inflação ao produtor. Relator Aguinaldo Ribeiro diz que fatiar reforma tributária é um erro Variação do dólar em 2021 G1



Vendas do comércio têm queda de 0,6% em março e setor encerra o 1º trimestre no vermelho, aponta IBGE


07/05/2021 12:01 - g1.globo.com


Sete das oito atividades do setor registraram recuo nas vendas na passagem de fevereiro para março. Trimestre fechou com queda de 4,3% na comparação com o 4º trimestre de 2020 e o setor voltou a ficar abaixo do nível pré-pandemia. Segmento de hiper e supermercados foi o único dos oito investigados na pesquisa do IBGE que registrou crescimento nas vendas em março Eduardo Peret/Agência IBGE Notícias As vendas do comércio varejista tiveram queda de 0,6% em março, na comparação com fevereiro, apontam os dados divulgados nesta sexta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado em 12 meses, porém, o comércio registra alta de 0,7%. Na comparação com março do ano passado, houve alta foi de 2,4%. Setor varejista teve segunda queda nas vendas em três meses Economia/G1 Com o resultado, o setor encerrou o primeiro trimestre do ano no vermelho. Na comparação com o 4º trimestre de 2020, a queda foi de 4,3% - foi o segundo trimestre seguido em queda. Já na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o recuo foi de 0,6%. Resultado trimestral do varejo brasileiro Economia G1 O comércio foi o segundo grande setor da economia a fechar o 1º trimestre do ano com perdas. A indústria encerrou o período com queda de 0,4%. Em termos de patamar de vendas, o resultado de março deixou o setor varejista 6,5% abaixo do recorde, que foi alcançado em outubro de 2020. Setor volta a ficar abaixo do nível pré-pandemia O resultado de março também levou o setor de comércio a ficar abaixo do patamar pré-pandemia, depois de ter recuperado as perdas em fevereiro. O volume de vendas em março ficou 0,3% abaixo do observado em fevereiro de 2020. Das oito atividades, somente duas registraram patamar superior ao pré-pandemia: artigos farmacêuticos (12,7%) e hiper e supermercados (3,9%). As quedas mais intensas ficaram com os segmentos de tecidos e vestuários (-50,1%) e livros, jornais e revistas (-50,2%). Em março, comércio voltou a operar abaixo do nível pré-pandemia Economia/G1 Queda disseminada nas vendas De acordo com o IBGE, das oito atividades do comércio investigadas na pesquisa mensal, sete tiveram queda no volume de vendas na passagem de fevereiro para março. A única com crescimento foi a hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que teve alta de 3,3%. O principal impacto negativo para o resultado geral partiu do setor de móveis e eletrodomésticos, que teve queda de 22% em março. Segundo o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, essa atividade foi muito influenciada pelo comportamento dos consumidores durante a pandemia. “No primeiro momento, o setor teve um crescimento acentuado porque, estando em casa, as pessoas repuseram muita coisa tanto em móveis quanto em eletrodomésticos. Mas, passada essa primeira fase, não há crescimentos tão expressivos assim. E, quando as vendas diminuem, o setor costuma fazer promoções. Então houve um aquecimento das vendas em fevereiro e essa queda em março”, explicou. Varejo ampliado Pelo conceito varejo ampliado, que inclui "Veículos, motos, partes e peças" (-20,0%) e de "Material de construção" (-5,6%), o volume de vendas teve queda de 5,3% em relação a fevereiro, mas registrou crescimento de 10,1% na comparação com março de 2020. No acumulado no ano, o varejo ampliado tem crescimento de 1,4%. Já no acumulado em 12 meses, ele registra queda de 1,1%. O gerente da pesquisa ponderou que, apesar da queda em março, o setor de material de construção é um dos que se mantêm acima do patamar pré-pandemia - 13,5% acima de fevereiro de 2020. "Essa atividade teve um crescimento forte desde o início da pandemia, explicado tanto pelo auxílio emergencial, que possibilitou a aquisição por parte das famílias das camadas de mais baixa renda, como pela necessidade de construções e reformas emergenciais em casa. A partir de novembro, tivemos execução de obras maiores, como adaptação de edifícios em grandes cidades”, apontou. Veja o desempenho de cada um dos segmentos em março: Combustíveis e lubrificantes: -5,3% Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 3,3% Tecidos, vestuário e calçados: -41,5% Móveis e eletrodomésticos: -22% Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: -0,1% Livros, jornais, revistas e papelaria: -19,1% Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -4,5% Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -5,9% Veículos, motos, partes e peças: -20,0% (varejo ampliado) Material de construção: -5,6% (varejo ampliado) Queda nas vendas em 22 das 27 regiões pesquisadas O baixo desempenho do comércio em março foi registrado na maioria das regiões pesquisadas. De acordo com o IBGE, das 27 Unidades da Federação, 22 tiveram quedas nas vendas na comparação com o mês anterior. As quedas mais intensas foram observadas no Ceará (-19,4%), Distrito Federal (18,1%) e Amapá (-10,1%). Dentre as cinco UFs que registraram crescimento nas vendas, os destaques foram o Amazonas (14,9%) e o Acre (11,2%). “Alguns estados tiveram comportamento de queda em móveis e eletrodomésticos de forma mais intensa, como se deu no Ceará. O que tem acontecido, especialmente em grandes empresas, é adoção de estratégias distintas, como o fechamento de lojas. Com isso, há variações no número de estabelecimentos abertos e a diminuição de receitas em determinados estados”, explicou o gerente da pesquisa. Na comparação com março do ano passado, porém, 19 das 27 UFs apresentaram crescimento nas vendas, com destaque para o Rio de Janeiro (7,1%), Minas Gerais (5,5%) e Santa Catarina (7,6%). Perspectivas A confiança empresarial teve, em abril, a primeira alta após seis quedas seguidas, conforme o último levantamento divulgado pela Fundação Getúlio Vargas. Segundo a entidade, a indústria é único setor a registrar níveis elevados de confiança. No entanto, o índice do comércio, que em março havia despencado para o menor nível desde maio de 2020, teve alta de 11,6 pontos, no mês. Os economistas do mercado financeiro passaram a prever uma maior expansão da economia este ano. Conforme o último relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, a previsão é de que o Produto Interno Bruto (PIB) do país tenha alta de 3,14% - antes, o crescimento previsto era de 3,09%. O mercado financeiro também aumentou a projeção de alta da inflação para este ano, de 5,01% para 5,04%. A previsão de inflação do mercado continua acima da meta central deste ano, de 3,75%, e se aproxima do teto do sistema de metas: 5,25%. Isso porque, pelo sistema atual, a inflação será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25% em 2021.



92% das mães em home office são responsáveis pelos filhos, diz pesquisa


07/05/2021 11:30 - g1.globo.com

Entre as mães que trabalham fora, 69% deixam seus filhos com outras pessoas e 19% com os pais. Já 58% dos homens deixam os filhos com as mães e 36% com outras pessoas. Pesquisa feita pela Catho mostra que 92% das mulheres que estão em home office também são as responsáveis pelos filhos, que também estão em casa neste período. Dos 6 mil profissionais entrevistados na segunda quinzena de abril, todos com filhos, 15,5% estão trabalhando em casa e 71% estão tendo que ir para o local de trabalho. Das mães que trabalham fora, 69% deixam seus filhos com outras pessoas, 19% com os pais e 12% em uma escola ou creche. Já entre os pais que trabalham fora, 58% deixam os filhos com as mães, 36% com outras pessoas e 6% em uma escola ou creche. Para Regina Botter, diretora de Operações da Catho, essa é uma rotina de grande parte dos brasileiros. “O número de mães solo no país chega a mais de 11 milhões. São mulheres provedoras do lar que estão sentindo as dificuldades relativas ao cuidado e a sobrecarga de tarefas potencializadas pela pandemia", diz. "Os dados mostram que tanto no home office, quanto trabalhando fora, a mulher acaba sempre sendo a maior responsável pelo cuidado dos filhos. Lembrando que quando pais ou mães deixam os filhos com terceiros, geralmente são com avós ou tias. Ou seja, outras mães”. Segundo a pesquisa da Catho, um terço das mulheres entrevistadas cuidam dos seus filhos sozinhas. São chefes de família que precisam se desdobrar para conciliar trabalho, filhos, falta de dinheiro e piora da saúde psicológica. Nesse grupo entram tanto profissionais em home office quanto em trabalho presencial e também desempregadas. “Com a pandemia e as incertezas no ambiente profissional, com certeza, as mães são as que mais estão sofrendo", diz Regina. "Além da enorme quantidade de mulheres que perderam o trabalho, tem também as que precisaram pedir demissão, pois não tinham com quem deixar os filhos e as que entraram em regime de home office e precisaram conciliar os afazeres profissionais com as tarefas domésticas e o cuidado das crianças, que durante a pandemia, estão em casa durante todo o dia”, esclarece a diretora de Operações da Catho. Mães ficam ainda mais sobrecarregadas com home office A pesquisa da Catho mostra ainda que 40% das mães que trabalham na área da saúde deixaram de conviver com os seus filhos para evitar a transmissão da Covid-19. Regina Botter explica que nesse momento é importante uma rede de apoio à mulher. “Muitas vezes, uma profissional de saúde passa 12 horas em um plantão e mais de uma ou duas horas no deslocamento até em casa, tendo apenas um terço do dia para conviver com o seu filho. E é nesse momento que os amigos e familiares precisam se fazer presentes e formar a tão famosa rede de apoio” diz.



Veja as vagas de emprego em Petrolina, Salgueiro e Araripina nesta sexta


07/05/2021 11:25 - g1.globo.com


Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco Divulgação/Prefeitura de Aparecida de Goiânia Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta sexta-feira (7) em Petrolina e Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no G1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE



Tira dúvidas do IR 2021: inventário, programa do IR, prorrogação de prazo


07/05/2021 11:00 - g1.globo.com

Especialista em imposto de renda da consultoria EY, Antonio Gil, vai responder todas as semanas, durante todo o prazo de declaração, a 15 perguntas dos leitores. O prazo para fazer a declaração do Imposto de Renda 2021 vai foi prorrogado até 31 de maio – e com ele seguem as dúvidas dos contribuintes. Para ajudar nessa tarefa, a pedido do G1, o especialista em imposto de renda da consultoria EY, Antonio Gil, vai responder todas as semanas, durante todo o prazo de declaração, a 15 perguntas dos leitores. Serão 3 perguntas por dia, de segunda a sexta. Tem alguma dúvida? Mande sua pergunta e veja as já respondidas SAIBA TUDO SOBRE O IMPOSTO DE RENDA 2021 1) Pergunta: Meu pai faleceu em 2019; o inventário do imóvel em que eu moro foi concluído em 2019 mesmo; no entanto, por erro, eu entreguei a declaração inicial de espólio e não fiz a declaração final de espólio. Qual o procedimento correto a ser feito, agora em 2021? Entrego uma outra declaração, a final de espólio referente a 2020? (Antonio Jnr) Resposta: É preciso entregar a Declaração Final de Espólio referente ao ano de encerramento do processo de inventário. Ou seja, de fato a Declaração Final de Espólio ano calendário 2019 precisará ser entregue. Note que é possível realizar esse procedimento entregando a Declaração Final de Espólio como retificadora da inicial de espólio. 2) Pergunta: Até ano passado declarei o IR pessoa física baixando um programa no site da receita federal e transmitindo a declaração pelo mesmo programa. Esse ano porém não estou encontrando, como faço para fazer minha declaração? (Paulo Legg) Resposta: O Programa está disponível para download no site da Receita Federal através do link: https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/centrais-de-conteudo/download/pgd/dirpf 3) Pergunta: Já enviei meu IR e coloquei em débito automático o que tenho que pagar. Foi antes da prorrogação, vão descontar no 30 de abril ou passa automaticamente para o último dia de maio? (Rosa Sandra Rocha) Resposta: Com a prorrogação do prazo de entrega também é postergado o vencimento do imposto a pagar referente a cota única ou a primeira cota, também para dia 31/05/2020, tanto para quem colocar o pagamento em débito automático como para quem for pagar o DARF através de estabelecimento bancário. Assista as últimas notícias sobre o Imposto de Renda Assista as últimas notícias sor



Exportações e importações da China crescem em abril acima das expectativas


07/05/2021 10:45 - g1.globo.com


Recuperação econômica dos EUA e a estagnação da produção industrial em outros países afetados pelo coronavírus elevaram a demanda por produtos chineses. Movimentação de cargas no porto de Xangai, na China, em imagem de arquivo Aly Song/Reuters A China deu continuidade em abril a seu processo de recuperação comercial, com as exportações acelerando acima do esperado e o crescimento das importações atingindo máxima de uma década, em um impulso à segunda maior economia do mundo. A recuperação econômica dos EUA e a estagnação da produção industrial em outros países afetados pelo coronavírus elevaram a demanda por produtos fabricados na China, disseram analistas. As exportações em termos de dólares saltaram 32,3% sobre o mesmo período do ano anterior, para US$ 263,92 bilhões, informou nesta sexta-feira a Administração Geral de Alfândegas da China, superando a previsão de analistas de 24,1% e o crescimento de 30,6% em março. "O crescimento das exportações da China de novo surpreendeu para cima", disse Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management, acrescentando que dois fatores -- o crescimento da economia dos EUA e a crise da Covid-19 na Índia, levando algumas encomendas a passar para a China -- provavelmente contribuíram para o forte crescimento das exportações. As importações também foram expressivas, subindo 43,1% sobre o ano anterior, ganho mais forte desde janeiro de 2011 e acelerando ante a taxa de 38,1% vista em março. Também foi melhor do que a alta de 42,5% esperada em pesquisa da Reuters, diante dos preços mais altos de commodities. O superávit comercial da China de US$ 42,85 bilhões foi maior do que o excedente de 28,1 bilhões esperado em pesquisa da Reuters. Setor de serviços também avança em abril Já o setor de serviços da China expandiu no ritmo mais forte em quatro meses em abril, mostrou nesta sexta-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do IHS Markit. O PMI de serviços da China subiu a 56,3, nível mais alto desde dezembro, quando a mesma leitura foi registrada, e ante 54,3 em março. A marca de 50 separa crescimento de contração.



Auxílio Emergencial 2021: Caixa libera saques e transferências a nascidos em junho


07/05/2021 10:06 - g1.globo.com


Pagamento da primeira parcela do benefício terminou em abril para todos os públicos; veja os calendários das próximas parcelas. A Caixa Econômica Federal (Caixa) libera nesta sexta-feira (7) os saques e transferências da primeira parcela do Auxílio Emergencial aos beneficiários que não fazem parte do Bolsa Família nascidos em junho, que receberam a parcela em poupança social digital no dia 18 de abril. O pagamento da primeira parcela do auxílio para este público terminou em 29 de abril. Para quem faz parte do Bolsa Família, os pagamentos foram até 30 de abril. Os pagamentos da segunda parcela do benefício começam em 18 de maio para o público do Bolsa Família, e em 16 de maio para os demais beneficiários (veja nos calendários mais abaixo). Terei direito? Quanto vou receber? Veja perguntas e respostas Veja o calendário completo Veja como saber se você vai receber Saiba como contestar se você teve o beneficio negado Beneficiário precisa estar com o CPF regular; saiba como fazer SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Auxílio emergencial 2021: entenda as regras da nova rodada VEJA QUEM PODE SACAR A PARTIR DESTA SEXTA: trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família, nascidos em junho Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial, pelo site auxilio.caixa.gov.br ou pelo https://consultaauxilio.cidadania.gov.br/ Calendários de pagamento Veja abaixo os calendários de pagamento. BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial 2021 Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial 2021 - Calendário para trabalhadores fora do Bolsa Família Economia G1 VÍDEOS: as últimas notícias sobre o Auxílio Emergencial



IR 2021: em vídeo, saiba como declarar se você teve contrato suspenso ou salário reduzido


07/05/2021 10:03 - g1.globo.com

Especialista da EY, Antonio Gil dá dicas aos contribuintes. Teve o contrato de trabalho suspenso ou a jornada reduzida no ano passado? O especialista da EY, Antonio Gil, explica como declarar o Benefício Emergencial do Emprego e Renda (BEm) no Imposto de Renda. Assista: SAIBA TUDO SOBRE O IMPOSTO DE RENDA 2021 IR 2021: Saiba como declarar se você teve contrato suspenso ou salário reduzido



Emprego: veja as 137 vagas ofertadas pela Agência do Trabalho nesta sexta-feira


07/05/2021 09:45 - g1.globo.com


Vendedor, ajudante de eletricista, costureira, auxiliar de confeitaria e atendente de padaria são algumas das vagas ofertadas. Oportunidades estão distribuídas por 20 municípios pernambucanos. Carteiras de Trabalho Divulgação O sistema público da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco (Seteq-PE) oferece 137 vagas de emprego através das unidades da Agência do Trabalho, nesta sexta-feira (7). As oportunidades estão disponíveis em 20 municípios do estado. Vendedor, ajudante de eletricista, costureira, auxiliar de confeitaria e atendente de padaria são algumas das vagas ofertadas (veja lista completa mais abaixo). As oportunidades de emprego são nas seguintes cidades: Araripina, Arcoverde, Belo Jardim, Cabo de Santo Agostinho, Caruaru, Camaragibe, Garanhuns, Goiana, Igarassu, Ipojuca, Nazaré da Mata, Palmares, Paudalho, Pesqueira, Petrolina, Recife, Salgueiro, Santa Cruz do Capibaribe, Serra Talhada e Vitória de Santo Antão. Os interessados podem realizar agendamento para as unidades da Agência do Trabalho através do site da secretaria ou do Portal Cidadão. Após realizar o cadastro, é preciso escolher a opção "intermediação de mão de obra". Vagas de emprego - 07/05 Vagas exclusivas para pessoas com deficiência Carteira digital Atualmente, o trabalhador pode usar a versão digital da carteira de trabalho (veja vídeo abaixo): Veja como ter acesso à carteira de trabalho digital Vídeos de PE mais vistos nos últimos 7 dias



Vendas da B2W quase dobram no primeiro trimestre, mas prejuízo cresce


07/05/2021 00:37 - g1.globo.com


Dona dos sites Submarino e Americanas.com teve alta de 90,4% nas vendas brutas totais. Submarino, empresa do grupo B2w Divulgação A B2W teve forte aumento das vendas no primeiro trimestre, ainda sob impulso do comércio eletrônico na esteira das medidas de isolamento social, mas seu prejuízo cresceu diante de maiores subsídios para fretes grátis. O grupo de comércio eletrônico anunciou nesta quinta-feira (6) que teve prejuízo líquido de R$ 163,6 milhões no primeiro trimestre, perda maior do que os R$ 108 milhões em igual período de 2020. A companhia, dona dos sites Submarino e Americanas.com, informou ainda que teve alta de 90,4% nas vendas brutas totais (GMV, na sigla em inglês) ano a ano, a R$ 8,68 bilhões. A empresa, que no mês passado anunciou proposta de combinação de negócios com a Lojas Americanas para criação da companhia a ser listada em bolsa nos Estados Unidos, reportou receita líquida de R$ 2,94 bilhões no trimestre, crescimento de 73,5% em um ano. Por outro lado, as despesas gerais ajustadas somaram R$ 808 milhões, representando 9,3% das vendas totais, um aumento de 0,5 ponto percentual ano a ano, refletindo investimentos maiores em entrega gratuita. Só as despesas com vendas dispararam 130%. Assim, o resultado operacional medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 129,4 milhões, alta de 1,4% em 12 meses. No trimestre, o consumo de caixa foi de R$ 897,4 milhões, um aumento de 38,9% em um ano, com a companhia atribuindo essa evolução a fatores sazonais e ao aumento dos estoques. "Para os próximos trimestres e para o ano como um todo, reforçamos nosso compromisso de seguir gerando caixa", afirmou a B2W no relatório.



Governo recorre da decisão de Marco Aurélio que determinou realização do Censo


06/05/2021 23:49 - g1.globo.com

Ministro do STF atendeu a pedido do governo do Maranhão e mandou União adotar medidas para fazer Censo Demográfico. AGU quer que STF rejeite ação ou permita Censo em 2022. A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu nesta quinta-feira (6) da decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que mandou o governo federal adotar medidas para fazer o Censo Demográfico. Marco Aurélio tomou a decisão no último dia 28, atendendo a um pedido do governo do Maranhão. Por lei, o Censo Demográfico deve ser feito a cada dez anos. O último ocorreu em 2010, mas, no ano passado, o governo adiou a pesquisa em razão da pandemia. Neste ano, por não prever recursos no Orçamento. No recurso apresentado ao STF, a AGU pediu ao tribunal que rejeite a ação do governo do Maranhão ou permita a realização do Censo em 2022. Para a AGU, a determinação de Marco Aurélio, "ainda que externalize preocupação legítima, invade esfera privativa" dos poderes Legislativo e Executivo, "violando os princípios democrático e da separação de poderes". No recurso, o governo listou uma série de critérios apontados pela área técnica como eventuais problemas para a realização do Censo, entre os quais: risco pelo fato de a população ainda não estar plenamente vacinada, levando a possíveis resistências para receber o recenseador; prováveis dificuldades de ordem orçamentária e financeira em dezembro e nos primeiros meses de 2022; alta probabilidade de desistências dos recenseadores durante o período de coleta. O governo informou ao STF que é preciso recompor o orçamento para o Censo em cerca de R$ 1,9 bilhão e que isso levará à redução de outras despesas, num cenário de crise agravado pela pandemia. A Advocacia afirma, ainda, que há dificuldades orçamentárias e que viabilizar a pesquisa financeiramente ainda depende de alteração no Orçamento com aprovação pelo Congresso. VÍDEO: Entenda o impacto do cancelamento do Censo Suspensão fere a Constituição Na decisão em que determinou a realização do Censo, Marco Aurélio criticou o corte no orçamento para a pesquisa. Para o ministro, isso fere a Constituição. "A União e o IBGE, ao deixarem de realizar o estudo no corrente ano, em razão de corte de verbas, descumpriram o dever específico de organizar e manter os serviços oficiais de estatística e geografia de alcance nacional", escreveu. O ministro negou que a decisão represente interferência em outros Poderes. "Surge imprescindível atuação conjunta dos três poderes, tirando os compromissos constitucionais do papel. No caso, cabe ao Supremo, presentes o acesso ao Judiciário, a aplicabilidade imediata dos direitos fundamentais e a omissão dos réus, impor a adoção de providências a viabilizarem a pesquisa demográfica”. Marco Aurélio Mello destacou a importância da pesquisa para o país. "O direito à informação é basilar para o poder público formular e implementar políticas públicas. Por meio de dados e estudos, governantes podem analisar a realidade do país. A extensão do território e o pluralismo, consideradas as diversidades regionais, impõem medidas específicas", escreveu. Marco Aurélio determina que governo realize Censo ainda em 2021 Ação Na ação leva ao STF, o governo do Maranhão sustentou que "a ausência do censo demográfico afeta de maneira significativa a repartição das receitas tributárias, pois os dados populacionais são utilizados para os repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE), bem como do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e ainda para uma série de outras transferências da União para os entes subnacionais". Também pontuou que "o cancelamento do Censo traz consigo um imensurável prejuízo para as estatísticas do país, pois sem o conhecimento da realidade social, demográfica e habitacional, tornam-se frágeis as condições que definem a formulação e avaliação de políticas públicas".



Comunidade é intoxicada por agrotóxico lançado de avião em Buriti, no Maranhão


06/05/2021 23:31 - g1.globo.com


Vídeo mostra avião que teria lançado o produto sobre um menino. Outras 8 pessoas também foram atingidas. Comunidade é atingida por agrotóxico lançado de avião em Buriti A Polícia Civil, o Ministério Público do Maranhão e órgãos ambientais investigam o despejo irregular de agrotóxicos por meio de aviões na zona rural de Buriti, no Maranhão. Moradores de dois povoados afirmam que um dos aviões jogou o veneno por três dias seguidos em uma comunidade, o que teria provocado intoxicação em pelo menos nove pessoas. Na comunidade, cerca de 100 pessoas vivem de agricultura familiar. Um menino de oito anos estava na porta de casa na hora quando um avião passou. Ele diz que sentiu gotículas caírem no corpo e, logo depois, as coceiras e as bolhas começaram a aparecer. A dona Antônia, mãe do menino, também foi atingida. "Minhas pernas começaram a coçar e já ficaram aquele vermelhidão muito grande. Aquelas "empolas", vermelhidão nas minhas pernas espalhando... e coçava, coçava, coçava e continuava espalhando", conta a lavradora Antônia Peres. Criança com pele afetada pelo agrotóxico jogado por avião em Buriti Reprodução/TV Mirante Os moradores também relatam sintomas como vômito, diarreia e febre. Ninguém procurou hospital por medo da pandemia da Covid-19. "Muitos idosos alegando que sentiram falta de ar, dor de cabeça. É uma situação desesperadora envolvendo duas comunidades tradicionais", afirmou Diogo Cabral, advogado da Federação dos Trabalhadores Rurais do Maranhão. A Secretaria de Meio Ambiente já identificou o produtor de soja Gabriel Introvini, que contratou voos agrícolas no período investigado. Ele foi multado em R$ 273 mil por "atividade potencialmente poluente, pulverização na lavoura com uso de aeronave, sem licença da autoridade competente". "O derramamento de agrotóxico que nós identificamos foi pelo plano de voo que foi apresentado pelo empreendedor. Ele estava adotando esse procedimento de maneira irregular e por isso nós adotamos essas duas penalidades", declarou Diego Rolim, Secretário Estadual de Meio Ambiente. Gabriel Introvini é acusado de ter contratado o avião que jogou agrotóxico em uma comunidade em Buriti Reprodução/TV Mirante Nesta quinta-feira (6), uma decisão da Justiça também proibiu o produtor de fazer novas aplicações aéreas de agrotóxico na região. Se a aplicação for terrestre, precisa ser feita com 1 km de distância das comunidades rurais. Ele também foi obrigado a pagar as despesas médicas da comunidade, por um mês. Gabriel nega que tenha aplicado agrotóxico na lavoura nos dias em que as comunidades foram atingidas, mas confirmou o uso de avião. "Não foi só a minha fazenda que aplicou veneno na região, tem outras fazenda que aplicou também. Agora o produto que eu apliquei, que eu saiba não queima ninguém, né. Mas disseram que queimou, eu posso dizer o que?", disse Gabriel. Avião que teria jogado agrotóxico sobre uma comunidade rural em Buriti, no Maranhão TV Mirante A Secretaria Estadual de Saúde enviou médicos infectologistas com apoio da Fiocruz às comunidades e técnicos do Ministério da Saúde estão no local para examinar os atingidos. A água da região foi coletada para análise. O Ministério Público também pediu à Polícia Civil a abertura de um inquérito para apurar se houve crime ambiental. "Contraria vários dispositivos legais. Na comunidade Carranca, os venenos foram lançados a menos de seis metros de distância das casas. Muitas pessoas foram afetadas gravemente, inclusive idosos e crianças, e nós não sabemos a dimensão, inclusive, da contaminação dos solos e da água", diz Diogo Cabral. A Defensoria Pública do Maranhão e a Federação dos Trabalhadores Rurais ingressaram com uma ação na Justiça cobrando a proibição definitiva do uso de aviões agrícolas na área.



Aleksandar Mandić, um dos pioneiros da internet como negócio no Brasil, morre aos 66 anos


06/05/2021 23:18 - g1.globo.com


Mandić desenvolveu um dos primeiros provedores de internet do Brasil na década de 90. A causa da morte não foi divulgada. Aleksandar Mandic, um dos precursores do e-mail corporativo no Brasil e fundador da empresa Mandic, foto de maio de 2012 Márcio Fernandes de Oliveira/Estadão Conteúdo/Arquivo Morreu na tarde desta quinta-feira (6), aos 66 anos, Aleksandar Mandić, um dos pioneiros da internet como negócio no Brasil. A causa da morte não foi divulgada, mas o empresário vinha tratando uma leucemia. A informação foi divulgada pelo filho do empresário, Axel Mandić, nas redes sociais. Morte do empresário Aleksandar Mandić foi confirmada nas redes sociais pelo seu filho Axel. Reprodução / Redes Sociais Carreira Em 1990, Mandić investiu no seu próprio empreendimento, o Mandic BBS. A partir dele, o empresário criou um dos primeiros provedores de internet do Brasil, que se tornou um dos principais do país, eleito como o Melhor Provedor iBest 97/98 e recebendo o título também no ano seguinte. Em 1999, um ano depois de vender a Mandic BBS, o empreendedor fundou, juntamente com Nizan Guanaes e Matinas Suzuki Jr, o portal de notícias e conteúdos iG (Internet Group), onde atuou como vice-presidente até 2001. Em 2002, o empresário, recuperou a marca "Mandic", mas, desta vez, para trabalhar com e-mails corporativos, sob o nome de "mandic:mail", que tinha o slogan "o melhor e-mail que a internet pode fazer". Com amplo crescimento, o serviço acabou se transformando e deu início a ofertas de produtos de computação em nuvem. Dez anos depois, em março de 2012, o empreendedor decidiu vender novamente a marca. Já em 2013, o empresário criou o aplicativo Mandić Magic, que hoje se chama Wi-Fi Magic. Ele é um banco de dados, alimentado pelos próprios usuários, onde são armazenados senhas de Wi-Fi de locais públicos, disponibilizado de forma gratuita. Graças às suas criações, Mandić recebeu alguns prêmios durante sua carreira. Em 1999, o de "Empreendedor Master do Ano" pela Ernst & Young e o prêmio Casa da Universidade. Em 2006, ele ganhou o Prêmio SUCESU 40 Anos, da Associação de Usuários de Informática e Telecomunicações.



Arábia Saudita suspende a compra de carne de aves de 11 frigoríficos do Brasil


06/05/2021 22:50 - g1.globo.com


Cinco unidades pertencem à Seara e duas à JBS. Motivo não foi informado e governo brasileiro diz que busca contato com autoridades sauditas para esclarecimento. Carne de frango Reprodução/TV Fronteira A Arábia Saudita suspendeu a autorização de exportação de carne de aves de 11 frigoríficos brasileiros, segundo uma nota conjunta dos Ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura, divulgada nesta quinta-feira (6). O governo brasileiro disse que recebeu com "surpresa" a decisão e que "não houve contato prévio das autoridades sauditas" e nem "apresentação de motivações ou justificativas". A informação consta em uma lista da Saudi Food and Drug Authority (SFDA) publicada no dia 5 de maio. Segundo este documento, os frigoríficos suspensos são: 5 da Seara Alimentos: em Amparo (SP), Brasília (DF), Campo Mourão (PR), Caxias do Sul (RS), Ipumirim (SC); 3 da Vibra Agroindustrial: Itapejara D'Oeste (PR); Pato Branco (PR) e Sete Lagoas (MG) 2 da JBS: em Montenegro (RS) e Passo Fundo (RS); 1 da Agroaraçá: em Nova Araçá (RS). Em nota à imprensa, a JBS disse que procurou a SFDA para "dialogar e entender as motivações para o bloqueio". "A produção antes destinada à Arábia Saudita já foi redirecionada para outros mercados", disse a empresa no comunicado, que detém a marca Seara. O G1 também entrou em contato com a Vibra Agroindustrial e Agroaraçá, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O governo brasileiro afirmou que iniciou contato com as autoridades da Arábia Saudita e da embaixada do país em Brasília para esclarecer o episódio. "Todas as vias bilaterais e multilaterais serão empregadas com vistas à pronta resolução da questão. Caso se comprove a interposição de barreira indevida ao comércio, o Brasil poderá levar o caso à OMC [Organização Mundial do Comércio]", disse o comunicado. "O Brasil reitera os elevados padrões de qualidade e sanidade seguidos por toda nossa cadeia de produtos de origem animal, assegurados por rigorosas inspeções do serviço veterinário oficial. Há confiança de que todos os requisitos sanitários estabelecidos por mercados de destino são integralmente cumpridos", acrescentou. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse, em nota, que está apoiando o governo na busca por mais detalhes sobre a "surpreendente decisão unilateral" das autoridades sauditas. Anúncio de investimento As suspensões anunciadas ao Brasil ocorrem na mesma semana em que a companhia saudita Almarai, uma das maiores do país, anunciou um investimento de US$ 1,8 bilhão para dobrar a sua produção de frango, destacou a agência de notícias Reuters. Dados da ABPA mostram que as exportações brasileiras de frango para a Arábia Saudita atingiram 120,8 mil toneladas no primeiro trimestre deste ano, alta de 8,5% em relação ao mesmo período de 2020. Essas vendas representaram 12% do total embarcado de janeiro a março. O mercado já foi o principal destino da carne do Brasil e perdeu o posto para a China em 2019, com o surto de peste suína africana no rebanho chinês. VÍDEOS: tudo sobre o agronegócio



Banco do Brasil tem lucro de R$ 4,2 bilhões no primeiro trimestre, alta de 32%


06/05/2021 21:44 - g1.globo.com


Desempenho do banco foi melhor do que o esperado pelos analistas de mercado. No mesmo período do ano passado, estatal reportou ganhos de R$ 3,2 bilhões. Sede do Banco do Brasil, em Brasília Adriano Machado/Reuters O Banco do Brasil informou nesta quinta-feira (6) que registrou luro líquido contábil de R$ 4,226 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa uma alta de 31,9% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 3,2 bilhões). Já o lucro líquido ajustado do banco, que exclui itens extraordinários, somou R$ 4,913 bilhões no período entre janeiro e março, valor 44,7% maior se comparado ao mesmo período de 2020. O resultado do lucro líquido ajustado veio acima acima da média de estimativas do mercado, de R$ 4,04 bilhões, segundo dados da Refinitiv. O retorno sobre o patrimônio líquido do Banco do Brasil, um indicador da lucratividade dos bancos, subiu para 15,1%, ante 12,5% no 1º trimestre de 2020 e 12,1% no final do ano passado. Carteira de crédito e inadimplência A carteira de crédito ampliada do banco somou R$ 758,3 bilhões no primeiro trimestre, um crescimento de 4,5% na comparação com os três primeiros meses de 2020. O índice de inadimplência superior a 90 dias atingiu 1,95% no final de março e mostrou leve alta frente a dezembro (1,9%). Há um ano, porém, estava em 3,17%. Receita com prestação de serviço Nos primeiros três meses, a receita com prestação de serviço recuou 3% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, totalizando R$ 6,9 bilhões. Segundo o banco, a queda observada é "fruto do atual momento macroeconômico e da dinâmica de negócios na rede". Troca de comando Os primeiros três meses deste ano foram marcados pela troca de comando no Banco do Brasil. Em março, André Brandão pediu demissão do cargo de presidente da companhia, depois que o seu plano de fechar agências e instituir um programa de demissão voluntária desagradou o presidente Jair Bolsonaro. Ministério da Economia confirma Fausto de Andrade Ribeiro como indicação para assumir o BB Brandão foi substituído por Fausto de Andrade. Vídeos: Últimas notícias de economia



Concurso da PRF: Justiça suspende liminar e libera provas neste domingo


06/05/2021 21:09 - g1.globo.com


Desembargador atendeu a recurso da AGU e entendeu que administração pública tem autonomia para definir data do exame, em meio à pandemia. Concurso tem 304.330 inscritos para 1,5 mil vagas. Agente da PRF durante operação em rodovia federal PRF/Divulgação O Tribunal Regional da 1ª Região (TRF-1) suspendeu uma decisão liminar e permitiu a realização das provas objetivas e discursivas do concurso da Polícia Rodoviária Federal (PRF), marcadas para este domingo (9). O desembargador Francisco de Assis Betti atendeu a um recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) e derrubou a decisão de primeira instância que suspendeu a realização do exame, por conta dos riscos impostos pela pandemia de Covid-19. Para o magistrado, o governo tem autonomia para decidir sobre a questão. A corporação oferece 1,5 mil vagas, com salário de R$ 9,8 mil. Ao todo, são 304.330 inscritos para o concurso em todo o país. A concorrência é de quase 203 pessoas por vaga. Nova decisão Ao analisar o recurso da AGU, o desembargador Francisco Betti entendeu que a decisão anterior invadiu a competência do Executivo. Para ele, a juíza que suspendeu o concurso "acabou se imiscuindo na própria competência discricionária de gestão e condução do certame, em prejuízo da organização e do planejamento administrativo e orçamentário realizados previamente pelo gestor público, frustrando, em última análise, a segurança jurídica que há de ser resguardada em situações da espécie, seja em relação aos inúmeros candidatos que se organizam para realização das provas, seja em relação à própria Administração". "Verifica-se, portanto, na espécie, em consequência da suspensão de concurso de alcance nacional, a hipótese de interferência do Poder Judiciário na organização administrativa da Polícia Rodoviária Federal e, por consequência, na execução de política pública de segurança no segmento específico de sua atuação. Risco de Covid-19 Justiça Federal suspende concurso da PRF diante da pandemia Inicialmente, as provas do concurso estavam previstas para ocorrer em março. No entanto, foram adiadas por conta do avanço da pandemia. Na segunda-feira, ao determinar a suspensão do exame, a juíza substituta Liviane Kelly Soares Vasconcelos argumentou que o quadro sanitário não melhorou nos últimos dois meses e que, portanto, a Covid-19 ainda impõe riscos à realização do teste. "O que se verifica é que, de acordo com os dados oficiais, não houve melhora significativa na situação da saúde pública de modo a justificar que uma prova adiada em 12 de março de 2021 seja aplicada em 9 de maio de 2021", dizia na decisão. O concurso Agente da PRF analisa CHN falsa encontrada com homem PRF/Divulgação As provas são para o cargo de policial rodoviário federal, com nível superior. As vagas estão divididas da seguinte forma: Ampla concorrência: 1.125 vagas Reservadas para candidatos negros: 300 Pessoas com deficiência: 75 O concurso da Polícia Rodoviária Federal conta com duas etapas: 1ª Etapa Prova escrita objetiva, de caráter eliminatório e classificatório Prova escrita discursiva, de caráter eliminatório Exame de Avaliação Física, de caráter eliminatório Avaliação Psicológica, de caráter eliminatório Apresentação de documentos, de caráter eliminatório Avaliação Médica, de caráter eliminatório Avaliação de Títulos, de caráter classificatório 2ª Etapa Curso de Formação, de caráter eliminatório Veja o peso de cada fase para a aprovação dos candidatos: Prova objetiva (120,0 pontos) Prova discursiva (20,0 pontos) Avaliação de títulos (10,0 pontos) Curso de Formação Profissional (50,0 pontos) Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.



Conheça mitos e verdades sobre bitcoins


06/05/2021 20:43 - g1.globo.com

A criptomoeda pode ser hackeada? Governos podem destruí-la? Meu retorno é garantido? Em vídeo, o jornalista Cauê Fabiano desvenda a criptomoeda. Conheça mitos e verdades sobre bitcoins Por ter uma história relativamente recente, o bitcoin é cercado por uma série de mitos. Chegou a hora de derrubá-los. O jornalista Cauê Fabiano desvenda, em vídeo, o que é (e o que não é) verdade. Abaixo, você também pode esclarecer suas dúvidas sobre a moeda digital: Bitcoin pode ser hackeado? Mito. Com 12 anos de existência, a rede bitcoin jamais se tornou alvo de hackers. Isso porque ela combina uma série de camadas de proteção que a tornam praticamente inviolável. Em seus 12 anos de existência, não há registro de falhas nessa rede. A proteção começa com a blockchain. É essa cadeia de blocos reúne as informações sobre todas as operações com a moeda digital de forma descentralizada, tornando quase impossível que hackers obtenham sucesso. Cada transação é repassada para milhares de computadores em todo o mundo. Associadas a isso, estão as fortes camadas de criptografia. A rede bitcoin usa a mesma tecnologia das agências do governo norte-americano e dos principais bancos do planeta. Os governos podem destruir o bitcoin? Mito. O sistema descentralizado anti-hacker tem uma segunda grande vantagem. Com os dados espalhados por computadores do mundo inteiro, também não há como os governos manipularem os dados. Nenhuma organização ou país consegue desligar a rede que sustenta o bitcoin. Isso torna a moeda digital independente de bancos centrais ou instituições financeiras. O bitcoin conta com uma rede que dificulta a lavagem de dinheiro? Verdade. Um dos grandes responsáveis pela credibilidade do bitcoin é sua transparência. É parcialmente verdadeiro imaginar que as transações com a criptomoeda são anônimas. A rede bitcoin registra, de forma imutável, todos os endereços usados em cada operação, ficando um rastro para sempre na internet. Isso permite que uma investigação policial, por exemplo, descubra quem está por trás de cada transação. As corretoras ainda mantêm o registro com a identificação dos clientes, servindo como mais uma camada que inibe a lavagem de dinheiro. Ao investir em criptomoedas, o meu retorno é garantido? Mito. O bitcoin e outras moedas digitais são ativos de renda variável. Isso quer dizer que a variação de seu preço se assemelha a produtos como ações de empresas, ouro ou dólar. É a lei da oferta e da procura que determina sua cotação. Portanto, tome cuidado com as falsas promessas. Desconfie de quem garante ganhos exorbitantes e sem risco: pode ser um golpe utilizando o nome do bitcoin. É simples comprar criptomoedas? Verdade. Não existe um mínimo: você pode começar com R$ 50 para entrar na economia digital. Como? Primeiro, faça seu cadastro no Mercado Bitcoin. Você terá acesso a uma plataforma fácil de usar e altamente segura. Com ela, você poderá transferir reais de sua conta de banco e começar a negociação de bitcoin ou outras criptomoedas. Se você quiser, pode até manter suas criptomoedas na plataforma. Ou, se preferir, também para repassá-las à sua carteira digital (wallet).



Após relançamento, programa que reduz jornada e suspende contrato de trabalho já atinge quase 500 mil trabalhadores


06/05/2021 19:27 - g1.globo.com

Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda prevê que trabalhadores tenham direito a estabilidade pelo tempo equivalente à suspensão do contrato ou à redução da jornada. Entenda o que muda com MPs que flexibilizam novamente as regras trabalhistas na pandemia Em 9 dias, 499.379 trabalhadores já fecharam acordo com 154.183 empregadores para terem a jornada e salário reduzidos ou o contrato de trabalho suspenso. No dia 28 de abril, o governo federal relançou o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, nos mesmos moldes da Medida Provisória 936, convertida na Lei 14.020/2020, que vigorou por 8 meses no ano passado e atingiu quase 10 milhões de trabalhadores. O setor de serviços é responsável por 52,56% dos acordos. Veja abaixo: Serviços: 52,56% Comércio: 25,84% Indústria: 14,78% Construção: 1,86% Agropecuária: 0,3% A suspensão de contrato de trabalho é responsável pela maior parte dos acordos. Veja abaixo: Suspensão: 46,88% Redução de 70% da jornada: 29,51% Redução de 50%: 17,25% Redução de 25%: 6,36% São Paulo lidera entre os estados com o maior número de acordos, com 22,16% do total, seguido de Minas Gerais (10,61%), Rio de Janeiro (10,57%), Bahia (8,14%) e Ceará (6,07%). Como funciona o programa A medida provisória de agora, a 1.045, permite a redução da jornada e a suspensão dos contratos de trabalho, além da estabilidade no emprego para o trabalhador. Governo também editou MP que flexibiliza regras trabalhistas; VEJA O QUE MUDA A nova medida faz parte das iniciativas para evitar que as empresas demitam durante o período da crise provocada pelo agravamento da pandemia. O prazo para manter a redução de salário e a suspensão dos contratos vale por 120 dias, mas pode ser prorrogado por meio de decreto do governo. Redução de salário De acordo com o programa, a redução do salário poderá ocorrer nos seguintes valores percentuais: 25%, 50% 70% Funcionários e contratos incluídos na MP O programa abrange funcionários de empresas privadas, incluindo gestantes e aposentados, contratos de trabalho de aprendizagem e de jornada parcial. Desta vez, o governo não incluiu os intermitentes no programa. Além disso, o programa se aplica apenas aos contratos de trabalho celebrados até a data de publicação da Medida Provisória, ou seja, nesta quarta-feira (28). Como ficam os pagamentos Pelo programa, os trabalhadores que tiverem jornada reduzida ou contrato suspenso receberão da União um benefício emergencial proporcional ao valor do seguro-desemprego. Por exemplo, quem tiver uma redução de 50% por parte da empresa no salário e na jornada vai receber uma parcela de 50% do que seria o seu seguro-desemprego caso fosse demitido. Veja abaixo: Corte de 25% no salário: recebe 75% do salário + 25% da parcela do seguro-desemprego Corte de 50% no salário: recebe 50% do salário + 50% da parcela do seguro-desemprego Corte de 70% no salário: recebe 30% do salário + 70% da parcela do seguro-desemprego Suspensão do contrato de trabalho: recebe 100% da parcela do seguro-desemprego, que pode variar de R$ 1.100 a R$ 1.911,84 (exceto no caso de funcionário de empresa com receita bruta superior a R$ 4,8 milhões – neste caso: recebe 30% do salário + 70% da parcela do seguro-desemprego) Nenhum trabalhador vai ganhar menos do que um salário mínimo De acordo com o governo, não haverá alteração na concessão nem do valor do seguro-desemprego caso o trabalhador seja demitido no futuro. Assim, nada mudará nas regras para requisição do seguro-desemprego. Estabilidade A MP estabelece uma "garantia provisória" do emprego pelos meses em que a jornada e os salários forem reduzidos ou o contrato suspenso e por igual período quando as atividades e pagamentos forem normalizados. Por exemplo: se houve uma redução de jornada durante 3 meses, o trabalhador tem direito de continuar na empresa por mais 3 meses. Ainda assim, o empregador continua podendo demitir o funcionário durante esse período. Porém, se dispensá-lo sem justa causa, a medida prevê o pagamento pela empresa das verbas rescisórias e de uma indenização. Essa regra não vale para casos de dispensa a pedido ou por justa causa do empregado. O valor da indenização será de: 50% do salário a que o empregado teria direito no período de garantia provisória no emprego, na hipótese de redução de jornada de trabalho e de salário igual ou superior a 25% e inferior a 50%; 75% do salário a que o empregado teria direito no período de garantia provisória no emprego, na hipótese de redução de jornada de trabalho e de salário igual ou superior a 50% e inferior a 70%; ou 100% do salário a que o empregado teria direito no período de garantia provisória no emprego, nas hipóteses de redução de jornada de trabalho e de salário em percentual superior a 70% ou de suspensão temporária do contrato de trabalho. Como funcionam os acordos Para trabalhadores que recebem até três salários mínimos (R$ 3.300), o acordo para redução de jornada e salário pode ser feito por acordo individual. Para quem recebe entre três salários mínimos (R$ 3.300) e dois tetos do INSS (R$ 12.867,14), a redução de jornada e salário terá que ser feita por acordo coletivo, já que nessa faixa a compensação da parcela do seguro-desemprego não compensa toda a redução salarial. Para quem ganha acima de R$ 12.867,14 e tem nível superior, a lei trabalhista atual já autoriza acordo individual para redução de jornada e salário. No caso de reduções de 25%, é permitido que sejam feitas por acordo individual, independente da faixa salarial. FGTS A base de cálculo para o pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aos empregados será a do salário reduzido, sem o acréscimo do seguro-desemprego. Além disso, o trabalhador que entrar no programa não poderá sacar o FGTS. E não há recolhimento do FGTS por parte do empregador até o final do prazo da suspensão do contrato de trabalho. Jornada flexível As empresas terão flexibilidade para aplicar o percentual de redução de jornada de trabalho dentro de cada área. Ou seja, o corte não precisa ser aplicado necessariamente na jornada diária nem na empresa toda. A empresa também poderá fixar escalas alternadas de dias de trabalho. O que vale é o total de horas trabalhadas no mês. O empregador também poderá definir novos horários para ajustar as escalas de sua equipe e otimizar custos. As mudanças podem ser das mais variadas: dias intercalados, redução de dias de trabalho na semana e até cargas horárias diferentes de um dia para o outro. Além disso, as empresas que optarem por suspender contratos de trabalho também poderão combinar a medida com uma eventual redução da jornada de trabalho nos meses seguintes. E vice-versa. Os empregadores também terão flexibilidade para definir a estratégia mais adequada para cada uma das áreas e equipes. Banco de horas O banco de horas não pode ser usado em caso de redução de jornada de trabalho e de salário e de suspensão temporária de contrato de trabalho e nem pode ser descontado em caso de demissão. Como aderir As empresas devem aderir ao programa por meio do Empregador Web. Após a formalização do acordo e comunicação ao governo, o valor do benefício emergencial será depositado pelo governo diretamente na conta do trabalhador, como se fosse um seguro-desemprego. Não há necessidade do trabalhador se deslocar ou fazer nenhum tipo de solicitação para sacar o dinheiro. A empresa deve informar quantos trabalhadores terão o contrato alterado no prazo de 10 dias, contados a partir da data da celebração do acordo. Caso ocorra algum atraso, o empregador ficará responsável pelo pagamento da remuneração no valor anterior à redução da jornada de trabalho e do salário ou à suspensão temporária do contrato de trabalho do empregado, inclusive dos respectivos encargos sociais e trabalhistas, até que a informação seja prestada corretamente. O pagamento do benefício emergencial será feito 30 dias após a celebração do acordo. Se, por exemplo, o acordo para redução salarial for firmado no dia 10 de maio, o benefício será pago pelo governo no dia 10 de junho, mesmo que o salário seja depositado pela empresa no dia 5. O governo federal colocou no ar o site https://servicos.mte.gov.br/bem/, que permite aos empregadores acessarem os sistemas nos quais podem formalizar os acordos e comunicar as condições ao Ministério da Economia.



Supremo decide que extensão de patentes é inconstitucional


06/05/2021 19:20 - g1.globo.com

Maioria dos ministros de posicionou contra regra que permite alongar prazo da patente quando órgão responsável por analisar pedidos demora para dar resposta. STF derruba extensão automática de patentes O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (6), por 9 votos a 2, que é inconstitucional a regra que permite estender os prazos de patentes prevista na Lei de Propriedade Industrial em caso de demora na análise dos pedidos pelo Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). Esse foi o entendimento do relator da ação, ministro Dias Toffoli, que finalizou seu voto nesta quarta. Para o ministro, o fim do prazo extra tem que valer desde já para medicamentos e equipamentos de saúde. Os ministros Luís Roberto Barroso e Luiz Fux divergiram do relator em relação à inconstitucionalidade da norma. O plenário ainda deve definir se a decisão deve ser aplicada apenas às patentes novas ou também às já vigentes, mesmo que estendidas, e se haverá exceção no caso dos medicamentos. A análise deve ser retomada na próxima quarta (12). A ação foi apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR). O julgamento teve início na semana passada. Lei sobre patentes e lentidão de órgãos públicos levam país a gastar mais com remédios, diz TCU Nesta quinta, além de Toffoli, também haviam votado Nunes Marques e Alexandre de Moraes, acompanhando o relator. A análise foi retomada nesta quinta, para o voto dos demais ministros. Ministro Dias Toffoli, do STF, suspende trecho da lei de propriedade industrial que permite aumentar o prazo de vigência de patentes na área da saúde Liminar No início do mês, Toffoli concedeu em parte a liminar (decisão temporária) e suspendeu a regra para patentes de medicamentos e produtos farmacêuticos, mas apenas com efeitos futuros. Agora, o plenário decide o mérito da questão. Em seu voto, Toffoli afirmou que a prorrogação é inconstitucional e a decisão da Corte deve valer apenas para novas patentes a partir da publicação da ata do julgamento, “em nome da segurança jurídica”, exceto para medicamentos e equipamentos de saúde. Segundo o Inpi afirmou no processo, existem atualmente 36.022 patentes de invenção e 2.886 de modelo de utilidade em vigor. O ministro ressalvou que o voto não significa a quebra de patentes, já que somente o prazo de extensão seria atingido. Votos dos ministros nesta quinta Edson Fachin – acompanhou o relator. “A livre concorrência e o direito do consumidor exigem que o interesse particular dos titulares de monopólio sejam proporcionalmente ponderados diante do interesse difuso de exploração coletiva. Há, como assegura a Constituição, de ser protegido o direito de propriedade intelectual. Nada obstante, seu exercício não pode transpassar a esfera do uso desse poder para que seja respeitado o regime de concorrência”, afirmou. Luís Roberto Barroso – divergiu do relator, afirmando que o Inpi prevê resolver o problema da demora até o final do ano e que essa decisão não cabe ao Judiciário. “Se o Inpi atrasar, não é responsabilidade de quem fez o depósito da patente”, afirmou. “Também entendo que não houve violação à livre concorrência ou ao direito do consumidor na medida em que a própria Constituição faz a ponderação e diz: para incentivar a inovação, eu dou a exclusividade.” Rosa Weber – acompanhou o relator. Segundo a ministra, o prazo extra previsto em lei “desconfigura o atributo de temporariedade da patente”. “Sem dúvida, desde que as patentes sejam temporárias, e sua duração seja razoável, não existe comando constitucional limitando sua duração a 20 anos. Mas o que e se tem é uma norma que, por suas características de incerteza, revela-se desproporcional.” Cármen Lúcia – acompanhou o relator. Para a ministra, houve a “demonstração de um quadro no qual esse dispositivo leva a uma indeterminação, portanto, uma ideia de privilégio temporário”. “Privilégio temporário é para limitar, restringir algo que, pela sua natureza, já demonstra sua incompatibilidade com a ciência solidária. O conhecimento não é egoísta, a invenção é generosa.” Ricardo Lewandowski – acompanhou o relator. “Tenho todos os motivos para acreditar, que salta aos olhos, que o estabelecimento de um monopólio, cuja duração é indefinida, contraria fundamentos constitucionais explícitos”, disse. Gilmar Mendes – acompanhou o relator. "A ninguém escapa aqui que esse direito de propriedade intelectual é extremamente relevante e é um direito fundamental", disse Mendes, "mas há uma falha legislativa a ser corrigida". Marco Aurélio Mello – acompanhou o relator. "Sou favorável à liberdade de mercado, sou favorável à concorrência. Isso é o que garante ao cidadão opção, preços razoáveis. Quando se tem, com essa projeção, podendo chegar a 20 e tantos anos, 30 anos, a exclusividade, não se pode cogitar de opção e, evidentemente, os interesses da cidadania ficam em segundo plano", afirmou. Luiz Fux (presidente) – divergiu do relator. Para Fux, a Constituição prevê um privilégio para a propriedade intelectual que é temporária. "Essa demora dos procedimentos administrativos está sendo usada contra o autor intelectual. A lei é clara", defendeu. Votos dos ministros na quarta Nunes Marques – acompanhou o relator pela inconstitucionalidade do prazo extra. “Não resta qualquer dúvida razoável sobre a inconstitucionalidade”, argumentou o ministro. “Com menos concorrência, há menos possibilidades ao consumidor e mais carestia no mercado. A carestia de remédios e insumos hospitalares repercute na realização de políticas públicas de saúde e na concretização do princípio maior da dignidade da pessoa humana.” Alexandre de Moraes - acompanhou o relator. “Há uma desproporcionalidade nessa norma. Gera problema do atraso, acúmulo, preferência, se escolhe uma patente para conceder antes do outro. Ou seja, a partir disso, segurança jurídica, eficiência, razoável duração do processo administrativo estão sendo ignorados de forma direta”, afirmou. “Essa possibilidade de prorrogação ‘ad infinitum’ acaba derrubando os prazos fixados.” Como funciona a patente A patente dá ao titular o direito de monopólio sobre a sua invenção e impede a reprodução ou comercialização do produto durante determinado período, em que o dono recebe os chamados royalties. Pela regra atual: as patentes de invenção, por exemplo, duram 20 anos contados a partir da data de depósito no Inpi, ou pelo menos 10 anos após a data de concessão; se houver atraso na concessão, a demora é compensada com mais anos de monopólio. O julgamento pode ter impacto bilionário no Sistema Único de Saúde (SUS). Há pelo menos 74 remédios beneficiados pela extensão. Estudo da GO Associados estima que o Brasil economizaria R$ 3 bilhões se não liberasse a expansão do prazo das patentes de remédios por mais de 20 anos, o que encarece as compras do SUS.



Poupança: em abril, depósitos superam saques pela primeira vez no ano, informa Banco Central


06/05/2021 18:29 - g1.globo.com

Depósitos somaram R$ 267 bilhões no mês e saques, R$ 263,2 bilhões. No acumulado do ano, resultado ainda é negativo: saques superam depósitos em R$ 23,7 bilhões. Os depósitos na poupança superaram os saques em R$ 3,840 bilhões em abril, informou nesta quinta-feira (6) o Banco Central. É o primeiro mês do ano com resultado positivo. De acordo com o BC, os depósitos na caderneta de poupança somaram R$ 267 bilhões em abril e as retiradas, R$ 263,2 bilhões. Somados, os saldos de todas as contas poupança do país alcançaram R$ 1,018 trilhão, considerando o rendimento de R$ 1,745 bilhão da caderneta em abril. Acumulado do ano No acumulado de janeiro a abril deste ano, os brasileiros já retiraram R$ 23,7 bilhões da caderneta de poupança. O resultado está negativo porque nos três primeiros meses de 2021 os clientes retiraram R$ 27,5 bilhões líquidos da poupança. Os saques coincidiram com as tradicionais despesas de começo de ano, como Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), matrícula escolar e material escolar. O auxílio emergencial também foi interrompido de janeiro a março e só voltou a ser pago em abril, em valor menor que o do ano passado — R$ 150 a R$ 375, dependendo dos critérios de elegibilidade. Com auxílio emergencial, poupança tem saldo recorde em 2020 Captação recorde em 2020 Em 2020, a poupança teve uma captação recorde. Os depósitos superaram os saques em R$ 166,3 bilhões, o maior valor da série histórica do BC, iniciada em 1995. O recorde na captação líquida em 2020 foi impulsionado, entre outros fatores, pelo pagamento do auxílio emergencial. Grande parte dos beneficiários recebeu as parcelas mensais em contas poupança digitais abertas pela Caixa Econômica Federal. Os brasileiros também decidiram poupar mais no ano passado em virtude da crise causada pela pandemia de Covid-19. É o que o Banco Central chama de “poupança precaucional”, feita para casos de emergência.