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Tarifas recíprocas: bolsas dos EUA afundam no mercado futuro após anúncio de Trump


02/04/2025 23:00 - g1.globo.com


Presidente americano diz que tarifas recíprocas serão de ao menos metade das alíquotas cobradas dos EUA por outros países. Brasil será tarifado em 10%. Trump mostra tabela do "Dia da libertação" com tarifas a países As bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam em alta nesta quinta-feira (2), antes do anúncio das tarifas recíprocas pelo presidente Donald Trump. Mas, enquanto o norte-americano detalhava as medidas, os índices futuros das bolsas americanas mergulharam. O S&P 500 caiu 1,6%, enquanto o Nasdaq recuou 2,4%. 🔎 Os índices futuros são contratos negociados enquanto as bolsas estão fechadas, e que permitem especular sobre a direção do mercado no dia seguinte. A queda mostra que investidores esperam grandes perdas quando Wall Street abrir nesta quinta-feira (3). "Palavras de presidentes importam", disse Christopher Wolfe, presidente e diretor de investimentos da Pennington Partners & Co, à agência Reuters. "Elas podem, e de fato, mudam políticas e a forma como a América corporativa responde às coisas. Esse é o peso que todos estamos sentindo agora." O presidente dos EUA detalhou nesta quarta-feira (2) quais serão as tarifas recíprocas que pretende cobrar de produtos importados a partir de abril. O republicano afirmou que o país cobrará ao menos 10% de todas as importações feitas pelo país, inclusive do Brasil, e que as demais tarifas que serão cobradas dos países que taxam produtos norte-americanos serão ao menos metade da alíquota cobrada dos EUA. As taxas serão aplicadas a partir de 5 de abril. Já as tarifas recíprocas individualizadas, mais altas, serão impostas aos países com os maiores déficits comerciais com os EUA a partir do dia 9. Veja abaixo a lista completa. Chamada pelo republicano de "Dia da Libertação", esta quarta-feira (2) marca o início de um conjunto de tarifas que, segundo Trump, libertarão os EUA de produtos estrangeiros. "A partir de amanhã, os EUA implementarão tarifas recíprocas sobre outras nações. [...] Vamos calcular a taxa combinada de todas as suas tarifas, barreiras não monetárias e outras formas de trapaça. [...] cobraremos deles aproximadamente metade do que eles têm cobrado de nós", afirmou Trump. Trump afirmou que "teria sido difícil para muitos países" cobrar a mesma alíquota cobrada dos EUA, e que daria descontos porque os americanos são "muito gentis". "Se vocês olharem para aquela primeira linha da China, 67%, essas são as tarifas cobradas dos EUA, incluindo manipulação cambial e barreiras comerciais. [...] vamos cobrar uma tarifa recíproca com desconto de 34%", disse. "União Europeia, eles são muito duros, comerciantes muito, muito duros. Vocês sabem, vocês pensam na União Europeia, muito amigáveis. Eles nos exploram. É tão triste de ver. É tão patético. 39%, vamos cobrar deles 20%." O presidente norte-americano disse ainda que, caso os países não queiram ser taxados, devem transferir suas fábricas para os EUA. "Tarifas dão ao nosso país proteção contra aqueles que nos fariam mal econômico. [...] Mas, ainda mais importante, elas nos darão crescimento", afirmou Trump. Trump anuncia 10% de taxa para produtos brasileiros Na última semana, o presidente norte-americano chegou a afirmar que as tarifas devem incluir todos os países, mas disse que as taxas podem ser mais suaves do que se espera e que está disposto a fazer acordos. Além das tarifas recíprocas, outras taxas já anunciadas por Trump também passaram a valer nesta quarta-feira (2), como a cobrança de 25% sobre carros importados pelos EUA e as taxas de 25% sobre as exportações feitas ao país e que não se enquadrem no USMCA (acordo comercial que existe entre os três países), por exemplo. As incertezas sobre como essas taxas devem funcionar e quais os impactos podem ter nas economias do mundo têm impactado o mercado financeiro nas últimas semanas e causado uma série de reações de diferentes países. No Brasil, o Senado Federal aprovou, na véspera, em regime de urgência, um projeto que cria mecanismos e autoriza o governo a retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos brasileiros. O projeto recebeu apoio amplo do Congresso e do governo, e veio após Trump citar o Brasil como exemplo de um país que deve ser taxado. Trump: Decreto do 'tarifaço' é 'declaração de independência econômica' dos EUA



Tarifaço de Trump viola compromissos dos EUA com o comércio mundial, diz Itamaraty


02/04/2025 22:44 - g1.globo.com


Ministério das Relações Exteriores criticou a tarifa geral de 10% imposta pelos EUA sobre todas as exportações brasileiras e afirmou que medida é unilateral, injusta e desequilibrada. Disse ainda que avalia uma reação. O governo brasileiro lamentou oficialmente nesta quarta-feira (2) a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar uma tarifa adicional de 10% sobre todas as exportações brasileiras para o mercado norte-americano. Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), o Brasil afirma que a medida viola os compromissos assumidos pelos EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC) e pode causar prejuízos expressivos ao comércio bilateral. Segundo o Itamaraty, a nova tarifa, somada a outras já em vigor – como as que incidem sobre aço, alumínio e automóveis – terá impacto direto sobre todas as exportações de bens do Brasil para os Estados Unidos. “A nova medida, como as demais tarifas já impostas aos setores de aço, alumínio e automóveis, viola os compromissos dos EUA perante a OMC e impactará todas as exportações brasileiras de bens para os EUA”, afirma a nota. O governo brasileiro também rejeita o argumento de “reciprocidade comercial” usado pelo presidente Trump para justificar as novas tarifas. De acordo com o comunicado, os Estados Unidos mantêm superávit comercial expressivo com o Brasil, o que demonstra desequilíbrio real em favor dos norte-americanos. “Somados bens e serviços, o superávit [dos EUA] chegou a US$ 28,6 bilhões no ano passado. Trata-se do terceiro maior superávit comercial daquele país em todo o mundo”, diz o texto. “Ao longo dos últimos 15 anos, os EUA acumularam superávit de US$ 410 bilhões no comércio com o Brasil.” Entrevista: Especialista fala sobre as Tarifas do Trump Medidas em estudo Em resposta, o governo brasileiro anunciou que pretende consultar o setor privado para avaliar o impacto das novas tarifas e defender os interesses dos produtores nacionais junto ao governo dos EUA. O Brasil também mantém aberto o canal diplomático, mas não descarta medidas legais e comerciais, inclusive recurso à OMC. Tabela usada em discurso de Trump vira meme. Reprodução “O governo brasileiro avalia todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral, inclusive recurso à OMC, em defesa dos legítimos interesses nacionais”, afirmou o Itamaraty. O comunicado também menciona o projeto de Lei da Reciprocidade Econômica, já aprovado no Congresso, como um instrumento importante para permitir ações de retaliação em casos como o atual. Negociações Ao longo das últimas semanas, setores do governo buscaram negociar alternativas com representantes do governo de Donald Trump. O secretário de Assuntos Econômicos do Itamaraty, Maurício Lyrio, por exemplo, viajou aos Estados Unidos acompanhado de outros diplomatas para tentar buscar alternativas. Lyrio é o atual negociador-chefe do Brasil no Brics e já exerceu a mesma função no G20. Além disso, o chanceler Mauro Vieira teve ao menos duas conversas com Jamieson Greer, representante dos Estados Unidos para o comércio. Cabe ao USTR (na sigla em inglês) desenvolver e coordenar a política de comércio internacional e investimentos externos dos Estados Unidos, supervisionando as negociações com outros países. O chefe do órgão atua como conselheiro do presidente americano para o comércio. Paralelamente a essas conversas, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, também conversou com Howard Lutnik, secretário de Comércio dos EUA. Retaliação como alternativa Diplomatas ouvidos pela GloboNews disseram nesta avaliar que o projeto em discussão no Congresso Nacional sobre a chamada reciprocidade configura o marco legal necessário para o Brasil agir se quiser retaliar os Estados Unidos em razão das tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump. Acrescentam esses diplomatas, porém, que a meta do governo segue o entendimento de que ainda há margem para negociar com os representantes da Casa Branca para se chegar a um consenso sobre o "tarifaço". Até então, Lula vinha tratando publicamente o tema das tarifas dos EUA com duas possibilidades para o Brasil: retaliar os EUA ou recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC). Entretanto, no último fim de semana, antes de embarcar de volta para o Brasil após viagens ao Japão e ao Vietnã, Lula mudou o tom e disse que o governo iria "gastar todas as palavras que estão no nosso dicionário" para negociar com o governo Trump. Diplomatas explicam que, com base nas regras da OMC, o Brasil não poderia simplesmente retaliar os EUA automaticamente por não haver previsão legal para isso. Paralelamente, a avaliação é que o organismo multilateral está sem força para agir em razão da falta de juízes atuando no órgão de solução de controvérsias. Portanto, a saída encontrada pelo governo foi apoiar o projeto em discussão no Congresso.



'Tarifaço' de Trump: veja quais são os produtos que o agro do Brasil mais vende para os EUA


02/04/2025 22:04 - g1.globo.com


Em 2024, as vendas de café para o país de Trump somaram US$ 2 bilhões. Depois, vieram as carnes e os sucos, especialmente o de laranja. Café é um dos produtos que têm pressionado os índices de inflação Reprodução/TV Globo O Brasil é o principal fornecedor de café para os Estados Unidos e o país de Donald Trump é o maior cliente externo dos produtores nacionais desse grão. O café lidera as exportações do agro para os EUA em valor, ficando atrás apenas de produtos florestais, como as madeiras, segundo dados do governo brasileiro. Em 2024, as vendas de café para os EUA somaram US$ 2 bilhões. Depois, vieram as carnes e os sucos, especialmente o de laranja, e produtos da cana, como açúcar e etanol. Veja mais abaixo. Nesta quarta-feira (2), Trump determinou que o país passará a cobrar uma taxa de, no mínimo, 10% sobre os produtos importados do Brasil a partir do próximo sábado (5). Atualmente, a importação nos EUA do café brasileiro não torrado, não descafeinado e em grão está sujeita a uma tarifa de 9%. A tarifa para carnes bovinas desossadas e congeladas é de 10,8%. Para o etanol, 2,5%. Câmara aprova Lei da Reciprocidade, em resposta a 'tarifaço' de Trump Setor do café aguarda O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) disse ao g1 que não vai se pronunciar por ora. A entidade mantém contato com a Associação Nacional do Café dos Estados Unidos (NCA, em inglês), para avaliar possíveis impactos. "Nossa avaliação ainda é preliminar e considera que o Brasil foi taxado em 10%, a Colômbia, também em 10%, e o Vietnã, em 46%", afirmou Pavel Cardoso, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), citando outros países que também são fortes na exportação do grão. Ele destacou que a exportação de café torrado moído representa uma parcela menor no volume total, onde predomina o grão verde, mas que é relevante saber qual seria o impacto. No texto onde a Casa Branca detalha a ordem de Trump e defende que as novas tarifas são um ato de reciprocidade dos EUA com parceiros comerciais, o Brasil foi citado por causa do etanol. "Brasil (18%) e Indonésia (30%) impõem uma taxa mais alta no etanol do que os Estados Unidos (2,5%)", diz a ordem assinada por Trump. Câmara aprova Lei da Reciprocidade, em resposta a 'tarifaço' de Trump O 'cafake', imitação de café, é popular na Europa e está ganhando o Brasil.



'EUA estão contratando uma inflação global', diz especialista sobre tarifaço de Trump


02/04/2025 21:59 - g1.globo.com


Para Carlos Frederico Coelho, professor de Relações Internacionais da PUC-RJ, o Brasil não foi dos mais prejudicados pelo anúncio do presidente americano. 'Brasil não foi dos mais prejudicados', diz especialista sobre tarifaço de Trump O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, detalhou nesta quarta-feira (2) quais serão as tarifas recíprocas que pretende cobrar de produtos importados a partir de abril. Segundo especialista ouvido pela GloboNews, o Brasil não foi dos mais prejudicados, e a medida é um risco para a inflação global. “Com essa medida, os Estados Unidos praticamente estão assegurando a contratação de uma inflação global, e essa é a maior preocupação geral mundo afora", afirmou Carlos Frederico Coelho, professor de Relações Internacionais da PUC-RJ e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. "Inflação essa que já assombra a economia brasileira e é o pavor de todos os governantes que enfrentaram eleições nos últimos anos”, disse Coelho. De acordo com o especialista, as tarifas não são boas, mas podem abrir novos mercados para o Brasil. "O Brasil não foi um dos mais prejudicados, primeiramente. A maior concentração é em relação à China, e isso deve abrir algumas oportunidades específicas para a indústria brasileira”, explicou. “O efeito que isso tem ou pode ter é abrir novos mercados, que estão sendo afetados por essas novas tarifas, para produtos brasileiros. Ganhos setoriais são possíveis para o Brasil, mas a maior preocupação é que essas medidas, para além da relação bilateral, contratem uma inflação global para todos os mercados". Taxa de 10% O presidente dos EUA, Trump, faz anúncios sobre tarifas na Casa Branca Reuters/Carlos Barria O republicano afirmou que o país cobrará 10% de todas as importações feitas do Brasil, e as demais tarifas que serão cobradas dos países que taxam produtos norte-americanos serão ao menos metade da alíquota cobrada dos EUA. Veja a lista completa mostrada por Trump. Chamada pelo republicano de "Dia da Libertação", esta quarta-feira marca o início de um conjunto de tarifas que, segundo Trump, libertarão os EUA de produtos estrangeiros. No caso do Brasil, a base para todos os produtos é de 10%. Aço e alumínio, que têm taxas próprias já anunciadas, seguem com 25% de taxa. O presidente norte-americano afirmou que, caso os países não queiram ser taxados, devem transferir suas fábricas para os EUA. "Tarifas dão ao nosso país proteção contra aqueles que nos fariam mal econômico. [...] Mas, ainda mais importante, elas nos darão crescimento", afirmou Trump.



Trump anuncia 10% de taxa para produtos brasileiros


02/04/2025 21:42 - g1.globo.com

Presidente dos EUA prometeu implementar tarifas recíprocas a países que cobram taxa de importação de produtos americanos. Trump anuncia 10% de taxa para produtos brasileiros Presidente dos EUA prometeu implementar tarifas recíprocas a países que cobram taxa de importação de produtos americanos. Trump anunciou nesta quarta-feira (2) uma série de impostos de importação, no que chamou de 'Dia da Libertação'. A expectativa do anúncio mexeu com os mercados em todo o mundo. . Em seu anúncio, Trump prometeu taxar em 10% os produtos brasileiros, 34% aos chineses e 20% para União Europeia.. No Brasil, a Câmara aprovou urgência para a Lei da Reciprocidade às taxas.



Veja as alíquotas pagas pelos principais itens do comércio entre Brasil e EUA antes do tarifaço de Trump


02/04/2025 21:05 - g1.globo.com


Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o país cobrará 10% de todas as importações feitas do Brasil. Em meio à elevação de tarifas decretadas pelo presidente norte-americano Donald Trump nesta quarta-feira (2), os produtos brasileiros vão pagar mais imposto para entrar nos EUA. Dentre os 10 produtos brasileiros mais exportados para os EUA em 2024, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Comércio e Indústria Exterior, estão óleos brutos de petróleo, ferro, aço, café em grão, pastas químicas de madeira, ferro fundido bruto, aeronaves e veículos aéreos, gasolina, carnes bovinas congeladas e produtos semimanufaturados de ligas de aço. Trump assina decreto sobre tarifas de importação Reprodução Os óleos brutos de petróleo, que lideram a pauta de exportações, movimentando cerca de US$ 5,8 bilhões no ano, atualmente não pagam tarifa nos EUA. Por outro lado, o Brasil também mantém um fluxo intenso de importações dos Estados Unidos, destacando-se produtos como partes de turbinas para aviões, gás natural liquefeito, óleo diesel, hulha betuminosa e naftas petroquímicas. A maioria desses itens entra no Brasil sem tributação, mas produtos plásticos, como copolímeros de etileno e polietilenos, pagam 20% de imposto. 'Brasil não é problema comercial para os Estados Unidos', diz Alckmin sobre memorando de Trump Como Trump, governo brasileiro anunciou medidas protecionistas para a indústria do aço há menos de um ano Comércio de etanol: Brasil exportou US$ 181,8 milhões aos EUA em 2024 e importou US$ 50,5 milhões Veja abaixo os principais produtos que o Brasil exportou para os EUA em 2024: Óleos brutos de petróleo. Valor: R$ 5, 8 bilhões. Tarifa cobrada pelos EUA: 0% Outros produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado. Valor: US$ 2,7 bilhões. Tarifa cobrada pelos EUA: 7,2% Café não torrado, não descafeinado, em grão. Valor: US$ 1,9 bilhão. Tarifa cobrada pelos EUA: 9% Pastas químicas de madeira. Valor: US$ 1,5 bilhão. Tarifa cobrada pelos EUA: 3,6% Ferro fundido bruto não ligado. Valor: US$ 1,4 bilhão. Tarifa cobrada pelos EUA: 3,6% Outros aviões e outros veículos aéreos, de peso superior a 15.000 kg, vazios. Valor: US$ 1,4 bilhão. Tarifa cobrada pelos EUA: 0% Outras gasolinas, exceto para aviação. Valor: US$ 997 milhões. Tarifa cobrada pelos EUA: 0% Aviões e outros veículos aéreos, a turbojato, entre 7.000 kg e 15.000 kg, vazios. Valor: US$ 955,6 milhões. Tarifa cobrada pelos EUA: 0% Carnes desossadas de bovino, congeladas. Valor: US$ 885 milhões. Tarifa cobrada pelos EUA: 10,8% Produtos semimanufaturados, de outras ligas de aço. Valor: US$ 738 milhões. Tarifa cobrada pelos EUA: 7,2%. Veja os principais produtos exportados pelos EUA ao Brasil: Partes de turborreatores ou de turbopropulsores. Valor: US$ 3,2 bilhões. Tarifa cobrada pelo Brasil: 0% Turborreatores de empuxo superior a 25 kN. Valor: US$ 2,9 bilhões. Tarifa cobrada pelo Brasil: 0% Gás natural liquefeito. Valor: US$ 1,6 bilhão. Tarifa cobrada pelo Brasil: 0% Óleos brutos de petróleo. Valor: US$ 1,45 bilhão. Tarifa cobrada pelo Brasil: 0% Gasóleo (óleo diesel). Valor: US$ 1,43 bilhão. Tarifa cobrada pelo Brasil: 0% Naftas para petroquímica. Valor: US$ 1,43 bilhão. Tarifa cobrada pelo Brasil: 0% Hulha betuminosa, não aglomerada. Valor: US$ 1,39 bilhão. Tarifa cobrada pelo Brasil: 0% Copolímeros de etileno e alfa-olefina, de densidade inferior a 0,94. Valor: US$ 579 milhões. Tarifa cobrada pelo Brasil: 20% Óleos lubrificantes sem aditivos. Valor: US$ 571 milhões. Tarifa cobrada pelo Brasil: 0% Outros polietilenos sem carga, densidade >= 0,94, em formas primárias. Valor: US$ 500 milhões. Tarifa cobrada pelo Brasil: 20%



Tarifas recíprocas: veja a lista completa de taxas cobradas pelos EUA por país


02/04/2025 20:46 - g1.globo.com


Presidente americano diz que tarifas recíprocas serão de ao menos metade das alíquotas cobradas dos EUA por outros países. Brasil será tarifado em 10%. Trump mostra tabela do "Dia da libertação" com tarifas a países O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, detalhou nesta quarta-feira (2) quais serão as tarifas recíprocas que pretende cobrar de produtos importados a partir de abril. O republicano afirmou que o país cobrará 10% de todas as importações feitas do Brasil, e as demais tarifas que serão cobradas dos países que taxam produtos norte-americanos serão ao menos metade da alíquota cobrada dos EUA. As tarifas serão aplicadas a partir de 5 de abril. Já as tarifas recíprocas individualizadas, mais altas, serão impostas aos países com os maiores déficits comerciais com os EUA a partir do dia 9. Veja abaixo a lista completa. Chamada pelo republicano de "Dia da Libertação", esta quarta-feira (2) marca o início de um conjunto de tarifas que, segundo Trump, libertarão os EUA de produtos estrangeiros. "A partir de amanhã, os EUA implementarão tarifas recíprocas sobre outras nações. [...] Vamos calcular a taxa combinada de todas as suas tarifas, barreiras não monetárias e outras formas de trapaça. [...] cobraremos deles aproximadamente metade do que eles têm cobrado de nós", afirmou Trump. Trump afirmou que "teria sido difícil para muitos países" cobrar a mesma alíquota cobrada dos EUA, e que daria descontos porque os americanos são "muito gentis". "Se vocês olharem para aquela primeira linha da China, 67%, essas são as tarifas cobradas dos EUA, incluindo manipulação cambial e barreiras comerciais. [...] vamos cobrar uma tarifa recíproca com desconto de 34%", disse. "União Europeia, eles são muito duros, comerciantes muito, muito duros. Vocês sabem, vocês pensam na União Europeia, muito amigáveis. Eles nos exploram. É tão triste de ver. É tão patético. 39%, vamos cobrar deles 20%." O presidente norte-americano disse ainda que, caso os países não queiram ser taxados, devem transferir suas fábricas para os EUA. "Tarifas dão ao nosso país proteção contra aqueles que nos fariam mal econômico. [...] Mas, ainda mais importante, elas nos darão crescimento", afirmou Trump. Trump anuncia 10% de taxa para produtos brasileiros Na última semana, o presidente norte-americano chegou a afirmar que as tarifas devem incluir todos os países, mas disse que as taxas podem ser mais suaves do que se espera e que está disposto a fazer acordos. Além das tarifas recíprocas, outras taxas já anunciadas por Trump também passaram a valer nesta quarta-feira (2), como a cobrança de 25% sobre carros importados pelos EUA e as taxas de 25% sobre as exportações feitas ao país e que não se enquadrem no USMCA (acordo comercial que existe entre os três países), por exemplo. As incertezas sobre como essas taxas devem funcionar e quais os impactos podem ter nas economias do mundo têm impactado o mercado financeiro nas últimas semanas e causado uma série de reações de diferentes países. No Brasil, o Senado Federal aprovou, na véspera, em regime de urgência, um projeto que cria mecanismos e autoriza o governo a retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos brasileiros. O projeto recebeu apoio amplo do Congresso e do governo, e veio após Trump citar o Brasil como exemplo de um país que deve ser taxado. Trump: Decreto do 'tarifaço' é 'declaração de independência econômica' dos EUA



Trump anuncia tarifa de 10% para produtos importados do Brasil


02/04/2025 20:09 - g1.globo.com


Tarifas recíprocas serão de ao menos metade da alíquota cobrada pelos países aos produtos americanos. Taxas serão aplicadas a partir de 5 de abril. Trump anuncia 10% de taxa para produtos brasileiros O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (2) que o país passará a cobrar 10% de todas as importações do Brasil, como parte do decreto que estabelece tarifas recíprocas aos parceiros comerciais dos EUA. O republicano também detalhou as demais tarifas que serão cobradas dos países que taxam produtos norte-americanos. Segundo ele, as tarifas recíprocas serão ao menos metade da alíquota cobrada pelos outros países, sendo a taxa mínima de 10%. As tarifas serão aplicadas a partir de 5 de abril. Já as tarifas recíprocas individualizadas, mais altas, serão impostas aos países com os maiores déficits comerciais com os EUA a partir do dia 9. "Os números são tão desproporcionais, são tão injustos. Ao mesmo tempo, estabeleceremos uma tarifa mínima de 10%. [...] Isso será para ajudar a reconstruir nossa economia e evitar a trapaça", afirmou Trump. "As nações estrangeiras finalmente serão convidadas a pagar pelo privilégio de acesso ao nosso mercado, o maior mercado do mundo." No caso do Brasil, a base para todos os produtos é de 10%. Aço e alumínio, que têm taxas próprias já anunciadas, seguem com 25% de taxa. "A partir de amanhã, os EUA implementarão tarifas recíprocas sobre outras nações. [...] Vamos calcular a taxa combinada de todas as suas tarifas, barreiras não monetárias e outras formas de trapaça. [...] cobraremos deles aproximadamente metade do que eles têm cobrado de nós", afirmou. Trump também deu exemplos das taxas que serão cobradas de outras nações. Veja abaixo a tabela com alguns dos países. Trump afirmou que "teria sido difícil para muitos países" cobrar a mesma alíquota cobrada dos EUA, e que daria descontos porque os americanos são "muito gentis". "Se vocês olharem para aquela primeira linha da China, 67%, essas são as tarifas cobradas dos EUA, incluindo manipulação cambial e barreiras comerciais. [...] vamos cobrar uma tarifa recíproca com desconto de 34%", disse. "União Europeia, eles são muito duros, comerciantes muito, muito duros. Vocês sabem, vocês pensam na União Europeia, muito amigáveis. Eles nos exploram. É tão triste de ver. É tão patético. 39%, vamos cobrar deles 20%." O presidente norte-americano disse ainda que, caso os países não queiram ser taxados, devem transferir suas fábricas para os EUA. "Tarifas dão ao nosso país proteção contra aqueles que nos fariam mal econômico. [...] Mas, ainda mais importante, elas nos darão crescimento", afirmou Trump. Entenda o 'tarifaço' de Trump Chamada pelo republicano de "Dia da Libertação", esta quarta-feira (2) marca o início de um conjunto de tarifas que, segundo Trump, libertarão os EUA de produtos estrangeiros. "Este é um dos dias mais importantes, na minha opinião, na história americana. É nossa Declaração de independência econômica", afirmou o presidente norte-americano. Na última semana, o presidente norte-americano chegou a afirmar que as tarifas devem incluir todos os países, mas disse que as taxas podem ser mais suaves do que se espera e que está disposto a fazer acordos. Além das tarifas recíprocas, outras taxas já anunciadas por Trump também passaram a valer nesta quarta-feira (2), como a cobrança de 25% sobre carros importados pelos EUA e as taxas de 25% sobre as exportações feitas ao país e que não se enquadrem no USMCA (acordo comercial que existe entre os três países), por exemplo. As incertezas sobre como essas taxas iriam funcionar e quais os impactos podem ter nas economias do mundo têm impactado o mercado financeiro nas últimas semanas e causado uma série de reações de diferentes países. No Brasil, o Senado Federal aprovou, na véspera, em regime de urgência, um projeto que cria mecanismos e autoriza o governo a retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos brasileiros. O projeto recebeu apoio amplo do Congresso e do governo, e veio após Trump citar o Brasil como exemplo de um país que deve ser taxado. Trump anuncia tarifas recíprocas REUTERS/Carlos Barria Trump: Decreto do 'tarifaço' é 'declaração de independência econômica' dos EUA



Eventual antecipação do 13º dos aposentados é inviável em abril, diz ministra do Planejamento


02/04/2025 19:31 - g1.globo.com

Simone Tebet indicou que, se aprovado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, antecipação do 13º dos aposentados e pensionistas devem ser feito em maio e junho deste ano. Decisão ainda precisa ser formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, informou nesta quarta-feira (2) que uma eventual antecipação do 13º salário dos aposentados e pensionistas, se autorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não será concedida em abril. Ela participou da cerimônia de comemoração dos 60 anos do Banco Central, em Brasília. "Já não é desde esse ano, ano passado, ano retrasado, já aconteceu. Não dá para fazer. No mês de abril, é inviável. Nós temos as dificuldades. Todos os últimos anos foram maio e junho. Então, se houver essa decisão agora do presidente [Lula], nós estamos preparados para atendê-lo em relação a isso. De novo, acho que é o presidente que tem que anunciar essa antecipação. O próprio ministro do Trabalho, enfim, do próprio INSS, o ministro da Previdência. Eu deixo para eles esse anúncio, essa possível boa notícia", declarou Simone Tebet. Na semana passada, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, informou que a equipe econômica deve antecipar o pagamento do 13º salário dos aposentados e pensionistas em 2025, a exemplo do que aconteceu nos últimos anos. Pelo cronograma tradicional, os valores são depositados somente no segundo semestre. Em 2023, os pagamentos aconteceram em maio e junho. No ano passado, foram feitos em abril e maio. Se formalizada, a antecipação do décimo terceiro salário dos aposentados e pensionistas precisa de um ato legal, um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Terão direito ao abono pessoas que, em 2025, tenham recebido auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, aposentadoria, pensão por morte ou auxílio-reclusão da Previdência Social. O governo não informou quantas pessoas podem ser beneficiadas. Aposentados e Pensionistas terão até 8 anos pra pagar o empréstimo consignado Mais de R$ 80 bilhões pagos em fevereiro Em fevereiro, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pagou mais de 40 milhões de benefícios, o que totalizou R$ 82,2 bilhões. Segundo o governo, 28,5 milhões de pessoas, cerca de 70% do total dos aposentados e pensionistas, receberam um salário-mínimo (R$ 1.518). Outros 12,2 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional, entre esse quantitativo, 10,6 mil ganham o teto da Previdência Social.



Governo Lula admite dificuldade para negociar com EUA, às vésperas do tarifaço: 'Trump está cercado por terraplanistas econômicos'


02/04/2025 19:13 - g1.globo.com


Fontes do Itamaraty e Planalto tentam negociar com a Casa Branca para diminuir o impacto sobre as novas medidas que devem ser anunciadas nesta quarta-feira (2). Trump durante visita à Flórida em 28 de março de 2025 REUTERS/Kevin Lamarque/File Photo O governo Lula tem encontrado dificuldades para negociar com a gestão Donald Trump às vésperas da nova taxação de produtos importados. O intuito do governo brasileiro é diminuir o impacto das novas medidas que devem ser anunciadas pelo governo americano nesta quarta-feira (2). Fontes do Itamaraty, da Secretaria de Comunicação (Secom) e da assessoria internacional do Planalto relataram ao blog que as decisões sobre tarifas estão sendo tomadas de maneira altamente centralizada dentro da Casa Branca. Segundo essa avaliação, Donald Trump e seu entorno imediato definem os rumos sem grande interferência de seus próprios auxiliares, como o representante comercial, Jamieson Greer, e o secretário de Comércio, Howard Lutnick. A percepção no Itamaraty é de que os diplomatas brasileiros estão praticamente "no escuro" sobre as decisões que serão anunciadas, dada a falta de espaço para um diálogo estruturado. Essa centralização excessiva torna as negociações ainda mais complexas, já que a leitura é de que os interlocutores americanos têm pouco ou nenhum poder de decisão, até porque qualquer posição que eles venham a tomar pode ser desautorizada por Trump. "Trump está cercado por terraplanistas econômicos. Não há técnico ou ministro que o convença de nada", resume um diplomata brasileiro. "Ninguém sabe o que vai acontecer, nem mesmo Wall Street. Trump age como um caudilho latino-americano dos anos 60". 'Trump é cercado por terraplanistas econômicos', diz diplomata brasileiro No Itamaraty, a leitura sobre Lutnick é de que ele é totalmente submisso a Trump, o que prejudica qualquer avanço nas tratativas com o Departamento de Comércio. Já sobre Jamieson Greer, a avaliação é um pouco mais positiva. Nos últimos dias, o chanceler Mauro Vieira tentou um contato com o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), mas a conversa não ocorreu. O embaixador Mauricio Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, esteve em Washington em busca de avanços, reunindo-se com representantes do Departamento de Comércio, do USTR, com empresários na Câmara de Comércio, com o sherpa americano do G20 e com parlamentares republicanos. O governo brasileiro tem reforçado um argumento-chave nas negociações: "O Brasil não é um problema para os Estados Unidos". Lyrio levou números que mostram que os EUA têm com o Brasil o terceiro maior superávit comercial considerando bens e serviços. Diplomatas têm citado um ditado americano para ilustrar a posição do Brasil: "If it ain’t broke, don’t fix it", o mesmo que "se não está quebrado, não conserte". Um ponto de atrito, no entanto, é a queixa americana sobre o protecionismo brasileiro no setor de etanol. O governo brasileiro entende que as pressões vêm de lobbies de produtores de etanol de milho no Meio-Oeste americano, região que compõe a base eleitoral de Trump. Internamente, o governo Lula considera que um fator positivo nas negociações é o projeto de lei da reciprocidade, que cria um marco legal para lidar com a questão tarifária e dá mais peso ao Brasil na mesa de negociação. Desde o início da crise comercial, o Planalto vinha defendendo o envolvimento do Congresso, algo que a diplomacia brasileira já apontava como estratégia desde o primeiro anúncio de tarifas por Trump. Entenda o que pode mudar com a nova Lei da Reciprocidade Econômica O governo entende que é preciso ter medidas de reciprocidade preparadas como uma carta na manga, mas também que ainda haverá um tempo de negociação antes que qualquer tarifa entre em vigor. "As portas ainda estão abertas", avalia um auxiliar de Lula, reforçando que não há um prazo definido para encerrar as negociações. 'Tarifaço' de Trump: os impactos das taxas sobre aço e alumínio para o Brasil



Vendas da Tesla caem 13% no 1º trimestre, com redução da demanda e reação a Elon Musk


02/04/2025 18:30 - g1.globo.com


Queda nas vendas ultrapassa 20% desde 2023, ano em que a Tesla registrou o maior número de emplacamentos de sua história. Tesla Model Y foi o carro mais vendido em 2024 Divulgação | Tesla As vendas da Tesla caíram 13% no primeiro trimestre, seu desempenho mais fraco em quase três anos, em reação à adesão do presidente-executivo da montadora, Elon Musk, às políticas de extrema direita e com os consumidores buscando modelos mais novos de outros fabricantes de veículos elétricos. As ações da montadora recuavam cerca de 6% no início do pregão desta quarta-feira (2), quando a empresa divulgou uma queda maior que o esperado nas vendas. Nos três primeiros meses deste ano foram comercializados 336.681 veículos, contra 386.810 emplacamentos durante o mesmo período de 2024. O pico de vendas de veículos da Tesla aconteceu em 2023, quando o primeiro trimestre marcou 422.875 carros elétricos vendidos ao redor do mundo. Comparando com os números divulgados pela companhia nesta semana, a queda é de 20,27%. LEIA MAIS Como híbridos ajudaram BYD a superar Tesla no mercado global LISTA: veja os carros elétricos e híbridos mais vendidos do Brasil em 2025 Conheça a Cyber Campo, primeira picape híbrida nacional, da Lecar A expectativa de 15 analistas da Visible Alpha para este trimestre não era das maiores, com 372.410 veículos comercializados. Com a queda, os números oficiais divulgados pela Tesla foram 9.59% menores que a previsão da consultoria. As vendas da montadora na Europa e na China caíram, mesmo com mais pessoas comprando veículos elétricos, enquanto carros e concessionárias da Tesla em todo o mundo se tornaram alvos de vandalismo. "Não vamos olhar para esses números com lentes cor-de-rosa... eles foram um desastre em todas as métricas. Wall Street e nós sabíamos que um primeiro trimestre ruim estava por vir, mas isso foi ainda pior do que o esperado", disse o analista Dan Ives, da Wedbush Securities. No ano passado, Musk previu um crescimento de 20% a 30% nas vendas em 2025, prometendo lançar um veículo acessível no primeiro semestre do ano. Mas seu papel de consultor do presidente dos EUA, Donald Trump, por meio do qual ele foi fundamental na demissão de milhares de funcionários federais e no corte de ajuda humanitária, gerou descontentamento entre alguns clientes. g1 testou: a primeira Tesla Cybertruck que veio para o Brasil "No curto prazo, é compreensível a preocupação com a queda nas margens e nas vendas ao mesmo tempo, impactando o crescimento dos lucros e das receitas", disse Brian Mulberry, gestor de portfólio de clientes da Zacks Investment Management, acionista da Tesla. Protestos em lojas da Tesla nos EUA e na Europa aumentaram. Alguns dados indicam um crescimento de proprietários de Tesla negociando seus veículos. Investidores estão esperando para ver se modelos renovados como o Model Y e os incentivos ajudaram a conter a fraca demanda e a disputa com rivais chineses, incluindo a BYD e concorrentes europeus como a Volkswagen e a BMW . A BYD deve desbancar a Tesla como a maior vendedora global de veículos elétricos pela primeira vez neste ano, com uma participação de mercado de 15,7%, à frente dos 15,3% da Tesla, de acordo com a Counterpoint Research. As vendas da Tesla nos principais mercados europeus caíram novamente em março, com as vendas na França e na Suécia recuando pelo terceiro mês consecutivo. A marca começou a oferecer o Model Y renovado com estilo atualizado e interiores aprimorados na China no final de fevereiro e nos EUA e Europa no mês passado. Dados de associações da indústria automobilística e estimativas de analistas apontam para declínios notáveis nas vendas da Tesla durante os dois primeiros meses do ano nos EUA, Europa e China. A Tesla indicou planos de lançar um modelo de menor preço baseado em sua plataforma existente neste ano, mas ainda não divulgou detalhes específicos sobre o veículo. Sua picape cara Cybertruck, lançada no final de 2023, teve demanda limitada devido ao seu design e preocupações com a qualidade. A Tesla recentemente fez recall de quase todos os Cybertrucks para resolver um possível problema no painel externo. Embora a Tesla possa sofrer menos com as novas tarifas de 25% sobre veículos importados devido à sua fabricação baseada nos EUA, Musk disse que as implicações de custo são "significativas". A companhia também alertou sobre potenciais tarifas retaliatórias em resposta às taxas.



'Todo mundo apreensivo', diz Haddad sobre anúncio de novas taxas por Trump nesta quarta


02/04/2025 18:24 - g1.globo.com


Presidente americano prometeu implementar tarifas recíprocas a países que cobram taxa de importação de produtos americanos. Brasil foi citado como exemplo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse estar apreensivo com o anúncio de novas taxas a parceiros comerciais dos Estados Unidos, prometido por Donald Trump para esta quarta-feira (2). “Não é fácil o momento que estamos vivendo. É um desafio global muito interessante, todo mundo muito apreensivo. O dia de hoje é um dia muito particular que o mudo está vivendo, outros [dias] virão com essa mesma intensidade”, disse Haddad, sem mencionar Trump diretamente. Donald Trump em 31 de março de 2025 REUTERS/Leah Millis A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, também se referiu ao anúncio dos Estados Unidos como "fatores além-mar" que preocupam o governo. "Nós estamos com alguns fatores, ainda hoje, além-mar que nos trazem uma preocupação muito grande, que colocam no colo do ministro Haddad uma grande responsabilidade", disse. Segundo Tebet, as medidas podem impactar a inflação mundial e brasileira. A ministra, no entanto, prevê que os preços dos alimentos aqui no Brasil devem se reduzir nos próximos 60 dias, o que pode ajudar o Banco Central a reduzir a taxa de juros. Em entrevista a jornalistas, após evento de comemoração dos 60 anos do Banco Central, a ministra disse que a diplomacia brasileira será importante para o país "não perder oportunidades". "Eu acho que eles vão colocar todas as cartas na mesa para depois ver quais que vão ser retiradas. E, de novo, isso requer diplomacia, na fala aqui de um dos ex-presidentes do Banco Central: muita calma no momento de pressão. E o Brasil sabe conduzir momentos como este", declarou. Tarifaço global As declarações dos ministros coincidem com o dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende anunciar aumento de tarifas para países que cobram taxas de importação de produtos americanos. Trump chegou a citar o Brasil como exemplo. Os detalhes sobre essa rodada de impostos ainda não estão claros. Em fevereiro, Trump anunciou que adotará tarifas recíprocas e usou o etanol brasileiro como exemplo de disparidade entre taxas de importação. "A tarifa dos EUA sobre o etanol é de apenas 2,5%. No entanto, o Brasil cobra uma tarifa de 18% sobre as exportações de etanol dos EUA. Como resultado, em 2024, os EUA importaram mais de US$ 200 milhões em etanol do Brasil, enquanto exportaram apenas US$ 52 milhões em etanol para o Brasil”, diz o documento da Casa Branca. Trump anuncia, hoje, pacote de tarifas sobre produtos importados Reação brasileira Na terça-feira (1º), Haddad disse que uma eventual taxação dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros “causaria estranheza”. Isso porque a relação comercial é superavitária para os norte-americanos. Ou seja: atualmente, os Estados Unidos exportam mais para o Brasil do que importam, em valor agregado. “Nos causaria até certa estranheza se o Brasil sofresse algum tipo de retaliação injustificada, uma vez que nós estamos com uma mesa de negociação desde sempre com aquele país justamente para que a nossa cooperação seja cada vez mais forte”, disse Haddad após reunião com o ministro das Finanças francês, Éric Lombard. Em meio às expectativas do anúncio, o Senado Federal já aprovou na noite dessa terça-feira (1º), em regime de urgência, um projeto que cria mecanismos e autoriza o governo a retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos brasileiros. O projeto recebeu apoio amplo do Congresso e do governo.



Tebet diz que preços de alimentos vão cair em até 60 dias, o que pode levar à queda dos juros


02/04/2025 18:15 - g1.globo.com


No fim de março, porém, o BC avaliou que os preços da alimentação no domicílio devem seguir pressionados e, com isso, manter os juros elevados por mais tempo. A ministra do Planejamento e do Orçamento, Simone Tebet, afirmou nesta quarta-feira (2) que os preços dos alimentos, que pressionaram a inflação nos últimos meses, começarão a recuar nos próximos 60 dias. Durante cerimônia de homenagem aos 60 anos do Banco Central, em Brasília, ela acrescentou que isso pode levar à redução da taxa básica de juros no futuro. Inflação e preço dos alimentos: na foto, consumidores em feira livre no bairro do KM18 em Osasco na Grande São Paulo, nesta quinta-feira (06)c ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO "Nos próximos 60 dias teremos a redução no preço dos alimentos para, quem sabe, o BC começar a reduzir a taxa de juros antes do sinalizado", declarou a ministra do Planejamento, Simone Tebet. Após cinco elevações, a taxa de juros está atualmente em 14,25% ao ano, em igual patamar ao registrado em 2015/2016, na gestão da presidente Dilma Rousseff. Tratam-se dos juros reais mais elevados do planeta. 🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter a inflação, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. O BC fixa os juros com base no sistema de meta, ou seja, nas projeções futuras para a inflação, que seguem acima do objetivo central de 3% até 2027. A autoridade monetária tem explicado que busca frear a economia para reduzir o ímpeto inflacionário, pois avalia que, atualmente, o ritmo de crescimento está acima do patamar necessário para conter a inflação. O Banco Central indicou que, por isso, a taxa básica de juros deve permanecer elevada por mais tempo. Para maio, há um novo aumento de juros programado, menor do que um ponto percentual. Até onde vai a taxa Selic? Inflação deve levar juros a 15% ao ano em 2025 Banco Central vê preços de alimentos pressionados Na ata da última reunião do Copom, que subiu os juros, o Banco Central informou que os preços de alimentos "mantêm-se elevados e tendem a se propagar para outros preços no médio prazo em virtude da presença de importantes mecanismos inerciais da economia brasileira". No relatório de política monetária, divulgado no fim de março, a instituição avaliou que os preços ao consumidor devem seguir com variações mensais elevadas nos próximos meses e a inflação, acumulada em doze meses, deve permanecer ao redor de 5,5%, acima do intervalo de tolerância da meta - que é de 4,5%. "Os preços da alimentação no domicílio devem seguir pressionados, mesmo com alguma moderação em alimentos industrializados em comparação aos últimos meses. Alimentos in natura, que tiveram variações relativamente baixas no período recente, devem apresentar evolução mais próxima ou acima da sazonalidade", informou o Banco Central, em março. No caso das proteínas, acrescentou a instituição, permanece o cenário de oferta restrita de boi gordo em 2025 e de demanda externa aquecida.



Que horas Trump vai anunciar as novas tarifas? Veja detalhes do 'Dia da Libertação'


02/04/2025 17:12 - g1.globo.com


Anúncio de 'tarifaço' é chamado de "Dia da Libertação" porque, segundo Trump, o conjunto de taxas libertará os EUA de produtos estrangeiros. 'Tarifaço' de Donald Trump entra em vigor nesta quarta-feira, 01 Está marcado para esta quarta-feira (2) o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as tarifas recíprocas aos países que cobram taxas dos produtos importados dos EUA (saiba mais abaixo) e outras taxas – que ainda não estão muito claras. O g1 vai transmitir o discurso ao vivo. Em fevereiro, Trump anunciou a cobrança de algumas tarifas, mas não especificou as alíquotas ou como serão calculadas. Na última semana, ele afirmou que deve incluir todos os países nas tarifas, mas disse que podem ser mais suaves e que está aberto a fazer acordos. Esse anúncio é chamado de "Dia da Libertação" porque, segundo Trump, o conjunto de taxas libertará os EUA de produtos estrangeiros. As taxas são uma das principais promessas de campanha eleitoral de Trump. No entanto, o "tarifaço" tem gerado temores de que o país possa viver um período de inflação maior e até uma recessão econômica, além de contribuir para uma crescente guerra comercial. Onde assistir ao anúncio Data: quarta, 2 de abril Horário: a partir das 17h, horário de Brasília Onde assistir: acompanhe no g1 O que são as tarifas recíprocas? Sem serem classificadas como uma taxa específica para países determinado, as tarifas recíprocas são uma orientação geral de reciprocidade aos países que impõem dificuldades ao comércio com os EUA. Elas estão alinhadas com as promessas do presidente Trump de taxar seus parceiros comerciais. Os principais alvos são países com os quais os EUA têm déficit na balança comercial — ou seja, gastam mais com importações do que recebem com exportações. Chamado de "Plano Justo e Recíproco", o memorando buscará "corrigir desequilíbrios de longa data no comércio internacional e garantir justiça em todos os aspectos". Anteriormente, quando anunciou pela primeira vez as tarifas, o governo dos EUA citou o etanol brasileiro como exemplo. "A tarifa dos EUA sobre o etanol é de apenas 2,5%. No entanto, o Brasil cobra uma tarifa de 18% sobre as exportações de etanol dos EUA. Como resultado, em 2024, os EUA importaram mais de US$ 200 milhões em etanol do Brasil, enquanto exportaram apenas US$ 52 milhões em etanol para o Brasil". Trump também afirmou que os países do BRICS — grupo de coordenação econômica formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — podem sofrer uma taxa de no mínimo 100% se quiserem "brincar com o dólar". O presidente republicano já havia feito uma ameaça semelhante no ano passado, após o bloco sinalizar que discutia a possibilidade de substituir o dólar norte-americano por outra moeda em suas transações.



Brasileiros ficaram em média 10 horas e 14 minutos sem energia em 2024; veja ranking de distribuidoras


02/04/2025 15:13 - g1.globo.com


Empresas pagaram R$ 1,12 bilhão a 27,3 milhões de consumidores, no passado, como ressarcimento por falhas que ultrapassaram limites contratuais. Terminal de ônibus de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, sem energia após apagão em 2024 Leandro Chemalle/THENEWS2/Estadão Conteúdo Os consumidores ficaram, em média, 10 horas e 14 minutos sem energia elétrica em 2024, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (2) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). De acordo com a agência, houve uma redução de 1,7% na duração média das quedas de energia em comparação com 2023. Já a frequência das interrupções caiu de 5,15 para 4,89 quedas por ano. 💰 Em 2024, as distribuidoras pagaram R$ 1,12 bilhão aos consumidores por extrapolar limites de duração e frequência das interrupções de energia. "O valor de compensações pagas aos consumidores aumentou no ano passado, fruto do trabalho de regulação da Agência que aperfeiçoou as regras de compensação para direcionar maiores valores para os consumidores com piores níveis de continuidade", disse a Aneel. Ao todo, 27,3 milhões de consumidores foram compensados em 2024. Apagão deixa cerca de 220 mil pessoas sem energia no RJ Ranking das distribuidoras Veja abaixo o ranking das distribuidoras com mais de 400 mil consumidores, ordenados de melhor para pior avalição de continuidade dos serviços em 2024 (algumas posições se repetem na lista porque houve "empate" na avaliação): 1º: CPFL Santa Cruz 2º: Energisa Paraíba 3º: Energisa Rondônia 3º: Neoenergia Cosern 5º: Energisa Sul-Sudeste 5º: CPFL Paulista 5º: EDP Espírito Santo 8º: Equatorial Pará 9º: Energisa Tocantins 9º: Energisa Mato Grosso 11º: CPFL Piratininga 12º: Energisa Minas Rio 13º: Neoenergia Coelba 13º: Neoenergia Elektro 15º: EDP São Paulo 15º: Energisa Mato Grosso do Sul 17º: RGE 18º: Energisa Sergipe 18º: Neoenergia Brasília 18º: Neoenergia Pernambuco 21º: Enel SP 21º: Equatorial Piauí 21º: Light 24º: Enel Ceará 25º: Equatorial Maranhão 26º: Celesc 27º: Enel RJ 28º: Cemig 29º: Copel 30º: Equatorial Goiás 31º: Equatorial CEEE 🏅 Assim como em 2023, a SPFL Santa Cruz segue sendo a distribuidora mais bem avaliada em termos de continuidade do serviço de distribuição, ou seja, com menos frequência e duração das quedas de energia. A empresa atende cidades de São Paulo, Paraná e Minas Gerais. 🚩 A Equatorial CEEE (Rio Grande do Sul) e a Equatorial Goiás, por sua vez, continuam nas últimas posições do ranking. 🚩 As distribuidoras que mais caíram no ranking, na comparação com 2023, são a Enel Rio de Janeiro, a Enel Ceará e a RGE (do Rio Grande do Sul). As três cederam seis posições. 🏅 Já a distribuidora que mais cresceu na lista, subindo nove posições, é a Neoenergia Brasília. Entenda o ranking A Aneel elabora a lista com base no Desempenho Global de Continuidade (DGC), que usa os valores de duração e frequência de interrupções no fornecimento de energia e os compara a limites estabelecidos pela agência. 🚨Esses indicadores não consideram os blecautes causados por eventos climáticos extremos, como os que ocorreram no Rio Grande do Sul no ano passado. Esses eventos são registrados pela Aneel no indicador Dias Críticos e Interrupções em Situação de Emergência (ISE).



Renault Kwid tem aumento de R$ 3 mil e parte de R$ 78.410 na linha 2026


02/04/2025 14:30 - g1.globo.com


Compacto da Renault teve aumento de preço em todas as versões e perdeu equipamentos, como rádio na versão de entrada. Veja lista completa de configurações e equipamentos. Renault Kwid fica ao menos R$ 2.320 mais caro na linha 2026 Divulgação | Renault A Renault apresentou a linha 2026 do Renault Kwid, hatch subcompacto que compete com o Fiat Mobi na categoria de veículos de entrada. Em todas as configurações, o Kwid ficou mais caro e perdeu equipamentos. O Kwid era vendido em três versões com uma variante de cor (Zen, Intense, Intense Biton e Outsider). Agora, a Renault aposentou a configuração com duas cores (Intense Biton) e adicionou a versão Iconic, já presente no SUV Duster. Os preços das versões aumentaram na linha 2026: a Zen ficou R$ 2.320 mais cara; a Intense, R$ 2.530; a Iconic, R$ 3.030; e a Outsider, R$ 3.050. Veja abaixo a mudança de preços da linha 2025 para a 2026: Zen 2025: R$ 76.090 | Zen 2026: R$ 78.410; Intense 2025: R$ 79.090 | Intense 2026: R$ 81.620; Intense Pack Biton 2025: R$ 81.990 | Iconic 2026: R$ 85.020; Outsider 2025: R$ 82.090 | Outsider 2026: R$ 85.140. Assim, o Fiat Mobi volta a ser o carro mais barato do país, pois custa R$ 77.990 na versão de entrada Like e R$ 80.990 na versão Trekking. No entanto, há boas notícias. O Kwid ganhou uma tomada USB-C, substituindo a antiga tomada de 12V no console central (totalizando duas) e um sistema de som com mais dois alto-falantes na coluna C, beneficiando os passageiros do banco traseiro. Na linha 2026, o Kwid perdeu o rádio com Bluetooth na versão de entrada Zen. Agora, essa versão só tem preparação para rádio, e a tela multimídia de oito polegadas está disponível apenas na versão Intense. Resumindo: a versão Zen ficou sem rádio e a versão Outsider ficou sem rodas de liga-leve. Versão Itense Biton foi substituída pela Iconic Divulgação | Renault LEIA MAIS: VÍDEO: o g1 deu uma volta no Opel Kadett de ‘Ainda Estou Aqui’, que foi leiloado por R$ 215 mil Yamaha lança novas MT-03 e MT-07 para disputar mercado com Honda CB 300 e CB 650R; veja preços Yamaha Ténéré 700 volta este mês ao Brasil; veja preços Central multimídia só está disponível a partir da configuração Intense Divulgação | Renault O que se manteve? Os quatro airbags continuam sendo um atrativo do Kwid. Seu principal rival, o Mobi, só tem airbags frontais. O conjunto mecânico permanece o mesmo, com o motor 1.0 de três cilindros que entrega 71 cv com etanol e 68 cv com gasolina. O torque é de 10 kgfm com álcool e 9,4 kgfm com gasolina. A transmissão é manual de cinco velocidades. Com esse motor, o consumo de combustível é o seguinte: Cidade: 10,4 km/l (com etanol) | 14,6 km/l (com gasolina); Estrada: 10,8 km/l (com etanol) | 15,5 km/l (com gasolina). As diferenças entre motos Trail, City e Crossover Design Visualmente, o Kwid mudou pouco na linha 2026. O destaque é a cor amarela Citron na parte inferior dos retrovisores externos e as rodas de liga leve de 14 polegadas. Essa é a única versão equipada com esse tipo de roda. As demais versões, incluindo a aventureira Outsider, perderam as rodas de liga leve. Agora, todas são equipadas com rodas de aço e calotas, mesmo com o aumento de preços. A versão aventureira Outsider, que possui apliques plásticos para deixar os para-choques maiores e barras de teto (apenas como design, pois não suportam peso), perdeu os protetores laterais de porta, substituídos por adesivos simples. Externamente, a única novidade é a nova cor cinza Cassiopée (das imagens). Porta-malas continua com 290 litros Divulgação | Renault Ficha técnica: Motor: 1.0, três cilindros; Potência: 71 cv (com etanol) | 68 cv (com gasolina); Torque: 10 kgfm (com etanol) | 9,4 kgfm (com gasolina); Câmbio: manual, 5 marchas; Comprimento: 3,73 m; Largura: 1,57 m; Altura: 1,48 m; Entre-eixos: 2,42 m; Porta-malas: 290 litros. Confira a lista de equipamentos de cada versão: Zen: 4 airbags (2 frontais e 2 laterais) Controle eletrônico de estabilidade (ESP) Assistente de partida em rampa (HSA) Alerta visual e sonoro de não utilização do cinto de segurança de todos os ocupantes Sistema Start & Stop Sistema de monitoramento da pressão dos pneus (TPMS) Luzes de circulação diurna (DRL) em LED Painel de instrumentos com mostradores em LED Indicador de temperatura externa Computador de bordo Tacômetro Direção elétrica Ar-condicionado Quatro alto-falantes 2 saídas USB na frente Rodas com calotas Dark Antracite 14” Travas elétricas das portas Vidros dianteiros elétricos Adiciona-se à Intense: Maçanetas externas na cor da carroceria Retrovisores em preto brilhante Retrovisores elétricos Chave tipo canivete Câmera de ré Central multimídia de 8 polegadas Comando satélite de áudio Lanternas com assinatura em LED Adiciona-se à Iconic: Badge na grade dianteira com a legenda “ICONIC” na cor Citron Friso nos retrovisores externos na cor Citron Rodas de liga-leve 14” escurecidas Novos adesivos para as portas dianteiras e traseiras Pintura biton Adiciona-se à Outsider: Barras de teto com detalhes na cor Citron Molduras de proteção lateral com novos adesivos Skis traseiros / Skis frontais com detalhes na cor Citron Bancos exclusivos com detalhes na cor verde Citron Rodas com calotas Flexwheel 14” bíton



Lei da Reciprocidade Econômica: o que pode mudar com projeto votado no Congresso brasileiro


02/04/2025 13:58 - g1.globo.com


Projeto tem sido tratado como prioridade no Congresso, mas não significa que governo vai retaliar os Estados Unidos de imediato. Trump prometeu anunciar tarifas nesta quarta (2). A Câmara dos Deputados vota nesta quarta-feira (2) um projeto de lei que autoriza o governo a retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos brasileiros. O texto foi aprovado pelo Senado na terça (1º). O projeto recebeu apoio amplo do Congresso e do governo, e ganhou destaque após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que irá aumentar tarifas para países que cobram taxas de importação de produtos americanos, e citar o Brasil como exemplo. ✏️ Atualmente, o Brasil não adota tarifas específicas contra este ou aquele país. O país segue hoje uma regra da Organização Mundial do Comércio (OMC) que proíbe favorecer ou penalizar um colega do bloco com tarifas. A proposta do Legislativo determina que as medidas de retaliação do governo brasileiro deverão ser, "na medida do possível", proporcionais ao impacto econômico causado pelas medidas unilaterais de outros países ou blocos. O texto vem sendo tratado com urgência no Congresso, especialmente porque Trump prometeu oficializar a promessa e anunciar, nesta quarta, quais são os países que serão afetados pelas novas tarifas. Entenda, no texto abaixo: como pode ser a reação brasileira, com base no projeto; o que muda se o texto for aprovado; o que dizem as regras atuais do comércio internacional; mais detalhes sobre o projeto em votação no Congresso. Donald Trump prometeu revelar uma enorme lista de impostos de importação nesta semana para todos os países EPA via BBC Reação do Brasil O texto agora segue para a Câmara dos Deputados, onde deve ser votado também em regime de urgência ainda esta semana, segundo o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Na prática, o projeto em discussão garante um marco legal necessário para que o governo brasileiro possa reagir a decisões de países que adotem barreiras comerciais consideradas "injustificadas" aos produtos brasileiros. Isso vai além das atuais medidas de defesa comercial, ao incluir barreiras não tarifárias. A medida permite que o Brasil inclua sobretaxas em importações, suspensão de acordos e, em casos extremos, suspensão de direitos de propriedade intelectual, como patentes e royalties. É o que explica o economista Marcos Hanna. Ele pondera, no entanto, que é "importante reforçar a necessidade de haver um critério e proporcionalidade nas imposições, além de acompanhamento dos impactos das medidas e a busca por resoluções". A permissão na lei não significa, no entanto, que o Brasil vá retaliar o governo Trump de imediato. Fontes do Itamaraty reforçaram que o governo permanece dando prioridade ao "diálogo" e avalia que ainda há margem para negociar com os representantes da Casa Branca para se chegar a um consenso sobre o "tarifaço". OCTAVIO GUEDES: Governo se uniu à direita e ao agro para aprovar projeto que permite ao Brasil retaliar 'tarifaço' de Trump Senadores aprovam texto que autoriza Brasil a retaliar 'tarifaço' de Trump O que muda se o projeto for aprovado? Se o texto receber o aval da Câmara e for sancionado pelo presidente Lula, ele vai permitir que o Brasil possa tomar a decisão de descumprir a dinâmica "nação mais favorecida", princípio previsto na Organização Mundial do Comércio (OMC). ➡️Essa regra do comércio internacional prevê que tarifas iguais sejam aplicadas entre parceiros da organização, salvo quando houver acordos bilaterais ou regionais, como o Mercosul. 🔎 A OMC é responsável por regular o comércio internacional entre seus membros. Atualmente, 163 países fazem parte da organização, cerca de 93,22% da população mundial. O objetivo do projeto da reciprocidade, em trâmite no Congresso, é criar um equilíbrio e evitar que as empresas nacionais sejam prejudicadas por barreiras externas. Mas, de acordo com o especialista em comércio internacional Luciano Bravo, uma eventual mudança de comportamento do Brasil em termos de comércio, provavelmente, sofrerá reações de outros países. "O Brasil já utilizou mecanismos da OMC para retaliar países em disputas comerciais anteriores, mas sempre dentro das regras estabelecidas. Se o projeto for aprovado e o Brasil adotar retaliações sem seguir os trâmites da OMC, pode gerar represálias e desencadear disputas comerciais, prejudicando setores exportadores, especialmente o agronegócio, que depende de mercados internacionais", detalhou. Há 77 anos, o Brasil segue o regimento internacional do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT). O tratado foi modificado pela OMC, mas permanece válido como uma das principais normas do organismo. Conforme o regulamento, os países-membros da OMC (incluindo o Brasil) devem seguir as seguintes regras: Tratar todos os países membros de forma igual e não conceder tratamento preferencial a nenhum país; Não discriminar entre os produtos de outros países membros; Reduzir as tarifas e barreiras comerciais para promover o comércio internacional; Proteger os direitos de propriedade intelectual, como patentes, marcas e direitos autorais Regulamentar o comércio de serviços, como o comércio de serviços financeiros e de telecomunicações; Resolver as disputas comerciais por meio de negociações e arbitragem; Fornecer informações claras e precisas sobre as políticas comerciais e regulamentações Cooperar com outros países membros para promover o comércio internacional e resolver problemas comerciais. Regras do comércio internacional Atualmente, os Estados Unidos exportam mais para o Brasil do que importam, em valor agregado. No comércio internacional, isso representa uma posição favorável para os EUA. 🌍No entanto, o Brasil não adota tarifas específicas contra este ou aquele país. 🌍 As regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) incluem o princípio da "nação mais favorecida" entre seus membros – ou seja, a proibição de favorecer ou penalizar um colega de OMC com tarifas. Em outras palavras, se um país concede um tratamento comercial favorável a um país específico, ele deve conceder o mesmo tratamento a todos os outros países com os quais tem relações comerciais. "O posicionamento do Trump escancara que o governo americano não vai trabalhar e não está preocupado com o benefício mútuo. Mas, é uma política que os EUA vêm adotando aos poucos desde 1980. Era uma tática usada no fim da Guerra Fria para conseguir apoio dos aliados", explicou a professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Cristina Pecequilo. O que prevê o texto? O projeto prevê que o Poder Executivo poderá adotar contramedidas a barreiras comerciais ou legais decretadas, no mercado internacional, contra produtos brasileiros. As medidas poderão ser aplicadas de forma isolada ou de forma cumulativa. Um dos mecanismos autorizados é a adoção de sobretaxas nas importações de bens ou de serviços contra um país ou bloco econômico que retaliar o Brasil. ➡️ Ou seja: o Brasil poderia, por exemplo, definir um imposto de importação mais alto para os produtos vindos dos Estados Unidos. Também poderá ser decretada a suspensão das obrigações do Brasil com outros acordos comerciais estrangeiros. Há ainda uma outra medida de retaliação a ser aplicada em "caráter excepcional": o governo poderia suspender direitos de propriedade intelectual. ➡️ Ou seja: o Brasil poderia suspender o envio de royalties e o registro de patentes a indústrias e indivíduos do país atingido. Enquanto a retaliação vigorar, o Brasil deixaria de compensar ou remunerar o titular da patente pelo uso não autorizado. Se o projeto virar lei, o governo estará autorizado a alterar ou suspender as medidas conforme o avanço de negociações.



Dólar sobe e fecha a R$ 5,69, de olho no anúncio de Trump sobre tarifaço global; Ibovespa avança


02/04/2025 12:00 - g1.globo.com


A moeda norte-americana subiu 0,27%, cotada a R$ 5,6986. Já o principal índice da bolsa de valores encerrou com um avanço de 0,03%, aos 131.190 pontos. Notas de dólar Murad Sezer/ Reuters O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (2), a R$ 5,69, com investidores de olho no anúncio do presidente Donald Trump sobre as tarifas recíprocas a serem aplicadas contra países que exportam produtos para os Estados Unidos. Na Europa, as principais bolsas locais recuaram nesta quarta, à espera das declarações do presidente norte-americano. Já nos EUA, os índices acionários operavam em alta. Trump tem chamado o dia de hoje de "Dia da Libertação" porque, segundo ele, será a data em que o conjunto de taxas vai libertar os EUA de produtos estrangeiros. A previsão é que o anúncio sobre como vai funcionar o tarifaço global seja feito às 17h, no horário de Brasília (DF), na Casa Branca. As novas tarifas devem entrar em vigor imediatamente após a cerimônia. Entenda o caso. Na agenda de indicadores, investidores repercutem a divulgação de novos dados econômicos no Brasil e no exterior, em busca de mais sinais sobre o futuro dos juros. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, fechou em leve alta. Veja abaixo o resumo dos mercados. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair 💲Dólar O dólar fechou em alta de 0,27%, cotado a R$ 5,6986. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: queda de 1,06% na semana; recuo de 0,12% no mês; e perda de 7,79% no ano. Na terça-feira (1º), a moeda americana teve queda de 0,39%, cotada a R$ 5,6833. a 📈Ibovespa O Ibovespa subiu 0,03%, aos 131.190 pontos. Com o resultado, o Ibovespa acumulou: queda de 0,54% na semana; avanço de 0,71% no mês; e ganho de 9,07% no ano. Na terça-feira, o índice teve alta de 0,68%, aos 131.147 pontos. O que está mexendo com os mercados? O que está mexendo com os mercados? O tarifaço de Trump segue mexendo com os ânimos de investidores no mundo inteiro, com a crescente cautela de que a guerra tarifária resulte em inflação e recessão econômica. A imposição de tarifas de importação é uma das principais promessas de campanha do republicano. Desde que assumiu o atual mandato, ele já decretou tarifas sobre grandes parceiros comerciais, como México e Canadá, além de impor ou ameaçar colocar taxas sobre produtos específicos, como aço, alumínio, automóveis e produtos agrícolas. O grande temor do mercado é que o tarifaço inicie uma guerra comercial generalizada pelo mundo, em que outros países também elevem suas taxas em resposta às decisões do presidente norte-americano. As tarifas recíprocas foram prometidas por Trump ainda no início do ano, com previsão de que entrariam em vigor nesta quarta-feira, 2 de abril. A expectativa dos investidores, agora, fica em entender como vão funcionar essas taxas e sobre quais países elas serão cobradas. Em uma entrevista recente à Fox Business, o assessor Kevin Hassett disse que o foco do governo americano seria cobrar essas tarifas sobre um grupo de 10 a 15 países, que são o que têm os piores desequilíbrios tarifários com os EUA. Ele não disse quais são esses países, porém. No domingo (30), no entanto, Trump disse que essa aplicação de tarifas "começaria com todos os países" e complementou que "essencialmente, todos os países dos quais estamos falando". Nos últimos meses, Trump falou sobre diversos países. Começou com o México e o Canadá, aos quais o presidente aplicou uma taxa de 25% sobre todas as importações, que está temporariamente suspensa para produtos que fazem parte do acordo comercial entre os países. Também impôs uma taxa extra de 10% sobre os produtos chineses, elevando as tarifas sobre o país a 20%. Além disso, Trump já ameaçou impor tarifas sobre produtos da União Europeia, ao etanol do Brasil e, mais recentemente, ao petróleo da Rússia. Em fevereiro, Trump assinou um memorando que instruía as autoridades comerciais dos EUA a visitarem país por país e elaborarem uma lista de contramedidas personalizadas. Na semana passada, ele sugeriu que poderia reduzir seus planos recíprocos, talvez em alguns casos impondo tarifas mais baixas do que as cobradas pelos países dos EUA. Essa incerteza em relação a como devem funcionar as tarifas recíprocas tem aumentado a aversão aos riscos no mercado, levando os investidores a priorizarem os ativos e moedas mais seguros, como o dólar. Na União Europeia, uma das regiões mais citadas por Trump, as autoridades se mobilizam para reagir. A chefe do Executivo da UE, Ursula von der Leyen, disse nesta terça que tem um "plano forte" para retaliar as tarifas dos EUA, embora prefira negociar uma solução. Na segunda, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse que a guerra comercial iniciada pelos EUA deve levar a Europa à "independência". "Ele chama de 'Dia da Libertação' nos Estados Unidos, mas eu vejo como um momento em que devemos decidir juntos como controlar de melhor maneira o nosso destino e acredito que é um passo para a independência", declarou à rádio France Inter, antes de enfatizar um "momento existencial para a Europa". Lagarde também afirmou que "para estar em uma boa posição de negociação, devemos demonstrar que não estamos prontos para nos curvar", além de afirmar que uma guerra comercial só cria perdedores. A presidente do BCE reafirmou sua estimativa de uma redução de cerca de 0,3 ponto percentual para a Europa no primeiro ano de tarifas sobre as importações dos EUA provenientes da Europa. Ela acrescentou que, se a Europa responder com medidas recíprocas, o crescimento será ainda menor, com queda de 0,5 ponto percentual. No Brasil, o Senado aprovou nesta terça-feira um projeto que cria mecanismos e autoriza o governo a retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos brasileiros (entenda mais). 🔎 Tarifas maiores tornam os produtos mais caros, e encarecem também os bens e serviços que dependem desses insumos importados. Isso tende a aumentar a inflação e impactar o consumo. Por isso, há uma percepção de que os EUA podem passar por um período de desaceleração da atividade econômica, ou até uma recessão da economia — o que tem potencial de afetar o mundo todo. Agenda de indicadores Uma série de indicadores locais e internacionais também ficam na mira dos mercados nesta quarta-feira. Nos Estados Unidos, dados divulgados pelo Departamento do Comércio indicaram que as novas encomendas de produtos manufaturados aumentaram no país em fevereiro, provavelmente devido ao fato de as empresas terem adiantado os pedidos antes das tarifas. Os pedidos às fábricas subiram 0,6%. após uma alta revisada para cima de 1,8% em janeiro. Além disso, a criação de vagas de trabalho no setor privado do país acelerou em março, segundo o Relatório Nacional de Emprego da ADP. Foram abertos 155 mil vagas no mês passado, depois dos 84 mil postos abertos em fevereiro (dado revisado). No Brasil, uma nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (2), indicou que o governo do presidente Lula (PT) é desaprovado por 56% dos brasileiros e aprovado por 41%. Os percentuais eram de 49% e 47% em janeiro, respectivamente. *Com informações das agências de notícias Reuters e AFP



Quaest: avaliação negativa sobre dados da economia aprofunda alerta no governo Lula


02/04/2025 11:50 - g1.globo.com

Camarotti: Economia pesou na queda de popularidade de Lula Integrantes do núcleo do governo Luiz Inácio Lula da Silva receberam com preocupação o aumento da desaprovação da gestão petista, retratado na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2). No governo, a percepção é de que a inflação persistente dos alimentos ainda causa um forte mau humor na população, com reflexo direto na avaliação do presidente e da gestão. A pesquisa Quaest revela que a crise é ainda mais profunda, com desaprovação em alta no Nordeste, entre mulheres e entre os mais pobres. A desaprovação de Lula chegou a 56% e a aprovação caiu para 41% – os piores índices desde o início do atual mandato. Veja os números: Aprova: 41% (eram 47% em janeiro) Desaprova: 56% (eram 49%) Não sabe/não respondeu: 3% (eram 4%) Quaest: 56% desaprovam governo Lula, e 41% aprovam O governo avalia que, mesmo tentando emplacar uma pauta positiva ao longo dos últimos meses, os esforços ainda não chegaram à população. O Planalto também atribui parte desse mau humor à elevação da taxa de juros. O grande problema é que, para recuperar a popularidade, o Executivo tem pressionado por uma política expansionista, de mais gastos – o que dificulta a ação da política monetária para baixar os preços. Desde o início do ano, o governo anunciou: o aumento da isenção do Imposto de Renda; o crédito consignado para trabalhadores CLT; a liberação do FGTS para quem foi demitido e tinha optado pelo saque-aniversário. Além disso, começou a tomar medidas para combater a alta do preço dos alimentos, como a isenção do imposto de importação para os itens da cesta básica. Lula também passou a viajar mais e dar mais entrevistas. "As pessoas estão sentindo a inflação no bolso. Mesmo com o aumento real do salário mínimo, as famílias não conseguem mais comprar os itens da cesta básica na mesma proporção. O cenário cria um mal-estar generalizado. Não adianta aumentar o valor do salário mínimo se as pessoas não conseguem comprar", disse ao blog um ministro próximo ao presidente. De olho em 2026 No governo, a percepção é de que esse cenário enfraquece muito a costura de apoio político para 2026, quando haverá nova eleição. Caso não haja uma reversão, o temor é de uma debandada. Tanto, que o núcleo petista do governo quer dar um ultimato para que os integrantes do Centrão que estão no governo definam apoio a Lula ainda no primeiro semestre.



Os temores do Brasil diante do imprevisível tarifaço de Trump: 'País está na mira da Casa Branca'


02/04/2025 11:14 - g1.globo.com


Presidente americano ameaça elevar tarifas sobre toda importação brasileira, mas confirmação da medida é incerta Reuters via BBC Governo e exportadores brasileiros aguardam com apreensão o anúncio de um novo tarifaço pelo governo Donald Trump que promete elevar impostos de importação nos Estados Unidos contra diversos países e produtos. O anúncio está previsto para a quarta-feira (2/4), que está sendo chamada pelo republicano de "Liberation Day" (Dia da Libertação). Na visão de Trump, encarecer as importações vai proteger e fortalecer a indústria doméstica, enquanto críticos afirmam que vai encarecer a produção americana e desatar uma guerra comercial global. Até o momento, não está claro qual será o impacto para o Brasil, que tem os Estados Unidos como seu segundo maior parceiro comercial, atrás apenas da China. LEIA TAMBÉM 'Dia da Libertação': o que esperar das tarifas prometidas por Trump As acusações do governo Trump contra o Brasil antes de dia do tarifaço global União Europeia tem 'plano forte' para retaliar tarifas de Trump nos EUA, diz Ursula von der Leyen 'Causaria estranheza', diz Haddad sobre eventual taxação adicional dos EUA contra o Brasil Diferentes cenários estão no radar: desde o mais otimista, em que apenas o etanol teria aumento de tributação, até o mais pessimista, em que uma nova taxa de importação seria aplicada de forma linear a tudo que os EUA compram de exportadores brasileiros, dentro da nova "política de reciprocidade" de Trump. Segundo essa política, a Casa Branca deve elevar suas tarifas de importação ao mesmo patamar dos tributos cobrados sobre seus produtos exportados — e o Brasil é um dos países que, segundo a avaliação da gestão republicana, tem barreiras comerciais mais duras, seja por meio de tarifas de importação mais altas ou por outras regras, como exigências sanitárias e burocráticas. "Há muita especulação sobre o 2 de abril, ninguém sabe ao certo o que vai sair", disse à reportagem Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil e hoje consultor na área. Em meio à incerteza, o Senado aprovou na terça-feira (01/04) um projeto que cria novas ferramentas para o Brasil reagir a barreiras comerciais de outros países. A proposta, que ainda será apreciada na Câmara dos Deputados, tinha como foco inicial reagir a barreiras ambientais europeias ao agronegócio brasileiro, mas ganhou impulso diante da nova política tarifária dos EUA, reunindo amplo apoio no Congresso e no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por enquanto, o principal impacto da gestão Trump para o Brasil veio da decisão de começar a aplicar, em 12 de março, uma taxa de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio. Como tarifas de Trump a aço e alumínio do Brasil e do mundo podem prejudicar economia americana A medida é importante porque produtos derivados de ferro e aço são o segundo item brasileiro mais exportado para os EUA, tendo somado US$ 2,8 bilhões em vendas em 2024, ficando apenas atrás de petróleo (US$ 5,8 bilhões). Além disso, há a previsão de que a taxa cobrada sobre o etanol brasileiro vendido aos EUA passe de 2,5% para 18% a partir de 2 de abril, para igualar a taxa cobrada do Brasil sobre o etanol comprado dos americanos — mas o produto tem menos relevância nas exportações brasileiras. O governo do presidente Lula tenta evitar que essa taxação entre de fato em vigor, ao mesmo tempo em que negocia para que o país seja poupado de um amplo tarifaço, mas o cenário continua incerto. Ele não descarta acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) ou retaliar os EUA com mais barreiras, caso as negociações não funcionem. "Antes de fazer a briga da reciprocidade, ou de fazer a briga na Organização Mundial do Comércio, a gente quer gastar todas as palavras que estão no nosso dicionário para fazer um livre comércio com os Estados Unidos", disse Lula no sábado (29/03), durante viagem oficial ao Vietnã. Dia da Libertação: Trump promete novas tarifas sobre produtos importados Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem dito que um tarifaço do governo Trump contra o Brasil seria "injustificável". "Nossa conta é deficitária com os Estados Unidos. Então, nos causaria uma certa estranheza se o Brasil sofresse algum tipo de retaliação injustificada", reforçou na segunda-feira (31/03). Esse tem sido o principal argumento do governo brasileiro nas negociações com a Casa Branca: destacar que, historicamente, o Brasil importa mais do que vende para os americanos. Nos últimos dez anos (2015 a 2024), o país acumulou déficit de US$ 43 bilhões nas trocas comerciais com os EUA, segundo as estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O rombo, porém, tem recuado. No último ano, o saldo ficou positivo para os americanos em cerca de US$ 300 milhões apenas, com o país de Trump comprando US$ 40,4 bilhões em produtos do Brasil (12% das exportações brasileiras) e vendendo US$ 40,7 bilhões para cá (15,5% das importações do Brasil). "Caso as medidas [do tarifaço de Trump] sejam direcionadas apenas aos países com os quais os EUA têm grandes déficits comerciais ou que têm participação relevante no comércio norte-americano, o Brasil provavelmente não será impactado inicialmente", prevê relatório econômico do banco BTG Pactual, publicado em 26 de março. "Contudo, se forem aplicadas tarifas generalizadas a setores específicos, como ocorreu recentemente com o aço, ou se os critérios incluírem países com barreiras comerciais superiores às americanas, o Brasil poderá ser diretamente afetado, possivelmente com impacto mais significativo neste segundo cenário", continua o relatório. Segundo o BTG Pactual, os setores mais afetados por uma alta mais generalizada de tarifas sobre itens brasileiros seriam "produtos manufaturados e semimanufaturados que hoje entram com baixo imposto nos EUA". "Exportações de bens de capital e automotivos (máquinas, equipamentos de transporte) poderiam sofrer leve retração na demanda nos EUA. No agronegócio, produtos como café e suco de laranja – dos quais os EUA são importantes compradores – enfrentariam encarecimento moderado no mercado americano, potencialmente levando a uma pequena perda de participação para concorrentes de outros países", analisa ainda o relatório. A consultoria de risco político internacional Eurasia Group, por sua vez, acredita que o Brasil deve entrar na lista de países que receberão uma tarifa global sobre seus produtos. Caso isso se confirme, a expectativa é que seja aplicada uma tarifa de 10% a 25% sobre as exportações brasileiras, disse à BBC News Brasil o diretor-executivo para as Américas da Eurasia Group, Christopher Garman. Para ele, dois fatores devem contribuir para o Brasil entrar na lista ampla de taxação: a percepção do governo Trump de que o Brasil é um país protecionista contra os EUA, e o momento ruim na relação política dos dois países. Ele lembra que a atual gestão da Casa Branca tem proximidade com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro, opositor de Lula, e tem criticado o Brasil por decisões do Supremo Tribunal Federal contra redes sociais como o X, de Elon Musk, que integra o governo Trump. "A relação bilateral política está numa situação bem precária", nota ele. "Igualmente importante [do que o fator da reciprocidade tarifária], eu diria que é por razões políticas. O Brasil está na mira da Casa Branca, o Trump tem repetido usar o Brasil como um exemplo múltiplas vezes", reforçou. Exportações de aço brasileiro para EUA já estão sendo taxadas em 25% Getty Images via BBC O Brasil, de fato, cobra tarifas maiores dos EUA? A possibilidade de o Brasil ser alvo de um amplo tarifaço foi levantada por Trump em seu discurso ao Congresso Americano, no início de março. "Outros países usaram tarifas contra nós por décadas e agora é a nossa vez de começar a usá-las contra esses outros países", declarou na ocasião. "Em média, a União Europeia, China, Brasil, Índia, México e Canadá — vocês já ouviram falar deles? – e inúmeros outros países nos cobram tarifas muito mais altas do que cobramos deles", continuou. Estatísticas de comércio exterior apontam que, de fato, o Brasil cobra, em média, tarifas de importação maiores sobre os produtos americanos do que o contrário. Por outro lado, os itens com maior volume de importação têm tarifas menores ou mesmo zeradas. De acordo com o governo brasileiro, entram no país sem pagar imposto produtos oriundos dos EUA como aeronaves e suas partes, petróleo bruto e gás natural. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) a partir de dados do Banco Mundial, a tarifa média simples aplicada pelo Brasil às importações dos EUA foi de 11,3% em 2022 (dado mais recente disponível). Ou seja, era mais que cinco vezes a tarifa média simples cobrada dos EUA sobre as importações brasileiras (2,2%). Já quando se calcula uma média ponderada pelo volume das importações, a taxa brasileira continua maior, mas a diferença cai. Isso ocorre porque a tarifa média paga pelos exportadores, na prática, é menor, já que produtos com maior volume de importação dos dois lados têm tarifas mais baixas ou mesmo zeradas. Considerando essa tarifa efetiva, o Brasil cobrou em média 4,7% sobre importações vindas dos EUA em 2022, informa a nota do FGV Ibre, a partir de dados do Banco Mundial. Por outro lado, diz o documento, produtos brasileiros sofreram taxação efetiva média de 1,3% ao entrarem no mercado americano. O governo brasileiro, por sua vez, diz que a tarifa média cobrada pelo Brasil de produtos dos EUA seria ainda menor, de 2,7%. "No geral, é importante destacar que 74% das exportações dos EUA para o Brasil entram sem tributação, graças a vários regimes alfandegários e linhas tarifárias isentas de impostos", argumentou o Itamaraty em um documento protocolado em uma consulta pública do governo americano sobre as mudanças de política tarifária. "Por exemplo, o Brasil aplica um imposto de importação zero sobre produtos-chave dos EUA, como petróleo, aeronaves, peças de aeronaves, gás natural e carvão. A tarifa média ponderada efetiva coletada é de apenas 2,73%, significativamente menor do que a tarifa nominal média do Brasil de 11%", dizia ainda o documento. Um relatório sobre o tema publicado pelo departamento econômico do Bradesco em fevereiro estimou qual será o efeito caso o governo Trump decida igualar todas as tarifas de importação cobradas do Brasil com as que o país cobra de produtos dos EUA — ou seja, elevar sua tarifa média para 11,3%. "Nesse exercício, encontramos uma redução de cerca de US$ 2,0 bilhões nas exportações (5% do total embarcado)", diz o relatório. O impacto poderia ser reduzido em caso de nova desvalorização do real. "Em um exercício hipotético, a depreciação equivalente do real, necessária para compensar essa perda, seria da ordem de 1,5%, com um impacto potencial estimado ligeiramente inferior a 0,1 ponto percentual no IPCA [índice de inflação], como resposta direta à depreciação cambial", afirma o banco. A possibilidade de uma taxa global mais elevada, de 25%, também está no radar dos analistas, porque é o patamar que o governo Trump já anunciou para alguns produtos, como aço e automóveis, e países, como Canadá e México. Para o banco BTG Pactual, isso representaria um "cenário extremo". "Na prática, diversas exportações atualmente competitivas tornar-se-iam pouco viáveis comercialmente no mercado americano [com uma tarifa global de 25% sobre o Brasil], a não ser com substancial redução de preço pelo exportador brasileiro. No entanto, essa alíquota de 25% representa um cenário extremo", diz o relatório do banco. Já a Eurasia Group não descarta esse cenário. "A gente sabe que o presidente Trump está com o número 25 na cabeça, então a equipe [econômica dele] está tentando reduzir. Se vc colocar uma taxa dentro da ideia de reciprocidade, a tarifa do Brasil deveria ser bem menos que 25%. Por isso que a gente está com [previsão de que venha] um intervalo de 10% a 25%", afirma Christopher Garman. "E aí, depois disso, você tenta negociar setor por setor, é um processo que vai ser difícil", continuou, em referência a possíveis reduções de tarifas setoriais ou cotas de importação (quantidades que poderiam ser vendidas com tarifa menor). Donald Trump disse que o comércio internacional é manipulado contra os EUA Getty Images via BBC Etanol no alvo Até o momento, os países que têm sido mais impactados pelas tarifas de Trump são China, México e Canadá. Em meio à grande incerteza, Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil, acredita que a União Europeia deve ser um alvo importante no anúncio de quarta-feira. "O que se sabe é que deve sair muitos anúncios com relação à União Europeia, principalmente, pois os Estados Unidos têm muito déficit com a União Europeia", disse à BBC News Brasil. No caso brasileiro, avalia, a expectativa maior é sobre o etanol. "Isso [a taxa de 18% cobrada do etanol pelo Brasil] já é uma reclamação americana antiga", ressalta. Maiores produtores de etanol do mundo, o Brasil produz o seu combustível a partir da cana-de-açúcar, enquanto os EUA fazem do milho. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), que representa o setor no Brasil, o etanol brasileiro é mais sustentável e, por isso, não deveria ser equiparado ao americano. "A medida pretende colocar no mesmo patamar o etanol produzido no Brasil e nos Estados Unidos, embora possuam atributos ambientais e potencial de descarbonização diferentes, e portanto não faz sentido falar em reciprocidade. Se a medida se confirmar, será mais um passo dos Estados Unidos rumo ao abandono à rota de combate à mudança do clima", destacou a Única em comunicado em fevereiro, quando foi anunciado o possível aumento da tarifa. Para Lia Valls, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a esperada elevação da tarifa americana sobre o etanol brasileiro não seria tão impactante. "Hoje, o Brasil cobra 18% de tarifa e eles cobram 2,5%. Só que mexer nisso é uma maluquice porque os Estados Unidos não têm excesso de etanol pra exportar para o Brasil, nem o Brasil precisa importar tanto etanol assim", disse à BBC News Brasil no início de março. A possível reação brasileira Em visita ao Japão na semana passada, Lula criticou a elevação de tarifas pelo governo americano e disse que o Brasil vai recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra esse tipo de medida. Segundo o presidente, caso não haja resultado nessa instância, o país vai impor taxas recíprocas aos EUA. "Sinceramente, estou muito preocupado com o comportamento do governo americano, com essa taxação de todos os produtos de todos os países", afirmou Lula. "Estou preocupado porque o presidente americano não é xerife do mundo. Ele é apenas presidente dos Estados Unidos", disse, sugerindo que Trump converse com os "políticos de outros países para tomar suas decisões". O Congresso pode aprovar um projeto de lei que ampliaria os instrumentos de reação do governo brasileiro. Como a proposta foi aprovada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado nesta terça-feira (01/04) de forma terminativa, seguirá direto para a Câmara sem passar no plenário. "Falaremos com o presidente da Câmara dos Deputados, o deputado Hugo Motta, para que a Câmara possa apreciar essa matéria em caráter de urgência", defendeu o senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da CAE. Pesquisadora do FGV Ibre, Lia Valls ressalta que, segundo as regras atuais, as tarifas brasileiras não são fixadas de forma específica para um ou outro país, mas valem para produtos, independentemente da sua origem. Isso só varia quando há acordos de livre comércio, como no caso do Mercosul. De modo geral, explica, o Brasil protege pouco o setor agropecuário na comparação com outros países, mas há mais protecionismo para a indústria. "Na área industrial, por exemplo, se você compara com a Índia, que também é muito protecionista, em alguns setores, o Brasil protege até mais do que a Índia, principalmente alguns tipos de bens de capital, de alguns bens eletrônicos", compara. "Então, em termos de médias tarifárias, pensando em país grande, o Brasil tem tarifas médias mais elevadas. E existe todo um debate sobre se a gente deve reduzir essas tarifas, principalmente de bens de capital e bens intermediários, que têm um efeito direto sobre o custo de produção da indústria", nota a professora.



Lucro do Banco Master dobra e vai R$1 bilhão em 2024


02/04/2025 10:55 - g1.globo.com


O banco atribuiu seu desempenho anual à sua estratégia de "diversificação do portfólio e do fortalecimento de suas operações". Banco Master irá dividir suas operações de atacado e varejo Crédito: Divulgação O Banco Master, liderado por Daniel Vorcaro, registrou lucro líquido de R$ 1,068 bilhão em 2024, dobrando o lucro de R$532 milhões apurado em 2023, conforme balanço financeiro divulgado nesta terça-feira (1). O patrimônio líquido da instituição atingiu R$ 4,74 bilhões no ano passado, acima dos R$ 2,3 bilhões registrados em 2023, enquanto o total de ativos alcançou R$ 63 bilhões no mesmo período, crescimento de 75% na comparação ano a ano. LEIA TAMBÉM Ministério Público do DF investiga compra do Banco Master pelo BRB Compra do Banco Master é 'grande oportunidade' de diversificar atuação do BRB, diz presidente do banco público O banco atribuiu seu desempenho anual à sua estratégia de "diversificação do portfólio e do fortalecimento de suas operações", conforme comunicado à imprensa. As receitas de intermediação financeira subiram 33% no período, para R$ 7,2 bilhões, conforme relatório de resultados, já a receita de crédito avançou 54%, para R$ 4,2 bilhões. Em 2024, o Banco Master concluiu as compras das instituições financeiras Banco Voiter e Will Bank (CFI), homologadas pelo Banco Central em abril e agosto, respectivamente. "Tais aquisições representam investimentos estratégicos, voltados à expansão sustentável das atividades e ao fortalecimento da presença no mercado, tanto no segmento de varejo quanto no atacado", disse o banco no balanço. O Banco Master esteve sob os holofotes nos últimos dias após anuncio de aquisição pelo BRB - Banco de Brasília, em transação que compreende a compra de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais, totalizando 58% do capital total do Banco Master. A operação ainda depende de aprovações precedentes, incluindo do Banco Central do Brasil (BC) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).



Quaest: 56% consideram que Brasil está indo na direção errada


02/04/2025 10:00 - g1.globo.com


Margem de erro é de 2 pontos para mais ou menos. Pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 27 e 31 de março. Quaest: 56% desaprovam governo Lula, e 41% aprovam Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (2) indica que mais da metade dos brasileiros acreditam que o Brasil está indo na direção errada. São 56% dos entrevistados, segundo o levantamento. Eram 50% na pesquisa anterior, de janeiro. Outros 36% responderam que o Brasil está indo na direção certa -- antes eram 39%. Não sabem ou não responderam são 8%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 27 e 31 de março. Foram entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o Brasil. LEIA MAIS Aprovação do governo: 56% desaprovam, e 41% aprovam Veja aprovação e reprovação de Lula por região, gênero, idade, estudo, renda, religião e raça Economia brasileira piorou nos últimos 12 meses? 56% consideram que sim Visão sobre a economia Os entrevistados pela Quaest também foram questionados sobre a situação econômica do Brasil nos últimos 12 meses. Para 56%, a economia do Brasil piorou. Em janeiro, 39% achavam isso. Para 26% dos entrevistados, a economia está do mesmo jeito -- antes eram 32%. Para 16%, a economia melhorou -- eram 25% em janeiro. Os que não sabem ou não responderam são 2%. A Quaest também quis saber se está mais fácil ou mais difícil conseguir um emprego hoje do que há um ano. 53% disseram que está mais difícil -- eram 45% em dezembro de 2024. Para 35%, está mais fácil, ante 49% na pesquisa anterior. Outros 6% consideram que ficou igual. Ainda de acordo com a Quaest, 88% dizem que o preço dos alimentos subiu nos mercados no último mês, 6% consideram que caiu e outros 6%, que ficou igual. Para 70%, o preço dos combustíveis nos postos subiu no último mês. Para 16%, ficou igual. Outros 5% consideram que caiu. A Quaest também quis que os entrevistados comparassem o poder de compra do brasileiro com a situação de um ano atrás. Para 81% dos entrevistados, o poder de compra hoje é menor -- em dezembro eram 68%. Para 9%, ficou igual. Outros 9% consideram que ficou maior. Aprovação e desaprovação ao governo Lula O levantamento perguntou se os entrevistados aprovam ou desaprovam o governo Lula. São 56% os que desaprovam, e 41% os que aprovam. Outros 3% não souberam ou não responderam. Veja os números: Aprova: 41% (eram 47% em janeiro); Desaprova: 56% (eram 49%); Não sabe/não respondeu: 3% (eram 4%). Avaliação por segmentos Região A Quaest mostra que, na região Nordeste, os que aprovam o governo Lula são 52%, ante 46% dos que desaprovam. Essa é a primeira vez que a aprovação e a desaprovação aparecem tecnicamente empatadas desde o início do terceiro mandato de Lula. No Sudeste, a desaprovação do governo Lula está em 60% (eram 53% em janeiro), enquanto a aprovação é de 37% (eram 42%). A margem de erro é de 3 pontos para mais ou menos. Entre os entrevistados da região Sul, 64% desaprovam o governo petista (eram 59% na pesquisa anterior), enquanto a aprovação é de 35% (eram 39%). A margem de erro é de 6 pontos para mais ou menos. As regiões Centro-Oeste e Norte, apuradas em conjunto, apresentam leve oscilação tanto na desaprovação, que ficou em 52% (eram 49%), quanto na aprovação, que é de 44% (eram 48%). A margem de erro é de 8 pontos para mais ou menos. Gênero A desaprovação do governo Lula entre as mulheres oscilou seis pontos para cima e está em 53% (eram 47% em janeiro) e a aprovação caiu seis pontos e está em 43% (eram 49%). É a primeira vez que numericamente as mulheres mais desaprovam do que aprovam o presidente. Já entre homens, 59% desaprovam o governo Lula (eram 52% em janeiro). A aprovação está em 39% (eram 45%). A margem de erro para gênero é de 3 pontos para mais ou menos tanto para mulheres quanto para homens. Faixa etária Entre os grupos etários, 64% dos jovens de 16 a 34 anos desaprovam o governo federal, um crescimento de 12 pontos em relação a janeiro (eram 52%). A aprovação neste grupo é de 33%, queda dos mesmos 12 pontos (eram 45%). A margem de erro é de 4 pontos para mais ou menos. Entre a população de 35 a 59 anos, Lula é aprovado por 54% (eram 52%). Outros 44% aprovam a gestão (eram 46%) e mantém empate dentro da margem de erro, que é de 3 pontos para mais ou menos A população mais idosa, com 60 anos ou mais, também apresenta empate técnico. Segundo a pesquisa, 50% dizem aprovar o governo de Lula (eram 52% em janeiro), enquanto 46% desaprovam (eram 40%). Margem de erro é de 5 pontos para mais ou menos. Escolaridade Entrevistados com ensino médio completo e superior incompleto passaram a ser a escolaridade que mais desaprova Lula: 64%, eram 56% em janeiro. Outros 33% aprovam, eram 42%. Margem de erro é de 4 pontos para mais ou menos. Dos entrevistados com ensino superior completo, 61% dizem reprovar o governo petista (eram 59% em janeiro), e 38% aprovam (eram 40%). A margem é de 5 pontos para mais ou menos. A desaprovação do governo Lula é de 55% entre pessoas com ensino fundamental completo e médio incompleto, eram 46% na pesquisa anterior, enquanto a aprovação é de 42% -- eram 49%. A margem de erro é de 6 pontos para mais ou menos. Os entrevistados sem instrução e com fundamental incompleto tem maior aprovação à gestão petista: 55% aprovam (eram 58% em janeiro), já 41% desaprovam o governo -- alta de seis pontos (eram 35%). A margem de erro é de 4 pontos para mais ou menos. Renda familiar Famílias com renda acima de 5 salários mínimos têm mais desaprovação ao governo Lula: 64%, alta de cinco pontos em comparação aos 59% em janeiro. A aprovação neste grupo é de 34%, cinco pontos abaixo do que na última pesquisa (eram 39%). A margem de erro é de 4 pontos para mais ou menos. A desaprovação entre quem tem renda familiar de 2 a 5 salários mínimos está em 61% (eram 54%), enquanto a aprovação está em 36% (eram 43%). A margem de erro é de 3 pontos para mais ou menos. Já entre aqueles que recebem até 2 salários mínimos a aprovação do governo Lula é a maior: 52% (eram 56% em janeiro). A desaprovação nessa renda está em 45% (eram 39%). A margem de erro é de 4 pontos para mais ou menos. Religião Entre os evangélicos, 67% avaliam mal a gestão de Lula (eram 58% em janeiro), contra 29% que aprovam o trabalho do presidente (eram 37%). A margem de erro é de 4 pontos para mais ou menos. Já entre os católicos, 49% aprovam e os mesmos 49% desaprovam o governo federal e empatam pela primeira vez. Em janeiro, 52% aprovavam, e 45% desaprovavam o governo. A margem de erro é de 3 pontos para mais ou menos. Raça/cor Brancos têm a maior desaprovação ao presidente, com 61% (eram 60% em janeiro). A aprovação é de 36% (eram 38%). Margem de erro é de 3 pontos para mais ou menos. Entre os pardos, 52% desaprovam o governo Lula (eram 45% em janeiro). A aprovação está em 45% (eram 51%).Margem de erro é de 3 pontos para mais ou menos. Pretos têm 51% de desaprovação ao governo federal (eram 42%). A aprovação é de 46% (eram 54%). Margem de erro é de 7 pontos para mais ou menos. Voto para presidente no 2º turno de 2022 Os eleitores que votaram em Jair Bolsonaro (PL) na eleição presidencial de 2022 são os que mais desaprovam o petista, com 92%, seguido de quem votou branco, nulo ou não foi votar, com 62%. Já 26% eleitores de Lula em 2022 reprovam sua gestão. Em relação à aprovação, 72% dos que elegeram o petista aprovam o seu governo, enquanto o total é de 31% entre os que votaram branco, nulo ou não foram votar, e de 7% entre os eleitores de Bolsonaro. Avaliação geral do governo O levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira questionou aos eleitores como eles avaliam o governo Lula num geral: 41% responderam "negativo", 29% "regular" e 27%, "positivo". Veja os números: Positivo: 27% (eram 31% em janeiro) Negativo: 41% (eram 37%) Regular: 29% (eram 28%) Não sabe/não respondeu: 3% (eram 4%) Em relação aos dois primeiros mandatos de Lula, entre 2003 e 2010, 53% dos entrevistados responderam que o atual governo está "pior que os anteriores", 23% "igual aos anteriores" e 20%, "melhor que os anteriores". Já 4% não souberam ou não responderam. A comparação com a gestão de Jair Bolsonaro (PL), de 2019 e 2022), é de que o governo atual de Lula é "pior" para 43%, "melhor" para 39% e "igual" para 15%. Outros 3% não souberam ou não responderam. A expectativa dos entrevistados é de que Lula deve fazer um governo diferente (81%) nos próximos dois anos, enquanto 15% preferem uma atuação igual e 4% não soube ou não respondeu. Presidente Lula lê documento no Palácio da Alvorada, em Brasília Ricardo Stuckert/Presidência da República



Quaest: 56% consideram que economia brasileira piorou nos últimos 12 meses


02/04/2025 10:00 - g1.globo.com


Margem de erro é de 2 pontos para mais ou menos. Pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 27 e 31 de março. Quaest: 56% desaprovam governo Lula, e 41% aprovam Levantamento feito pela Genial/Quaest indica que 56% dos brasileiros consideram que a situação econômica do país piorou nos últimos 12 meses. Outros 26% consideram que a economia está do mesmo jeito e 16% avaliam que ela melhorou. Veja os números: Piorou: 56% (eram 39% em janeiro) Melhorou: 26% (eram 32%) Ficou do mesmo jeito: 16% (eram 25%) A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 27 a 31 de março. Foram entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o Brasil. A Quaest também quis saber se está mais fácil ou mais difícil conseguir um emprego hoje do que há um ano. 53% disseram que está mais difícil -- eram 45% em dezembro de 2024. Para 35%, está mais fácil, ante 49% na pesquisa anterior. Outros 6% consideram que ficou igual. LEIA MAIS Aprovação do governo: 56% desaprovam, e 41% aprovam Veja aprovação e reprovação de Lula por região, gênero, idade, estudo, renda, religião e raça 56% consideram que país está indo na direção errada Moeda de R$ 1, notas de R$ 10 e R$ 50 Marcello Casal Jr/Agência Brasil Ainda de acordo com a Quaest, 88% dizem que o preço dos alimentos subiu nos mercados no último mês, 6% consideram que caiu e outros 6%, que ficou igual. Para 70%, o preço dos combustíveis nos postos subiu no último mês. Para 16%, ficou igual. Outros 5% consideram que caiu. A Quaest também quis que os entrevistados comparassem o poder de compra do brasileiro com a situação de um ano atrás. Para 81% dos entrevistados, o poder de compra hoje é menor -- em dezembro eram 68%. Para 9%, ficou igual. Outros 9% consideram que ficou maior. Visão sobre o Brasil A Quaest também perguntou se os entrevistados acreditam que o Brasil está indo na direção certa ou errada. Para 56% dos entrevistados, o país está indo na direção errada. Eram 50% na pesquisa anterior, de janeiro. 0utros 36% responderam que o Brasil está indo na direção certa -- antes eram 39%. Não sabem ou não responderam são 8%. Aprovação e desaprovação ao governo Lula O levantamento perguntou se os entrevistados aprovam ou desaprovam o governo Lula. São 56% os que desaprovam, e 41% que aprovam. Outros 3% não souberam ou não responderam. Veja os números: Aprova: 41% (eram 47% em janeiro); Desaprova: 56% (eram 49%); Não sabe/não respondeu: 3% (eram 4%). Avaliação por segmentos Região A Quaest mostra que, na região Nordeste, os que aprovam o governo Lula são 52%, ante 46% dos que desaprovam. Essa é a primeira vez que a aprovação e a desaprovação aparecem tecnicamente empatadas desde o início do terceiro mandato de Lula. No Sudeste, a desaprovação do governo Lula está em 60% (eram 53% em janeiro), enquanto a aprovação é de 37% (eram 42%). A margem de erro é de 3 pontos para mais ou menos. Entre os entrevistados da região Sul, 64% desaprovam o governo petista (eram 59% na pesquisa anterior), enquanto a aprovação é de 35% (eram 39%). A margem de erro é de 6 pontos para mais ou menos. As regiões Centro-Oeste e Norte, apuradas em conjunto, apresentam leve oscilação tanto na desaprovação, que ficou em 52% (eram 49%), quanto na aprovação, que é de 44% (eram 48%). A margem de erro é de 8 pontos para mais ou menos. Gênero A desaprovação do governo Lula entre as mulheres oscilou seis pontos para cima e está em 53% (eram 47% em janeiro) e a aprovação caiu seis pontos e está em 43% (eram 49%). É a primeira vez que numericamente as mulheres mais desaprovam do que aprovam o presidente. Já entre homens, 59% desaprovam o governo Lula (eram 52% em janeiro). A aprovação está em 39% (eram 45%). A margem de erro para gênero é de 3 pontos para mais ou menos tanto para mulheres quanto para homens. Faixa etária Entre os grupos etários, 64% dos jovens de 16 a 34 anos desaprovam o governo federal, um crescimento de 12 pontos em relação a janeiro (eram 52%). A aprovação neste grupo é de 33%, queda dos mesmos 12 pontos (eram 45%). A margem de erro é de 4 pontos para mais ou menos. Entre a população de 35 a 59 anos, Lula é aprovado por 54% (eram 52%). Outros 44% aprovam a gestão (eram 46%) e mantém empate dentro da margem de erro, que é de 3 pontos para mais ou menos A população mais idosa, com 60 anos ou mais, também apresenta empate técnico. Segundo a pesquisa, 50% dizem aprovar o governo de Lula (eram 52% em janeiro), enquanto 46% desaprovam (eram 40%). Margem de erro é de 5 pontos para mais ou menos. Escolaridade Entrevistados com ensino médio completo e superior incompleto passaram a ser a escolaridade que mais desaprova Lula: 64%, eram 56% em janeiro. Outros 33% aprovam, eram 42%. Margem de erro é de 4 pontos para mais ou menos. Dos entrevistados com ensino superior completo, 61% dizem reprovar o governo petista (eram 59% em janeiro), e 38% aprovam (eram 40%). A margem é de 5 pontos para mais ou menos. A desaprovação do governo Lula é de 55% entre pessoas com ensino fundamental completo e médio incompleto, eram 46% na pesquisa anterior, enquanto a aprovação é de 42% -- eram 49%. A margem de erro é de 6 pontos para mais ou menos. Os entrevistados sem instrução e com fundamental incompleto tem maior aprovação à gestão petista: 55% aprovam (eram 58% em janeiro), já 41% desaprovam o governo -- alta de seis pontos (eram 35%). A margem de erro é de 4 pontos para mais ou menos. Renda familiar Famílias com renda acima de 5 salários mínimos têm mais desaprovação ao governo Lula: 64%, alta de cinco pontos em comparação aos 59% em janeiro. A aprovação neste grupo é de 34%, cinco pontos abaixo do que na última pesquisa (eram 39%). A margem de erro é de 4 pontos para mais ou menos. A desaprovação entre quem tem renda familiar de 2 a 5 salários mínimos está em 61% (eram 54%), enquanto a aprovação está em 36% (eram 43%). A margem de erro é de 3 pontos para mais ou menos. Já entre aqueles que recebem até 2 salários mínimos a aprovação do governo Lula é a maior: 52% (eram 56% em janeiro). A desaprovação nessa renda está em 45% (eram 39%). A margem de erro é de 4 pontos para mais ou menos. Religião Entre os evangélicos, 67% avaliam mal a gestão de Lula (eram 58% em janeiro), contra 29% que aprovam o trabalho do presidente (eram 37%). A margem de erro é de 4 pontos para mais ou menos. Já entre os católicos, 49% aprovam e os mesmos 49% desaprovam o governo federal e empatam pela primeira vez. Em janeiro, 52% aprovavam, e 45% desaprovavam o governo. A margem de erro é de 3 pontos para mais ou menos. Raça/cor Brancos têm a maior desaprovação ao presidente, com 61% (eram 60% em janeiro). A aprovação é de 36% (eram 38%). Margem de erro é de 3 pontos para mais ou menos. Entre os pardos, 52% desaprovam o governo Lula (eram 45% em janeiro). A aprovação está em 45% (eram 51%).Margem de erro é de 3 pontos para mais ou menos. Pretos têm 51% de desaprovação ao governo federal (eram 42%). A aprovação é de 46% (eram 54%). Margem de erro é de 7 pontos para mais ou menos. Voto para presidente no 2º turno de 2022 Os eleitores que votaram em Jair Bolsonaro (PL) na eleição presidencial de 2022 são os que mais desaprovam o petista, com 92%, seguido de quem votou branco, nulo ou não foi votar, com 62%. Já 26% eleitores de Lula em 2022 reprovam sua gestão. Em relação à aprovação, 72% dos que elegeram o petista aprovam o seu governo, enquanto o total é de 31% entre os que votaram branco, nulo ou não foram votar, e de 7% entre os eleitores de Bolsonaro. Avaliação geral do governo O levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira questionou aos eleitores como eles avaliam o governo Lula num geral: 41% responderam "negativo", 29% "regular" e 27%, "positivo". Veja os números: Positivo: 27% (eram 31% em janeiro) Negativo: 41% (eram 37%) Regular: 29% (eram 28%) Não sabe/não respondeu: 3% (eram 4%) Em relação aos dois primeiros mandatos de Lula, entre 2003 e 2010, 53% dos entrevistados responderam que o atual governo está "pior que os anteriores", 23% "igual aos anteriores" e 20%, "melhor que os anteriores". Já 4% não souberam ou não responderam. A comparação com a gestão de Jair Bolsonaro (PL), de 2019 e 2022), é de que o governo atual de Lula é "pior" para 43%, "melhor" para 39% e "igual" para 15%. Outros 3% não souberam ou não responderam. A expectativa dos entrevistados é de que Lula deve fazer um governo diferente (81%) nos próximos dois anos, enquanto 15% preferem uma atuação igual e 4% não soube ou não respondeu.





Plano Safra: Abimaq sugere R$ 21 bilhões para modernizar máquinas agrícolas, mas vê cenário crítico para obtenção de crédito rural


02/04/2025 07:01 - g1.globo.com


Valor do Moderfrota é 70% maior do que o concedido pelo governo federal no ciclo 24/25. Com taxa básica de juros elevada, produtores terão que buscar outras modalidades para adquirir equipamentos, avalia presidente de câmara setorial. Plantadeira em exposição na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP) Wolfgang Pistori/g1 Representantes do agronegócio que integram a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) sugeriram ao governo federal uma destinação de R$ 21 bilhões no Plano Safra 2025/2026 para o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota). O pedido foi feito em recente reunião com o Ministério da Agricultura em Brasília (DF), segundo o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq (CSMIA), Pedro Estevão. Siga o canal g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp O valor, que também inclui subvenções para o médio produtor (Moderfrota Pronamp), é 70% maior do que o concedido no ciclo 2024/2025, de R$ 12,3 bilhões. A câmara setorial ainda sugeriu outros R$ 7 bilhões de crédito para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Segundo Estevão, os valores seriam os ideais para um plano robusto, mas que dificilmente irá se consolidar em função da elevada taxa de juros e das limitações orçamentárias para o governo compensar essa diferença aos produtores rurais. "A gente sabe que este ano o governo tem muita dificuldade em fazer um Plano Safra maior porque aumentou o juro. Ele tem que aumentar a subvenção e não tem orçamento pra isso", disse, durante evento de lançamento da Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país, que acontece no fim de abril em Ribeirão Preto (SP). Agrishow espera 800 expositores e mais de 200 mil visitantes em Ribeirão Preto, SP O Moderfrota é um dos programas do Plano Safra, pacote do governo federal que financia as atividades agropecuárias do país e que só deve ser anunciado no meio do ano. Para o ciclo 2024/2025, foram destinados R$ 400,5 bilhões para a agricultura empresarial, quase 10% a mais do que no ciclo anterior. Devido a problemas na aprovação do orçamento federal, o pacote chegou a ser suspenso pela União, mas foi retomado após uma medida provisória remanejar R$ 4 bilhões. Ainda assim, segundo Estevão, praticamente não há mais recursos disponíveis, a não ser créditos remanescentes do Banco do Brasil. "O Plano Safra que está em vigor nos bancos, fora o Banco do Brasil, acabou no fim de outubro. No fim de outubro não tinha mais Moderfrota", afirma. LEIA TAMBÉM Agrishow 2025 projeta R$ 15 bilhões em intenção de negócios; alta é de 10% Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq Divulgação/ Abimaq Juros dificultam financiamentos As baixas expectativas do setor com relação ao crédito rural têm como principal elemento a elevação da Selic. Utilizada pelo governo para controlar a inflação, a taxa básica de juros da economia está em 14,25% ao ano e encarece a obtenção de crédito de produtores rurais para a aquisição de máquinas agrícolas. Por um lado, é incerto se o governo federal terá condições de destinar recursos próprios para amenizar essa diferença na concessão das linhas do Plano Safra. Por outro, os juros nos bancos privados tendem a chegar à casa dos 20% com a taxa adicional que é cobrada - o spread bancário. A título de comparação, os juros praticados no Plano Safra que vence este ano variaram entre 7% e 12% ao ano. O acesso ao Moderfrota custou de 10,5% (médios produtores) a 11,5%. "Fora do Plano Safra, o banco capta a Selic, que está 14,25% e coloca mais o spread dele. Mesmo colocando o spread barato, eles colocam 3%, 3,5%, o negócio vai para 18%, 20%, aí fica caro, ou seja, o problema está na taxa de juros básica que é muito cara, aí fica caro para todo mundo", analisa o representante da Abimaq. Novidades tecnológicas para o campo na Agrishow 2024 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Vendas abaixo do potencial de mercado Nesse cenário, Estevão vê a necessidade de os produtores buscarem outras modalidades para viabilizar seus investimentos. "A gente ainda está abaixo do potencial de vendas do mercado, justamente em função da taxa de juros. Você vai ter muito negócio com outros instrumentos que não sejam financiamento. É venda à vista, venda a consórcio, outros instrumentos que não sejam financiamento, que ficou muito caro." Para este ano, a Abimaq projeta um aumento de 8,2% nas vendas de máquinas agrícolas, que devem somar R$ 65 bilhões, bem abaixo do resultado registrado em anos como o de 2022, quando a comercialização de tratores e colheitadeiras bateu recorde e atingiu R$ 91 bilhões. Ainda assim, contam a favor o aumento do valor bruto adicionado (VBP) da agropecuária - que totalizou R$ 1,45 trilhão em janeiro, 11% a mais do que em 2024 - e um maior ganho de receita dos produtores, associado a condições climáticas favoráveis para a produção de milho e soja. "Nas commodities, principalmente milho e soja, não é um ano exuberante, mas ninguém tem prejuízo, mas também não é exuberante. E a gente entende que esse ano é normal, sob o ponto de vista do agricultor. O que está nos atrapalhando é a taxa de juros." Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região



PIS/Pasep: veja passo a passo de como consultar se você tem dinheiro em fundo antigo


02/04/2025 05:00 - g1.globo.com


O fundo, usado para incrementar a renda de trabalhadores e servidores públicos entre 1971 e 1988, começou a pagar mais de 10 milhões de brasileiros desde 28 de março. Saiba se você tem dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep O abono salarial PIS-Pasep 2025, referente ao ano-base 2023, já está na sua segunda fase de pagamentos. Além desse benefício, mais de 10 milhões de brasileiros têm R$ 26,3 bilhões esquecidos na conta do antigo fundo PIS/Pasep, que já podem ser resgatados desde 28 de março. 🔎 Trata-se de um fundo que era usado para incrementar a renda de trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos entre 1971 e 1988. Ele é diferente do abono salarial PIS/Pasep pago atualmente. (entenda mais abaixo) O governo calcula que o saldo médio disponível para saque é de R$ 2,8 mil por pessoa, mas o montante varia de acordo com o tempo trabalhado e o salário recebido na época. Os valores estão corrigidos pela inflação. Se o ressarcimento não for solicitado até setembro de 2028, os valores serão definitivamente incorporados ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque. Portanto, é importante verificar e solicitar o saque o quanto antes. O trabalhador pode checar se tem dinheiro esquecido no fundo por meio do site Repis Cidadão, lançado neste mês pelo Ministério da Fazenda. A consulta também pode ser feita pelo aplicativo do FGTS. A plataforma Repis Cidadão também ensina o procedimento para retirar o dinheiro, inclusive com orientações específicas para herdeiros, no caso de falecimento do beneficiário. Para acessá-la, é necessário ter conta gov.br nos níveis prata ou ouro. Abaixo, o g1 mostra como consultar se você tem dinheiro esquecido no fundo PIS/Pasep e responde outras dúvidas sobre o assunto. Como consultar se tenho dinheiro esquecido? Como pedir o ressarcimento dos valores? Quando vou receber? O que é o antigo PIS/Pasep? 1. Como consultar se tenho dinheiro esquecido? REPIS Cidadão, site lançado pelo Ministério da Fazenda para facilitar consulta e saque do antigo PIS/Pasep Reprodução Acesse o site http://repiscidadao.fazenda.gov.br/; Clique em "entrar com gov.br". Se você não tiver uma conta no sistema do governo federal, veja aqui como fazer; Faça login com seu CPF e senha, e clique em "autorizar"; Informe o NIS (Número de Identificação Social) do beneficiário. Ele pode ser encontrado na carteira de trabalho, no extrato do FGTS, no site Meu INSS e no CadÚnico, entre outras opções; Clique em "pesquisar". E, se você tiver valores a receber, o site vai orientá-lo sobre as próximas etapas. Volte ao início. 2. Como pedir o ressarcimento? A plataforma Repis Cidadão também ensina o procedimento para retirar o dinheiro, inclusive com orientações específicas para herdeiros, no caso de falecimento do beneficiário. Para acessá-la, é necessário ter conta gov.br nos níveis prata ou ouro. O trabalhador pode protocolar o pedido de ressarcimento em uma agência da Caixa Econômica Federal ou fazer a solicitação pelo aplicativo do FGTS. Ele vai precisar fazer login no app, acessar a opção "mais", "ressarcimento PIS/Pasep" e seguir as orientações para anexar os documentos exigidos. Se o pedido for feito pelo próprio beneficiário, basta que ele tenha em mãos um documento de identidade oficial. Já no caso de herdeiros, será necessário apresentar: Certidão PIS/Pasep/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes habilitados à pensão por morte; ou Declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador do benefício; ou Autorização judicial ou escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores, se capazes e concordantes, atestando por escrito a autorização do saque e declarando não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos. Volte ao início. 3. Quando vou receber? Após a solicitação, a Caixa vai analisar o pedido e enviar as informações ao Ministério da Fazenda. O pagamento será realizado diretamente na conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital, de acordo com o calendário a seguir. Calendário de pagamentos do dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep Volte ao início. 4. O que é o antigo PIS/Pasep? O Programa de Integração Social (PIS) foi criado em 1970 para incrementar a poupança individual dos trabalhadores do setor privado. Logo depois, o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) foi lançado para servidores públicos civis e militares, inspirado no mesmo princípio. Em 1975, os recursos dos dois programas foram transferidos para um único fundo: o Fundo PIS-Pasep, que parou de funcionar 1988, quando foi substituído pelo abono salarial atual. Em 2020, as cotas do fundo que não haviam sido sacadas foram transferidas para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, três anos depois, para uma conta única do Tesouro Nacional. Desde então, a Caixa abriu para que os trabalhadores com dinheiro esquecido na conta peçam o ressarcimento dos valores. ▶️ O abono salarial atual — uma espécie de 14º salário, no valor de até um salário mínimo — é pago anualmente a trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que atendem aos requisitos do programa. Neste ano, têm direito ao abono pessoas que trabalharam durante pelo menos 30 dias em 2022 e receberam até dois salários-mínimos por mês. Veja aqui todas as regras e o calendário de pagamentos. Volte ao início. Initial plugin text Consulta ao abono salarial PIS-Pasep 2025 já está liberada



Famosos e bilionários: veja as celebridades mais ricas do mundo, segundo a lista da Forbes


02/04/2025 03:00 - g1.globo.com


Além de Elon Musk e outros bilionários, há celebridades do esporte, da música e do cinema que fazem parte dessa lista invejável, divulgada nesta terça-feira (1º). Saiba quem são as celebridades mais ricas do mundo, segundo a lista da Forbes APF/AP/REUTERS A revista Forbes divulgou nesta terça-feira (1º) a lista das pessoas mais ricas do mundo. Além de Elon Musk e outros bilionários, há celebridades do esporte, da música e do cinema que fazem parte dessa lista invejável. Além de famosos e talentosos, possuem uma bela conta bancária. Apesar de possuírem bilhões de dólares, o tamanho da fortuna das celebridades está longe do topo. O fundador da Tesla e homem mais rico do mundo tem um patrimônio de US$ 342 bilhões, enquanto o mais rico entre os famosos "só" tem US$ 5,3 bilhões. Veja abaixo a lista de famosos bilionários da revista Forbes. LEIA MAIS Elon Musk é homem mais rico do mundo em 2025; veja o top 10 Quem são as mulheres mais ricas do mundo, e de onde vêm suas fortunas Lista de bilionários da Forbes tem 55 brasileiros; veja quem são Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes Johannes von Baumbach: alemão de 19 anos é o bilionário mais jovem do mundo Quem é Mario Araripe, o único novato brasileiro na lista de bilionários da Forbes 2025 Lista de bilionários tem 288 novatos; Brasil ganha um bilionário, mas perde 16 Lista de bilionários da Forbes 2025: saiba quem são as pessoas mais ricas do mundo Steven Spielberg: US$ 5,3 bilhões Steven Spielberg chega ao Globo de Ouro 2023 Frederic J. Brown / AFP Idade: 78; Cidadania: Estados Unidos. Steven Spielberg se tornou famoso por dirigir alguns dos filmes mais icônicos do século XX, incluindo Tubarão, E.T., Indiana Jones e Jurassic Park. Não é a primeira vez que ele aparece na lista da Forbes. Em 1994, fez a primeira aparição na lista dos norte-americanos mais ricos. De lá para cá, além dos ganhos com filmes, Spielberg negociou para receber 2% das vendas de ingressos nos parques temáticos da Universal até o fim da vida. George Lucas: US$ 5,1 bilhões George Lucas dirige o robô C-3PO (Anthony Daniels) em 'Star Wars: Episódio II - Ataque dos Clones' Divulgação Idade: 80; Cidadania: Estados Unidos. George Lucas criou Star Wars, uma franquia que continua forte quase 50 anos após o lançamento do primeiro filme. Muitos filmes futuros estão planejados, incluindo The Mandalorian & Grogu, esperado para 2026. Apesar disso, ele não recebe mais dividendos das novas produções, pois vendeu os direitos de Star Wars em 2012, quando a Disney comprou sua produtora LucasFilm por US$ 4 bilhões em dinheiro e ações. Michael Jordan: US$ 3,5 bilhões Michael Jordan, maior astro do basquete dos EUA, em imagem de 2015 Charles Rex Arbogast / Arquivo / AP Photo Idade: 62; Cidadania: Estados Unidos. A lenda do basquete Michael Jordan se tornou o primeiro atleta a entrar na lista da Forbes das 400 pessoas mais ricas dos EUA em 2023, oito anos após se tornar o primeiro atleta bilionário. Jordan fez a maior parte de sua fortuna através de parcerias de marca. A Nike paga a ele mais de US$ 100 milhões por ano em royalties pela marca Jordan. Oprah Winfrey: US$ 3 bilhões A apresentadora Oprah Winfrey durante a convenção democrata, em 21 de agosto de 2024 REUTERS/Mike Segar Idade: 71; Cidadania: Estados Unidos. Oprah Winfrey ganhou fama como apresentadora do The Oprah Winfrey Show, que foi ao ar de 1986 a 2011. Em 2003, seus ganhos como apresentadora, atriz e produtora a tornaram bilionária — a primeira mulher negra a alcançar esse status. Winfrey continua a ganhar dinheiro no entretenimento, coestrelando o drama de guerra de 2024 The Six Triple Eight (Batalhão 6888). Atualmente, ela também investiu grande parte de sua fortuna em imóveis na Califórnia e no Havaí, onde possui mais de 800 hectares. Vincent McMahon: US$ 3 bilhões Idade: 79; Cidadania: Estados Unidos. Vince McMahon começou como locutor de TV para a empresa de luta livre de seu pai (então WWF, agora WWE) nos anos 1970. Ele comprou o negócio em 1982 e o transformou em uma potência global. McMahon fundiu a WWE com a UFC em 2023 para formar a TKO Group Holdings, da qual foi brevemente presidente antes de renunciar no ano passado em meio a alegações de má conduta sexual (que ele nega). Ele tem vendido sua participação na empresa. Jay-Z: US$ 2,5 bilhões Jay-Z Reprodução/TV Globo Idade: 55; Cidadania: Estados Unidos. O portfólio de Jay-Z é vasto, abrangendo ativos como sua marca de champanhe Armand de Brignac, sua marca de conhaque D’Usse, uma participação no Uber que ele comprou nos primeiros dias do aplicativo, uma impressionante coleção de arte (incluindo peças de Jean-Michel Basquiat) e, claro, seu próprio catálogo musical. Jay-Z lucrou com suas marcas de bebidas em 2021 e 2023, vendendo participações para a LVMH e Bacardi por centenas de milhões. Kim Kardashian: US$ 1,7 bilhão Autoridades afirmam que Kim Kardashian foi pagar para divulgar uma criptomoeda polêmica, sem revelar que havia recebido dinheiro para fazer o anúncio Getty Images Idade: 44; Cidadania: Estados Unidos. Kim Kardashian ganhou destaque através da TV de realidade, mas alcançou o status de bilionária graças à sua linha de roupas modeladoras Skims, que um fundo avaliou em 2023 em US$ 4 bilhões. Kardashian lançou uma marca de cuidados com a pele, SKKN By Kim, em 2022. Ela também possui uma coleção de casas, incluindo uma de US$ 40 milhões nos arredores de Los Angeles que compartilhava com o ex-marido Kanye West. Peter Jackson: US$ 1,7 bilhão Peter Jackson é diretor, cineasta e produtor cinematográfico GETTY IMAGES via BBC Idade: 63; Cidadania: Nova Zelândia. Os filmes de O Senhor dos Anéis renderam a Peter Jackson US$ 10 milhões cada um. Mas isso é pouco comparado ao que ele ganhou quando vendeu parte de sua empresa de efeitos visuais, Weta Digital, para a Unity Software em 2021. A Weta deu a Jackson US$ 1,6 bilhões em dinheiro e ações, dos quais ele obteve quase US$ 1 bilhão. Taylor Swift: US$ 1,6 bilhão Taylor Swift no VMA 2024 Evan Agostini/Invision/AP Idade: 35; Cidadania: Estados Unidos. Taylor Swift se tornou bilionária em 2023 após ganhar cerca de US$ 190 milhões na primeira etapa de sua famosa The Eras Tour. O restante de sua fortuna vem do valor de seu catálogo musical, além de royalties de música e turnês adicionais. Ela acumulou cerca de US$ 115 milhões em casas em Rhode Island e Tennessee. Magic Johnson: US$ 1,5 bilhão Magic Johnson Reprodução/Instagram Idade: 65; Cidadania: Estados Unidos. Membro do Hall da Fama do basquete, Magic Johnson fez sua fortuna por meio de investimentos inteligentes após o término de sua carreira. Eles incluem a compra de participações minoritárias nos Los Angeles Dodgers da MLB (com Todd Boehly) e nos Washington Commanders da NFL (com Justin Harris), além da compra da maioria da seguradora EquiTrust, com sede em Iowa, em 2015. Ele aumentou os ativos da empresa de US$ 16 bilhões para US$ 26 bilhões durante seus primeiros oito anos de propriedade. Além dessas celebridades, a Forbes listou mais oito. Tyler Perry (ator): US$ 1,4 bilhão; Tiger Woods (golfista): US$ 1,4 bilhão; Rihanna (cantora): US$ 1,4 bilhão; LeBron James (jogador de basquete): US$ 1,3 bilhão; Bruce Springsteen (cantor): US$ 1,2 bilhão; Dick Wolf (produtor): US$ 1,2 bilhão; Arnold Schwarzenegger (ator): US$ 1,1 bilhão; Jerry Seinfeld (humorista): US$ 1,1 bilhão.



Clube dos US$ 100 bilhões: lista da Forbes tem 15 superbilionários, sendo apenas uma mulher


02/04/2025 03:00 - g1.globo.com


Quem lidera o ranking é Elon Musk, o único no mundo com uma fortuna maior que US$ 300 bilhões. Na casa dos US$ 200 bilhões, estão Mark Zuckerberg e Jeff Bezos. Lista de bilionários da Forbes 2025: saiba quem são as pessoas mais ricas do mundo O mundo tem 15 superbilionários, que acumulam mais de US$ 100 bilhões, de acordo com a lista anual da Forbes divulgada nesta terça-feira (1º). Eles são investidores, herdeiros e empresários, muitos do ramo da tecnologia. Quem lidera o ranking é Elon Musk, o único no mundo com uma fortuna maior que US$ 300 bilhões. Na casa dos US$ 200 bilhões estão Mark Zuckerberg, CEO da Meta, e Jeff Bezos, fundador da Amazon. Com US$ 192 bilhões, Larry Ellison, cofundador da Oracle, vem na sequência, seguido pelo dono da maior empresa de artigos de luxo do mundo, Bernard Arnault; o megainvestidor Warren Buffett e os cofundadores do Google. (veja a lista completa abaixo) Em 15º lugar, a última do seleto "clube dos US$ 100 bilhões", está Alice Walton, a única mulher da lista e, portanto, a mais rica do mundo. Ela é filha de Sam Walton, fundador do Walmart, ao lado de seus dois irmãos. A maioria dos superbilionários é dos Estados Unidos. Apenas Bernard Arnault é francês e Amancio Ortega, cofundador da Inditex (dona da Zara), é espanhol. Com 40 anos de idade, o mais novo da lista é Mark Zuckerberg. O mais velho é Warren Buffet, de 94 anos. Veja abaixo quem são os 15 superbilionários de 2025. LEIA MAIS: Quem são as mulheres mais ricas do mundo, e de onde vêm suas fortunas Lista de bilionários da Forbes tem 55 brasileiros; veja quem são Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes Johannes von Baumbach: alemão de 19 anos é o bilionário mais jovem do mundo Quem é Mario Araripe, o único novato brasileiro na lista de bilionários da Forbes 2025 Lista de bilionários tem 288 novatos; Brasil ganha um bilionário, mas perde 16 1. Elon Musk: US$ 342 bilhões Elon Musk participa de um almoço no Capitólio em Washington, DC, em 5 de março de 2025 REUTERS/Kent Nishimura Elon Musk é dono da Tesla, fabricante de carros que foi uma das primeiras a apostar somente em modelos elétricos. Ele também comanda a rede social X e a SpaceX, empresa de voos espaciais, além de ter sido um dos fundadores da OpenAI, criadora do ChatGPT. Atualmente, o bilionário faz parte da equipe de governo dos Estados Unidos, do presidente Donald Trump, de quem é um dos principais aliados e ajudou a eleger. 2. Mark Zuckerberg: US$ 216 bilhões Mark Zuckerberg, CEO da Meta AP Photo/David Zalubowski Mark Zuckerberg criou o Facebook em 2004, quando tinha 19 anos. Ele abriu o capital da empresa em 2012 e, hoje, detém cerca de 13% das ações do grupo, que comanda também marcas como Instagram, WhatsApp e Threads. 3. Jeff Bezos: US$ 215 bilhões Lauren Sanchez e Jeff Bezos chegam à festa do Oscar da Vanity Fair após a 97ª edição do Oscar, em Beverly Hills, Califórnia, EUA, em 2 de março de 2025 REUTERS/Danny Moloshok Jeff Bezos começou a carreira em Wall Street e a deixou para fundar a Amazon em 1994, que se tornou uma gigante do varejo ao redor do mundo. Ele também é dono do jornal "Washington Post" e da empresa aeroespacial Blue Origin. 4. Larry Ellison: US$ 192 bilhões Larry Ellison, fundador da Oracle Oracle PR via Hartmann Studios Larry Ellison é presidente, diretor de tecnologia e cofundador da gigante de software Oracle, da qual possui cerca de 40%, de acordo com a Forbes. Ele deixou o cargo de CEO da empresa em 2014, após 37 anos no comando. 5. Bernard Arnault: US$ 178 bilhões Bernard Arnault, CEO da LVMH, ao chegar para participar de um jantar de estado oficial no Palácio do Eliseu, em Paris, em 6 de maio de 2024. Ludovic Marin/AFP Bernard Arnault é dono da maior empresa de artigos de luxo do mundo. O grupo LVMH reúne 70 grifes – como Louis Vuitton, Dior, Sephora e Tiffany's. 6. Warren Buffett: US$ 154 bilhões Presidente da Berkshire Hathaway, Warren Buffett, comparece à reunião anual de acionistas da Berkshire Hathaway Inc em Omaha, Nebraska, EUA, em 3 de maio de 2024 REUTERS/Scott Morgan O megainvestidor Warren Buffett, de 94 anos, é dono da Berkshire Hathaway, que possui dezenas de empresas, incluindo a seguradora Geico, a fabricante de baterias Duracell e a rede de restaurantes Dairy Queen. 7. Larry Page: US$ 144 bilhões Larry Page Photo credit: niallkennedy on Visualhunt.com Larry Page e Sergey Brin, que está em 8º lugar no ranking da Forbes, fundaram o Google em 1998. Em 2015, criaram a Alphabet, o "guarda-chuva" debaixo do qual estão as várias empresas do grupo, incluindo o Google Inc, responsável pelo buscador, o YouTube, o Chrome, o Android e o Gmail. 8. Sergey Brin: US$ 138 bilhões Sergey Brin na festa do Oscar da Vanity Fair após a 97ª edição do Oscar, em Beverly Hills, Califórnia, EUA, em 2 de março de 2025 REUTERS/Danny Moloshok Cofundador do Google, Sergey Brin foi colega de doutorado de Larry Page. Ele se mudou da Rússia para os EUA quando tinha 6 anos de idade, após o antissemitismo contra sua família, segundo a Forbes. 9. Amancio Ortega: US$ 124 bilhões Amancio Ortega, fundador da Zara Reuters/Miguel Vidal/Foto de arquivo O espanhol Amancio Ortega é cofundador da Inditex, conhecida por sua rede varejista Zara. Atualmente, aos 89 anos, ele é dono de 60% da empresa, que tem oito marcas e 5 mil lojas ao redor do mundo. 10. Steve Ballmer: US$ 118 bilhões Steve Ballmer Arquivo pessoal Steve Ballmer ingressou na Microsoft em 1980 como funcionário número 30 e liderou a empresa entre 2000 e 2014. No mesmo ano em que se aposentou, ele comprou o time de basquete Los Angeles Clippers, da NBA. 11. Rob Walton: US$ 110 bilhões Rob Walton antes de um jogo de futebol americano da NFL no Empower Field em Mile High, em 2023, em Denver AP/David Zalubowski Rob Walton é o filho mais velho do fundador do Walmart, Sam Walton. Ele assumiu a presidência da empresa após a morte de seu pai em 1992, e se aposentou em 2015. Em 2022, um grupo liderado por Walton comprou o Denver Broncos da NFL por US$ 4,7 bilhões. 12. Jim Walton: US$ 109 bilhões Rob Walton, à esquerda, olha para seu irmão Jim Walton, à direita, durante a reunião anual de acionistas do Wal-Mart em Fayetteville, Arkansas, em 2014 AP Photo/Sarah Bentham Jim Walton é o filho mais novo do fundador do Walmart, Sam Walton. Ele é presidente do Arvest Bank Group da família, que possui ativos de US$ 26 bilhões, segundo a Forbes. 13. Bill Gates: US$ 108 bilhões Bill Gates durante o Fórum Econômico Mundial, em maio de 2022 Reuters/Arnd Wiegmann Bill Gates abandonou a faculdade de Harvard para fundar a Microsoft com Paul Allen, falecido em 2018. Ele diversificou sua fortuna na empresa de software para dezenas de participações, incluindo a empresa de descarte de resíduos Republic Services e a fabricante de tratores Deere & Co. 14. Michael Bloomberg: US$ 105 bilhões Michael Bloomberg levanta a mão para falar no debate dos pré-candidatos democratas Mike Blake/Reuters Michael Bloomberg foi cofundador da empresa de mídia e informações financeiras Bloomberg LP em 1981. Ele investiu o capital inicial na empresa e agora é dono de 88% do negócio, de acordo com a Forbes. Bloomberg também foi prefeito da cidade de Nova York por 12 anos, de 2002 a 2013, e lançou uma candidatura malsucedida à presidência na corrida de 2020. 15. Alice Walton: US$ 101 bilhões Alice Walton, filha do fundador da Wal-Mart, Sam Walton Reuters/Rick Wilking Alice Walton é a única filha do fundador do Walmart, Sam Walton. Ela se concentrou na curadoria de arte, em vez de servir no conselho do Walmart como seus irmãos, Rob e Jim. Em 2011, ela abriu o Museu Crystal Bridges de Arte Americana em sua cidade natal, Bentonville, Arkansas.



Apenas 2 dos top 10 bilionários da tecnologia viram suas fortunas encolherem em um ano; veja quem


02/04/2025 03:00 - g1.globo.com


A maioria ficou mais rica de um ano para o outro, mas Bill Gates e Steve Ballmer, ambos da Microsoft, viram suas fortunas encolherem, segundo a lista da Forbes. Musk, Zuckerberg e Bill Gates: por que os bilionários da tecnologia estão 'mais pobres' em 2023 Reprodução A revista Forbes divulgou a lista das pessoas mais ricas do mundo em 2025. Como acontece todos os anos, o ranking é dominado por bilionários do setor de tecnologia, incluindo Elon Musk, Mark Zuckerberg e Jeff Bezos. Comparado ao ano passado, a maioria deles aumentou sua fortuna em 2025. No entanto, a lista revela que dois nomes perderam dinheiro: Bill Gates e Steve Ballmer, ambos bilionários que fizeram fortuna na Microsoft. No ranking de 2024, no setor de tecnologia, Gates era o 5º mais rico, enquanto Ballmer ocupava a 6ª posição. Em 2025, Ballmer aparece em 7º lugar, e Gates caiu para 8º. Entre os demais bilionários da tecnologia, o destaque é Elon Musk - sua fortuna saltou de US$ 195 bilhões em 2024 para US$ 342 bilhões neste ano, um crescimento expressivo em relação aos seus colegas. Veja, a seguir, as pessoas mais ricas da tecnologia em 2025, segundo a Forbes: 1º Elon Musk Elon Musk, dono do X, da SpaceX e da Tesla, em reunião na Casa Branca, em 26 de fevereiro de 2025 Reuters/Bryan Snyder Fortuna em 2025: US$ 342 bilhões Fortuna em 2024: US$ 195 bilhões Fortuna em 2023: US$ 180 bilhões Dono do X, da Tesla e da SpaceX, Elon Musk é hoje a pessoa mais rica do mundo, atrás apenas de Mark Zuckerberg, da Meta. Filho mais velho de um sul-africano e de uma canadense de classe alta, o empresário nasceu em Pretória, na África do Sul, em 1971. Ele já foi casado duas vezes e teve 12 filhos. Atualmente, o bilionário também faz parte da equipe de governo dos Estados Unidos, do presidente Donald Trump, de quem é um dos principais aliados e ajudou a eleger. Musk comanda o Departamento de Eficiência (DOGE), uma espécie de conselho voltado para cortes de gastos públicos. 2º Mark Zuckerberg Mark Zuckerberg, CEO da Meta AP Photo/David Zalubowski Fortuna em 2025: US$ 216 bilhões Fortuna em 2024: US$ 177 bilhões Fortuna em 2023: US$ 64 bilhões Mark Zuckerberg é o atual CEO da Meta, grupo responsável pelas maiores redes sociais do planeta, como Facebook, Instagram, WhatsApp, além do Threads — sua plataforma mais recente. Zuckerberg criou o Facebook em 2004, quando tinha apenas 19 anos. Ele abriu o capital da empresa em 2012 e, hoje, detém cerca de 13% das ações do grupo. Em 2021, ele mudou o nome da empresa para Meta, a fim de direcionar o foco dela para o metaverso — uma estratégia que até o momento não mostrou resultados. 3º Jeff Bezos Lauren Sanchez e Jeff Bezos chegam à festa do Oscar da Vanity Fair após a 97ª edição do Oscar, em Beverly Hills, Califórnia, EUA, em 2 de março de 2025 REUTERS/Danny Moloshok Fortuna em 2025: US$ 215 bilhões Fortuna em 2024: US$ 194 bilhões Fortuna em 2023: US$ 114 bilhões Jeff Bezos é o terceiro homem mais rico do mundo, com uma fortuna de US$ 215 bilhões, segundo a Forbes. Ele é o fundador da gigante varejista Amazon, dono do jornal Washington Post e da Blue Origin, empresa aeroespacial. Bezos é de Albuquerque, no Novo México (EUA). É formado em engenharia elétrica e ciências da computação pela Universidade de Princeton. Ele começou a carreira em Wall Street, que deixou para fundar a Amazon em 1994, ainda como uma loja on-line de livros chamada de "Cadabra". Ele deixou o cargo de CEO da Amazon em 2021 para ter mais tempo e energia para focar no Washington Post, do qual é dono desde 2013, e na Blue Origin. Bezos já foi o homem mais rico do mundo em julho de 2017 e entre 2018 e 2021. 4º Larry Ellison Larry Ellison, fundador da Oracle. Oracle PR via Hartmann Studios Fortuna em 2025: US$ 192 bilhões Fortuna em 2024: US$ 141 bilhões Fortuna em 2023: US$ 107 bilhões Larry Ellison é presidente, diretor de tecnologia e cofundador da gigante de software Oracle, da qual possui cerca de 40%, de acordo com a Forbes. Ele deixou o cargo de CEO da empresa em 2014, após 37 anos no comando. Assim como Musk, ele investiu na montadora Tesla e atuou no conselho da empresa de 2018 até 2022. No ano passado, Ellison ganhou posições no ranking com a valorização da Oracle em meio ao esforço para incorporar inteligência artificial aos seus serviços em nuvem, o que impulsionou os resultados do primeiro trimestre e ajudou a diminuir a diferença em relação aos líderes de mercado. Além disso, a Oracle está fazendo parcerias com provedores de serviços de nuvem rivais, para tornar mais simples para os clientes conectarem seus dados entre fornecedores. 5º Larry Page Larry Page, em foto de 19 de agosto de 2004 Kathy Willens/AP PHOTO Fortuna em 2025: US$ 144 bilhões Fortuna em 2024: US$ 114 bilhões Fortuna em 2023: US$ 79 bilhões Larry Page é cofundador do Google e tem hoje uma fortuna de US$ 144 bilhões. Em 2015, ele e Sergey Brin criaram a Alphabet, o "guarda-chuva" debaixo do qual estão as várias empresas do grupo, incluindo o Google, responsável pelo buscador, o YouTube, o Chrome, o Android e o Gmail. Page deixou de ser CEO a Alphabet em 2019, mas permaneceu como membro do conselho e acionista controlador. 6º Sergey Brin Sergey Brin na festa do Oscar da Vanity Fair após a 97ª edição do Oscar, em Beverly Hills, Califórnia, EUA, em 2 de março de 2025 REUTERS/Danny Moloshok Fortuna em 2025: US$ 138 bilhões Fortuna em 2024: US$ 110 bilhões Fortuna em 2023: US$ 76 bilhões Cofundador do Google, Sergey Brin foi colega de doutorado de Larry Page. Ele se mudou da Rússia para os EUA quando tinha 6 anos de idade, após o antissemitismo contra sua família, segundo a Forbes. Brin deixou o cargo de presidente da Alphabet em dezembro de 2019, mas também continuou como acionista controlador e membro do conselho. 7º Steve Ballmer Steve Ballmer Arquivo pessoal Fortuna em 2025: US$ 118 bilhões ⬇️ Fortuna em 2024: US$ 121 bilhões Fortuna em 2023: US$ 80 bilhões Steve Ballmer entrou na Microsoft em 1980 como funcionário número 30 e liderou a empresa entre 2000 e 2014. No mesmo ano em que se aposentou, ele comprou o time de basquete Los Angeles Clippers, da NBA. Ballmer também passou a focar na filantropia, doando mais de US$ 2 bilhões em um fundo recomendado por doadores, segundo a Forbes. 8º Bill Gates Bill Gates durante Fórum Econômico Mundial de 2018 em Davos. Denis Balibouse/Reuters Fortuna em 2025: US$ 108 bilhões ⬇️ Fortuna em 2024: US$ 128 bilhões Fortuna em 2023: US$ 104 bilhões Bill Gates é o fundador da Microsoft e, hoje, tem uma fortuna de US$ 108 bilhões. Ele foi presidente-executivo da dona do Windows por 25 anos, permaneceu como presidente até 2014 e deixou o conselho em 2020. Atualmente, ele tem investimentos em dezenas de empresas e é um dos maiores proprietários de terras agrícolas nos EUA. Gates já foi a pessoa mais rica do mundo entre 1995 e 2017, com intervalos em 2008, 2010 e 2013. Perdeu o posto definitivamente quando foi ultrapassado por Jeff Bezos. 9º Jensen Huang Jensen Huang, fundador da empresa de tecnologia NVIDIA. Reprodução/Instagram/NVIDIA Fortuna em 2025: US$ 98 bilhões Fortuna em 2024: US$ 77 bilhões Fortuna em 2023: US$ 21 bilhões Nascido em Taiwan, Jensen Huang é cofundador da Nvidia, fabricante de chips e semicondutores que tem se tornado a queridinha na bolsa de valores norte-americana graças aos investimentos que tem feito em inteligência artificial (IA). Huang preside a companhia desde a sua fundação, em 1993. E o império fez com que ele se tornasse agora a 16ª pessoa mais rica do mundo no ranking geral da Forbes. 10º Michael Dell Michael Dell Reprodução/X Fortuna em 2025: US$ 97 bilhões Fortuna em 2024: US$ 91 bilhões Fortuna em 2023: US$ 50 bilhões Michael Dell é fundador da companhia com seu nome, a Dell Technologies. A empresa foi fundada em 1984 em um dormitório universitário e, hoje, é um dos destaques no ramo da computação. IA de Musk diz que o bilionário é um dos principais 'espalhadores de desinformação' no X Entenda a polêmica da trend do 'Studio Ghibli' 'Biscoiteiros': Chefs conquistam a internet com sensualidade na cozinha



Clube dos 90+: veja quem são os bilionários mais velhos do mundo em 2025


02/04/2025 03:00 - g1.globo.com


Lista de bilionários da Forbes tem 98 pessoas com 90 anos ou mais entre as mais ricas do mundo; apenas uma é brasileira. Quem são os bilionários mais velhos do mundo em 2025, segundo a Forbes O norte-americano George Joseph, fundador da seguradora Mercury General, é o bilionário mais velho da lista da Forbes de 2025. Com 103 anos, o empresário soma uma fortuna de US$ 1,9 bilhão (o equivalente a R$ 10,9 bilhões). Além dele, Robert Kuok, o homem mais rico da Malásia, David Murdock, ex-presidente da multinacional agrícola Dole Food, e S. Daniel Abraham, fundador da Slimfast, completam o quarteto de centenários da lista com patrimônio na casa do bilhão. A lista de bilionários 90+ da Forbes conta ainda com 15 mulheres e uma brasileira. Veja nesta reportagem: Quem são os bilionários mais velhos do mundo? Quem é o nonagenário mais rico do mundo? Quem é a bilionária mais velha do Brasil? Quais outros grandes nomes estão na lista? Veja a lista dos bilionários mais velhos do mundo Quem são os bilionários mais velhos do mundo? George Joseph: 103 anos George Joseph, fundador da seguradora Mercury General Jae C. Hong/ AP Photo O bilionário mais velho do mundo na lista da Forbes é o norte-americano George Joseph. Fundador da seguradora Mercury General, o empresário completou 103 anos no último 11 de setembro e soma uma fortuna de US$ 1,9 bilhão (R$ 10,9 bilhões). Nascido em 1921, o centenário foi criado ao longo da Grande Depressão — nome dado a uma das maiores crises financeiras do mundo, que aconteceu em 1929 — e chegou a ser piloto durante a 2ª Guerra Mundial. Formado em Harvard em 1949, com especialização em matemática e física, Joseph fundou a Mercury General em 1962, após conseguir levantar aproximadamente US$ 2 milhões em capital. Para atrair clientes, oferecia seguros com taxas reduzidas para motoristas que dirigiam de forma mais segura do que a média norte-americana. Atualmente a Mercury General oferece seguros automotivos, residenciais e contra incêndios, e possui capital aberto na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). Joseph possui 35% do controle da companhia. O bilionário é casado e possui cinco filhos. Robert Kuok: 101 anos Robert Kuok, o homem mais rico da Malásia. Associated Press O homem mais rico da Malásia também está entre os quatro centenários da lista de bilionários da Forbes. Com 101 anos e uma fortuna de US$ 12,1 bilhões (R$ 69,5 bilhões), Robert Kuok é dono do Kuok Group, um conglomerado multinacional que atua nas áreas marítima, imobiliária, de logística, de hotelaria, de alimentação, e do agronegócio. O empresário também é o responsável por fundar a rede de hotéis e resorts Shangri-La, em Singapura, em 1971. Além disso, os negócios do bilionário são mantidos dentro da família. Seu filho mais velho, Beau Kuok é o presidente do Kuok Group, enquanto seu filho mais novo, Kuok Khoon Hua, é presidente da Kerry Properties, uma empresa imobiliária de Hong Kong. Já o sobrinho do bilionário, Kuok Khoon Hong, lidera a Wilmar International, uma holding (empresa de participações) de investimentos e processamento de alimentos em Singapura, enquanto o neto, Kuok Meng Wei, lidera o investimento de US$ 10 bilhões (R$ 57,4 bilhões) da família em data centers de inteligência artificial (IA), por meio da K2 Strategic. O empresário, formado na Raffles College, em Singapura, é casado e tem oito filhos. David Murdock: 101 anos David Murdock, ex-presidente da Dole Food Products, em novembro de 2008, em Nova York. Getty Images via AFP O empresário norte-americano David Murdock, com 101 anos e uma fortuna de US$ 3,7 bilhões (cerca de R$ 21,3 bilhões), também está entre os mais velhos da lista de bilionários da Forbes. Murdock, que ficou na liderança da Dole Food Products durante 35 anos, deixou o conselho da empresa em 2021, antes de a companhia realizar lançar suas ações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). Segundo a Forbes, o empresário chegou a ter uma passagem pelo exército norte-americano durante a 2ª Guerra Mundial. Depois, ele passou a desenvolver propriedades no Arizona, nos Estados Unidos. Atualmente, o bilionário possui um conjunto de propriedades residenciais e comerciais no país, além de possuir uma coleção de cavalos árabes. S. Daniel Abraham: 100 anos O empresário, filantropo e investidor Samuel Daniel Abraham, de 100 anos, completa o quarteto de centenários com patrimônio na casa do bilhão da lista da Forbes. Abraham tem uma fortuna de US$ 2,4 bilhões (R$ 13,8 bilhões). Abraham nasceu em agosto de 1924 e construiu sua fortuna por meio de vários empreendimentos. Na década de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, o bilionário serviu como soldado de infantaria no Exército dos Estados Unidos. Em 1947, após retornar de uma viagem à Europa como membro do Exército norte-americano, o empresário comprou a Thompson Medical Company — que produzia alimentos dietéticos e medicamentos de venda livre. O interesse do empresário na indústria de perda de peso o levou, mais tarde, a criar a SlimFast Foods, em 1976. Segundo a Forbes, as vendas explodiram na década de 1980, quando o ex-técnico do LA Dodgers, Tommy Lasorda, se tornou o porta-voz da companhia. Em 2000, Abraham vendeu a empresa para a Unilever por US$ 2,3 bilhões (R$ 13,2 bilhões). Desde então, o bilionário adotou uma estratégia de investimento avessa ao risco, mantendo a maior parte de sua fortuna em dinheiro e ativos líquidos. Dedicado à filantropia, Abraham defende a melhoria dos cuidados de saúde e nutrição, incentiva a paz no Oriente Médio e a ampliação das oportunidades educacionais. Ele é fundador do Centro S. Daniel Abraham para a Paz no Oriente Médio e também fez doações para uma série de órgãos e instituições. LEIA MAIS Elon Musk é homem mais rico do mundo em 2025; veja o top 10 Quem são as mulheres mais ricas do mundo, e de onde vêm suas fortunas Lista de bilionários da Forbes tem 55 brasileiros; veja quem são Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes Johannes von Baumbach: alemão de 19 anos é o bilionário mais jovem do mundo Quem é Mario Araripe, o único novato brasileiro na lista de bilionários da Forbes 2025 Lista de bilionários tem 288 novatos; Brasil ganha um bilionário, mas perde 16 Volte ao início. Quem é o nonagenário mais rico do mundo? Warren Buffett em Omaha, Nebraska (EUA) no último dia 6 de maio de 2018. Nati Harnik / AP O título de nonagenário mais rico do mundo, por sua vez, fica com megainvestidor Warren Buffett. Aos 94 anos, o bilionário acumula um patrimônio de mais de US$ 154 bilhões (o equivalente a R$ 884,3 bilhões) e ocupa a 6ª posição da lista da Forbes. VEJA AQUI O TOP 10. O montante registrado representa um aumento de 15,8% no patrimônio do bilionário em um ano — em 2024, a fortuna de Buffet era de US$ 133 bilhões. Conhecido como o "Oráculo de Omaha", Buffett é considerado por muitos o investidor mais bem-sucedido do século XX. Ele é o principal acionista e o presidente do Conselho de Administração do grupo Berkshire Hathaway. Nascido em 1930 nos Estados Unidos, o Buffett começou a investir em ações ainda bem jovem, influenciado pelo pai, que trabalhava como operador do mercado financeiro. Ele comprou suas primeiras ações com apenas 11 anos. Empresário desde cedo, seu primeiro negócio foi no colégio, quando ele e um amigo compraram uma máquina de pinball e a instalaram em uma barbearia. Com o lucro, os amigos compraram instalaram outras três máquinas e, em pouco tempo, venderam o negócio por US$ 1,2 mil. Depois, em 1956, o megainvestidor abriu a Buffett Partnership, fazendo lucro ao investir em empresas que estavam avaliadas abaixo de seu real valor. Foi por meio dessa empresa de participações que, quatro anos depois, o empresário começou a comprar ações da Berkshire Hathaway, do setor têxtil, até que, em 1965, já comandava a companhia. Com isso, desmanchou a Buffett Partnership para focar no novo negócio. Aos poucos, a Berkshire Hathaway saiu do ramo têxtil e passou a comprar ativos de vários setores para fundar um conglomerado. Entre as grandes empresas das quais Buffett possui participação inteira ou parcial estão: Apple, Coca-Cola, American Express, Duracell, entre outras. Com formação na Universidade de Columbia e na Universidade de Nebraska-Lincoln, Buffett é casado e tem três filhos. Volte ao início. Quais é a bilionária mais velha do Brasil? Lucia Maggi Divulgação/Amaggi Neste ano, o Brasil teve apenas um nome na lista de bilionários mais velhos do mundo da Forbes: Lucia Borges Maggi, cofundadora do Grupo Maggi. A brasileira mais velha da lista é a empresária Lucia Borges Maggi, de 92 anos. Cofundadora do Grupo Maggi, um dos maiores produtores de soja e de outras commodities do país, a bilionária possui uma fortuna estimada de US$ 1 bilhão (R$ 5,7 bilhões). O sobrenome Maggi tornou-se notável no agronegócio brasileiro com a fundação do Grupo Amaggi, em 1977, em São Miguel do Iguaçu (PR), que nasceu com o nome de Sementes Maggi. Lucia e o marido, André, iniciaram juntos a empresa. Dois anos depois, a companhia chegou ao Mato Grosso, que se tornou o estado-símbolo do cultivo do grão. Em 2001, após a morte de André, a viúva e mãe de cinco filhos passou a ser a principal acionista da empresa. Volte ao início. Quais outros grandes nomes estão na lista? Além dos já citados, outros nomes conhecidos entre os bilionários nonagenários da Forbes são: Goh Cheng Liang: 97 anos O bilionário obtém a maior parte de sua fortuna, estimada em US$ 13 bilhões (R$ 74,7 bilhões) de uma participação majoritária na japonesa Nippon Paint Holdings, a quarta maior fabricante e tintas do mundo em receita, indicou a Forbes. Ele tem 97 anos de idade. Ele começou a produzir tintas em uma pequena fábrica em Singapura antes de se tornar parceiro da Nippon Paints em 1962. Ele é viúvo e tem três filhos. Rupert Murdoch: 94 anos Rupert Murdoch chega à Suprema Corte do Estado de Nova York REUTERS Com uma fortuna estimada em US$ 23 bilhões (R$ 132 bilhões), Rupert Murdoch é um empresário e magnata da mídia e tem 94 anos de idade. Conhecido por ser um dos nomes mais icônicos e polêmicos do setor — muito por conta do seu conservadorismo —, o bilionário construiu um império que inclui os canais de televisão Fox e os jornais "The Wall Street Journal", "The Sun", e "The Times of London". O empresário é casado de Elena Zhukova, e tem seis filhos. George Soros: 94 anos George Soros, fundador e presidente da Open Society Foundations. Francois Mori/ AP O magnata dos fundos de investimentos, George Soros, também está na lista. Com 94 anos e uma fortuna estimada em US$ 7,2 bilhões (R$ 41,3 bilhões), o bilionário administrou dinheiro de clientes em Nova York de 1969 a 2011. Nascido na Hungria, deixou seu país de origem aos 17 anos e ingressou na London School of Economics trabalhando como garçom e carregador ferroviário. É casado e tem cinco filhos. Doris Fisher: 93 anos A empresária Doris Fisher, cofundadora da varejista de roupas Gap, também está na lista de bilionários. Aos 93 anos, ela é dona de uma fortuna de US$ 1,5 bilhão (R$ 8,6 bilhões). Ela atuou na empresa desde o dia em que foi fundada até 2009, quando deixou o conselho de administração da companhia. Graduada em economia em Stanford, a viúva tem três filhos. Giorgio Armani: 90 anos Giorgio Armani, 90, aceita aplausos após um dos desfiles de sua marca. Antonio Calanni/ AP Photo Uma das lendas vivas do mundo da moda, Giorgio Armani também está na lista de bilionários mais velhos da Forbes. Com 90 anos e uma fortuna estimada em US$ 11 bilhões (R$ 63,2 bilhões), ele está na 208ª colocação do ranking dos mais ricos. Segundo a Forbes, Armani deixou a faculdade de medicina para cumprir o serviço miliar e depois conseguiu um emprego como comprador e vitrinista na loja de departamentos La Rinascente, em Milão. Ele saiu para desenhar roupas para Nino Cerutti e, finalmente, lançou sua própria linha em meados da década de 1970, com a ajuda de seu parceiro Sergio Galeotti. Seu negócio cresceu depois que ele foi convidado para desenhar o guarda-roupa do ator Richard Gere para o filme Gigolô Americano, um sucesso dos anos 1980. Volte ao início. Veja a lista dos bilionários mais velhos do mundo Volte ao início.



Mega-Sena, concurso 2.847: prêmio acumula e vai a R$ 51 milhões


01/04/2025 23:05 - g1.globo.com


Veja as dezenas sorteadas: 03 - 05 - 22 - 35 - 53 - 56. Quina teve 125 apostas ganhadoras; cada uma vai levar R$ 26.421,84. Mega-Sena Marcelo Brandt/Arquivo g1 O sorteio do concurso 2.847 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (1º), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 51 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 03 - 05 - 22 - 35 - 53 - 56 5 acertos - 125 apostas ganhadoras: R$ 26.421,84 4 acertos - 6.954 apostas ganhadoras: R$ 678,48 O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (3). Mega-Sena concurso 2.847 Caixa / Reprodução Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.



OpenAI levanta mais US$ 40 bilhões e fica no patamar de SpaceX e ByteDance


01/04/2025 22:41 - g1.globo.com


Com novos investimentos, valor de mercado da dona do ChatGPT chegará a US$ 300 bilhões, quase o dobro do estimado em outubro passado. Principal financiador é o grupo japonês SoftBank. Empresa OpenAI lançou novo modelo de IA capaz de raciocinar e resolver questões complexas Dado Ruvic/Reuters A OpenAI anunciou na última segunda-feira (31) que levantará até US$ 40 bilhões em uma nova rodada de financiamento liderada pelo SoftBank Group. Com isso, a dona do ChatGPT passa a ser avaliada em US$ 300 bilhões, quase o dobro do que foi estimado em uma rodada anterior, em outubro. E fica no patamar de empresas como SpaceX e ByteDance, dona do TikTok, que são de capital fechado (não estão na bolsa de valores). Investimento depende de mudanças O SoftBank, grupo japonês de investimentos em tecnologia, disse que vai financiar a startup de inteligência artificial com US$ 10 bilhões em meados de abril e mais US$ 30 bilhões em dezembro. Os recursos dessa nova rodada serão usados em pesquisa de inteligência artificial, expansão de infraestrutura computacional e aprimoramento de ferramentas, segundo a OpenAI. Mas esses investimentos dependem de a OpenAI se tornar uma companhia com fins lucrativos até o final do ano. Se essa reestruturação fracassar, o SoftBank disse que o valor total de investimento na rodada cairá para US$ 20 bilhões. Elon Musk tentou barrar mudança na OpenAI Ex-sócios e agora rivais: a relação entre Musk e Sam Altman "A IA é uma força definidora que está moldando o futuro da humanidade. Nossa parceria ampliada com a OpenAI acelera nossa visão compartilhada para desbloquear todo o seu potencial", disse Masayoshi Son, presidente-executivo do SoftBank Group. A OpenAI está fazendo uma parceria com a SoftBank e a Oracle para estabelecer uma rede de data centers no âmbito do projeto norte-americano de IA Stargate, orçado em US$ 500 bilhões. O SoftBank planeja distribuir US$ 10 bilhões de seu investimento total na OpenAI para outros coinvestidores que não foram citados. Uma pessoa familiarizada com o assunto disse à Reuters que o restante do financiamento virá de Microsoft, Coatue Management, Altimeter Capital e Thrive Capital. "A OpenAI tem planos muito ambiciosos em muitas frentes e precisa de muito capital para atingir esses objetivos", disse Gil Luria, analista da D.A. Davidson & Co. "A lista de investidores que desejam apoiar esse escopo diminuiu e pode estar amplamente limitada à SoftBank, que pode não ter o capital necessário." Leia também: Elon Musk vende o X para sua própria empresa de inteligência artificial Sam Altman, CEO da OpenAI Reuters IA de Musk diz que o bilionário é um dos principais 'espalhadores de desinformação' no X Entenda a polêmica da trend do 'Studio Ghibli'



Ministério Público do DF investiga compra do Banco Master pelo BRB


01/04/2025 21:33 - g1.globo.com


Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) pretende esclarecer circunstâncias de compra e venda de ações. Agências do Banco Master e do Banco de Brasília. Banco Master/Divulgação e Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) investiga a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A investigação será feita pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep), que instaurou um inquérito civil, de ofício, nesta terça-feira (1°). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Segundo o MPDFT, a Prodep pretende esclarecer as circunstâncias de compra e venda de ações entre o BRB e os acionistas controladores do Banco Master. O Conselho do BRB aprovou a compra da instituição financeira na sexta-feira (28). O Banco Central do Brasil e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) devem analisar a negociação. 🔎 A estimativa inicial do BRB é que o valor da compra do Master fique entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões. Outras apurações Nesta terça (1°), o Ministério Público de Contas do DF (MPCDF) também informou que investiga a compra. Foi solicitado, formalmente ao BRB, informações e acesso à íntegra do processo administrativo relacionado à aquisição de participação no Banco Master. Essa investigação do MPCDF está em andamento, sob sigilo; Caso sejam identificadas irregularidades, o MPCDF poderá apresentar uma representação ao Tribunal de Contas do DF. Presidente do BRB diz que compra é 'grande oportunidade' Presidente do BRB fala sobre aquisição do Banco Master Em entrevista no jornal Em Ponto, da GloboNews, nesta terça-feira (1º), o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirmou que aquisição de 58% do Banco Master tem como objetivo complementar as atuações da instituição pública em todo o país (veja vídeo acima). "O [banco] Master é uma grande oportunidade para o BRB, que sempre atuou no varejo e nunca conseguiu se posicionar no atacado. Vai agregar atuação em médias e grandes empresas, em mercado de capitais, em câmbio", afirmou Paulo Henrique Costa. Segundo o presidente do BRB, além da aprovação dos órgãos reguladores, algumas cláusulas precisam ser cumpridas para que o negócio seja concluído: reorganização societária, e empresas que deixam de fazer parte da carteira do Banco Master. 👉 O Sindicato dos Bancários do Distrito Federal disse, em nota publicada no domingo (30), que tem "profunda preocupação" com a possibilidade de gestão temerária do BRB, diante da compra do Banco Master, no que tange ao interesse público e a segurança econômica da instituição. O BRB O Banco de Brasília S.A. (BRB) foi criado em dezembro de 1964 com o objetivo de ser um agente financeiro para captar os recursos necessários para o desenvolvimento do Distrito Federal. Em 1991, passou a ser um banco com as carteiras: comercial, câmbio, desenvolvimento e imobiliária. A empresa é uma sociedade de economia mista, de capital aberto, e o acionista majoritário é o Governo do Distrito Federal (71,92%). O BRB é uma instituição financeira com atuação no Distrito Federal e com agências no Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Bahia e Paraíba. O Banco Master Fundado em 1974 como corretora de valores e título imobiliários, o Banco Master teve a aprovação do Banco Central para operar como instituição financeira em 1990, ainda com o nome de Banco Máxima. Após a compra do Banco Vipal, a instituição foi renomeada como Banco Master, em 2021. LEIA TAMBÉM: INVESTIGAÇÃO: Polícia do DF diz ter identificado nome real de homem que disse ser criminoso procurado no Paraná CIRURGIA: Anestesista omitiu informações em prontuário após cirurgia que deixou menino em estado semivegetativo, diz denúncia Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.



Dinheiro esquecido do PIS/Pasep: trabalhadores já sacaram R$ 51,6 milhões; veja se você tem direito


01/04/2025 18:18 - g1.globo.com


Brasileiros que têm valores a receber devem pedir o ressarcimento numa agência da Caixa ou pelo aplicativo do FGTS. Saiba se você tem dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep A Caixa Econômica Federal informou nesta terça-feira (1º) que cerca de 16,9 mil beneficiários receberam R$ 51,6 milhões na última sexta (28), relativos ao dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep. No primeiro dia de saques deste ano, o pagamento foi feito para quem havia solicitado o ressarcimento até o dia 28 de fevereiro. Quem pediu até segunda-feira (31) receberá o dinheiro em 25 de abril. Veja abaixo o calendário de pagamentos completo. 🔎 O antigo fundo PIS/Pasep era usado para incrementar a renda de trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos entre 1971 e 1988. Ele é diferente do abono salarial PIS/Pasep pago atualmente. (entenda mais abaixo) Em 2020, as cotas do fundo que, por algum motivo, não haviam sido sacadas na época foram transferidas para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, três anos depois, para uma conta única do Tesouro Nacional. Desde então, a Caixa abriu para que as pessoas com dinheiro esquecido na conta peçam o ressarcimento dos valores. O trabalhador pode checar se tem valores a receber por meio do site Repis Cidadão ou pelo aplicativo do FGTS. Segundo o Ministério da Fazenda, mais de 10 milhões de brasileiros têm cerca de R$ 26,3 bilhões esquecidos no fundo. O saldo médio disponível para saque, ainda de acordo com o governo, é de R$ 2,8 mil por pessoa, mas o montante varia conforme o tempo trabalhado e o salário recebido na época. Os valores estão corrigidos pela inflação. Se o ressarcimento não for solicitado até setembro de 2028, as cotas serão definitivamente incorporadas ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque. Dinheiro. Jonathan Lins / G1 Fundo PIS/Pasep: saques de dinheiro esquecido começam nesta sexta Veja a seguir: Como consultar se tenho dinheiro esquecido? Como saber o número do PIS/NIS? Como pedir o ressarcimento dos valores? Quando vou receber? O que é o antigo PIS/Pasep? 1. Como consultar se tenho dinheiro esquecido? REPIS Cidadão, site lançado pelo Ministério da Fazenda para facilitar consulta e saque do antigo PIS/Pasep Reprodução Acesse o site http://repiscidadao.fazenda.gov.br/; Clique em "entrar com gov.br". Se você não tiver uma conta no sistema do governo federal, veja aqui como fazer; Faça login com seu CPF e senha, e clique em "autorizar"; Informe o NIS (Número de Identificação Social) do beneficiário. O número é o mesmo do PIS e pode ser encontrado em vários lugares (leia mais abaixo); Clique em "pesquisar". E, se você tiver valores a receber, o site vai orientá-lo sobre as próximas etapas. Volte ao menu. 2. Como saber o número do PIS/NIS? NIS é a sigla para Número de Identificação Social. O documento é uma sequência de 11 dígitos disponibilizada pela Caixa Econômica Federal. Esse cadastro é necessário tanto para quem trabalha com carteira assinada como para quem quer ter acesso a programas sociais, como o Bolsa Família. Os números do NIS e do PIS (Programa de Integração Social) são os mesmos. A diferença está na origem deles: enquanto o NIS é gerado no momento em que alguém passa a usar benefícios sociais, o PIS é gerado quando a carteira de trabalho é assinada pela primeira vez. O NIS pode ser consultado tanto de forma física quanto digital em diversos canais do governo. Veja a seguir: Extrato do FGTS: é possível conferir o número do PIS dentro de um dos contratos registrados no aplicativo. Cartão Cidadão: o número do NIS está identificado logo abaixo do nome do beneficiário e acima da data de emissão do cartão. Meu INSS: no site, o número do NIS aparece como NIT, na parte dos dados cadastrais. A consulta também pode ser feita pelo telefone da Previdência Social (135), de segunda a sábado, das 7h às 22h. CadÚnico: é possível encontrar o NIS após preencher informações pessoais no site CadÚnico ou pelo aplicativo. Volte ao menu. 3. Como pedir o ressarcimento? O trabalhador pode protocolar o pedido de ressarcimento em uma agência da Caixa Econômica Federal ou fazer a solicitação pelo aplicativo do FGTS. Ele vai precisar fazer login no app, acessar a opção "mais", "ressarcimento PIS/Pasep" e seguir as orientações para anexar os documentos exigidos. Se o pedido for feito pelo próprio beneficiário, basta que ele tenha em mãos um documento de identidade oficial. Já no caso de herdeiros, será necessário apresentar: Certidão PIS/PASEP/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes habilitados à pensão por morte; ou Declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador do benefício; ou Autorização judicial ou escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores, se capazes e concordantes, atestando por escrito a autorização do saque e declarando não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos. Volte ao menu. 4. Quando vou receber? Após a solicitação, a Caixa vai analisar o pedido e enviar as informações ao Ministério da Fazenda. O pagamento será realizado diretamente na conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital, de acordo com o calendário a seguir. Calendário de pagamentos do dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep Volte ao menu. 5. O que é o antigo PIS/Pasep? O Programa de Integração Social (PIS) foi criado em 1970 para incrementar a poupança individual dos trabalhadores do setor privado. Logo depois, o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) foi lançado para servidores públicos civis e militares, inspirado no mesmo princípio. Em 1975, os recursos dos dois programas foram transferidos para um único fundo: o Fundo PIS-Pasep, que parou de funcionar 1988, quando foi substituído pelo abono salarial atual. Se o ressarcimento não for solicitado até setembro de 2028, os valores serão definitivamente incorporados ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque. Em 2020, as cotas do fundo que não haviam sido sacadas foram transferidas para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, três anos depois, para uma conta única do Tesouro Nacional. Desde então, a Caixa abriu para que os trabalhadores com dinheiro esquecido na conta peçam o ressarcimento dos valores. ▶️ O abono salarial atual — uma espécie de 14º salário, no valor de até um salário mínimo — é pago anualmente a trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que atendem aos requisitos do programa. Neste ano, têm direito ao abono pessoas que trabalharam durante pelo menos 30 dias em 2022 e receberam até dois salários-mínimos por mês. Veja aqui todas as regras e o calendário de pagamentos. Volte ao menu.



Diplomatas: texto no Congresso dá segurança ao Brasil para retaliar EUA, mas meta ainda é negociar


01/04/2025 16:53 - g1.globo.com


Diante de uma OMC paralisada, governo aposta em projeto para agir se houver decisão. Itamaraty tem investido em diálogos para tentar reverter decisão. Diplomatas ouvidos pela GloboNews disseram nesta terça-feira (1) avaliar que o projeto em discussão no Congresso Nacional sobre a chamada reciprocidade configura o marco legal necessário para o Brasil agir se quiser retaliar os Estados Unidos em razão das tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump. Donald Trump prometeu revelar uma enorme lista de impostos de importação nesta semana para todos os países EPA via BBC Acrescentam esses diplomatas, porém, que a aposta do governo segue o entendimento de que ainda há margem para negociar com os representantes da Casa Branca para se chegar a um consenso sobre o "tarifaço". O texto foi aprovado nesta terça na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e ainda depende de aprovação na Câmara dos Deputados para seguir para sanção do presidente Lula (PT) e, então, virar lei. Após a votação do texto pelo Senado, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, elogiou a atuação dos parlamentares – enquanto fez coro com os defensores da insistência nas negociações. "Eu acho que você ter um arcabouço jurídico legal é positivo, louvo a iniciativa do Congresso Nacional, nesse caso do Senado, que procura preservar o interesse do Brasil, mas dizer que o caminho é o diálogo e procurar ter uma complementariedade econômica", avaliou. OMC Até então, Lula vinha tratando publicamente o tema das tarifas dos EUA com duas possibilidades para o Brasil: retaliar os EUA ou recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC). Entretanto, no último fim de semana, antes de embarcar de volta para o Brasil após viagens ao Japão e ao Vietnã, Lula mudou o tom e disse que o governo iria "gastar todas as palavras que estão no nosso dicionário" para negociar com o governo Trump. Lula afirma que Brasil tenta negociar com os EUA a respeito do tarifaço de Trump Diplomatas explicam que, com base nas regras da OMC, o Brasil não poderia simplesmente retaliar os EUA automaticamente por não haver previsão legal para isso. Paralelamente, a avaliação é que o organismo multilateral está sem força para agir em razão da falta de juízes atuando no órgão de solução de controvérsias. Portanto, a saída encontrada pelo governo foi apoiar o projeto em discussão no Congresso. Segundo apurou a GloboNews, setores do governo foram consultados antes de o projeto ser colocado em votação na comissão do Senado. Internamente, a avaliação no Itamaraty foi positiva em relação ao texto. "Quer dizer que nós já decidimos retaliar? Não. Mas, se o projeto virar lei, nós teremos um marco legal que permita fazer assim. Hoje, recorrer à OMC seria simbólico, um gesto político. Mas a orientação continua sendo negociar com os Estados Unidos uma alternativa", declarou um diplomata de forma reservada. Senadores aprovam texto que autoriza Brasil a retaliar 'tarifaço' de Trump Andamento das negociações Integrantes do governo brasileiro têm buscado contato com autoridades americanas para encontrar uma alternativa. O secretário de Assuntos Econômicos do Itamaraty, Maurício Lyrio, por exemplo, viajou aos Estados Unidos acompanhado de outros diplomatas para tentar buscar alternativas. Lyrio é o atual negociador-chefe do Brasil no Brics e já exerceu a mesma função no G20. Além disso, o chanceler Mauro Vieira conversou recentemente com Jamieson Green, representante dos Estados Unidos para o comércio. Cabe ao USTR (na sigla em inglês) desenvolver e coordenar a política de comércio internacional e investimentos externos dos Estados Unidos, supervisionando as negociações com outros países. O chefe do órgão atua como conselheiro do presidente americano para o comércio.



Argentina: pobreza recua e atinge 11,3 milhões em 2024; situação afeta 38,1% da população


01/04/2025 16:30 - g1.globo.com


Resultado do segundo semestre representa um recuo em relação aos 52,9% do primeiro semestre. Pobreza também ficou menor do que no fim de 2023. Javier Milei em março de 2024 Agustin Marcarian/Reuters O número de argentinos vivendo abaixo da linha da pobreza caiu no segundo semestre de 2024. Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), a situação afeta 11,3 milhões de pessoas, cerca de 38,1% da população. Houve uma redução de 14,8 pontos percentuais (p.p.) em relação à taxa de 52,9% do primeiro semestre do ano passado, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). Com o resultado, o presidente argentino, Javier Milei, fecha o primeiro ano de mandato com um índice de pobreza menor do que o de 2023, que era de 41,7%. O Indec considera que: Um argentino abaixo da linha da pobreza é aquele que tem dificuldade em acessar os itens e serviços de necessidades essenciais, como alimentos, roupas, transportes e saúde. A situação de indigência é caracterizada pela impossibilidade acessar uma cesta básica e suficiente para suprir as necessidades diárias de energia e proteína. A pesquisa também aponta uma redução na taxa de pessoas em situação de indigência: de 18,1% no primeiro semestre para 8,2% no segundo, uma redução de 9,9 p.p. A pesquisa abrange 31 aglomerados urbanos da Argentina, e mostra também que os mais pobres do país são os mais jovens. A pobreza atinge 51,9% de todas as pessoas com idade de zero a 14 anos. Já entre o grupo de 15 a 29 anos, a taxa de pobreza é de 44,9%. A incidência da pobreza diminui bastante nos grupos de pessoas mais velhas: atinge 33,6% daqueles com idade entre 30 e 64 anos e 16% das pessoas acima dos 65 anos. Olhando para as famílias, sem considerar a quantidade de pessoas que a compõem, a pobreza atinge 28,6% dos lares, uma redução de 13,9 p.p em relação ao primeiro semestre. Já as famílias em situação de indigência são 6,4% do total de lares argentinos, queda de 7,2 p.p. REPORTAGEM ESPECIAL: g1 mostra o que mudou na vida e na economia do país, um ano após o Plano Motosserra Argentina de Milei: o que mudou um ano após o Plano Motosserra Por que a pobreza caiu na Argentina? A Argentina viveu um ano de mudanças profundas na economia em 2024, o primeiro do mandato do presidente Javier Milei. Antes mesmo da virada do ano, ainda nos últimos dias de 2023, Milei anunciou o "Plano Motosserra", um pacote de medidas duras que promoveram diversos cortes de gastos no país, que tinha como principal objetivo reduzir a inflação galopante da Argentina. Até o fim de 2023, a inflação anual do país batia os 211,4%. Em seu discurso de posse, Milei avisou que o país viveria um período difícil para depois se recuperar. "Não há alternativa ao ajuste e não há alternativa ao choque. Naturalmente, isso impactará de modo negativo o nível da atividade, o emprego, os salários reais, a quantidade de pobres e indigentes", afirmou. Entre as principais medidas, o pacote de Milei: Eliminou os subsídios governamentais para serviços básicos, como luz, água e transportes públicos; Eliminou uma lei que limitava os aumentos de preços em produtos da cesta básica nos supermercados; Congelou obras públicas; Demitiu milhares de funcionários públicos; Diminuiu o reajuste dos salários, aposentadorias e pensões; Iniciou estudos e processos de desestatização e privatização de empresas estatais; Abriu a economia da Argentina para mais exportações e importações. O maior impacto veio do fim dos subsídios às contas básicas e do controle de preços, que fizeram explodir a inflação em um primeiro momento. Em novembro de 2023, o índice foi de 12,8%, já altíssimo. No mês seguinte, primeiro de vigência das medidas, passou a 25,5%. Em março de 2024, a inflação argentina chegou ao pico de 287,9% na janela de 12 meses. "A eliminação dos subsídios de luz e gás geraram um aumento muito grande em contas essenciais para famílias e comerciantes. Isso gerou um repasse nos preços e pressão sobre toda a inflação", explica Carlos Bermani, professor de economia da Universidade de Buenos Aires (UBA). Ao mesmo tempo, o governo Milei congelou os reajustes do salário mínimo e paralisou obras públicas. Os custos subiram, a economia se contraiu e o desemprego subiu. Foi esse o combo necessário para reduzir a atividade econômica do país — que se contraiu 1,4% no primeiro trimestre de 2024 e 1,7% no segundo — e deixar muita gente na pobreza, os 52,9% da população. Com o choque inicial das medidas, o consumo menor fez com que a inflação fosse se acomodando. A partir de abril, a inflação argentina deixou de ter dois dígitos mensais, até chegar à casa dos 2%. Encerrou 2024 com uma taxa anual de 117,8%. O controle da inflação promoveu o início de uma estabilização da economia, que se traduz em maior confiança dos consumidores argentinos. Além disso, com esse controle, os aumentos salariais também começaram a dar conta de acompanhar a variação bem menor nos preços de bens e serviços, dando maior poder de compra para a população. Segundo o Indec, do primeiro para o segundo semestre, houve uma alta de 64,5% no número de famílias que conseguem comprar uma cesta básica, principalmente por conta de uma inflação mais controlada. No período, o preço médio da cesta básica alimentar teve uma alta de 22,2%, enquanto a cesta básica total, que engloba outros serviços básicos, subiu 26,7%. A renda familiar média das famílias abaixo da linha da pobreza) foi de quase 600 mil pesos no segundo semestre, enquanto o preço médio de uma cesta básica total é de cerca de 952 mil pesos. A diferença entre a renda e o valor da cesta ficou em 37%. Apesar de uma taxa alta, essa diferença registrada no segundo semestre é menor do que a do primeiro, de 42,6%. O controle da inflação, além de ajudar a reduzir a pobreza, também voltou a aquecer a economia do país. O PIB argentino caiu 1,7% em 2024 em relação a 2023, principalmente pelo período de "choque econômico" vivenciado no primeiro semestre. No entanto, a economia do país teve um segundo semestre mais positivo: no terceiro trimestre, a atividade avançou 4,3%, e no quarto, 1,4%. Os desafios para o futuro da Argentina Para 2025, segundo o analista financeiro Luis de Dominicis, os desafios de Milei são conseguir atrair mais investimentos (principalmente estrangeiros) para o país e conseguir manter sua popularidade entre a população. Milei sabe que, se a economia não concluir seu trajeto de recuperação em 2025, “a paciência e confiança das pessoas poderia acabar”, lembra Dominicis. A Argentina tem eleições para escolher novos deputados e senadores em 2025. Se o governo perder popularidade até lá, a composição do Congresso argentino pode atrapalhar os planos e travar a aprovação de propostas essenciais para os planos de Milei. Para Dominicis, a queda da inflação ajuda a proporcionar mais estabilidade e confiança para que a população volte a consumir, mesmo que aos poucos. Já os cortes de gastos devem ser recompensados com a confiança dos investidores, que já estão colocando dinheiro na Argentina.



Governo se uniu à direita e ao agro para aprovar projeto que permite ao Brasil retaliar 'tarifaço' de Trump


01/04/2025 16:14 - g1.globo.com


O presidente americano prometeu para essa quarta-feira (2) um "tarifaço" global; veja como votou cada senador. Senadores aprovam texto que autoriza Brasil a retaliar 'tarifaço' de Trump O governo Trump conseguiu o que, até pouco tempo atrás, parecia impossível: uniu a esquerda, a direita, o governo Lula e a senadora bolsonarista Tereza Cristina (PP-MS) para aprovar um projeto de lei que permite ao Brasil retaliar comercialmente os EUA em resposta ao tarifaço prometido por ele para esta quarta-feira (2). O projeto deve seguir agora para a análise da Câmara dos Deputados, desde que não haja recurso para votação no plenário principal do Senado. Em discursos recentes, o presidente Lula (PT) vem defendendo que o Brasil adote a reciprocidade nesses casos, respondendo na mesma medida. LEIA MAIS Comissão do Senado aprova texto que autoriza governo a retaliar 'tarifaços' como os de Trump Tarifas de 25% sobre aço e alumínio entram em vigor nos EUA; entenda os impactos para o Brasil Bolsonaristas tentam ginástica retórica para explicar elogio de Trump ao sistema eleitoral brasileiro O americano já colocou parte do tarifaço em prática. Desde 12 de março, está em vigor uma taxa de 25% sobre a importação de aço e alumínio, atingindo em cheio o setor siderúrgico. O Brasil é o segundo maior fornecedor de aço dos EUA, segundo dados do Departamento de Comércio norte-americano. Veja como votou cada senador Presidente dos EUA, Donald Trump, em 30 de março de 2025 Reuters/Kevin Lamarque A iniciativa brasileira no Senado marca uma rara convergência entre o PT e o agronegócio, historicamente alinhado ao bolsonarismo. Relatora do projeto, aprovado nesta terça (1º) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Tereza Cristina foi ministra da Agricultura no governo Bolsonaro e faz parte da Frente Parlamentar da Agropecuária. O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, confirmou o apoio e brincou com um senador bolsonarista: "Não fique triste! É a nossa aliança com o agro." O projeto autoriza o Executivo a adotar contramedidas contra barreiras comerciais ou legais impostas a produtos brasileiros. Entre as medidas, está a possibilidade de sobretaxar importações de países ou blocos econômicos que retaliem o Brasil, como os EUA. A ampla adesão ao projeto, que uniu governo e oposição, foi justificada como uma defesa da soberania brasileira no comércio global, segundo Randolfe Rodrigues. "Esta medida, aprovada hoje na CAE por unanimidade, será encaminhada para a Câmara e deverá ser aprovada por ampla maioria, senão por unanimidade. É uma afirmação soberana do Brasil diante do mundo. O Brasil, como disse o presidente Lula, não quer ser maior do que ninguém, mas também não aceita ser diminuído por ninguém. Respeito é bom, e a gente aprende em casa”, afirmou.



'Causaria estranheza', diz Haddad sobre eventual taxação adicional dos EUA contra o Brasil


01/04/2025 15:09 - g1.globo.com


Presidente dos EUA, Donald Trump prometeu anunciar tarifas adicionais sobre outros países na quarta. Atualmente, Brasil já sofre efeitos de taxação adicional sobre aço e alumínio. Fernando Haddad durante cerimônia de abertura dos Diálogos Econômicos Brasil-França Divulgação/Ministério da Fazenda O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (1º) que uma eventual taxação adicional dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros "causaria estranheza" – uma vez que a relação comercial é superavitária para os norte-americanos. 🌎 Ou seja: atualmente, os Estados Unidos exportam mais para o Brasil do que importam, em valor agregado. No comércio internacional, isso representa uma posição favorável para os EUA. “Nos causaria até certa estranheza se o Brasil sofresse algum tipo de retaliação injustificada, uma vez que nós estamos com uma mesa de negociação desde sempre com aquele país justamente para que a nossa cooperação seja cada vez mais forte”, disse Haddad em entrevista a jornalistas na França. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu anunciar tarifas recíprocas para seus parceiros comerciais nesta quarta-feira (2). A data tem sido chamada pelo republicano de “Dia da Libertação”. Incertezas com tarifas recíprocas de Trump mexem com o mercado; Bruno Carazza comenta Os detalhes sobre essa rodada de impostos ainda não estão claros. Em fevereiro, Trump anunciou que adotará tarifas recíprocas e usou o etanol brasileiro como exemplo de disparidade entre taxas de importação. "A tarifa dos EUA sobre o etanol é de apenas 2,5%. No entanto, o Brasil cobra uma tarifa de 18% sobre as exportações de etanol dos EUA. Como resultado, em 2024, os EUA importaram mais de US$ 200 milhões em etanol do Brasil, enquanto exportaram apenas US$ 52 milhões em etanol para o Brasil”, diz o documento da Casa Branca. Após encontro com o ministro das Finanças francês, Éric Lombard, Haddad disse que a partir desta quarta-feira (2) o mundo vai entender melhor o que os Estados Unidos pretendem fazer. Contudo, segundo Haddad, as medidas protecionistas do país podem prejudicar a economia mundial. "O mundo corre o risco de crescer menos, de aumentar menos a produtividade de sua economia, e não podemos nesse momento prever quais seriam as reações do mundo a essa política uma vez que sequer conhecemos aquilo que será anunciado", declarou. Lula critica medidas dos EUA Na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar as tarifas já anunciadas contra o aço e alumínio. Em entrevista no Japão, Lula afirmou que taxará produtos americanos se o recurso do Brasil à Organização Mundial do Comércio (OMC) não resolver a situação. O presidente, no entanto, não informou quando o Brasil formalizará a medida. "No caso do Brasil, nós vamos recorrer à OMC [Organização Mundial do Comércio] e, se não tiver resultado, a gente vai utilizar os instrumentos que nós temos que é a reciprocidade e taxar os produtos americanos. É isso que nós vamos fazer. Espero que o Japão faça o mesmo. Espero que o Japão possa recorrer à OMC, mas é uma decisão soberana do governo japonês em que eu não posso dar palpite", disse. Lula afirma que Brasil tenta negociar com os EUA a respeito do tarifaço de Trump Veja algumas outras taxas já anunciadas por Trump: Tarifa de 25% sobre qualquer país que importe petróleo e/ou gás da Venezuela; Tarifas adicionais de 20% sobre a China; Tarifas sobre medicamentos farmacêuticos importados, ainda a serem definidas; Tarifa de 25% sobre a importação de aço e alumínio, já em vigor desde 12 de março; Tarifas de 25% sobre algumas das importações vindas do México e do Canadá e que não se enquadrem no USMCA (acordo comercial que existe entre os três países). Essas tarifas também passarão a valer em 2 de abril.



Site e aplicativo da Receita Federal têm instabilidade no 1º dia da declaração pré-preenchida


01/04/2025 15:08 - g1.globo.com


Segundo o site Downdetector, mais de 186 reclamações já tinham sido feitas perto das 11h. Contribuintes reclamavam nas redes por conta da dificuldade em fazer a declaração. Receita afirma que trabalha para normalização das aplicações. Imposto de Renda 2025 Marcello Casal Jr./Agência Brasil O site e o aplicativo da Receita Federal apresentavam instabilidade nesta terça-feira (1º) e geravam reclamações de contribuintes nas redes sociais. O site Downdetector, que acusa problemas em canais digitais, apontava pelo menos 186 reclamações feitas até às 10h58. O aplicativo "Meu Imposto de Renda" não está mais disponível para download no celular neste ano. Com a mudança, os contribuintes que preferirem fazer a declaração por dispositivos móveis precisarão baixar o aplicativo da Receita Federal. Questionada sobre o que aconteceu e qual o prazo para que os sistemas se normalizem, a Receita afirmou que a aplicação "Meu Imposto de Renda" no portal e-CAC apresenta "instabilidade técnica". "A RFB [Receita Federal do Brasil] e o Serpro [Serviço Federal de Processamento de Dados] estão atuando com prioridade na normalização da aplicação", afirmou em nota. Nas redes sociais, vários contribuintes reclamavam do aplicativo e do site, afirmando que não estavam conseguindo fazer e entregar a declaração do Imposto de Renda. Veja as reclamações de clientes nas redes sociais: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text



Discussão sobre patamar dos juros é 'legítima' e 'cabe ao BC explicar o que faz e por que faz', diz Galípolo


01/04/2025 14:39 - g1.globo.com


O presidente do Banco Central participou de cerimônia de homenagem aos 60 anos da instituição, data celebrada nesta terça-feira, no plenário da Câmara dos Deputados. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (1º) que a comunicação com a sociedade é "um desafio" – e que é "legítimo e absolutamente bem-vindo" que a discussão sobre política monetária (patamar da taxa de juros para conter a inflação) ganhe espaço no debate público. As declarações foram dadas durante cerimônia de homenagem aos 60 anos do Banco Central, data celebrada nesta terça-feira, no plenário da Câmara dos Deputados. "É importante enfatizar que, além de legitimo, é absolutamente bem-vindo que a discussão de política monetária [taxa de juros] vá ganhando cada vez mais espaço no debate público. Isso é essencial, é importante, e é obvio que ela é legítima especialmente por quem foi democraticamente eleito e tem todo direito. Cabe à gente do BC explicar o que faz e porque faz. É nossa obrigação", declarou Galípolo, do Banco Central. O elevado patamar da taxa básica de juros brasileira tem sido criticado nos últimos anos por parlamentares, pelo setor produtivo e, também, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, devido ao seu impacto no nível de atividade e no emprego formal. Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil (BC), em imagem de arquivo Adriano Machado/ Reuters As críticas de Lula, e de integrantes do Partido dos Trabalhadores, eram mais duras até o final do ano passado, quando o BC era chefiado por Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O BC ganhou autonomia em 2021, e seus diretores passaram a ter mandato fixo. Desde a posse de Galípolo (indicado por Lula), no começo de 2025, as críticas se arrefeceram. Integrantes do governo chegaram a dizer que as últimas subidas de juros, em janeiro e março, eram herança da gestão Campos Neto, algo negado pela atual diretoria do BC. Após cinco elevações, a taxa de juros está atualmente em 14,25% ao ano, em igual patamar ao registrado em 2015/2016, na gestão da presidente Dilma Rousseff. Tratam-se dos juros reais mais elevados do planeta. O BC fixa os juros com base no sistema de meta, ou seja, nas projeções futuras para a inflação, que seguem acima do objetivo central de 3% até 2027. A autoridade monetária tem explicado que busca frear a economia para reduzir o ímpeto inflacionário, pois avalia que, atualmente, o ritmo de crescimento está acima do patamar necessário para conter a inflação. Sinaliza que, por isso, a taxa básica de juros deve permanecer elevada por mais tempo. Juros em alta, dólar em queda. Como ficam os preços? De acordo com Gabriel Galípolo, o fato de o Brasil apresentar há algumas décadas taxas elevadas comparativamente a outros países é fruto de debate recorrente. "O questionamento que sofremos é porque está com taxa de juros que, quando comparada com outro país, apareceria como restritiva [conter a expansão da economia e, consequentemente, a inflação], e ainda assim a economia brasileira apresenta um dinamismo excepcional", avaliou o chefe do BC. Ele observou que, apesar do juro alto, o Brasil registra taxa de desemprego baixa e crescimento dos rendimentos das famílias. "Isso sugere que talvez os canais de transmissão da política monetária [repasse das altas taxas de juros para a economia] não funcionem com a mesma fluidez com que funcionam em outros países. e que eventualmente voce precisa dar doses maiores do remédio para conseguir o mesmo efeito", avaliou Galípolo.



Agrishow 2025 projeta R$ 15 bilhões em intenção de negócios; alta é de 10%


01/04/2025 14:31 - g1.globo.com


Estimativa foi divulgada durante evento de lançamento da maior feira de tecnologia para o agronegócio do país, nesta terça-feira (1º). Em 2024, foram R$ 13,6 bi em negócios prospectados. Evento de lançamento da Agrishow 2025 Rodolfo Tiengo/g1 A Agrishow, maior feira de tecnologia para o agronegócio do país, divulgou nesta terça-feira (1º) que projeta R$ 15 bilhões em intenção de negócios para a edição deste ano, que acontece entre os dias 28 de abril e 2 de maio em Ribeirão Preto (SP). O número é cerca de 10,2% maior do que o alcançado em 2024, quando foram R$ 13,6 bilhões. Siga o canal g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A estimativa foi confirmada pelo presidente da feira, João Carlos Marchesan, e pelo presidente de honra, Maurílio Biagi, durante o evento de lançamento. Segundo os organizadores, pelo menos 800 expositores devem estar presentes nos cinco dias. Marchesan explicou que o aumento na intenção de negócios ocorre devido ao clima favorável à colheita e ao retorno da produção para os agricultores, principalmente com soja e milho. Ele também destacou a previsão da câmara setorial da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), de elevação de 8,2% na comercialização de máquinas agrícolas para 2025. Esses fatores, de acordo com o presidente, devem ajudar a compensar a baixa disponibilidade de crédito, com a indenifição do Plano Safra para a temporada 2025/2026 e o cenário de elevação na taxa de juros. Marchesan ainda ressaltou que a cifra de R$ 15 bilhões considera apenas negócios envolvendo máquinas agrícolas, e não carro ou avião, por exemplo. "Temos balizadores que determinam nossos negócios. Nós fizemos investimentos. São quatro 'c': clima, campo, crédito e commodities. A questão do clima regularizou neste ano, e o agricultor está colhendo uma boa safra, com altíssima produtividade. A questão do crédito está realmente escassa. Tem que equalizar isso", disse. Público caminha pela Agrishow 2024 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Abertura exclusiva para autoridades Durante a coletiva, os organizadores também confirmaram que, assim como no ano passado, o evento oficial de abertura da Agrishow será realizado no dia 27 de abril, um domingo, em uma cerimônia exclusiva para autoridades, sem a presença do público, esperado a partir do dia 28. De acordo com Marchesan, o objetivo é evitar tumultos e garantir uma visitação mais efetiva aos estandes durante a realização da feira, a partir de segunda-feira. "Quem paga a conta dessa feira são os expositores. (...) Com a vinda das autoridades na segunda-feira, nós perdemos quase um dia de feira", disse o presidente. A feira informou ter convidado representantes do governo federal e estadual, mas ainda não obteve confirmações de presença. Em 2024, o governo federal foi representado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e por ministros, entre eles o chefe da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também esteve na feira. "A Agrishow é uma feira apolítica e apartidária. Nós convidamos todos os deputados estaduais, federais, senadores, governadores de todos os estados, presidente da República, todos os ministros, estão todos convidados." LEIA TAMBÉM Tecnologia no campo: veja como foi a Agrishow 2024 Como será maior unidade de biogás do país a partir de resíduos da produção de suco de laranja Chuvas ajudam, mas Centro-Sul deve ter recuo na nova safra da cana projeta consultoria Ingressos As entradas para a Agrishow devem ser adquiridos pelo site oficial do evento (clique aqui). O ingresso diário custa R$ 80 (R$ 40 meia-entrada) no segundo lote. Como em 2024, os visitantes deverão escolher, já no ato da compra, o dia da semana em que desejarão ir à feira. Para quem preferir fazer a compra na bilheteria nos dias do evento, o valor diário da entrada será de R$ 140. Plantadeira em exposição na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP) Wolfgang Pistori/g1 Estacionamento Além do ingresso para a feira, também já será possível adquirir antecipadamente o ticket para o estacionamento, cujo valor varia de R$ 70 a R$ 110 por dia, a depender do tipo de veículo (moto, carro de passeio, van, ônibus). Pacotes de VIP Valet estarão disponíveis para os cinco dias de evento, com acesso facilitado à feira por R$ 550. Dentro do estacionamento, haverá uma área dedicada a caravanas. O objetivo, segundo a organização, é promover praticidade e conforto no desembarque e embarque dos participantes desses grupos. Horário e local O evento vai iniciar diariamente às 8h e vai até as 18h, na Rodovia Antônio Duarte Nogueira, Km 321, em Ribeirão Preto. No ano passado, a feira encerrou com mais de R$ 13 bilhões em intenções de negócios - crescimento de 2,4 % em relação a edição de 2023, que reuniu cerca de 195 mil visitantes e expôs 800 marcas em 520 mil metros quadrados de área. Lançamento da 30º edição da Agrishow acontece nesta terça-feira (1) em Ribeirão Preto Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto e região



Comissão do Senado aprova texto que autoriza governo a retaliar 'tarifaços' como os de Trump


01/04/2025 14:18 - g1.globo.com

Projeto diz que Brasil pode definir taxação adicional em resposta a medidas de outros países contra produtos brasileiros. Proposta deve seguir direto para a Câmara, se não tiver recurso. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça-feira (1º) um projeto que cria mecanismos e autoriza o governo a retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos brasileiros. O texto prevê que o governo federal poderá agir para combater decisões unilaterais estrangeiras que: violem e prejudiquem acordos comerciais do Brasil; ameacem ou apliquem sobretaxas; ou decretem critérios ambientais para produtos brasileiros, mais rígidos do que os aplicados para os mesmos produtos nos países importadores. Senado pode votar Lei da Reciprocidade em reação a tarifaços A proposta, que tem apoio do governo e da bancada do agronegócio, é uma tentativa de responder a dois fenômenos externos que têm impactado a balança comercial brasileira: as medidas da União Europeia contra a agropecuária brasileira – incluindo a resistência em assinar o acordo com o Mercosul – por suposta falta de compromisso ambiental; os sucessivos anúncios do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que vai sobretaxar produtos vindos de fora. "Essa é uma lei que não é só para os EUA, ela contempla todos os mercados que fazem comércio exterior com o Brasil. Não é uma retaliação, é uma proteção quando os produtos brasileiros forem retaliados", afirmou a relatora do texto, senadora Tereza Cristina (PP-MS). Incertezas com tarifas recíprocas de Trump mexem com o mercado; Bruno Carazza comenta 🌎 Em discursos recentes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem defendendo que o Brasil adote a reciprocidade nesses casos – ou seja, responda com a mesma medida em sentido oposto. 🌎 Atualmente, no entanto, o Brasil não adota tarifas específicas contra este ou aquele país. As regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) preveem o princípio da "nação mais favorecida" entre seus membros – ou seja, a proibição de favorecer ou penalizar um colega de OMC com tarifas. O projeto deve seguir agora para a análise da Câmara dos Deputados, desde que não haja recurso para votação no plenário principal do Senado. "Mais uma vez, quero dizer que falaremos com o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Motta, para que a Câmara possa apreciar essa matéria em caráter de urgência. Muito importante a senadora Tereza fazer o mesmo para que nós possamos ter, na Câmara, uma rápida apreciação", afirmou o presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), após a votação. Janeiro: Lula diz que haverá reciprocidade se Trump aumentar as taxas sobre produtos brasileiros O que prevê o texto? O projeto prevê que o Poder Executivo poderá adotar contramedidas a barreiras comerciais ou legais decretadas, no mercado internacional, contra produtos brasileiros. As medidas poderão ser aplicadas de forma isolada ou de forma cumulativa. Um dos mecanismos autorizados é a adoção de sobretaxas nas importações de bens ou de serviços contra um país ou bloco econômico que retaliar o Brasil. ➡️ Ou seja: o Brasil poderia, por exemplo, definir um imposto de importação mais alto para os produtos vindos dos Estados Unidos. Também poderá ser decretada a suspensão das obrigações do Brasil com outros acordos comerciais estrangeiros. Há ainda uma outra medida de retaliação a ser aplicada em "caráter excepcional": o governo poderia suspender direitos de propriedade intelectual. ➡️ Ou seja: o Brasil poderia suspender o envio de royalties e o registro de patentes a indústrias e indivíduos do país atingido. Enquanto a retaliação vigorar, o Brasil deixaria de compensar ou remunerar o titular da patente pelo uso não autorizado. Pelo relatório da senadora Tereza Cristina, essa medida só poderá ser decretada se as anteriores forem "consideradas inadequadas" para reverter o entrave comercial. Essa restrição é uma novidade em relação ao texto original aprovado pela Comissão de Meio Ambiente do Senado. As retaliações brasileiras poderão ser provisórias ou por tempo indeterminado. Se o projeto virar lei, o governo estará autorizado a alterar ou suspender as medidas conforme o avanço de negociações. Retaliação proporcional A proposta determina que as medidas de retaliação do governo brasileiro deverão ser, "na medida do possível", proporcionais ao impacto econômico causado pelas medidas unilaterais de outros países ou blocos. A autorização ao governo para retaliar barreiras estrangeiras a produtos brasileiros foi discutida junto ao Palácio do Planalto. Tereza Cristina negociou pontos da proposta com membros do Ministério das Relações Exteriores e com representantes da pasta da Indústria e Comércio, comandada pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin. Segundo o texto, o governo terá de monitorar os efeitos das medidas e o avanço de negociações com os outros países. Esses dados poderão servir para mitigar ou anular os efeitos das retaliações. Consultas diplomáticas poderão ser feitas para substanciar esses relatórios, com a participação do Itamaraty e de outros interessados.



Denunciados por fraude na Americanas entregaram aparelhos formatados para a perícia


01/04/2025 14:09 - g1.globo.com


De acordo a investigação, o esquema era chefiado pelo ex-CEO da companhia, Miguel Gutierrez. Fraudes foram estimadas em R$ 25 bilhões. Rede varejista Americanas Divulgação Computadores e telefones celulares corporativos entregues por alguns ex-executivos e ex-funcionários da Americanas à Justiça para serem periciados estavam com conteúdo apagado ou com as configurações de fábrica restabelecidas, segundo o Ministério Público Federal (MPF). A Polícia Federal indiciou e o MPF denunciou, nesta segunda-feira (31), 13 pessoas por fraudes na Americanas, estimadas em R$ 25 bilhões. Nos relatórios, os peritos esclarecem que encontraram os aparelhos em modo de configuração inicial, ou seja, da mesma forma que se encontrava quando foi utilizado pela primeira vez. Isso, segundo as investigações, quando o usuário ativa o comando de restauração dos padrões de fábrica. Quando o aparelho volta ao modo inicial, os dados são apagados e não é possível a recuperação das informações anteriores. Miguel Gutierrez, ex-CEO da Americanas GloboNews/Reprodução Foram denunciados: Miguel Gutierrez (ex-CEO da Americanas) Anna Saicali (ex-CEO da B2W, responsável pela área digital) Timotheo Barros (vice-presidente) Marcio Cruz (vice-presidente) Carlos Padilha (ex-diretor) João Guerra (ex-diretor) Murilo Corrêa (ex-diretor) Maria Christina Nascimento (ex-diretor) Fabien Picavet (ex-diretor) Raoni Fabiano (ex-diretor) Luiz Augusto Saraiva Henriques Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira Anna Christina da Silva Sotero O g1 tenta contato com os citados. Os 13 investigados por associação criminosa foram denunciados por organização criminosa, o que aumenta a pena em caso de condenação. Os crimes de falsidade ideológica e manipulação de mercado também foram imputados a todos. Nove dos investigados foram ainda denunciados por uso de informação privilegiada (Murilo, Luiz Augusto, Carlos Padilha, Fabien e Anna Sotero não foram). Americanas: entenda a fraude que levou à operação da PF e à recuperação judicial de R$ 50 bilhões MPF desenha ‘hierarquia da fraude’ das Americanas; esquema tinha 5 níveis O que alegam PF e MPF Polícia Federal e Ministério Público Federal atuaram em conjunto nas investigações, tanto que o MPF seguiu na íntegra o entendimento da PF, e as conclusões de inquérito e denúncia foram definidas no mesmo dia. Provas apontadas pelos investigadores: e-mails entre os executivos da empresa discutindo as fraudes e os ajustes nos resultados financeiros; documentos que mostram a comparação entre os resultados reais e os resultados divulgados ao mercado; três colaborações premiadas que detalham como as fraudes eram planejadas e executadas; relatórios que detalham a estrutura da organização criminosa e as manobras fraudulentas realizadas; conversas de WhatsApp entre os executivos, discutindo como esconder as fraudes das auditorias; arquivos que compilavam as expectativas dos analistas de mercado e eram usados para ajustar fraudulentamente os resultados da empresa. Relembre a fraude Americanas: entenda a fraude que levou à operação da PF A gigante varejista Americanas informou um rombo contábil bilionário no dia 11 de janeiro de 2023. Naquele momento, a companhia disse que havia identificado "inconsistências em lançamentos contábeis" nos balanços corporativos no valor de quase R$ 20 bilhões. Sergio Rial, então presidente da empresa e quem assumiu após a saída de Miguel, decidiu deixar o comando do negócio após apenas nove dias no comando. Os investidores — pessoa física e institucionais — iniciaram uma corrida para se desfazer dos papéis. Isso fez com que as ações da companhia despencassem quase 80% em um único dia, e a fuga continuou nos pregões seguintes. Em uma conferência após sua demissão, Rial disse "a primeira grande conclusão é que não estamos falando de um número que está fora do balanço. Só que ele não está registrado de forma apropriada ao longo dos últimos anos", disse. No dia 19 de janeiro de 2023, a Americanas pediu a recuperação judicial na Justiça do Rio de Janeiro e teve suas ações retiradas da B3. A primeira versão do plano de recuperação foi apresentada em março, mas a empresa só teve um plano aprovado em 19 de dezembro daquele ano, exatamente 11 meses depois. A dívida final apresentada no plano foi de mais de R$ 50 bilhões, sendo uma dívida trabalhista de R$ 82,9 milhões e uma fraude de resultado de R$ 25,2 bilhões ao final de 2022. O processo de recuperação envolveu um aporte de R$ 12 bilhões dos "acionistas de referência" — o trio de bilionários Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles — e a venda de ativos, inicialmente o Hortifruti Natural da Terra e a Uni.Co (empresa de franquias das marcas Imaginarium e Puket). Veja mais detalhes aqui.



Meu Imposto de Renda está disponível: veja como funciona e como fazer declaração pré-preenchida online


01/04/2025 14:01 - g1.globo.com


Aplicativo não está mais disponível para download, mas ainda é possível fazer a declaração pré-preenchida online no site da Receita Federal. Imposto de Renda LUIS LIMA JR/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO A Receita Federal começa a receber nesta terça-feira (1º) as declarações pré-preenchidas do Imposto de Renda. As informações são inseridas automaticamente no sistema, sem a necessidade de digitação. O aplicativo "Meu Imposto de Renda" não está mais disponível para download no celular esse ano. Mas ainda é possível fazer a declaração pré-preenchida online no site da Receita Federal. O prazo de entrega da declaração começou em 17 de março e se estende até 30 de maio. Como fazer a declaração pré-preenchida? A declaração pré-preenchida poderá ser utilizada por todos os contribuintes em todas as formas de preenchimento disponíveis: ▶️ ON-LINE Acesse o portal e-CAC com o login gov.br; Selecione a opção "Declarações e Demonstrativos"; Em seguida, "Meu Imposto de Renda"; Clique em "Preencher declaração online"; Depois, em "Iniciar Declaração", Selecione a opção "Pré-Preenchida". ▶️ NO COMPUTADOR Baixe o programa da declaração do IR 2025 Faça o login da conta gov.br; Abra uma declaração na aba "Nova", Selecione "Iniciar declaração a partir da pré-preenchida". Como baixar o programa 🖥️ Pelo computador, o contribuinte poderá baixar os programas do Windows, Multiplataforma (zip) e Outros (Mac, Linux, Solaris). O programa está disponível no próprio site da Receita Federal (clique aqui para acessar). Veja o passo a passo: Pronto! A Instalação está concluída. Agora, basta clicar em "Terminar". Confirme as configurações para a pasta de destino. Para facilitar, selecione a opção de "criar atalho na área de trabalho" — dessa forma, um ícone para o programa será criado. Em seguida, clique em "Avançar"; Em seguida, selecione a pasta onde pretende instalar o programa no seu computador. Você também tem a opção de criar uma pasta própria para o download, se quiser. Depois, clique em "Avançar" novamente; Depois que o computador fizer o download do programa de instalação, uma caixa de introdução será aberta. Nessa aba, a orientação da Receita é que você finalize todos os programas em execução antes de prosseguir. Feito isso, basta clicar em "Avançar"; Acesse o site da Receita Federal e clique na opção "Baixar programa" para baixar a versão para Windows ou escolher uma das demais opções; G1 em 1 Minuto: Imposto de Renda 2025: Veja perguntas e respostas Quem não entregar a declaração dentro do prazo fixado está sujeito a uma multa, que varia de um valor mínimo de R$ 165,74 até um montante máximo, que corresponde a 20% do imposto devido. A Receita prioriza a data de entrega das declarações e também observa uma fila de prioridades para alguns grupos, que recebem a restituição antes de todo o resto (mesmo que tenham entregado a declaração nos últimos dias do prazo). Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões na entrega, o contribuinte perde a posição na fila — ou seja, vai para o fim do calendário de restituições. Veja mais perguntas e respostas: Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda? quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888,00 em 2024. O valor é um pouco maior do que o da declaração do IR do ano passado (R$ 30.639,90) por conta da ampliação da faixa de isenção; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2024, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2024, receita bruta em valor superior a R$ 169.440,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2024, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2024; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; Possui trust no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2024 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; Deseja atualizar bens no exterior. Quando vou poder fazer a declaração pré-preenchida? A Secretaria da Receita Federal informou que a declaração pré-preenchida só começará a ser recebida em 1º de abril, ou seja, 13 dias depois do início do prazo, que começa 17 de março. Assim, quem tentar fazer a declaração por meio da modalidade antes desse prazo verá apenas informações básicas. As demais informações, como rendimentos e recibos médicos, por exemplo, serão liberadas apenas em abril. 🔎Na declaração pré-preenchida, a Receita Federal mostra ao contribuinte informações de rendimentos, deduções, bens e direitos e dívidas e ônus reais – que são carregadas automaticamente, sem a necessidade de digitação. Segundo o subsecretário de Gestão Corporativa da Receita Federal, Juliano Neves, o órgão gostaria de disponibilizar a declaração pré-preenchida logo no início do prazo, em 17 de março, mas "dificuldades internas", entre elas a greve dos servidores do Fisco, prejudicaram os trabalhos. "Não foi porque a gente achou que era melhor [começar depois com a pré-preenchida]. O melhor era lançar tudo junto. Foi por questões de dificuldades internas. Movimento reivindicatório [de servidores da Receita por reajuste salarial] obviamente não ajuda", disse Juliano Neves, da Receita Federal. Quando vou receber a restituição? Os pagamentos da restituição do Imposto de Renda 2025 começam em 30 de maio, que é, também, o último dia para entrega da declaração. Veja o calendário completo: 1º LOTE: 30 de maio; 2º LOTE: 30 de junho; 3º LOTE: 31 de julho; 4º LOTE: 20 de agosto; 5º LOTE: 30 de setembro. A Receita prioriza a data de entrega das declarações e também observa uma fila de prioridades para alguns grupos, que recebem a restituição antes de todo o resto (mesmo que tenham entregado a declaração nos últimos dias do prazo). Quem envia a declaração mais cedo recebe a restituição primeiro. Por outro lado, se houver erros ou omissões na entrega, o contribuinte perde a posição na fila — ou seja, vai para o fim do calendário de restituições. G1 em 1 Minuto: Imposto de Renda 2025: Veja perguntas e respostas Quem tem prioridade para receber a restituição? As prioridades no recebimento das restituições do Imposto de Renda são: idosos acima de 80 anos; idosos entre 60 e 79 anos; contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; contribuintes que adotarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição via PIX. Qual é a tabela do Imposto de Renda 2025? A tabela do Imposto de Renda é usada para calcular o valor que cada contribuinte deve para o Fisco. Até o momento, a Receita Federal ainda não anunciou nenhuma mudança na tabela do Imposto de Renda, embora já haja uma sinalização do Ministério da Fazenda de que a equipe econômica quer tentar ampliar a faixa de isenção dos atuais R$ 2.824 para R$ 3.036. Essa mudança viria para manter o benefício para quem recebe até dois salários mínimos, que foi reajustado para R$ 1.518 no começo deste ano. Mas, caso a tabela do Imposto de Renda seja a mesma do ano passado, ela será da seguinte forma: Tabela progressiva do Imposto de Renda Além disso, o governo também discute internamente como cumprir a promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de isentar rendas de até R$ 5 mil do Imposto de Renda. A ideia, no entanto, é que isso comece a valer somente em 2026. Quais os documentos necessários para fazer a declaração do Imposto de Renda? Você precisará ter em mãos informes de rendimentos da empresa em que trabalha, de instituições financeiras e de outras rendas recebidas no ano passado. Veja a lista de documentos necessários: Renda Informes de rendimentos de instituições financeiras, inclusive corretora de valores; Informes de rendimentos de salários, pró-labore, distribuição de lucros, aposentadoria, pensões etc.; Informes de rendimentos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos de jurídicas etc.; Informações e documentos de outras rendas recebidas, tais como doações, heranças, dentre outras; Livro Caixa e DARFs de Carnê-Leão; Informes de rendimentos de participações de programas fiscais (Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Paulistana, dentre outros). Bens e direitos Documentos que comprovem a compra e venda de bens e direitos ocorridas no ano-calendário; Cópia da matrícula do imóvel e/ou escritura de compra e venda; Boleto do IPTU; Documentos que comprovem a posição acionária de cada empresa, se houver. Dívidas e ônus Informações e documentos de dívida e ônus contraídos e/ou pagos no ano-calendário. Renda variável Controle de compra e venda de ações, inclusive com a apuração mensal de imposto (indispensável para o cálculo do Imposto de Renda sobre Renda Variável); DARFs de Renda Variável; Informes de rendimento auferido em renda variável. Pagamentos e deduções efetuadas Recibos de pagamentos de plano de saúde (com CNPJ da empresa emissora); Despesas médicas e odontológicas em geral (com CNPJ da empresa emissora); Comprovantes de despesas com educação (com CNPJ da empresa emissora, com a indicação do aluno); Comprovante de pagamento de previdência social e privada (com CNPJ da empresa emissora); Recibos de doações efetuadas; Recibos de empregada doméstica (apenas uma), contendo número NIT; Recibos de pagamentos efetuados a prestadores de serviços. Informações gerais Nome, CPF, grau de parentesco e data de nascimento dos dependentes; Endereços atualizados; Cópia completa da última Declaração de Imposto de Renda Pessoas Física entregue; Dados da conta para restituição ou débitos das cotas de imposto apurado, caso haja; Atividade profissional exercida atualmente. O contribuinte também pode precisar incluir informações complementares sobre alguns tipos de bens — como imóveis e veículos, por exemplo —, além de dados de conta-corrente e aplicações financeiras. Veja quais são essas informações: Imóveis: data de aquisição, área do imóvel, Inscrição municipal (IPTU), registro de inscrição no órgão público e registro no cartório de Imóveis; Veículo, aeronaves e embarcações: número do Renavam e/ou registro no correspondente órgão fiscalizador; Contas correntes e aplicações financeiras: CNPJ da instituição financeira.



Quem são os bilionários mais jovens do mundo, segundo a Forbes


01/04/2025 13:19 - g1.globo.com


Johannes von Baumbach, alemão de 19 anos, desbancou a brasileira Lívia Voigt como bilionário mais jovem do mundo. Ele é um dos 15 herdeiros da farmacêutica Boehringer Ingelheim, e tem uma fortuna de US$ 5,4 bilhões. O alemão Johannes von Baumbach tornou-se o bilionário mais jovem do mundo aos 19 anos, com uma fortuna estimada em US$ 5,4 bilhões, segundo a lista anual divulgada pela Forbes nesta terça-feira (1). Johannes é herdeiro da Boehringer Ingelheim, uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo, fundada na Alemanha. A empresa foi fundada por Albert Boehringer em 1885, e segue sob o comando da mesma família. Hoje, o presidente é Hubertus von Baumbach, tio de Johannes. Assim como Johannes, Hubertus também possui uma fortuna de US$ 5,4 bilhões, já que as ações da farmacêutica foram divididas igualmente entre os 15 herdeiros da companhia. Johannes não é o único jovem entre esses herdeiros: além dele, outros três membros da família estão no grupo de bilionários menos de 30 anos. (veja a lista completa abaixo) Na edição de 2025 da lista da Forbes, Johannes desbancou a brasileira Lívia Voigt, de 20 anos, que era a bilionária mais jovem do mundo até o ano passado. Ela é herdeira da WEG, uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo. A herança foi deixada por seu avô, Werner Voigt. Sua fortuna é estimada em US$ 1,1 bilhão. Veja abaixo mais informações sobre os três bilionários mais jovens do mundo. LEIA MAIS Elon Musk é homem mais rico do mundo em 2025; veja o top 10 Quem são as mulheres mais ricas do mundo, e de onde vêm suas fortunas Lista de bilionários da Forbes tem 55 brasileiros; veja quem são Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes Quem é Mario Araripe, o único novato brasileiro na lista de bilionários da Forbes 2025 Lista de bilionários tem 288 novatos; Brasil ganha um bilionário, mas perde 16 Lista de bilionários da Forbes 2025: saiba quem são as pessoas mais ricas do mundo 1. Johannes von Baumbach: US$ 5,4 bilhões A fortuna de Johannes vem de sua participação na farmacêutica Boehringer Ingelheim. A empresa nasceu há 140 anos fornecendo ingredientes para farmácias, comerciantes têxteis e indústria alimentícia. No entanto, a expansão dos negócios fez a companhia focar na fabricação de medicamentos para humanos e animais. Segundo a Forbes, a empresa emprega mais de 53 mil pessoas em 130 países e seus principais produtos, hoje, estão relacionados ao tratamento de doenças pulmonares, medicamentos anticoagulantes e para diabetes tipo 2. Além de ser herdeiro da Boehringer Ingelheim, Johannes também participa de competições de esqui. 2. Lívia Voigt: US$ 1,1 bilhão Livia Voigt é herdeira da empresa de máquinas e equipamentos WEG Redes sociais/Reprodução Lívia Voigt é herdeira da WEG, uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo. A herança foi deixada por seu avô, Werner Voigt. Fundada em 1961, a WEG começou produzindo motores elétricos e expandiu sua linha de produtos para incluir geradores, transformadores, acionamentos e controles elétricos, automação, tintas e vernizes industriais. Hoje, a WEG é uma multinacional com fábricas e filiais em mais de 40 países. Em 2023, a empresa faturou R$ 32,5 bilhões e emprega mais de 45 mil colaboradores. Apesar de ser uma das maiores acionistas individuais da WEG, Lívia Voigt não ocupa nenhum cargo executivo na empresa e não faz parte do conselho. Lívia é neta de Werner Ricardo Voigt, cofundador da WEG junto com Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus. Sua irmã mais velha, Dora Voigt, também está na lista aos 27 anos. Além delas, Eduardo Voigt Schwartz e Mariana Voigt Schwartz Gomes são outros brasileiros mencionados no ranking. Todos são netos de Werner Voigt. 3. Clemente Del Vecchio: US$ 6,6 bilhões Clemente del Vecchio, em uma de suas únicas fotos públicas Reprodução Clemente Del Vecchio é o mais novo dos seis filhos de Leonardo Del Vecchio, fundador da Luxottica, a maior marca de óculos do mundo, que faleceu aos 87 anos em junho de 2022. A empresa fabrica óculos de grifes famosas como Ray-Ban, Oakley, Giorgio Armani, Prada, Vogue e Dolce & Gabbana. Em 2018, a Luxottica se fundiu com uma empresa francesa de lentes, formando a EssilorLuxottica, avaliada em mais de US$ 130 bilhões. Com a morte do pai, Clemente herdou 12,5% da Delfin, holding da EssilorLuxottica. A Delfin também possui ações dos bancos italianos Mediobanca e UniCredit, da seguradora Generali e da incorporadora imobiliária Covivio. O patrimônio de Clemente vem dessas participações. A herança de Leonardo Del Vecchio foi dividida entre seus outros cinco filhos, sua esposa e outros executivos. Ele foi um dos principais empresários da Itália, conhecido por sua história de superação. Nascido na pobreza, cresceu em um orfanato e, em 1961, fundou a Luxottica, que inicialmente fornecia componentes para óculos, mas logo passou a desenvolver suas próprias armações. Leonardo permaneceu como presidente e principal acionista da Luxottica até 2018, quando se uniu à Essilor. Durante sua carreira, fez amizade e uma parceria de sucesso com o estilista Giorgio Armani. Veja os bilionários com menos de 30 anos Johannes von Baumbach (herdeiro da Boehringer Ingelheim), 19 anos: US$ 5,4 bilhões Lívia Voigt de Assis (herdeira da WEG), 20 anos: US$ 1,2 bilhão Clemente Del Vecchio (herdeiro da EssilorLuxottica), 20 anos: US$ 6,6 bilhões Kim Jung-youn (herdeira da NXC), 21 anos: US$ 1,3 bilhão Kevin David Lehmann (herdeiro da Drogerie Markt), 22 anos: US$ 3,6 bilhões Franz von Baumbach (herdeiro da Boehringer Ingelheim), 23 anos: US$ 5,4 bilhões Kim Jung-min (herdeira da NXC), 23 anos: US$ 1,3 bilhão Luca Del Vecchio (herdeiro da EssilorLuxottica), 23 anos: US$ 6,6 bilhões Remi Dassault (herdeiro da Dassault), 23 anos: US$ 2,8 bilhões Máximo Tebar (herdeiro da Stihl), 24 anos: US$ 1,1 bilhão Catarina von Baumbach (herdeira da Boehringer Ingelheim), 25 anos: US$ 5,4 bilhões Zahan Mistry (herdeiro da Tata Sons), 26 anos: US$ 4 bilhões Maximiliano von Baumbach (herdeiro da Boehringer Ingelheim), 27 anos: US$ 5,4 bilhões Dora Voigt de Assis (herdeira da WEG), 27 anos: US$ 1,2 bilhão Alexandre Wang (fundador da Scale AI), 28 anos: US$ 2 bilhões Firoz Mistry (herdeiro da Tata Sons), 28 anos: US$ 4 bilhões Alexandra Andresen (herdeira e parte do conselho da Ferd), 28 anos: US$ 1,9 bilhão Leonardo Maria Del Vecchio (herdeiro da EssilorLuxottica), 29 anos: US$ 6,6 bilhões Ed Craven (cofundador do cassino online Stake.com), 29 anos: US$ 2,8 bilhões Catarina Andresen (herdeira e parte do conselho da Ferd), 29 anos: US$ 1,9 bilhão Quem são os cinco novos bilionários brasileiros



Lista de bilionários da Forbes: quem são as mulheres mais ricas do mundo, e de onde vêm suas fortunas


01/04/2025 13:15 - g1.globo.com


Topo da lista fica com Alice Walton, herdeira do Walmart. Na lista geral, com homens e mulheres, ela ocupa o 15º lugar. Quem são as mulheres mais ricas do mundo, segundo a Forbes Reuters/AP Alice Walton, herdeira do Walmart, é a mulher mais rica do mundo, segundo o ranking de bilionários da revista Forbes. Com uma fortuna estimada em US$ 101 bilhões (R$ 585 bilhões), a norte-americana de 75 anos é filha de Sam Walton, fundador do Walmart. Ela ocupa o 15º lugar na lista geral, que inclui homens e mulheres. Alice ultrapassou a riqueza da empresária francesa Françoise Bettencourt Meyers, herdeira da L'Oréal, no final do ano passado. Françoise agora é a segunda mulher mais rica do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 81,6 bilhões (R$ 473 bilhões). Na lista geral, ela ocupa o 20º lugar. Veja abaixo quem são as 10 mulheres mais ricas do mundo. LEIA MAIS Elon Musk é homem mais rico do mundo em 2025; veja o top 10 Lista de bilionários da Forbes tem 55 brasileiros; veja quem são Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes Johannes von Baumbach: alemão de 19 anos é o bilionário mais jovem do mundo Quem é Mario Araripe, o único novato brasileiro na lista de bilionários da Forbes 2025 Lista de bilionários tem 288 novatos; Brasil ganha um bilionário, mas perde 16 Lista de bilionários da Forbes 2025: saiba quem são as pessoas mais ricas do mundo 1. Alice Walton: US$ 101 bilhões Alice Walton, filha do fundador da Wal-Mart, Sam Walton Reuters/Rick Wilking Alice Walton herdou a fortuna de seu pai, Sam Walton, fundador da gigante norte-americana do varejo Walmart. Ele morreu em 1992. Apaixonada por artes, Alice fundou o Crystal Bridges Museum of American Art, no Arkansas, nos Estados Unidos. Ela também foi uma das maiores criadoras de cavalos do país. Em 2015, no entanto, ela vendeu seus ranchos para se dedicar ao museu. A empresária se divorciou duas vezes e não tem filhos. Ela já foi protagonista de escândalos por dirigir embriagada e chegou a ser presa em outubro de 2011. Em 1989, ela atropelou e matou uma pessoa. Alice nunca se envolveu nos negócios da empresa, ao contrário dos irmãos. Segundo a revista Forbes, os herdeiros de Sam Walton ainda possuem quase 46% da empresa fundada pelo pai — a estimativa é que as ações estejam igualmente divididas entre Alice e seus irmãos, Jim e Rob Walton. 2. Françoise Bettencourt Meyers: US$ 81,6 bilhões Françoise Bettencourt Meyers volta à lista dos 10 mais ricos do mundo Francois Mori/AP A francesa Françoise Bettencourt Meyers se tornou a herdeira direta da L'Oréal em 2017, quando sua mãe faleceu, aos 94 anos. Assim, passou a ter 33% das ações da companhia. Um ano depois, em 2018, ela apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes. Meyers esteve no conselho de administração da companhia por 28 anos, de 1997 até fevereiro deste ano, quando anunciou que deixaria o cargo e a vice-presidência da companhia. Seu filho, Jean-Victor Meyers passou a ocupar seu cargo como vice-presidente e Alexandre Benais, presidente adjunto da Téthys Invest — holding da família e maior acionista da empresa de cosméticos — a substituiu no conselho. A família Bettencourt Meyers tem uma participação de cerca de 35% na L'Oréal, segundo a Forbes. Além do trabalho na L'Oreal, Bettencourt Meyers é escritora, pianista e filantropa. Ela também preside a fundação filantrópica da família, que incentiva e participa de projetos na ciência e na arte na França. A bilionária escreveu dois livros: um estudo em cinco volumes sobre a Bíblia e uma genealogia dos deuses gregos. 3. Julia Koch: US$ 74,2 bilhões Julia Koch comparece à festa de gala "An Evening Honoring Valentino", no Alice Tully Hall, em 2015 Evan Agostini/Invision/AP A 3ª mulher mais rica do mundo é a socialite e filantropa Julia Koch, herdeira da Koch, Inc. (antiga Koch Industries). Segundo a Forbes, ela e seus três filhos herdaram uma participação de 42% na empresa de seu marido, David Koch, que morreu em 2019, aos 79 anos. Nascida em 1962 em Iowa, nos Estados Unidos, a bilionária se mudou para Nova York na década de 1980. Segundo a Forbes, ela conheceu seu marido, David, em um encontro às cegas em 1991. Eles começaram a namorar seis meses depois e se casaram em 1996. Em fevereiro do ano passado, sua fundação de caridade voltada para iniciativas de saúde, educação e artes, a Julia Koch Family Foundation, doou US$ 75 milhões (R$ 430,7 milhões) para financiar um centro de atendimento ambulatorial na unidade de West Palm Beach da NYU Langone. Quatro meses depois, seus três filhos pagaram quase US$ 700 milhões (cerca de R$ 4 bilhões) por 15% da BSE Global, dona da Brooklyn Nets da NBA e do New York Liberty da WNBA, segundo a Forbes. 4. Jacqueline Mars: US$ 42,6 bilhões A herdeira e investidora norte-americana Jacqueline Mars, em foto de dezembro de 2017 Ron Sachs/pool via CNP/DPA/AFP Jacqueline Mars, que ocupa a 4ª posição no ranking das mulheres mais ricas do mundo da Forbes, também é herdeira. Segundo a revista, estima-se que ela seja dona de um terço da Mars, empresa de doces, alimentos e cuidados para animais de estimação fundada por seu avô. A bilionária trabalhou na empresa por quase 20 anos, tendo atuado no conselho de administração da companhia até 2016. Seu filho, Stephen Badger, segue no conselho de diretores da Mars. Nascida em 1939, a herdeira também faz parte do conselho do Arquivo Nacional e já fez parte do conselho da Ópera Nacional de Washington. A bilionária também é dona de uma fazenda de cavalos na Virgínia, com animais treinados e montados por medalhistas olímpicos. 5. Rafaela Aponte-Diamant: US$ 37,7 bilhões Rafaela Aponte-Diamant, empresária bilionária suíço-italiana, em foto de junho de 2006. Cofundadora e vice-presidente do grupo MSC, maior empresa privada de transporte marítimo de contêineres do mundo, ela aparece na lista da 'Forbes' de pessoas mais ricas Frank Perry/AFP/Arquivo Rafaela Aponte-Diamant, de 80 anos, possui 50% das ações da MSC, a maior companhia de navegação do mundo. O marido dela, Gianluigi, é dono da outra metade. A MSC opera em cruzeiros de férias (MSC Cruzeiros), logística terrestre (Medlog) e operações portuárias (Terminal Investment Limited). Rafaela é responsável pela decoração dos navios. Segundo a Forbes, Rafaela conheceu Gianluigi em uma viagem à ilha italiana de Capri na década de 1960, quando Gianluigi era capitão de um navio. Eles entraram no setor de transporte marítimo juntos em 1970, quando compraram um navio com um empréstimo de US$ 200 mil. Veja as 10 mulheres mais ricas do mundo Alice Walton (herdeira do Walmart): US$ 101 bilhões; Françoise Bettencourt Meyers (herdeira da L'Oréal): US$ 81,6 bilhões Julia Koch (herdeira da Koch, Inc.): US$ 74,2 bilhões Jacqueline Mars (herdeira da Mars): US$ 42,6 bilhões Rafaela Aponte-Diamant (cofundadora da MSC): US$ 37,7 bilhões; Savitri Jindal (presidente do Jindal Group): US$ 35,5 bilhões Abigail Johnson (herdeira e CEO of Fidelity Investments): US$ 32,7 bilhões; Miriam Adelson (herdeira do Las Vegas Sands): US$ 32,1 bilhões; Marilyn Simons (herdeira de investimentos): US$ 31 bilhões; Melinda French Gates (acionista da Microsoft): US$ 30,4 bilhões.



Quem é Mario Araripe, o único novato brasileiro na lista de bilionários da Forbes 2025


01/04/2025 13:02 - g1.globo.com


Empresário fundou a Casa dos Ventos em 2007, a maior desenvolvedora de energia renovável do país. Outros 54 brasileiros já estavam no ranking. Mário Araripe, durante premiação em 2024 Isamel Soares/SVM Mario Araripe, de 70 anos, é o único brasileiro que entrou para a lista de bilionários da revista Forbes neste ano. O ranking foi divulgado nesta terça-feira (1º) e conta com 288 membros novatos. Outros 54 brasileiros já estavam na lista. (leia mais abaixo) Criado no Ceará, Mario Araripe fundou a Casa dos Ventos em 2007, a maior desenvolvedora de energia renovável do Brasil. Ele é o maior acionista da empresa e divide a liderança com seu filho, Lucas Araripe. Sua fortuna é estimada em US$ 3 bilhões. Antes de se dedicar às energias renováveis, Araripe comandou empresas nos setores imobiliário, têxtil e automobilístico. Em 2006, ele vendeu a fabricante de veículos off-road Troller para a Ford. Em janeiro de 2023, a empresa francesa TotalEnergies adquiriu 34% do portfólio de geração de energia da Casa dos Ventos, com a joint venture avaliada em mais de US$ 2 bilhões, segundo a Forbes. Hoje, os empreendimentos da Casa dos Ventos representam um terço dos parques eólicos em operação no país. LEIA MAIS Elon Musk é homem mais rico do mundo em 2025; veja o top 10 Quem são as mulheres mais ricas do mundo, e de onde vêm suas fortunas Lista de bilionários da Forbes tem 55 brasileiros; veja quem são Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes Johannes von Baumbach: alemão de 19 anos é o bilionário mais jovem do mundo Lista de bilionários tem 288 novatos; Brasil ganha um bilionário, mas perde 16 Quem é Mario Araripe, o único novato brasileiro na lista de bilionários da Forbes 2025 Brasileiros bilionários 🤑🤑 Eduardo Saverin e Vicky Safra são os dois brasileiros mais ricos de 2025, segundo a Forbes Roslan Rahman/AFP/Arquivo e Silvana Garzaro/Estadão Conteúdo Com uma fortuna de US$ 34,5 bilhões, o cofundador do Facebook Eduardo Saverin é o brasileiro mais rico atualmente, segundo o ranking. Este é o segundo ano consecutivo em que o empresário ocupa o topo da lista de bilionários brasileiros. Pelo ranking geral, ele é o 51º mais endinheirado do mundo. A segunda posição neste ano ficou com Vicky Safra, herdeira de Joseph, fundador do Banco Safra. A fortuna dela é de US$ 20,7 bilhões — o que a torna também a mais rica entre as mulheres brasileiras. No ranking geral da Forbes, Vicky ocupa a 98° colocação. Ao todo, 55 brasileiros apareceram na lista anual de bilionários da Forbes em 2025. Além das pessoas nascidas no Brasil, a lista também considera quem fez carreira e/ou mora no país. (veja a lista completa aqui)



As acusações do governo Trump contra o Brasil antes de dia do tarifaço global


01/04/2025 12:38 - g1.globo.com


Presidente americano prometeu revelar uma enorme lista de impostos de importação nesta semana para todos os países. Donald Trump prometeu revelar uma enorme lista de impostos de importação nesta semana para todos os países EPA via BBC Na véspera do esperado anúncio do presidente americano Donald Trump de uma série de novas tarifas contra diversos países do mundo, o governo dos EUA divulgou um relatório detalhado no qual analisa as práticas comerciais de diversos países do mundo — inclusive o Brasil, que é acusado de "falta de previsibilidade" no documento. O presidente americano se prepara para revelar uma enorme lista de impostos de importação nesta quarta-feira (2) para todos os países, não só aqueles com desequilíbrio comercial com os EUA. Trump está chamando esse dia de "Dia da Libertação da América". O departamento de comércio do governo americano (USTR, na sigla em inglês) publicou na segunda-feira (31) seu relatório anual Estimativa Nacional de Comércio, no qual detalha as barreiras comerciais enfrentadas pelos exportadores americanos. O relatório é usado para ajudar o governo americano a determinar sua política comercial com outros países. "Nenhum presidente americano na história moderna reconheceu as barreiras comerciais externas abrangentes e prejudiciais que os exportadores americanos enfrentam mais do que o presidente Trump", disse diretor do USTR, Jamieson Greer, ao divulgar o relatório. "Sob sua liderança, esta administração está trabalhando com diligência para abordar essas práticas injustas e não recíprocas, ajudando a restaurar a justiça e a colocar as empresas e os trabalhadores americanos em primeiro lugar no mercado global." Os EUA já haviam anunciado nas últimas semanas tarifas de importação sobre alumínio e aço que tiveram impacto direto na indústria brasileira. A postura mais dura de Trump aumentou o nervosismo sobre uma guerra comercial atingindo a economia global. Mercados de ações tiveram forte queda esta semana. Incertezas com tarifas recíprocas de Trump mexem com o mercado; Bruno Carazza comenta 'Tarifas altas' e 'falta de previsibilidade' O Brasil é destacado em seis das 397 páginas do relatório do governo americano. "O Brasil impõe tarifas relativamente altas sobre importações em uma ampla gama de setores, incluindo automóveis, peças automotivas, tecnologia da informação e eletrônicos, produtos químicos, plásticos, máquinas industriais, aço e têxteis e vestuário", afirma o documento americano. "Os exportadores dos EUA enfrentam incertezas significativas no mercado brasileiro porque o governo frequentemente modifica as taxas tarifárias dentro das flexibilidades do Mercosul." "A falta de previsibilidade com relação às taxas tarifárias torna difícil para os exportadores dos EUA preverem os custos de fazer negócios no Brasil." Há uma série de reivindicações específicas sobre os problemas da relação comercial entre EUA e Brasil, do ponto de vista de produtores americanos e do governo. É o caso do etanol, por exemplo. O relatório Estimativa Nacional de Comércio diz que entre 2011 e 2017, o comércio do produto entre EUA e Brasil era praticamente livre de tarifas. Em setembro de 2017, o Brasil começou a impor tarifas. Desde 2024, o Brasil impõe tarifa de 18% sobre o etanol americano, segundo o relatório. "Os Estados Unidos continuam se engajando com o Brasil para reduzir sua tarifa de etanol para fornecer tratamento recíproco ao comércio de etanol entre os EUA e o Brasil." O relatório destaca alguns impostos do Brasil que têm impacto sobre produtos americanos: IPI de 19,5% sobre bebidas alcoólicas (contra 16,25% de IPI sobre a cachaça); impostos do setor audiovisual que incidem apenas sobre programas e filmes estrangeiros que passam nos cinemas e na televisão brasileira. O governo americano também registra a reclamação de alguns setores americanos a regras de licenciamento de importação — produtos e serviços que precisam de uma autorização específica de ministérios e agências para poderem ser importados. É o caso, por exemplo, de bebidas e farmacêuticos, que precisam de liberação do ministério da Agricultura e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), respectivamente. Americanos reclamam de proteção ao etanol e combustíveis renováveis no Brasil Getty Images via BBC "Uma lista de produtos sujeitos a procedimentos de licenciamento de importação não automáticos está disponível no sistema de documentação informatizada da Secretaria de Comércio Exterior, mas informações específicas relacionadas a requisitos de licenciamento de importação não automático e explicações para rejeições de pedidos de licença de importação não automáticos não estão disponíveis", diz o governo americano. "A falta de transparência em torno desses procedimentos é um impedimento para as exportações dos EUA." O governo americano cita que há reclamações de exportadores americanos de calçados e vestuário e do setor automotivo. "Para automóveis, atrasos na emissão de licenças de importação não automáticas afetam negativamente as exportações de automóveis e peças automotivas dos EUA para o Brasil." "As empresas dos EUA continuam reclamando de requisitos de documentação inconsistentes para a importação de certos tipos de bens, como equipamentos pesados. Esses requisitos de documentação se aplicam mesmo se as importações forem temporárias e destinadas ao uso em outros países." Transferência de dados e combustíveis renováveis Na parte de tecnologia, os americanos reclamam da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) do Brasil, que restringe a transferência de dados pessoais para fora do Brasil. "Os regulamentos que implementam essas restrições foram publicados em agosto de 2024, com um período de transição de 12 meses para as empresas. A implementação tardia de mecanismos aprovados para transferências internacionais de dados (por exemplo, certificações, códigos de conduta e cláusulas contratuais) criou incerteza para as empresas e obstáculos ao processamento e compartilhamento rotineiros de dados para fins comerciais", diz o governo americano. "Os EUA incentivaram o Brasil a trabalhar em estreita colaboração com empresas e organizações afetadas pela LGPD para resolver problemas de implementação e execução de forma razoável e consistente." Sobre o programa RenovaBio, de promoção de energia renovável, o governo americano reclama que as empresas americanas não podem participar do mercado de créditos de carbono — um pleito dos EUA junto ao governo brasileiro. Na agropecuária, os produtores americanos de carne suína pedem acesso ao mercado brasileiro. "O mercado do Brasil ainda está fechado para carne suína fresca e congelada dos EUA devido às preocupações do Brasil de que os produtos de carne suína importados para os EUA da União Europeia aumentam os riscos associados à Peste Suína Africana", afirma o relatório. "O Brasil não forneceu evidências científicas que apoiem a proibição e a ela parece ser inconsistente com os padrões internacionais da Organização Mundial de Saúde Animal. As discussões entre o departamento de Agricultura dos EUA e o ministério da Agricultura do Brasil estão em andamento, mas ainda precisam estabelecer acesso para exportações de carne suína dos EUA para o Brasil." O governo americano reclama também: das regras de licitações governamentais — que só incluem empresas estrangeiras quando não há alternativas disponíveis com mão-de-obra nacional; da falta de penalidades e fiscalização sobre pirataria, tanto online como de produtos físicos; da tarifa de 60% em cima de produtos importados pela Declaração Simplificada de Importação; da obrigatoriedade de residentes no Brasil serem responsáveis por administrar instituições financeiras, como bancos. Reação do Brasil O Brasil prepara uma resposta à guerra comercial de Trump. Uma comissão do Senado deve votar nesta terça-feira (1º) um projeto que cria a Lei da Reciprocidade. O texto prevê que o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex) seja o órgão responsável por medidas de retaliação a "ataques à soberania do Brasil". O projeto de lei afirma que "as contramedidas previstas deverão ser, na medida do possível, proporcionais ao impacto econômico causado pelas ações, políticas ou práticas". A Lei da Reciprocidade prevê que a Camex realize consultas públicas com partes interessadas, determine prazos para análise de reclamações e sugira contramedidas.



Dólar cai e fecha em R$ 5,68, após dados fracos dos EUA e à espera do 'tarifaço' de Trump; Ibovespa sobe


01/04/2025 12:00 - g1.globo.com


A moeda norte-americana caiu 0,39%, cotada a R$ 5,6833. Já o principal índice da bolsa de valores encerrou com um avanço de 0,68%, aos 131.147 pontos. Notas de real e dólar Amanda Perobelli/ Reuters O dólar inverteu o sinal e fechou em queda nesta terça-feira (1º), cotado a R$ 5,68. O mercado repercutiu indicadores econômicos e de postos de trabalho nos Estados Unidos, enquanto seguia à espera do detalhamento das tarifas recíprocas do presidente americano Donald Trump. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, encerrou em alta. Dados divulgados nesta terça mostram que a indústria dos EUA contraiu em março, após dois meses de expansão. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial caiu de 50,3 para 49,0, segundo o Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês). Além disso, o relatório Jolts apontou que as vagas de emprego em aberto nos EUA caíram em fevereiro, uma vez que a crescente incerteza sobre a economia devido às tarifas sobre as importações reduziu a demanda por mão de obra, disse a Reuters. O número foi de 7,762 milhões em janeiro para 7,568 milhões no último dia de fevereiro, informou o Departamento do Trabalho. Investidores também se preparam para uma explicação de Trump sobre como vão funcionar, de fato, as "tarifas recíprocas" que serão aplicadas a partir desta quarta-feira (2) sobre diferentes países que importam produtos para os EUA. Trump tem chamado a data de "Dia da Libertação" porque, segundo ele, esse será o dia em que o conjunto de taxas libertará os EUA de produtos estrangeiros. A imposição de tarifas de importação é uma das principais promessas de campanha do republicano. Desde que assumiu o atual mandato, ele já decretou tarifas sobre grandes parceiros comerciais, como México e Canadá, além de impor ou ameaçar colocar taxas sobre produtos específicos, como aço, alumínio, automóveis e produtos agrícolas. O grande temor do mercado é que o tarifaço inicie uma guerra comercial generalizada pelo mundo, em que outros países também elevem suas taxas em resposta às decisões do presidente americano. No Brasil, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta terça um projeto que cria mecanismos e autoriza o governo a retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos brasileiros (entenda mais). 🔎 Tarifas maiores tornam os produtos mais caros, e encarecem também os bens e serviços que dependem desses insumos importados. Isso tende a aumentar a inflação e impactar o consumo. Por isso, há uma percepção de que os EUA podem passar por um período de desaceleração da atividade econômica, ou até uma recessão da economia — o que tem potencial de afetar o mundo todo. Veja abaixo o resumo dos mercados. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair 💲Dólar O dólar caiu 0,39%, cotado a R$ 5,6833. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,6728. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: queda de 1,32% na semana; recuo de 0,39% no mês; e perda de 8,03% no ano. Na segunda-feira (31), a moeda americana teve queda de 0,94%, cotada a R$ 5,7052. a 📈Ibovespa Já o Ibovespa encerrou com um avanço de 0,68%, aos 131.147 pontos. Com o resultado, o Ibovespa acumulou: queda de 0,57% na semana; avanço de 0,68% no mês; e ganho de 9,03% no ano. Na segunda-feira, o índice teve baixa de 1,25%, aos 130.260 pontos. O que está mexendo com os mercados? O que está mexendo com os mercados? O tarifaço de Trump segue mexendo com os ânimos de investidores no mundo inteiro, com a crescente cautela de que a guerra tarifária resulte em inflação e recessão econômica. O presidente prometeu, ainda no começo do ano, que anunciaria as tarifas recíprocas em 2 de abril, esta quarta-feira. E há muita expectativa por todo o mundo em entender como vão funcionar essas taxas e sobre quais países elas serão cobradas. Em uma entrevista recente à Fox Business, o assessor Kevin Hassett disse que o foco do governo americano seria cobrar essas tarifas sobre um grupo de 10 a 15 países, que são o que têm os piores desequilíbrios tarifários com os EUA. Ele não disse quais são esses países, porém. No domingo (30), no entanto, Trump disse que essa aplicação de tarifas "começaria com todos os países" e complementou que "essencialmente, todos os países dos quais estamos falando". Nos últimos meses, Trump falou sobre diversos países. Começou com o México e o Canadá, aos quais o presidente aplicou uma taxa de 25% sobre todas as importações, que está temporariamente suspensa para produtos que fazem parte do acordo comercial entre os países. Também impôs uma taxa extra de 10% sobre os produtos chineses, elevando as tarifas sobre o país a 20%. Além disso, Trump já ameaçou impor tarifas sobre produtos da União Europeia, ao etanol do Brasil e, mais recentemente, ao petróleo da Rússia. Em fevereiro, Trump assinou um memorando que instruía as autoridades comerciais dos EUA a visitarem país por país e elaborarem uma lista de contramedidas personalizadas. Na semana passada, ele sugeriu que poderia reduzir seus planos recíprocos, talvez em alguns casos impondo tarifas mais baixas do que as cobradas pelos países dos EUA. Essa incerteza em relação a como devem funcionar as tarifas recíprocas tem aumentado a aversão aos riscos no mercado, levando os investidores a priorizarem os ativos e moedas mais seguros, como o dólar. Na União Europeia, uma das regiões mais citadas por Trump, as autoridades se mobilizam para reagir. A chefe do Executivo da UE, Ursula von der Leyen, disse nesta terça que tem um "plano forte" para retaliar as tarifas dos EUA, embora prefira negociar uma solução. Na segunda, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse que a guerra comercial iniciada pelos EUA deve levar a Europa à "independência". "Ele chama de 'Dia da Libertação' nos Estados Unidos, mas eu vejo como um momento em que devemos decidir juntos como controlar de melhor maneira o nosso destino e acredito que é um passo para a independência", declarou à rádio France Inter, antes de enfatizar um "momento existencial para a Europa". Lagarde também afirmou que "para estar em uma boa posição de negociação, devemos demonstrar que não estamos prontos para nos curvar", além de afirmar que uma guerra comercial só cria perdedores. A presidente do BCE reafirmou sua estimativa de uma redução de cerca de 0,3 ponto percentual para a Europa no primeiro ano de tarifas sobre as importações dos EUA provenientes da Europa. Ela acrescentou que, se a Europa responder com medidas recíprocas, o crescimento será ainda menor, com queda de 0,5 ponto percentual. O mercado também teme que a política tarifária de Trump aumente a inflação e provoque uma redução na atividade econômica dos EUA. *Com informações das agências de notícias Reuters e AFP



União Europeia tem 'plano forte' para retaliar tarifas de Trump nos EUA, diz Ursula von der Leyen


01/04/2025 11:58 - g1.globo.com


Presidente dos Estados Unidos já implementou taxas sobre aço e alumínio e também vai cobrar impostos mais caros sobre carros. Nesta quarta (2), deve detalhar as 'tarifas recíprocas'. Ursula von der Leyen, chefe do Executivo da União Europeia Yves Herman/ Reuters A União Europeia tem um "plano forte" para retaliar as tarifas impostas pelos Estados Unidos, embora prefira negociar uma solução, disse a chefe do Executivo da UE, Ursula von der Leyen, nesta terça-feira (1º). "Não queremos necessariamente retaliar. Mas se for necessário, temos um plano forte para retaliar e o usaremos", afirmou. O presidente dos EUA, Donald Trump, já implementou tarifas sobre aço e alumínio importados em março, e impostos mais altos sobre carros entrarão em vigor na quinta-feira. Trump também definirá planos para as "tarifas recíprocas" nesta quarta (2). Em um discurso ao Parlamento Europeu em Estrasburgo, Von der Leyen disse que entende os argumentos dos EUA de que outros países tiraram vantagem das regras do comércio global, e que a UE também sofreu. No entanto, destacou que as tarifas dos EUA são impostos sobre os consumidores que podem alimentar a inflação e fazer as fábricas americanas pagarem mais pelos componentes, custando empregos. "Nosso objetivo é uma solução negociada. Mas é claro que, se necessário, protegeremos nossos interesses, nosso povo e nossas empresas", disse. Tarifas recíprocas Trump deve detalhar nesta quarta-feira (2) como funcionarão as "tarifas recíprocas", que serão aplicadas sobre diferentes países que importam produtos para os EUA. O republicano tem chamado a data de "Dia de Libertação" porque, segundo ele, será o dia em que o conjunto de taxas libertará os EUA de produtos estrangeiros. Incertezas com tarifas recíprocas de Trump mexem com o mercado; Bruno Carazza comenta Os detalhes dessa rodada de impostos ainda não estão claros. Em fevereiro, Trump anunciou que determinaria a cobrança de tarifas recíprocas a países que cobram taxa de importação de produtos americanos, mas não especificou a alíquota ou como essa taxa seria calculada. "Queremos um sistema nivelado", disse Trump em fevereiro. O republicano também indicou a previsão de outras cobranças no mesmo dia, como as taxas de importação setoriais e também para automóveis, por exemplo. 'Dia da Libertação': o que esperar das tarifas prometidas por Trump Na última semana, Trump afirmou que as tarifas recíprocas devem incluir todos os países, mas disse que as taxas podem ser mais suaves do que se espera e que está aberto a fazer acordos. Em meio à confusão, o mercado financeiro tem reagido mal aos anúncios de Trump, pois espera que o tarifaço aumente a inflação e prejudique a economia dos EUA. Respostas de outros países A maioria dos líderes estrangeiros vê as tarifas de Trump como algo que pode ser destrutivo para a economia global, mesmo que estejam preparados para impor suas próprias contramedidas. No Brasil, o Senado deve votar nesta terça um projeto que cria a Lei de Reciprocidade Econômica, uma tentativa de responder às medidas de Trump. Na segunda (31), uma comitiva formada por diplomatas brasileiros viajou aos EUA para buscar alternativas às tarifas. Veja abaixo outras reações: Canadá: o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, disse recentemente que as ameaças tarifárias de Trump acabaram com a parceria entre seu país e os EUA. França: o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que as tarifas "não eram coerentes" e significariam “quebrar cadeias de valor, criar inflação no curto prazo e destruir empregos", reiterando que sua nação também traria medidas defensivas. México: a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, evitou respostas retaliatórias sobre tarifas, mas disse considerar fundamental defender os empregos em seu país. China: o governo chinês disse que as tarifas de Trump prejudicariam o sistema de comércio global e não resolveriam os desafios econômicos identificados pelo presidente norte-americano.



Lista de bilionários da Forbes tem 288 novatos em 2025; Brasil ganha um bilionário, mas perde 16


01/04/2025 11:29 - g1.globo.com


Os novatos vieram de 33 diferentes países e são empreendedores, investidores ou herdeiros. Juntos, somam um patrimônio de US$ 680 bilhões. Único brasileiro que entrou na lista este ano foi o empresário Mário Araripe, de 70 anos. Mario Araripe é o único brasileiro entre os novos membros na lista de bilionários da Forbes. Reuters/Divulgação/SVM O seleto grupo de bilionários ganhou 288 novos membros no último ano, segundo a lista de 2025 divulgada pela Forbes nesta terça-feira (1°). Agora, o mundo tem 3.028 pessoas com um patrimônio de US$ 1 bilhão ou mais. Isso é um recorde, de acordo com a publicação. Em 2024, eram 2.781 bilionários no mundo, o maior número até então. Os novatos vieram de 33 países diferentes e são empreendedores, investidores ou herdeiros. Juntos, somam um patrimônio de US$ 680 bilhões — uma média de US$ 2,4 bilhões cada. Cerca de 70% dos novos bilionários fizeram fortuna por conta própria, com seus negócios. A maioria veio da área de tecnologia, com 46 empreendedores atingindo os bilhões de dólares. Os Estados Unidos têm o maior número de novos bilionários, com 103 novos nomes na lista, mantendo a tradição dos anos anteriores. O único brasileiro que entrou na lista este ano foi o empresário Mário Araripe, de 70 anos. Ele fundou a Casa dos Ventos em 2007, a maior desenvolvedora de energia renovável do país. Ele é o maior acionista da empresa e divide a liderança com seu filho, Lucas Araripe. Sua fortuna é estimada em US$ 3 bilhões. Por outro lado, 16 brasileiros perderam o status de bilionário neste ano, tanto por perda de valor dos patrimônios quanto pela desvalorização do real em relação ao dólar. LEIA MAIS Elon Musk é homem mais rico do mundo em 2025; veja o top 10 Quem são as mulheres mais ricas do mundo, e de onde vêm suas fortunas Lista de bilionários da Forbes tem 55 brasileiros; veja quem são Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes Johannes von Baumbach: alemão de 19 anos é o bilionário mais jovem do mundo Quem é Mario Araripe, o único novato brasileiro na lista de bilionários da Forbes 2025 Lista de bilionários da Forbes 2025: saiba quem são as pessoas mais ricas do mundo Quem é Mário Araripe Quem é Mario Araripe, o único novato brasileiro na lista de bilionários da Forbes 2025 Criado no Ceará, Mario Araripe fundou a Casa dos Ventos em 2007, a maior desenvolvedora de energia renovável do Brasil. Antes de se dedicar às energias renováveis, ele comandou empresas nos setores imobiliário, têxtil e automobilístico. Em 2006, vendeu a fabricante de veículos off-road Troller para a Ford. Em janeiro de 2023, a empresa francesa TotalEnergies adquiriu 34% do portfólio de geração de energia da Casa dos Ventos, com a joint venture avaliada em mais de US$ 2 bilhões, segundo a Forbes. Hoje, os empreendimentos da Casa dos Ventos representam um terço dos parques eólicos em operação no país. Os destaques entre os novatos da lista Arnold Schwarzenegger durante o CES 2023, em Las Vegas, em janeiro de 2023 Steve Marcus/Reuters/Arquivo O astro do cinema Arnold Schwarzenegger e a estrela do rock Bruce Springsteen agora estão na lista de bilionários da Forbes. Schwarzenegger, ator austro-americano de 77 anos, conhecido por papéis em filmes de ação, além de sua atuação como fisiculturista e governador da Califórnia, tem um patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão. Sua fortuna vem principalmente dos milhões de dólares obtidos com os mais de 50 filmes que estrelou ao longo de sua carreira. O cantor e compositor Bruce Springsteen, de 75 anos, nascido nos Estados Unidos, ficou famoso por músicas como "Dancing in the Dark", que o tornaram uma estrela nos anos 80. Com os valores recebidos pelos direitos musicais, ele tem uma fortuna estimada em US$ 1,2 bilhão. Bruce Springsteen em cena de seu show na Broadway Divulgação/Rob DeMartin Jerry Seinfeld, comediante americano, também entrou para a lista com um patrimônio de US$ 1,1 bilhão. Segundo a Forbes, esse dinheiro vem de shows de stand-up, projetos para plataformas de streaming e, especialmente, um acordo de US$ 500 milhões para que a Netflix exiba um de seus seriados por cinco anos. Outros nomes menos conhecidos também entraram para a lista. É o caso de Steve Ells, fundador da Chipotle, uma das redes de comidas mexicanas mais famosas do mundo. Ele foi CEO da empresa até 2018 e, com suas ações na companhia, tem uma fortuna estimada em US$ 1 bilhão. Além do status de bilionário, a Forbes deu a Ells o título de pessoa "mais improvável" de entrar na lista. Outros destaques desse grupo são: Marilyn Simons, viúva e herdeira de Jim Simons, um pioneiro no mundo dos fundos de investimentos. Com um patrimônio de US$ 31 bilhões, ela é a novata mais rica da lista. Lyndal Stephens Greth, filha e herdeira do magnata do petróleo Autry Stephens, que deixou um patrimônio de US$ 25,8 bilhões para ela. Sulaiman Al Habib, bilionário da Arábia Saudita que colocou o país de novo na lista da Forbes, com uma fortuna de US$ 10,9 bilhões. Johannes von Baumbach, um dos 15 herdeiros da farmacêutica Boehringer Ingelheim, da Alemanha, que se tornou o mais jovem super-rico do mundo, com US$ 5,4 bilhões aos 19 anos. Clube dos 90+: veja quem são os bilionários mais velhos do mundo



Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes


01/04/2025 11:10 - g1.globo.com


Um dos cofundadores do Facebook, a fortuna do brasileiro é estimada em US$ 34,5 bilhões. Hoje, o empresário tem 43 anos e mora em Singapura, com sua esposa e filho. O cofundador do Facebook Eduardo Saverin comparece ao segundo aniversário da 99.co e ao lançamento do 99PRO em Singapura em 26 de maio de 2016. Roslan Rahman/AFP/Arquivo O empresário Eduardo Saverin voltou a liderar o ranking dos brasileiros mais ricos do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 34,5 bilhões. Os dados são da lista anual de bilionários da revista Forbes, divulgada nesta terça-feira (1°). Saverin é paulista — nasceu em 1982 na cidade de São Paulo, mas foi criado nos Estados Unidos. Ele é conhecido por ter ajudado Mark Zuckerberg a fundar o Facebook— os dois se conheceram quando estavam na faculdade. (veja mais detalhes abaixo) Hoje, o empresário tem 43 anos e mora em Singapura, com sua esposa e filho. Saverin também é cofundador e copresidente da B. Capital, empresa de venture capital. 🔍 Empresas de venture capital — também conhecidas como empresas de capital de risco — são aquelas que realizam investimentos em companhias inovadoras em estágio inicial ou de pequeno porte e oferecem conhecimento e ferramentas para que elas possam expandir. Normalmente, esse tipo de investimento é de alto risco, mas também pode oferecer altos retornos. Saverin se formou em economia em Harvard — onde conheceu Zuckerberg e ajudou a criar a rede social em 2004. O brasileiro foi o responsável pelo investimento inicial necessário para começar as operações da empresa, segundo o livro "Milionários Acidentais", de Ben Mezrich, publicado em 2012. Sua fortuna veio de uma participação minoritária da empresa. Ele apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital do Facebook, que fez valorizar sua participação. Sua fatia só não era maior porque Saverin e Zuckerberg romperam a parceria por discordarem sobre os rumos da empresa. O embate foi parar na Justiça e foi retratado no filme "A Rede Social" (2010), em que Saverin é interpretado pelo ator Andrew Garfield. Ainda assim, ele chegou a receber o título de brasileiro mais rico da história em 2024. Na época, sua fortuna ficou avaliada em US$ 155,9 bilhões, após as ações da Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, terem mostrado forte valorização. Veja abaixo alguns dos brasileiros mais ricos no ranking de bilionários da Forbes. LEIA MAIS Elon Musk é homem mais rico do mundo em 2025; veja o top 10 Quem são as mulheres mais ricas do mundo, e de onde vêm suas fortunas Lista de bilionários da Forbes tem 55 brasileiros; veja quem são Johannes von Baumbach: alemão de 19 anos é o bilionário mais jovem do mundo Quem é Mario Araripe, o único novato brasileiro na lista de bilionários da Forbes 2025 Lista de bilionários tem 288 novatos; Brasil ganha um bilionário, mas perde 16 1. Eduardo Saverin: US$ 34,5 bilhões Idade: 43 anos Onde mora: Singapura Eduardo Saverin, cofundador do Facebook Roslan Rahman/AFP/Arquivo 2. Vicky Safra: US$ 20,7 bilhões Idade: 72 anos Onde mora: Suíça Foto de arquivo de maio de 2014 mostra Vicky e Joseph Safra no Teatro Municipal de São Paulo durante a pré-estreia da ópera Carmen. O evento foi realizado em Prol da Congregação Israelita Paulista Silvana Garzaro/Estadão Conteúdo Vicky Safra, de 72 anos, tem origem grega. Ela tinha apenas 17 anos quando se casou com Joseph Safra, o homem que viria se tornar o banqueiro mais rico do mundo. A fortuna da família tem raízes na Síria, com a criação de uma empresa que operava como casa bancária em 1800. Só começou a fazer parte da história do Brasil em 1953, quando o pai de Joseph Safra, Jacob Safra, se mudou com a família para o país. Por aqui, a fundação da Safra Financeira veio em 1967. Com as compras de outras instituições financeiras, em 1972 o Banco Safra se estabeleceu no Brasil. Juntos, Vicky e Joseph Safra tiveram quatro filhos e 14 netos. Joseph Safra morreu em 2020, aos 82 anos, por causas naturais. Entre os filhos, Jacob e David administram os negócios do Safra no Brasil e fora do país. Alberto deixou os negócios da família e fundou a gestora de ativos ASA. Esther também vendeu suas ações, e é casada com Carlos Dayan, da família dona do banco Daycoval. 3. Jorge Paulo Lemann: US$ 17 bilhões Idade: 85 anos Onde mora: Suíça O empresário Jorge Paulo Lemann, em foto de novembro de 2013 Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo O empresário Jorge Paulo Lemann se mantém como um dos mais ricos do Brasil, mesmo após perdas recentes com o caso Americanas. Ele é um dos principais sócios da empresa de investimentos 3G Capital Partners, que aplica recursos na varejista e em outras empresas. Nascido no Rio de Janeiro, em 26 de agosto de 1939, Lemann tem dupla nacionalidade — é filho de suíços que imigraram para o Brasil no começo do século XX. Órfão de pai aos 14 anos, foi um estudante dedicado e, seguindo os passos de um primo, se formou em economia em Harvard. Iniciou sua carreira atuando em bancos e financeiras até começar a atuar no mercado de capitais, o que o levou a se tornar, em meados da década de 1960, sócio da financeira Invesco, que quebrou em 1966. Lemann se tornou sócio, então, da corretora Libra, da qual tentou comprar o controle. No começo de 1970, o empresário vendeu sua participação na corretora por US$ 200 mil. No ano seguinte, comprou título da Corretora Garantia, onde viria a conhecer os sócios Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira. O trio se tornou investidor de uma série de empresas, como Ambev e Lojas Americanas. Mais tarde, tornou-se acionista controlador da Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo. Em 2016, a empresa comprou a cervejaria SABMiller por quase US$ 100 bilhões. Lemann e seus sócios também possuem participações na Restaurant Brands International, controladora do Burger King e da rede canadense de cafés Tim Hortons. 4. David Velez: US$ 10,7 bilhões Idade: 43 anos Onde mora: Brasil David Velez, cofundador do Nubank, e Mariel Reyes, cofundadora da {reprograma}, assinaram carta ao The Giving Pledge, prometendo doar sua fortuna em vida Arquivo pessoal Nascido na Colômbia, David Velez foi colocado no filtro brasileiro pela Forbes. Ele faz parte de um grupo de pessoas na lista que fizeram carreira e/ou mora no país, já que sua fortuna foi feita com o banco digital Nubank, que tem sede na cidade de São Paulo. Ele é cofundador da fintech com a brasileira Cristina Junqueira, que também aparece na lista, e Edward Wible. Velez é o atual CEO do Nubank. Antes da criação do banco, o executivo passou por outras instituições conhecidas, como o Morgan Stanley, General Atlantic e Sequoia. 5. Carlos Alberto Sicupira: US$ 7,6 bilhões Idade: 77 anos Onde mora: Suíça Brasil, São Paulo, SP, 11/11/2010. O empresário Beto Sicupira durante a noite de autógrafos da jornalista Patrícia Broggi, do livro "Falando de grana " um guia para pais", na Livraria da Vila do Itaim, zona sul da capital paulista. Janete Longo/Estadão Conteúdo/Arquivo A maior parcela da fortuna de Beto Sicupira vem de suas ações na cervejaria AB InBev, com cerca de 3% de participação, segundo a Forbes. O bilionário é um dos principais sócios da empresa de investimentos 3G Capital, ao lado de Lemann e Telles. Filho de uma dona de casa e um funcionário público que fez carreira no Banco do Brasil, Sicupira nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de maio de 1948. Ainda adolescente, começou a empreender com venda de carros usados. Ele cursou administração de empresas na UFRJ e também tem especialização na Universidade de Harvard. Em 2000, criou a Fundação Brava, que investe em projetos de melhoria da gestão pública e de organizações sem fins lucrativos. Ele também é um dos investidores da Fundação Estudar, entidade que oferece bolsas de estudo para estudantes talentosos nas melhores universidades do mundo. 6. André Esteves: US$ 6,9 bilhões Idade: 56 anos Onde mora: Brasil Presidente e controlador do banco BTG Pactual, André Esteves, durante entrevista em São Paulo, no ano passado REUTERS/Nacho Doce O banqueiro André Esteves, de 56 anos, começou sua carreira como estagiário no banco de investimentos Pactual. Anos depois, em uma carreira ascendente, adquiriu o controle da instituição. Em 2006, ele vendeu o Pactual ao gigante banco suíço UBS por US$ 3,1 bilhões, formando a subsidiária brasileira UBS Pactual. Em 2009, ele planejou a venda do UBS Pactual para a empresa de investimentos BTG e se tornou presidente do conselho e CEO da nova empresa. Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo



Lista de bilionários da Forbes tem 55 brasileiros; conheça os mais ricos, e de onde vêm suas fortunas


01/04/2025 11:00 - g1.globo.com


Topo da lista ficou com Eduardo Saverin, cofundador do Facebook. Fortuna do empresário é de US$ 34,5 bilhões. Eduardo Saverin e Vicky Safra são os dois brasileiros mais ricos de 2024, segundo a Forbes. Roslan Rahman/AFP/Arquivo e Silvana Garzaro/Estadão Conteúdo Com uma fortuna de US$ 34,5 bilhões, o cofundador do Facebook Eduardo Saverin é atualmente o brasileiro mais rico, segundo o ranking anual de bilionários da revista Forbes publicado nesta terça-feira (1°). Este é o segundo ano consecutivo em que o empresário ocupa o topo da lista de bilionários brasileiros. Pelo ranking geral, ele é o 51º mais endinheirado do mundo. A segunda posição ficou com Vicky Safra, herdeira de Joseph, fundador do Banco Safra. Sua fortuna é de US$ 20,7 bilhões, o que a torna a mulher mais rica do Brasil. No ranking geral da Forbes, Vicky ocupa a 98ª posição. Ao todo, 55 brasileiros apareceram na lista anual de bilionários da Forbes em 2025. A lista inclui pessoas nascidas no Brasil, bem como aquelas que fizeram carreira ou moram no país. Veja abaixo brasileiros mais ricos, segundo a Forbes. LEIA TAMBÉM Elon Musk é homem mais rico do mundo em 2025; veja o top 10 Quem são as mulheres mais ricas do mundo, e de onde vêm suas fortunas Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes Johannes von Baumbach: alemão de 19 anos é o bilionário mais jovem do mundo Quem é Mario Araripe, o único novato brasileiro na lista de bilionários da Forbes 2025 Lista de bilionários tem 288 novatos; Brasil ganha um bilionário, mas perde 16 Lista de bilionários da Forbes 2025: saiba quem são as pessoas mais ricas do mundo 1. Eduardo Saverin: US$ 34,5 bilhões Idade: 43 anos Onde mora: Singapura O cofundador do Facebook Eduardo Saverin comparece ao segundo aniversário da 99.co e ao lançamento do 99PRO em Cingapura em 26 de maio de 2016. Roslan Rahman/AFP/Arquivo Saverin é paulista — nasceu em 1982 na cidade de São Paulo, mas foi criado nos Estados Unidos. O brasileiro é conhecido por ter ajudado Mark Zuckerberg a fundar o Facebook — os dois se conheceram quando estavam na faculdade. Ele tem 43 anos e mora atualmente em Singapura, com sua esposa e seu filho. Ele apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital do Facebook, que fez valorizar sua participação. Em 2024, ele chegou a receber o título de brasileiro mais rico da história. Na época, sua fortuna ficou avaliada em US$ 155,9 bilhões, após as ações da Meta — controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp — terem uma forte valorização com a divulgação de resultados trimestrais da empresa. Atualmente, Saverin também é cofundador e copresidente da B. Capital, empresa de venture capital (aquelas que realizam investimentos em companhias inovadoras em estágio inicial ou de pequeno porte). 2. Vicky Safra: US$ 20,7 bilhões Idade: 72 anos Onde mora: Suíça Foto de arquivo de maio de 2014 mostra Vicky e Joseph Safra no Teatro Municipal de São Paulo durante a pré-estreia da ópera Carmen. O evento foi realizado em Prol da Congregação Israelita Paulista Silvana Garzaro/Estadão Conteúdo Vicky Safra, de 72 anos, tem origem grega. Ela tinha apenas 17 anos quando se casou com Joseph Safra, o homem que viria se tornar o banqueiro mais rico do mundo. A fortuna da família tem raízes na Síria, com a criação de uma empresa que operava como casa bancária em 1800. Só começou a fazer parte da história do Brasil em 1953, quando o pai de Joseph Safra, Jacob Safra, se mudou com a família para o país. Por aqui, a fundação da Safra Financeira veio em 1967. Com as compras de outras instituições financeiras, em 1972 o Banco Safra se estabeleceu no Brasil. Juntos, Vicky e Joseph Safra tiveram quatro filhos e 14 netos. Joseph Safra morreu em 2020, aos 82 anos, por causas naturais. Entre os filhos, Jacob e David administram os negócios do Safra no Brasil e fora do país. Alberto deixou os negócios da família e fundou a gestora de ativos ASA. Esther também vendeu suas ações, e é casada com Carlos Dayan, da família dona do banco Daycoval. 3. Jorge Paulo Lemann: US$ 17 bilhões Idade: 85 anos Onde mora: Suíça O empresário Jorge Paulo Lemann, em foto de novembro de 2013 Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo O empresário Jorge Paulo Lemann se mantém como um dos mais ricos do Brasil, mesmo após perdas recentes com o caso Americanas. Ele é um dos principais sócios da empresa de investimentos 3G Capital Partners, que aplica recursos na varejista e em outras empresas. Nascido no Rio de Janeiro, em 26 de agosto de 1939, Lemann tem dupla nacionalidade — é filho de suíços que imigraram para o Brasil no começo do século XX. Órfão de pai aos 14 anos, foi um estudante dedicado e, seguindo os passos de um primo, se formou em economia em Harvard. Iniciou sua carreira atuando em bancos e financeiras até começar a atuar no mercado de capitais, o que o levou a se tornar, em meados da década de 1960, sócio da financeira Invesco, que quebrou em 1966. Lemann se tornou sócio, então, da corretora Libra, da qual tentou comprar o controle. No começo de 1970, o empresário vendeu sua participação na corretora por US$ 200 mil. No ano seguinte, comprou título da Corretora Garantia, onde viria a conhecer os sócios Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira. O trio se tornou investidor de uma série de empresas, como Ambev e Lojas Americanas. Mais tarde, tornou-se acionista controlador da Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo. Em 2016, a empresa comprou a cervejaria SABMiller por quase US$ 100 bilhões. Lemann e seus sócios também possuem participações na Restaurant Brands International, controladora do Burger King e da rede canadense de cafés Tim Hortons. 4. David Velez: US$ 10,7 bilhões Idade: 43 anos Onde mora: Brasil David Velez, cofundador do Nubank, e Mariel Reyes, cofundadora da {reprograma} Arquivo pessoal Nascido na Colômbia, David Velez foi colocado no filtro brasileiro pela Forbes. Ele faz parte de um grupo de pessoas na lista que fizeram carreira ou moram no país, já que sua fortuna foi feita com o banco digital Nubank, que tem sede na cidade de São Paulo. Ele é cofundador da fintech com a brasileira Cristina Junqueira, que também aparece na lista, e Edward Wible. Velez é o atual CEO do Nubank. Antes da criação do banco, o executivo passou por outras instituições conhecidas, como o Morgan Stanley, General Atlantic e Sequoia. 5. Carlos Alberto Sicupira: US$ 7,6 bilhões Idade: 77 anos Onde mora: Suíça Empresário Beto Sicupira, em foto de novembro de 2010. Janete Longo/Estadão Conteúdo/Arquivo A maior parcela da fortuna de Beto Sicupira vem de suas ações na cervejaria AB InBev, com cerca de 3% de participação, segundo a Forbes. O bilionário é um dos principais sócios da empresa de investimentos 3G Capital, ao lado de Lemann e Telles. Filho de uma dona de casa e um funcionário público que fez carreira no Banco do Brasil, Sicupira nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de maio de 1948. Ainda adolescente, começou a empreender com venda de carros usados. Ele cursou administração de empresas na UFRJ e também tem especialização na Universidade de Harvard. Em 2000, criou a Fundação Brava, que investe em projetos de melhoria da gestão pública e de organizações sem fins lucrativos. Ele também é um dos investidores da Fundação Estudar, entidade que oferece bolsas de estudo para estudantes talentosos nas melhores universidades do mundo. 6. André Esteves: US$ 6,9 bilhões Idade: 56 anos Onde mora: Brasil Banqueiro André Esteves REUTERS/Nacho Doce O banqueiro André Esteves, de 56 anos, começou sua carreira como estagiário no banco de investimentos Pactual. Anos depois, em uma carreira ascendente, adquiriu o controle da instituição. Em 2006, ele vendeu o Pactual ao gigante banco suíço UBS por US$ 3,1 bilhões, formando a subsidiária brasileira UBS Pactual. Em 2009, ele planejou a venda do UBS Pactual para a empresa de investimentos BTG e se tornou presidente do conselho e CEO da nova empresa. O bilionário ganhou fama também por seu sucesso à frente de grandes negócios. Em 2011, comprou parte do Banco PanAmericano, que passava por dificuldades após a descoberta de fraudes de R$ 4,2 bilhões. A aquisição foi acertada com Silvio Santos, fundador da instituição financeira. Em 2021, o BTG Pactual se tornou o maior acionista do Banco Pan, após adquirir a fatia que a Caixa Econômica Federal possuía da instituição. Veja a lista completa de bilionários brasileiros, segundo a Forbes. Eduardo Saverin — US$ 34,5 bilhões Vicky Safra — US$ 20,7 bilhões Jorge Paulo Lemann — US$ 17 bilhões David Velez — US$ 10,7 bilhões Carlos Alberto Sicupira — US$ 7,6 bilhões André Esteves — US$ 6,9 bilhões Fernando Roberto Moreira Salles — US$ 6,5 bilhões Miguel Krigsner — US$ 6,1 bilhões Pedro Moreira Salles — US$ 6,1 bilhões Alexandre Behring — US$ 5,7 bilhões João Moreira Salles — US$ 4,5 bilhões Walther Moreira Salles Junior — US$ 4,5 bilhões Jorge Mol Filho e família — US$ 4,4 bilhões Joesley Batista — US$ 3,8 bilhões Wesley Batista — US$ 3,8 bilhões Maurizio Billi — US$ 3,7 bilhões Alceu Elias Feldmann e família — US$ 3,3 bilhões José João Abdalla Filho — US$ 3,2 bilhões Mário Araripe — US$ 3 bilhões João Roberto Marinho — US$ 3 bilhões José Roberto Marinho — US$ 3 bilhões Roberto Irineu Marinho — US$ 3 bilhões Lírio Parisotto — US$ 2,5 bilhões Marcel Herrmann Telles e família — US$ 2,3 bilhões Alexandre Grendene Bartelle — US$ 2,2 bilhões Julio Bozano — US$ 2,1 bilhões Luciano Hang — US$ 2 bilhões Jayme Garfinkel e família — US$ 1,8 bilhão Guilherme Benchimol — US$ 1,7 bilhão Alfredo Egydio Arruda Villela Filho — US$ 1,7 bilhão Luiz Frias — US$ 1,7 bilhão Ilson Mateus e família — US$ 1,7 bilhão Sasson Dayan e família — US$ 1,5 bilhão Ana Lucia de Mattos Barretto Villela — US$ 1,5 bilhão Artur Grynbaum — US$ 1,5 bilhão Rubens Menin Teixeira de Souza — US$ 1,5 bilhão Rubens Ometto Silveira Mello — US$ 1,5 bilhão Carlos Sanchez — US$ 1,5 bilhão Eduardo Voigt Schwartz — US$ 1,5 bilhão Mariana Voigt Schwartz Gomes — US$ 1,5 bilhão Cristina Junqueira — US$ 1,4 bilhão José Roberto Ermirio de Moraes — US$ 1,3 bilhão Jose Ermirio de Moraes Neto — US$ 1,3 bilhão Daniel Feffer — US$ 1,3 bilhão David Feffer — US$ 1,3 bilhão Neide Helena de Moraes — US$ 1,3 bilhão Vera Rechulski Santo Domingo — US$ 1,3 bilhão Jorge Feffer e família — US$ 1,2 bilhão Ruben Feffer — US$ 1,2 bilhão Lívia Voigt de Assis — US$ 1,2 bilhão Dora Voigt de Assis — US$ 1,2 bilhão Antônio Luiz Seabra — US$ 1,1 bilhão Jose Isaac Peres e família — US$ 1,1 bilhão Liu Ming Chung — US$ 1,1 bilhão Lucia Maggi e família — US$ 1 bilhão Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo



Schwarzenegger, Springsteen, criador de rede de burritos: os novatos na lista de bilionários da Forbes


01/04/2025 10:49 - g1.globo.com


O mundo ganhou 288 novos bilionários em no último ano, batendo um recorde de 3.028 bilionários no total. Arnold Schwarzenegger durante o CES 2023, em Las Vegas, em janeiro de 2023 Steve Marcus/Reuters/Arquivo Nomes populares mundialmente agora fazem parte de um seleto grupo: pessoas com patrimônio de mais de US$ 1 bilhão. O astro do cinema Arnold Schwarzenegger e a estrela do rock Bruce Springsteen agora estão na lista de bilionários da Forbes, divulgada nesta terça-feira (1°). Schwarzenegger, ator austro-americano de 77 anos, conhecido por papéis em filmes de ação, além de sua atuação como fisiculturista e governador da Califórnia, tem um patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão. Sua fortuna vem principalmente dos milhões de dólares obtidos com os mais de 50 filmes que estrelou ao longo de sua carreira. O cantor e compositor Bruce Springsteen, de 75 anos, nascido nos Estados Unidos, ficou famoso por músicas como "Dancing in the Dark", que o tornaram uma estrela nos anos 80. Com os valores recebidos pelos direitos musicais, ele tem uma fortuna estimada em US$ 1,2 bilhão. LEIA MAIS Elon Musk é homem mais rico do mundo em 2025; veja o top 10 Quem são as mulheres mais ricas do mundo, e de onde vêm suas fortunas Lista de bilionários da Forbes tem 55 brasileiros; veja quem são Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes Johannes von Baumbach: alemão de 19 anos é o bilionário mais jovem do mundo Quem é Mario Araripe, o único novato brasileiro na lista de bilionários da Forbes 2025 Lista de bilionários tem 288 novatos; Brasil ganha um bilionário, mas perde 16 Lista de bilionários da Forbes 2025: saiba quem são as pessoas mais ricas do mundo Jerry Seinfeld, comediante americano, também entrou para a lista com um patrimônio de US$ 1,1 bilhão. Segundo a Forbes, esse dinheiro vem de shows de stand-up, projetos para plataformas de streaming e, especialmente, um acordo de US$ 500 milhões para que a Netflix exiba um de seus seriados por cinco anos. Outros nomes menos conhecidos também entraram para a lista. É o caso de Steve Ells, fundador da Chipotle, uma das redes de comidas mexicanas mais famosas do mundo. Ele foi CEO da empresa até 2018 e, com suas ações na companhia, tem uma fortuna estimada em US$ 1 bilhão. Além do status de bilionário, a Forbes deu a Ells o título de pessoa "mais improvável" de entrar na lista. Esses novos bilionários fazem parte de um grupo de 288 pessoas que entraram para o clube do bilhão de dólares em 2025. Com essas adições, o mundo agora tem 3.028 bilionários, um novo recorde. Outros destaques desse grupo são: Marilyn Simons, viúva e herdeira de Jim Simons, um pioneiro no mundo dos fundos de investimentos. Com um patrimônio de US$ 31 bilhões, ela é a novata mais rica da lista. Lyndal Stephens Greth, filha e herdeira do magnata do petróleo Autry Stephens, que deixou um patrimônio de US$ 25,8 bilhões para ela. Sulaiman Al Habib, bilionário da Arábia Saudita que colocou o país de novo na lista da Forbes, com uma fortuna de US$ 10,9 bilhões. Johannes von Baumbach, um dos 15 herdeiros da farmacêutica Boehringer Ingelheim, da Alemanha, que se tornou o mais jovem super-rico do mundo, com US$ 5,4 bilhões aos 19 anos. Bruce Springsteen em foto do álbum 'Letter to you' Divulgação Balanço do ranking de bilionários Os 288 bilionários novatos vieram de 33 diferentes países e são empreendedores, investidores ou herdeiros. Juntos, somam um patrimônio de US$ 680 bilhões — uma média de US$ 2,4 bilhões para cada. Cerca de 70% desses novos bilionários fizeram fortuna por conta própria, com seus negócios. Nesse sentido, a maioria desse grupo veio da área de tecnologia, com 46 empreendedores da área atingindo os bilhões de dólares. Os Estados Unidos são o país com o maior número de novos bilionários, com 103 novos nomes na lista, mantendo a tradição dos anos anteriores. Mário Araripe, fundador da Casa dos Ventos Casa dos Ventos/Divulgação O único brasileiro que entrou para a lista neste ano foi o empresário Mário Araripe, de 70 anos. Ele fundou, em 2007, a Casa dos Ventos, maior empresa desenvolvedora de energia renovável do país. Araripe é o maior acionista da empresa e divide a liderança da companhia com seu filho, Lucas Araripe. Sua fortuna é estimada em US$ 3 bilhões. Por outro lado, 16 brasileiros perderam o status de bilionário neste ano, com suas fortunas valendo menos que US$ 1 bilhão — tanto por perda de valor dos patrimônios, quanto pela desvalorização do real em relação à moeda americana.



Lista de bilionários da Forbes: Elon Musk é homem mais rico do mundo em 2025; veja o top 10


01/04/2025 10:22 - g1.globo.com


Elon Musk ficou no topo da lista apesar das fortes quedas nas ações da Tesla. Ele é seguido por Mark Zuckerberg, CEO da Meta, e Jeff Bezos, fundador da Amazon. Bilionários em 2025 Arquivo pessoal O fundador da Tesla, Elon Musk, lidera o ranking anual de bilionários da revista Forbes em 2025, publicado nesta terça-feira (1°). Ele acumula um patrimônio de US$ 342 bilhões. No ano passado, o francês Bernard Arnault, presidente do grupo de luxo LVMH, ocupava a primeira posição, mas foi ultrapassado por Musk no mês seguinte à divulgação da lista. Hoje, ele está em quinto lugar, com US$ 178 bilhões. A segunda e a terceira posição são ocupadas por Mark Zuckerberg, CEO da Meta, e Jeff Bezos, fundador da Amazon , respectivamente. A primeira mulher da lista ocupa apenas o 15° lugar. É a norte-americana Alice Walton, herdeira do Walmart, que acumula US$ 101 bilhões. Veja quem são os 10 homens mais ricos do mundo e de onde vêm as suas fortunas. LEIA MAIS Quem são as mulheres mais ricas do mundo, e de onde vêm suas fortunas Lista de bilionários da Forbes tem 55 brasileiros; veja quem são Quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico da lista de bilionários da Forbes Johannes von Baumbach: alemão de 19 anos é o bilionário mais jovem do mundo Quem é Mario Araripe, o único novato brasileiro na lista de bilionários da Forbes 2025 Lista de bilionários tem 288 novatos; Brasil ganha um bilionário, mas perde 16 1. Elon Musk, CEO da Tesla Elon Musk participa de um almoço no Capitólio em Washington, DC, em 5 de março de 2025 REUTERS/Kent Nishimura Com uma fortuna acumulada em mais de US$ 340 bilhões, Elon Musk é dono da Tesla, fabricante de carros que foi uma das primeiras a apostar somente em modelos elétricos. Ele lidera o ranking apesar das fortes quedas nas ações da montadora, que reduziram significativamente a sua fortuna em 2025. Musk também comanda a rede social X e a SpaceX, empresa de voos espaciais, além de ter sido um dos fundadores da OpenAI, criadora do ChatGPT. Filho mais velho de um sul-africano e de uma canadense de classe alta, o empresário nasceu em Pretória, na África do Sul, em 1971. Ele já foi casado duas vezes e teve 12 filhos. Atualmente, o bilionário também faz parte da equipe de governo dos Estados Unidos, do presidente Donald Trump, de quem é um dos principais aliados e ajudou a eleger. Musk comanda o Departamento de Eficiência (DOGE), uma espécie de conselho voltado para cortes de gastos públicos. Filha trans de Elon Musk chama pai de 'patético'; saiba quem é Vivian Jenna Wilson 2. Mark Zuckerberg, cofundador da Meta Mark Zuckerberg, CEO da Meta AP Photo/David Zalubowski Mark Zuckerberg criou o Facebook em 2004, quando tinha 19 anos. Ele abriu o capital da empresa em 2012 e, hoje, detém cerca de 13% das ações do grupo, que comanda também marcas como Instagram, WhatsApp e Threads. Desde 2021, o nome da empresa foi mudado para Meta, a fim de mudar o foco da empresa para o metaverso — uma estratégia que até o momento não mostrou resultados. Mas a Meta passou por uma valorização recente, acompanhando o otimismo com o setor de tecnologia, em meio ao avanço dos estudos e da empolgação com a inteligência artificial. Em agosto, Zuckerberg voltou ao pódio de mais ricos, desbancando Arnault, da LVMH. Esta é a primeira vez que ele ocupa o segundo lugar do ranking anual da Forbes. Sua fortuna é estimada em US$ 216 bilhões. 3. Jeff Bezos, fundador da Amazon Lauren Sanchez e Jeff Bezos chegam à festa do Oscar da Vanity Fair após a 97ª edição do Oscar, em Beverly Hills, Califórnia, EUA, em 2 de março de 2025 REUTERS/Danny Moloshok Nascido em 12 de janeiro de 1964, em Albuquerque, no Novo México, o americano Jeff Bezos é formado em engenharia elétrica e ciências da computação pela Universidade de Princeton. Ele começou a carreira em Wall Street, que deixou para fundar a Amazon em 1994, ainda como uma loja online de livros chamada de "Cadabra". Com o passar dos anos, a companhia se tornou uma gigante do varejo ao redor do mundo, comercializando itens de diversos segmentos. Bezos deixou o cargo de CEO da Amazon em 2021. Ele queria mais tempo e energia para focar no jornal "Washington Post", do qual também é dono desde 2013, e na Blue Origin, sua empresa aeroespacial. Sua fortuna é estimada em US$ 215 bilhões. Veja 15 fatos sobre o fundador da Amazon 4. Larry Ellison, cofundador da Oracle Larry Ellison, fundador da Oracle. Oracle PR via Hartmann Studios Larry Ellison é presidente, diretor de tecnologia e cofundador da gigante de software Oracle, da qual possui cerca de 40%, de acordo com a Forbes. Ele deixou o cargo de CEO da empresa em 2014, após 37 anos no comando. No ano passado, Ellison ganhou posições no ranking com a valorização da Oracle em meio ao esforço para incorporar inteligência artificial aos seus serviços em nuvem, o que impulsionou os resultados do primeiro trimestre e ajudou a diminuir a diferença em relação aos líderes de mercado. Além disso, a Oracle está fazendo parcerias com provedores de serviços de nuvem rivais, para tornar mais simples para os clientes conectarem seus dados entre fornecedores. 5. Bernard Arnault, CEO da LVMH, controladora da grife Louis Vuitton Bernard Arnault, CEO da LVMH, ao chegar para participar de um jantar de estado oficial no Palácio do Eliseu, em Paris, em 6 de maio de 2024. Ludovic Marin/AFP Bernard Arnault é dono da maior empresa de artigos de luxo do mundo. O grupo LVMH reúne 70 grifes – como Louis Vuitton, Dior, Sephora e Tiffany's. No ano passado, ele ficou em 1º lugar no ranking de bilionários da Forbes, mas uma grande queda na sua fortuna, reflexo do momento ruim que as marcas de luxo vivem no mundo, o fez despencar várias posições. 6. Warren Buffett, megainvestidor Presidente da Berkshire Hathaway, Warren Buffett, comparece à reunião anual de acionistas da Berkshire Hathaway Inc em Omaha, Nebraska, EUA, em 3 de maio de 2024 REUTERS/Scott Morgan O megainvestidor Warren Buffett, de 94 anos, é dono da Berkshire Hathaway, que possui dezenas de empresas, incluindo a seguradora Geico, a fabricante de baterias Duracell e a rede de restaurantes Dairy Queen. 7. Larry Page, cofundador do Google Larry Page Photo credit: niallkennedy on Visualhunt.com Larry Page e Sergey Brin, que está em 8º lugar no ranking da Forbes, fundaram o Google em 1998. Em 2015, criaram a Alphabet, o "guarda-chuva" debaixo do qual estão as várias empresas do grupo, incluindo o Google Inc, responsável pelo buscador, o YouTube, o Chrome, o Android e o Gmail. 8. Sergey Brin, cofundador do Google Sergey Brin na festa do Oscar da Vanity Fair após a 97ª edição do Oscar, em Beverly Hills, Califórnia, EUA, em 2 de março de 2025 REUTERS/Danny Moloshok Cofundador do Google, Sergey Brin foi colega de doutorado de Larry Page. Ele se mudou da Rússia para os EUA quando tinha 6 anos de idade, após o antissemitismo contra sua família, segundo a Forbes. 9. Amancio Ortega, CEO da Inditex (dona da Zara) Amancio Ortega, fundador da Zara. Reuters/Miguel Vidal/Foto de arquivo O espanhol Amancio Ortega é cofundador da Inditex, conhecida por sua rede varejista Zara. Atualmente, aos 89 anos, ele é dono de 60% da empresa, que tem oito marcas e 5 mil lojas ao redor do mundo. 10. Steve Ballmer, ex-CEO da Microsoft Steve Ballmer Arquivo pessoal Steve Ballmer ingressou na Microsoft em 1980 como funcionário número 30 e liderou a empresa entre 2000 e 2014. No mesmo ano em que se aposentou, ele comprou o time de basquete Los Angeles Clippers, da NBA.



Por WhatsApp, denunciados por fraudes nas Americanas conversaram sobre contas e citaram 'esticadas' e 'a vida como ela é', revela investigação


01/04/2025 08:40 - g1.globo.com


De acordo a investigação, o esquema era chefiado pelo ex-CEO da companhia, Miguel Gutierrez. Fraudes foram estimadas em R$ 25 bilhões. Rede varejista Americanas Divulgação A denúncia do Ministério Público Federal contra 13 ex-executivos e ex-funcionários por fraudes na Americanas inclui conversas por Whatsapp que mostram que os investigados conversavam sobre as demonstrações contábeis usando termos como "A vida como ela é", quando os números estavam sem manipulações, e "esticadas". Os investigadores observam, no documento, que um "elemento importante" foi a conversa de Whatsapp mantida entre o colaborador Marcelo Nunes e Timotheo Barros, ex-vice-presidente da empresa e um dos denunciados. Na conversa, Thimoteo Barros reproduz a foto de uma demonstração financeira e pergunta qual a diferença entre as duas colunas de novembro. Marcelo Nunes responde: “A cinza é a vida como ela é. A branca com todas as esticadas”. Miguel Gutierrez, ex-CEO da Americanas GloboNews/Reprodução O MP observa que as informações nas colunas são "absolutamente diferentes". "Por exemplo, a Receita Líquida do período, que na coluna 'a vida como ela é' aparece como 1.561.596, depois das “esticadas” aparece como 1.946.097". 13 denunciados A Polícia Federal indiciou e o Ministério Público Federal (MPF) denunciou, nesta segunda-feira (31), 13 ex-executivos e ex-funcionários por fraudes na Americanas, estimadas em R$ 25 bilhões. O esquema envolvia, segundo a investigação, uma série de manobras para inflar artificialmente os lucros da companhia e manipular o mercado de capitais. Foram denunciados: Miguel Gutierrez (ex-CEO da Americanas) Anna Saicali (ex-CEO da B2W, responsável pela área digital) Timotheo Barros (vice-presidente) Marcio Cruz (vice-presidente) Carlos Padilha (ex-diretor) João Guerra (ex-diretor) Murilo Corrêa (ex-diretor) Maria Christina Nascimento (ex-diretor) Fabien Picavet (ex-diretor) Raoni Fabiano (ex-diretor) Luiz Augusto Saraiva Henriques Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira Anna Christina da Silva Sotero O g1 tenta contato com os citados. Os crimes Os 13 investigados por associação criminosa foram denunciados por organização criminosa, o que aumenta a pena em caso de condenação. Os crimes de falsidade ideológica e manipulação de mercado também foram imputados a todos. Nove dos investigados foram ainda denunciados por uso de informação privilegiada (Murilo, Luiz Augusto, Carlos Padilha, Fabien e Anna Sotero não foram). Americanas: entenda a fraude que levou à operação da PF e à recuperação judicial de R$ 50 bilhões MPF desenha ‘hierarquia da fraude’ das Americanas; esquema tinha 5 níveis O que alegam PF e MPF Polícia Federal e Ministério Público Federal atuaram em conjunto nas investigações, tanto que o MPF seguiu na íntegra o entendimento da PF, e as conclusões de inquérito e denúncia foram definidas no mesmo dia. Provas apontadas pelos investigadores: e-mails entre os executivos da empresa discutindo as fraudes e os ajustes nos resultados financeiros; documentos que mostram a comparação entre os resultados reais e os resultados divulgados ao mercado; três colaborações premiadas que detalham como as fraudes eram planejadas e executadas; relatórios que detalham a estrutura da organização criminosa e as manobras fraudulentas realizadas; conversas de WhatsApp entre os executivos, discutindo como esconder as fraudes das auditorias; arquivos que compilavam as expectativas dos analistas de mercado e eram usados para ajustar fraudulentamente os resultados da empresa. Relembre a fraude Americanas: entenda a fraude que levou à operação da PF A gigante varejista Americanas informou um rombo contábil bilionário no dia 11 de janeiro de 2023. Naquele momento, a companhia disse que havia identificado "inconsistências em lançamentos contábeis" nos balanços corporativos no valor de quase R$ 20 bilhões. Sergio Rial, então presidente da empresa e quem assumiu após a saída de Miguel, decidiu deixar o comando do negócio após apenas nove dias no comando. Os investidores — pessoa física e institucionais — iniciaram uma corrida para se desfazer dos papéis. Isso fez com que as ações da companhia despencassem quase 80% em um único dia, e a fuga continuou nos pregões seguintes. Em uma conferência após sua demissão, Rial disse "a primeira grande conclusão é que não estamos falando de um número que está fora do balanço. Só que ele não está registrado de forma apropriada ao longo dos últimos anos", disse. No dia 19 de janeiro de 2023, a Americanas pediu a recuperação judicial na Justiça do Rio de Janeiro e teve suas ações retiradas da B3. A primeira versão do plano de recuperação foi apresentada em março, mas a empresa só teve um plano aprovado em 19 de dezembro daquele ano, exatamente 11 meses depois. A dívida final apresentada no plano foi de mais de R$ 50 bilhões, sendo uma dívida trabalhista de R$ 82,9 milhões e uma fraude de resultado de R$ 25,2 bilhões ao final de 2022. O processo de recuperação envolveu um aporte de R$ 12 bilhões dos "acionistas de referência" — o trio de bilionários Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles — e a venda de ativos, inicialmente o Hortifruti Natural da Terra e a Uni.Co (empresa de franquias das marcas Imaginarium e Puket). Veja mais detalhes aqui.



Tumulto durante promoção de ovo deixa feridos em supermercado em Fortaleza; vídeo


01/04/2025 07:00 - g1.globo.com


Oferta anunciava a bandeja com 20 unidades por R$ 8,99. Clientes relataram empurra-empurra, desmaios e pisoteamento. Clientes de supermercado disputam bandeja com 20 ovos por R$ 8,99 Uma cliente ficou ferida após ser derrubada e pisoteada em tumulto causado por uma promoção de bandejas de ovos em um supermercado do bairro Planalto Ayrton Senna, em Fortaleza. A oferta anunciava a venda da bandeja com 20 unidades por R$ 8,99, o que atraiu diversos consumidores. A cliente ferida, no entanto, não conseguiu comprar nenhuma bandeja. ✅ Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Alguns clientes relataram cenas de empurra-empurra e brigas para garantir o produto. Vídeos mostram pessoas agarrando várias bandejas, enquanto outras tentavam se aproximar do local onde estava exposto o produto. (veja no vídeo acima) A dona de casa Eliane Maciel, de 56 anos, conta que saiu do bairro José Walter até o supermercado que fez a promoção para aproveitar as ofertas do encarte, como a bandeja de ovos e o café por R$ 12,99. Ela chegou com o filho por volta das 10 horas da manhã e já encontrou o estabelecimento lotado. Os ovos tinham acabado, e os clientes estavam aguardando a reposição. "Primeiramente tinha acabado [os ovos], mas eles falaram pra gente aguardar que eles iam recolocar. E eu fiquei no aguardo. E como eu, muitas pessoas", relembra. "E quando eles chegaram com aquelas caixas dos ovos, o povo não esperou eles arrumarem, colocar, não, invadiram tudo, houve um tumulto. Uma empurração, uma correria grande" Dona de casa ficou ferida durante tumulto para pegar bandejas de ovos de promoção em supermercado de Fortaleza Reprodução Durante o empurra-empurra, Eliane acabou sendo derrubada e pisoteada por clientes que tentavam pegar as bandejas de ovos em promoção. "Eu não consegui me levantar de jeito nenhum. E foi começando as pessoas a pisar, principalmente porque eu caí de lado, a minha perna direita foi muito machucada, eu tô toda roxa", conta Eliane. Graças a Deus, um senhorzinho que conseguiu me levantar. Ele gritava, 'olha a mulher, a mulher caiu', mas só ele mesmo que me levantou. E eu fiquei lá sentada um pouquinho, fiquei com as pernas bem raladas, feridas. E nisso, acabaram os ovos" Eliane conta que, no final, não conseguiu pegar nenhuma bandeja de ovos e ainda precisou tomar medicação para dor por causa dos ferimentos. "Só fui mesmo para ser machucada", desabafa. Promoção de ovos causa lotação em supermercado do bairro Planalto Ayrton Senna Reprodução Preço do ovo sobe quase 20% em março, segundo IPCA-15 A dona de casa Andreia Oliveira, de 41 anos, chegou no supermercado no início da manhã e presenciou o tumulto. "Foi muito empurra-empurra, quase quebrando os ovos para conseguir pegar as bandejas", relata. As bandejas se esgotaram enquanto Andreia estava no estabelecimento, e ela precisou esperar algumas horas pela reposição. Quando finalmente conseguiu o produto, a dona de casa esperou mais 40 minutos na fila do caixa. Nas redes sociais, outros clientes reclamaram da situação. Uma mulher afirmou que pessoas chegaram a desmaiar e alguns clientes quase agrediram os funcionários nos momentos de reposição. Alta demanda faz preço do ovo subir em Fortaleza Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:



Agricultores dos EUA temem guerra comercial de Trump com a China: 'Não podemos ser o bode expiatório'


01/04/2025 06:00 - g1.globo.com


Pacote de sobretaxas do governo Trump contra parceiros comerciais importantes ameaça agravar queda das exportações de soja e cereais, que perdura desde 2018. Plantação de trigo em Oklahoma, nos Estados Unidos, em foto de junho de 2024 REUTERS/Nick Oxford É uma manhã de sexta-feira no estado de Maryland. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem anunciado planos para impor tarifas a diversos parceiros comerciais importantes, como Canadá, México, União Europeia e China. Entre os campos de milho e soja, surge a questão: o que os agricultores acham desses desdobramentos? Eles serão capazes de enfrentar a incerteza de uma presidência imprevisível? Enquanto alguns dizem confiar na decisão do presidente, outros temem que o setor acabe se tornando o "bode expiatório" da guerra comercial, arcando com as consequências das taxas. O presidente conta com o forte apoio da comunidade agrícola americana, dizendo repetidamente que os produtores compreendem os problemas. Desta vez, contudo, as guerras comerciais e disputas tarifárias ameaçam a subsistência de muitos fazendeiros. Em Greenwood, a duas horas de carro de Washington, está a fazenda de Richard Wilkins, que cultiva soja desde 1973. Ele exporta parte da produção para os mercados globais por meio do Porto de Virgínia. Como é inverno, os seus campos estão vazios. O fazendeiro argumenta que os EUA tentaram liderar pelo exemplo, ao abrir amplamente seus mercados para importações de todo o mundo. "A expectativa era que esse exemplo encorajaria outros países a fazerem o mesmo e nos darem acesso. Se as tarifas são necessárias para nos posicionar melhor num mercado aberto e na livre concorrência no resto do mundo, estou totalmente do lado do presidente." Assim como outros agricultores, ele diz ter uma forte sensação de que Trump nutre, de fato, "uma grande simpatia pelo fazendeiro americano". EUA quase dobram compra de ovos do Brasil e passam a permitir seu consumo por humanos "Aguentem junto comigo": até quando? Josh Messick, do município de Sussex, tem 27 anos e trabalha desde os 12 nas plantações da família, cuja fazenda de 485 hectares produz milho, soja, trigo e cevada. Ele está preocupado com a atual volatilidade do mercado. "É definitivamente uma época assustadora. A gente não sabe se quer fechar um contrato [de venda] de milho agora, ou esperar até o outono, na época da colheita. Eu simplesmente tenho que confiar que Trump vai nos dar respaldo." O impacto total das medidas comerciais de Trump pode não se refletir até a próxima safra. No curto prazo, alguns produtos agrícolas devem ficar mais baratos para o consumidor se as exportações caírem. Por outro lado, milho, trigo e soja só representam uma parcela relativamente pequena dos preços dos alimentos no varejo. Em seu discurso de posse de 20 de janeiro, no Congresso, Trump alegou que as importações agrícolas prejudicavam os fazendeiros americanos e pediu que eles "aguentassem junto", dizendo que trabalhava para protegê-los. Messick diz ter achado "esquisito" que o novo presidente tenha falado isso, e agora se pergunta por quanto tempo vai ter que "aguentar as pontas com ele". "Nossos preços de mercado mais altos costumam ser durante a estação de cultivo, em maio ou junho. Então a questão é se a gente espera até lá, ou precisa vender a safra agora. E se a China decidir que não quer comprar nada da gente?" Ele não é o único produtor de soja de Maryland preocupado em perder sua fatia de mercado devido à política do presidente. Um colega seu comenta: "A gente torce para chegar a um certo equilíbrio, mas as decisões de Trump me deixam inquieto. Se vamos ter que aguentar perdas de curto prazo, eu espero que o governo providencie apoio." Alemanha lidera resistência às tarifas de Trump: 'Não cederemos' 'Rei do ovo' no Brasil faz acordo para comprar produtora nos EUA Canadá, Japão e países europeus reagem ao anúncio de Donald Trump de sobretaxar autopeças e carros importados Ao sabor da instabilidade de Trump O presidente republicano ainda não anunciou nenhum tipo de assistência financeira aos produtores de soja, cujas exportações, especificamente para a China, vêm caindo há anos. Segundo a Comissão de Comércio Internacional dos EUA (USITC), as vendas do produto para o país asiático caíram 75% em 2018, quando Trump desencadeou uma guerra comercial com Pequim. Ao todo, as exportações agrícolas americanas para o país caíram de 24 bilhões de dólares (R$ 138 bilhões), em 2014, para menos de 10 bilhões de dólares em 2019. Ainda assim, a Casa Branca tem anunciado o plano de introduzir tarifas comerciais recíprocas – que entrarão em vigor contra a União Europeia em 2 de abril. Em sua plataforma Truth Social, Trump instou os fazendeiros nacionais a "se prepararem para produzir um monte de produtos agrícolas para serem vendidos DENTRO dos Estados Unidos". De acordo com Caleb Ragland, presidente da Associação Americana de Soja (ASA), contudo, os agricultores ainda não se recuperaram da guerra comercial de 2018. Ele enfatiza a importância de manter o acesso ao mercado chinês, alertando que o setor já se confronta com "perdas potencialmente pesadas" em 2025. Ragland frisa que ele e seus colegas "não podem arcar com a carga" das sobretaxas agrícolas: "Não podemos ser o bode expiatório, que carrega o grosso da dor pelo bem de todos os outros." Ele pede a Trump que negocie "proativamente" com a China e outros países, e acrescenta: "Vamos tentar seguir em frente e conseguir o acordo comercial que ele negociou durante o primeiro mandato."



'Dia da Libertação': o que esperar das tarifas prometidas por Trump


01/04/2025 06:00 - g1.globo.com


Além das tarifas recíprocas aos países que cobram taxas dos produtos importados dos EUA, outras taxas também devem ser anunciadas. Incertezas crescentes têm piorado o cenário para empresas e investidores. Presidente dos EUA, Donald Trump, durante cerimônia no Salão Oval da Casa Branca, em Washington D.C.. Pool via AP O dia prometido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a implementação das tarifas recíprocas está chegando. Marcada para 2 de abril, a data está sendo chamada pelo republicano de "Dia da Libertação" — isso porque, segundo ele, esse será o dia que o conjunto de taxas libertará os EUA de produtos estrangeiros. “Este é o começo do Dia da Libertação na América”, disse Trump recentemente. “Vamos cobrar dos países por fazerem negócios em nosso país e tirar nossos empregos, tirar nossa riqueza, tirar muitas coisas que eles vêm tirando ao longo dos anos." Os detalhes dessa rodada de impostos ainda não estão claros. Em fevereiro, Trump anunciou que determinaria a cobrança de tarifas recíprocas a países que cobram taxa de importação de produtos americanos, mas não especificou a alíquota ou como essa taxa seria calculada. "Queremos um sistema nivelado", disse Trump em fevereiro. O republicano também indicou a previsão de outras cobranças no mesmo dia, como as taxas de importação setoriais e também para automóveis, por exemplo. Na última semana, Trump afirmou que as tarifas recíprocas devem incluir todos os países, mas disse que as taxas podem ser mais suaves do que se espera e que está aberto a fazer acordos. Em meio à confusão, o mercado financeiro tem reagido mal aos anúncios de Trump, pois espera que o tarifaço aumente a inflação e prejudique a economia dos EUA. Entenda nesta reportagem: O que Trump planeja fazer? O que as outras nações pensam sobre o 'tarifaço' de Trump? Quais os efeitos que as tarifas podem ter na economia dos EUA e do mundo? O que Trump planeja fazer? O presidente dos Estados Unidos planeja anunciar uma série de impostos de importação, incluindo "tarifas recíprocas", que corresponderiam às taxas cobradas por outros países e contabilizariam subsídios. Trump mencionou taxar a União Europeia, Coreia do Sul, Brasil, Índia e outros países. Os detalhes sobre essas tarifas e como elas afetarão os parceiros comerciais dos EUA só serão divulgados na quarta-feira (2). Tarifas de 25% sobre carros importados pelos EUA também devem entrar em vigor no mesmo dia. Em entrevista à NBC News, no último sábado, Trump inclusive afirmou que não se incomodaria se as tarifas fizessem os preços dos veículos importados subirem no país, uma vez que carros produzidos nos EUA poderiam ter preços mais competitivos — o que, por sua vez, estimularia a indústria local. Em entrevista à NBC News no último sábado, Trump afirmou que não se incomodaria se as tarifas fizessem os preços dos veículos importados subirem, pois carros produzidos nos EUA poderiam ter preços mais competitivos, estimulando a indústria local. "Espero que eles aumentem os preços, porque se o fizerem, as pessoas vão comprar carros feitos nos Estados Unidos", afirmou o republicano. "Não poderia me importar menos porque se os preços dos carros estrangeiros subirem, eles vão comprar carros americanos." Veja algumas outras taxas já anunciadas pelo republicano: Tarifa de 25% sobre qualquer país que importe petróleo e/ou gás da Venezuela; Tarifas adicionais de 20% sobre a China; Tarifas sobre medicamentos farmacêuticos importados, ainda a serem definidas; Tarifa de 25% sobre a importação de aço e alumínio, já em vigor desde 12 de março; Tarifas de 25% sobre algumas das importações vindas do México e do Canadá e que não se enquadrem no USMCA (acordo comercial que existe entre os três países). Essas tarifas também passarão a valer em 2 de abril. Volte ao início. Bolsas de valores começam semana em queda à espera de tarifas de Trump O que as outras nações pensam sobre o 'tarifaço' de Trump? A maioria dos líderes estrangeiros vê as tarifas de Trump como algo que pode ser destrutivo para a economia global, mesmo que estejam preparados para impor suas próprias contramedidas. Veja abaixo algumas das reações: Canadá: o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, disse recentemente que as ameaças tarifárias de Trump acabaram com a parceria entre seu país e os EUA. França: o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que as tarifas "não eram coerentes" e significariam “quebrar cadeias de valor, criar inflação no curto prazo e destruir empregos". "Não é bom para a economia americana, nem para as economias europeia, canadense ou mexicana”, afirmou o presidente francês, reiterando que sua nação também traria medidas defensivas. México: a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, evitou respostas retaliatórias sobre tarifas, mas disse considerar fundamental defender os empregos em seu país. China: o governo chinês disse que as tarifas de Trump prejudicariam o sistema de comércio global e não resolveriam os desafios econômicos identificados pelo presidente norte-americano. "Não há vencedores em guerras comerciais ou tarifárias, e o desenvolvimento e a prosperidade de nenhum país são alcançados por meio da imposição de tarifas", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun. Brasil: Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar as tarifas sobre o aço e o alumínio e afirmou que taxará produtos dos EUA caso o recurso protocolado pelo Brasil na Organização Mundial do comércio (OMC) não resolva a situação. Na segunda-feira (31), uma comitiva formada por diplomatas brasileiros viajou aos EUA para buscar alternativas às tarifas. União Europeia: a Comissão Europeia disse que via a política comercial "recíproca" como um passo na direção errada e afirmou que imporia contratarifas de 26 bilhões de euros (US$ 28 bilhões, ou R$ 160,8 bilhões) a partir do próximo mês, em resposta às tarifas gerais sobre aço e alumínio. Volte ao início. Quais os efeitos que as tarifas podem ter na economia dos EUA e do mundo? Economistas temem que as tarifas anunciadas por Trump prejudiquem a economia dos EUA. Especialistas disseram à Associated Press (AP) que as tarifas seriam repassadas aos consumidores na forma de preços mais altos para automóveis, mantimentos, moradia e outros bens. Além disso, o lucro das empresas poderia ser menor e o crescimento mais lento. Trump afirmou que as medidas devem fazer com que mais empresas abram fábricas nos EUA para evitar os impostos, embora esse processo possa levar três anos ou mais. “Há uma chance de que tarifas sobre bens comecem a filtrar para o preço de serviços”, disse Samuel Rines, estrategista da WisdomTree à AP. “As peças de automóveis ficam mais caras, então o conserto de automóveis fica mais caro, então o seguro de automóveis sente a pressão. Embora os bens sejam o foco, as tarifas podem ter um efeito de longo prazo na inflação", completou. Esse cenário, dizem especialistas, também se refletiria na economia global. Primeiro porque os produtos importados se tornariam mais caros em meio às tarifas dos EUA e às retaliações de outros países — o que, por sua vez, poderia afetar a cadeia produtiva global e gerar um aumento da inflação pelo mundo. Com preços mais altos, os bancos centrais precisariam adotar uma política de juros mais rígida, provavelmente iniciando ou intensificando ciclos de altas das taxas. Juros mais altos restringem o acesso ao crédito e limitam o consumo, desacelerando a economia. Volte ao início.



Senado vota nesta terça-feira Lei da Reciprocidade Econômica, em resposta a medidas de Trump


01/04/2025 06:00 - g1.globo.com


Proposta tramita em regime terminativo e, se aprovada, pode seguir direto para análise da Câmara dos Deputados. O Senado Federal deve votar nesta terça-feira (1º) um projeto que cria a Lei da Reciprocidade Econômica. O texto é uma tentativa de responder às últimas medidas do presidente norte-americano, Donald Trump, que ampliou para 25% a taxa de importação do aço e do alumínio brasileiros. A proposta está na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado de forma terminativa. Ou seja: se for aprovada e não for alvo de recursos, pode seguir direto para a Câmara dos Deputados sem passar pelo plenário do Senado. O texto estabelece que o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex) seja o órgão responsável por adotar as contramedidas aos ataques à soberania do Brasil. 💹A Camex é vinculada diretamente à Presidência da República e tem a função de coordenar o comércio exterior brasileiro. É a instância, por exemplo, que zerou o imposto de importação de alimentos básicos em março para tentar frear a inflação. O projeto prevê que a Camex pode definir medidas de retaliação econômica a países estrangeiros. Por exemplo: aplicar uma taxação adicional sobre os bens ou serviços que venham do país ou do bloco econômico a ser retaliado; suspender concessão de patentes ou remessa de royalties para empresas ou indivíduos no exterior; suspender concessões ou obrigações do Brasil em acordos comerciais vigentes com o outro país. "O risco de medidas protecionistas se espalharem pelo mundo sob a pauta da sustentabilidade é assunto que preocupa os brasileiros, sobretudo diante do atual panorama do comércio internacional", afirmou a senadora Teresa Cristina (PP-MS), autora do texto. Tarifas de Trump sobre aço e alumínio entram em vigor e atingem todos os países "As contramedidas previstas deverão ser, na medida do possível, proporcionais ao impacto econômico causado pelas ações, políticas ou práticas", pondera o projeto de lei. Em quais casos a Camex pode agir? O projeto também lista algumas medidas que, se adotadas por outros países, podem ser prejudiciais ao Brasil e levar às "contramedidas" da Camex. A lista inclui: medidas comerciais, financeiras ou de investimentos que interfiram nas "escolhas legítimas e soberanas do Brasil" – taxação de produtos ou bloqueio de dinheiro brasileiro no exterior, por exemplo; medidas que violem acordos comerciais celebrados por Brasil; medidas que "neguem, anulem ou prejudiquem benefícios ao Brasil" nesses acordos; medidas unilaterais (ou seja, sem acordo com o lado brasileiro) com base em parâmetros ambientais mais restritos que os adotados na legislação brasileira. No ponto 4 acima, o texto ainda proíbe o governo brasileiro de assinar acordos internacionais com qualquer cláusula que restrinja a importação de produtos brasileiros com base em fatores ambientais – a menos que o "outro lado" do acordo adote medidas ambientais equivalentes. ➡️ Por exemplo: se o Brasil assinar um acordo que condicione a exportação de carne bovina à certificação ambiental da fazenda e do frigorífico, os outros membros do acordo deverão submeter seus produtores à mesma regra. Navios porta-contêineres são vistos no porto de Santos. Alexandre Meneghini/ AP Photos O texto permite respostas econômicas a danos causados ao Brasil e obriga o Ministério das Relações Exteriores (MRE) a participar das discussões sobre sanções econômicas definitivas. Todas as medidas adotadas podem ser revistas com base em análises periódicas e negociações diplomáticas. Substitutivo A proposta original, do senador Zequinha Marinho (PL-PA), previa reciprocidade econômica apenas para padrões ambientais compatíveis com os do Brasil. Mas depois que os Estados Unidos decidiram taxar o aço e o alumínio brasileiros, os senadores resolveram alterar o projeto e ampliar ainda mais a regra de reciprocidade. "Ele responde pela iniciativa do autor, bem como ajuda a compreender os motivos que levaram à sua apresentação", justificou a senadora Tereza Cristina, que assinou o projeto-substitutivo. OMC O novo texto é também uma alternativa a possíveis sanções da Organização Mundial do Comércio (OMC) contra decisões unilaterais que desequilibram o mercado mundial. Criada em 1995, a OMC tem como função garantir a abertura e a manutenção do comércio mundial. Para isso, o órgão serve de corte arbitral para reduzir e eliminar obstáculos comerciais entre países – como tarifas de importação e outras barreiras comerciais. A senadora Tereza Cristina justifica que a OMC "experimenta a suspensão das atividades do órgão de apelação do seu sistema de solução de controvérsias." "Essa Organização é a pedra angular do sistema de comércio multilateral [...] mas se encontra paralisada e existe um vácuo legislativo no nosso ordenamento jurídico para enfrentar situações como as descritas", afirmou a senadora Tereza Cristina ainda lembra que, para casos como o proposto pelo presidente norte-americano Donald Trump, o parâmetro jurídico brasileiro prevê apenas seguir normas da OMC e não tem regras próprias sobre o assunto.



CRT 4 para MEI: entenda a nova regra para emissão de notas fiscais que entra em vigor nesta terça


01/04/2025 03:00 - g1.globo.com


Código de Regime Tributário (CRT) serve para identificar que tipo de empresa emitiu a nota, e a qual tributação ela está sujeita. Mudança não implica pagamento de mais impostos. MEI facilita a emissão de notas fiscais katemangostar/Freepik Microempreendedores Individuais (MEIs) que compram ou vendem produtos precisam ficar atentos a uma nova regra para emissão de notas fiscais que entrou em vigor nesta terça-feira (1º). Com a mudança nas normas, passa a ser obrigatória a inclusão do Código de Regime Tributário (CRT) 4, criado exclusivamente para a categoria, por MEIs em suas notas fiscais. 🔎 Os códigos de regime tributário (CRT) servem para indicar que tipo de empresa está emitindo a nota fiscal, para que a Receita Federal e as Secretarias de Fazenda consigam avaliar a tributação aplicável a cada uma delas, explica Charles Gularte, vice-presidente executivo de Serviços aos Clientes da Contabilizei. A medida foi anunciada no ano passado, por meio da publicação de uma nota técnica no portal oficial do projeto da Nota Fiscal Eletrônica. Seu início estava previsto para novembro, mas foi adiado. Até então, os MEIs usavam o CRT 1, junto às demais empresas optantes pelo Simples Nacional. Agora, o código exclusivo para a categoria pretende facilitar a identificação dela nas operações fiscais e contábeis. “Com essa diferenciação, a fiscalização se torna mais eficiente, pois os sistemas de monitoria dos Fiscos conseguem identificar mais rapidamente as peculiaridades, facilitando o controle”, afirma Gularte. A mudança na regra não altera a forma de tributação do MEI, ressalta o contador Rogério Alexandre Gonçalves, professor da FIA Business School. Os impostos continuam tendo um valor fixo para a categoria e são pagos por meio do DAS, o Documento de Arrecadação do Simples Nacional. No entanto, quem não incluir o código de forma correta a partir de abril pode ter problemas para emitir as notas fiscais, o que pode gerar multas e até impactar as operações da empresa, alerta Gularte. Veja a seguir: Quando o MEI precisa emitir nota fiscal? O que são CFOPs? Como incluir o novo código nas notas? Possíveis consequências do descumprimento da regra MEIs: entenda o novo valor de contribuição mensal para 2025 1. Quando o MEI precisa emitir nota fiscal? O MEI é obrigado a emitir nota fiscal sempre que vender ou prestar serviços para outras empresas, explica o Sebrae. A emissão é opcional quando o serviço ou a venda for realizada para pessoa física. Como dito anteriormente, o Código de Regime Tributário (CRT) é utilizado por empreendedores do comércio e indústria que compram e vendem produtos e, portanto, precisam emitir a Nota Fiscal eletrônica (NF-e). Eles estão sujeitos ao ICMS, imposto sobre a circulação de mercadorias, e o processo de emissão da nota varia conforme cada estado, que é o responsável pela arrecadação do tributo (leia mais abaixo). MEIs prestadores de serviços, como cabeleireiros ou fotógrafos, pagam o ISSQN, imposto sobre serviços cobrado pelos municípios, e emitem outro tipo de nota fiscal, pelo sistema nacional de emissão de Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e). ICMS sobre compras internacionais sobe de 17% para 20% em 10 estados nesta terça Conheça todas as obrigações dos MEIs 2. O que são CFOPs? Além do CRT, também é obrigatório incluir na Nota Fiscal eletrônica (NF-e) o chamado Código Fiscal de Operações e de Prestações (CFOP), que identifica o tipo de operação realizada pela empresa. Isso já era feito antes da mudança de regra, mas, agora, os CFOPs “foram desenhados para distinguir as atividades dos MEIs de maneira mais clara”, afirma Gularte, da Contabilizei. Com os códigos, o MEI vai poder detalhar se a operação é uma venda, devolução, remessa ou outro tipo de lançamento. Todos os CFOPs relativos ao CRT4 estão descritos na página 4 da nota técnica. “É mais uma questão fiscal. A ideia é fazer uma padronização para que, na hora da emissão da nota, ela espelhe exatamente a atividade oferecida”, complementa o professor Rogério, da FIA. 3. Como incluir o novo código nas notas? O primeiro passo é acessar o sistema de emissão de NF-e que o MEI preferir. Algumas Secretarias Estaduais da Fazenda têm plataformas próprias, e o Sebrae também possui um emissor gratuito. Depois de fazer login ou se cadastrar no sistema, o MEI deverá seguir os passos para emitir a nota e, no campo referente ao Código de Regime Tributário, inserir o código CRT 4. Para isso, é essencial verificar se o sistema está atualizado. “Em seguida, preencha os dados do destinatário, informando corretamente o CNPJ ou CPF do cliente, além do endereço completo. Depois, escolha o CFOP adequado para a natureza da operação realizada, como venda, devolução ou remessa”, orienta o contador Charles Gularte. Como já era feito antes, o empreendedor também vai precisar inserir uma descrição detalhada do produto, incluindo quantidade, valor unitário e total. “Após a conferência das informações, gere e transmita a nota fiscal. O sistema fornecerá um arquivo XML e um Danfe (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica), que devem ser enviados ao cliente e armazenados para controle contábil e fiscal", completa o especialista. 4. Possíveis consequências do descumprimento da regra Se o MEI não colocar o CRT, ou informar o número errado, pode ser que ele nem consiga emitir a nota fiscal no sistema, explica o professor Rogério, da FIA. “Ou a nota pode ser invalidada”, diz. “E, se houver fiscalização da Receita, tudo vai depender do grau, mas o MEI corre até o risco de ter que se desenquadrar da categoria”, afirma. Segundo Gularte, da Contabilizei, “emitir uma nota com um código incorreto pode ser interpretado como erro fiscal, o que pode gerar autuações ou exigência de retificações”. Além disso, pode causar dificuldades para comprovar o sistema de tributação da empresa, já que ela pode ser classificada erroneamente como uma empresa comum do Simples Nacional, e não como MEI, impactando as operações.



Mega-Sena pode pagar R$ 45 milhões nesta terça


01/04/2025 03:00 - g1.globo.com


Apostas podem ser feitas até as 19h em lotéricas ou pela internet. Mega-Sena Marcelo Brandt/G1 O concurso 2.847 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 45 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h desta terça-feira (1º), em São Paulo. No concurso do último sábado (29), ninguém levou o prêmio máximo. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega-Sena tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.



ICMS sobre compras internacionais sobe de 17% para 20% em 10 estados a partir desta terça; veja quais


01/04/2025 03:00 - g1.globo.com

Até agora, patamar de 17% era usado em todo o país; alta foi definida em dezembro. Imposto de importação também incide sobre as compras do exterior. A partir desta terça-feira (1º), a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado em compras internacionais subirá de 17% para 20% em dez estados. Até esta segunda (31), o imposto era de 17% em todos os 26 estados e no Distrito Federal. Veja os dez estados em que o ICMS subirá de 17% para 20%: Acre Alagoas Bahia Ceará Minas Gerais Paraíba Piauí Rio Grande do Norte Roraima Sergipe 🔎Além da alíquota de ICMS estadual, as encomendas internacionais de até US$ 50 também são taxadas com mais 20% relativos ao imposto de importação, cobrança que entrou em vigor em agosto de 2023. Segundo grandes importadoras, a alta deve levar a tributação global sobre compras internacionais de até US$ 50 para 50% do valor dos itens. Ou seja, um produto vendido por R$ 100 teria um "preço total" de R$ 150, por exemplo. Os varejistas nacionais, enquanto isso, argumentam que a taxação sobre as empresas brasileiras é ainda maior, e que a alta do ICMS caminha na direção da "isonomia tributária". Estados e DF vão aumentar ICMS das compras internacionais A decisão foi tomada em dezembro pelo Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda (Comsefaz), mas passa a valer em abril. "Essa mudança reforça o compromisso dos estados com o desenvolvimento da indústria e do comércio nacional, promovendo uma tributação mais justa e contribuindo para a proteção do mercado interno frente aos desafios de um cenário globalizado", afirmou o comitê à época. Em 2024, os estados chegaram a avaliar um aumento do ICMS para 25% em todo o país – mas a decisão acabou sendo adiada. Segundo os governos estaduais, o aumento na tributação visa garantir "isonomia competitiva entre produtos importados e nacionais, promovendo o consumo de bens produzidos no Brasil". "Com isso, os estados pretendem estimular o fortalecimento do setor produtivo interno e ampliar a geração de empregos, em um contexto de concorrência crescente com plataformas de comércio eletrônico transfronteiriço", acrescentou o Comsefaz em nota divulgada em dezembro. Compras internacionais caem, mas arrecadação com impostos aumenta depois da chamada Taxa da Blusinha



Imposto de Renda 2025: veja passo a passo para fazer a declaração pré-preenchida


01/04/2025 03:00 - g1.globo.com


Quem tentou fazer a declaração até esta terça-feira (1º) só conseguiu incorporar informações básicas. Só agora o modelo completo está disponível. Prazo para entrega do IR 2025 vai até 30 de maio. imposto de renda 2025 Divulgação Os contribuintes que precisam declarar o Imposto de Renda 2025 podem usar, a partir desta terça-feira (1º), a declaração pré-preenchida — modelo em que as informações são inseridas automaticamente no sistema, sem a necessidade de digitação. Até então, quem tentou fazer a declaração do IR 2025 por meio da modalidade conseguiu incorporar apenas informações básicas. Segundo o subsecretário de Gestão Corporativa da Receita Federal, Juliano Neves, "dificuldades internas", incluindo a greve de servidores, prejudicaram os trabalhos e impossibilitaram que o órgão disponibilizasse a versão pré-preenchida logo no início do prazo de declaração, em 17 de março. Neste ano, a Receita dará prioridade no pagamento da restituição aos contribuintes que escolherem a declaração pré-preenchida e também optarem por receber a restituição via PIX. A pré-preenchida pode ser utilizada por todos os contribuintes que possuem conta gov.br nos níveis ouro ou prata. (veja aqui como elevar o nível) Confira a seguir como funciona a declaração pré-preenchida: O que é a declaração pré-preenchida? Como fazer a declaração pré-preenchida? Quem pode fazer? Como estar habilitado? Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2025 LEIA MAIS IR 2025: veja mudanças e quem precisa declarar Programa para declaração: veja como baixar Imposto de Renda 2025: programa para declaração fica disponível para download O que é a declaração pré-preenchida? A declaração pré-preenchida traz informações de rendimentos, deduções, bens e direitos e dívidas e ônus reais – que são carregadas automaticamente, sem a necessidade de digitação. Para isso, a Receita se baseia na Declaração de Imposto Retido na Fonte (Dirf) das pessoas jurídicas pagadoras, empresas do ramo de imóveis e de prestadores de serviços de saúde. São usadas também as informações do contribuinte no ano anterior. A Receita Federal avalia que esse tipo de declaração diminui os erros e proporciona maior comodidade ao contribuinte. O Fisco esclarece, entretanto, que é "responsabilidade do contribuinte a verificação da correção de todos os dados pré-preenchidos na declaração, devendo realizar as alterações, inclusões e exclusões das informações necessárias, se for o caso". Esse tipo de declaração existe desde 2014, mas era necessário ter certificado digital para utilizá-la, o que restringia o número de usuários. Volte ao índice. Como fazer a declaração pré-preenchida? A declaração pré-preenchida poderá ser utilizada por todos os contribuintes em todas as formas de preenchimento disponíveis: ▶️ NO COMPUTADOR Baixe o programa da declaração do IR 2025 Faça o login da conta gov.br; Abra uma declaração na aba "Nova", Selecione "Iniciar declaração a partir da pré-preenchida". ▶️ ON-LINE Acesse o portal e-CAC com o login gov.br; Selecione a opção "Declarações e Demonstrativos"; Em seguida, "Meu Imposto de Renda"; Clique em "Preencher declaração online"; Depois, em "Iniciar Declaração", Selecione a opção "Pré-Preenchida". ▶️ EM DISPOSITIVOS MÓVEIS Acesse o app "Receita Federal" Faça o login com a conta gov.br; Selecione o ano; Selecione "Iniciar Declaração", Escolha a opção "Pré-Preenchida". ⚠️ LEMBRE-SE (MAIS UMA VEZ): O Fisco reforça que é "responsabilidade do contribuinte a verificação da correção de todos os dados pré-preenchidos na declaração, devendo realizar as alterações, inclusões e exclusões das informações necessárias, se for o caso". O download do programa utilizado para o Imposto de Renda 2025 foi liberado pela Receita Federal em 13 de março. O prazo de entrega vai até 30 de maio. Volte ao índice. Quem pode fazer? Para realizar a declaração pré-preenchida, o contribuinte precisa elevar o nível de sua conta gov.br para o nível de segurança ouro ou prata. As contas cadastradas exclusivamente com informações do CPF ou do INSS são consideradas de nível bronze. O cadastro feito presencialmente nas unidades do INSS ou Denatran também tem nível bronze. O usuário pode aumentar o nível de segurança da sua conta fazendo validações por biometria facial ou dados bancários. Nível prata: validação pelo aplicativo gov.br para conferência da sua foto nas bases da Carteira de Habilitação (CNH) ou por meio de internet banking de bancos parceiros; Nível ouro: validação facial por meio de dados do TSE ou certificado digital. Veja aqui, em detalhes, como abrir e elevar o nível de uma conta gov.br. Volte ao índice. Como estar habilitado? O primeiro passo para acessar os serviços digitais da Receita Federal é fazer um aprimoramento do acesso ao gov.br. A conta gov.br é uma identificação que comprova em meios digitais quem está usando o sistema ou serviço. Ela é gratuita e está disponível para todos os cidadãos brasileiros. Quem ainda não possui, pode fazer o cadastro pelos seguintes caminhos: site Acesso (gov.br) App gov.br (link iOS) App gov.br (link Android) Volte ao índice. Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2025 quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888,00 em 2024. O valor é um pouco maior do que o da declaração do IR do ano passado (R$ 30.639,90) por conta da ampliação da faixa de isenção; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2024, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2024, receita bruta em valor superior a R$ 169.440,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2024, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2024; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; possui trust no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2024 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior. Volte ao índice.



Imposto de Renda 2025: Receita começa a receber declarações pré-preenchidas nesta terça


01/04/2025 03:00 - g1.globo.com


Greve de servidores foi um dos fatores que tornou indisponível modelo pré-preenchido logo no início do prazo. Formato deve concentrar mais da metade dos documentos. Prazo para a declaração do Imposto de Renda 2024 encerra nesta sexta-feira (31) Joédson Alves/Agência Brasil A Receita Federal começa a receber nesta terça-feira (1º) a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda Pessoa Física 2025, ano-base 2024. A recepção da declaração pré-preenchida começa 13 dias após o início do prazo de envio do IR pelo método tradicional, em 17 de março. 🔎Na declaração pré-preenchida, a Receita Federal mostra ao contribuinte informações de rendimentos, deduções, bens e direitos e dívidas e ônus reais – que são carregadas automaticamente, sem a necessidade de digitação. 🔎Para optar pela declaração pré-preenchida, é preciso ter uma conta níveis Prata ou Ouro no gov.br. Para quem não faz a própria declaração, ainda existe a alternativa de usar o site ou app Meu Imposto de Renda. Nele, é possível dar autorização de acesso à declaração pré-preenchida para qualquer CFP ou CNPJ, evitando assim o compartilhamento da senha gov.br. A demora na abertura do prazo para envio da declaração pré-preenchida está relacionado com a greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que buscam reajuste salarial. Receita Federal vai divulgar novas regras do IR 2025 O contribuinte que optou pela declaração pré-preenchida nas últimas semanas conseguiu ver no programa da Receita Federal apenas dados como sua identificação, CPF, endereço, e de rendimentos recebidos. A partir desta terça-feira, 1º de abril, a declaração pré-preenchida também passará a informar: Contribuições de previdência privada; Atualização do saldo de conta bancária e poupança; Atualização do saldo de fundos de investimento; Imóveis adquiridos no ano calendário; Doações efetuadas no ano calendário; Conta bancária/poupança ainda não declarada; Fundo de investimento ainda não declarado; Contas bancárias no exterior. Leia também: Imposto de Renda 2025: MEI precisa declarar como pessoa física? Entenda as regras Imposto de Renda 2025: saiba onde encontrar atendimento gratuito para ajudar a preencher declaração Mais da metade deve ser no formato Neste ano, a Receita Federal espera que receber 26,33 milhões de declarações (57% do total) por meio desse formato pré-preenchido. No ano passado, 17,89 milhões de declarações (41,2% do total) foram entregues por meio do formato pré-preenchido. Até a manhã desta segunda-feira (31), haviam sido entregue 5, 21 milhões declarações do Imposto de Renda. O prazo termina em 30 de maio. A expectativa do órgão é de receber 46,2 milhões de documentos.



Rede de restaurantes Hooters pede falência para resolver dívida de US$ 376 milhões


01/04/2025 00:21 - g1.globo.com


Empresa planeja vender seus restaurantes para um grupo de franquias apoiado pelos fundadores. Rede de restaurantes Hooters pede falência Google Maps A rede de restaurantes Hooters of America entrou com pedido de falência no Texas, Estados Unidos, nesta segunda-feira (31). Com uma dívida de US$ 376 milhões, a empresa planeja vender seus restaurantes para um grupo de franquias apoiado pelos fundadores. A ideia é estabilizar as finanças e garantir a continuidade das operações. A empresa já alinhou US$ 35 milhões em financiamento com seus credores para concluir a transação, segundo a Reuters. Nos últimos anos, o Hooters enfrentou dificuldades devido à inflação, altos custos de mão de obra e alimentos, e a queda nos gastos dos consumidores americanos. Atualmente, a empresa opera diretamente 151 locais e tem outros 154 restaurantes franqueados, principalmente nos EUA. Fundado em 1983, o Hooters é famoso por suas asas de frango e pelo uniforme de seus garçons, composto por shorts laranja e regatas decotadas. Leia também Assista 'Tarifaço' de Trump: os impactos das taxas sobre aço e alumínio para o Brasil



Fraude na Americanas: PF indicia e MPF denuncia 13 ex-executivos


31/03/2025 23:03 - g1.globo.com


De acordo a investigação, o esquema era chefiado pelo ex-CEO da companhia, Miguel Gutierrez. Fraudes foram estimadas em R$ 25 bilhões. Miguel Gutierrez, ex-CEO da Americanas GloboNews/Reprodução A Polícia Federal indiciou e o Ministério Público Federal (MPF) denunciou, nesta segunda-feira (31), 13 ex-executivos e ex-funcionários por fraudes na Americanas, estimadas em R$ 25 bilhões. O esquema envolvia, segundo a investigação, uma série de manobras para inflar artificialmente os lucros da companhia e manipular o mercado de capitais. Foram denunciados: Miguel Gutierrez (ex-CEO da Americanas) Anna Saicali (ex-CEO da B2W, responsável pela área digital) Timotheo Barros (vice-presidente) Marcio Cruz (vice-presidente) Carlos Padilha (ex-diretor) João Guerra (ex-diretor) Murilo Corrêa (ex-diretor) Maria Christina Nascimento (ex-diretor) Fabien Picavet (ex-diretor) Raoni Fabiano (ex-diretor) Luiz Augusto Saraiva Henriques Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira Anna Christina da Silva Sotero O g1 tenta contato com os citados. Os crimes Os 13 investigados por associação criminosa foram denunciados por organização criminosa, o que aumenta a pena em caso de condenação. Os crimes de falsidade ideológica e manipulação de mercado também foram imputados a todos. Nove dos investigados foram ainda denunciados por uso de informação privilegiada (Murilo, Luiz Augusto, Carlos Padilha, Fabien e Anna Sotero não foram). Americanas: entenda a fraude que levou à operação da PF e à recuperação judicial de R$ 50 bilhões MPF desenha ‘hierarquia da fraude’ das Americanas; esquema tinha 5 níveis O que alegam PF e MPF Polícia Federal e Ministério Público Federal atuaram em conjunto nas investigações, tanto que o MPF seguiu na íntegra o entendimento da PF, e as conclusões de inquérito e denúncia foram definidas no mesmo dia. Provas apontadas pelos investigadores: e-mails entre os executivos da empresa discutindo as fraudes e os ajustes nos resultados financeiros; documentos que mostram a comparação entre os resultados reais e os resultados divulgados ao mercado; três colaborações premiadas que detalham como as fraudes eram planejadas e executadas; relatórios que detalham a estrutura da organização criminosa e as manobras fraudulentas realizadas; conversas de WhatsApp entre os executivos, discutindo como esconder as fraudes das auditorias; arquivos que compilavam as expectativas dos analistas de mercado e eram usados para ajustar fraudulentamente os resultados da empresa. Relembre a fraude Americanas: entenda a fraude que levou à operação da PF A gigante varejista Americanas informou um rombo contábil bilionário no dia 11 de janeiro de 2023. Naquele momento, a companhia disse que havia identificado "inconsistências em lançamentos contábeis" nos balanços corporativos no valor de quase R$ 20 bilhões. Sergio Rial, então presidente da empresa e quem assumiu após a saída de Miguel, decidiu deixar o comando do negócio após apenas nove dias no comando. Os investidores — pessoa física e institucionais — iniciaram uma corrida para se desfazer dos papéis. Isso fez com que as ações da companhia despencassem quase 80% em um único dia, e a fuga continuou nos pregões seguintes. Em uma conferência após sua demissão, Rial disse "a primeira grande conclusão é que não estamos falando de um número que está fora do balanço. Só que ele não está registrado de forma apropriada ao longo dos últimos anos", disse. No dia 19 de janeiro de 2023, a Americanas pediu a recuperação judicial na Justiça do Rio de Janeiro e teve suas ações retiradas da B3. A primeira versão do plano de recuperação foi apresentada em março, mas a empresa só teve um plano aprovado em 19 de dezembro daquele ano, exatamente 11 meses depois. A dívida final apresentada no plano foi de mais de R$ 50 bilhões, sendo uma dívida trabalhista de R$ 82,9 milhões e uma fraude de resultado de R$ 25,2 bilhões ao final de 2022. O processo de recuperação envolveu um aporte de R$ 12 bilhões dos "acionistas de referência" — o trio de bilionários Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles — e a venda de ativos, inicialmente o Hortifruti Natural da Terra e a Uni.Co (empresa de franquias das marcas Imaginarium e Puket). Veja mais detalhes aqui.



Enel SP, Light e outras 17 empresas de energia pedem renovação de contratos; Aneel ainda vai analisar


31/03/2025 20:39 - g1.globo.com


Agência reguladora terá 60 dias para analisar os pedidos e enviar parecer ao Ministério de Minas e Energia, a quem cabe a decisão final sobre a renovação das concessões. As distribuidoras de energia Enel SP, Light e outras 17 empresas pediram a renovação de seus contratos, cujos vencimentos estão previstos entre 2025 e 2031. Os pedidos foram encaminhados à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que terá 60 dias para analisar as solicitações e enviar parecer ao Ministério de Minas e Energia, a quem cabe a decisão final. Cabe à Aneel analisar o cumprimento de indicadores técnicos e econômico-financeiros – que são requisitos para a aprovação dos pedidos de renovações dos contratos (veja abaixo as empresas que solicitaram a renovação dos contratos e as datas de vencimento). Distribuidoras que pediram a renovação dos contratos Os novos contratos de distribuição são disciplinados por um decreto do governo, publicado em junho de 2024. Ao todo, 20 distribuidoras estão com contratos vincendos. De acordo com as novas regras, as distribuidoras vão poder propor tarifas diferenciadas para “áreas de elevada complexidade”, como locais dominados por organizações criminosas. Além disso, o decreto prevê que as distribuidoras terão que elaborar planos de ação para combater as chamadas "perdas não técnicas", que são os furtos de energia. Os planos terão que ser fiscalizados pela Aneel e devem trazer resultados, com reflexos nos níveis de perdas e receitas. A minuta prevê que, na próxima revisão tarifária das distribuidoras que renovarem os contratos, a Aneel vai discutir um plano de combate às perdas com reflexos no cálculo da tarifa de energia. Ao aprovar a minuta de resolução, a Aneel recomendou ao Ministério de Minas e Energia que analise a possibilidade de incluir ao contrato uma cláusula para prever o pagamento de multas questionadas na Justiça. As multas somam R$ 944 milhões. Só do grupo Enel, as multas contestadas chegam a R$ 603 milhões. A sugestão não foi bem recebida pelas distribuidoras e cabe ao ministério acatar ou não a recomendação. Ato do MTST em prédio da Enel em SP contra falta de energia Divulgação/MTST



Ninguém vai ganhar 100%, senão não seria acordo, diz Haddad ao defender Mercosul e União Europeia


31/03/2025 19:25 - g1.globo.com


Para o ministro, Europa tem que ter visão política, em vez de analisar item a item do acordo. As declarações de Haddad foram após evento, em Paris. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira (31) que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia não vai ser 100% benéfico para os dois lados. "Nós não vamos chegar a uma conta que vai ser 100% benéfica para um dos lados, porque senão não seria um acordo, seria outra coisa, seria uma imposição de um lado a outro", declarou durante evento do Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po), na França. Haddad defendeu que a Europa tenha "um olhar político" para o acordo, em defesa do multilateralismo. "Acredito que a Europa deveria ter um olhar político sobre esse acordo também e não apenas ficar discutindo item por item onde você vai ganhar, onde você vai perder", declarou. Fernando Haddad fala que déficit será de 0,1% do PIB em 2024 O ministro afirmou que o acordo não traz grandes vantagens econômicas ao Mercosul, mas que, na sua opinião, a insistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em assinar o documento tem motivações políticas, para "oferecer uma alternativa a um mundo bipolar". "Nós podemos ter uma prática absolutamente defensiva, dizer não ao acordo, ou porque vai desindustrializar o Brasil ou porque vai afetar a produção agrícola francesa ou polonesa... [Mas] Nós podemos pensar diferente, integrar nossas cadeias produtivas de forma a buscar sustentabilidade, tanto social quanto ambiental", declarou. Ministro da Fazenda, Fernando Haddad CanalGov/Reprodução Acordo de livre comércio O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia foi anunciado oficialmente em dezembro de 2024, após a reunião dos líderes dos blocos na cúpula do Mercosul em Montevidéu, no Uruguai. A assinatura do acordo só acontece depois que os textos passarem por uma revisão jurídica e de serem traduzidos para os idiomas oficiais dos países envolvidos. Para passar a valer, no entanto, o acordo precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da União Europeia, os dois principais órgãos de decisão do bloco. O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia tem o objetivo de reduzir ou zerar as tarifas de importação e exportação entre os dois blocos. Estão previstos tratados em temas importantes, tais como: Cooperação política; Cooperação ambiental; Livre-comércio entre os dois blocos; Harmonização de normas sanitárias e fitossanitárias (que são voltadas para o controle de pragas e doenças); Proteção dos direitos de propriedade intelectual; e Abertura para compras governamentais. As negociações começaram em 1999 e um termo preliminar foi assinado em 2019. Desde então, o texto passou por revisões e exigências adicionais, principalmente por parte da União Europeia, devido à pressão imposta principalmente por agricultores dos países-membros.



Compra do Master pelo BRB: Banco Central e Cade devem analisar negociação


31/03/2025 18:59 - g1.globo.com


Na sexta-feira (28), Conselho do BRB aprovou compra da instituição financeira. Banco de Brasília quer adquirir 58% do capital total do Banco Master. Agências do Banco Master e do Banco de Brasília. Banco Master/Divulgação e Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O Banco Central do Brasil e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) devem analisar a negociação de venda do Banco Master para o Banco de Brasília (BRB). Na sexta-feira (28), o Conselho do BRB aprovou a compra da instituição financeira. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. No entanto, a conclusão da operação depende da aprovação do Banco Central e do Cade. O BRB quer adquirir 58% do capital total do Banco Master. 🔎 O valor da compra ainda não está definido. Segundo o BRB, um grupo de mais de 50 pessoas está fazendo uma análise técnica do Banco Master para determinar exatamente esse número. A estimativa inicial do BRB é de que a negociação fique entre R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões. Nesta segunda (31), as ações do BRB chegaram a subir mais de 80%. Também nesta segunda, o Banco Central confirmou que ainda não recebeu o pedido. Em nota, o BC disse que "quando protocolado o pedido pelo Banco Master S.A. relacionado à modificação do seu controle acionário, o Banco Central do Brasil vai avaliar o pedido tecnicamente quanto ao cumprimento dos requisitos aplicáveis a operações da espécie, previstos na Resolução CMN nº 4.970/21". No fim da tarde, o presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi à sede do Banco Central, em Brasília (veja vídeo abaixo). Carro de presidente do BRB entra pela garagem do prédio do Banco Central. Ao g1, o Cade disse que não há um "edital de notificação da operação". Além disso, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica afirmou que deve analisar, entre outros aspectos, a participação de mercado das empresas envolvidas na operação e se há existência ou não de rivalidade por parte das concorrentes. 📌 Nas redes sociais, o BRB afirma que a compra pretende ampliar a presença do banco em todo o país e fortalecer o portfólio de soluções. 📌O Banco Master diz, no site institucional, que a oferta de produtos e serviços segue inalterada e que operação deve ser aprovada por reguladores. Ainda na sexta (28), o BRB informou aos acionistas e ao mercado sobre o contrato de compra e venda de ações entre o BRB e os acionistas controladores do Banco Master S.A., e disse que todos seriam informados "a respeito dos desdobramentos da Operação, nos termos da legislação e da regulamentação aplicáveis". Segundo o informe, o objetivo é a incorporação do Banco Master ao Conglomerado Prudencial do Banco BRB, "em linha com sua estratégia de expansão e fortalecimento de sua posição no mercado financeiro". "O novo conglomerado prudencial visa fortalecer a atuação conjunta no mercado, pela oferta completa de produtos e serviços bancários, de seguridade, meios de pagamento e investimentos a pessoas físicas e jurídicas, presença nacional e estrutura de governança, capital, liquidez, rentabilidade e conformidade regulatória compatível com o porte do novo conglomerado", diz o comunicado. VEJA AQUI o íntegra do comunicado. O Sindicato dos Bancários do Distrito Federal disse, em nota publicada no domingo (30), que tem "profunda preocupação" com a possibilidade de gestão temerária do BRB, diante da compra do Banco Master, no que tange ao interesse público e a segurança econômica da instituição (veja íntegra mais abaixo). O g1 está em contato com o Banco de Brasília e com o Banco Master, mas não obteve respostas até a publicação desta reportagem. Câmara Legislativa do DF vai ouvir presidente do BRB A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) vai ouvir o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa sobre a proposta de compra do Banco Master. De acordo com o presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB), a audiência está marcada para a próxima segunda-feira (3), e Costa já confirmou sua ida à Casa. Os deputados distritais também avaliam se a compra do Banco Master precisa, ou não, passar pelo aval do Legislativo. Um parecer da procuradoria do BRB diz que o aval não é obrigatório. O BRB O Banco de Brasília S.A. (BRB) foi criado em dezembro de 1964 com o objetivo de ser um agente financeiro para captar os recursos necessários para o desenvolvimento do Distrito Federal. Em 1991, passou a ser um banco com as carteiras: comercial, câmbio, desenvolvimento e imobiliária. A empresa é uma sociedade de economia mista, de capital aberto, e o acionista majoritário é o Governo do Distrito Federal (71,92%). O BRB é uma instituição financeira com atuação no Distrito Federal e com agências no Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Bahia e Paraíba. O Banco Master Fundado em 1974 como corretora de valores e título imobiliários, o Banco Master teve a aprovação do Banco Central para operar como instituição financeira em 1990, ainda com o nome de Banco Máxima. Após a compra do Banco Vipal, a instituição foi renomeada como Banco Master, em 2021. O que diz o Banco Central "Quando protocolado o pedido pelo Banco Master S.A. relacionado à modificação do seu controle acionário, o Banco Central do Brasil vai avaliar o pedido tecnicamente quanto ao cumprimento dos requisitos aplicáveis a operações da espécie, previstos na Resolução CMN nº 4.970/21." O que diz o Cade "Ainda não há edital de notificação da operação. Porém, ao analisar um ato de concentração, o Cade observa, por exemplo, a participação de mercado das empresas envolvidas na operação; se há existência ou não de rivalidade por parte dos concorrentes; além de outros aspectos relacionados ao setor em análise." O que diz o Sindicato dos Bancários do DF "O Sindicato dos Bancários de Brasília manifesta sua profunda preocupação com a possibilidade de atos que podem caracterizar uma possível gestão temerária da atual diretoria do Banco de Brasília (BRB), diante da compra do banco master, no que tange diretamente o interesse público e a segurança econômica da instituição. A negociação para a compra de ações do Banco Master, amplamente noticiada pela imprensa, tem sido alvo de análises críticas por parte de especialistas econômicos e de outras instituições do Sistema Financeiro Nacional. Essa movimentação levanta sérios questionamentos sobre a responsabilidade na gestão do BRB e os possíveis impactos dessa decisão sobre o patrimônio público e a economia do Distrito Federal. Ressalta-se que, em um passado próximo, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apontou a concentração da carteira do Banco Master em precatórios, uma carteira sem liquidez, o que agrava as incertezas em torno da aquisição proposta pelo BRB. O Conselho de Administração do banco tem competência para decidir sobre a aquisição de uma nova instituição? Ou seria de competência da Câmara Legislativa do Distrito Federal? O Sindicato reafirma seu compromisso inabalável de atuar de forma vigilante e firme na defesa dos interesses da sociedade do Distrito Federal e dos trabalhadores do BRB. Seguiremos acompanhando de perto todas as decisões que possam comprometer a estabilidade do banco, a transparência na administração dos recursos públicos e a manutenção dos empregos dos trabalhadores da instituição. Reiteramos nossa cobrança para que o governador do Distrito Federal assuma sua responsabilidade na preservação do BRB como uma instituição pública, sólida e comprometida com o atendimento à população do DF, respeitando os objetivos para os quais o banco foi criado. Seguiremos exigindo responsabilidade e transparência na gestão do BRB, garantindo que a instituição cumpra seu papel de fomentar o desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal, sem colocar em risco o futuro dos trabalhadores e da população brasiliense." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.



CNU 2025 não terá 'bolinha' de identificação do gabarito que gerou problemas na 1ª prova, diz governo


31/03/2025 18:22 - g1.globo.com


Provas da 2ª edição do chamado 'Enem dos concursos' serão realizadas no segundo semestre, afirmou o Ministério da Gestão. Em 2026, não haverá CNU. Candidatos chegam para a prova do Concurso Público Nacional Unificado, o "Enem dos Concursos", na unidade da Universidade Paulista (UNIP) FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDO O Ministério da Gestão informou nesta segunda-feira (31) que o Concurso Público Nacional Unificado (CNU) de 2025 não vai ter a "bolinha" de identificação do candidato utilizada na primeira edição para o preenchimento dos cartões de resposta. Ele vai ser substituído por um código de barras, pois alguns participantes tiveram problemas com o sistema da primeira edição (leia mais abaixo). "Não é o nome ou número de inscrição, mas a máquina consegue ler [o código] e garantir que aquela prova pertence àquela pessoa", detalhou a ministra Esther Dweck, acrescentando que espera que a tecnologia também agilize a correção e a divulgação dos resultados. Dweck anunciou ainda que o Termo de Referência para a escolha da banca do CNU 2025 deve ser lançado em abril, e que as provas serão realizadas no segundo semestre. A homologação está prevista para junho de 2026. Segundo ela, não haverá uma edição do CNU em 2026 devido à legislação eleitoral, que impõe restrições a concursos públicos durante o processo eleitoral para evitar interferências políticas. Isso não significa, porém, que a iniciativa vai acabar. "O CPNU é uma política que veio para ficar, mas temos que respeitar as regras do processo democrático", concluiu. Governo alerta para golpe e diz que inscrições para o CNU 2025 ainda não começaram ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp Todas as novas regras do CPNU 2 serão detalhadas em um edital único, que ainda não foi divulgado. Ele será diferente da primeira edição, que teve um edital separado para cada um dos oito blocos temáticos do concurso. Agora, outros cargos serão oferecidos, e haverá a inclusão de duas novas carreiras transversais: Analista Técnico de Justiça e Defesa e Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico. A ministra também disse que o Ministério da Gestão está estudando medidas para combater a subrepresentação feminina em carreiras estratégicas da administração federal. No CNU, as mulheres foram maioria entre os inscritos, mas minoria entre os aprovados. Ela citou uma ação do Ministério das Relações Exteriores, que adotou um sistema de bonificação para mulheres nas fases iniciais de seu último concurso. Outra estratégia pode ser estimular a participação feminina em áreas tradicionalmente masculinas, como tecnologia e infraestrutura, por meio de programas de mentoria. Para a 2ª edição do CNU, já está prevista uma campanha específica voltada às candidatas, com divulgação de histórias de servidoras bem-sucedidas. Alerta de golpe: inscrições para o CNU 2025 ainda não começaram Polêmica da 'bolinha' Em novembro, três meses após a aplicação das provas do CNU, a Justiça mandou o governo federal cancelar a eliminação de candidatos que não haviam preenchido todo o campo de identificação no cartão de respostas. Assim, esses participantes foram reintegrados à seleção, o que gerou o adiamento da divulgação da lista de aprovados e várias mudanças no cronograma inicial do concurso. O QUE ACONTECEU? - Os cadernos de prova do CNU tinham várias versões, ou seja, as questões eram as mesmas para todos os candidatos de um determinado bloco temático, mas a ordem das perguntas e das alternativas estavam embaralhadas, para evitar cola. Assim, na hora de preencher o cartão de respostas, os participantes precisavam identificar qual era a versão da sua prova, pintando a bolinha correspondente ao número do gabarito. Além disso, deveriam transcrever a frase que estava na capa do caderno (veja a foto abaixo). Caderno de provas do CNU exigia identificação do gabarito de duas formas Reprodução Apesar dessas instruções estarem descritas na prova, muitos candidatos alegaram que foram orientados pelos fiscais de aplicação de que bastava a transcrição da frase para identificar o tipo de gabarito, ou seja, não havia necessidade de pintar a bolinha. E, em coletiva de imprensa no dia do exame, logo após o fim da aplicação, a ministra Esther Dweck chegou a dizer que os participantes que haviam se esquecido de marcar o número do gabarito não seriam eliminados, pois a Cesgranrio tinha outras formas de identificar as versões de prova. No entanto, no dia seguinte, o Ministério da Gestão anunciou que quem não havia preenchido toda a identificação no cartão de respostas estava desclassificado. O Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria-Geral do Tocantins, recebeu denúncias sobre o assunto e ingressou com uma ação civil pública contra o governo, pedindo a reintegração ao concurso dos candidatos eliminados, o que aconteceu em novembro.



Petrobras anuncia redução de R$ 0,17 no litro do diesel nas distribuidoras


31/03/2025 15:58 - g1.globo.com


Mudança entra em vigor nesta terça (1º). Litro do diesel A passa a custar, em média, R$ 3,55 – valor 4,78% menor que o atual. Bomba de combustível, em imagem de arquivo Marcelo Camargo/Agência Brasil A Petrobras vai reduzir o preço médio do diesel vendido em suas refinarias em 4,6%, a R$3,55 por litro, a partir de 1º de abril, disse a presidente da companhia, Magda Chambriard, no primeiro corte de valores deste combustível desde dezembro de 2023. Com a redução, segundo a companhia, o preço médio do diesel A nas distribuidoras passará a ser de R$ 3,55 por litro – uma queda de 4,78%. "Considerando a mistura obrigatória de 86% de diesel A e 14% de biodiesel para composição do diesel B vendido nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará a ser de R$ 3,05 /litro, uma redução de R$ 0,15 a cada litro de diesel B", informou a companhia. Ainda segundo a Petrobras, desde dezembro de 2022, o preço do diesel caiu 20,9% nas distribuidoras, ou R$ 0,94 por litro. Contudo, a redução anunciada nesta segunda-feira (31), ainda não reverteu completamente o aumento de R$ 0,22 por litro implementado em janeiro. Petrobras anuncia redução no preço do diesel O preço do diesel vendido nos postos é composto por: valor de venda do combustível fóssil pela Petrobras às distribuidoras impostos federais (PIS e Cofins) imposto estadual (ICMS) preço do biodiesel, que é adicionado na proporção de 14% margens de distribuição e revenda Segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o diesel vendido pela Petrobras estava acima da paridade internacional em R$ 0,08 por litro nesta segunda-feira (31). Como a grande maioria dos produtos no Brasil é transportada por caminhões, a redução no valor do diesel pode ter efeito indireto na inflação -- que é uma preocupação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 💸 Segundo especialistas, a parcela do diesel varia de acordo o valor agregado de cada produto. 💸 Ou seja, o impacto do combustível nos alimentos é maior que em eletrodomésticos, eletrônicos e carros, por exemplo.



Alexandre Silveira quer se reunir com Marina Silva para discutir petróleo na Margem Equatorial


31/03/2025 15:55 - g1.globo.com

Ministro de Minas e Energia é a favor da exploração. Tema divide governo, e Ibama já informou não ter prazo para dar resposta. Interlocutores do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informaram que ele pretende se reunir nos próximos dias com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, para discutir a autorização para a exploração de petróleo na bacia da Foz do Amazonas, localizada na região conhecida como Margem Equatorial. 🛢️ Pelas projeções da Petrobras, a exploração de petróleo na região, se aprovada, pode render cerca de 10 bilhões de barris de petróleo. 🛢️ O tema está sob análise do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama), que já informou não ter prazo para dar uma resposta à Petrobras. Paralelamente à reunião pretendida por Silveira com Marina, técnicos do Ibama também esperam um encontro com representantes do Ministério de Minas e Energia ainda nesta semana. O órgão já disse publicamente que a região é sensível e por isso precisa ser rigoroso na análise do tema. O Ministério de Minas e Energia vem defendendo a exploração, afirmando que os recursos podem garantir a segurança energética do país e também financiar uma transição para a produção de energia limpa. Alexandre Silveira tem argumentado a interlocutores, por exemplo, que as estimativas do governo federal dão conta de que, a partir de 2030, a exploração de petróleo do pré-sal deve entrar em declínio. Tem dito também que o financiamento da transição energética pode se dar pelos recursos do petróleo em vez de aumentar a conta de luz. Lula critica IBAMA e defende exploração de petróleo na margem equatorial Uma das preocupações do governo tem a ver com o leilão da Agência Nacional de Petróleo (ANP) previsto para 17 de junho. Serão ofertadas 47 áreas de exploração na região. A GloboNews apurou que o entendimento é que, sem o aval para as pesquisas pedidas pela Petrobras, investidores podem não se sentir atraídos a participar do leilão. E, por isso, os lances poderiam ser mais baixos. A Petrobras está construindo uma base de estabilização da fauna, para receber animais afetados por eventuais vazamentos de petróleo. O Ibama cobra que a Petrobras estabeleça a unidade num local mais próximo de um possível vazamento de óleo, para reduzir o tempo de deslocamento e reabilitação. A Petrobras pretendia instalar um centro para receber animais contaminados em Belém, no Pará. Agora, nessa nova tentativa de licenciamento, a estatal vai instalar uma unidade no Oiapoque (AP). A expectativa da companhia é realizar a vistoria da área já em abril, abrindo caminho para a liberação da licença. Dentro do próprio Ibama, há um entendimento de que, se a Petrobras cumprir o que foi pedido, não haveria por que negar a licença. A nota técnica do Ibama que embasou a decisão de negar a licença à Petrobras, em maio de 2023, aponta algumas “inconsistências” no estudo ambiental para perfuração na Foz do Amazonas: falta de apresentação de medidas específicas no plano de comunicação social aos indígenas; deficiências no plano de proteção à fauna; ausência de Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS) para exploração na Foz do Amazonas. Presidente da Petrobras defende exploração de petróleo na margem equatorial



Diplomatas brasileiros viajam aos EUA para tentar negociar alternativas ao 'tarifaço' de Trump


31/03/2025 14:02 - g1.globo.com

Grupo é coordenado por Maurício Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos do Itamaraty. Governo quer convencer Casa Branca a negociar antes de adotar reciprocidade ou ir à OMC. Uma comitiva formada por diplomatas brasileiros viajou aos Estados Unidos para tentar convencer o governo americano a achar alternativas às tarifas impostas pelo presidente Donald Trump. Segundo apurou a GloboNews, o grupo foi coordenado pelo secretário de Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores, Maurício Lyrio - atual negociador-chefe do Brasil no Brics e que em 2024 também foi o negociador-chefe do Brasil no G20. A ida de Lyrio e da comitiva aos EUA é mais um movimento adotado pelo governo do presidente Lula para negociar alternativas com a Casa Branca. Desde que Trump anunciou o "tarifaço", incluindo a taxa de 25% sobre o aço e o alumínio importados - medida que afeta diretamente os setores no Brasil -, representantes do Itamaraty e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio têm feito reuniões com representantes da Casa Branca para tentar negociar. Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil no mundo, atrás somente da China. Tarifas de Trump sobre aço e alumínio entram em vigor e atingem todos os países Diante disso, diplomatas têm defendido que o país insista nas negociações antes de adotar a chamada reciprocidade - impor as mesmas tarifas sobre produtos americanos - ou recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC), uma vez que avaliam que a entidade está "paralisada" e sem força para agir. No último fim de semana, ao conceder entrevista após as viagens pelo Japão e pelo Vietnã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse a jornalistas que o governo brasileiro vai "gastar todas as palavras que estão no nosso dicionário" para negociar com os Estados Unidos. Essa declaração foi diferente das que vinham sendo feitas por Lula publicamente. Isso, porque o presidente vinha falando em retaliar os EUA ou recorrer à OMC. Lula diz que vai recorrer à OMC contra novas tarifas de Trump Manifestação oficial Em uma manifestação oficial enviada ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o governo do presidente Lula afirmou que o "tarifaço" do presidente Donald Trump pode comprometer "severamente" as relações comerciais dos dois países. A manifestação foi enviada num contexto em que o próprio gabinete do representante do governo Trump para o Comércio abriu consultas públicas sobre os anúncios de tarifas feitos pela Casa Branca. "O governo do Brasil reconhece os esforços do governo dos Estados Unidos para promover o desenvolvimento industrial e a criação de empregos nos Estados Unidos, uma política pública legítima que também é perseguida pelo governo brasileiro", diz o documento. "O Brasil insta os Estados Unidos a priorizar o diálogo e a cooperação em vez da imposição de restrições comerciais unilaterais, cujos riscos podem alimentar uma espiral negativa de medidas que poderiam comprometer severamente nossa relação comercial mutuamente benéfica", acrescentou. Lula afirma que Brasil tenta negociar com os EUA a respeito do tarifaço de Trump



Empréstimo de US$ 20 bilhões: Argentina pede a FMI que primeira parcela seja de mais de 40% do total


31/03/2025 14:00 - g1.globo.com


Ministro da Economia de Milei afirmou que pais pediu uma parcela maior do que o normal por já ter eliminado o déficit fiscal e cortado os gastos públicos. Normalmente, primeira parcela fica entre 20% e 30% do total. Presidente Javier Milei discursa na abertura do Congresso argentino, em 1º de março de 2024. Reuters/Agustin Marcarian A Argentina pediu ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que a primeira parcela do empréstimo de US$ 20 bilhões (aproximadamente R$ 115,3 bilhões) que está sendo negociado com o órgão seja de mais de 40% — ou seja, mais de US$ 8 bilhões (R$ 46,1 bilhões). As informações foram divulgadas pelo ministro da Economia argentino, Luis Caputo, no domingo (30). "Pedimos mais porque, tradicionalmente, isso é feito em troca de metas monetárias e fiscais", disse Caputo, acrescentando que os primeiros desembolsos geralmente ficavam entre 20% e 30%. "Já fizemos tudo." De acordo com o ministro, o país sul-americano eliminou o déficit fiscal e cortou os gastos públicos, conforme o governo planeja reforçar as reservas do banco central argentino e começar a desfazer as restrições cambiais que possivelmente prejudicam os negócios e os investimentos. Na semana passada, o FMI confirmou que negocia um possível empréstimo de US$ 20 bilhões com a Argentina por quatro anos, para apoiar o programa de reformas econômicas do presidente argentino Javier Milei. O plano ainda precisa ser aprovado e deve suceder o programa de US$ 44 bilhões (R$253,7 bilhões) assinado em 2018. "O novo programa está muito avançado e o compromisso continua em todos os níveis para finalizar um acordo que ajudará a Argentina a consolidar seu já bem-sucedido programa econômico", disse o FMI em comunicado divulgado na última sexta-feira. A confirmação do organismo ocorre depois de Milei e seu ministro da Economia, Luis Caputo, terem anunciado na quinta-feira (27) a quantia do novo acordo. O número não havia sido confirmado pelo Fundo, que esclareceu que os desembolsos serão entregues "em partes". LEIA TAMBÉM PIB da Argentina tem queda de 1,7% em 2024, primeiro ano de Javier Milei Inflação argentina fica em 2,4% em fevereiro e cai para 66,9% em 12 meses O que mudou na vida e na economia do país, um ano após o Plano Motosserra Na época, Caputo disse que a Argentina também está negociando empréstimos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Mundial para reforçar as reservas do Banco Central (BCRA). Milei declarou na quinta-feira que, desse modo, as reservas ficariam em "pelo menos" US$ 50 bilhões (R$ 288 bilhões), contra os US$ 26,2 bilhões (R$ 151 bilhões) que tem atualmente. O programa do FMI, cujos detalhes não são publicados, "de nenhuma maneira" inclui uma desvalorização, descartou Milei em uma entrevista com a Radio El Observador. "Aqui faltam pesos, faltam dólares", acrescentou, apesar dos diversos pedidos de ajuda externa. O governo busca apaziguar a incerteza sobre eventuais exigências do FMI para eliminar os controles cambiários ou a possível adoção de uma flutuação administrada do peso. Na última semana, as intervenções no mercado de câmbio representaram uma sangria de mais de US$ 1,2 bilhão de dólares (R$ 6,9 bilhões). PIB da Argentina tem queda de 1,7% em 2024, primeiro ano de Javier Milei



Soja brasileira: alta do dólar aquece demanda internacional e safra tem colheita acima da média em 5 anos, aponta USP


31/03/2025 13:25 - g1.globo.com


Valorização do dólar frente ao Real deixa commodities do Brasil mais atrativas; colheita fica 66,2% acima da média de cinco anos, aponta Cepea, da Esalq, em Piracicaba (SP). Colheita de soja segue a todo vapor e estimativa de safra recorde se fortalece, segundo Cepea da Esalq em Piracicaba Claudia Assencio/g1 🌱Na última semana de março, a demanda externa pela soja brasileira elevou o ritmo de negócios no spot nacional, mercado financeiro em que os ativos das commodities são comprados e vendidos à vista, com entrega imediata, segundo estudos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), do campus da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba (SP). "Cenário foi influenciado pela valorização do dólar frente ao real, que que deixa as commodities do Brasil mais atrativas aos consumidores estrangeiros", aponta o Cepea. A colheita do grão segue em alta. Somado a esse cenário, os sojicultores demonstram mais interesse em comercializar parte da safra 2024/25 no mercado spot, especialmente para “fazer caixa” para o custeio de financiamentos para a próxima temporada. 💵Alta do dólar O dólar teve o terceiro dia consecutivo de alta na última sexta-feira (28) e fechou a R$ 5,75, conforme investidores repercutiam novos parâmetros econômicos no Brasil e nos Estados Unidos, e continuavam atentos aos desdobramentos das recentes aumento de tarifas de importação impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump. 📝Leia mais, abaixo, e entenda panorama na reportagem, abaixo. De acordo com dados da Secex, analisados pelo Cepea, o Brasil embarcou 10,25 milhões de toneladas de soja até o dia 21 de março. A marca é 59,5% maior que o volume escoado em todo o mês de fevereiro. 🧑‍🌾Colheita Segundo o Cepea, a colheita da soja brasileira segue em ritmo intenso e o clima vem contribuindo para "produtividade excepcional em grande parte do Brasil". "Até o último dia 23 de março, 76,4% da área total [dos plantios] tinham sido colhidos, superando os 66,3% registrados no mesmo período de 2024 e 66,2% acima da média de cinco anos, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)", aponta o Cepea. 📈Expectativa de safra recorde Com produtividade em alta e mercado aquecido, a safra de soja deve ter balanço recorde, segundo estimativas do setor analisadas pelo Cepea no início de março de 2025. Ainda segundo o Centro de Pesquisas da Esalq/USP, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção nacional de soja em 167,37 milhões de toneladas. "A marca representa 0,8% a mais que a apontada em fevereiro e 13,3% superior à da safra 2023/24. Desse total, 56,3% foram colhidos até nove de março", aponta o órgão. "A colheita de soja segue 'a todo vapor' nas principais regiões do Brasil. A maior produtividade vem se confirmando em muitas praças, o que reforça a estimativa de produção recorde no país. Com a oferta do grão aumentando e compradores mais ativos, os negócios para entrega imediatas se aqueceram", segundo análise do Centro de Pesquisas. 📲 Receba no WhatsApp notícias da região de Piracicaba Produto Interno Bruto A cadeia da soja e do biodiesel desbancou a estimativa de queda, recuperou os preços com a demanda aquecida nos mercados doméstico e externo e poderá atingir R$ 598,4 bilhões no terceiro trimestre de 2024. desempenho equivale a 23,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio do Brasil. Colheita da soja, o carro-chefe das culturas de verão nos Campos Gerais Jaelson Lucas/Arquivo AEN Segundo levantamento do Cepea da Esalq/USP, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), o setor apresentou de melhora na renda e superou o nível pré-pandemia. A marca também equivale 5,1% do PIB nacional em 2024. “Apesar da estimativa de queda de 11,48% na renda real, a retração foi amenizada graças à recuperação nos preços ao longo do período. A recuperação de preços foi impulsionada por uma demanda aquecida, tanto no mercado interno quanto no externo”, aponta o Cepea. Resiliência O comportamento da cadeia é de resilência, segundo o Cepea, porque queda no PIB da cadeia da soja e do biodiesel, projetada em 6,00% em 2024, permanece, impactado pela quebra de safra, mas a indústria conseguiu amortecer esses reflexos negativos com desempenhos positivos. “Esse resultado é reflexo da quebra da safra da soja, que levou a um recuo de 13,53% no PIB do segmento primário em comparação a 2023. Por outro lado, o desempenho robusto da indústria de insumos, com aumento de 3,98%, e do segmento pós-porteira (+1,07%), com destaque para o biodiesel [com alta de 23,23%, contribuiu para mitigar os impactos negativos. Segundo pesquisadores do Cepea e da Abiove, embora com PIB em queda, a cadeia da soja e do biodiesel ainda irá agregar o segundo maior volume de sua história”, observou os pesquisadores do setor. Mercado de trabalho A estimativa para o terceiro trimestre aponta uma redução de 2,64% no número de trabalhadores da cadeia, totalizando 2,23 milhões de ocupados. "Apesar disso, a cadeia manteve sua relevância no mercado de trabalho, empregando 9,41% dos trabalhadores do agronegócio e 2,17% da força de trabalho da economia brasileira. O segmento de agrosserviços apresentou uma queda de 5,24% na ocupação, enquanto os segmentos de insumos (+3,48%), primário (+1,67%) e a agroindústria (18,13%) mostraram crescimento”, apontou. Exportações O valor das exportações da cadeia da soja e do biodiesel no terceiro trimestre de 2024 foi de US$ 13,91 bilhões, uma queda de 12,57% em relação ao mesmo período de 2023. "O volume exportado cresceu 1,36%, enquanto os preços médios de exportação recuaram 13,74%, pressionados pela maior oferta global de soja e condições climáticas favoráveis em grandes produtores como EUA e Rússia", aponta o relatório do Cepea. China A China se manteve como o principal destino, absorvendo 75,21% das exportações de soja, 22,97% das exportações de óleo e 46,24% do total exportado de biodiesel, glicerol e proteína de soja. A União Europeia e o Sudeste Asiático também se destacaram. Clima atrapalha e derruba produtividade da soja Reprodução/TV TEM Afinal, o que é o PIB do Agronegócio? A professora da Esalq e pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, Nicole Rennó Castro, explica, em publicação no site do Cepea, que para calcular o PIB do Agro, são usadas informações secundárias e oficiais do IBGE. "O PIB do Agro é um conceito mais amplo e abrangente que o de agropecuária, que engloba também atividades econômicas de outros setores de atividade, indústria e serviços. Especificamente, o agronegócio é definido como um setor econômico com ligações com a agropecuária", explica. LEIA MAIS Soja, carne, café, suco de laranja: veja os produtos em que o Brasil é líder em exportação no mundo Milho registra maior volume de exportação de grãos no 1º semestre de 2023, aponta estudo da USP Maior oferta, baixa demanda e tensões geopolíticas: pesquisa da USP aponta motivos para quedas nos preços de derivados da cana O setor envolve a produção de insumos para a agropecuária, a própria agropecuária, as agroindústrias de processamento dessas matérias-primas e a distribuição e demais serviços necessários para que os produtos agropecuários e agroindustriais cheguem ao consumidor final. "O setor “agronegócio” não é definido nas classificações de atividades econômicas oficiais adotadas pelos órgãos responsáveis pelas contas nacionais dos países (como o IBGE no Brasil), e, por isso, não há estatísticas oficiais sobre o PIB (ou outros agregados, como o emprego) desse setor", acrescenta a pesquisadora em artigo publicado no site do Cepea. "É importante enfatizar que o Cepea apenas aplica aos dados nacionais um conceito que foi definido e é entendido, naturalmente com certas diferenças, internacionalmente", conclui. Exportação de soja caiu nos primeiros meses do ano VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba



Dólar fecha em queda e vai a R$ 5,70, à espera das tarifas recíprocas de Trump; Ibovespa recua


31/03/2025 12:00 - g1.globo.com


Moeda norte-americana caiu 0,94%, cotada a R$ 5,7057. O principal índice da bolsa de valores encerrou com um recuo de 1,25%, aos 130.260 pontos. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters O dólar fechou em queda nesta segunda-feira (31), aos R$ 5,70, mesmo às vésperas do detalhamento das tarifas recíprocas anunciadas ao longo do ano pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O republicano prometeu que finalmente vai anunciar como funcionarão as tarifas nesta quarta-feira (2), que devem ser cobradas sobre diferentes países que importam produtos para os EUA. Em declaração recente a jornalistas, Trump disse que as tarifas incluirão todos os países, e não apenas um grupo menor de até 15 nações, como sugerido pelo assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett. A imposição de tarifas de importação é uma das principais promessas de campanha de Trump. Desde que assumiu o atual mandato, já decretou tarifas sobre grandes parceiros comerciais, como México e Canadá, além de impor ou ameaçar colocar taxas sobre produtos específicos, como aço, alumínio, automóveis e produtos agrícolas. O grande temor do mercado é que o tarifaço inicie uma guerra comercial generalizada pelo mundo, em que outros países também elevem suas taxas em resposta às decisões do presidente americano. Tarifas maiores tornam os produtos mais caros, e encarecem também os bens e serviços que dependem desses insumos importados. Isso tende a aumentar a inflação e impactar o consumo. Por isso, há uma percepção de que os EUA podem passar por um período de desaceleração da atividade econômica, ou até uma recessão da economia — o que tem potencial de afetar o mundo todo. Diante desse cenário, os principais índices acionários de Wall Street recuaram durante boa parte do dia, tendo ganhado fôlego apenas na última hora do pregão, conforme investidores superavam temporariamente as incertezas sobre as novas taxas. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, encerrou em queda. Veja abaixo o resumo dos mercados. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair 💲Dólar O dólar fechou em queda de 0,94%, cotado a R$ 5,7052. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: queda de 0,94% na semana; recuo de 3,56% no mês; e perda de 7,67% no ano. Na última sexta-feira (28), a moeda americana teve alta de 0,13%, cotada a R$ 5,7596. a 📈Ibovespa O Ibovespa encerrou com um recuo de 1,25%, aos 130.260 pontos. Com o resultado, o Ibovespa acumulou: queda de 1,25% na semana; avanço de 6,07% no mês; e ganho de 8,29% no ano. Na sexta, o índice teve baixa de 0,94%, aos 131.902 pontos. O que está mexendo com os mercados? O que está mexendo com os mercados? O tarifaço de Trump segue mexendo com os ânimos de investidores no mundo inteiro, com a crescente cautela de que a guerra tarifária resulte em inflação e recessão econômica. O presidente prometeu, ainda no começo do ano, que anunciaria as tarifas recíprocas em 2 de abril, esta quarta-feira. E há muita expectativa por todo o mundo em entender como vão funcionar essas taxas e sobre quais países elas serão cobradas. Em uma entrevista recente à Fox Business, o assessor Kevin Hassett disse que o foco do governo americano seria cobrar essas tarifas sobre um grupo de 10 a 15 países, que são o que têm os piores desequilíbrios tarifários com os EUA. Ele não disse quais são esses países, porém. No domingo (30), no entanto, Trump disse que essa aplicação de tarifas "começaria com todos os países" e complementou que "essencialmente, todos os países dos quais estamos falando". Nos últimos meses, Trump falou sobre diversos países. Começou com o México e o Canadá, aos quais o presidente aplicou uma taxa de 25% sobre todas as importações, que está temporariamente suspensa para produtos que fazem parte do acordo comercial entre os países. Também impôs uma taxa extra de 10% sobre os produtos chineses, elevando as tarifas sobre o país a 20%. Além disso, Trump já ameaçou impor tarifas sobre produtos da União Europeia, ao etanol do Brasil e, mais recentemente, ao petróleo da Rússia. Em fevereiro, Trump assinou um memorando que instruía as autoridades comerciais dos EUA a visitarem país por país e elaborarem uma lista de contramedidas personalizadas. Na semana passada, ele sugeriu que poderia reduzir seus planos recíprocos, talvez em alguns casos impondo tarifas mais baixas do que as cobradas pelos países dos EUA. Essa incerteza em relação a como devem funcionar as tarifas recíprocas tem aumentado a aversão aos riscos no mercado, levando os investidores a priorizarem os ativos e moedas mais seguros, como o dólar. Na União Europeia, uma das regiões mais citadas por Trump, as autoridades se mobilizam para reagir. A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse, nesta segunda, que a guerra comercial iniciada pelos EUA deve levar a Europa à "independência". "Ele chama de 'Dia da Libertação' nos Estados Unidos, mas eu vejo como um momento em que devemos decidir juntos como controlar de melhor maneira o nosso destino e acredito que é um passo para a independência", declarou à rádio France Inter, antes de enfatizar um "momento existencial para a Europa". Lagarde também afirmou que "para estar em uma boa posição de negociação, devemos demonstrar que não estamos prontos para nos curvar", além de afirmar que uma guerra comercial só cria perdedores. A presidente do BCE reafirmou sua estimativa de uma redução de cerca de 0,3 ponto percentual para a Europa no primeiro ano de tarifas sobre as importações dos EUA provenientes da Europa. Ela acrescentou que, se a Europa responder com medidas recíprocas, o crescimento será ainda menor, com queda de 0,5 ponto percentual. O mercado também teme que a política tarifária de Trump aumente a inflação e provoque uma redução na atividade econômica dos EUA. *Com informações das agências de notícias Reuters e AFP



ICMS sobre compras internacionais sobe de 17% para 20% em 10 estados nesta terça


31/03/2025 11:24 - g1.globo.com

Até agora, patamar de 17% era usado em todo o país; alta foi definida em dezembro. Imposto de importação também incide sobre as compras do exterior. A partir desta terça-feira (1º), a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado em compras internacionais subirá de 17% para 20% em dez estados. Até esta segunda (31), o imposto era de 17% em todos os 26 estados e no Distrito Federal. Veja os dez estados em que o ICMS subirá de 17% para 20%: Acre Alagoas Bahia Ceará Minas Gerais Paraíba Piauí Rio Grande do Norte Roraima Sergipe 🔎Além da alíquota de ICMS estadual, as encomendas internacionais de até US$ 50 também são taxadas com mais 20% relativos ao imposto de importação, cobrança que entrou em vigor em agosto de 2023. Segundo grandes importadoras, a alta deve levar a tributação global sobre compras internacionais de até US$ 50 para 50% do valor dos itens. Ou seja, um produto vendido por R$ 100 teria um "preço total" de R$ 150, por exemplo. Os varejistas nacionais, enquanto isso, argumentam que a taxação sobre as empresas brasileiras é ainda maior, e que a alta do ICMS caminha na direção da "isonomia tributária". Estados e DF vão aumentar ICMS das compras internacionais A decisão foi tomada em dezembro pelo Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda (Comsefaz), mas passa a valer em abril. "Essa mudança reforça o compromisso dos estados com o desenvolvimento da indústria e do comércio nacional, promovendo uma tributação mais justa e contribuindo para a proteção do mercado interno frente aos desafios de um cenário globalizado", afirmou o comitê à época. Em 2024, os estados chegaram a avaliar um aumento do ICMS para 25% em todo o país – mas a decisão acabou sendo adiada. Segundo os governos estaduais, o aumento na tributação visa garantir "isonomia competitiva entre produtos importados e nacionais, promovendo o consumo de bens produzidos no Brasil". "Com isso, os estados pretendem estimular o fortalecimento do setor produtivo interno e ampliar a geração de empregos, em um contexto de concorrência crescente com plataformas de comércio eletrônico transfronteiriço", acrescentou o Comsefaz em nota divulgada em dezembro. Compras internacionais caem, mas arrecadação com impostos aumenta depois da chamada Taxa da Blusinha



Por que inflação no mundo e no Brasil teima em não cair após a pandemia?


31/03/2025 10:30 - g1.globo.com


A BBC News Brasil conversou com economistas para entender porque a inflação segue tão teimosa no mundo e no Brasil meia década depois do começo da pandemia. A inflação dos alimentos tem ficado acima da inflação geral no Brasil Getty Images via BBC Um mundo com preços estáveis, baixa inflação e taxas de juros próximas de zero (por vezes até negativas em alguns países). Assim era a economia mundial antes da pandemia de coronavírus que começou há cinco anos. Nos anos anteriores à covid-19, nas economias avançadas, como EUA e países da Europa, a inflação anual raramente passou de 2% ao longo de mais de uma década. Como consequência, as taxas de juros se mantiveram lá embaixo — e até abaixo de zero no caso da União Europeia. Nesse período imediatamente antes da pandemia, o Brasil também tinha inflação próxima da meta de 4,5% e uma taxa de juros abaixo de 7% — tendo recém saído de uma recessão nos anos de 2015 e 2016. Mas a pandemia mudou tudo no mundo em questão de poucas semanas. LEIA TAMBÉM EUA estão a caminho de uma recessão? Até onde vai a taxa Selic? Inflação deve levar juros a 15% ao ano em 2025 Primeiro veio uma desaceleração brutal das economias — inclusive com queda rápida nos preços. Mas, à medida que os países começaram a sair dos lockdowns, os preços explodiram em praticamente todos os lugares do planeta. A inflação disparou não só em economias emergentes como também nos países ricos. No Brasil, ela saiu de 4,19% em janeiro de 2020 para 12,13% em abril de 2022. Nos EUA, de 2,5% no começo de 2020 para 9,1% em junho de 2022 — um patamar inédito para o país desde 1980, uma época de recessão por conta de choques mundiais no preço do petróleo. Como consequência, as autoridades monetárias reagiram subindo os juros básicos da economia em diversos países — avançados e emergentes. Os juros básicos são instrumentos usados pelas autoridades para combater a inflação. Quando os preços começam a subir demais em uma economia, os juros altos ajudam a encarecer o custo de se tomar empréstimos — freando a subida de preços. O juro americano subiu de um patamar de 0,25% para 5,5%, entre 2022 e o ano passado. No Brasil, a escalada de juros aconteceu dois anos antes: partindo de 2% em fevereiro de 2021 para 13,75% em agosto de 2022. Desde o ano passado, políticos, empresários e trabalhadores em diversos países vêm esperando que a inflação retorne aos níveis pré-pandemia. E também os juros — que são considerados fundamentais para estimular a produção e o crescimento econômico. Um dos termômetros mundiais para verificar se a economia global está voltando ao seu normal é a decisão do banco central americano, o Federal Reserve (Fed), em relação aos seus juros. Há quase um ano, analistas acompanham cada reunião do Fed à espera de que a taxa básica de juros dos EUA seja cortada, o que seria um sinal de retorno ao patamar normal da economia. Mas isso não está se confirmando. Alguns cortes foram feitos, mas em um ritmo muito menor do que o esperado. Neste mês, o Fed manteve os juros no mesmo patamar: entre 4,25% e 4,5%. Ou seja: a economia dos EUA — assim como a de diversos outros países — não está voltando ao antigo normal. No Brasil, os juros até mesmo voltaram a subir, em um novo ciclo de alta. Em 19 de março, atingiram 14,25% — o mesmo patamar em que estavam durante a crise econômica brasileira de 2016. Mas porque a inflação teima em não cair no mundo e no Brasil meia década após o começo da pandemia? Até onde vai a taxa Selic? Inflação deve levar juros a 15% ao ano em 2025 Inflação teimosa Apesar de a inflação seguir acima dos patamares pré-pandemia, ela caiu bastante e de forma rápida, afirma o economista Joseph Gagnon, do Peterson Institute for Internacional Economics (PIIE), entidade sediada em Washington D.C., nos EUA. "Trazer a inflação de 8% ou 9% para menos de 3% até que aconteceu mais rápido do que qualquer um imaginava", disse Gagnon à BBC News Brasil. "Mas voltar de 3% para 2% está demorando mais." Para Gagnon, a demora para a inflação descer o último degrau até o patamar considerado normal se dá por conta de um efeito de transmissão de preços. A pandemia elevou os preços de itens como alimentos e energia — e isso provocou uma alta em salários. Essa alta de salários alimentou outra alta: a do preço de serviços. Nesse processo, a inflação — que mede preços gerais da economia — continua subindo mesmo que os itens originais que provocaram a alta inicial já tenham tido seus preços estabilizados. A inflação só poderá cair mesmo depois de alguns anos, quando essa inércia se dissipa. Um dos efeitos desse período prolongado de inflação é que o poder de compra dos americanos não subiu tanto quanto estava subindo antes da pandemia. "Em um ano normal, quando a inflação era de 2%, os salários costumavam crescer 3% — cerca de um ponto percentual acima da inflação. Mas isso não está acontecendo nesses últimos quatro ou cinco anos de inflação da covid", diz Gagnon. "Os salários conseguiram se equiparar à inflação da covid, mas não cresceram esse 1% a mais. Em cinco anos, os salários deveriam ter crescido cinco pontos percentuais a mais do que a inflação e isso não aconteceu." O novo normal: um mundo mais caro Então, é de se esperar que em poucos anos a inflação volte ao patamar de antes da pandemia? Não exatamente. Segundo os economistas, um dos grandes desafios para conter a inflação no mundo — e no Brasil — é o problema fiscal que todos os governos têm no momento. A expectativa de preços — que determina o nível de inflação — é influenciada pelo tamanho da dívida do governo. Se um governo gasta muito mais do que arrecada, seu endividamento cresce. Para pagar essa dívida, os governos recorrem à emissão de mais moedas — e com isso as moedas se desvalorizam diante dos bens e serviços. Ou seja, tudo fica relativamente mais caro. E esse é um problema generalizado no mundo. "Esse é o ponto essencial. Essa agenda de consolidação fiscal é um debate no mundo. Se as dívidas do país estão em outro patamar, o nível dos juros vai estar em outro nível também", explica à BBC News Brasil a economista Zeina Latif, da Gibraltar Consulting. Gesner Oliveira, economista da GO Associados e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diz que a inflação atual se explica também pela pauta ambiental, em que o mundo está trocando sua matriz energética. Países como o Reino Unido têm a meta de, em 2050, ser neutra em emissões de carbono. "Os países têm metas de descarbonização, em que se troca fontes fósseis por fontes renováveis. Muitas vezes essa troca é mais cara, embora o custo de fontes renováveis tenha caído. E isso coloca uma pressão sobre os preços", diz Oliveira. A disciplina fiscal já era um problema no Brasil antes mesmo da crise, com diferentes governos promovendo reformas trabalhistas, tributárias e de previdência na tentativa de contar explosões de gastos. Mas agora esse é um problema também em economias avançadas. "O que mudou nos EUA hoje é que não há absolutamente nenhuma disciplina física aqui. Nosso governo está gastando muito mais do que arrecada. O déficit orçamentário é de 6% do PIB [Produto Interno Bruto], o que é muito grande para um país com pleno emprego e sem recessão", diz Gagnon. "É quase inédito que na ausência de uma guerra ou recessão, o déficit orçamentário estaria nesse patamar. E não há perspectiva de que o Congresso vá reduzir seus gastos." No caso dos EUA, nem mesmo políticas de cortes orçamentários devem aliviar esse quatro O governo de Donald Trump vem promovendo cortes de gastos — com demissão de funcionários e diminuição da máquina pública federal. No entanto, economistas esperam que o presidente americano cortará também impostos. E isso não alteraria a situação fiscal americana, já que não haveria economia nenhuma de dinheiro. A Europa também sofre com problemas orçamentários. Até recentemente o continente parecia estar se encaminhando para voltar aos níveis de inflação vistos antes da pandemia — já que os governos europeus têm maior controle sob sua situação fiscal, com déficits e dívidas menores. Mas isso não deve mais acontecer, segundo o economista do PIIE, por conta de mudanças geopolíticas. Desde a chegada de Trump ao poder, os países europeus estão precisando gastar mais em segurança. E todo esse gasto será financiado através de maior endividamento — e não de maior arrecadação de impostos. Para Zeina Latif, os gastos contraídos pelos governos durante a pandemia — com estímulos especiais a setores e populações afetadas — fez aumentar ainda mais o problema fiscal enfrentado pelos governos hoje em dia. "O Brasil gastou mais de 8% do PIB em 2020 em estímulos fiscais só no governo federal. Na época, o FMI [Fundo Monetário Internacional] tinha soltado um número que a média do mundo emergente tinha sido de 3,5%", diz Latif. "No mundo a inflação não foi só causada pela disrupção de cadeia, pela pandemia e depois pela guerra da Rússia. Foi o problema fiscal. Vimos que os países que abusaram demais da sua situação fiscal [gastando demais] foram os que tiveram mais problemas com a inflação, como os EUA." Um novo choque na economia: Donald Trump Gragnon diz que até o ano passado os preços pareciam estar se normalizando nos EUA — sugerindo que a tão esperada queda dos juros americanos finalmente se consolidaria esse ano. Mas tudo mudou em janeiro. "A posse de Donald Trump bagunçou todo o processo de queda da inflação, que parecia estar se encaminhando bem. Agora, temos a ameaça de tarifas, e isso vai elevar de novo os preços dos bens, assim como vimos durante a covid", diz Gagnon. "Podia-se prever que haveria uma guerra comercial, mas não estava previsto que haveria tantas tarifas contra Canadá ou México", diz Gesner Oliveira. "Esse rompimento do sistema multilateral completo, esse discurso claramente contrário ao multilateralismo e níveis de tarifas que voltam para a primeira metade do século 20, isso estava fora do radar." As guerras de Trump: INFOGRÁFICO mostra movimentos e alvos do presidente dos EUA no tabuleiro global O efeito desse aumento de tarifas nos EUA é previsível, segundo os economistas: volta da inflação nos EUA. Isso porque, em última instância, quem paga pelo aumento das tarifas é o consumidor doméstico. Assim, os americanos são quem acabarão pagando mais pela guerra comercial declarada por Trump, porque os produtos importados ficarão mais caros lá. O mundo acompanha as decisões do banco central americano, comandado por Jerome Powell, sobre juros Getty Images via BBC O que é menos claro é o que deve acontecer nos demais países, como o Brasil. Aqueles que retaliarem na guerra comercial, provavelmente verão sua inflação subir também. Mesmo assim, essa inflação provavelmente será menor nos demais países do que nos EUA. "Digamos que o Brasil retalie com tarifas contra os EUA. Isso não vai afetar tanto os consumidores no Brasil quanto o que está acontecendo nos EUA, porque vocês estariam aumentando tarifas apenas contra um país, os EUA. E os EUA estão aumentando tarifas contra diversos países. Então isso seria mais inflacionário para nós [americanos] do que para vocês", diz o economista americano. A incerteza gerada por Trump pode provocar problemas que deixariam o mundo ainda mais longe da normalidade pré-pandemia, segundo o economista. "As estimativas de probabilidade de haver uma recessão nos EUA [feitas no mercado] cresceram bastante. Há um mês, essa chance era de 15%. Hoje os mercados estimam em 30%", diz. "Existe muita incerteza relacionada a Trump — ora impondo tarifas ora recuando, demitindo funcionários do governo, expulsando imigrantes sem documentos. As empresas estão começando a esperar para investir. Elas não estão gastando dinheiro porque querem esperar para ver o que acontece." Problemas para o Brasil Para Zeina Latif, o impacto da mais recente onda inflacionária só não foi pior na vida dos brasileiros porque os salários têm conseguido acompanhar os reajustes de preço — isso em função de o mercado de trabalho estar aquecido. "Os ajustes salariais estão na casa de 9%, com ganho real. É claro que as pessoas, mesmo tendo seus salários preservados, ficam ansiosas a cada ida no supermercado, em que trazem para casa um pacote menor." Mas o que esperar de agora em diante? Gesner Oliveira diz que os preços da economia brasileira devem seguir sofrendo com pressões de alta — com o governo brasileiro sinalizando que só poderá ter superávits fiscais em 2026. "Ninguém prevê reequilíbrio ou eliminação do déficit primário até 2026. Se essa situação vai continuar assim, o endividamento vai aumentar", diz Oliveira. "Isso significa uma fragilidade fiscal crescente, o que gera desconfiança em relação à moeda doméstica, e isso eleva o dólar. E, ao elevar o dólar, o preço dos importados fica pressionado, e sobe a inflação geral." Além disso, Oliveira afirma que, com a possibilidade de os juros americanos permanecerem mais altos por mais tempo, isso também pode prejudicar a economia brasileira. "Se a taxa de juros nos EUA demora para baixar ou não baixa, isso impõe taxa de juros mais alta no Brasil", afirma o economista. "A entrada de capital no Brasil depende da diferença entre o juro doméstico e o juro internacional. Se o juro internacional não cai, para continuar atraindo capital internacional, é preciso subir o juro doméstico. Fica difícil diminuir a taxa de juros no Brasil." Zeina Latif acredita que o Brasil também sofre com bombas fiscais — grandes gastos que devem surgir no futuro próximo. Uma dessas bombas que ela sugere que podem explodir em breve é a da aposentadoria dos trabalhadores autônomos do regime MEI, que contribuem relativamente pouco para a Previdência, mas que, nos próximos anos, começarão a se aposentar com valores maiores do que o que foi contribuído. "Além dos velhos problemas, tem os novos aparecendo", diz Latif. "O próximo presidente provavelmente vai ter que fazer uma nova reforma da Previdência. A última reforma foi importante, mas foi completa ou só ganhou tempo."



Preço máximo de medicamentos sobe nesta segunda; veja o que muda


31/03/2025 06:47 - g1.globo.com


Agora, as empresas devem apresentar o Relatório de Comercialização para Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Reajuste máximo no preço dos remédios em 2025 fica em 5% Os preços dos medicamentos terão reajuste a partir desta segunda-feira (31). A mudança foi oficializada após publicação no Diário Oficial da União (DOU). O valor, estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), funcionará como um teto de aumento para todo o setor farmacêutico. O impacto, no entanto, não é imediato e pode demorar até ser sentido pelo consumidor (entenda a seguir). O ajuste médio permitido pela CMED, neste ano, é de 3,83%. No entanto, os medicamentos são separados em diferentes grupos e cada um deles tem sua própria taxa máxima para reajuestes. As faixas são as seguintes: Agora, os fornecedores de medicamentos (fabricantes, distribuidores, lojistas) podem ajustar os preços de seus medicamentos da seguinte forma: Nível 1: alta máxima de 5,06% para medicamentos com alta concorrência no mercado; Nível 2: alta máxima de 3,83% para medicamentos com média concorrência no mercado; Nível 3: alta máxima de 2,60% para medicamentos com baixa ou nenhuma concorrência no mercado. Para o aumento ter validade, as empresas farmacêuticas devem apresentar o Relatório de Comercialização para CMED. Por lei, a apresentação do Relatório de Comercialização é obrigatória para todas as empresas que possuem registro de medicamentos. O documento precisa conter os dados de faturamento e a quantidade vendida. Caso o relatório não seja enviado, esteja incompleto, inconsistente ou fora do prazo, as empresas podem ter punições. Além disso, as empresas que possuem registro de medicamentos devem divulgar amplamente os preços de seus produtos em mídias especializadas de grande circulação. Vale lembrar que o setor de comércio varejista deverá manter listas atualizadas dos preços dos medicamentos à disposição dos consumidores e dos órgãos de proteção e defesa do consumidor. Pelas regras, esses preços não podem ser superiores aos valores publicados pela CMED no Portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A divulgação do Preço Máximo ao Consumidor deve incluir os diferentes preços, que são resultados da incidência das cargas tributárias do ICMS, que variam conforme os estados de destino. Anualmente, com base em uma série de critérios como a inflação, a CMED define níveis máximos de reajuste no valor dos remédios. Porém, o aumento não é automático e leva em conta uma série de fatores. O fornecedor é responsável por fixar os valores de cada medicamento colocado à venda, respeitados os limites legais e as estratégias diante da concorrência. A Anvisa afirma que o reajuste anual dos medicamentos funciona como um mecanismo de proteção aos consumidores de "aumentos abusivos". "Ao mesmo tempo, o cálculo estabelecido na lei, busca compensar eventuais perdas do setor farmacêutico devido à inflação e aos impactos nos custos de produção, possibilitando a continuidade no fornecimento de medicamentos", diz a agência. Impacto pode demorar para chegar ao consumidor Imagem de medicamentos em exposição em uma farmácia Reprodução/ RBS TV O presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, avalia que o impacto do reajuste pode demorar a chegar ao consumidor. Segundo ele, a competição entre farmácias e os estoques dos produtos são fatores que contribuem para que o reajuste médio esteja projetado para um patamar abaixo do teto a ser oficializado pela CMED. "Dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais dos estabelecimentos, aumentos de preço podem demorar meses ou nem acontecer", diz Mussolini. "É importante o consumidor pesquisar nas farmácias e drogarias as melhores ofertas dos medicamentos prescritos pelos profissionais de saúde", acrescenta. A Anvisa alerta que o descumprimento do teto de preços pode levar a punições. A agência recebe denúncias por meio de um formulário digital. Indústria em alerta Linha de produção da farmacêutica União Química União Química / Divulgação O Sindusfarma, responsável por calcular a projeção do índice de reajuste da CMED, avalia que o índice poderá impactar negativamente o setor. O presidente executivo da entidade afirma que o cenário — com previsão do menor aumento médio desde 2018 — pode levar a redução de investimentos na indústria. "Será o menor reajuste médio dos últimos sete anos, o que pode impactar negativamente os contínuos e fundamentais investimentos da indústria farmacêutica instalada no país em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de novos produtos e na modernização e construção de novas fábricas", diz o dirigente.



Bolsa Família 2025: veja calendário de pagamentos para abril


31/03/2025 03:00 - g1.globo.com


Pagamento previsto é de R$ 600 por família, com possíveis adicionais; valores serão pagos de forma escalonada. Ministro Luiz Fux determina adoção de medidas para impedir apostas com recursos do Bolsa Família A Caixa Econômica Federal iniciará os pagamentos de abril do Bolsa Família 2025 na próxima semana. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) O dinheiro vai ser disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. Confira o calendário do Bolsa Família para abril de 2025: Final do NIS: 1 - pagamento em 15/4 Final do NIS: 2 - pagamento em 16/4 Final do NIS: 3 - pagamento em 17/4 Final do NIS: 4 - pagamento em 22/4 Final do NIS: 5 - pagamento em 23/4 Final do NIS: 6 - pagamento em 24/4 Final do NIS: 7 - pagamento em 25/4 Final do NIS: 8 - pagamento em 28/4 Final do NIS: 9 - pagamento em 29/4 Final do NIS: 0 - pagamento em 30/4 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Maio: de 19/5 a 30/5; Junho: de 16/6 a 30/6; Julho: de 18/7 a 31/7; Agosto: de 18/8 a 29/8; Setembro: de 17/9 a 30/9; Outubro: de 20/10 a 31/10; Novembro: de 14/11 a 28/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.



MEIs terão novas regras para emissão de notas fiscais em abril; entenda


31/03/2025 03:00 - g1.globo.com


Código de Regime Tributário (CRT) serve para identificar que tipo de empresa emitiu a nota, e a qual tributação ela está sujeita. Mudança não implica pagamento de mais impostos. MEIs precisam seguir nova regra para emissão de notas fiscais a partir de abril Divulgação Microempreendedores Individuais (MEIs) que compram ou vendem produtos precisam ficar atentos a uma nova regra para emissão de notas fiscais que entrará em vigor na terça-feira, 1º de abril. Com a mudança nas normas, passa a ser obrigatória a inclusão do Código de Regime Tributário (CRT) 4, criado exclusivamente para a categoria, por MEIs em suas notas fiscais. 🔎 Os códigos de regime tributário (CRT) servem para indicar que tipo de empresa está emitindo a nota fiscal, para que a Receita Federal e as Secretarias de Fazenda consigam avaliar a tributação aplicável a cada uma delas, explica Charles Gularte, vice-presidente executivo de Serviços aos Clientes da Contabilizei. A medida foi anunciada no ano passado, por meio da publicação de uma nota técnica no portal oficial do projeto da Nota Fiscal Eletrônica. Seu início estava previsto para novembro, mas foi adiado. Até então, os MEIs usavam o CRT 1, junto às demais empresas optantes pelo Simples Nacional. Agora, o código exclusivo para a categoria pretende facilitar a identificação dela nas operações fiscais e contábeis. “Com essa diferenciação, a fiscalização se torna mais eficiente, pois os sistemas de monitoria dos Fiscos conseguem identificar mais rapidamente as peculiaridades, facilitando o controle”, afirma Gularte. A mudança na regra não altera a forma de tributação do MEI, ressalta o contador Rogério Alexandre Gonçalves, professor da FIA Business School. Os impostos continuam tendo um valor fixo para a categoria e são pagos por meio do DAS, o Documento de Arrecadação do Simples Nacional. No entanto, quem não incluir o código de forma correta a partir de abril pode ter problemas para emitir as notas fiscais, o que pode gerar multas e até impactar as operações da empresa, alerta Gularte. Veja a seguir: Quando o MEI precisa emitir nota fiscal? O que são CFOPs? Como incluir o novo código nas notas? Possíveis consequências do descumprimento da regra MEIs: entenda o novo valor de contribuição mensal para 2025 1. Quando o MEI precisa emitir nota fiscal? O MEI é obrigado a emitir nota fiscal sempre que vender ou prestar serviços para outras empresas, explica o Sebrae. A emissão é opcional quando o serviço ou a venda for realizada para pessoa física. Como dito anteriormente, o Código de Regime Tributário (CRT) é utilizado por empreendedores do comércio e indústria que compram e vendem produtos e, portanto, precisam emitir a Nota Fiscal eletrônica (NF-e). Eles estão sujeitos ao ICMS, imposto sobre a circulação de mercadorias, e o processo de emissão da nota varia conforme cada estado, que é o responsável pela arrecadação do tributo (leia mais abaixo). MEIs prestadores de serviços, como cabeleireiros ou fotógrafos, pagam o ISSQN, imposto sobre serviços cobrado pelos municípios, e emitem outro tipo de nota fiscal, pelo sistema nacional de emissão de Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e). ICMS sobre compras internacionais sobe de 17% para 20% em 10 estados nesta terça Conheça todas as obrigações dos MEIs 2. O que são CFOPs? Além do CRT, também é obrigatório incluir na Nota Fiscal eletrônica (NF-e) o chamado Código Fiscal de Operações e de Prestações (CFOP), que identifica o tipo de operação realizada pela empresa. Isso já era feito antes da mudança de regra, mas, agora, os CFOPs “foram desenhados para distinguir as atividades dos MEIs de maneira mais clara”, afirma Gularte, da Contabilizei. Com os códigos, o MEI vai poder detalhar se a operação é uma venda, devolução, remessa ou outro tipo de lançamento. Todos os CFOPs relativos ao CRT4 estão descritos na página 4 da nota técnica. “É mais uma questão fiscal. A ideia é fazer uma padronização para que, na hora da emissão da nota, ela espelhe exatamente a atividade oferecida”, complementa o professor Rogério, da FIA. 3. Como incluir o novo código nas notas? O primeiro passo é acessar o sistema de emissão de NF-e que o MEI preferir. Algumas Secretarias Estaduais da Fazenda têm plataformas próprias, e o Sebrae também possui um emissor gratuito. Depois de fazer login ou se cadastrar no sistema, o MEI deverá seguir os passos para emitir a nota e, no campo referente ao Código de Regime Tributário, inserir o código CRT 4. Para isso, é essencial verificar se o sistema está atualizado. “Em seguida, preencha os dados do destinatário, informando corretamente o CNPJ ou CPF do cliente, além do endereço completo. Depois, escolha o CFOP adequado para a natureza da operação realizada, como venda, devolução ou remessa”, orienta o contador Charles Gularte. Como já era feito antes, o empreendedor também vai precisar inserir uma descrição detalhada do produto, incluindo quantidade, valor unitário e total. “Após a conferência das informações, gere e transmita a nota fiscal. O sistema fornecerá um arquivo XML e um Danfe (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica), que devem ser enviados ao cliente e armazenados para controle contábil e fiscal", completa o especialista. 4. Possíveis consequências do descumprimento da regra Se o MEI não colocar o CRT, ou informar o número errado, pode ser que ele nem consiga emitir a nota fiscal no sistema, explica o professor Rogério, da FIA. “Ou a nota pode ser invalidada”, diz. “E, se houver fiscalização da Receita, tudo vai depender do grau, mas o MEI corre até o risco de ter que se desenquadrar da categoria”, afirma. Segundo Gularte, da Contabilizei, “emitir uma nota com um código incorreto pode ser interpretado como erro fiscal, o que pode gerar autuações ou exigência de retificações”. Além disso, pode causar dificuldades para comprovar o sistema de tributação da empresa, já que ela pode ser classificada erroneamente como uma empresa comum do Simples Nacional, e não como MEI, impactando as operações.



Promoção de ovos gera tumulto em supermercado de Fortaleza; veja vídeo


30/03/2025 17:45 - g1.globo.com


Oferta anunciava a bandeja com 20 unidades por R$ 8,99. Clientes relataram empurra-empurra, desmaios e pisoteamento. Clientes de supermercado disputam bandeja com 20 ovos por R$ 8,99 Uma promoção de bandejas de ovos causou tumulto na última sexta-feira (28), em um supermercado localizado no bairro Planalto Ayrton Senna, em Fortaleza. A oferta anunciava a venda da bandeja com 20 unidades por R$ 8,99, o que atraiu diversos consumidores após o aumento no valor do alimento nos últimos meses. ✅ Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Alguns clientes relataram cenas de empurra-empurra e brigas para garantir o produto. Vídeos mostram pessoas agarrando várias bandejas, enquanto outras tentavam se aproximar do local onde estava exposto o produto. A dona de casa Andreia Oliveira, de 41 anos, chegou no supermercado no início da manhã e presenciou o tumulto. "Foi muito empurra-empurra, quase quebrando os ovos para conseguir pegar as bandejas", relata. Preço do ovo sobe quase 20% em março, segundo IPCA-15 Promoção de ovos causa lotação em supermercado do bairro Planalto Ayrton Senna Reprodução As bandejas ficaram esgotadas enquanto Andreia estava no estabelecimento e ela precisou esperar algumas horas pela reposição. Quando finalmente conseguiu o produto, a dona de casa esperou mais 40 minutos na fila do caixa. Nas redes sociais, outros clientes reclamaram da situação. Uma mulher afirmou ter sido arrastada pela multidão, chegando a cair e ser pisada. "Estou toda machucada, com as pernas roxas", escreveu. Outra internauta afirmou que pessoas chegaram a desmaiar e alguns clientes quase agrediram os funcionários nos momentos de reposição. Alta demanda faz preço do ovo subir em Fortaleza Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:



Trump ameaça impor tarifas de até 50% sobre petróleo russo se Putin não chegar à acordo sobre Ucrânia


30/03/2025 14:18 - g1.globo.com


Presidente americano também ameaçou bombardear e impor novas tarifas sobre o Irã, se país não chegar a acordo sobre programa nuclear com os EUA. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 25 de março de 2025 REUTERS/Evelyn Hockstein O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifas de 25% a 50% sobre toda importação de petróleo russo feita pelo país, caso não consiga chegar a um acordo com a Rússia para o fim da guerra na Ucrânia. Trump afirmou que ficou "muito irritado" com as mais recentes afirmações do presidente russo, Vladimir Putin, sobre o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. LEIA TAMBÉM 'Tarifaço' de Trump: veja as taxas em vigor e quais são os países atingidos As guerras de Trump: INFOGRÁFICO mostra movimentos e alvos do presidente dos EUA no tabuleiro global Trump diz que 'haverá bombardeios' se Irã não chegar a acordo sobre programa nuclear com EUA Em entrevista ao canal americano NBC, Trump ainda disse que acredita que as opiniões de Putin sobre Zelensky "não estavam indo na direção certa". Na última quinta-feira (27), Putin disse que a medida para encerrar a guerra seria o afastamento de Zelensky da presidência da Ucrânia e a convocação de novas eleições no país. Putin sugeriu, ainda, que a Organização das Nações Unidas (ONU) assumisse o comando da Ucrânia temporariamente, até que um novo governo fosse eleito. "Em princípio, é claro, uma administração temporária poderia ser introduzida na Ucrânia, sob a supervisão da ONU, dos Estados Unidos, dos países europeus e de nossos parceiros", teria dito o presidente russo aos marinheiros do porto Murmansk, segundo a agência de notícias Reuters. Ameaças ao Irã Na mesma entrevista, Trump também ameaçou o Irã, caso o país não chegue a um acordo com o EUA sobre seu programa nuclear. O presidente americano disse que haverá "bombardeio" e mais tarifas secundárias sobre o Irã, se não houver acordo. Trump afirmou, no entanto, que autoridades dos dois países estão conversando. A política tarifária de Trump As ameaças tarifárias se tornaram uma das principais políticas de Trump neste mandato. O presidente já impôs tarifas sobre México e Canadá, seus principais parceiros comerciais, e só suspendeu o início da cobrança porque os países se comprometeram a atuar na fronteira para diminuir a entrada de imigrantes e drogas nos EUA. Relembre o vaivém das tarifas de Trump contra Canadá e México: Trump prometeu durante a campanha eleitoral que taxaria produtos importados, em especial do Canadá e do México, seus principais parceiros comerciais. Após assumir o cargo em janeiro, ele impôs uma tarifa de 25%, mas adiou sua aplicação para março, enquanto negociava com os dois países. Nesta semana, quando a cobrança começaria, ele anunciou um novo adiamento. Primeiro, isentou carros importados. Agora, outros produtos incluídos no acordo comercial da América do Norte. Trump também impôs uma taxa extra de 10% sobre importações da China. Com isso, a alíquota total imposta neste mandato de Trump contra o gigante asiático chegou a 20%. A China respondeu com novas taxas contra os produtos americanos. O presidente ainda ameaçou impor tarifas de 25% sobre todos os produtos importados da União Europeia, alegando que o bloco "explora" os EUA nas trocas comerciais. Além de taxas direcionadas ao países, os EUA também já anunciaram ou ameaçaram impor tarifas contra todas as importações de alguns produtos que chegam ao país, como: taxas de 25% sobre aço e alumínio; taxas de 25% sobre carros; ameaças de taxas de 200% sobre vinhos da União Europeia; ameaças de taxas sobre madeiras, produtos florestais e produtos agrícolas. Nesta semana, Trump também deve anunciar uma política de tarifas recíprocas. Especialistas ainda têm dúvidas sobre como essas taxas vão funcionar, mas o que se imagina, com as informações divulgadas até aqui, é que os EUA vão impor tarifas maiores sobre os países que consideram ter políticas menos favoráveis ao comércio americano. *Com informações da agência de notícias Reuters



Clima adverso provoca menor oferta do leite no campo, acirra concorrência entre indústrias e preços ao produtor sobe pela 2ª vez


30/03/2025 11:07 - g1.globo.com


Litro do produto fechou em R$ 2,7 em fevereiro; marca é 3,3% acima do preço verificado em janeiro, aponta levantamento da Esalq-USP, em Piracicaba (SP). Produção de leite Reprodução/TV Gazeta O preço do leite ao produtor registrou segunda alta consecutiva em 2025. O alimento subiu 3,3% na comparação com janeiro deste ano. A valorização do leite cru foi motivada pela maior competição das indústrias pela matéria-prima, conforme aponta pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP, em Piracicaba (SP). ☀️O clima adverso, com seca e calor intenso, em várias bacias leiteiras explicam a diminuição da oferta no campo e, por consequência, a concorrência entre os compradores. Na média entre os cinco maiores centros produtores nacionais, o preço do leite captado fechou a R$ 2,7. Na comparação com o mês de fevereiro do ano passado, valorização é ainda maior em termos reais, equivalendo a 18,1%, quando os valores são deflacionados pelo IPCA do período. 📝Entenda, abaixo na reportagem, os principais fatores listados pela instituição para explicar o cenário nos últimos dois meses: Segundo a pesquisadora do setor para o Cepea, Natália Grigol, o aumento da concorrência pela compra do leite cru é resultado da diminuição da oferta no campo em fevereiro, principalmente em devido ao clima adverso nas bacias leiteiras. “De janeiro para fevereiro, o Índice de Captação de Leite (ICAP-L) registrou queda de 4,6%, puxado por recuo médio de 6% nos estados do Sul, de 9% em Goiás e de 4% em São Paulo. Em Minas Gerais, a diminuição foi de 1,3% e na Bahia, de 0,3%”, disse. Ao mesmo tempo, agentes consultados pelo Cepea relataram que a demanda por lácteos na ponta final da cadeia se aqueceu em fevereiro, o que, somado ao aumento do preço da matéria-prima, elevou as médias do leite UHT e do queijo muçarela no atacado paulista. Ordenha de leite em vaca Cícero Oliveira/UFRN Mercado interno e externo Mesmo com a limitação de oferta no campo, as exportações de lácteos cresceram quase 27% de janeiro para fevereiro, totalizando 6,2 milhões de litros em equivalente leite. "Por outro lado, as importações seguiram em alta, com incremento mensal de 3,76%, chegando a 216,2 milhões de litros em equivalente leite. O crescimento consistente das importações eleva a preocupação dos agentes de mercado em relação à possibilidade de fazer o repasse da valorização da matéria-prima para o preço dos derivados", aponta a pesquisadora. De fato, agentes de mercado consultados pelo Cepea relataram que, depois das altas impostas nos valores dos derivados em fevereiro, houve maior dificuldade nas negociações com canais de distribuição em março. Além da pressão de baixa oriunda dos preços dos lácteos estrangeiros, que são mais competitivos que os nacionais, o consumo de lácteos segue sensibilizado pela subida das cotações nas prateleiras, limitando a remuneração das indústrias de laticínios. Cenário futuro Apesar do cenário, existe expectativa positiva para a recuperação da produção de leite no curto prazo. Apesar do avanço da entressafra, as condições climáticas foram mais favoráveis em março e a melhor rentabilidade do produtor comparada a anos anteriores (que se reverteram em investimentos na atividade) reforçam a perspectiva de crescimento da oferta nos próximos meses, sobretudo em bacias leiteiras mais intensificadas. Se esse cenário se concretizar, o movimento de valorização do leite ao produtor pode perder força nos próximos meses. Produção de leite em propriedade no RS Reprodução/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba



Produtores estão otimistas com safra do caqui


30/03/2025 10:30 - g1.globo.com


Períodos de chuvas e calor intenso atrapalhou a safra de caquis neste ano, mas os agricultores ainda estão otimistas com a colheita. Itatiba (SP) é a cidade que mais produz caquizeiros em todo o país. Produtores de caqui do interior de São Paulo estão otimistas com a produção do fruto em 2025 Reprodução/TV TEM O calor intenso do começo deste ano e as fortes chuvas atrasaram a colheita das safras de caqui. No entanto, os agricultores expressam otimismo com o plantio. Em comparação com o cultivo do ano de 2024, a safra deste ano deve ter um aumento significativo. De acordo com o agricultor Rodrigo Bisetto, estima-se que 200 quilos de caquis serão colhidos em sua fazenda, um aumento de 40% quando comparado com a colheita do ano passado. Cada quilograma da fruta equivale a R$ 4. Além do lucro, a safra carrega uma historia importante para a família de Rodrigo. No pomar, há árvores de caqui com mais de cem anos de idade. Entre eles, um pé que foi plantado em Itatiba (SP), na época do bisavô do agricultor. Durante todos esses anos, os caquizeiros passaram por muitos desafios. Um dos exemplos é o calor, que afeta diretamente a fruta, que se desenvolve melhor em climas amenos ou períodos de chuvas regulares. Segundo o engenheiro Hiro Kawabata, dois dias de chuva no mês de janeiro equivaleram ao mês todo. Por conta disso, a formação dos caquis foi duramente afetada, deixando a fruta menor. No entanto, o profissional afirma que o gosto sempre permanece o mesmo. Itatiba é a cidade com mais produção de caqui de todo o país. São 70 plantações de caquizeiros que movimentam R$ 13,5 milhões por ano. Das 84 mil toneladas produzidas no Brasil, aproximadamente 5 mil são do município. Veja a reportagem exibida no programa em 30/03/2025: Produtores estão otimistas com safra do caqui VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo



Saiba como deve ser o banho dos cavalos


30/03/2025 10:30 - g1.globo.com


Com esse cuidado, além de garantir o bem-estar do animal, a venda também tem uma valorização maior. O banho no cavalo garante além do bem-estar, um valor maior agregado na hora da venda Reprodução/TV TEM Os cuidados com os cavalos são necessários para garantir o bem-estar do animal, uma rotina que os deixam saudáveis para conquistar grandes corridas. Em Araçatuba (SP), além dos treinamentos, os equinos recebem, semanalmente, um banho para garantir pelos lisos, além de também ajudar na prevenção de doenças. Segundo o assessor do haras, Juliano Bearare, o banho tem um ritual e acontece logo pela manhã, quando a temperatura está mais fresca. Um shampoo próprio para o animal é usado e o banho começa pelos cascos, seguindo pelas pernas, barriga, lombo e pescoço, “tomando muito cuidado para não deixar ir nos olhos e na orelha”, explica. O veterinário Helton Alexandre Pereira de Souza Brito explica que esses cuidados não podem ser realizados com qualquer produto. “Temos no mercado uma gama de produtos, como condicionadores, os produtos de desembaraçar o pelo e a crina”, comenta. Com esses cuidados, além de proporcionar boa qualidade de vida ao animal, uma valorização no mercado também é garantida. Segundo Juliano, alguns destes animais chegam a ser comercializados por até R$ 300 mil. “Neste mercado, quando o animal está bem apresentável, faz parte dos negócios”, diz. Veja a reportagem exibida no programa em 30/03/2025: Saiba como deve ser o banho dos cavalos VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo



Clima atrapalha criação do bicho da seda


30/03/2025 10:30 - g1.globo.com


Períodos de chuvas e calor intenso atrapalhou a safra de caquis neste ano, mas os agricultores ainda estão otimistas com a colheita. Itatiba (SP) é a cidade que mais produz caquizeiros em todo o país. As lagartas são responsáveis pela produção do fio da seda Reprodução/TV TEM Na região de Bauru (SP), as lagartas não param de comer as folhas de amoreiras. Por estarem na terceira idade, elas já se alimentaram quatro dias sem parar e devem atingir a quarta idade em breve. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp O avanço rápido é representado pelo espaço de tempo entre as mudas de pele, que ocorre quando os insetos param de comer e dormem. Segundo o sericultor Roberto Viana, garantir uma fartura de alimento é essencial para que a produção siga em frente. "Hoje, é essencial ter uma amora irrigada. Nós temos esse benefício, já que, no momento, está chovendo pouco. O clima vem mudando muito e, com o sistema de irrigação, nós podemos trabalhar em todos os meses", explica. No galpão da propriedade, as lagartas permanecem por cerca de duas semanas. Depois do período, elas sobem em direção aos bosques, que ajudam a padronizar os casulos e onde cada uma vai produzir um fio. "Nós vamos adiantando e montando a estrutura dos bosques onde acontecerão o processo de encasulamento. Cada uma vai subir [no bosque], onde começa o produto propriamente dito, desenvolvendo o fio da seda. É a hora deles trabalharem", comenta. Veja a reportagem exibida no programa em 30/03/2025: Clima atrapalha criação do bicho da seda VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo



Pesquisadores testam 'protetor solar' para proteger cafezais das altas temperaturas no ES


30/03/2025 07:00 - g1.globo.com


Nove biofertilizantes que já existem no mercado estão sendo testados em uma fazenda experimental da Ufes, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. Produto que atua com 'protetor solar' para folhas de pés de café é testado em São Mateus A região Norte do Espírito Santo é a que tem a maior produtividade de café conilon do estado, mas, nos últimos meses, o calor extremo, com temperaturas máximas se aproximando dos 40° C, os cafezais acabaram sofrendo impactos que podem prejudicar a formação dos grãos para a próxima colheita, prevista para começar em maio. Para tentar minimizar os problemas dessa e de colheitas dos próximos anos, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) realiza uma pesquisa com o apoio de alunos de Agronomia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) para avaliar a eficiência de bioinsumos, que funcionam como uma espécie de protetor solar para as folhas de um pé de café. O Espírito Santo é o maior produtor de café conilon do Brasil, responsável por aproximadamente 70% da produção nacional. Em 2024, foram mais de 11 milhões de sacas produzidas. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Pesquisadores testam eficiência de ‘protetor solar’ em pés de cafés em São Mateus, no Espírito Santo, para evitar impacto das altas temperaturas. TV Gazeta Nove produtos diferentes estão sendo testados em uma fazenda experimental da universidade em São Mateus. O objetivo é avaliar a capacidade destes protetores solares de minimizar o excesso de radiação no processo fotossintético e na produção de grãos. Por enquanto, os resultados são positivos, como explicou a pesquisadora do Incaper, Sara Dousseau. “A ideia desse projeto é desenvolver um plano de manejo para conseguir produzir café mesmo em condições de temperaturas altas e ambientes mais secos. A gente já tem resultados que apontam para a diminuição em cerca de 1°C da temperatura. Isso considerando a planta como um todo é uma grande minimização de temperaturas elevadas”, disse. Além das altas temperaturas, os testes simulam um cenário de seca. “Nessa lavoura, a gente simula também uma redução da quantidade de água irrigada, para imaginar o que acontece em um cenário de seca. Então, os testes são feitos para conseguirmos ver a tecnologia mais adequada e com melhor resposta tanto diante de temperaturas extremas, como em ambientes de limitações hídricas”, detalhou Sara. Aplicação com pulverizadores e drone Pesquisadores testam eficiência de ‘protetor solar’ em pés de cafés em São Mateus, no Espírito Santo, para evitar impacto das altas temperaturas. TV Gazeta A aplicação do protetor solar nos pés de café acontece com pulverizadores tradicionais e também com o uso de drone, sempre no final da tarde. Três dias depois, os pesquisadores fazem uma nova avaliação da eficiência fotossintética. “A gente tem avaliações de 3 dias, 7 e 14 dias, para gente ver até quanto tempo essa tecnologia consegue manter a proteção da planta. Já conseguimos ver que dessas nove tecnologias avaliadas, quatro produtos têm se destacado em melhorar a temperatura da planta e a fotossíntese”, avaliou Sara. Medição de troca gasosa e energia gerada Pesquisadores testam eficiência de ‘protetor solar’ em pés de cafés em São Mateus, no Espírito Santo, para evitar impacto das altas temperaturas. TV Gazeta Os bioinsumos testados já existem no mercado, registrados como biofertilizantes ou fertilizantes orgânicos e comprados para a pesquisa. O que os pesquisadores querem saber é o nível de proteção que eles oferecem. Todos eles são tecnologias que combinam a utilização de aminoácidos e cálcio, combinando a reflexão de luz e proteção interna da planta. LEIA TAMBÉM: Mudas de árvores ameaçadas de extinção são produzidas em viveiro no ES Produção de óleos essenciais com rejeitos vira solução natural para combate a pragas nas lavouras Banco de material genético de banana ajuda agricultores a selecionar as melhores variedades e aumentar a produção no ES Após a aplicação do ‘protetor solar’, os pesquisadores medem diretamente nas folhas a troca gasosa, ou seja, a entrada e saída de CO2; e a quantidade de energia gerada. Para isso são utilizados dois aparelhos que fazem a avaliação. “Com o primeiro aparelho, a gente consegue colocar uma quantidade de CO2, fornecer a luz e fazer a medição da fotossíntese, para ver como a planta está, e avaliar qual vai ser a produtividade, se a planta está respondendo bem aos tratamentos que estão sendo aplicados. Com o segundo equipamento, a gente mede a eficiência da absorção de luz pela planta”, explicou a coordenadora de pesquisa, Janyne Soares Pires. Encerrado o período de testes e levantamento de dados, os resultados são analisados no laboratório do Incaper. A intenção é que a pesquisa indique para o agricultor qual produto no mercado é mais eficiente. Números do café conilon no estado Café conilon produzido na fazenda experimental da Ufes, em São Mateus. Espírito Santo. TV Gazeta De acordo com dados do Incaper, o Espírito Santo é o maior produtor de café conilon do Brasil, responsável por aproximadamente 70% da produção nacional. É responsável por até 20% da produção do café robusta do mundo. O conilon é a principal fonte de renda em 80% das propriedades rurais capixabas localizadas em terras quentes. Atualmente, existem 283 mil hectares plantados de conilon no Estado. São 40 mil propriedades rurais em 63 municípios, com 78 mil famílias produtoras. O café conilon gera 250 mil empregos diretos e indiretos. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo



Como a quaresma influencia na alta do ovo?


30/03/2025 07:00 - g1.globo.com


Nesse período, os católicos costumam diminuir o consumo de carne vermelha, o que aumenta a demanda pelo produto. A alta de quase 20% no preço do ovo O preço do ovo disparou em fevereiro e um dos motivos para isso é a Quaresma, os 40 dias que antecedem a Páscoa. No cumulado dos 12 meses até fevereiro, o produto ficou 10,49% mais caro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas não foi só isso que impactou o aumento. O custo do milho, usado na ração das galinhas, e o calor intenso também influenciaram o valor. Segundo produtores, o preço deve se normalizar até o fim da Quaresma. Nesse período, os católicos costumam diminuir o consumo de carne vermelha, o que aumenta a demanda por ovo. Por outro lado, economista aponta que a forte demanda pode continuar após esse período. Veja detalhes abaixo. EUA quase dobram compra de ovos do Brasil e passam a permitir seu consumo por humanos Por que a comida ficou mais cara no Brasil Efeito Quaresma Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), é normal que o preço do ovo aumente antes e durante a quaresma, já que, nesse período, "há uma substituição do consumo de carnes vermelhas por proteínas brancas e por ovos". Tabatha Lacerda, diretora administrativa do Instituto Ovos Brasil (IOB), diz que isso, de fato, costuma acontecer, mas que a alta de preço pré-Quaresma veio um pouco antes do esperado. "O efeito da Quaresma demora um pouco para aparecer, então foi uma surpresa", comenta Tabatha. O IOB é uma organização sem fins lucrativos mantida por empresas e associações do setor. A alta do preço em fevereiro fez com que houvesse uma pequena retração nas vendas de ovos no atacado, informa o Cepea. No Espírito Santo, por exemplo, a quantidade menor de negociações criou uma pressão por descontos no estado. Contudo, a instituição acredita que a demanda voltará a crescer por causa da Quaresma, o que pode evitar uma redução significativa nos valores. Por que a comida ficou mais cara no Brasil Preço vai baixar depois da Quaresma? Os produtores representados pela ABPA esperam que o preço do ovo se normalize até o fim da Quaresma. Por outro lado, o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias diz que isso não é uma garantia. Isso porque, em sua avaliação, mais que o "efeito Quaresma", o que tem sustentado a forte demanda por ovos é o aumento dos preços das carnes bovinas, de frango e suínas. Quando a inflação desses alimentos aumenta, é comum que o consumidor opte pelos ovos. "O que a gente precisa monitorar é o comportamento do mercado em relação às proteínas concorrentes. Se os preços da carne bovina, de frango, seguirem em patamares muito proibitivos, mesmo depois da Quaresma, nós ainda vamos perceber o mercado de ovos inflacionado", diz Iglesias. "Talvez o movimento de alta acabe perdendo intensidade, mas nós não vamos ver quedas abruptas de preço até porque a tendência deste ano é de menor produção de carne bovina", destaca o analista do Safras. Ainda sobre a demanda por ovos, Tabatha, do IOB, comenta que a instituição tem percebido que, ao longo dos últimos anos, a população tem optado mais pelo ovo como uma proteína básica. "Antes ele era só um acompanhamento", destaca. "A gente teve um aumento significativo de consumo nos últimos anos. Em 2023, por exemplo, o consumo foi de 242 unidades per capita (por pessoa), subindo para 269 unidades em 2024, com uma expectativa de alcançar 272 unidades por pessoa em 2025", afirma. Leia também: Preço dos ovos deverá continuar alto por mais dois meses, dizem produtores De onde vem o que eu como: Ovos EUA quase dobram compra de ovos do Brasil



Aumento da faixa de isenção e reforma do Imposto de Renda: compare as propostas de Bolsonaro e Lula


30/03/2025 06:00 - g1.globo.com


Proposta no governo Bolsonaro chegou a ser aprovada pela Câmara, mas não passou no Senado. Projeto de Lula, a vigorar a partir de 2026, chegou ao Congresso na última semana. Lula e Bolsonaro durante debate antes do 2º turno das eleições presidenciais Reuters para BBC A equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou na semana passada, ao Congresso Nacional, sua proposta de reforma do Imposto de Renda (IR). Isenção de IR para R$ 5 mil: vou receber mais? Quando entra em vigor? Veja perguntas e respostas O texto ainda passará por um amplo debate – e alterações – antes de ser votado pelos parlamentares. A expectativa é que, se aprovadas, as mudanças comecem a valer somente em 2026. O tema é considerado complexo e com tramitação tensa por especialistas, uma vez que mexe na renda de milhões de pessoas e de empresas. Diante do reinício do debate sobre a reforma do IR no país, o g1 buscou a proposta do ex-presidente Jair Bolsonaro, apresentada pela equipe chefiada pelo então ministro da Economia, Paulo Guedes, para compará-las. Com alterações, a proposta Bolsonaro/Guedes chegou a ser aprovada pela Câmara dos Deputados em 2021, mas não teve prosseguimento no Senado Federal. Por isso, não virou lei. 🔎Faixa de isenção Proposta de Bolsonaro As duas propostas de reforma do IR contemplaram a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, promessa tanto de Bolsonaro quanto do presidente Lula. A proposta de Bolsonaro trazia a ampliação da faixa de isenção de R$ 1.903,98 para R$ 2,5 mil, uma alta de 31%. Na época, o salário mínimo estava em R$ 1.100,00. Com isso, o valor seria corrigido para mais de dois salários mínimos. Ex-ministro da Economia Paulo Guedes Adriano Machado/Reuters E quem tivesse renda acima de R$ 40 mil por ano não poderia mais optar pelo desconto simplificado na declaração anual do IR — que estaria limitado a R$ 8 mil. Com a medida, o Ministério da Economia, então chefiado por Paulo Guedes, calculou, naquele momento, que 5,6 milhões de pessoas passariam a ser isentas. E que 50% dos declarantes, na ocasião, não pagariam Imposto de Renda. Além disso, também propunha uma correção da tabela do IR, o que beneficiaria todos os trabalhadores formais. Proposta de Bolsonaro/Guedes para ampliar isenção do IR. Reprodução proposta do governo Bolsonaro Proposta de Lula Já a proposta da atual equipe econômica, sob a batuta do ministro Fernando Haddad, da Fazenda, traz a ampliação da faixa de isenção de de R$ 2.824 para R$ 5 mil. Se aprovada, a isenção ficará bem acima de dois salários mínimos (R$ 3.036), que já serão isentos a partir deste ano. Ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Adriano Machado/ Reuters Além de ampliar a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês, a equipe econômica também propôs uma isenção parcial para valores entre R$ 5 mil e R$ 7 mil por mês. O governo estima que, com a ampliação da faixa de isenção para dois salários mínimos em 2025, 10 milhões de pessoas já ficaram isentas do IR. E que, com o aumento para R$ 5 mil em 2026, mais 10 milhões de trabalhadores deixarão de pagar IR. Dos declarantes do Imposto de Renda, mais de 26 milhões (65%) serão isentos em 2026, se o texto for aprovado como está. Pela proposta do governo petista, serão aplicados descontos para zerar o IR de quem ganha até R$ 5 mil, que também acontecerão para quem ganha entre R$ 5 e R$ 7 mil. Trabalhadores que ganham mais de R$ 7 mil, porém, não pagarão menos imposto. Proposta de Lula/Haddad para faixa de isenção do IR Reprodução de apresentação da equipe econômica chefiada por Haddad 🔎Tributação dos mais ricos Proposta de Bolsonaro Na tributação dos mais ricos, o governo Bolsonaro propôs, em 2021, a taxação pelo IR quando a empresa distribuísse os lucros e dividendos para as pessoas físicas, ou seja, para seus sócios, acionistas, controladores e investidores. O Brasil é um dos poucos países, atualmente, que não taxam a distribuição de lucros e dividendos para pessoas físicas – a taxação chegou a vigorar, mas foi extinta em 1995. Se implementado, esse seria um mecanismo tradicional de tributação, que existe em todos países desenvolvidos. A proposta de Bolsonaro/Guedes era de tributar a distribuição dos lucros e dividendos em 20% na fonte, com isenção para quem ganhasse até R$ 20 mil por mês (microempresas e empresas de pequeno porte). Proposta de taxação de ricos de Bolsonaro/Guedes Reprodução de apresentação da área econômica de Bolsonaro Proposta de Lula Já a área econômica do presidente Lula propôs um mecanismo diferente: taxar as pessoas físicas com renda mensal superior a R$ 50 mil — o equivalente a R$ 600 mil por ano. Veja as alíquotas propostas: Renda anual entre R$ 600 mil e R$ 750 mil: alíquota de 2,5%; imposto mínimo a pagar de R$ 18.750 Renda anual entre R$ 750 mil e R$ 900 mil: alíquota de 5%; imposto mínimo a pagar de R$ 45 mil Renda anual entre R$ 900 mil e R$ 1,05 milhão: alíquota de 7,5%; imposto mínimo a pagar de R$ 78,75 mil Renda anual entre R$ 1,05 milhão e R$ 1,2 milhão: alíquota de 10%; imposto mínimo a pagar de R$ 120 mil No cálculo do imposto adicional a ser cobrado dos super ricos, soma-se, pela proposta, toda a renda recebida no ano, incluindo salário, aluguéis, dividendos e outros rendimentos. A cobrança será feita apenas pela diferença entre o que já foi pago e o valor devido, respeitando as alíquotas novas. Deste modo, não haverá um imposto específico para dividendos – mas eles serão, também, incluídos na tributação da renda global da pessoa física. Pela proposta, a tributação conjunta da empresa e da pessoa que recebe dividendo nunca ultrapassará 34%. Entretanto, alguns rendimentos são excluídos na hora de calcular o imposto devido, como: ganhos com poupança, títulos isentos, herança, aposentadoria pensão de moléstia grave, venda de bens, outros rendimentos mobiliários isentos indenizações. Proposta da equipe de Lula para taxar ricos Reprodução apresentação área econômica conduzida por Haddad 🔎IR das empresas Proposta de Bolsonaro A proposta do então ministro Paulo Guedes, da Economia, contemplava, no governo Bolsonaro, a redução da alíquota do IR das empresas de 15% para 12,5%, no ano seguinte, e para 10% dois anos adiante. O adicional para lucros acima de R$ 20 mil por mês seriam mantidos. Junto com a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a tributação sobre as maiores empresas é de cerca de 34% no Brasil. Com isso, haveria uma redução para 29% em dois anos. De acordo com o Banco Mundial, os impostos corporativos, ou seja, aqueles cobrados das empresas, estão entre os mais altos do mundo na América Latina e no Caribe, sendo que as taxas na Colômbia e no Brasil estão entre as mais elevadas desses países. E que isso prejudica a atratividade e os investimentos no Brasil. Segundo dados da Tax Foundation, organização sem fins lucrativos que atua há mais de 80 anos fazendo avaliações sobre impostos e coletando dados sobre tributos ao redor do mundo, o IRPJ médio dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne 38 nações mais desenvolvidas, foi de 23,6% em 2021. O então ministro Paulo Guedes dizia, durante a discussão do IR, que buscava uma redução mais agressiva ainda da taxação total, para 25% ao longo dos anos. O argumento é que essa queda seria importante para aumentar a produtividade e o emprego, favorecendo investimentos. A proposta também trazia a vedação à possibilidade de deduzir juros sobre o capital próprio, uma forma de distribuição de lucro – que incide sobre o acionista –, além de criar regras para apuração do ganho de capital em alienações indiretas de ativos no Brasil por empresas no exterior. Proposta de Bolsonaro/Guedes para reduzir o IRPJ Reprodução de apresentação da área econômica de Bolsonaro Proposta de Lula A proposta da equipe econômica do presidente Lula não contempla a redução da alíquota do IR das empresas. Nesta semana, o secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Pinto, afirmou que não adianta querer discutir a redução da alíquota do Imposto de Renda das empresas no Brasil pois isso seria "cair no mundo da fantasia", uma vez que, segundo ele, as alíquotas que efetivamente são pagas pelas empresas brasileiras são menores. Segundo Marcos Pinto, do Ministério da Fazenda: o fato de a alíquota das maiores empresas do país ser de 34% não quer dizer que a "alíquota efetiva", ou seja, quanto que as pessoas jurídicas pagam, de fato, na média, seja isso. Ele apontou que a alíquota efetiva nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mais ricos, é de 22%, um patamar próximo da economia brasileira. Embora a tributação máxima seja de 34% no Brasil, Marcos Pinto lembra que as empresas do lucro presumido pagam uma alíquota efetiva de 11% e, as empresas do Simples, de 6%. O governo Lula também propõe aumento de 15% para 20% no Imposto de Renda incidente sobre os Juros sobre Capital Próprio (JCP) das empresas — mas está tendo dificuldades para aprovar a medida no Legislativo. O Ministério da Economia propôs, e conseguiu aprovar no Congresso Nacional em 2023, projeto de lei que prevê a taxação de offshores (investimentos no exterior). A medida já contribuiu para o aumento da arrecadação no ano passado. 🔎Investimentos financeiros Proposta de Bolsonaro Para os investimentos, a proposta do então ministro Paulo Guedes, durante o governo Bolsonaro, era de unificar em 15% da alíquota do Imposto de Renda para renda fixa e para renda variável. Atualmente, a alíquota do Imposto de Renda para renda variável é de 15% em mercados à vista, a termo, de opções e de futuros, e de 20% em "day trade" e em cotas de Fundos de Investimento Imobiliário (FII). Para renda fixa, como CDBs e Tesouro Direto, a alíquota atual varia de 15% a 22,5% de acordo com o prazo de investimento, sendo que a alíquota mais baixa (15%) só vale para prazos acima de 720 dias. A proposta era de que os fundos exclusivos (utilizados por mais ricos) passassem a pagar como os demais investidores, e que haveria fim da isenção sobre os rendimentos distribuídos a pessoa física no caso de FII com cotas negociadas em bolsa a partir do ano seguinte (2022). Proposta de Bolsonaro/Guedes para taxação de investimentos Reprodução de apresentação da área econômica de Bolsonaro A proposta do presidente Lula não traz alteração para as alíquotas de tributação do IR para renda fixa e variável, que continuariam no atual patamar. Proposta de Lula O governo Lula enviou ao Congresso e já aprovou, em 2023, a tributação dos fundos exclusivos, ou seja, dos investimentos das pessoas de renda mais alta. A medida já contribuiu para o aumento da arrecadação no ano passado. Sem propostas Alguns temas considerados importantes por especialistas, entretanto, sequer foram objeto de proposta por parte dos governos dos presidentes Bolsonaro e Lula. ➡️Um deles seria a taxação as pessoas físicas com salários maiores como forma de promover uma maior "progressividade" na tributação, por meio do estabelecimento de uma alíquota maior para a faixa mais elevada de renda. No Brasil, a alíquota mínima do Imposto de Renda é de 7,5% e a máxima, que vigora desde 1999, de 27,5% (para valores acima de R$ 4.664,68 por mês). Essa alíquota já foi mais alta no passado, chegando a 65% entre 1963 e 1965. Em outros países, as alíquotas mais altas (para faixas maiores de renda) são as seguintes: Alemanha – alíquotas variam de 14% a 45% (quanto mais alta for a renda, maior será a alíquota de imposto); China – alíquotas variam de 10% a 45% (quanto mais alta for a renda, maior será a alíquota de imposto); Reino Unido – alíquotas variam de 20% a 45% (quanto mais alta for a renda, maior será a alíquota de imposto); Estados Unidos – alíquotas federais vão de 10% a 37%, e as faixas variam de acordo com a condição do declarante: solteiro, casados que declaram separadamente ou chefe de família. ➡️Em 2020, o antigo Ministério da Economia concluiu que as deduções no IR para educação favorecem a camada mais rica da população e sugeriu rever o benefício, mas não foram propostas mudanças sobre isso por nenhum dos dois governos. O custo desse beneficio (dinheiro que deixou de ingressar nos cofres públicos) foi de R$ 5,3 bilhões em 2024. ➡️Em 2022, a área econômica do governo anterior também concluiu que apenas 0,8% das deduções de despesas médicas estavam direcionadas aos 50% mais pobres da população, enquanto 88% do benefício concentra-se na parcela (20%) correspondente às famílias de maiores rendas, e 16,4% (1%) de maior rendimento. Não foram propostas mudanças sobre isso por nenhum dos dois governos. O custo desse benefício em 2024 foi de R$ 26,7 bilhões. ➡️ Também em 2022, a equipe econômica chefiada por Guedes recomendou reavaliar o benefício do IR para idosos. A avaliação do Ministério da Economia apontava que esse benefício é destinado a três milhões de pessoas situadas, na grande maioria, entre os 10% mais ricos do país. Não foram propostas mudanças sobre isso por nenhum dos dois governos. O custo desse benefício foi de R$ 16,2 bilhões em 2024.



Concurso do ICMBio: provas acontecem neste domingo em todas as capitais; salários começam em R$ 8,8 mil


30/03/2025 03:00 - g1.globo.com


Oportunidades são de nível superior, com salários iniciais de R$ 8,8 mil. Previsão é que resultados sejam divulgados em 30 de abril. Seleção para o ICMBio vai preencher oportunidades para Analista Administrativo e Analista Ambiental Bruno Bimbato/Divulgação As provas do concurso do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) serão realizadas neste domingo (30) em todas as capitais do país. A previsão é que os resultados sejam divulgados em 30 de abril, no site do Cebraspe. A seleção vai preencher 350 vagas, com salários iniciais de R$ 8,8 mil. Ao todo, 117.984 candidatos se inscreveram para concorrer aos cargos de analista administrativo e analista ambiental, que exigem curso de nível superior em qualquer área de formação. ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp ➡️ VEJA O EDITAL Os locais de prova de cada participante foram divulgados no último dia 21 (veja como consultar). A abertura dos portões será às 12h e o fechamento às 13h, com início das provas às 13h30, no horário de Brasília (DF). Os candidatos terão 4h30 para responder de 100 a 120 questões de verdadeiro ou falso sobre conhecimentos básicos e específicos, além de fazer uma prova discursiva, que consiste em uma redação ou em uma resposta escrita sobre um estudo de caso. A partir das 19h de terça-feira (1º), os participantes poderão consultar, de forma individual, os gabaritos oficiais preliminares das provas objetivas. Também será divulgado o padrão de respostas da prova discursiva. Em seguida, haverá um prazo para interposição de recursos e o resultado final das provas objetivas sairá em 30 de abril. No mesmo dia, a banca vai liberar o resultado provisório da prova discursiva. Veja o cronograma. Do total de vagas a serem preenchidas, 20% são reservadas para negros (pretos e pardos) e indígenas, e 5% para pessoas com deficiência. A jornada de trabalho dos aprovados é de 40 horas semanais. A realização do concurso foi autorizada pelo Ministério da Gestão em agosto. Antes disso, a última seleção da empresa havia sido em 2021, quando foram preenchidas 171 vagas em cargos de nível médio e superior. Cronograma do concurso 📆 Aplicação das provas: 30/3/2025 Consulta individual aos gabaritos preliminares das provas objetivas: 1º a 3/4/2025 Divulgação preliminar da prova discursiva: 1º/4/2025 Divulgação dos gabaritos: 4/4/2025 Resultado final das provas objetivas e provisório da prova discursiva: 30/4/2025 Veja dicas de como estudar para concurso: Veja dicas de como fazer uma boa redação para concurso Como estudar legislação para concurso?



Chocolate mais caro: confeiteiros tentam driblar aumento do preço do cacau semanas antes da Páscoa


30/03/2025 00:05 - g1.globo.com


Mudanças climáticas nas principais lavouras do mundo, na África, foram o principal fator para a alta nos preços. Confeiteiros e consumidores tentam driblar o aumento no preço do cacau Com a aproximação da Páscoa, confeiteiros e consumidores estão tentando driblar o aumento do preço da principal matéria-prima do chocolate. Uma fábrica a céu aberto com um tipo de matéria-prima “selvagem”, que ainda não foi modificada pelo homem. Assim é o cultivo do cacau no Brasil, o sexto maior produtor mundial. “O resultado disso? Uma condição climática adversa tende a impactar com maior intensidade a produção de cacau do que, por exemplo, a produção de outras culturas, como o milho”, diz Felippe Serigati, pesquisador do FGV Agro. O agricultor da Costa do Cacau, na Bahia, colhe um resultado de um ano com excesso de chuvas e luta contra as pragas. "Tivemos uma pequena frustração de produção. Não foi a esperada, mas os preços elevados realmente contribuíram para um ano positivo”, conta o produtor rural Antônio Lavigne. Empresas e pessoas driblam a alta no preço do chocolate para não azedar a Páscoa As mudanças climáticas nas principais lavouras do mundo, na África, foram o principal fator para a alta nos preços. O valor do cacau é definido no mercado internacional. Em dois anos, a alta acumulada na Bolsa de Nova York é de cerca de 185%. O pico foi em dezembro de 2024, quando o valor da tonelada passou de US$ 11,8 mil. Essa alta chegou ao consumidor brasileiro. Em doze meses, o preço do chocolate em barra e do bombom subiu 16,53%, segundo o IBGE. A inflação do chocolate vai colocando a Páscoa em formas menores. Problemas na produção de cacau deixa Páscoa mais cara para o consumidor Jornal Nacional "Eu tenho barrinha a partir de 50 g. É fazer recheios que não usem tanto chocolate como o ano passado, como um creme de leite em pó com frutas vermelhas. Eu vou passar novos sabores para o cliente. Vai ser uma experiência nova para ele, mas já não vai ser algo 100% de chocolate”, diz a confeiteira Lígia Gomes. A formação de preço é sempre uma questão com dois lados: da oferta e da demanda. O custo do chocolate sofreu as duas pressões: os problemas de produção de cacau no campo e o aumento da procura pelo produto nas cidades do país. Economistas dizem que as vendas do chocolate se fizeram com o calor da atividade econômica. "Quando você tem um incremento de renda, quando a gente tem um período que a renda cresce, a demanda por chocolate cresce em uma intensidade maior”, afirma o economista Felippe Serigati. "Acho que a gente compra sempre, né? Quando está triste é para animar, quando está feliz é para ficar mais animado. A gente gosta muito de chocolate”, diz o corretor de seguros Manoel dos Santos Júnior. "Diminui o tanto de barrinha, o tamanho da barrinha porque os netos não diminuem”, diz Elina Maria Borges. "Pode estar caro, mas não podem parar de vender”, diz Teresa de Castro, 9 anos. LEIA TAMBÉM 'Ovo de Páscoa é só açúcar e gordura': como disparada do cacau e cortes da indústria pioraram chocolate no Brasil Páscoa 2025: compare o preço dos ovos com os de 2024



Mega-Sena, concurso 2.846: prêmio acumula e vai a R$ 45 milhões


29/03/2025 23:10 - g1.globo.com


Veja os números sorteados: 01 - 12 - 16 - 17 - 25 - 57. Quina teve 74 apostas ganhadoras; cada uma vai levarR$ 48.408,41. Mega-Sena Marcelo Brandt/G1 O concurso 2.846 da Mega-Sena foi realizado às 20h deste sábado (29), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 45 milhões. Veja os números sorteados: 01 - 12 - 16 - 17 - 25 - 57 5 acertos: 74 apostas ganhadoras levam R$ 48.408,41 4 acertos: 5.871 apostas ganhadoras levam R$ 871,65 O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (1º). Receba os resultados das loterias no seu WhatsApp Veja os resultados de outras loterias com sorteio neste sábado (29) Lotofácil, concurso 3355 Timemania, concurso 2224 Quina, concurso 6693 Dia de Sorte, concurso 1045 +Milionária, concurso 237 Loteria Federal, concurso 5953 Mega-Sena concurso 2846 Reprodução/CAIXA Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa. Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio



Preço máximo de medicamentos sobe nesta segunda; fabricantes estimam alta de até 5%


29/03/2025 21:17 - g1.globo.com


Teto de reajuste é definido anualmente pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos. Aumento não é automático e pode demorar a chegar aos consumidores, segundo farmacêuticas. Reajuste máximo no preço dos remédios em 2025 fica em 5% O preço dos medicamentos poderá ter reajuste a partir da próxima segunda-feira (31). A expectativa do setor farmacêutico é que a alta seja de até 5,06% neste ano, segundo cálculos do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma). O índice não é oficial e ainda deve ser confirmado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) na próxima semana. O valor, estabelecido pela CMED, funcionará como um teto de aumento para todo o setor farmacêutico. Pelas regras, farmacêuticas poderão aplicar reajustes até o patamar percentual que for definido pela CMED — nunca acima. A projeção do Sindusfarma, realizada com base nos critérios do órgão, prevê que o limite fique em 5,06%. O sindicato estima, no entanto, que o reajuste médio no preço dos medicamentos deverá ser abaixo do teto a ser oficializado pela CMED. Isso porque o aumento não é automático e leva em conta uma série de fatores. A entidade projeta uma elevação média de cerca de 3,48% — o que pode ser o menor patamar de aumento médio desde 2018. Salvo exceções, os preços de comercialização dos remédios no Brasil são regulados pela CMED, um órgão composto por membros de diferentes ministérios e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Anualmente, com base em uma série de critérios como a inflação, a CMED define níveis máximos de reajuste no valor dos remédios. A medida passa a valer assim que é publicada no "Diário Oficial da União (DOU)", o que deve ocorrer na próxima segunda. A partir disso, empresas de medicamentos podem ajustar os preços de seus produtos. Os aumentos são aplicados em cima do valor máximo de venda do remédio, também definido pela CMED. Por lei, as farmácias e laboratórios não podem cobrar acima do preço permitido pela Câmara de Regulação. A Anvisa afirma que o reajuste anual dos medicamentos funciona como um mecanismo de proteção aos consumidores de "aumentos abusivos". "Ao mesmo tempo, o cálculo estabelecido na lei, busca compensar eventuais perdas do setor farmacêutico devido à inflação e aos impactos nos custos de produção, possibilitando a continuidade no fornecimento de medicamentos", diz a agência. Impacto pode demorar para chegar ao consumidor Imagem de medicamentos em exposição em uma farmácia Reprodução/ RBS TV O presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, avalia que o impacto do reajuste pode demorar a chegar ao consumidor. Segundo ele, a competição entre farmácias e os estoques dos produtos são fatores que contribuem para que o reajuste médio esteja projetado para um patamar abaixo do teto a ser oficializado pela CMED. "Dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais dos estabelecimentos, aumentos de preço podem demorar meses ou nem acontecer", diz Mussolini. "É importante o consumidor pesquisar nas farmácias e drogarias as melhores ofertas dos medicamentos prescritos pelos profissionais de saúde", acrescenta. A Anvisa alerta que o descumprimento do teto de preços pode levar a punições. A agência recebe denúncias por meio de um formulário digital. Indústria em alerta Linha de produção da farmacêutica União Química União Química / Divulgação O Sindusfarma, responsável por calcular a projeção do índice de reajuste da CMED, avalia que o índice poderá impactar negativamente o setor. O presidente executivo da entidade afirma que o cenário — com previsão do menor aumento médio desde 2018 — pode levar a redução de investimentos na indústria. "Será o menor reajuste médio dos últimos sete anos, o que pode impactar negativamente os contínuos e fundamentais investimentos da indústria farmacêutica instalada no país em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de novos produtos e na modernização e construção de novas fábricas", diz o dirigente.



JBS anuncia investimento de US$ 100 milhões no Vietnã após país asiático reabrir mercado de carnes para o Brasil


29/03/2025 20:47 - g1.globo.com


Negócio foi fechado durante visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que marcou a reabertura do mercado vietnamita à carne brasileira. Logotipo da multinacional brasileira JBS JBS/Divulgação A processadora de alimentos JBS informou neste sábado (29) que irá investir US$ 100 milhões na construção de duas fábricas no Vietnã. O negócio foi fechado durante visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Vietnã, que marcou a reabertura do mercado vietnamita à carne brasileira e teve a JBS como parte da delegação empresarial que acompanhava o presidente. O Vietnã não importa carne bovina brasileira há 10 anos. Segundo a JBS, as fábricas serão responsáveis pela produção de carne bovina, suína e de aves, e utilizarão, principalmente, matérias-primas importadas do Brasil, destinadas a abastecer o mercado vietnamita e de outros países do Sudeste Asiático. O acordo foi formalizado nesta madrugada por meio de um memorando de entendimento com o governo vietnamita, disse a JBS. O plano prevê, primeiro, a construção de uma fábrica no Parque Industrial Nam Dinh Vu, na provincía de Haiphong, onde será construído um centro logístico com capacidade para armazenagem, abrangendo atividades de pré-processamento, corte e embalagem. Dois anos após o início da operação da primeira fábrica, será construída, no sul do Vietnã uma segunda fábrica com infraestrutura semelhante, incluindo novo centro logístico e planta de processamento. Brasil e Vietnã fecham acordo pra reabertura das exportações carne bovina brasileira



Como a crise global do cacau fez os preços do chocolate disparar


29/03/2025 19:56 - g1.globo.com


Quebra de safra africana por praga, histórico de baixo investimento e mudanças climáticas levam a preços recordes do cacau. Impacto no custo do chocolate também é sentido no Brasil. Produção do cacau afetou preço do chocolate Kier in Sight Archives/Unsplash O aumento do preço do cacau a níveis recordes atinge produtores, fabricantes e consumidores de chocolate a nível global. O valor da amêndoa no mercado mundial disparou no final de 2024, ano em que atingiu o maior custo da última década. A escalada tornou a commodity mais cara do que o cobre, e os preços se mantiveram altos em 2025. Porém, enquanto grandes fabricantes de chocolate devem conseguir manter seus lucros, a baixa oferta pressiona principalmente os agricultores. A quebra da safra de produtores africanos é tomada como o principal motivo dos custos elevados. Cerca de 65% das amêndoas de cacau do mundo vêm de quatro países da África Ocidental: Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Camarões. Mas uma colheita catastrófica atingiu a região em 2024, derrubando a oferta disponível do produto no mercado. No centro do problema está a dispersão de um vírus que causa a doença do broto inchado do cacau (CSSV, da sigla em inglês). O agente infeccioso se espalha de árvore em árvore e pode reduzir a produtividade em 50% em apenas dois anos. Um relatório da Organização Internacional do Cacau mostrou que 81% das plantações em Gana – o segundo maior produtor de cacau do mundo – estão infectadas com o CSSV. A doença também se espalha na Costa do Marfim e já afetou cerca de 60% da produção mundial. Além disso, a ONG americana Climate Central também atribui o problema às mudanças climáticas, que tornam as temperaturas mais elevadas em lugares como Costa do Marfim, Gana, Camarões e Nigéria. Um estudo realizado pela organização com sede em Nova Jersey mostra que temperaturas acima de 32°C podem reduzir a qualidade e a quantidade das colheitas, razão pela qual o calor excessivo afetaria negativamente as principais regiões produtoras de cacau. Além disso, o chamado fenômeno climático El Niño levou a um período prolongado de chuvas ou secas, prejudicando a produção. No Brasil, sexto produtor mundial de cacau, dados da Agência Brasil indicam que a perspectiva é de aumento da safra, depois de uma série de quedas. Investimentos em novas áreas de produção e no processamento do cacau impulsionam a colheita. A produção no país, porém, também é afetada pelos altos custos e volatilidade do mercado, o que leva a um aumento dos preços dos produtos derivados, principalmente com a chegada da Páscoa. Ainda segundo a Agência Brasil, os preços dos ovos de chocolate e derivados nesta Páscoa estão 14% mais caros em comparação com o ano passado, conforme divulgação da Associação Brasileira de Supermercados. Mesmo com o crescimento da safra, a expectativa é que o setor produza 20% menos ovos de chocolate neste ano. 🍫 Preço do cacau dispara 190% em 2 anos e vai mexer com a sua Páscoa; entenda como Problemas climáticos deixam chocolate mais caro Preços altos, lucros ainda maiores O alemão Oliver Coppeneur, que produz chocolate na pequena Bad Honnef, na Alemanha, desde a década de 1990, é um dos muitos fabricantes que precisou aumentar o custo do seu produto após a quebra de safra. Coppeneur disse que a escalada dos preços do cacau tornará "os produtos de chocolate igualmente caros", o que poderia eventualmente resultar em uma "diminuição significativa no volume" do mercado. Até agora, porém, ele está lidando com a situação sem demitir seus funcionários, e tenta manter os preços estáveis. Citando dados oficiais do governo, a agência de notícias Bloomberg afirmou que "pelo menos uma dúzia de empresas familiares de chocolates fecharam em toda a Europa" em 2024. Os varejistas de confeitos alemães Arko, Hussel e Eilles entraram com pedido de proteção contra falência em 2024. Enquanto isso, a escassez de cacau também é sentida diretamente pelos consumidores europeus, com os preços do chocolate aumentando 35% desde 2020. Mas Friedel Hütz-Adams, pesquisador do Instituto Südwind em Bonn, Alemanha, entende que os grandes fabricantes europeus de chocolate "geralmente têm conseguido repassar o aumento dos preços do cacau" aos consumidores. "Seus lucros estáveis no ano passado indicam que pelo menos as grandes empresas conseguiram lidar com os preços altos (...) e, em alguns casos, até conseguiram obter lucros maiores do que antes", disse ele. A fabricante suíça de chocolates Lindt, por exemplo, disse em janeiro que enfrentou um "ano desafiador, caracterizado por custos de cacau recorde, aumentos substanciais de preços e enfraquecimento do sentimento do consumidor". Acrescentou ainda que, para compensar os custos, teve de "ajustar seus preços" e teria de fazer o mesmo este ano. Qual parte do cacau vira chocolate? Amargor é defeito? Teste seus conhecimentos no QUIZ De onde vem o que eu como: chocolate As próximas gerações ainda terão chocolate? Clay Gordon, criador do TheChocolateLife, uma comunidade online para "chocófilos e aspirantes a chocófilos", defende que o chocolate tem sido, historicamente, "um alimento à prova de recessão". Ele afirma no site da plataforma que "as pessoas compram chocolate para se sentirem felizes". Hütz-Adams, do Südwind, entende que as vendas relativamente estáveis das fabricantes são uma indicação de que "os clientes são capazes de lidar com os preços mais altos e continuam a comprar chocolate". No entanto, ele observou que, durante anos, a maioria dos agricultores da África Ocidental "quase não teve recursos para implementar boas práticas agrícolas", o que levou a um declínio no rendimento das colheitas por hectare. Segundo ele, os preços persistentemente baixos do cacau nos anos anteriores levaram os trabalhadores a não serem pagos e ao trabalho infantil generalizado. "Violações maciças dos direitos humanos são comuns e podem diminuir no futuro devido aos preços mais altos", acrescentou Hütz-Adams. O produtor Oliver Coppeneur também entende que o preço do cacau tem sido tão baixo ao longo das décadas que os agricultores não têm tido recursos para aumentar sua produção. Assim como outros especialistas do setor, ele adverte que, sem investimentos em rendimentos mais altos e colheitas resistentes às mudanças climáticas, as oscilações no preço serão inevitáveis no futuro. "As próximas gerações [de produtores] precisam se perguntar: 'Queremos continuar com esse trabalho, queremos continuar trabalhando na fazenda?", disse Coppeneur, acrescentando que, se as empresas de chocolate não investirem nos produtores de cacau, "não devemos nos surpreender se a próxima geração não tiver mais ninguém".



Banco do Brasil concedeu R$ 600 milhões em empréstimos desde lançamento do consignado CLT


29/03/2025 13:12 - g1.globo.com


Ao todo, programa ultrapassou R$ 1,28 bilhão em empréstimos nos primeiros sete dias de vigência. Sede do Banco do Brasil, em Brasília Rafa Neddermeyer/Agência Brasil O Banco do Brasil informou neste sábado (19) que concedeu mais de R$ 600 milhões em empréstimos do programa "Crédito do Trabalhador", que permite empréstimos consignados com carteira de trabalho assinada. De acordo com o banco, as operações de crédito foram contratadas em mais de 3 mil municípios. Consignado CLT: para quem funciona melhor e como negociar com o banco O programa passou a funcionar na última sexta-feira (21). Criado por meio de medida provisória, o Crédito do Trabalhador permite empréstimos consignados para 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada, incluindo empregados domésticos, trabalhadores rurais e funcionários de MEIs. Segundo dados fornecidos pela DataPrev ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o programa ultrapassou R$ 1,28 bilhão em empréstimos na quinta-feira (27), ou seja, nos primeiros sete dias de vigência. Consignado CLT em números: Até quinta-feira (27), foram firmados 193,7 mil contratos. Os trabalhadores enviaram 11,6 milhões de propostas de crédito. O valor médio de empréstimo por trabalhador foi de R$ 6.623,48, com parcelas de R$ 347,23 por 19 meses, em média. O que é o Crédito do Trabalhador O Crédito do Trabalhador foi instituído pela MP nº 1.292, permitindo empréstimos consignados para 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada, incluindo empregados domésticos, trabalhadores rurais e funcionários de MEIs. A contratação é feita exclusivamente pelo app da Carteira de Trabalho Digital, que envia os dados do trabalhador (nome, CPF, salário e tempo de empresa) às instituições financeiras habilitadas pelo governo federal. A partir da análise, o trabalhador recebe ofertas em até 24 horas e escolhe a mais vantajosa. As parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento, respeitando a margem consignável de até 35% do salário. Caso o trabalhador seja demitido, poderá usar até 10% do saldo do FGTS ou 100% da multa rescisória como garantia. O valor restante será cobrado no novo vínculo empregatício. Cancelamento e migração O trabalhador tem até 7 dias corridos após o recebimento do crédito para cancelar o empréstimo, com devolução integral do valor à instituição financeira. A partir de 25 de abril, será possível também migrar para uma proposta mais vantajosa, mesmo após a contratação inicial. Além disso, quem já tem um consignado poderá transferir o contrato para o novo modelo do programa a partir da mesma data. Perspectiva de crescimento Segundo a Febraban, o crédito consignado no setor privado já soma 3,8 milhões de contratos, com mais de R$ 40 bilhões contratados. A expectativa do governo federal é que, em quatro anos, cerca de 25 milhões de trabalhadores tenham acesso ao Crédito do Trabalhador, impulsionando a inclusão financeira com juros mais baixos A partir de 25 de abril, todas as instituições financeiras interessadas poderão oferecer a linha também por meio de seus canais digitais. Já a portabilidade de crédito estará disponível a partir de junho de 2025.



Lula diz que Trump está 'no caminho certo' nas negociações sobre a guerra na Ucrânia


29/03/2025 09:33 - g1.globo.com


A declaração foi dada em última agenda do presidente na Ásia, neste sábado (29). Trump e Lula Reuters O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Donald Trump está 'no caminho certo' nas negociações sobre a guerra na Ucrânia. Declaração foi dada em última agenda do presidente na Ásia, neste sábado (29). “Eu poderia ser radical contra Trump, mas na medida que o Trump toma a decisão de discutir a paz entre Rússia e Ucrânia, que o Biden deveria ter tomado, eu sou obrigado a dizer que o Trump está no caminho certo”, disse Lula. O presidente americano Donald Trump tem pressionado para que a Rússia aceite a proposta de cessar-fogo aprovada pela Ucrânia em parceria com o governo americano. Ao todo, já são três anos de conflito entre os países. Durante a coletiva, Lula defendeu ainda uma mesa de conversa entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e disse que conversará com ambos. Ele deve ter uma conversa telefônica com Zelensky na semana que vem e deve ir à Rússia no dia 9 de Maio para a comemoração dos 80 anos da vitória da Segunda Guerra Mundial. Negociações sobre o 'tarifaço' Outra negociação discutida na coletiva de Lula na Ásia foi a respeito do 'tarifaço' do presidente, Donald Trump. O presidente brasileiro afirmou que tenta negociar as tarifas com Trump antes de tomar outras medidas. "Antes de fazer a briga da reciprocidade e de fazer a briga na Organização Mundial do Comércio (OMC), a gente quer gastar todas as palavras que estão no nosso dicionário para fazer o livre comércio com os EUA", afirmou. Segundo Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro de Relações Internacionais, Mauro Vieira, já fizeram duas reuniões com representantes do país para discutir as novas taxas impostas sobre importações brasileiras. Lula também fez afirmações sobre a postura econômica de Trump. "Eu sinceramente não sei o que pode acontecer na economia americana", disse. "O discurso que eles tão fazendo nos Estados Unidos é totalmente antagônico do que eles fizeram dos anos 80 a 2022. Na quinta-feira (27), em entrevista no Japão, Lula havia dito que taxaria produtos americanos se o recurso do Brasil à Organização Mundial do Comércio (OMC) não resolver a situação. O presidente, no entanto, não informou quando o Brasil formalizaria a medida. "No caso do Brasil, nós vamos recorrer à OMC [Organização Mundial do Comércio] e, se não tiver resultado, a gente vai utilizar os instrumentos que nós temos que é a reciprocidade e taxar os produtos americanos. É isso que nós vamos fazer. Espero que o Japão faça o mesmo. Espero que o Japão possa recorrer à OMC, mas é uma decisão soberana do governo japonês em que eu não posso dar palpite", disse Lula. No Vietnã, Lula terminou, na manhã deste sábado, uma viagem oficial à Ásia em busca de ampliar a presença de produtos brasileiros no continente. Lula afirma que Brasil tenta negociar com os EUA a respeito do tarifaço de Trump



Concessão de Viracopos pode ser anulada? Entenda o que acontece se prazo para edital da nova licitação não for cumprido


29/03/2025 08:00 - g1.globo.com


Abertura de concorrência para novo leilão deve ser lançado até o dia 2 de junho. Caso ele não seja cumprido, será aberto um processo de caducidade da atual concessionária. Passageiros em Viracopos, Campinas Aeroportos Brasil Viracopos O edital da nova licitação do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), precisa ser lançado até o dia 2 de junho. A data final é uma determinação da lei de recilitações, que considera um intervalo de dois anos desde a abertura do processo. Entenda o que significa esse prazo e o que acontece se ele não for cumprido. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp A decisão para relicitar o terminal, com a abertura de um novo leilão à iniciativa privada, voltou à tona depois que a tentativa de "solução consensual" para que a Aeroportos Brasil Viracopos, atual concessionária, permanecesse à frente do ativo, terminou sem acordo no Tribunal de Contas da União (TCU) e foi arquivada. Para que o novo edital possa ser lançado, ainda há pendências, especialmente em relação ao cálculo de indenização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) à Aeroportos Brasil, tanto pelos investimentos realizados desde o início da concessão, em 2012, quanto ao ressarcimento de prevenção a "futuros litígios". Quinto maior aeroporto do Brasil em movimentação, Viracopos teve um agravamento de crise financeira a partir de 2017, o que levou, primeiro, a um pedido de recuperação judicial e, depois, à tentativa de relicitação. À época, o terminal foi o primeiro do Brasil a entrar com o pedido. A partir de 2023, com reequilíbrios financeiros da concessionária, iniciou-se uma tentativa, com aval do Ministério de Portos e Aeroportos, de encerrar o processo para relicitar o aeroporto e recorrer à "solução amigável" no Tribunal de Contas da União para a permanência na administração do complexo aéreoportuário. Entretanto, após o fim do processo no TCU, não houve acordo entre as partes envolvidas e a relicitação voltou a ser opção. 👉 Mas, afinal, o que acontece se o prazo não for cumprido? A concessão pode ser anulada? O que falta para lançar o edital? Veja abaixo o que pode acontecer. Passageiros no Aeroporto de Viracopos, em Campinas Aeroportos Brasil Viracopos Lançamento de edital em 2 de junho? O prazo do dia 2 de junho considera o período de dois anos após o início do processo de relicitação, já descontando suspensões durante o curso da negociação. Portanto, ela é a data final para lançamento do edital da nova licitação de Viracopos e não tem possibilidade de prorrogação. Sendo assim, se não for lançado, será reaberto um processo de caducidade da atual concessão. 👉 O que significa a caducidade? O processo será discutido dentro do âmbito da Anac e tem, basicamente, dois caminhos. A concessionária tentará defender a permanência ou a caducidade é declarada. Neste caso, a administração voltaria para o governo, como era antes de 2012. Portanto, se, eventualmente, o edital não for lançado em junho, Viracopos não terá automaticamente a concessão anulada. Haverá, ainda, a abertura do processo de caducidade. O que falta para poder lançar? O principal impasse que fez a discussão sobre a solução consensual não avançar na Secretaria de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos (SecexConsenso), braço do TCU criado para tentar solucionar problemas relacionados a concessões federais, foram as divergências em relação ao cálculo de indenização. Depois do arquivamento do processo no TCU, a concessionária voltou a se apegar a um processo de arbitragem na Justiça para buscar a definição sobre a indenização. Em paralelo a isso, a Anac divulgou o cálculo de ressarcimento que ela considera ser legítimo: R$ 2,5 bilhões, "a valores de 31 de dezembro de 2022, pelos investimentos realizados no aeroporto e ainda não amortizados". O ministro e presidente do TCU, Bruno Dantas, determinou que a Anac submeta esse cálculo a uma empresa de auditoria independente, o que é obrigatório antes do edital ser lançado, mas, a dois meses do prazo final, ainda não aconteceu. O que dizem Anac, governo federal e concessionária? Em nota enviada ao g1, a Anac disse que aguarda a aprovação dos documentos jurídicos da relicitação de Viracopos pelo TCU para, "imediatamente, publicar o edital e dar encaminhamento ao leilão". "Quanto à indenização pelos investimentos realizados pela concessionária e ainda não amortizados, a Agência informa que já aprovou os valores a serem indenizados e os encaminhou para avaliação do Tribunal. Em paralelo, a Anac segue com o processo de contratação da empresa de auditoria independente para análise de conformidade do procedimento adotado para os cálculos, nos termos do Decreto nº 9.957/2019. A Anac está confiante de que atenderá os prazos da relicitação, em atendimento à decisão do Tribunal de Contas da União (TCU)", diz o texto da nota. O Ministério de Portos e Aeroportos informou que acompanha de perto as discussões em torno da relicitação do Aeroporto de Viracopos e lamenta que não tenha sido possível alcançar um consenso na comissão de solução consensual instaurada pelo Tribunal de Contas da União no ano passado. "O ministério adotará todas as medidas, em conjunto com a Agência Nacional de Aviação Civil para que a relicitação traga novos investimentos e melhorias para Viracopos", completou a pasta federal. A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos pontuou, também em nota, que confia que a Anac apresentará o cálculo da correta indenização à ABV, auditada antes do edital, conforme a legislação vigente à época do Termo Aditivo, "e que o respectivo pagamento ocorrerá previamente à possível transferência do ativo, também conforme previsto em lei". "A ABV reafirma seu compromisso com a continuidade da prestação de serviços, objeto da concessão, nos elevados padrões de qualidade já reconhecidos ao longo dos quase 13 anos de vigência do contrato", finalizou. Sede do Tribunal de cotnas da União (TCU), em Brasília. Divulgação/TCU Histórico do imbróglio Por conta da crise financeira e depois de encerrar o processo de recuperação judicial, a concessionária de Viracopos manifestou interesse na relicitação. No entanto, o aeroporto se reequilibrou e voltou a atingir números positivos de fluxo de passageiros, batendo recorde histórico por dois anos seguidos, em 2022 e 2023, o que foi possível que a concessionária se reestruturasse e reunisse argumentos para recorrer à solução consensual, e tentar mostrar que a continuidade de concessão era a melhor alternativa. Torre do controle no Aeroporto de Viracopos, em Campinas Fernando Pacífico/g1 A relicitação A relicitação foi a única a esperança da atual concessionária após a crise financeira que gerou uma dívida de R$ 2,88 bilhões - esse valor é de outorgas vencidas e dívidas com bancos que ainda vão vencer. O débito, inclusive, não está mais sob responsabilidade da concessionária porque foi incluído no decreto de arbitragem. O último plano de recuperação judicial do aeroporto foi protocolado à Justiça no dia 12 de dezembro de 2019. Desta data até o dia da aprovação, em fevereiro de 2020, Viracopos e os principais credores, entre eles a Anac e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), se reuniram para tentar chegar a um acordo e definiram que a proposta seria votada na assembleia desde que Viracopos aceitasse a relicitação. Depois de aceita em assembleia, a recuperação judicial de Viracopos foi encerrada pela Justiça no dia 10 de dezembro de 2020. A partir disso, começou o processo de relicitação. Em agosto de 2021, a Anac aprovou o edital dela. A concessionária já havia sinalizado a intenção de devolver a concessão em julho de 2017, mas emperrou na lei 13.448/2017, que regulamenta as relicitações de concessões aeroportuárias, ferroviárias e rodoviários do Brasil e só teve o decreto publicado em agosto de 2019. A crise A crise de Viracopos se agravou na metade de 2017, quando a concessionária manifestou o interesse da relicitação, mas, por conta da não regulamentação da lei, apostou na recuperação judicial para solucionar a crise. A Aeroportos Brasil protocolou o pedido em 7 de maio de 2018 na 8ª Vara Cível de Campinas. Viracopos também foi o primeiro aeroporto do Brasil a pedir recuperação. O aeroporto sempre brigou por reequilíbrios no contrato de concessão por parte da Anac. De acordo com a concessionária, a agência descumpriu itens que contribuíram para a perda de receita da estrutura. A Infraero detém 49% das ações de Viracopos. Os outros 51% são divididos entre a UTC Participações (48,12%), Triunfo Participações (48,12%) e Egis (3,76%), que formam a concessionária. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas