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Haddad pede 'parcimônia' à equipe da Fazenda ao revisar projeção de crescimento econômico


18/07/2024 16:49 - g1.globo.com


Ministro citou impacto financeiro das enchentes do Rio Grande do Sul como motivo para o pedido. Gasto não impacta meta fiscal, mas pode afetar crescimento geral da economia. Fernando Haddad ALOISIO MAURICIO/ESTADÃO CONTEÚDO O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (18) que pediu "parcimônia" de sua equipe na revisão da expectativa de Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, diante do impacto das enchentes no Rio Grande do Sul. "Eu estou pedindo parcimônia da Secretaria de Política Econômica na revisão de PIB, fazer com bastante cuidado. Nós estamos recebendo informações e dados que sustentariam uma reprojeção, mas pedi cautela, para avaliar bem se essa reprojeção deve ser feita", declarou. Haddad ressaltou que "os dados da economia estão vindo muito bem, consistentes e com baixa pressão nos preços, o que é ótimo, crescer com inflação controlada". A Secretaria de Política Econômica apresenta, na tarde desta quinta-feira (18), o Boletim Macrofiscal. O relatório bimestral traz projeções do PIB e inflação para o ano. Na última divulgação do boletim, em maio, a equipe da Fazenda aumentou a projeção de PIB para 2,5% neste ano, em relação a 2023. Contudo, o cálculo não considerou o impacto financeiro do desastre no Rio Grande do Sul, que enfrentou fortes chuvas e enchentes no entre abril e maio deste ano. FMI revê projeção do PIB do Brasil: para baixo em 2024 e para cima em 2025 Na ocasião, o governo disse que "a magnitude do impacto depende da ocorrência de novos eventos climáticos, de transbordamentos desses impactos para estados próximos e do efeito de programas de auxílio fiscal e de crédito nas cidades atingidas pelas chuvas". O PIB do Rio Grande do Sul tem peso de aproximadamente 6,5% no PIB nacional. Em maio, a estimativa era que as chuvas levariam a perdas na economia principalmente no segundo trimestre, que seriam compensadas ao longo do ano. Segundo a área econômica, atividades ligadas à agropecuária e à indústria de transformação deveriam ser as mais impactadas. Por causa das fortes chuvas no estado, o governo federal abriu crédito extraordinário para o Rio Grande do Sul e lançou linhas de crédito para empreendedores, financiamento de casas pelo Minha Casa Minha Vida, e outros programas de assistência.



Governo cria comissão que vai elaborar regras para transporte aéreo de animais


18/07/2024 13:58 - g1.globo.com

Medida vem depois da morte do cachorro Joca, enviado para outro destino em um voo da Gol. Os trabalhos do grupo devem ser concluídos em 30 dias. O governo lançou nesta quinta-feira (18) uma comissão que vai elaborar as regras para transporte aéreo de animais. A medida vem depois da morte do cachorro Joca, enviado para outro destino em um voo da Gol (veja vídeo abaixo). A comissão foi criada pelo Ministério de Portos e Aeroportos e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para avaliar as contribuições da sociedade em consulta pública. Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo conclui laudo da morte do cachorro Joca Coordenada pela Anac, a comissão vai ouvir técnicos dos órgãos competentes e analisar as 3,4 mil contribuições recebidas. Segundo o ministério, é o maior número de contribuições já recebidas pela agência. Segundo o secretário de Aviação Civil, Tomé Franco, os trabalhos da comissão devem ser concluídos em até 30 dias. Durante o lançamento, o deputado federal Fernando Marangoni afirmou que o resultado dessa comissão pode subsidiar normas infralegais, como resoluções da Anac, e projetos de lei que tratem do tema. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o grupo ainda vai decidir a forma da regulação. "Estamos discutindo se através de um projeto de lei ou através de resoluções da própria Anac, que esse grupo técnico vai discutir em 30 dias. E esperamos que em agosto a primeira legislação do país e a primeira regulamentação da própria Anac", afirmou. Costa Filho ressaltou a necessidade de garantir a rastreabilidade dos pets, com acompanhamento pelos tutores, a instalação de câmeras nos porões dos aviões e responsabilização das equipes nos aeroportos. "Hoje, nós temos no país mais de 80 mil transportes [de animais] anualmente, 8% são transportados no porão, mas a gente precisa criar no Brasil uma legislação clara, que possa dar segurança à aviação animal no país, para que a gente não tenha casos como o do Joca", declarou. Além do ministério e da Anac, o grupo será formado por representantes dos seguintes órgãos: Ministério da Agricultura e Pecuária; Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima; Ministério da Saúde; Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania; Agência Nacional de Vigilância Sanitária; Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis; Conselho Federal de Medicina Veterinária.



Após vários adiamentos, governo envia convites para lançamento do Voa Brasil desidratado


18/07/2024 13:55 - g1.globo.com


Programa para facilitar acesso a bilhetes aéreos de até R$ 200 será lançado na próxima quarta. Lula ainda não confirmou presença em evento do Ministério de Portos e Aeroportos. Governo vai disponibilizar um site para a busca de passagens a até R$ 200 pelo trecho Divulgação Aeroporto de Cabo Frio Adiado diversas vezes, o Voa Brasil deve ser lançado na próxima quarta-feira (24), em cerimônia no Ministério de Portos e Aeroportos. A data consta em convites que já começaram a ser distribuídos, aos quais o g1 teve acesso. O evento vai contar com a presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não confirmou se vai participar. No convite, o Voa Brasil é chamado de "primeiro programa de inclusão social da aviação brasileira". O programa foi anunciado pelo então ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, nos primeiros meses do governo Lula. O lançamento foi adiado algumas vezes (relembre no vídeo abaixo). A mais recente delas em abril, quando o atual ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, chegou a anunciar a data de lançamento em suas redes sociais, que sria em 17 de abril. O evento, no entanto, foi cancelado por causa da agenda de Lula. O programa também foi desidratado em relação ao anúncio inicial. A versão mais recente terá uma primeira fase focada em aposentados, conforme mostrou o g1. "Voa Brasil" será adiado mais uma vez O governo vai disponibilizar um site para a busca de passagens a até R$ 200 pelo trecho. Também será necessário ter cadastro do gov.br. Com base nessas informações, o sistema já saberá se a pessoa viajou de avião ou não no último ano. Quando encontrar uma passagem que deseja, o aposentado será redirecionado pelo portal para o site da própria companhia aérea, já na parte para finalizar a compra.



Governo cita 'descontrole' no BPC; pente-fino pode incluir recadastramento de beneficiários


18/07/2024 12:55 - g1.globo.com

Ana Flor: combate de fraudes em benefícios vai ajudar a fechar as contas O governo federal está surpreso com os dados do Benefício de Prestação Continuada (BPC) – e com o crescimento no número de pedidos de acesso aos pagamentos. O pente-fino nos programas sociais deve começar por ele, e pode incluir um recadastramento dos beneficiários. O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, afirmou ao blog que são cerca de 170 mil novos pedidos por mês apenas para a inclusão no BPC, o que causa estranheza na área técnica. No Bolsa Família, a revisão dos cadastros já vem ocorrendo desde o ano passado. O Benefício de Prestação Continuada (BPC) garante um salário mínimo por mês ao idoso ou à pessoa com deficiência de qualquer idade, mesmo que não tenha contribuído para a Previdência Social – desde que atendidos critérios de renda familiar. Segundo o governo, o pagamento desse benefício custa 1% do PIB ao ano. Na manhã desta quinta-feira (18), o presidente Lula se reúne com membros do núcleo do governo, da equipe econômica e representantes da Polícia Federal e do INSS para falar de fraudes em benefícios. A possível economia de gastos com o combate às fraudes e irregularidades é considerada essencial para ajudar a área economica a cumprir a meta fiscal deste ano – e, em especial, de 2025. Lula se reúne hoje com equipe econômica para discutir bloqueios Economia prevista pode chegar a R$ 80 bi Integrantes do governo ouvidos pelo blog dizem que a economia ao sanear a base dos benefícios sociais pode chegar a R$ 80 bilhões – cifra que ajudaria, e muito, o governo a bater a meta fiscal. O foco é na revisão de auxílios, aposentadorias e pensões. O governo diz ver um "descontrole" dos pagamentos nos últimos anos – em especial, a partir da pandemia, quando foram suspensos os recadastramentos e as perícias. "Os benefícios precisam ser pagos para quem realmente precisa, porque estamos falando do dinheiro dos contribuintes brasileiros", disse ao blog o ministro da Casa Civil. Despesas vinculadas ao mínimo preocupam O crescimento das despesas obrigatórias atreladas ao salário mínimo preocupa a área econômica. O BPC é um desses gastos. O governo vem sendo pressionado a abraçar um "plano de desvinculação" entre o salário mínimo e os benefícios sociais, sobretudo em razão da promessa de Lula de seguir elevando o mínimo acima da inflação. A desvinculação, no entanto, enfrenta enorme resistência. Lula chegou a afirmar que, enquanto for presidente, não vai desvincular as aposentadorias do salário mínimo, por exemplo. O governo tem jogado a responsabilidade do descontrole na gestão Jair Bolsonaro. Além da pandemia, medidas populistas para ajudar na tentativa de reeleição do hoje ex-presidente são citadas como parte do descontrole na concessão de benefícios.



Dólar sobe e bate R$ 5,57, com fiscal e decisão de juros do BCE no radar; Ibovespa tem queda


18/07/2024 12:01 - g1.globo.com


Na véspera, a moeda norte-americana avançou 1%, cotada em R$ 5,4833. Já o principal índice de ações da bolsa opera em alta. Notas de 1 dólar Rafael Holanda/g1 O dólar abriu sem direção única nesta quinta-feira (18), mas logo virou para o território positivo e atingiu a marca de R$ 5,57, conforme investidores monitoravam o noticiário fiscal e corporativo local e aguardavam novos sinais sobre os juros norte-americanos e europeus. Por aqui, as atenções ficam voltadas para as discussões em torno do Orçamento, com expectativa de que novos bloqueios de despesas sejam anunciados em breve, em mais uma tentativa do governo de conseguir alcançar o déficit zero neste ano. No noticiário corporativo, destaque para o preço e o volume final das ações da Sabesp compradas durante o processo de privatização da companhia de saneamento, que devem ser divulgados hoje. Já no exterior, além de novos dados econômicos dos Estados Unidos, o mercado avalia a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que manteve os juros da zona do euro inalterados. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, operava em queda. Veja abaixo o resumo dos mercados. ENTENDA: A cronologia da disparada do dólar motivada pelos juros nos EUA, o cenário fiscal brasileiro e as declarações de Lula CONSEQUÊNCIAS: Alta do dólar deve pressionar inflação e impactar consumo das famílias no 2º semestre, dizem especialistas Dólar Às 14h13, o dólar subia 1,55%, cotado em R$ 5,5683. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,5708. Veja mais cotações. Na véspera, a moeda subiu 1%, cotada em R$ 5,4833. Com o resultado, acumulou: alta de 0,96% na semana; recuo de 1,88% no mês; avanço de 13% no ano. Ibovespa No mesmo horário, o Ibovespa operava em queda de 1,20%, aos 127.898 pontos. Na véspera, o índice avançou 0,26%, aos 129.450 pontos. Com o resultado, acumulou: alta de 0,43% na semana; ganhos de 4,47% no mês; perdas de 3,53% no ano. LEIA TAMBÉM 30 anos do Real: como era a vida antes do plano econômico que deu origem à moeda brasileira DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O que está mexendo com os mercados? O noticiário internacional é o principal foco dos negócios nesta quinta-feira, com destaque para a nova decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). A instituição decidiu, mais uma vez, manter os juros inalterados na zona do euro, sem dar nenhuma indicação sobre seus próximos passos. O argumento para a decisão foi que as pressões internas de preços continuam altas e que a inflação ficará acima de sua meta até o próximo ano. "O Conselho do BCE continuará a seguir uma abordagem dependente de dados e reunião a reunião para determinar o nível apropriado e a duração da restrição", disse o BCE em comunicado. Além disso, novos dados econômicos dos Estados Unidos também ficam no radar, com os pedidos de seguro-desemprego e índices da indústria norte-americana. Segundo dados do Departamento de Trabalho dos EUA, o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego aumentou mais do que o esperado na semana passada, para 243 mil. Os dados devem ajudar a nortear os mercados sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na condução dos juros do país. Na véspera, o presidente da distrital da instituição em Richmond, Tom Barkin, afirmou que o mercado de trabalho dos EUA está esfriando, mas destacou que ainda há falta de mão de obra em alguns setores. "Esse mercado parece estar apertado, mas não muito apertado", afirmou, acrescentando que observa atentamente a taxa de desemprego do país. Além disso, a corrida eleitoral dos Estados Unidos também segue sob os holofotes. Após o atentado sofrido pelo ex-presidente Donald Trump no último sábado, uma onda de favoritismo pelo republicano tomou conta do país O cenário ainda se agravou em meio à turbulência da candidatura à reeleição do presidente norte-americano, Joe Biden, com vários líderes democratas pressionando por um encerramento de sua campanha. Biden, de 81 anos, até agora se recusou a atender aos apelos públicos de 20 democratas do Congresso para que se afastasse, depois de um desempenho vacilante em debate no dia 27 de junho contra Trump, de 78 anos. Seus problemas ainda foram agravados na quarta-feira, quando ele testou positivo para Covid-19 durante uma visita de campanha a Nevada. Já no mercado local, investidores continuam atentos para o quadro fiscal brasileiro. A expectativa é que novos bloqueios e contingenciamentos no Orçamento de 2024 sejam divulgados em breve pela equipe econômica, que busca cumprir as regras do arcabouço fiscal. Nesta quinta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que pediu "parcimônia" de sua equipe na revisão da expectativa de Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, diante do impacto das enchentes do Rio Grande do Sul. "Eu estou pedindo parcimônia da Secretaria de Política Econômica na revisão de PIB, fazer com bastante cuidado. Nós estamos recebendo informações e dados que sustentariam uma reprojeção, mas pedi cautela, para avaliar bem se essa reprojeção deve ser feita", declarou. Segundo o blog do Valdo Cruz, a equipe econômica já avisou ao Palácio do Planalto que um novo bloqueio de verbas no Orçamento deste ano, agora em julho, será inevitável para cumprir a meta fiscal de zerar o déficit público (deixar as receitas e despesas equivalentes). A decisão deve ser anunciada no próximo dia 22. Até o momento, a equipe econômica avalia que o contingenciamento será de no mínimo R$ 10 bilhões. Agentes de mercado, contudo, esperam ao menos R$ 30 bilhões para que a meta de déficit zero seja cumprida. *Com informações da agência de notícias Reuters.



Tebet descarta interromper programas sociais e obras do PAC já iniciadas para cortar gastos


18/07/2024 11:31 - g1.globo.com


Declaração vem em um momento em que o governo discute bloqueios no Orçamento para equilibrar as contas públicas. Lula e ministros se reúnem na tarde desta quinta-feira (18) para tratar do assunto. Ministra do Planejamento, Simone Tebet, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministra. Reprodução/CanalGov A ministra do Planejamento, Simone Tebet, descartou nesta quinta-feira (18) interromper programas sociais e obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já iniciadas, principalmente nas áreas de saúde e educação. "Não tem nenhuma, nenhuma sinalização, nenhuma, de que o PAC, especialmente na área da educação e da saúde, vai ter corte", disse Tebet ao programa "Bom Dia, Ministra" do CanalGov. A declaração vem em um momento em que o governo discute bloqueios no Orçamento para equilibrar as contas públicas. Tebet descarta interromper programas sociais e obras do PAC já iniciadas para corte gastos Na tarde desta quinta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne com ministros no Palácio do Planalto e deve discutir cortes no Orçamento. Além de Tebet, estão previstos para comparecer à reunião: Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda) e Esther Dweck (Gestão). O governo tem como meta zerar o déficit fiscal em 2024. Isso significa igualar despesas e receitas, sem gastar mais do que arrecada. Segundo Tebet, o PAC está preservado. "Ainda que a gente tenha que fazer cortes temporários, contingenciamento ou bloqueios em obras de infraestrutura a gente faz naquelas que não iniciaram ou que não iniciariam agora para que a gente possa depois de dois meses --porque a cada dois meses a gente faz essa revisão — repor de outra forma", declarou Tebet. A ministra destacou que o governo pretende reestruturar alguns programas sociais, com cortes de gastos "naquilo que estiver efetivamente sobrando", com fiscalização de fraudes e irregularidades. "Obviamente, na hora que tiver que cortar, nós vamos reestruturar alguns programas. Nós temos que fazer reformas estruturantes para poder ter [recursos] para aquilo que mais precisa. Onde mais precisa? E eu sou professora, então educação, saúde", declarou. Ana Flor: corte no Orçamento pode ficar entre R$ 10 bi e R$ 20 bi Programas sociais Quando citou os cortes, Simone Tebet mencionou o pente-fino que o governo tem feito em cadastros nos últimos meses, como de beneficiários do Bolsa Família e de benefícios permanentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo Tebet, com o crescimento da economia e aumento no número de empregos formais, foi necessário revisar os cadastros do programa. "Isso significa que muita gente que precisava do Bolsa Família não precisa mais. Então, consequentemente, tem muita gente recebendo e que já está empregado, às vezes não está com carteira de trabalho justamente para continuar com o benefício. Então, nós fizemos um filtro e conseguimos 'economizar' R$ 12 bilhões", declarou. Bolsa Família tem fila de espera de 700 mil; gastos com o programa já estão acima do previsto "Uma parte [dos 12 bilhões] foi para outras políticas públicas, uma parte para a gente resolver esse problema do déficit fiscal, mas grande parte desse dinheiro foi para repor políticas públicas que foram abandonadas e para puxar a fila [do Bolsa Família]", disse. Desde o ano passado, o governo tem buscado por possíveis irregularidades. Um exemplo é a exclusão de quase 2 milhões das famílias unipessoais, que tem apenas um integrante. São pessoas de baixa renda que dizem ser solteiras e não ter filhos. Em reunião na manhã desta quinta, Lula e ministros debateram a revisão de benefícios. A informação foi confirmada, horas depois, pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ainda segundo Tebet, não há possibilidade de que essas revisões impactem no fim do Benefício de Prestação Continuada (BPC). "Estamos analisando suspeitas no INSS, não vai acabar o BPC, muito pelo contrário, BPC é uma política sagrada [...]. Agora, o que não pode é uma única pessoa ter duas carteiras, dois CPFs, dois RGs, ela vai numa agência recebe por aqui, vai em outra agência recebe por lá. E aí gente precisando, fora [do benefício] Então conseguimos fazer revisão de gastos com inteligência, racionalidade e justiça social. Agora, precisamos fazer cortes", arrematou Tebet.



Álcool ou gasolina: veja qual compensa mais no seu estado após alta dos combustíveis


18/07/2024 07:30 - g1.globo.com


Calculadora do g1 mostra que, em geral, a relação entre preços está melhor para quem opta por abastecer com gasolina; faça a simulação para os preços do seu posto. Gasolina atinge R$ 5,97, valor mais alto em 9 meses O preço médio da gasolina subiu R$ 0,12 nos postos de combustíveis do país na última semana, para R$ 5,97, após reajuste feito pela Petrobras às distribuidoras. Apesar disso, o combustível está mais vantajoso em 17 estados para abastecer veículos flex, enquanto o álcool está valendo mais a pena em 9 estados e no Distrito Federal. É o que mostra a calculadora de combustíveis do g1, com base nos preços médios nos postos encontrados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) entre os dias 7 e 13 de julho. A calculadora do g1 considera o preço e o rendimento de cada combustível. Segundo especialistas, em geral, o etanol é mais vantajoso quando está custando até 70% do preço da gasolina. (entenda mais abaixo) Veja abaixo qual combustível compensa mais em cada estado: Preços médios do etanol e da gasolina nos estados e no DF, em R$ De acordo com o diretor-executivo da AbriLivre, Rodrigo Zingales, o ambiente mais favorável para a gasolina em alguns estados pode ser justificado, entre outros pontos, pelo seguinte movimento: alta no preço do etanol vendido pelo produtor à distribuidora, o que eleva o custo do combustível nos postos; política de preços da Petrobras, que ajuda a segurar o repasse dos aumentos da cotação do petróleo no mercado internacional; e custos de importação ainda comportados, o que ajuda a manter os preços da gasolina. "Em junho, a partir da MP que impediria a compensação da PIS/Cofins, distribuidoras anunciaram altas na gasolina, no diesel e no etanol", diz Zingales. As altas, em princípio, não afetaram a competitividade entre etanol e gasolina. Chamada de MP da compensação, a medida não evoluiu no Congresso Nacional. O levantamento feito pelo g1 considera o preço médio por estado, com base nas pesquisas feitas pela ANP ao longo da semana de 7 a 13 de julho. Na calculadora abaixo, você pode conferir qual combustível mais vale a pena de acordo com os preços exatos que você encontrar no posto. Faça o cálculo: Como funciona a calculadora? O cálculo da ferramenta do g1 é o seguinte: quando você seleciona e insere o preço do álcool, esse valor é dividido por 0,70 — ou seja, 70%. Já no caso da gasolina, o preço é multiplicado por 0,70. Por que a regra dos 70%? O professor Marcelo Alves, do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli/USP explica que esse cálculo é baseado no poder calorífico dos combustíveis, que significa a quantidade de energia existente na molécula de cada um deles. Moléculas são propriedades de uma substância composta por um ou mais átomos. Os átomos são, por sua vez, formadores de matéria. Ou seja, tudo aquilo que ocupa espaço e possui massa. "O poder calorífico significa, portanto, o quanto você consegue extrair de energia por massa de combustível. Ou seja, por unidade de massa de combustível", diz. Entenda a lógica da calculadora do g1 para o valor do combustível O professor elenca ainda outras especificações, considerando a densidade (relação entre a massa de um material e o que ele ocupa) de cada combustível. "Em um dia frio, por exemplo, tanto a gasolina quanto o álcool ficam mais densos, e essa variação de densidade não é igual para os dois." "A regra dos 70%, portanto, é válida como um número indicativo, baseado em um dado empírico [confirmado a partir de experiências]", reforça. Ele esclarece ainda que pode haver uma diferença conforme cada veículo, incluindo se o sistema de injeção de combustível no motor for otimizado para queimar etanol ou gasolina. "Portanto, o motorista precisa analisar uma média para o seu próprio carro", sugere. Gasolina combustível etanol diesel posto de combustíveis bomba Marcelo Camargo/Agência Brasil 4,81 4,69 4,67 4,31 4,43 4,74 3,94 4,19 3,99 4,52 3,77 4,08 4,19 4,54 4,39 4,08 4,52 4,25 4,22 5,31 4,55 4,83 4,81 4,29 3,78 4,78 4,39



Encomendas internacionais: veja empresas que estão no programa da Receita Federal e as que buscam habilitação


18/07/2024 07:01 - g1.globo.com

Ao todo, são 9 empresas já certificadas pela Receita no programa 'Remessa Conforme', que prevê imposto menor para compras internacionais. Alíquota para produtos de até US$ 50 sobe para de zero para 20% a partir de agosto. Há outras 8 empresas em processo de implantação. A Secretaria da Receita Federal já certificou nove empresas no programa Remessa Conforme, que contempla tributação menor para compras em sites internacionais. Entre elas, estão o Mercado Livre, a Magazine Luiza, a Shein e a Shopee, entre outras. Há ainda oito empresas em processo de adesão ao programa. (veja a lista completa mais abaixo nessa reportagem). Esse programa da Receita prevê alíquota menor para as compras feitas no exterior. Para aquisições de até US$ 50, a alíquota de imposto federal, atualmente, é de zero. Mas ela subirá para 20% a partir de agosto deste ano — para as empresas certificadas pelo programa. A cobrança de 20% não incidirá sobre medicamentos comprados por pessoas físicas. As empresas que estão fora do Remessa Conforme estão sujeitas a uma tributação maior, de 60% em imposto de importação. Além do imposto de importação, federal, há também o ICMS estadual, com alíquota de 17%. Dados do Fisco indicam que as encomendas do exterior que chegam ao país alcançaram, neste ano, o "pico" de até 18 milhões de remessas internacionais por mês. Lula sanciona taxação das compras internacionais de até US$ 50 Como é feito o cálculo dos tributos Segundo a Receita Federal, o imposto de importação incide primeiro e, somente depois, há tributação pelo ICMS — o que encarece o produto importado. Por exemplo, se um produto custa R$ 100 nos sites internacionais, primeiro será cobrado o imposto de importação de 20%, elevando o preço para R$ 120. Sobre esse preço de R$ 120, incide o ICMS estadual. Nesse exemplo, seriam cobrados mais 17% sobre R$ 120, o equivalente a R$ 20,4, aumentando o preço final do produto para R$ 140,4. Na última sexta-feira, o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, informou que o preço de venda das mercadorias em plataformas de mercadorias do exterior já trará, embutida, a cobrança dos tributos. Veja as empresas que já aderiram ao programa da Receita 3Cliques: https://www.3cliques.io Aliexpress: https://pt.aliexpress.com Amazon: www.amazon.com.br e www.amazon.com Magazine Luiza: www.magazineluiza.com.br Mercado Livre: https://www.mercadolivre.com.br Shein: https://br.shein.com Shopee: www.shopee.com.br Sinerlog Store: https://www.store.sinerlog.global Temu: www.temu.com/br Empresas que estão com o programa ainda em implantação Segundo a Receita Federal, estes sites ainda não possuem os requisitos para "redução da alíquota do Imposto de Importação (0%) ainda implementados" -- taxação que subirá para 20% a partir de agosto. Wish US Closer Tiendamia Puritan Muifabrica LifeOne IHerb Fornececlub Cronosco: https://www.cronosco.com.br/ Cellshop: https://cellshop.com.br/ Addmall: https://addmall.com.br/ Taxação a partir de agosto A taxação com alíquota de 20% do imposto de importação a partir de agosto, para compras de até US$ 50, foi estabelecida pelo Congresso Nacional após pressão do setor produtivo sobre deputados e senadores. Até o fim desse mês, para as empresas que estão no Remessa Conforme, a alíquota é de zero em imposto de importação. A crítica era de que, com a isenção, os produtos comprados no exterior, principalmente na China, ingressavam no país mais baratos do que os nacionais — prejudicando a geração de empregos no país. "O Congresso Nacional teve enorme sensibilidade e compreendeu que não faz nenhum sentido ter uma política de favorecimento de produtos vindos do exterior em detrimento dos produzidos e vendidos no Brasil", avaliou o presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Jorge Gonçalves Filho. No ano passado, segundo a Receita, os consumidores brasileiros gastaram R$ 6,42 bilhões em um total de pouco mais de 210 milhões de encomendas internacionais. A maior parte dos pacotes não pagou imposto de importação.



Bolsa Família 2024: pagamentos de julho começam nesta quinta-feira; veja calendário


18/07/2024 03:00 - g1.globo.com


Primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. Pagamento previsto é de R$ 600 por família, com possíveis adicionais; valores serão pagos de forma escalonada até o fim do mês. Calendário do Bolsa Família 2024 é divulgado. MDS A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de julho do Bolsa Família nesta quinta-feira (18). Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o benefício será pago durante os últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada — com exceção de dezembro, quando o calendário é antecipado. Há exceção também para os moradores de municípios em situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo governo federal. Para essas pessoas, o pagamento será realizado de forma unificada, no primeiro dia do repasse, independentemente do número final do NIS. O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de: R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos; R$ 50 por bebê de até seis meses. Confira o calendário do Bolsa Família para julho de 2024: Final do NIS: 1 - pagamento em 18/7 Final do NIS: 2 - pagamento em 19/7 Final do NIS: 3 - pagamento em 22/7 Final do NIS: 4 - pagamento em 23/7 Final do NIS: 5 - pagamento em 24/7 Final do NIS: 6 - pagamento em 25/7 Final do NIS: 7 - pagamento em 26/7 Final do NIS: 8 - pagamento em 29/7 Final do NIS: 9 - pagamento em 30/7 Final do NIS: 0 - pagamento em 31/7 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Agosto: de 19/8 a 30/8; Setembro: de 17/9 a 30/9; Outubro: de 18/10 a 31/10; Novembro: de 18/11 a 29/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família 2024: pagamentos começam nesta quinta-feira; veja calendário Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.



Mega-Sena pode pagar R$ 47 milhões nesta quinta-feira


18/07/2024 03:00 - g1.globo.com


As apostas podem ser feitas até as 19h em lotéricas ou pela internet. Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h Marcelo Brandt/G1 O concurso 2.750 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 47 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h desta quinta-feira (18), em São Paulo. No concurso da última terça (16), ninguém levou o prêmio máximo. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer. A Mega soma três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.



+Milionária, concurso 164: prêmio acumula e vai a R$ 247 milhões


17/07/2024 23:02 - g1.globo.com


Catorze apostas que acertaram cinco dezenas e dois trevos vão levar R$ 41,5 mil cada. Próximo sorteio será no sábado (20). Mais Milionária bilhete volante Rafael Leal /g1 O sorteio do concurso 164 da +Milionária foi realizado na noite desta quarta-feira (17), em São Paulo, e nenhuma aposta acertou a combinação de seis dezenas e dois trevos. Com isso, o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 247 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp De acordo com a Caixa Econômica Federal, 14 apostas acertaram cinco dezenas e dois trevos e vão levar R$ 41.544,98 cada. Veja os números sorteados: Dezenas: 10 - 11 - 14 - 21 - 22 - 50 Trevos: 2 - 5 Os outros ganhadores são: 5 acertos + 1 ou nenhum trevo - 91 apostas ganhadoras: R$ 2.840,68 4 acertos + 2 trevos - 298 apostas ganhadoras: R$ 929,41 4 acertos + 1 ou nenhum trevo - 3273 apostas ganhadoras: R$ 84,62 3 acertos + 2 trevos - 4957 apostas ganhadoras: R$ 50,00 3 acertos + 1 trevo - 30319 apostas ganhadoras: R$ 24,00 2 acertos + 2 trevos - 34063 apostas ganhadoras: R$ 12,00 2 acertos + 1 trevo - 207938 apostas ganhadoras: R$ 6,00 +Milionária, concurso 164 Reprodução/Caixa +Milionária: veja como jogar na loteria da Caixa Sobre a +Milionária As chances de vencer na loteria são ainda menores do que na Mega-Sena tradicional: para levar o prêmio máximo, é preciso acertar seis dezenas e dois “trevos”. (veja no vídeo mais abaixo) O valor de uma aposta simples é de R$ 6. Com ela, o apostador pode escolher 6 números de 50 disponíveis e mais 2 trevos, dentre os seis disponíveis. Para apostas múltiplas, é possível escolher de seis a 12 números e de dois a seis trevos, com preços que chegam a R$ 83,1 mil. A +Milionária teve seu primeiro sorteio em maio de 2022. Na época, a Caixa informou que ela foi a primeira modalidade "a oferecer prêmio mínimo de dois dígitos de milhões". Cada concurso distribui o valor mínimo de R$ 10 milhões. Saiba mais aqui. Além disso, a +Milionária se destaca por ter dez faixas de premiação. São elas: 6 acertos + 2 trevos 6 acertos + 1 ou nenhum trevo 5 acertos + 2 trevos 5 acertos + 1 ou nenhum trevo 4 acertos + 2 trevos 4 acertos + 1 ou nenhum trevo 3 acertos + 2 trevos 3 acertos + 1 trevo 2 acertos + 2 trevos 2 acertos + 1 trevo



Preço médio da gasolina sobe R$ 0,12 nos postos após aumento pela Petrobras, mostra ANP


17/07/2024 21:01 - g1.globo.com


O valor representa uma alta de 2,05% em relação à semana anterior. Etanol e diesel também ficaram mais caros. Veja na calculadora do g1 a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Gasolina atinge R$ 5,97, valor mais alto em 9 meses O preço médio do litro da gasolina subiu 2% nos postos de combustíveis do país na última semana. A alta veio após a Petrobras anunciar um aumento do valor de venda do combustível para as distribuidoras. O dado consta no último levantamento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado nesta quarta-feira (17). A pesquisa é referente à semana de 7 a 13 de julho. Veja a variação de preços no período: ▶️ Gasolina: O combustível foi comercializado, em média, a R$ 5,97. O valor representa uma alta de 2,05% em relação aos R$ 5,85 da semana anterior. O preço máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 7,99, segundo a ANP. ▶️ Etanol: O preço médio do etanol, por sua vez, subiu para R$ 3,96. O valor representa um aumento de 2,59% frente aos R$ 3,86 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 5,99. ▶️ Diesel: O litro do diesel também aumentou, encontrado, em média, a R$ 5,94. O valor representa uma alta de 0,68% frente aos R$ 5,90 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 7,82. Veja mais abaixo, na calculadora do g1, qual a opção mais vantajosa na hora de abastecer. Posto de gasolina combustível Marcello Casal Jr/Agência Brasil Calculadora do g1 Confira qual combustível vale mais a pena: Como funciona a calculadora? O cálculo médio é feito a partir do preço e do rendimento de cada combustível. Com a oscilação dos valores da gasolina e do etanol nos postos, a opção mais vantajosa pode variar. Segundo especialistas, o etanol vale mais a pena quando está custando até 70% do preço da gasolina. Entenda o cálculo. Reajuste pela Petrobras A Petrobras anunciou em 8 de julho um aumento de 7,11% no preço da gasolina para as distribuidoras. A alta foi de R$ 0,20, chegando a R$ 3,01 por litro. A medida passou a valer no dia seguinte. Na ocasião, especialistas passaram a estimar um aumento de 2,50% nas bombas ao consumidor, além de impactos no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do país), em julho. O último reajuste da gasolina feito pela Petrobras havia sido em outubro de 2023, com uma redução de R$ 0,12 (para R$ 2,81 o litro). (veja o histórico no gráfico abaixo) Mudança na política de preços A petroleira anunciou em maio de 2023 mudanças em sua política de preços. Desde então, a estatal não segue mais a política de paridade internacional (PPI), que reajustava o preço dos combustíveis com base nas variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior. A companhia explicou que seus preços para as distribuidoras estariam no intervalo entre: o maior valor que um comprador pode pagar antes de querer procurar outro fornecedor; e o menor valor que a Petrobras pode praticar na venda mantendo o lucro. Vale lembrar que os valores praticados pela petroleira não são os mesmos dos postos de combustíveis. Os preços nas bombas também levam em conta os impostos e a margem de lucro das distribuidoras e revendedoras. Impostos Os preços dos combustíveis nas bombas também sentem os reflexos dos impostos. De março de 2021 até fevereiro de 2024, foram pelo menos 13 anúncios importantes de mudanças nos tributos sobre gasolina, diesel, etanol e gás natural veicular (GNV) — sendo sete só em 2023. Veja na linha do tempo abaixo: Trajetória dos impostos sobre combustíveis. Kayan Albertin/Editoria de Arte g1 VÍDEOS: últimas notícias de Economia



Ministério da Fazenda entra na 'disputa dos memes' com Divertidamente e reforma tributária


17/07/2024 20:44 - g1.globo.com


Post da Fazenda ocorre em um momento em que se tornaram hits nas redes sociais memes com trocadilhos com o nome do ministro Fernando Haddad. O Ministério da Fazenda entrou na "disputa dos memes" nas redes sociais e fez uma postagem no X com os personagens da franquia hollywoodiana Divertidamente e um texto sobre a Reforma Tributária. Post do Ministério da Fazenda com personagens do filme Divertidamente e um texto a favor da Reforma Tributária Reprodução O filme Divertidamente 2 é um dos maiores sucessos de bilheteria do ano. A essência da história, assim como a do primeiro filme, é explorar os diversos papeis de emoções específicas na mente de uma menina. Cada emoção é um personagem, com suas características próprias. As emoções do primeiro filme eram: Raiva, Nojinho, Medo, Alegria e Tristeza. No filme 2, com a menina se tornando adolescente, entram novos personagens, como Ansiedade e Tédio. Com o sucesso do filme, se tornaram comuns também os memes brincando com as emoções. O post desta quarta-feira (17) do Ministério da Fazenda diz: "Um mix de emoções envolveu todos os brasileiros com a grande conquista da #ReformaTributária após 40 anos. O Brasil agora terá um sistema tributário simples e justo! Fique por dentro", escreveu o governo. Na semana passada, a Câmara aprovou o primeiro projeto de regulamentação da reforma. A reforma em si havia sido aprovada no ano passado. Entre outros pontos, a reforma: ▶️ simplifica impostos já existentes, unificando 5 tributos sobre o consumo em apenas dois (um federal, um estadual) ▶️ cria uma alíquota única para os impostos sobre consumo, facilitando o pagamento e dando transparência à cobrança ▶️ acaba com a cumulatividade, ou seja, não haverá pagamento de imposto sobre imposto ▶️ abre isenção para produtos considerados essenciais, como a carne ▶️ a reforma não aumenta nem diminui a carga tributária total, segundo o governo. Entorno de Haddad vê com humor memes de ministro 'Disputa dos memes' O post da Fazenda ocorre em um momento em que se tornaram hits nas redes sociais memes com trocadilhos com o nome do ministro Fernando Haddad. Os memes apontam Haddad como "Taxad", se referindo a uma eventual prática do ministro de taxar os diversos setores com novos impostos. O nome é uma referência a projetos propostos pelo governo e votados pelo Congresso para reduzir o déficit público e reorganizar o sistema de impostos no Brasil, como a reforma tributária e a taxação de compras de até US$ 50 em sites internacionais, como Shein e Shopee. As críticas miram as tentativas do ministro de equilibrar as contas do governo e cumprir a meta fiscal por meio do aumento da arrecadação com impostos, em vez de focar na revisão e corte de gastos. O apelido "Taxad" ganhou força após os desdobramentos da votação da reforma tributária, que pode aumentar as alíquotas cobradas sobre produtos e serviços (embora reduza e até zere para outros, como os alimentos da cesta básica). Embora esteja sendo discutida e votada agora, a reforma tributária só entraria em vigor a partir de 2026, e gradualmente até 2033. A taxação de compras internacionais de até US$ 50, por outro lado, virou lei no fim de junho. O termo "Taxad" ficou entre os assuntos mais comentados do X na terça-feira (16). Diversos memes usam fotos do ministro em imagens manipuladas de cartazes de filmes e capas de discos. Um deles foi reproduzido em telão da Times Square, um dos pontos mais famosos de Nova York. A montagem o chama da "Taxa Humana", em referência ao herói Tocha Humana. Veja abaixo: Meme relacionado ao Haddad é reproduzido em um dos telões da Times Square, em Nova York. Reprodução/ X



Netshoes diz que dados de clientes podem ter sido vazados após 'incidente cibernético'


17/07/2024 20:34 - g1.globo.com


Loja on-line de equipamentos esportivos afirma que fato 'não envolveu informações sensíveis'. Em 2018, empresa teve vazamento de dados de 2 milhões de clientes e foi condenada a pagar multa. Netshoes diz que dados de clientes podem ter sido vazados Reprodução A Netshoes afirmou nesta quarta-feira (17) que dados de clientes podem ter sido vazados após "incidente de cibernético" sofrido pela empresa. A loja on-line de equipamentos esportivos já teve um caso de vazamento em 2018, envolvendo dados de 2 milhões de consumidores. No ano seguinte, ela foi condenada a pagar uma multa de R$ 500 mil em acordo com Ministério Público do Distrito Federal. Nesta quarta, a empresa disse que o novo incidente não envolveu informações sensíveis e não afetou as operações da companhia. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) considera exemplos de dados sensíveis aqueles que podem revelar orientação política ou sexual e até condições de saúde, por exemplo. Esses necessitam de uma camada a mais de proteção. "Assim que foi informada sobre o incidente, a Netshoes reforçou todas as medidas de segurança e controle", disse o comunicado da loja. "A empresa também iniciou uma investigação forense sobre o ocorrido e trabalhará juntamente com os órgãos competentes, inclusive com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, para esclarecer as circunstâncias do episódio e evitar eventuais contratempos aos clientes." O Procon-SP informou que instaurou um procedimento de averiguação. A ANPD informou ao g1 no início da noite desta quarta não identificou em seu sistema eletrônico de informações a comunicação formal do incidente pela companhia. Leia também: O que é a ANPD Vazamento de dados pessoais: veja como se proteger e o que fazer se for vítima Caso de 2018 Em janeiro de 2018, o Ministério Público constatou que o incidente de segurança comprometeu dados pessoais como nome, CPF, e-mail, data de nascimento e histórico de compras de clientes da empresa. As investigações, no entanto, mostram que informações como cartão de crédito ou senhas de clientes não foram reveladas, "mas deixaram as pessoas vulneráveis a diversas espécies de fraudes". Com a assinatura do acordo com o MP, em 2019, a Netshoes se comprometeu a adotar medidas adicionais de proteção de dados pessoais e a fazer campanhas de conscientização sobre "melhores práticas para privacidade". Em caso de descumprimento, a empresa poderá ser penalizada no pagamento de danos morais coletivos. O que fazer se tiver dados vazados Independente de suspeitar ou não se seus dados foram vazados, é importante ficar atento a contatos feitos por empresas, principalmente aquelas que você nunca procurou antes. Se for contatado por uma e se desconfiar da abordagem, busque falar com a empresa por canais oficiais, para confirmar aquele contato recebido. "Desconfie mesmo se receber uma mensagem com seu nome, e-mail e endereço corretos, informando algum tipo de cobrança desconhecida", recomenda Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks . Outra dica é mudar a senha usada no site ou aplicativo da empresa que pode ter tido vazamento de dados. Especialistas alertam que as senhas não podem ser iguais para todos os sites. Por exemplo, “a%op35aV$” seria segura, mas se usá-la em todas as plataformas que você tem cadastro, ela deixa de ser "forte". O criminoso testará essa credencial em outros sites para tentar invadir a sua conta. Senhas como “abcde” e “123456” são consideradas inseguras não apenas porque são sequências comuns, mas porque muitos decidiram usá-las como senhas. Por isso, lembre-se de utilizar senhas fortes e diferentes em cada plataforma. Governo avalia se pode liberar o jogo do Tigrinho



Americanas: comitê independente confirma fraude contábil


17/07/2024 19:21 - g1.globo.com


Segundo o grupo, esquema fraudulento era caracterizado, principalmente, por lançamentos indevidos na conta de fornecedores. A Polícia Federal também está conduzindo uma investigação sobre o caso. Unidade das Lojas Americanas, em Sorocaba (SP), fechada após expediente Eduardo Ribeiro Jr./g1 A Americanas anunciou na terça-feira (16) que a investigação de um comitê independente encontrou a fraude contábil que levou a companhia a um dos maiores pedidos de recuperação judicial do Brasil, em janeiro de 2023. A Polícia Federal também está conduzindo uma investigação sobre a fraude de R$ 25,3 bilhões na Americanas. "As evidências apresentadas pelo comitê confirmam a existência de fraude contábil, caracterizada, principalmente, por lançamentos indevidos na conta de fornecedores", disse a Americanas em documento à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo o comitê independente, os lançamentos indevidos foram feitos por meio de contratos fictícios de VPC (verbas de propaganda cooperada) e por operações financeiras conhecidas como risco sacado, "dentre outras operações fraudulentas e incorretamente refletidas no balanço da companhia". LEIA TAMBÉM Americanas: como ex-CEO tentou blindar patrimônio após fraude, segundo a PF Entenda a fraude que levou à recuperação judicial da varejista Relembre a prisão do ex-CEO da Americanas em Madri A varejista disse que tomará as medidas necessárias para informar às autoridades sobre as conclusões do comitê independente. A empresa também afirmou que "continuará colaborando integralmente com as investigações em curso". O ex-CEO da Americanas, Miguel Gutierrez, um dos principais alvos da investigação policial, foi preso em Madri no fim do mês passado e, em seguida, liberado. As autoridades brasileiras estão buscando sua extradição da Espanha, onde ele vive atualmente. Anna Saicali, ex-executiva da Americanas envolvida na suposta fraude contábil, entregou seu passaporte à polícia, o que a impede de deixar o Brasil por enquanto. Ex-diretora do Grupo Americanas volta ao Brasil e entrega passaporte à PF Os advogados que representam Gutierrez e Saicali disseram em declarações separadas que seus clientes negam qualquer irregularidade e estão colaborando com a investigação. A Americanas foi fundada em 1929, em Niterói (RJ), por um grupo que incluía empresários austríacos e norte-americanos. Os bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira adquiriram posteriormente uma participação dominante na empresa. Os três, que não foram citados na investigação policial, atualmente possuem cerca de 30% das ações e concordaram em colocar capital adicional para resgatar a empresa em dificuldades, o que vai elevar a parcela deles na companhia para 49,2% do capital social. "Estou cético quanto ao futuro da Americanas, quanto à sustentabilidade de seu modelo de negócios", disse o consultor André Pimentel, sócio-gerente da Performa Partners, que trabalhou em uma reestruturação da Americanas no início dos anos 2000. A varejista vem lutando há anos contra a concorrência feroz de rivais mais experientes na Internet, como o Mercado Livre. E contra empresas locais, como o Magazine Luiza, além de grupos asiáticos, como AliExpress, Shopee e Shein. As ações da Americanas tinham alta de cerca de 5% nesta quarta-feira (17), cotadas a R$ 0,70, acumulando queda de cerca de 22% no ano até a véspera.



'Taxad’: memes com Haddad tomam conta das redes, mas não preocupam governo


17/07/2024 18:10 - g1.globo.com


Nos bastidores, a avaliação é de que o trabalho do ministro é consistente o suficiente para que a fama de ‘ministro da taxação’ não tenha vida longa. Entorno de Haddad vê com humor memes de ministro O secretário de comunicação do PT, Jilmar Tatto, disse que a possibilidade de ser um movimento articulado não está no radar do partido. S Os memes com a foto do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tomaram conta das redes sociais nos últimos dias. As montagens trazem a imagem do ministro associadas a paródias, como capas de filmes, cujo o teor são as "taxas", ou seja, os impostos. Internautas têm culpado Haddad por ter capitaneado a taxação de compras internacionais de até US$ 50, que ficou conhecida como "taxa das blusinhas". E, com a proximidade do início da medida, em 1º de agosto, o compartilhamento dos memes ganhou força. A onda de piadas, contudo, não preocupa o governo. A análise partiu de pessoas do entorno de Haddad, que informaram que o Ministério da Fazenda acompanha os memes com "bom humor”. 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X Os produtos com preços de até US$ 50 serão tributados com um imposto de importação de 20%, além do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), que vai para os estados, de 17% — e que já existia. A porcentagem, no entanto, é menor que os 60% aplicados a compras acima desse valor. Desdobramentos da reforma tributária Os desdobramentos na votação da reforma tributária, que pode aumentar a carga tributária de alguns produtos e serviços, também alimentou as piadas, mas, na avaliação de aliados de Haddad, o trabalho conduzido pelo ministro rebate as acusações de "forma sólida". Eles embasam esse entendimento a partir de alguns mecanismos de restituição inseridos na reforma tributária, como o "cashback". Além disso, há também a isenção de imposto de renda para famílias carentes. Os auxiliares também citam como ponto positivo a ampliação do Bolsa Família no início do governo. Com a reforma tributária, cinco tributos que atualmente incidem sobre consumo, PIS, Cofins, IPI, ICMS, ISS, serão substituídos por dois novos, que formam o IVA (Imposto sobre Valor Agregado). O primeiro projeto que regulamenta a medida foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 10 de julho, mas ainda precisa passar pelo Senado. É importante lembrar que as regras da reforma tributária serão aplicadas de forma escalonada nos próximos anos, e todos seus efeitos serão sentidos ao longo do tempo. Entre os assuntos mais comentados Na manhã desta terça-feira (16), a palavra “taxação” chegou a ficar em 2º lugar nos assuntos mais comentados do X, antigo Twitter. Alguns usuários da rede social acusam o movimento de ser articulado para manchar a imagem do ministro. O secretário de comunicação do PT, Jilmar Tatto, elogiou Haddad e seu esforço na área econômica, inclusive para aprovação da reforma tributária (entenda mais abaixo). Disse também que a possibilidade desse movimento de memes ser algo articulado não está no radar do partido. 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X Aumento de impostos gera críticas ao ministro As tentativas de aumento da arrecadação federal para tentar zerar o déficit nas contas públicas deste ano têm sido anunciadas pelo ministro da Fazenda desde o ano passado — e gerado críticas nas redes sociais desde então. Em dezembro, por exemplo, Haddad anunciou a lei que reduz a quantidade de empresas beneficiadas pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), além de ter anunciado a limitação da compensação de créditos tributários — que é quando uma empresa consegue, na justiça, receber de volta os impostos pagos de forma indevida. O ministro também tentou buscar formas de compensar a lei de desoneração da folha de pagamento de 17 setores, aprovada no fim de 2023 pelo Congresso e com validade até 2027. Com a mudança de cálculos, as empresas passariam a pagar mais impostos. Além disso, a proposta feita pelo governo incluía aumentar a alíquota da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) das empresas por dois anos, e gerou embates entre Haddad e o presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O senador chegou a pedir, nesta semana, uma extensão de prazo ao Supremo Tribunal Federal (STF) para analisar as medidas de compensação enviadas pelo governo. O ministro Edson Fachin, do STF, prorrogou o prazo até 11 de setembro. Sem conseguir trazer um avanço significativo nas medidas para aumentar a arrecadação, Haddad afirmou nesta semana que o governo avalia quanto bloqueio e contingenciamento de gastos precisará fazer em 2024 no Orçamento para cumprir as regras do arcabouço fiscal. 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X Pela lei, o bloqueio acontece quando há crescimento das despesas obrigatórias — como os pagamentos da Previdência, por exemplo. Nesse caso, o governo precisa cortar esses gastos para ficar dentro do limite previsto. Já o contingenciamento, por sua vez, é feito quando a receita é menor do que o previsto e o governo precisa segurar os gastos. A meta fiscal do governo para este ano é de déficit zero, ou seja, não gastar nada além do que foi arrecadado. O crescimento das despesas também tem um teto de 2,5%.



Dona da Ray-Ban e da Oakley compra Supreme por US$ 1,5 bilhão


17/07/2024 17:34 - g1.globo.com


Marca de moda street nova-iorquina opera uma plataforma de comércio eletrônico e tem 17 lojas espalhadas pelos Estados Unidos, Ásia e Europa. A marca Supreme administra uma plataforma de comércio eletrônico e tem 17 lojas físicas espalhadas pelos Estados Unidos, Ásia e Europa. Reprodução/Instagram A maior fabricante de óculos do mundo, a europeia EssilorLuxottica, anunciou nesta quarta-feira (17) que fechou um acordo para comprar a Supreme, marca de moda street nova-iorquina da sua atual dona, a norte-americana VF Corporation, por US$ 1,5 bilhão (aproximadamente R$ 8 bilhões). Com a aquisição, a Supreme entra para o portfolio de marcas da EssilorLuxottica, que já conta com Ray-Ban, Oakley, LensCrafters, Sunglass Hut, Transitions, entre outros. Segundo o presidente da EssilorLuxottica, Francesco Milleri, a aquisição da nova marca está alinhada com a jornada da companhia, voltada para inovação e desenvolvimento, e oferece uma conexão direta da empresa com "novas audiências, linguagens e criatividade". "Com sua identidade de marca única, abordagem comercial totalmente direta e experiência do cliente, um modelo que trabalharemos para preservar, a Supreme terá seu próprio espaço dentro de nosso portfólio de marcas próprias e complementará nosso portfólio licenciado", afirmou em nota enviada ao mercado nesta quarta-feira. O acordo ainda está sujeito às condições estabelecidas por cada uma das partes e à aprovação regulatória. A expectativa é que a transação seja concluída até o final deste ano. A marca Supreme administra uma plataforma de comércio eletrônico e tem 17 lojas físicas espalhadas pelos Estados Unidos, Ásia e Europa. Já a EssilorLuxottica opera em 150 países, com 18 mil lojas espalhadas pelo mundo. Em 2023, a empresa gerou uma receita consolidada de 25,4 bilhões de euros (cerca de R$ 151,8 bilhões). Quem é o italiano de 19 anos que se tornou o bilionário mais jovem do mundo



'Taxad': entenda críticas que fizeram memes sobre Haddad chegarem à Times Square, em NY


17/07/2024 17:16 - g1.globo.com


Montagens com fotos do ministro inundaram as redes sociais após votação da reforma tributária e da tributação de compras internacionais. Governo afirma que carga tributária caiu em 2023. Entorno de Haddad vê com humor memes de ministro O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, virou alvo de opositores do governo federal na última semana e passou a ser chamado de "Taxad" em memes que inundaram as redes sociais. O nome é uma referência a projetos propostos pelo governo e votados pelo Congresso para reduzir o déficit público e reorganizar o sistema de impostos no Brasil, como a reforma tributária e a taxação de compras de até US$ 50 em sites internacionais, como Shein e Shopee. As críticas miram as tentativas do ministro de equilibrar as contas do governo e cumprir a meta fiscal por meio do aumento da arrecadação com impostos, em vez de focar na revisão e corte de gastos. O apelido "Taxad" ganhou força após os desdobramentos da votação da reforma tributária, que pode aumentar as alíquotas cobradas sobre produtos e serviços (embora reduza e até zere para outros, como os alimentos da cesta básica). Embora esteja sendo discutida e votada agora, a reforma tributária só entraria em vigor a partir de 2026, e gradualmente até 2033. A taxação de compras internacionais de até US$ 50, por outro lado, virou lei no fim de junho. Nesta quarta-feira (17), o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento e da Indústria, disse que a carga tributária do país não aumentou, como sugerem os memes, e que a taxação de compras internacionais ajuda a preservar empregos no Brasil. "Se pegarmos a carga tributária de 2022 para 2023, ela não aumentou, pode até dar uma conferida, acho até que caiu, afirmou. Segundo números do Tesouro Nacional, a carga tributária somou 32,44% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023. Isso representa uma queda de 0,64 ponto percentual do PIB em relação ao valor registrado em 2022 (de 33,07% do PIB). 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X Redes sociais O termo "Taxad" ficou entre os assuntos mais comentados do X na terça-feira (16). Diversos memes usam fotos do ministro em imagens manipuladas de cartazes de filmes e capas de discos. Um deles foi reproduzido em telão da Times Square, um dos pontos mais famosos de Nova York. Veja abaixo: Meme relacionado ao Haddad é reproduzido em um dos telões da Times Square, em Nova York. Reprodução/ X 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X Contas públicas As tentativas de aumentar a arrecadação para zerar o rombo (déficit) nas contas públicas têm sido anunciadas pelo ministro da Fazenda desde o ano passado. Em dezembro, Haddad anunciou a lei que reduz a quantidade de empresas beneficiadas pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) e a limitação ao uso da compensação de créditos tributários — que é quando uma empresa consegue, na Justiça, receber de volta os impostos pagos de forma indevida. O ministro também buscou formas de compensar a prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia, aprovada no fim de 2023 pelo Congresso e com validade até 2027. Com a mudança de cálculos, as empresas passariam a pagar mais impostos. Além disso, a proposta do governo incluía aumentar a alíquota da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) das empresas por dois anos e gerou embates entre Haddad e o presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A disputa foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), que deu um prazo para governo e Congresso chegarem a um acordo. A pedido de Pacheco, a data-limite foi adiada para 11 de setembro. Com dificuldade para aprovar algumas medidas, Haddad afirmou nesta semana que o governo avalia fazer bloqueios de gastos e contingenciamentos no Orçamento deste ano para cumprir as regras do arcabouço fiscal. Pela lei, o bloqueio acontece quando há crescimento de despesas obrigatórias — como os pagamentos de aposentadoria e benefícios previdenciários. Nesse caso, o governo precisa cortar esses gastos para ficar dentro do limite previsto. Já o contingenciamento, por sua vez, é feito quando a receita é menor do que o previsto e o governo precisa segurar os gastos. A meta fiscal do governo para este ano é de déficit zero, ou seja, não gastar nada além do que foi arrecadado. O crescimento das despesas também tem um teto de 2,5%. Haddad diz que é possível haver contingenciamento e bloqueio no Orçamento deste ano Nas últimas semanas, contudo, duas questões deram novo gás aos críticos: a aprovação da "taxa das blusinhas" e mudanças na regulamentação da reforma tributária. O presidente Lula sancionou no mês passado a cobrança de um imposto de importação de 20% para compras internacionais de até US$ 50. A medida impopular foi sugerida pela equipe econômica, que não quis abrir mão da arrecadação com pequenas compras feitas em varejistas chinesas. Por fim, o novo texto da reforma tributária, aprovado pela Câmara dos Deputados, previu um aumento de carga tributária em alguns bens e serviços, como imóveis e veículos. Além disso, a inclusão das proteínas animais na lista de alimentos isentos ameaça aumentar a alíquota padrão do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA), prevista em 26,5%. O texto, no entanto, estabeleceu uma trava, que é acionada quando o limite de 26,5% for atingido e obriga o governo a enviar um novo projeto ao Congresso com revisão das alíquotas. O cálculo é que a isenção das carnes aumentaria em cerca de 0,53 ponto percentual a alíquota do imposto único e não houve nenhum detalhamento sobre uma medida de compensação. Além disso, as críticas desprezam que parte dos produtos que têm carga tributária mais alta que a alíquota média podem ter redução de preço. Veja mais memes publicados nas redes sociais 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X 'Taxad': Redes sociais foram invadidas por memes sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad Reprodução/X Initial plugin text



Bolsa Família tem fila de espera de 700 mil; gastos com o programa já estão acima do previsto


17/07/2024 17:06 - g1.globo.com


Por mês, verba é de cerca de R$ 14 bilhões, mas os pagamentos têm ficado em quase R$ 14,3 bilhões, o que pode pressionar o orçamento no fim do ano e dificultar redução da fila. Bolsa Família volta a ter fila de espera Apesar do esforço do governo em excluir cadastros irregulares, o Bolsa Família tem registrado um aumento na fila de espera nesse ano. A lista agora tem quase 700 mil famílias que já tiveram os documentos aprovados, mas ainda não entraram no programa. Em março do ano passado, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relançou sua principal vitrine social, o Bolsa Família chegou a ficar sem fila de espera. Naquele mês, o governo zerou a lista. Em dezembro, esse número era de 175,9 mil famílias. Agora são 689,8 mil cadastros. Quem está na fila já teve a documentação analisada e aprovada pelo Ministério do Desenvolvimento Social. Só que, por falta de dinheiro no programa, o governo não consegue pagar o benefício a todos que precisam dele. A família que está nessa situação tem que esperar eventual aumento no orçamento do programa ou a saída de algum beneficiário para entrar no lugar dele. Orçamento pressionado A verba para o Bolsa Família nesse ano é de R$ 168,6 bilhões. Isso significa que, em média, são R$ 14 bilhões por mês. Porém, o gasto mensal do programa tem ficado acima disso – mesmo deixando famílias na lista de espera. Em média, o Bolsa Família pagou por mês quase R$ 14,3 bilhões de janeiro a julho. Portanto, isso pode pressionar o orçamento no fim do ano para garantir o pagamento a quem já está no programa. O que diz o Ministério Pesquisadores calcularam impactos do Bolsa Família nas taxas de pobreza e extrema pobreza ao longo de 20 anos de existência do programa, de 2003 a 2023 ROBERTA ALINE/MDS via BBC O Ministério do Desenvolvimento Social não se manifestou sobre o gasto mensal do Bolsa Família. Também não um prazo para que a fila seja zerada ou volte a cair. Em nota, informou que o processo de averiguação e revisão cadastral, o chamado “pente-fino”, “tem contribuído para fazer oscilar os volumes de cancelamento [de cadastros e pagamentos], que podem ser mais expressivos em alguns meses, mas não em todos”. A pasta disse que, após a grande ação de correção do Cadastro Único em 2023, “continua no prosseguimento da qualificação das informações neste ano”. Para conseguir fazer o Orçamento de 2024 e de 2025 caber dentro das regras fiscais, a equipe econômica espera reduzir despesas com a busca por fraudes, inclusive no Bolsa Família. No entanto, a fila de espera coloca um desafio nesse plano de cortar despesas, pois já há uma lista de quem tem direito ao Bolsa Família e aguarda a sua vez. Pente-fino Desde o ano passado, o governo tem buscado por possíveis irregularidades. Um exemplo é a exclusão de quase 2 milhões das famílias unipessoais, que tem apenas um integrante. São pessoas de baixa renda que dizem ser solteiras e não ter filhos. Esse tipo de cadastro deu um salto no último ano do governo de Jair Bolsonaro (PL). Eram 2,2 milhões em outubro de 2021, um ano antes da eleição presidencial. Esse número subiu para 5,8 milhões em novembro de 2022, no segundo turno da eleição. Agora, são cerca de 3,9 milhões. Especialistas dizem que essas famílias se utilizaram de brechas no programa para receber mais dinheiro. Como Bolsonaro estabeleceu que todos receberiam um valor mínimo e independente do tamanho da família, houve casos de casais que fizeram cadastros separados para dobrar a renda transferida pelo programa. Só que esse “pente-fino” não tem sido suficiente, pois o fluxo de pessoas querendo entrar no Bolsa Família continua alto. Por isso, é que a fila de espera tem crescido nos últimos meses.



Descompasso entre arrecadação e despesas do governo cai, mas ainda equivale a 1,9% do PIB


17/07/2024 16:58 - g1.globo.com


Informações constam de relatório publicado pelo Tesouro Nacional. Houve uma redução na necessidade de financiamento do governo na comparação com o mesmo período de 2023 Ministro da Fazenda Fernando Haddad TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO A diferença entre a arrecadação e as despesas do governo geral – governo federal, municípios e estados – foi de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2024. As informações constam de relatório publicado pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (17). Segundo o relatório, houve uma redução na necessidade de financiamento do governo geral na comparação com o mesmo período de 2023, no patamar de 1,9% do PIB. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil no ano. Esse indicador ajuda a medir a atividade econômica. A necessidade de financiamento tem relação com o valor das despesas que não são compensadas pelas receitas. Ou seja, o que o governo geral gasta menos o que o governo recebe. No primeiro trimestre de 2023, esse valor estava no patamar de 2,6% do PIB. Ao separar os resultados por esfera de governo geral, o relatório aponta que a necessidade de financiamento do governo federal chegou a 4,9% no período ante 4,1% no primeiro trimestre de 2023. Receitas e Despesas Entre janeiro e março deste ano, a receita aumentou 2,2 pontos percentuais na comparação com 2023, saindo de 40% para 42,2% do PIB. O Tesouro atribui a alta à receita com impostos sobre bens e serviços. No governo federal, o aumento da receita com PIS/Cofins sobre combustíveis – que estavam desonerados no início de 2023 – também contribuiu para o resultado. A despesa do governo central também aumentou no período, de 42,6% em 2023 para 44,1% em 2024. Gastos com previdência e assistência social puxaram a alta. Contudo, houve uma queda nas despesas com juros, por causa da redução na taxa Selic no período. Déficit zero Haddad confirma meta de déficit zero e que salário mínimo deve ser de R$ 1.502 em 2025 O governo federal definiu a meta de zerar o déficit fiscal em 2024. Isso quer dizer que despesas e receitas devem ser equivalentes, com um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual, algo em torno de R$ 28 bilhões. O equilíbrio das contas é considerado importante pelo mercado financeiro para evitar um aumento da dívida brasileira. Segundo o colunista do g1 do Valdo Cruz, a ala econômica do governo federal considera anunciar um bloqueio de R$ 10 bilhões no próximo dia 22. Contudo, os primeiros cálculos indicam a necessidade de cortar R$ 21 bilhões do orçamento.



Smart Fit compra rede de academias Velocity por R$ 183 milhões


17/07/2024 14:25 - g1.globo.com


Objetivo é expandir a rede da companhia com a abertura de novas lojas. Unidade da Smart Fit Divulgação/Facebook Smart Fit A Smart Fit anunciou a compra da rede de academias Velocity por R$ 183 milhões. A aquisição amplia o portfólio de modalidades do segmento de Studios da companhia, que também é dona das marcas Race Bootcamp, One Pilates, Vidya, Jab House e Tonus Gym. Segundo a empresa, a aquisição vem para consolidar o Grupo Smart Fit "como líder no segmento de estúdios fitness premium". Além da marca “Velocity”, que oferece aulas coletivas de spinning, o grupo também possui estúdios voltados ao treinamento funcional. "O objetivo é expandir toda a rede com a abertura de novas lojas", informou em nota oficial, destacando que nada deve mudar para os clientes. Em comunicado oficial divulgado ao mercado na véspera, a Smart Fit afirmou que o fechamento da transação estará "sujeito ao cumprimento das condições precedentes usuais para esse tipo de operação no mercado". "Além disso, o valor da transação ainda está sujeito a ajustes usuais para esse tipo de transação a serem determinados e acordados entre as partes", disse a empresa em nota. A companhia ainda esclareceu, no documento, que "por se tratar de aquisição efetuada por suas subsidiárias operacionais, ambas companhias fechadas, a efetivação da transação não depende de deliberação por parte da assembleia-geral" e que também não irá proporcionar direito de recesso aos seus acionistas. Direito de recesso é quando o acionista pode se retirar da companhia por meio do reembolso de suas ações. Normalmente isso acontece quando o investidor não concorda com as decisões da assembleia-geral da empresa ou com eventuais alterações significativas em sua organização. Fundado em 2014, o grupo Velocity é a maior rede de estúdios fitness de spinning do Brasil e conta atualmente com 82 unidades, sendo 77 são franquias. Segundo a Smart Fit, a Velocity possui uma série de vantagens competitivas, que incluem: produto e experiência diferenciados; força da marca, que se tornou sinônimo de categoria; e capilaridade, com uma rede extensa de unidades espalhadas pelas principais capitais e cidades do país. No acumulado de 12 meses até abril deste ano, a Velocity apresentou uma receita líquida de R$ 35,6 milhões e lucro líquido de R$ 10,1 milhões. G1 em 1 Minuto: Levantar peso na academia ajuda a carregar as sacolas do mercado?



Nubank tem falha no app, e clientes relatam dificuldades nas redes sociais


17/07/2024 14:15 - g1.globo.com


Segundo o site Downdetector, mais de 700 reclamações já tinham sido feitas perto das 11h. Aos clientes, banco diz que aplicativo passa por uma 'oscilação'. Logotipo de Nubank na sede do banco em São Paulo, Brasil, 19 de junho de 2018 Paulo Whitaker/Reuters O aplicativo do Nubank apresentava instabilidade na manhã desta quarta-feira (17). Com falha de login e sem conseguir completar operações no internet banking, clientes do banco reclamavam nas redes sociais. O site Downdetector, que acusa problemas em canais digitais, apontava pelo menos 700 reclamações. Site Downdetector mostra falha no app do Nubank por volta das 11h Reprodução/Downdetector Procurado, o Nubank ainda não informou o que houve com o app. Aos clientes, o banco informa nas redes que está passando por "uma oscilação em nosso aplicativo" e que está empenhado em solucionar e encerrar a questão. "Lamentamos por isso e pedimos que tente entrar no aplicativo novamente mais tarde", diz o post do banco. Nas redes sociais, vários clientes do banco reclamavam do aplicativo. Veja abaixo: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Golpe do 'PIX errado': saiba como os criminosos agem e como não ser enganado



Dólar sobe e fecha a R$ 5,48, após falas de Lula e com Livro Bege do Fed no radar; Ibovespa sobe


17/07/2024 12:01 - g1.globo.com


A moeda norte-americana avançou 1%, cotada em R$ 5,4833. Já o principal índice de ações da bolsa opera em alta. Cédulas de dólar Pexels O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (17), com a reação dos investidores às novas falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o quadro fiscal do país. Além disso, o mercado continuou a avaliar a participação do diretor de política monetária do Banco Central do Brasil (BC), Gabriel Galípolo, em um evento, ontem. Novos balanços corporativos do dia também ficaram no radar. No exterior, atenção aos dados econômicos norte-americanos, à medida que o mercado segue atento a eventuais sinais sobre o futuro dos juros nos Estados Unidos. Com isso, também há expectativa pela divulgação do Livro Bege pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). O documento é um relatório desenvolvido em conjunto pelas 12 filiais regionais da instituição e serve como um termômetro da economia dos EUA. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, também opera em alta. Veja abaixo o resumo dos mercados. ENTENDA: A cronologia da disparada do dólar motivada pelos juros nos EUA, o cenário fiscal brasileiro e as declarações de Lula CONSEQUÊNCIAS: Alta do dólar deve pressionar inflação e impactar consumo das famílias no 2º semestre, dizem especialistas Dólar O dólar subiu 1%, cotado em R$ 5,4833. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,4879. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: alta de 0,96% na semana; recuo de 1,88% no mês; avanço de 13% no ano. Na véspera, a moeda fechou em queda de 0,30%, cotada em R$ 5,4288. Ibovespa O Ibovespa avançou 0,26%, aos 129.450 pontos. Com o resultado, acumulou: alta de 0,43% na semana; ganhos de 4,47% no mês; perdas de 3,53% no ano. Na véspera, o índice teve queda de 0,16%, aos 129.110 pontos. LEIA TAMBÉM 30 anos do Real: como era a vida antes do plano econômico que deu origem à moeda brasileira DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O que está mexendo com os mercados? O principal destaque desta quarta-feira no ambiente doméstico continuou sendo o quadro fiscal brasileiro. Após declarações de Galípolo na véspera, que reafirmaram que as expectativas de inflação passam por uma revisão e que o cenário de juros mais altos por mais tempo nos EUA fortalece o dólar, o presidente Lula voltou a ficar sob os holofotes. Em entrevista feita para a "TV Record", o presidente afirmou que não é obrigado a cumprir a meta fiscal e que ainda precisa ser convencido sobre um eventual corte de gastos em 2024. Lula, por outro lado, disse que a meta de déficit zero (com despesas e receitas equivalentes) não está descartada e se comprometeu a cumprir o arcabouço fiscal. "As falas do presidente acabaram reacendendo preocupações sobre o compromisso do governo sobre a gestão fiscal e a manutenção das regras fiscais vigentes", afirmou a estrategista de investimentos da XP, Rachel de Sá, durante morning call da companhia. Após a entrevista de Lula, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, veio a público para reiterar o compromisso do governo com o cenário fiscal. A jornalistas, o ministro afirmou que a equipe econômica avalia quanto bloqueio e contingenciamento terá que fazer em 2024 no Orçamento para cumprir as regras do arcabouço, destacando que og voerno ainda pode revisar para cima a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para este ano. A estimativa atual é de 2,5%. Além disso, investidores ainda aguardam novos desdobramentos sobre a votação da reforma tributária no Senado e sobre a proposta de aumentar a alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) para compensar a desoneração da folha. Na véspera, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou até 11 de setembro o prazo para que o Congresso analise medidas voltadas para este último tema. Já no exterior, o foco do mercado fica com a divulgação do Livro Bege do Fed, uma espécie de relatório feito de forma conjunta pelas 12 filiais da instituição e que serve como um termômetro da economia norte-americana. Nesta quarta-feira, dirigentes da instituição voltaram a fazer comentários sobre a possibilidade de cortes de juros em breve. O diretor do Fed Christopher Waller disse, por exemplo, que o país está "se aproximando" do momento de redução das taxas. "Acredito que os dados atuais sejam consistentes com a realização de um 'pouso suave', e procurarei dados nos próximos meses que reforcem essa visão", afirmou. Na agenda, novos dados econômicos dos Estados Unidos e balanços corporativos também ficam sob os holofotes. Segundo o Departamento do Comércio norte-americano, a construção de residências unifamiliares nos EUA caiu 2,2% em junho, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 980 mil unidades. Ainda assim, a leitura é que os dados podem melhorar à frente, em meio ao otimismo sobre o início do corte de juros pelo Fed em setembro. Já a produção nas fábricas dos EUA aumentaram 0,4% em junho, acima do esperado e contribuindo para consolidar uma forte recuperação no segundo trimestre. Os dados são do Fed. Por fim, os sinais de favoritismo do ex-presidente Donald Trump na corrida eleitoral norte-americana também continuam a fazer preço nos mercados. No último sábado, o ex-presidente Donald Trump sofreu um atentado a tiros enquanto discursava em um comício em Butler, no estado da Pensilvânia. Ele foi atingido na orelha direita enquanto falava e o evento foi interrompido. O ocorrido aumentou o nível de incertezas em torno da corrida eleitoral norte-americana, uma semana após o outro candidato à presidência dos EUA, o democrata Joe Biden, ter sofrido pressões para desistir de sua candidatura. Após o ataque, o bitcoin disparou e voltou a ficar acima dos US$ 62 mil (aproximadamente R$ 338 mil). Nesta quarta-feira (17), os antigos rivais de Trump para a indicação presidencial republicana, Nikki Haley e Ron DeSantis manifestaram total apoio à sua candidatura na convenção do partido. *Com informações da agência de notícias Reuters.



Cadastro Único: veja como se inscrever para ter acesso a benefícios sociais


17/07/2024 08:03 - g1.globo.com


O CadÚnico é o principal instrumento para a inclusão de famílias de baixa renda em programas federais, como o Bolsa Família, a Tarifa Social de Energia Elétrica e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Aplicativo do Cadastro Único (CadÚnico) - Goiás Reprodução/TV Anhanguera O Cadastro Único (CadÚnico) é o principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas como o Bolsa Família, a Tarifa Social de Energia Elétrica e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). As informações também são utilizadas pelos estados e pelos municípios para implementação de políticas públicas. ▶️ É importante destacar que: Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática em programas sociais, já que cada um deles tem suas regras específicas. No entanto, é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. LEIA MAIS DE 'FICA A DICA' Bolsa Família 2024: veja calendário de pagamentos em julho Bolsa Família: quem tem direito e quais os critérios para receber o benefício Seu CPF tem pendências? Veja como fazer consulta e deixá-lo em situação regular Caixa Tem: esqueceu a senha? Veja como recuperar e acessar o aplicativo Quem pode se cadastrar? Podem se inscrever no Cadastro Único famílias que têm renda mensal de até meio salário-mínimo (R$ 1.412) por pessoa — o equivalente a R$ 706. Para calcular o valor, basta somar a renda de todos e dividir pelo número de pessoas que compõem a família. O CadÚnico também atende a comunidades tradicionais e a grupos específicos, como indígenas, quilombolas, ribeirinhos e população em situação de rua. Como se inscrever no Cadastro Único As inscrições podem ser feitas pessoalmente, em um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou outro posto de atendimento do município. O cadastro é gratuito. Para a efetivação da inscrição, o responsável precisa levar ao local de atendimento os CPFs de todas as pessoas da família que moram na casa, além de documento com foto do responsável familiar e comprovante de residência. A inscrição no Cadastro Único é realizada somente de forma presencial. Há, no entanto, a possibilidade para realização de um pré-cadastro. Veja o passo a passo: 1. Pelo site ou aplicativo O pré-cadastro pode ser feito por meio do aplicativo do Cadastro Único ou pelo site gov.br. Vale lembrar que essa etapa é opcional, com o objetivo de agilizar o atendimento. O cidadão pode, se preferir, fazer todo o cadastramento diretamente no posto de atendimento do Cadastro Único. 2. Procure um CRAS ou posto do Cadastro Único Após o preenchimento do pré-cadastro, o usuário tem 120 dias para comparecer a um Posto de Atendimento do Cadastro Único para apresentar os documentos de identificação obrigatórios das pessoas da família e complementar outros que sejam essenciais. A apresentação de documentos e a complementação de informações é necessária para que o cadastro seja concluído e o cidadão possa ter direito a solicitar benefícios sociais. No CRAS, é possível se informar como o cadastramento pode ser feito. Existem casos em que é necessário agendar o atendimento por meio de uma central. De toda forma, por meio do CRAS, o cidadão saberá os passos para realizar a entrevista para acesso ao benefício. É possível verificar os endereços do CRAS de cada município no link: https://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/mops/. Bolsa Família 2024: pagamentos começam nesta quinta-feira; veja calendário 3. Documentação necessária A pessoa que fará o cadastramento é chamada de responsável familiar. É necessário que ela leve seu CPF ou título de eleitor, e apresente pelo menos um documento para cada pessoa da família entre os listados abaixo: Certidão de Nascimento; Certidão de Casamento; CPF; Carteira de Identidade – RG; Carteira de Trabalho; Título de Eleitor; Registro Administrativo de Nascimento Indígena (RANI) – somente se a pessoa for indígena. Os responsáveis por famílias indígenas ou quilombolas não precisam apresentar o CPF ou título de eleitor caso não tenham, mas devem levar outro documento de identificação entre os listados acima. Pessoas sem documentação ou sem registro civil podem se inscrever no Cadastro Único, mas não poderão ter acesso a programas sociais até que possuam a documentação necessária. 4. Entrevista de cadastramento Ao procurar o atendimento do Cadastro Único, seja no CRAS ou em um posto do Cadastro Único, a etapa mais importante que o responsável familiar deve realizar é a entrevista. Um entrevistador social, que é um funcionário da prefeitura, fará perguntas sobre vários aspectos da realidade da família, incluindo: Quem faz parte dela; Quais as características do domicílio; Quais as despesas; Qual o grau de escolaridade dos integrantes; Entre outros pontos. O entrevistador deve solicitar a assinatura do responsável familiar no formulário preenchido ou impresso e entregar um comprovante de cadastramento. 5. Confirmação do cadastramento: atribuição do NIS Ao inserir os dados da família no Sistema de Cadastro Único pela primeira vez, o sistema fará checagens para verificar se as pessoas da família já possuem um NIS. Se não tiverem, será atribuído um a elas. O NIS é o Número de Identificação Social. Apenas pessoas que têm o NIS atribuído podem participar de programas sociais. Esse processo pode demorar até 48 horas e tem como objetivo garantir que cada pessoa cadastrada é única. Atualização dos dados Quando a família se inscreve no Cadastro Único, ela se compromete a atualizar os dados sempre que há uma mudança nas características da família (morte de alguém, nascimento, separação, casamento) ou mudança de domicílio. Nesse caso, o próprio cidadão busca espontaneamente um CRAS ou posto do Cadastro Único para atualizar seus dados. Mas o poder público, por meio do governo federal ou municipal, também pode convocar as famílias, por meio de cartas, extratos ou telefonemas, para fazer a atualização. ​Com suas informações atualizadas, é possível identificar exatamente a situação em que a família se encontra para a participação nos programas sociais do governo. Informações cadastrais corretas também são importantes para que os beneficiários possam receber os comunicados dos programas. Consulta aos dados Por meio da plataforma gov.br, é possível saber se a família está cadastrada no CadÚnico ou se precisa atualizar os dados. A ferramenta também permite saber se o cadastro da família está em algum processo de averiguação, o que exige nova atualização. As pessoas podem denunciar casos em que o setor do Cadastro Único não queira fazer o cadastramento. Basta entrar em contato com a Ouvidoria do Ministério da Cidadania, pelo telefone 121. Comprovante de inscrição Existem três formas de emitir o documento que comprova a sua inscrição no Cadastro Único. São elas: Pela internet, através do endereço https://cadunico.dataprev.gov.br; Pelo aplicativo, disponível para download para Android e iOS; De forma presencial, nos postos de atendimento do Cadastro Único no município.



Frutas falsas? Feitas na impressora 3D? O mistério dos frutos com texturas elásticas, polpas secas e cascas soltas que virou trend


17/07/2024 08:02 - g1.globo.com


Reclamações têm provocado uma série de especulações no TikTok. Mas, segundo um pesquisador da Embrapa, problemas estão relacionados às técnicas de prolongamento da vida útil dos frutos. Estrangeiros reclamam da má qualidade das frutas e vídeos viram trend Cascas se desfazendo, polpas sem suculência e texturas emborrachadas. Essas são algumas das queixas, feitas principalmente por norte-americanos, que têm provocado um novo burburinho no TikTok: a trend das frutas "fakes". 🕵️‍♂️ Mas será que realmente elas são falsas? Nos vídeos, internautas mostram a dificuldade de consumir melões, bananas e abacates. Um dos vídeos mais reproduzidos foi feito por uma moradora de Seattle, nos Estados Unidos. Na gravação, com quase 3 milhões de visualizações, ela conta que havia cortado uma melancia para as filhas. "Vi vídeos suficientes de melancias borrachudas. Não acredito que ganhei uma (...) tem que dobrá-la antes que quebre. Elas [filhas] não vão comer isso", contou a mulher, que pagou o equivalente a R$ 45 pela fruta. A utilização de impressoras 3D para produzir frutas e o uso excessivo de agrotóxicos foram algumas das suposições levantadas pelos internautas para explicar o fenômeno. Porém, a resposta é mais simples do que parece, segundo Márcio Eduardo Canto Pereira, pesquisador da Embrapa (empresa de pesquisa vinculada ao Ministério da Agricultura). Como esse casos têm sido registrados em países com poucas fruticulturas próprias, ele acredita que os problemas são resultados de técnicas inadequadas para prolongar a vida útil e maturação dos frutos durante a exportação. A colheita de alimentos ainda imaturos, o resfriamento e a pulverização de inibidores de hormônios responsáveis pela maturação são alguns desses métodos (entenda mais abaixo). Abaixo, o g1, entenda esse fenômeno através dos seguintes pontos: Por que as frutas ficam com textura emborrachada? Como funcionam as técnicas que prolongam a vida útil das frutas? Como escolher frutas saudáveis? 🍉 Por que as frutas ficam com textura emborrachada? As frutas que são destinadas à exportação têm o processo de maturação alterado para que resistam ao tempo de viagem e cheguem em boas condições de consumo ao país de destino, explica Márcio. É o caso, por exemplo, dos frutos brasileiros que são levados de navio até a China. Esse percurso pode demorar até 30 dias. Os métodos mais comuns para prolongar a vida útil são a realização da colheita de frutas ainda "verdes", o resfriamento delas e aplicação de um produto que inibe a ação do etileno - um hormônio vegetal que estimula o amadurecimento. Estrangeiro reclamam da qualidade de melancia, abacate e melão TikTok/ Reprodução Leia também Governo divulga lista de lotes de marcas de café impróprios para consumo A combinação dessas técnicas, quando feita de forma inadequada, pode afetar a qualidade dos frutos. Algumas das consequências são polpas com texturas marrentas e elásticas, a perda do sabor e o aparecimento de manchas nas cascas "Não é um problema comum, mas pode acontecer (...) Para ter certeza, o ideal era fazer um rastreamento das frutas com problemas e identificar a origem". ☣️ Como funcionam as técnicas que prolongam a vida útil das frutas? A aplicação do inibidor de etileno (hormônio responsável pelo amadurecimento) é feita, normalmente, através da forma gaseficada. Ou seja, dentro de uma câmara fria, ele é disperso pelo ar e as suas partículas ficam sobre as frutas. Ao entrar em contato com elas, o produto estima uma substância receptora que inibe a ação do etileno, explica o pesquisador da Embrapa. Na série "De onde vem o que eu como", o g1 acompanhou esse processo no cultivo de bananas (clique aqui para assistir). O uso dos inibidores aumenta a vida útil de frutas, fator que viabiliza a comercialização em mercados distantes dos países produtores. Porém, a dosagem inadequada pode trazer efeitos indesejáveis. "Esse gás tem concentrações baixas e é autorizado pelos órgãos regulamentadores. Porém, a dosagem inadequada pode sim afetar a qualidade das frutas, como a perda do aroma e mudança da textura". Outra técnica usada é o resfriamento das frutas pós-colheita em câmaras frias. A temperatura ideal varia de uma espécie para a outra, mas a maioria é submetida a 14ºC. "As baixas temperaturas reduzem a atividade metabólica dos frutos porque eles precisam consumir menos reservas e envelhecem mais devagar", conta Márcio. "Existem uma temperatura e um período de segurança em que as frutas podem ser armazenadas. Se temos temperaturas abaixo disso, também pode acarretar na perda da textura, aroma e coloração da casca". 🧺 Como escolher frutas saudáveis? Problemas como os de textura emborrachada são internos e geralmente não vêm associados a aparência externa do fruto, o que dificulta sua detecção, explica o pesquisador da Embrapa. Apesar disso, é possível tomar alguns cuidados como: Escolher frutas sem enrugamentos e grandes manchas escurecidas; Observar a coloração, que não deve estar acinzentada ou descolorida; Verificar se o aroma é característico da fruta. Além disso, é recomendável realizar compras em estabelecimentos confiáveis, que adotam boas práticas de manuseio dos frutos e que, historicamente, oferecem produtos de qualidade e de fornecedores produtores idôneos. Frutos com texturas elásticas, polpas secas e cascas soltas virou trend TikTok/ Reprodução Leia ainda Você sabe escolher frutas e hortaliças? Veja 10 dicas Assista Brasil precisa importar arroz? Por que o preço subiu mais de 20% em um ano? Por que uma vaca brasileira se tornou a mais cara do mundo Carne vermelha apodrece no intestino? Saiba o que é real e o que é falso sobre o alimento



Governo reformula Voa Brasil e deve lançar programa com foco apenas em aposentados


17/07/2024 07:00 - g1.globo.com

Iniciativa vem sendo adiada desde o ano passado. Alunos do Prouni não devem mais ser incluídos no programa, que ofertará passagens aéreas por até R$ 200. O programa Voa Brasil, que deverá proporcionar passagens aéreas de até R$ 200, deverá ter uma primeira fase focada apenas em aposentados. Inicialmente, o governo previa que o público do programa seria mais amplo e também incluiria alunos do Programa Universidade Para Todos (Prouni) – de bolsas universitárias para alunos de baixa renda. Porém, o governo federal quer, primeiro, avaliar o resultado da oferta de passagens. No primeiro ano, devem ser colocados à venda 3 milhões de bilhetes. A previsão mais recente é que o Voa Brasil seja lançado até o fim de julho, mas esse prazo ainda depende de aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ter direito à compra, o aposentado não pode ter viajado de avião nos últimos 12 meses. Será criado site para facilitar a busca pelos bilhetes oferecidos a até R$ 200 pelo trecho e, segundo integrantes do governo envolvidos nas discussões, o aposentado precisará entrar com o cadastro do gov.br. Com base nessas informações, o sistema já saberá se a pessoa viajou de avião ou não no último ano. Quando encontrar uma passagem que deseja, o aposentado será redirecionado pelo portal para o site da própria companhia aérea, já na parte para finalizar a compra. Essa foi uma forma encontrada para dar mais segurança e evitar que essas pessoas sejam vítimas de golpes. Atualmente, há mais de 23 milhões de aposentados no Brasil. O governo chegou a pensar em limitar o programa a quem recebesse até dois salários mínimos. Mas cerca de 85% dos aposentados já estão dentro desse critério. Programa Voa Brasil tem histórico de adiamentos Leia também: Programa Voa Brasil é adiado mais uma vez; governo prevê lançamento para depois do Carnaval 'Voa Brasil', regras para trabalho por aplicativo, fila do INSS zerada: projetos do governo que não saíram do papel em 2023 Acordo com companhias Não haverá gasto de dinheiro do Orçamento federal para reduzir o custo das passagens para quem comprar pelo Voa Brasil. O trabalho do governo foi costurar com as companhias áreas um acordo para que ofereçam os bilhetes a esse preço para quem não viajou nos últimos 12 meses. O argumento do governo é que essas pessoas vão ocupar vagas ociosas nos aviões. Segundo dados levantados por auxiliares do presidente Lula, a aviação civil movimentou aproximadamente 112 milhões de passageiros no ano passado. Desse total, cerca de 12% (mais de 13 milhões) das passagens foram vendidas por até R$ 200. A expectativa é que os 3 milhões de bilhetes do Voa Brasil façam essa fatia crescer, pois as empresas aéreas ocupariam os lugares vazios nos aviões com aposentados que não costumam viajar. Atraso O Voa Brasil foi anunciado em março de 2023 pelo então ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, que deixou a pasta sem lançar o programa. Silvio Costa Filho assumiu o ministério em setembro e, em dezembro, disse que a iniciativa só sairia do papel em 2024. França assumiu, no início deste ano, o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. O Voa Brasil vem sendo discutido pelo governo desde o ano passado, mas ainda não saiu do papel. O assunto voltou a ser tratado entre o Ministério de Portos e Aeroportos e a Casa Civil nos últimos dias. A expectativa é que, após o aval de Lula, o programa seja lançado e comece a funcionar logo em seguida –talvez até no mesmo dia.



+Milionária pode pagar R$ 245 milhões nesta quarta-feira


17/07/2024 03:00 - g1.globo.com


Apostas podem ser feitas até as 19h em casas lotéricas, pelo site da Caixa Econômica Federal ou pelo aplicativo do banco. Volantes da +Milionária Rafael Leal /g1 O concurso 164 da +Milionária pode pagar um prêmio de R$ 245 milhões para quem acertar seis dezenas e dois trevos. O sorteio ocorre às 20h desta quarta-feira (17), em São Paulo. No concurso do último sábado (13), ninguém levou o prêmio máximo. A aposta mínima para a +Milionária custa R$ 6 e pode ser realizada até as 19h em casas lotéricas, pelo site da Caixa Econômica Federal ou pelo aplicativo do banco. A +Milionária soma dois sorteios semanais: às quartas e sábados. +Milionária: veja como jogar na loteria da Caixa Sobre a +Milionária As chances de vencer na loteria são ainda menores do que na Mega-Sena tradicional: para levar o prêmio máximo, é preciso acertar seis dezenas e dois “trevos”. (veja no vídeo acima) O valor de uma aposta simples é de R$ 6. Com ela, o apostador pode escolher 6 números de 50 disponíveis e mais 2 trevos, dentre os seis disponíveis. Para apostas múltiplas, é possível escolher de seis a 12 números e de dois a seis trevos, com preços que podem chegar a R$ 83,1 mil. A +Milionária se destaca por oferecer o prêmio principal mínimo de R$ 10 milhões por sorteio e por possuir dez faixas de premiação. Saiba mais aqui.



Fachin prorroga até setembro prazo para o Congresso analisar medidas que compensam a desoneração da folha de empresas


17/07/2024 00:08 - g1.globo.com

Fachin atendeu a um pedido feito pelo governo e Senado, que não chegaram a um consenso sobre essas medidas. Governo busca uma maneira de compensar a perda de arrecadação com a desoneração. O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, prorrogou até 11 de setembro o prazo para que o Congresso analise medidas para compensar a desoneração da folha de pagamento de empresas. Fachin atendeu a um pedido feito pelo governo e Senado, que não chegaram a um consenso sobre essas medidas, já que o governo busca uma maneira de compensar a perda de arrecadação. O prazo dado pelo Supremo terminava na sexta-feira (19). A desoneração da folha de pagamento foi aprovada no fim de 2023 pelo Congresso e vale até 2027. Ela abarca 17 setores da economia, que estão entre os que mais empregam. Entidades do setor produtivo argumentam que a desoneração ajuda a manter empregos e impulsionar a economia do país. Entre as medidas propostas pelo Senado, estão: repatriação de recursos depositados no exterior por brasileiros, mediante pagamento de Imposto de Renda uma espécie de refinanciamento de multas aplicadas por agências reguladoras utilização de recursos depositados em contas judiciais abandonados Se governo e o Senado fecharem um acordo, o projeto deverá ser votado no início de agosto. Na decisão, Fachin ressaltou que o caso tem urgência para ser analisado durante o recesso da Corte "em razão do impacto social e econômico dos dispositivos questionados, pois as medidas fiscais afetam setores que mais empregos geram, assim como atinge a folha de pagamento de inúmeros Municípios". Segundo o ministro, cabe à política a construção de solução adequada e eficiente que permita a apresentação de razões e a composição de interesses disponíveis, principalmente que envolvam à dimensão econômica da vida social. Fachin disse ainda que a política deve promover a disputa e o diálogo e a busca da melhor solução que respeite a Constituição. "A construção dialogada da solução não permite o açodamento e requerem o tempo necessário para o diálogo e para a confecção da solução adequada", escreveu o ministro.



Mega-Sena, concurso 2.749: prêmio acumula e vai a R$ 47 milhões


16/07/2024 23:01 - g1.globo.com


Veja os números sorteados: 08 - 25 - 27 - 38 - 43 - 44. Quina teve 43 apostas ganhadoras; cada uma vai levar R$ 58.239,89. Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio Marcelo Brandt/G1 O sorteio do concurso 2.749 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (16), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 47 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 08 - 25 - 27 - 38 - 43 - 44 5 acertos - 43 apostas ganhadoras: R$ 58.239,89 4 acertos - 3.843 apostas ganhadoras: R$ 930,93 O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (18). Mega-Sena, concurso 2.749. Reprodução/Caixa Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal — acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.



Haddad diz que é 'provável' que Fazenda revise para cima projeção de alta do PIB em 2024


16/07/2024 21:00 - g1.globo.com

O PIB (produto interno bruto) é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país e reflete, entre outros fatores, o aquecimento ou desaceleração da atividade econômica. Atualmente, a previsão do Ministério da Fazenda está em 2,5%. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o ministério deve revisar para cima a projeção do PIB deste ano. O PIB (produto interno bruto) é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país e reflete, entre outros fatores, o aquecimento ou desaceleração da atividade econômica. Atualmente, a previsão do Ministério da Fazenda está em 2,5%. Em 2023, o PIB foi de 2,9%. O ministro da Fazenda deu as declarações durante uma reunião com empresários do setor alimentício no Palácio do Planalto com o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros da Casa Civil, Agricultura e Desenvolvimento Agrário, além do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. "O Aloizio [Mercadante] falava agora há pouco que a Fazenda talvez tenha que rever a projeção do PIB deste ano. O que é provável que aconteça", disse Haddad. Apesar das enchentes no Rio Grande do Sul, que afetou um estado responsável por quase 8% do PIB brasileiro, Haddad destacou que a economia do país continua crescendo. PIB gaúcho cresce 4,1% no primeiro trimestre de 2024 "Tudo indica que mesmo com a calamidade no Rio Grande do Sul, a economia não parou de crescer, mesmo com a trava externa, as preocupações com o FED, a repercussão no nosso Banco Central aqui, a economia continua crescendo", afirmou o ministro. Haddad explicou que a equipe econômica procura sempre adotar uma abordagem cautelosa ao fazer previsões, para evitar surpresas negativas. "Nós sempre somos parcimoniosos porque a gente não quer também sofrer revés", comentou. Mesmo assim, ele entende que o PIB será maior que o previsto. Leia também: Correção do FGTS ao menos pela inflação já valerá para distribuição de lucros em agosto PIB do Brasil sobe 0,8% no 1° trimestre de 2024 puxado por comércio, diz IBGE Ibovespa encerra sequência de 11 altas, mas sobe 8,4% em 30 dias; entenda a melhora no último mês Justificativas para o otimismo Segundo Haddad, a expansão do crédito é um dos fatores que continuam fazendo a atividade econômica do Brasil crescer. Além disso, o ministro acha que o setor empresarial está aquecido e acelerado na conclusão de negócios. "A economia continua crescendo e isso se deve ao espírito empreendedor", afirmou Haddad.Ao espírito empreendedor do empresário do setor produtivo. Eu tenho certeza do que eu vou dizer, o setor produtivo está creditando no Brasil e para que essa profecia que vocês estão fazendo nos seus próprios negócios se realize socialmente, nós temos que verbalizar mais o que está acontecendo", completou o ministro.



Governo e Senado não chegam a acordo, e Pacheco pede mais prazo para analisar compensações à desoneração da folha


16/07/2024 20:11 - g1.globo.com

Por determinação do STF, governo e Congresso devem buscar uma maneira de compensar as perdas de arrecadação decorrentes da medida. Ambos os lados concordaram em pedir prazo maior para o tribunal. O presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), informou nesta terça-feira (16) que o governo e o Senado decidiram pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) extensão do prazo para analisar medidas que buscam compensar a desoneração da folha de pagamento de empresas. As medidas foram enviadas pelo governo ao Congresso. A decisão foi tomada após governo e Senado não chegarem a um consenso sobre essas medidas. A desoneração da folha de pagamento foi aprovada no fim de 2023 pelo Congresso e vale até 2027. Ela abarca 17 setores da economia, que estão entre os que mais empregam. Entidades do setor produtivo argumentam que a desoneração ajuda a manter empregos e impulsionar a economia do país. Por se tratar de uma medida que diminui impostos, o governo busca uma maneira de compensar a perda de arrecadação. Nesse sentido, foram enviadas propostas para o Congresso, que deveriam ser votadas até julho, de acordo com determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, governo e Senado concordaram com estender esse prazo. "Nós ajustamos com o governo federal, através da Advocacia-Geral da União e a nossa Advocacia-Geral do Senado Federal, que pudéssemos encaminhar uma petição conjunta ao STF, ao ministro Cristiano Zanin [relator], para que, na linha do que foi a sua última decisão, outorgando um prazo de 60 dias para que houvesse a apresentação das contas de compensação, que tivéssemos uma provocação desse prazo, até o dia 30 de agosto", afirmou Pacheco. Ao anunciar o adiamento, Pacheco chamou de “constrangedora” a proposta feita pelo governo para compensar a desoneração, que propunha aumento de 1% na alíquota da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) por dois anos. "É no mínimo constrangedor imaginar um projeto de desoneração da folha de pagamento que visa reduzir e diminuir a incidência tributária sobre uma pessoa jurídica para estimular a geração de emprego ser compensada na outra conta para aquela mesma empresa com aumento de impostos", afirmou o presidente do Senado. O presidente do Senado ainda ponderou que as propostas apresentadas pelo Senado poderiam rever o deficit de arrecadação causado pela desoneração e que com elas, não seria necessário aumento na carga tributária. Entre as medidas propostas pelo Senado, estão: ▶️ repatriação de recursos depositados no exterior por brasileiros, mediante pagamento de Imposto de Renda ▶️ uma espécie de refinanciamento de multas aplicadas por agências reguladoras ▶️ utilização de recursos depositados em contas judiciais abandonados “E as sugestões foram dadas pela presidência do Senado Federal, em relação a fonte de arrecadação que não continha aumento de imposto, nem aumento de alíquota, nem a criação de novos impostos, mas fonte de arrecadação de sustentáveis que buscam uma melhora do ambiente de negócios em favor do contribuinte brasileiro”, argumentou Pacheco. Valdo Cruz: Pacheco tem plano B para MP da desoneração Vai e volta da desoneração O Congresso Nacional aprovou, no ano passado, a prorrogação da desoneração da folha para 17 setores da economia intensivos em mão de obra até o fim 2027. Desde então, o tema virou uma queda de braço entre Executivo e Legislativo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou os trechos da lei, mas depois os parlamentares derrubaram o veto. Sem vitórias no Congresso sobre o tema, em abril, o governo recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar a legislação. Decisão individual (monocrática) do ministro Cristiano Zanin suspendeu a lei. Com isso, o Senado apresentou recurso. Para o governo, o Congresso não poderia ter prorrogado o benefício sem apresentar uma fonte de receita para custeá-lo, como manda a Lei de Responsabilidade Fiscal. Por conta da judicialização do tema, o acordo firmado entre equipe econômica e o Congresso foi homologado no STF. O ministro Fernando Haddad se comprometeu a apresentar formalmente a solução na Justiça até 20 de maio, data em que as empresas seriam obrigadas a pagar a contribuição previdenciária com a alíquota cheia de 20%, caso a equipe econômica e o Congresso não tivessem chegado a um consenso. Mas antes disso, em 9 de maio, governo federal e Senado chegaram a um acordo sobre como ficaria estabelecida a desoneração dos setores. A partir de 2025, as empresas voltarão a contribuir com a Previdência, com imposto de 5% sobre o total da remuneração dos funcionários. Haverá um crescimento gradual da alíquota, que vai atingir 20% em 2028. Hoje, a regra permite que empresas de 17 segmentos substituam esse pagamento, de 20% sobre os salários dos empregados, por uma alíquota sobre a receita bruta do empreendimento, que varia de 1% a 4,5%, de acordo com o setor e serviço prestado.



Ministério de Minas e Energia adia em 45 dias entrada em vigor de acordo com empresa do grupo J&F


16/07/2024 19:49 - g1.globo.com

Motivo é que o TCU pediu para analisar o acordo. Informação consta em documento enviado pela pasta ao Tribunal de Contas da União (TCU), ao qual o g1 teve acesso. O acordo entre o Ministério e a Âmbar O Ministério de Minas e Energia adiou em 45 dias a entrada em vigor de um acordo que beneficia a empresa do grupo J&F, Âmbar Energia. A informação consta em documento enviado pela pasta ao Tribunal de Contas da União (TCU), ao qual o g1 teve acesso. O grupo J&F é dos irmãos Joesley e Wesley Batista. O acordo entraria em vigor na próxima segunda-feira (22). Mas o ministério resolveu adiá-lo para que os termos sejam analisados pelo TCU. Assim, a nova data de entrada em vigência é 30 de agosto. "Considerando que o acordo entrará em vigor no próximo dia 22/07/24, parece evidente que a oitiva determinada pelo Sr. Ministro, ainda que ocorra até o final desta semana, não permitirá ao TCU examinar, com a profundidade de praxe, os termos da representação, ainda que a motivação do acordo, bem como suas justificativas técnicas e jurídicas já estejam em posse do Tribunal há quase 60 (sessenta) dias", diz o documento. O que diz o acordo O acordo em questão trata da contratação, pelo governo, de usinas termelétricas da Âmbar Energia no Leilão Emergencial de 2021, no auge da crise hídrica. Naquele momento, o governo realizou um leilão às pressas para contratar usinas novas, com entrada em operação em maio de 2022. A Âmbar adquiriu quatro projetos de usinas que haviam vencido o certame, mas não conseguiu entregá-los a tempo. A penalidade, nesse caso, seria multa e cancelamento do contrato. Depois de um imbróglio na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o caso foi parar no Tribunal de Contas da União (TCU). A Corte de Contas havia criado uma secretaria para resolução de disputas, a SecexConsenso, que assumiu os casos do Leilão Emergencial em busca de acordo entre governo e empresas. O caso da Âmbar não chegou a ser votado no tribunal. Mas as discussões na SecexConsenso serviram de base para a celebração de um acordo que permitia à Âmbar manter o contrato das usinas, com pagamentos pelo governo, mesmo diante do atraso na entrega. Argumento do governo O governo argumenta que haveria uma redução de custos aos consumidores, na ordem de R$ 1 bilhão. Isso na comparação com os contratos anteriores das usinas --que poderiam ser cancelados pelo atraso. Já a remuneração da Âmbar pela energia vendida será de cerca de R$ 9 bilhões. Na última quinta-feira (11), o Ministério Público junto ao TCU protocolou um pedido de suspensão do acordo por possíveis irregularidades. O TCU abriu um processo para analisar o pedido e, na segunda-feira (15), o ministro Benjamin Zymler determinou que o ministério, a Aneel e a Advocacia-Geral da União (AGU) enviem esclarecimentos no prazo de três dias. Procurado, o Ministério de Minas e Energia disse que "não comenta sobre o teor do acordo em andamento, antes da análise do mérito por parte do TCU. Afirmou ainda que o mesmo levará em conta a maior economia para o consumidor de energia e a segurança energética, buscando equidade com os demais acordos do PCS [Leilão Emergencial de 2021] já em vigor."



Ibovespa encerra sequência de 11 altas, mas sobe 8,4% em 30 dias; entenda a melhora no último mês


16/07/2024 19:30 - g1.globo.com


Reforço dos sinais de que os juros nos EUA podem cair e de que a equipe econômica deve dar mais atenção aos gastos públicos no Brasil fizeram o índice chegar mais perto de zerar as perdas de 2024. Ibovespa Burak The Weekender/Pexels O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, fechou em queda nesta terça-feira (16), mas teve um grande respiro neste mês de julho, com a melhora do ambiente macroeconômico local e internacional. Há um mês, no dia 17 de junho, o indicador anotava a pior pontuação do ano, com 119.138 pontos. No fechamento de terça-feira, chegou aos 129.110 pontos, uma alta de 8,4%. Até ontem, foram 11 altas consecutivas, igualando uma série de ganhos que não acontecia desde o início de 2018. Com a melhora, o Ibovespa caminha para zerar as perdas de 2024. O Ibovespa acumula uma queda de apenas 3,8% no ano. Há um mês, a queda acumulada era de 11,21%. O movimento, segundo especialistas consultados pelo g1, pode ser explicado por uma combinação fatores. São eles: O maior otimismo com o cenário de juros nos Estados Unidos; A melhora da percepção sobre o ambiente fiscal brasileiro; e A amenização das preocupações sobre a nova gestão do Banco Central e o futuro da Selic. Entenda nesta reportagem como cada um desses fatores afetou o Ibovespa e quais as expectativas do mercado à frente. Maior otimismo com os juros nos Estados Unidos Neste ano, o principal fator que tem mexido com os mercados de capitais ao redor do planeta é o quadro de juros norte-americanos. O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) tinha encerrado 2023 com uma leitura bastante otimista, e indicava um possível corte de juros já nos primeiros meses de 2024. Com a indicação de que os preços estavam mais controlados e a atividade mais contida nos Estados Unidos, investidores chegaram a precificar que a instituição faria de seis a sete cortes nas taxas de juros ao longo deste ano. Mas, no primeiro semestre deste ano, houve uma mudança nas sinalizações do BC norte-americano, que penalizou os mercados no mundo todo. Os dados mostravam um mercado de trabalho bastante aquecido, que geram uma pressão extra nos preços ao consumidor do país. Além disso, a atividade econômica nos EUA não mostrava sinais de desaceleração. Assim, reacenderam as preocupações do Fed sobre a trajetória de inflação na maior economia do mundo, o que acabou postergando o início do ciclo de cortes de juros pela instituição. O início estava previsto inicialmente para março, mas até o momento o Fed não se mexeu. “Tivemos um reajuste de expectativas pelo mercado que fez reduzir a estimativa de seis ou sete cortes de juros pelo Fed para um ou dois cortes. Com isso, começamos a ver um cenário de taxas muito mais altos por mais tempo do que se esperava, o que acabou prejudicando o Brasil”, explicou a estrategista de ações de research da XP Investimentos, Jennie Li. O quadro de juros mais altos nos EUA também trouxe uma mudança nas carteiras dos investidores. Eles optaram por migrar seus recursos, tirando-os de ativos de risco (como ações) e colocando-os nos Treasuries (títulos do Tesouro norte-americano), que são considerados os mais seguros do mundo. Por aqui, ainda havia uma desconfiança de que o governo teria capacidade de colocar as contas públicas no lugar (saiba mais abaixo). A junção de cenários acabou diminuindo a atratividade das bolsas de valores aqui e no mundo. No Brasil, resultou em uma saída de mais de R$ 30 bilhões de recursos estrangeiros. Agora, no entanto, com dados econômicos mais comportados nos Estados Unidos, o quadro parece um pouco mais previsível. No último mês, houve uma nova onda de otimismo conforme dados de inflação mostraram menos ímpeto de subida e o mercado de trabalho se enfraqueceu. “Temos visto um aumento da probabilidade de corte de juros pelo Fed em setembro e as falas de Powell [presidente do Fed] também têm vindo em um tom mais positivo. E isso tem ajudado não só o Brasil, mas os emergentes em geral neste mês de julho”, disse o gestor de renda variável da Western Asset, Naio Ino. Na última segunda-feira (15), por exemplo, Powell afirmou que as leituras de inflação no segundo trimestre “aumentaram um pouco a confiança” de que os preços estão voltando à meta do Fed de forma sustentável. O comentário foi lido como uma sinalização de que o início dos cortes de juros pela instituição pode acontecer em breve. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, até esta terça-feira (16), o mercado apostava em uma probabilidade de 91,6% de que o Fed comece a reduzir as taxas em setembro. Com juros mais baixos, o fluxo se inverte: investidores saem de ativos seguros e passam a considerar a bolsa de valores. A melhora do cenário fiscal brasileiro Apesar de os números das contas públicas ainda não estarem incontestavelmente melhores, o mercado financeiro reagiu bem às últimas sinalizações da equipe econômica sobre as contas públicas. Para entender melhor, é preciso voltar no tempo. Em maio, as contas do governo federal registraram déficit (despesas maiores que despesas) de R$ 61 bilhões. Em resposta às cobranças do mercado financeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez diversas afirmações que contrariavam ou relativizavam a necessidade de um corte de gastos. Lula afirmou que a economia não podia deixar de lado o social e fez uma série de críticas à condução de juros por parte do Banco Central, além de ter indicado que o governo precisaria entender se a saída era o corte de gastos ou o aumento da arrecadação. Já no começo deste mês — e com um dólar que foi às alturas por conta da turbulência —, o tom de Lula mudou. O presidente veio a público e afirmou que “responsabilidade fiscal é compromisso” do governo, e que determinou que a equipe econômica cumpra o arcabouço fiscal. Naquele mesmo dia, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou que a equipe econômica deve continuar buscando a meta fiscal e anunciou um corte de R$ 25 bilhões em despesas obrigatórias a serem feitas no Orçamento de 2025. “Essa redução da 'temperatura' também acabou ajudando os mercados”, disse Ino, da Western Asset, destacando que outros fatores também trouxeram melhoras em papéis específicos. É o caso, por exemplo, do anúncio de alta nos preços de combustíveis pela Petrobras que, segundo ele, “tirou um pouco da percepção negativa do mercado em relação à companhia”. Isso porque havia temores por parte do mercado de que haveria intervenção do governo na política de preços da estatal, após a indicação de Magda Chambriard para a presidência da companhia. “Esse conjunto de notícias positivas acaba ajudando a nossa bolsa”, afirmou Ino. Haddad anuncia corte de R$ 25,9 bi em despesas e diz que Lula determinou que seja cumprido o arcabouço fiscal Menos preocupações sobre o BC e a Selic Por fim, outro motivo citado pelos especialistas como parte importante na melhora do Ibovespa dos últimos dias é a amenização das preocupações acerca da nova gestão do Banco Central e do futuro da taxa básica de juros brasileira, a Selic. No primeiro semestre, uma racha no Comitê de Política Monetária (Copom) do BC havia acendido o alerta para os investidores. Roberto Campos Neto, atual presidente da autarquia, precisou dar o voto de minerva após uma votação acirrada sobre o corte de juros. A divisão aumentou as incertezas sobre como seria a transição para a nova gestão do BC, com o novo mandato previsto para 2025. Como o g1 mostrou à época, a preocupação dos analistas era a de que os novos diretores passassem a optar por uma condução mais frouxa da política monetária, o que implicaria em uma inflação média mais alta e juros menores (à força) na economia. “Aquilo causou uma incerteza em relação à política monetária, mas a reunião do Copom de junho trouxe alívio”, explicou Li, da XP. “Eles viram que o Fed ia demorar para cortar juros, que as expectativas de inflação de médio e longo prazo estavam começando a desancorar e que fazia sentido fazer uma pausa nos cortes da Selic. Foi uma decisão unânime e técnica que acabou trazendo benefício para o mercado”, completou a especialista. O que esperar para o Ibovespa à frente? Segundo especialistas, além da melhora do cenário macroeconômico local e internacional, os preços ainda baixos na bolsa de valores brasileira ainda podem beneficiar o Ibovespa no curto prazo. Ainda assim, alertam que há muito a se desenrolar nos próximos meses. Estão no radar: O resultado da eleição presidencial norte-americana; O corte efetivo de juros dos EUA por parte do Fed; O cumprimento ou não das metas fiscais; A votação da reforma tributária; Os debates sobre o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para compensar a desoneração da folha, entre outros. “O mercado vai acompanhar de perto as discussões sobre contingenciamento e controle de despesas que o governo está sinalizando que vai fazer”, disse Ino, destacando que o peso que os dados de inflação e emprego nos Estados Unidos devem ter nos mercados globais também ficam na mira dos investidores.



Primeiras notas de real: relembre as diferenças entre as cédulas da 1ª e da 2ª família da moeda brasileira


16/07/2024 18:31 - g1.globo.com


Notas da 'primeira família do real' serão recolhidas por instituições financeiras, conforme instrução do Banco Central. Apesar da medida, elas seguem valendo e podem ser utilizadas normalmente. Primeiras notas do Real vão sair de circulação As primeiras notas de real emitidas no país vão sair de circulação aos poucos, conforme instrução normativa publicada pelo Banco Central do Brasil (BC). A orientação do BC é que os bancos recolham as cédulas da chamada "primeira família do real" para que sejam substituídas por novas. Apesar da medida, as notas antigas não perdem validade e podem continuar sendo utilizadas normalmente. "Considerando o tempo de vida útil destas cédulas, é de se supor que suas condições físicas não estejam adequadas à circulação", justificou o BC. Segundo a autoridade monetária, notas em condições inadequadas "geram dificuldades logísticas para toda a cadeia de execução dos serviços", incluindo caixas eletrônicos e máquinas contadoras. Além disso, dificultam que elementos de segurança sejam reconhecidos pela população. Mas qual é a diferença entre a primeira e a segunda família do real? As notas da primeira família do real foram colocadas em circulação há 30 anos, em 1° de julho de 1994. De acordo com o BC, essas cédulas representam, atualmente, 3% do dinheiro em circulação. Relembre os modelos abaixo: Primeira família do real Arte g1/Reprodução/BC Uma das características da primeira família do real é a dimensão padronizada em 140 x 65 mm: todas as notas, de R$ 1 a R$ 100, têm a mesma altura e comprimento. As notas antigas levam, em seu anverso, a efígie simbólica da República, interpretada sob forma de escultura. A exceção é a cédula comemorativa de R$ 10, com a efígie de Pedro Álvares Cabral, lançada no ano 2000. (veja na arte acima) Segunda família Diferentemente das notas antigas, as novas cédulas — consideradas a "segunda família do real" — possuem tamanhos diferentes para ajudar com a acessibilidade para deficientes visuais. As dimensões são: R$ 2: 121 x 65 mm R$ 5: 128 x 65 mm R$ 10: 135 x 65 mm R$ 20: 142 x 65 mm R$ 50: 149 x 70 mm R$ 100: 156 x 70 mm R$ 200: 142 x 65 mm As novas versões começaram a circular em 2010, com os valores de R$ 50 e R$ 100. Em 2012, foi a vez das novas notas de R$ 10 e R$ 20. Já em 2013, foram lançadas as de R$ 2 e R$ 5. A cédula mais recente é a de R$ 200 — que não existia na primeira família do real —, colocada em circulação em 2020. Todas as novas versões também levam, em seu anverso, a efígie simbólica da República, interpretada sob forma de escultura. A famosa nota de R$ 1, lançada em 1994, deixou de ser produzida na segunda família do real. Veja os novos modelos abaixo: Segunda família do real Arte g1/Reprodução/BC ‘O último plano’: podcast conta os bastidores da criação do real, moeda que mudou os rumos da economia no país há 30 anos Jornal Nacional/ Reprodução



Justiça aceita pedido de recuperação judicial da Casa do Pão de Queijo


16/07/2024 18:26 - g1.globo.com


Empresa reportou dívidas de R$ 57 milhões. Pedido da companhia abrange a holding e suas 28 filiais, todas localizadas em aeroportos, e não tem impacto sobre as 170 franquias da rede. Casa do Pão de Queijo pede recuperação judicial Reprodução/CPQ - Shopping Garden A Justiça de São Paulo aceitou na segunda-feira (15) o pedido de recuperação judicial da Casa do Pão de Queijo. A rede de cafeterias havia protocolado o pedido em 28 de junho, com uma dívida estimada em R$ 57,5 milhões. O processo se refere à holding e suas 28 filiais, todas localizadas em aeroportos, e não tem impacto sobre as 170 franquias da rede, segundo a empresa informou ao g1. Filial é uma loja gerida pela própria marca, enquanto a franquia é uma unidade em que terceiros adquirem o direito de operar a marca com capital próprio, repassando um valor à empresa. Em sua decisão, o juiz José Guilherme Di Rienzo Marrey, da 1ª Vara Regional de Competência Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem, afirmou que a empresa cumpriu com os requisitos legais para dar início ao processo. LEIA TAMBÉM Americanas: veja como o ex-CEO tentou blindar patrimônio após fraude contábil, segundo a PF Temu: varejista rival da Shopee e AliExpress inicia vendas no Brasil Primeiras notas do real vão sair de circulação; entenda por quê Depois que o pedido é aceito, as execuções (cobranças de dívida) contra a companhia são suspensas por 180 dias. (entenda mais abaixo como funciona uma recuperação judicial) "[Fica] proibida qualquer forma de retenção, arresto, penhora, sequestro, busca e apreensão e constrição judicial ou extrajudicial sobre os bens da devedora, oriunda de demandas judiciais ou extrajudiciais cujos créditos ou obrigações sujeitem-se à recuperação judicial", determinou o juiz. O magistrado nomeou a empresa F. Rezende Consultoria e Administração Judicial Ltda como administradora judicial. Ela será responsável por processar o pedido administrativamente e apresentar seu parecer em juízo, em relatórios mensais. Durante a recuperação, a Casa do Pão de Queijo terá que apresentar suas contas até o dia 15 de cada mês, além de entregar, mensalmente, os documentos solicitados pela administradora do processo. As dívidas da rede Do total da dívida da Casa do Pão de Queijo, o montante de maior valor diz respeito aos credores quirografários, que são aqueles que não têm nenhuma garantia ou direito de preferência nos pagamentos. São R$ 55,9 milhões. Também há uma dívida estimada em cerca de R$ 1,4 milhão com credores enquadrados como Microempreendedores ou Empresas de Pequeno Porte, e R$ 224,3 mil em dívidas trabalhistas. Além dos valores listados na recuperação judicial, o pedido também menciona que detém uma dívida de R$ 53,2 milhões com outros credores e outros R$ 28,7 milhões em dívidas tributárias com municípios, estados e a União. O que muda com a recuperação judicial? De acordo com a Casa do pão de Queijo, a operação de suas lojas próprias segue normalmente apesar da recuperação judicial. Em decorrência da crise financeira que a empresa atravessa, 19 filiais foram fechadas até aqui, sendo: cinco localizadas no Aeroporto Internacional de Brasília (DF); quatro no Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante (RN), uma no Aeroporto Internacional de Fortaleza (CE); uma no Aeroporto de Vitória (ES); uma próxima ao Aeroporto de Jacarepaguá (RJ), uma em Tamboré, bairro de Barueri (SP); uma no bairro Vila Nova Conceição, em São Paulo (SP); uma na Faria Lima, avenida famosa de São Paulo (SP); uma na Rua Oscar Freire, em São Paulo (SP); uma no Shopping Pátio Paulista, em São Paulo (SP); uma no Shopping Metrô Tatuapé, em São Paulo (SP); uma no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). Para além das lojas que já foram fechadas e as demissões ocorridas neste processo, a companhia informa que não haverá nenhuma mudança para os funcionários das filiais que seguem em operação. Sobre a oferta de produtos nas lojas próprias, todas localizadas em aeroportos, a empresa diz que, por enquanto, não haverá nenhuma redução. "A vida segue normalmente na Casa do Pão de Queijo", destaca a rede ao g1. A empresa reforça, ainda, que nada mudará para o consumidor. Apesar da crise, a Casa do pão de Queijo diz que acredita em sua reestruturação e que a volta à normalidade é completamente viável, caso o plano de recuperação judicial seja aprovado. Além disso, a empresa afirma que novas franquias serão inauguradas nos próximos meses e que "também estão previstos lançamentos de produtos no final do ano, como de costume". Sobre a reestruturação, a companhia diz, no pedido de recuperação, que "possui um "goodwill" (termo que se refere ao status e credibilidade da marca) absolutamente capaz de promover sua recuperação e reorganização". Após a Justiça aceitar o pedido, a empresa tem 60 dias para apresentar o seu plano de recuperação judicial, que precisa ser aprovado pelos credores. A empresa pediu, no entanto, a antecipação dos efeitos do "stay period" , período em que são suspensas todas as ações e execuções de dívidas contra a empresa em recuperação, para a preservação das atividades do negócio. "Isso porque, como é sabido, no momento que a dificuldade financeira se torna pública, os credores em geral, reduzem muito, quando não cortam totalmente as linhas de créditos até então dadas às empresas", pontua a ação. Número de empresas em recuperação judicial sobe no país Por que a Casa do Pão de Queijo pediu recuperação judicial? Entre 2014 e 2019, a Casa do Pão de Queijo abriu dezenas de novas lojas próprias, impulsionada por eventos que trouxeram uma grande movimentação para os aeroportos brasileiros, com destaque para a Copa do Mundo em 2014 e as Olímpiadas de 2016. A empresa destaca que, naquele momento, se tornou "a principal rede de cafeterias em aeroportos no Brasil" e que vinha experimentando um "crescimento sólido". Até que, em 2020, chegou a pandemia de Covid-19, que reduziu os trânsitos nos aeroportos e diminuiu os números de consumo. Nos três primeiros meses de pandemia, a companhia perdeu 97% de seu faturamento, e encerrou o ano com uma queda de 50%. Naquele momento, segundo a empresa, as lojas recém-inauguradas em Fortaleza e Porto Alegre estavam ainda em fase de consolidação, e a rede tinha "financiamentos significativos a serem pagos". "Com o fechamento dos aeroportos por várias semanas devido às medidas de contenção da pandemia, a retomada das operações foi extremamente lenta e complicada pelos novos procedimentos sanitários rigorosos. Como resultado, a Casa do Pão de Queijo teve centenas de funcionários impossibilitados de trabalhar nas lojas, levando à perda de produtos estocados", diz a ação. A companhia cita, ainda, que os aeroportos continuaram cobrando aluguéis mesmo com a redução de passageiros, o que, em alguns casos, resultou em "dívidas injustas e impagáveis". Também por conta da pandemia, franqueados da Casa do Pão de Queijo tiveram de encerrar suas operações, diminuindo o faturamento da rede, ao mesmo tempo em que sua produção era interrompida pelas medidas de isolamento social. Segundo a empresa, também contribuiu para sua crise financeira a dificuldade em obter linhas de créditos viáveis, e um dos investimentos recentes deu errado: uma parceria com uma multinacional mexicana do setor de alimentos. Por fim, as cheias históricas no Rio Grande do Sul impactaram a operação das lojas localizadas no Aeroporto de Porto Alegre. "A tragédia climática causou um impacto financeiro negativo de quase R$ 1 milhão por mês em vendas e uma perda de EBITDA de aproximadamente R$ 250 mil por mês. Sem previsão de retorno à normalidade, a empresa teve que demitir 55 funcionários, agravando ainda mais a crise", afirma. Como funciona a recuperação judicial O que é a recuperação judicial? A recuperação judicial serve para evitar que uma empresa em dificuldade financeira feche as portas. É um processo pelo qual a companhia endividada consegue um prazo para continuar operando enquanto negocia com seus credores, sob mediação da Justiça. As dívidas ficam congeladas por 180 dias e a operação é mantida. A recuperação judicial foi instituída no Brasil em 2005 pela lei 11.101, que substituiu a antiga Lei das Concordatas, de 1945. A diferença entre as duas é que, na recuperação judicial, é exigido que a empresa apresente um plano de reestruturação, que precisa ser aprovado pelos credores. Na concordata, era concedido alongamento de prazo ou perdão das dívidas sem a participação dos credores. Quem pode pedir recuperação judicial? Empresas privadas de qualquer porte e com mais de dois anos de operação podem recorrer à recuperação judicial. Porém, a lei não vale para estatais e empresas de capital misto, bem como para cooperativas de crédito e planos de saúde. Também não podem pedir recuperação judicial as empresas que já tenham feito outro pedido há menos de cinco anos e as comandadas por empresários que já foram condenados por crime falimentar (relacionados a processos de falência). Como é feito o pedido de recuperação judicial? O pedido é feito à Justiça por meio de uma petição inicial que contém, entre outras informações, o balanço financeiro dos últimos três anos, as razões pelas quais entrou em crise financeira, e a lista de credores. Depois que o pedido é aceito, a empresa tem 60 dias para apresentar o plano de recuperação e as execuções (cobranças de dívida) contra ela são suspensas por 180 dias. A lei determina que a assembleia de credores aconteça em até 150 dias após o deferimento do processo pela Justiça, mas na prática, esse prazo costuma ser ultrapassado. * Com reportagem de Bruna Miato



FGTS tem lucro recorde de R$ 23 bi e correção ao menos pela inflação já valerá na distribuição em agosto


16/07/2024 18:25 - g1.globo.com


Conselho Curador do fundo aprovou contas nesta terça-feira (16) e distribuição do lucro aos trabalhadores será decidida em agosto. Decisão do STF estabeleceu correção a partir do IPCA. O FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) registrou um lucro recorde de R$ 23,4 bilhões no ano passado. A correção do fundo por, no mínimo, a inflação já vale para a distribuição do lucro bilionário do FGTS em agosto, cujo formato será definido daqui 3 semanas. FGTS corrigido pela inflação: veja simulação e entenda o que muda para o trabalhador O Conselho Curador do FGTS se reuniu na tarde desta terça-feira (16) e aprovou as contas de 2023. Na reunião do dia 6 de agosto, o conselho vai decidir o percentual de lucro a ser distribuído aos trabalhadores. Essa divisão será feita até o dia 31 de agosto, informou o Ministério do Trabalho. FGTS não pode mais perder para a inflação No ano passado, na avaliação das contas de 2022, o conselho distribuiu 99% dos rendimentos – em um total de R$ 12,7 bilhões. O FGTS é corrigido pela Taxa Referencial (TR) mais 3%. A TR é usada como referência para algumas aplicações financeiras. No início de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que, quando a fórmula TR mais 3% ficar abaixo da inflação, o FGTS precisa ser corrigido pelo IPCA. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o cálculo ficou em 4,96% em 2023. Ou seja, está acima da inflação registrada no ano, de 4,62%. “Quando ainda somar a distribuição dos resultados, a correção será superior aos 4,62% do IPCA. Mas ainda não se tem o valor da remuneração auferida pelas contas com distribuição de resultados", disse a pasta. FGTS - Fundo de Garantia do Tempo de Serviço Lucas Figueira/G1 Entenda a decisão A maioria dos ministros do STF entendeu que o FGTS não é um uma aplicação financeira e precisa cumprir sua função social. Conforme a decisão do STF, nos anos em que a correção do fundo não acompanhar a inflação, caberá ao Conselho Curador determinar a forma de compensação. Em 2021, por exemplo, a correção das contas foi de 5,83% – a fórmula de cálculo resultou em 3%, mais a distribuição dos resultados. Naquele ano, o IPCA ficou em 10,06%. Ou seja, se o entendimento do STF já estivesse em vigor, a correção deveria ter sido de 10,06%.



BNDES já financiou mais de R$ 3 bi para reconstrução do Rio Grande do Sul, diz Mercadante


16/07/2024 14:48 - g1.globo.com


No fim de maio, presidente Lula assinou medida provisória que disponibiliza linhas de crédito para empresas do estado. Concessão de crédito pelo banco começou no dia 10 de julho. Edifício-sede do BNDES, no centro do Rio Marcos Serra Lima/g1 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já financiou mais de R$ 3 bilhões para reconstrução do Rio Grande do Sul. A informação é do presidente do banco, Aloizio Mercadante, em entrevista nesta terça-feira (16). Segundo Mercadante, em 72 horas, foram R$ 2,7 bilhões em financiamentos para capital de giro e R$ 500 milhões para investimento no estado. A concessão de crédito pelo BNDES começou no dia 10 de julho. "O pessoal está trabalhando em tempo integral para poder atender a demanda", declarou Mercadante. Donos de negócios afetados por inundações no RS podem pedir empréstimos em programa do BNDES. No fim de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou uma medida provisória que disponibiliza linhas de crédito para empresas no Rio Grande do Sul — estado afetado por fortes chuvas e enchentes desde o final de abril. O governo disponibilizou R$ 15 bilhões para empresas com sede ou filial em municípios em estado de calamidade. Segundo informações da Secretaria para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, no primeiro dia de oferta da linha de crédito, foram concedidos 781 financiamentos no total de R$ 1,5 bilhão. Fundo do Clima Questionado sobre o Fundo Clima, Mercadante afirmou que o banco de fomento tem uma demanda de R$ 31 bilhões para financiamento de projetos até 2026. "No fundo clima, nós já temos projetos protocolados até 2026, com uma demanda de R$ 31 bilhões e alguns projetos muito interessantes, muito inovadores", declarou. Mercadante se encontrou com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na manhã desta terça-feira (16) para tratar do desempenho do BNDES no semestre. De acordo com ele, houve um aumento de 79% nas aprovações de crédito no período e desembolso de 21%. Já a demanda de crédito para exportação de bens industriais cresceu 135% no semestre, afirmou. "Então os dados são muito fortes, o que mostra que acho que a Fazenda vai ter que rever a projeção de crescimento da economia este ano. Pelo BNDES, nós vamos ter um crescimento maior do que está projetado até agora", disse Mercadante.



Quem é o empresário de Recife que comprou 12,5% das ações da Americanas


16/07/2024 13:01 - g1.globo.com


Inácio de Barros Melo Neto é empresário do ramo da educação e dirige a Faculdade de Medicina de Olinda, que foi fundada por sua família. Ele diz que confia em virada da empresa e considera aumentar participação. Dr. Inácio de Barros Melo Neto, Diretor Geral da Faculdade de Medicina de Olinda Divulgação O investidor e educador pernambucano Inácio de Barros Melo Neto, detentor de 12,5% das ações ordinárias da Americanas, pode elevar ainda mais sua participação na companhia, embora não tenha pretensão de se tornar seu controlador, disse ele nesta segunda-feira, em entrevista à Reuters. “Eu acredito que a empresa vá mudar de patamar. Se o valor da ação baixar, eu posso comprar ainda mais”, disse Melo Neto em entrevista por telefone. O nome do investidor veio a público depois que a Americanas anunciou, na noite de sexta-feira, que ele passou a deter 113 milhões de ações da varejista, conforme comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Morador de Recife, o bacharel em Direito, de 44 anos, é empresário do ramo da educação e dirige a Faculdade de Medicina de Olinda, que foi fundada por sua família. Ele contou na entrevista à Reuters que começou a investir em bolsa de valores em 2020 e atualmente detém apenas ações da Americanas em seu portfólio, por acreditar na retomada da varejista, que pediu recuperação judicial em 2023 depois da descoberta de uma fraude contábil bilionária. O empresário estima que no último ano e no meio tenha desembolsado mais de R$ 50 milhões na compra de ações da companhia. Sem experiência prévia em bolsa, segundo ele, Melo Neto contou que vem estudando a área de renda variável há algum tempo e que acredita na capacidade financeira dos principais acionistas da Americanas, o trio de bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira. No início do mês, a companhia divulgou que que esses três acionistas e seus afiliados passariam a deter 49,2% das ações da Americanas após um aumento de capital. Até meados de fevereiro de 2023, o trio detinha 30,12% da Americanas. “Meu objetivo é vender as ações no futuro e lucrar, mas eu não tenho nenhuma pressa“, disse Melo Neto, que contou não conhecer pessoalmente nenhum dos três acionistas de referência da companhia, embora tanto ele quanto Lemann sejam investidores na área de educação. Melo Neto disse que chegou a comprar ações da Americanas quando elas estavam valendo cerca de R$ 0,40. Na segunda-feira, a ação da companhia fechou cotada em R$ 0,62. A investigação policial da fraude contábil da Americanas continua em andamento e existem dúvidas em relação a como a empresa vai sair deste processo, uma vez que o impacto financeiro e reputacional foi muito grande e que o setor de varejo brasileiro é muito competitivo e ágil, disse à Reuters André Pimentel, sócio da Performa Partners, que participou da reestruturação da varejista no início dos anos 2000. Americanas: a fraude ‘bomba atômica’



Dólar fecha em queda, de olho em Galípolo e dados dos EUA; Ibovespa encerra sequência de 11 altas


16/07/2024 12:01 - g1.globo.com


Na véspera, a moeda norte-americana subiu 0,26%, cotada em R$ 5,4451. Já o principal índice de ações da bolsa fechou em alta de 0,33%, aos 129.321 pontos. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik O dólar fechou em queda nesta terça-feira (16), depois de falas do diretor de política monetária do Banco Central do Brasil (BC), Gabriel Galípolo, um dos principais cotados para substituir Roberto Campos Neto no comando da instituição. O diretor reafirmou que as expectativas de inflação passaram por uma revisão, que elevou a preocupação do BC na última reunião do Copom, fazendo com que o ciclo de cortes de juros fosse interrompido. Galípolo ressaltou também que a previsão de juros mais altos por mais tempo nos Estados Unidos gera elevação da taxa de juros terminal em países emergentes e fortalece o dólar. Citou também que mercado de trabalho aquecido indica um processo de recuo mais lento da inflação. Todos esses fatores fizeram com que a autarquia migrasse para um período de “um pouco mais de cautela”. Já no exterior, o foco fica com novos dados econômicos norte-americanos e com falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). A percepção de que o ex-presidente Donald Trump tem maior chance de ganhar a eleição de novembro nos EUA após o candidato ter sofrido um atentado no último sábado (13) ainda segue no foco. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, fechou em leve queda, encerrando uma sequência de 11 altas. Veja abaixo o resumo dos mercados. ENTENDA: A cronologia da disparada do dólar motivada pelos juros nos EUA, o cenário fiscal brasileiro e as declarações de Lula CONSEQUÊNCIAS: Alta do dólar deve pressionar inflação e impactar consumo das famílias no 2º semestre, dizem especialistas Dólar O dólar fechou em queda de 0,30%, cotado em R$ 5,4288. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: queda de 0,04% na semana; recuo de 2,86% no mês; avanço de 11,88% no ano. Na véspera, a moeda fechou em alta de 0,26%, cotada em R$ 5,4451. Ibovespa O Ibovespa teve queda de 0,16%, aos 129.110 pontos. Com o resultado, acumulou: alta de 0,17% na semana; ganhos de 4,20% no mês; perdas de 3,78% no ano. Na véspera, o índice fechou em alta de 0,33%, aos 129.321 pontos. LEIA TAMBÉM 30 anos do Real: como era a vida antes do plano econômico que deu origem à moeda brasileira DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O que está mexendo com os mercados? Por aqui, o mercado passou pelas negociações desta terça-feira (16) de olho nas declarações de Galípolo e nas incertezas no âmbito fiscal. Investidores aguardam novos desdobramentos sobre a votação da reforma tributária no Senado e sobre a proposta de aumentar a alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) para compensar a desoneração da folha. Já no exterior, as atenções dos investidores seguem voltadas para dados econômicos dos Estados Unidos. De acordo com informações do Escritório de Estatísticas do Trabalho, os preços de importados no país permaneceram inalterados em junho, em 0,2%. Os custos mais baixos dos produtos de energia foram compensados pela recuperação em alimentos. Outro dado que fica no radar são as vendas no varejo, que também permaneceram inalteradas em junho, após ganho de 0,3% em maio, segundo informações do Departamento de Comércio norte-americano. O número veio maior do que a previsão dos especialistas consultados pela agência de notícias Reuters, que projetavam queda de 0,3% para o mês. Ainda assim, a leitura é que a perspectiva para as vendas é desfavorável e que as famílias estão se tornando mais sensíveis aos preços e concentrando o consumo em necessidades básicas. "Os dados de venda do varejo são uma boa sinalização tanto do mercado de trabalho [norte-americano] quanto da força da demanda final", afirmou o economista-chefe da XP, Caio Megale, em transmissão ao vivo para comentar sobre o dia nos mercados. Isso significa que uma sinalização que confirme uma tendência de desaceleração da economia norte-americana pode fazer com que as projeções de três cortes de juros pelo Fed aumentem no mercado financeiro. Na véspera, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que as últimas leituras de inflação dos Estados Unidos "aumentam um pouco a confiança" de que os preços estão voltando para a meta de forma sustentável, o que sugere que o início dos cortes na taxa de juros pode acontecer em breve. Até o momento, o mercado está dividido entre aqueles que acreditam que o Fed deve fazer dois cortes de juros ainda neste ano e aqueles que acreditam que três reduções ainda estão por vir. Até esta manhã, segundo informações da ferramenta FedWatch do CME Group, o mercado apostava em uma probabilidade de 87,6% de que o Fed faça o primeiro corte de juros em setembro. Para os próximos dias, o mercado ainda aguarda a divulgação do Livro Bege do Fed — relatório desenvolvido em conjunto pelas 12 filiais regionais do BC norte-americano e que serve como um termômetro da economia dos EUA . Balanços corporativos do 2º trimestre também devem ficar na mira dos investidores. Por fim, os sinais de favoritismo do ex-presidente Donald Trump na corrida eleitoral norte-americana também continuam a fazer preço nos mercados. No último sábado, o ex-presidente Donald Trump sofreu um atentado a tiros enquanto discursava em um comício em Butler, no estado da Pensilvânia. Ele foi atingido na orelha direita enquanto falava e o evento foi interrompido. O ocorrido aumentou o nível de incertezas em torno da corrida eleitoral norte-americana, uma semana após o outro candidato à presidência dos EUA, o democrata Joe Biden, ter sofrido pressões para desistir de sua candidatura. Após o ataque, o bitcoin disparou e voltou a ficar acima dos US$ 62 mil (aproximadamente R$ 338 mil). Na véspera, Trump foi nomeado o candidato oficial do Partido Republicano às eleições. Ele escolheu J.D. Vance como seu vice na disputa eleitoral. Saiba quem é J.D. Vance. Ainda no exterior, o mercado também repercute o superávit (receitas maiores que despesas) de 12,3 bilhões de euros pela zona do euro em maio, e avalia informações divulgadas pelo Banco do Japão, que sugerem que Tóquio precisou intervir no mercado de câmbio local a favor do iene. Há expectativa, ainda, pela nova decisão de política monetária do BCE, prevista para quinta-feira (18). "Após o início da flexibilização na última reunião, prevemos manutenção das taxas de juros em julho", afirmaram os analistas da XP em relatório. *Com informações da agência de notícias Reuters.



Bloqueio de verbas é 'inevitável' e deve atingir no mínimo R$ 10 bi, diz equipe econômica ao Planalto


16/07/2024 12:00 - g1.globo.com

A equipe econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já avisou ao Palácio do Planalto que um novo bloqueio de verbas no Orçamento deste ano, agora em julho, será inevitável para cumprir a meta fiscal de zerar o déficit público. A decisão deve ser anunciada no próximo dia 22. Até aqui, a equipe econômica avalia que o contingenciamento será de no mínimo R$ 10 bilhões. O bloqueio das verbas é considerado importante para sinalizar o compromisso do governo com o equilíbrio das contas públicas. O que, entre outros efeitos, ajudaria a evitar uma nova disparada do dólar. 💲 Por que isso importa? O governo definiu uma meta de zerar o déficit público, ou seja, não aumentar a dívida para pagar o funcionamento dos serviços públicos e dos programas sociais. Para isso, no entanto, é preciso segurar os gastos – o que também pode impactar serviços e programas. Os primeiros cálculos do governo indicavam a necessidade de um corte ainda maior, da ordem de R$ 21 bilhões. Para evitar um impacto desse tamanho no orçamento, no entanto, o Executivo decidiu antecipar algumas medidas de redução de gastos. Entre elas, a revisão das bases de dados da da Previdência Social e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para combater irregularidades e desvios. O Planalto acredita que esse pente-fino pode reduzir os custos dos programas sociais em pelo menos R$ 10 bilhões, já neste ano. Com isso, o contingenciamento cairia para os cerca de R$ 10 bilhões estimados atualmente. Valor que pode cair ainda mais, para cerca de R$ 5 bilhões, com novas medidas em estudo. Equipe econômica do governo vai revisar os gastos públicos Revisão de benefícios O governo já detectou uma série de irregularidades na concessão de benefícios da Previdência Social e do BPC. Entre elas: famílias com mais de um membro cadastrado no BPC, o que é irregular; cerca de 1 milhão de pessoas que não atualizam o cadastro há mais de quatro anos – ou seja, podem não ter mais direito às parcelas; 300 mil pessoas que estariam recebendo o BPC sem estar devidamente registradas no Cadastro Único do Governo para Programas Sociais (CadÚnico). Um auxiliar direto do presidente faz questão de destacar que o governo não vai retirar benefícios de quem tem direito a eles, mas corrigir irregularidades. "Não vamos tirar benefício de quem tem direito, mas cancelar daqueles que estão recebendo irregularmente", diz ele.



Carne, arroz e feijão: quais alimentos podem ficar mais baratos se tiverem imposto zerado ou reduzido na reforma tributária


16/07/2024 08:01 - g1.globo.com


Veja qual é a carga tributária atual sobre esses itens, de acordo com levantamento do Impostômetro. Economistas alertam que tirar ou reduzir imposto não significa, necessariamente, que consumidor pagará menos. Reforma tributária: alimentos que podem ficar mais baratos com imposto zero ou menor A proposta de regulamentação da reforma tributária aprovada pela Câmara dos Deputados no último dia 10 deixa alimentos de 26 categorias isentos de imposto. E, para outras 12, a alíquota teria um desconto de 60%. O texto seguiu para análise do Senado. Ainda que seja aceito sem modificações e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o novo modelo tributário só entra em vigor por completo em 2033. Participe do canal do g1 no WhatsApp Mas quanto podem diminuir os preços dos alimentos? Economistas entrevistados pelo g1 entendem que é difícil calcular esse impacto. Isso porque reduzir ou tirar o imposto sobre consumo não necessariamente terá reflexo no preço final desses produtos. A principal razão é que o valor com que eles são comercializados não é formado apenas pelos tributos, mas também por outros custos de produção e da empresa. E mais fatores pesam no preço para o consumidor, como a oferta e a demanda. Outro ponto que complica o cálculo antecipado é que não existe uma padronização atual da porcentagem de impostos sobre alimentação. Consultados pelo g1, o Ministério da Fazenda e o Banco Mundial da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmaram não ter um levantamento destes valores. Um levantamento independente do Impostômetro reúne a totalidade de tarifas de alguns alimentos considerando os âmbitos federal, municipal e estadual. Com base nele, veja abaixo a carga tributária dos produtos contemplados na proposta que vai para análise do Senado. Como ficariam os alimentos com isenção ou redução de impostos arte/g1 Impostos que serão distribuídos O Impostômetro é uma parceria da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Sul (Fecomércio RS) e do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Hoje em dia, produtos naturais (como frutas, carnes e hortaliças) ou de baixo processamento (como queijos, iogurtes e pães) e alguns itens de higiene e limpeza já são isentos dos impostos federais, como o Programa de Integração Social (PIS), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Já a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é um tributo estadual, e do Imposto Sobre Serviços (ISS), municipal, pode variar de acordo com a localidade. Segundo as bases da reforma tributária, aprovadas em 2023, PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS serão substituídos por três tributos (IBS, CBS e Imposto Seletivo). O que os parlamentares discutem agora, no caso dos alimentos, é quais vão compor a cesta básica, e terão imposto zero, e quais poderão ter um desconto de 60% no imposto. Na proposta aprovada pela Câmara, por exemplo, as carnes vermelhas foram incluídas na cesta. Quais alimentos poderão ter menos impostos? A reforma tributária estabelece uma cesta básica nacional, com alimentos que terão isenção dos novos impostos. Veja a lista que consta da proposta aprovada na Câmara: Carnes bovina, suína, ovina, caprina e de aves e produtos de origem animal (exceto foies gras) e miudezas comestíveis de ovinos e caprinos; ⁠Peixes e carnes de peixes — com exceção de salmão, atum, bacalhaus, hadoque, saithe e ovas; Arroz; ⁠Leite fluido pasteurizado ou industrializado, na forma de ultrapasteurizado, leite em pó, integral, semidesnatado ou desnatado; e fórmulas infantis definidas por previsão legal específica; ⁠Manteiga; ⁠Margarina; Ovos; ⁠Feijões; ⁠Raízes e tubérculos; ⁠Cocos; ⁠Café; ⁠Óleo de soja; ⁠Farinha de mandioca; ⁠Farinha, grumos e sêmolas, de milho, e grãos esmagados ou em flocos, de milho; ⁠Farinha de trigo; ⁠Açúcar; ⁠Alguns tipos de massas alimentícias; ⁠Pão do tipo comum (contendo apenas farinha de cereais, fermento biológico, água e sal); ⁠Sal de mesa iodado; ⁠Queijos tipo mozarela, minas, prato, queijo de coalho, ricota, requeijão, queijo provolone, queijo parmesão, queijo fresco não maturado e queijo do reino; Óleo de milho; ⁠Aveia; Outros tipos de farinhas; ⁠Produtos hortícolas, com exceção de cogumelos e trufas; ⁠Frutas frescas ou refrigeradas e frutas congeladas sem adição de açúcar; ⁠Plantas e produtos de floricultura para fins alimentares, medicinais ou ornamentais. Há ainda a lista de produtos que, apesar de não terem o imposto zerado, terão um desconto de 60%. Nele, a alíquota para esses alimentos é estimada em 26,5%. Considerando o benefício, esses itens ficariam taxados em 10,6%. Confira abaixo quais as 15 categorias que seriam beneficiadas, segundo o texto que ainda precisa ser aprovado no Senado: Crustáceos (exceto lagostas e lagostim); ⁠Leite fermentado, bebidas e compostos lácteos; ⁠Mel natural; ⁠Mate; ⁠Farinha, grumos e sêmolas, de cerais; grãos esmagados ou em flocos, de cereais; ⁠Tapioca e seus sucedâneos; ⁠Alguns tipos de massas alimentícias; ⁠Sucos naturais de fruta ou de produtos hortícolas sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes e sem conservantes; ⁠Polpas de frutas sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes e sem conservantes; Pão de forma; ⁠Extrato de tomate; ⁠Outros óleos vegetais. Menos imposto significa mais barato? Enquanto houver um público que consegue comprar pelo preço que já é comercializado, dificilmente a indústria irá abaixar os preços, aponta Felippe Serigati, professor e coordenador do mestrado profissional em Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Outro ponto que dificulta prever o barateamento com uma redução dos tributos é que existem impostos que as empresas vão continuar pagando, como o que é cobrado sobre o lucro e o Imposto de Renda. Para não diminuir a sua margem de lucro, elas costumam adicionar esses valores no preço final do produto, afirma Cristiano Correa, professor de finanças do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec SP). "Então, não é que vai deixar de existir o imposto, é que simplesmente a gente não vai arrecadar de forma indireta, né? Essa arrecadação vai ser sobre o resultado lá na frente. No caso da cesta básica, a gente não terá sobre consumo, mas terá sobre resultado", explica o economista. Wanessa Pinheiro, sócia de Tributos Indiretos da consultoria e auditoria Grant Thornton, tem uma visão mais positiva. A especialista em tributos indiretos entende que, após a reforma, produtores focados em alimentos da cesta básica poderão ficar isentos de outros tributos, como os gastos nas compras de matérias-primas. Com isso, haveria mais uma despesa a ser subtraída do valor no comércio. É salmão ou truta salmonada? Entenda as diferenças Como ficam os outros alimentos Na lista anteriormente prevista para reforma tributária, apenas 15 alimentos iriam ter isenção do imposto e houve uma resistência dos parlamentares em acrescentar as carnes na lista. Isso porque o cálculo da equipe econômica do governo apontava que, com a isenção, a alíquota do imposto único deveria aumentar cerca de 0,53 ponto percentual, incidindo sobre os demais produtos, para manter a arrecadação tributária como está hoje. A Câmara não esclareceu que medida de compensação será feita para a inclusão das proteínas animais nos alimentos isentos. Isso porque a reforma tributária estabeleceu a alíquota geral de 26,5% como teto. Para Serigati, é importante pontuar que ainda não se sabe ao certo qual será o tributo final. O valor deve ser esclarecido conforme a discussão avançar. "Olha, não tem mágica. Se você perde arrecadação por um lado, você precisa compensar essa de outro", afirma Correa. Na lista anterior, a tributação da carne vermelha teria um desconto de 60% da alíquota. Na proposta aprovada na Câmara, ela ficaria isenta. "Então, imagina que eu perdi 40% de arrecadação. De alguma forma, esses 40% precisam ser compensados", diz o economista. Com isso, na visão de Correa, para fechar a conta, outros itens terão que ser submetidos ao Imposto Seletivo, conhecido como imposto do pecado, que incide sobre a produção, extração, comercialização ou importação de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente (categoria na qual se incluem veículos poluentes). Contudo, ele afirma que o novo sistema será mais eficiente, e, portanto, é possível ter um aumento de arrecadação pelo governo. Pinheiro concorda com a visão de Correa: "Essa questão de beneficiar alguns setores é para fomentar justamente a economia e o crescimento do país. Isso quer dizer que quanto mais setores a gente tem beneficiado, mais teremos setores com uma alíquota maior", diz. LEIA TAMBÉM Dinamarca será o primeiro país a taxar arroto e pum no gado Arroz: governo firma acordo com produtores e indústria para monitorar preço e abastecimento do grão Veja como são produzidos os alimentos no Brasil: 6 pontos da reforma tributária que vão impactar a sua vida De onde vêm as frutas vermelhas De onde vem o que eu como: mandioca Água quente com vinagre pode ser o segredo para arroz soltinho



Governo quer colocar travas para apostadores compulsivos em bets e jogos, como o do tigrinho


16/07/2024 07:00 - g1.globo.com


Ideia é que plataforma monitore se apostador passará a ter comportamento fora do normal. Regras para setor vão ser publicadas até o fim do mês e começam a valer a partir de janeiro. Jogo caça-níquel Fortune Tiger, conhecido como jogo do tigrinho Matheus Moreira O governo prepara travas para tentar evitar que pessoas se tornem dependentes e compulsivas em apostas esportivas e jogos online como o Fortune Tiger, conhecido como "jogo do tigrinho". Como adiantou o g1, o Ministério da Fazenda deve concluir nos próximos 15 dias a definição de regras para as plataformas de apostas (popularmente conhecida como bets) e jogos de apostas online. As normas entrarão em vigor a partir de janeiro. Participe do canal do g1 no WhatsApp Até o fim do ano, as empresas têm um prazo para se regularizar no Brasil. Os sites que forem aprovados pelo governo poderão ser identificados pelo domínio ‘bet.br’. “Educação é um jeito que a gente quer muito investir para que o apostador entenda que o lugar correto dele é na casa autorizada, onde ele vai ter de fato chance de se divertir de uma maneira responsável, sem colocar sua saúde mental e financeira em jogo e sem beneficiar, por exemplo, ilicitudes”, disse, em entrevista à TV Globo, Regis Dudena, que passou a chefiar a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda em abril. Ludopatia: entenda o que é a doença de pessoas viciadas em jogos de azar A lei do ano passado que trata das bets também prevê regulamentação de apostas em jogos online, cuja atividade, segundo ele, se equipara a sites como o do jogo do tigrinho, pois é uma aposta de cota fixa e o prêmio depende da sorte. Governo avalia se pode liberar o jogo do Tigrinho Limites para apostas Segundo Dudena, cada plataforma será obrigada a monitorar o comportamento dos apostadores e identificar se há compatibilidade com o perfil da pessoa. “Uma vez vendo uma evolução [nos valores ou quantidades de apostas] que se descole do seu perfil, se descole do seu perfil de renda, se descole da sua própria atividade, o próprio operador vai ser obrigado, por meio da regulamentação, a fazer alguma espécie de aviso no primeiro momento e, eventualmente, quando necessário, [fazer] bloqueios”, explicou o secretário. LEIA TAMBÉM Governo avalia liberar Fortune Tiger no Brasil e bloquear acesso a sites do exterior 'Jogo do tigrinho': SP teve mais de 500 registros de BOs contra o cassino online; suspeitos podem responder por quatro crimes Veja como influenciadores atraem vítimas com promessas de dinheiro fácil no 'Jogo do Tigrinho' O governo não deve estabelecer previamente qual será o tipo de comportamento que vai gerar esse aviso ou bloqueio. Isso vai depender de cada apostador e a avaliação poderá ser feita com base na quantidade de operações feitas em poucas horas ou num aumento acima do normal para os valores apostados. As plataformas terão que mostrar para o Ministério da Fazenda qual é o critério usado para os usuários do site. Portanto, elas serão obrigadas a estabelecer limites. A ideia é que, no futuro, haja também um cadastro unificado no país com os dados das pessoas que foram excluídas para que elas não consigam fazer apostas com outros operadores. “Num primeiro momento essa restrição ainda não é feita, mas eu vejo que uma evolução possível da regulamentação é ter uma espécie de cadastro centralizado de apostadores excluídos”, afirmou. Parceria com o SUS A Secretaria de Prêmios e Apostas também articula um plano com o Ministério da Saúde para estabelecer ações nessa área, como medidas preventivas e tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As plataformas terão que oferecer um botão para o apostador se excluir automaticamente dos cadastros. O objetivo é criar uma porta de saída rápida para quem identificar os vícios nas apostas. Além disso, haverá um canal de contato eletrônico para o apostador compulsivo buscar ajuda com algum representante do site. Jogo do tigrinho Dudena informou que a regularização de apostas em jogos online, como o do tigrinho, depende de alguns critérios: 🎲 empresas habilitadas para dar essa certificação vão fazer uma averiguação; 🎲 precisa comprovar que o jogo é justo, ou seja, se ele é de fato aleatório; 🎲 precisa comprovar que o jogo é aposta de cota fixa, ou seja, o apostador sabe quanto ganhará a depender de quanto apostar e do resultado; 🎲 jogo certificado também estará com domínio "bet.br". Segundo ele, atualmente há diversas páginas que usam recursos semelhantes ao jogo original, o Fortune Tiger, e se aproveitam disso para cometer ilegalidades. “Fraude e lavagem de dinheiro continua sendo ilegal e merece ser coibido pela lei. Isso não pode se misturar com os jogos. Então, nós estamos criando essa regulamentação justamente para conseguir separar o que é meramente um jogo que, uma vez certificado e ofertado por um agente operador autorizado, possa ser apostado, do que é ilegalidades. As ilegalidades têm que ser expurgadas desse ambiente de qualquer forma, desde logo”, disse o secretário. Sites autorizados O governo já começou a dar aval para plataformas de apostas que querem se regularizar e espera que isso se intensifique no segundo semestre. “Uma vez estando no 'bet.br', você tem certeza de que é uma empresa autorizada e que você vai poder recorrer, seja a Secretaria de Prêmios e Apostas, seja outros órgãos do poder público, contra esse agente, caso ele venha a desrespeitar ou a legislação e a regulamentação específica ou a legislação de outros setores”, explicou. A partir de janeiro, vai ser colocado em prática também uma operação para derrubar os sites que não se regularizarem. Uma forma é tirar os sites do ar e também seguir o rastro do dinheiro. A ideia é, numa parceria com o Banco Central, bloquear a transferência de dinheiro da empresa de apostas de operadores irregulares.



As novas motos de 2024: veja 13 modelos que serão lançados no 2º semestre


16/07/2024 06:30 - g1.globo.com


Confira quais serão as motos mais importantes lançadas na segunda metade do ano. Montadoras prometem motocicletas premium com preço acessível. País vai receber novos modelos que vão de motos simples para o dia a dia até as mais robustas para encarar trilhas g1 O segmento de motocicletas está a todo vapor em 2024. Basta ver que o número de motos vendidas teve aumento de 19,7% no primeiro semestre de 2024 em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados da federação dos distribuidores (Fenabrave). Outro número que chama atenção é o da produção de motocicletas no primeiro semestre de 2024, que teve aumento de 13,5% se comparado ao mesmo período de 2023. Os dados são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo). Essa alta pode ser explicada pela elevação nos preços dos carros e também pelo comportamento do consumidor, que vê nas motocicletas uma alternativa mais acessível para deixar o transporte público. "O cenário econômico continua favorável e tivemos 19 lançamentos de motos na primeira metade do ano. A moto é um veículo que contribui muito a melhorar a mobilidade nas grandes cidades. A crise sanitária de Covid-19 aumentou o consumo de motocicletas em todas as modalidades: delivery, no dia a dia e para o lazer", afirmou Marcos Bento, presidente da Abraciclo. A partir desta nova perspectiva dos compradores, as marcas estão investindo cada vez mais em comodidade e facilidade de pilotagem, conforme o g1 já mostrou com os lançamentos das novas Honda Pop 110i ES e da scooter Elite 125. E não é só na reformulação de produtos no mercado que as marcas apostam, mas na forte ampliação de portfólio para captar o coração daquele cliente que ainda não faz parte do mundo sobre duas rodas. Essa diversificação do perfil é provada através da divisão de mercado de cada fabricante. Segundo levantamentos da Fenabrave, a Honda dominava 80,36% do mercado, enquanto Yamaha abocanhava 12,56%, e na terceira posição aparecia a Dafra com 1,45% no período de janeiro a junho de 2014. Hoje, 10 anos depois, o cenário demonstra um recuo do domínio da Honda, que fica com 70,76% do mercado. Ainda existe uma fatia grande para a montadora japonesa, mas houve um crescimento importante da Yamaha, que subiu para 17,52%, e da Shineray, com 3,27%, surgindo no pódio das três mais vendidas. Abaixo, veja quais são os lançamentos mais importantes desse segundo semestre. LEIA MAIS Ela voltou! Honda Tornado é relançada depois de 15 anos para incomodar a Yamaha Lander Vendas de novas motos sobem quase 20% no 1º semestre; veja o ranking das mais vendidas Mercado de 'scooters' cresce, e Honda Elite 125 quer manter a liderança entre as mais baratas BMW R12 BMW R 12 Divulgação | BMW A BMW já começou a produzir a R12 na fábrica de Manaus e a motocicleta está prometida para setembro. Com motor boxer de dois cilindros, ela é capaz de entregar potência de carro de entrada: 95 cv e 12 kgfm de torque. Suas rodas são de 19 polegadas na dianteira e 16 polegadas na traseira. Além de ter um visual bastante chamativo, que mescla características de estradeiras (mais baixa e com posição mais confortável de pilotagem) e naked (deixando à mostra as partes técnicas como motor e sistema de escapes), a R12 tem um bom pacote tecnológico. Tem controle de cruzeiro adaptativo (que segue um veículo à frente), assistente de partida em subidas (que segura a moto até engatar a marcha e começar a arrancar), controle de pressão dos pneus, painel TFT com conectividade para celular e chave presencial. Preço estimado: entre R$ 65 mil e R$ 75 mil Ducati Scrambler Ducati Scrambler 2024 Divulgação | Ducati Prevista para outubro, a Scrambler terá mudanças sutis no visual: novas abas para o tanque, iluminação totalmente em LED e o formato do farol em “X”. Apesar de redesenhadas, as rodas permanecem com 18 polegadas na dianteira e 17 na traseira. O motor de dois cilindros possui 803 cilindradas e entrega 73 cv de potência e 6,7 kgfm de torque. Para facilitar a pilotagem, o modelo italiano traz ainda acelerador eletrônico, quickshifter (que é a possibilidade de passar as marchas sem utilizar a embreagem), modos de pilotagem e ainda um novo painel em TFT. Preço estimado: não divulgado Honda A Honda já reformulou alguns produtos no primeiro semestre (Pop, Elite e Tornado), mas ainda tem muitos outros para adequar ao PROMOT 5, o Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos que começa a valer a partir de janeiro de 2025. Honda CG e Bros devem ter atualizações em seus propulsores de 160 cilindradas para se "alinharem" ao marco regulatório. Não se sabe, no entanto, se elas perderão potência, como tem ocorrido com algumas motocicletas da montadora para entrarem no novo padrão. Procurada pelo g1, a Honda não comenta os lançamentos. Abaixo, as novidades da marca. NX 500 Honda NX 500 Divulgação | Honda A Honda mantém segredo sobre suas estratégias de lançamento, mas há um fato: a marca afirmou que seriam 10 lançamentos em 2024 e até agora só quatro foram revelados. Assim, tirando as atualizações de motores (CG e Bros), ainda faltam cinco. Uma delas é a NX 500, que deve ser lançada até o fim do semestre. Ela é a substituta da CB 500X. Preço estimado: não divulgado Hornet 500 Honda CB 500 Hornet Divulgação | Honda A outra é a CB 500 Honet, que foi apresentada no Salão de Milão deste ano. A Hornet chegará para substituir a CB 500F. O motor é o mesmo para a versão aventureira (NX 500), com 471 cm³ que rende 48 cv de potência e 4,3 kgfm de torque. A Hornet virá com controle de tração para ficar mais dócil para motociclistas iniciantes. Preço estimado: não divulgado ADV 160 Assim como a PCX, a scooter mais vendida do Brasil, que passou por uma alteração de motor no ano passado, a ADV, versão aventureira, também passará pela mesma evolução. Parece pouco, mas nesse segmento faz bastante diferença migrar de um motor de 150 cm³ para 160 cm³. Principalmente porque o novo propulsor 160 apresenta a potência de 15,8 cv, mas sobretudo o torque de 1,5 kgfm, em rotações mais baixas, o que auxilia nas melhores arrancadas e economia de combustível. Se este motor, que já está presente na ADV na Indonésia, realmente vier para o Brasil, haverá um incremento de potência e torque significativo: mais 2,6 cv e 0,2 kgfm, respectivamente. Preço estimado: não divulgado Transalp 750 Honda Transalp 750 Divulgação | Honda Apresentada no final de 2022 no mercado internacional, a Transalp 750 pode ser uma boa pedida para quem gosta de aventuras. Ela já está presente no mercado norte-americano e deve desembarcar até o final do ano no Brasil. O motor é um bicilíndrico refrigerado a água e 755cm³. A potência é de 92 cv e o torque, 7,5 kgfm. O câmbio é de seis velocidades. A motocicleta já deve estar na reta final de desenvolvimento e homologação em solo brasileiro, pois a Honda registrou a Transalp no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual) em setembro do ano passado. Preço estimado: não divulgado Royal Enfield Himalayan 450 Royal Enfield Himalayan 450 Divulgação | Royal Enfield A nova Himalayan 450 não tem nada da antiga vendida aqui no país, a Himalayan 411. Entre as Trail vendidas no Brasil, ela tem o desempenho que menos agrada. A principal diferença dos motores, além da cilindrada, é a refrigeração, que passa a ser líquida na nova Himalayan. A sorte dos amantes do modelo é que a Himalayan 450 chegará com quase o dobro de potência da 411: são 40 cv contra 24,5 cv da atual. A chegada está prevista para o final de 2024. Preço estimado: não divulgado Shineray A fabricante quer mudar a imagem de "marca que só tem motos de baixa cilindrada" e provar para o consumidor brasileiro que nem só de 150 cilindradas é feita uma grande montadora. “O meu concorrente não é a marca X ou Y, mas o ônibus e o metrô. Nós crescemos 137,51% na comparação do primeiro semestre deste ano com o do ano passado”, afirma Wendel Lazko, gerente de expansão da Shineray Brasil. A Shineray teve que tirar de linha as duas versões da Worker — a 125 e a 150 —, que não apresentaram bons volumes de venda. A marca vai passar de 10 modelos para 16: uma Crossover, uma Naked, uma nova Trail e três estradeiras (ao estilo Harley-Davidson). Vamos a elas: Storm 200 A primeira Crossover (termo utilizado para veículos que reúnem características de dois segmentos diferentes) da Shineray é a Storm 200, que chega no próximo mês. Ela une características das naked —motos que não têm as peças plásticas que auxiliam na aerodinâmica — com as trail — modelos voltados para quem precisa rodar na estrada com conforto e conveniência com pitada off-road. A Storm 200 vai inaugurar o novo motor da marca no Brasil e deve ter 20,3 cv de potência e 1,8 kgfm de torque. O câmbio é manual de seis marchas. Para segurança, terá freios a disco nas duas rodas e ABS de dois canais. Ela estará disponível em três cores: amarelo, preto e cinza. Preço estimado: R$ 18.990 Flash 250 Shineray Flash 250 Divulgação | QJ Motor A Flash 250 será a primeira naked da Shineray, tipo de motocicleta que reúne a esportividade e uma posição mais atacante de pilotagem (deitado), mas não traz as carenagens das esportivas de pista. Ela terá um grande apelo visual também por trazer motor e partes técnicas à mostra. O propulsor terá arrefecimento líquido, o que garante maior eficiência do sistema de resfriamento quando comparado com o arrefecimento a ar. A transmissão será de seis marchas, o que indica que seu desempenho na estrada será mais confortável pois, com uma marcha a mais, é possível rodar em velocidades mais altas sem que o motor fique “gritando”. A Shineray tem mais potência (mas menos torque) que a Honda CB 300F Twister. São 27,9 cv e 2,25 kgfm de torque, contra 24,7 cv e 2,67 kgfm. A vantagem da Honda é ter um motor flex. A diferença fundamental está no valor: a Flash custará em torno de R$ 20 mil, enquanto a CB 300F Twister não sai por menos que R$ 22.370. Preço estimado: R$ 20 mil Iron 250 Shineray Iron 250 Divulgação | Shineray Essa será a primeira cruiser (em tradução livre, estradeira) da marca chinesa por aqui. A marca quer chegar a outros públicos, sem perder a competitividade. “Não podemos perder a essência que é atender o público com produtos acessíveis”, diz Thomas Medeiros, diretor comercial da Shineray Brasil. Desta forma, a custom (sinônimo para o mesmo segmento) também terá um valor acessível, que a coloca entre os cinco modelos mais baratos do seu nicho. Além das Haojue Chopper Road (R$ 13.885) e Master Rider (R$ 16.779), a Iron 250 vai bater de frente com a estradeira da Royal Enfield, a Hunter 350, que parte de R$ 19.990. Preço estimado: R$ 18 mil Titaniun e Denver Shineray Titaniun 250 Divulgação | Shineray Por falar em concorrência, as custom Titaniun e Denver estão chegando para rivalizar com as estradeiras de 350 cilindradas da Royal Enfield. O preço da dupla ficará na casa dos R$ 22 mil, semelhante ao praticado pela marca indiana com a Meteor (a partir de R$ 23.770) e Classic (R$ 22.890). “A Denver vai ser super clássica, com bastante cromado”, afirmou Medeiros, evidenciando que o alvo da Denver é a Classic. Shineray Denver 250 Divulgação | Shineray Flash, Iron, Titanium e Denver chegam entre setembro e outubro. Para 2025, a Shineray promete trazer a sua marca de motos premium, a SWM, voltada para produção de modelos de 300 a 1.200 cilindradas. As próximas que chegam para o mercado brasileiro, logo no início do primeiro semestre do ano que vem, são Scrambler 400 e Classic 400. Motos da SWM, marca premium da Shineray, chegam no início de 2025 com motores de 300 a 1200 cilindradas Divulgação | Shineray Shi 250 EFI A moto de trilha (trail) terá uma nova versão com motor de 250 cm³, de um cilindro, que vai entregar 27,9 cv de potência e 2,25 kgfm de torque. A Shineray já tem uma configuração da Shi em linha com motor de 175 cilindradas. O motor de menor cilindrada disponibiliza 16,31 cv e 1,8 kgfm de torque. As duas vão conviver no mercado e a diferença de preço pode ultrapassar os R$ 4 mil, considerando o atual preço da Shi 175 que é de R$ 14.990. Ela vai rivalizar com a Yamaha XTZ 250 Lander ABS, que custa R$ 25.790 que tem propulsor que entrega 20,7 cv e 2,1 kgfm. Essa versão chega em agosto. Preço estimado: R$ 19 mil Como saber se um carro passou por enchente?



Mega-Sena pode pagar R$ 21 milhões nesta terça-feira


16/07/2024 03:00 - g1.globo.com


As apostas podem ser feitas até as 19h em lotéricas ou pela internet. Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h Marcelo Brandt/G1 O concurso 2.749 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 21 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h desta terça-feira (16), em São Paulo. No concurso do último sábado (13), ninguém levou o prêmio máximo. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer. A Mega soma três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.



Primeiras notas do real vão sair de circulação; entenda por quê


15/07/2024 22:29 - g1.globo.com


Cédulas da 'primeira família do real' serão recolhidas por instituições financeiras, conforme instrução do Banco Central. Apesar da medida, as notas seguem valendo e podem ser utilizadas normalmente. Primeiras notas do Real vão sair de circulação As primeiras notas de real emitidas no país vão sair de circulação. A informação consta em uma instrução normativa publicada na última semana pelo Banco Central do Brasil (BC), com efeito para a chamada "primeira família do real". A orientação do BC é que os bancos recolham as cédulas antigas para que sejam substituídas por novas. Apesar da medida, as notas antigas não perdem validade e podem continuar sendo utilizadas normalmente. "Considerando o tempo de vida útil destas cédulas, é de se supor que suas condições físicas não estejam adequadas à circulação", justificou o BC. Primeira família do real Arte g1/Reprodução/BC De acordo com a autoridade monetária, notas em condições não adequadas "geram dificuldades logísticas para toda a cadeia de execução dos serviços", incluindo caixas eletrônicos, máquinas contadoras e outros equipamentos. "Cédulas desgastadas e em mau estado também dificultam o reconhecimento de seus elementos de segurança por parte da população", informou a instituição. Ainda segundo o BC, as notas da primeira família do real (lançadas em 1994) representam, atualmente, 3% do dinheiro em circulação. Após deixarem de ser produzidas há uma década, notas de um real atraem colecionadores Segunda família As novas cédulas — consideradas a "segunda família do real" — começaram a circular em 2010, com os valores de R$ 50 e R$ 100. Em 2012, foi a vez das novas notas de R$ 10 e R$ 20. Em 2013, de R$ 2 e R$ 5. A versão mais recente é a de R$ 200 — que não existia na primeira família do real —, lançada em 2020. Segunda família do real Arte g1/Reprodução/BC ‘O último plano’: podcast conta os bastidores da criação do real, moeda que mudou os rumos da economia no país há 30 anos Jornal Nacional/ Reprodução



Exportações brasileiras para os EUA batem recorde no 1º semestre


15/07/2024 20:01 - g1.globo.com


Levantamento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil mostra que o desempenho para o período é o maior nos últimos 10 anos, com crescimento 8 vezes acima da média de aumento das exportações globais brasileiras. Containers na zona portuária do Rio de Janeiro Marcos Serra Lima/G1 As exportações brasileiras para os Estados Unidos atingiram US$ 19,2 bilhões nos seis primeiros meses de 2024, um valor 12% maior que o que foi exportado ao país no primeiro semestre do ano passado. O dado foi divulgado nesta segunda-feira (15) pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), em seu relatório trimestral "Monitor do Comércio Brasil-EUA". Em valor absoluto, o Brasil exportou US$ 2,1 bilhões a mais no período, em um desempenho recorde para a série histórica da pesquisa — últimos 10 anos. LEIA TAMBÉM Reforma tributária: setor prevê preços de imóveis mais altos com novo texto Mercado financeiro reduz expectativa de inflação para 2024 Bolsa Família: quem tem direito e quais os critérios para receber o benefício A Amcham destaca que os EUA foram o mercado para o qual o Brasil mais fez crescer suas exportações no 1º semestre de 2024. Os 12% de alta superam os resultados dos principais parceiros comerciais e blocos econômicos, como a China (3,9%), União Europeia (2,1%) e América do Sul (-24,3%). Do total de incremento das vendas globais brasileiras, 29,1% foram exportações para os EUA (US$ 7,1 bilhões). O percentual representa oito vezes mais que a média de expansão de vendas do Brasil para o mundo (1,4%). O relatório apontou que houve crescimento nas vendas para os Estados Unidos em todos os setores: indústria de transformação, extrativo e agropecuária. Exportações Industriais A indústria brasileira também bateu um recorde individual, ao ser responsável pela venda de US$ 14,7 bilhões aos EUA no primeiro semestre do ano. O crescimento registrado foi de 2,3%. Com o resultado, os EUA se mantêm no primeiro lugar de destino das exportações industriais do Brasil, à frente, inclusive, dos blocos comerciais da União Europeia (US$ 10,8 bilhões) e do Mercosul (US$ 8,2 bilhões). Os produtos de maior valor agregado lideram a lista, e representam oito dos 10 principais produtos negociados. Destacaram-se os combustíveis de petróleo (202,1%), o petróleo bruto (108,3%), o café (44,6%), a celulose (21,2%) e as aeronaves (11,9%). Veja abaixo os 10 principais produtos exportados para os EUA: Os 10 principais produtos exportados para os EUA. Reproduçao/Comexstat/Amcham Importações As importações brasileiras dos Estados Unidos tiveram uma queda de 1% (redução de US$ 194 milhões). Porém, oito dos 10 principais itens importados tiveram aumento nas compras brasileiras. Os destaques ficaram para as importações de aeronaves (+62,4%), polímeros de etileno (+50,8%), petróleo bruto (+48,9%), medicamentos (+32,9%), gás natural (+545,9%) e motores e máquinas não elétricos (+20,2%). Veja a lista abaixo: motores e máquinas não elétricos: +20,2% polímeros de etileno: +50,8% aeronaves: +62,4% petróleo bruto: +48,9% gás natural: +545,9% carvão: -28% instrumentos e aparelhos de medição: +5,2% medicamentos: +32,9% medicamentos veterinários: +10,7% demais produtos: -9,2% Comércio bilateral O volume total de importações e exportações entre Brasil-EUA atingiu US$ 38,7 bilhões no primeiro semestre. A alta é de 5,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Na balança comercial, o déficit para o Brasil foi o menor desta série histórica de 10 anos: menos US$ 218,3 milhões, uma redução de 91,2% em relação à diferença de 2023 em favor dos EUA. "O recorde de exportações brasileiras reforça uma importância do mercado norteamericano como principal destino das vendas de produtos brasileiros de mais alto valor agregado e intensidade tecnológica", afirma Abrão Neto, CEO da Amcham. "Para o ano fechado de 2024, nós esperamos que a corrente bilateral alcance cerca de US$ 80 bilhões. Então, o desejo brasileiro de aumentar a produção industrial e acrescentar mais valor nas suas exportações, passa, na nossa visão, necessariamente, por essa aproximação." Inflação, em junho, caiu para 0,21%



Aplicativo do Bradesco tem instabilidade e serviços ficam fora do ar


15/07/2024 15:00 - g1.globo.com


Segundo o site Downdetector, mais de 600 reclamações já tinham sido feitas perto das 12h. Nas redes, banco pedia para que clientes fizessem uma nova tentativa de acesso mais tarde. Aplicativo do Bradesco Divulgação O aplicativo do Bradesco apresentava instabilidade na manhã desta segunda-feira (15). Com falha de login e sem conseguir completar operações no internet banking, clientes do banco reclamavam nas redes sociais. O site Downdetector, que acusa problemas em canais digitais, apontava pelo menos 618 reclamações feitas até às 11h53. Procurado, o Bradesco informou às 13h24 que o aplicativo tinha apresentado "momentos de intermitência" durante a manhã, mas que a situação já foi regularizada. "Todos os serviços funcionam normalmente", disse o banco em posicionamento oficial. Nas redes sociais, vários clientes do banco reclamavam do aplicativo. Para aqueles que marcavam o perfil do Bradesco em suas publicações no X (antigo Twitter), a instituição mandava uma resposta padrão, pedindo que uma nova tentativa fosse feita mais tarde. Initial plugin text Veja as reclamações de clientes nas redes sociais: Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Golpe do 'PIX errado': saiba como os criminosos agem e como não ser enganado



Leilão da Receita tem nova edição com iPhones, notebooks, vinhos e veículos; veja como participar


15/07/2024 13:13 - g1.globo.com


Propostas de valor começam no dia 25 e vão até 29 de julho. Leilão acontece no dia 30. Lote 1 do leilão da Receita Federal de São Paulo tem fones de ouvido por R$ 23,9 mil Reprodução/Receita Federal A Receita Federal em São Paulo vai realizar mais um leilão com mercadorias e veículos apreendidos ou abandonados no próximo dia 30 de julho. São 231 lotes no total, que incluem smartphones, smartwatches, notebooks, tablets, videogames, fones de ouvido, microfones, instrumentos musicais, câmeras, perfumes, relógios, bolsas, vinhos e uma série de outros itens. O leilão será realizado de forma eletrônica. As propostas de valor para o leilão só podem ser feitas de forma online, das 8h do dia 25 de julho até as 21h do dia 29 de julho. A classificação acontece às 9h do dia 30, com início da sessão às 10h. Os lances devem ser feitos para os lotes fechados — ou seja, um conjunto de determinados itens. Os lotes mais baratos custam R$ 500 e contém veículos para aproveitamento de peças por revendedores legais. Outros destaques do leilão são: Entre os lotes 103 e 224, há veículos nas mais diversas condições, entre R$ 500 e R$ 80 mil; No lote 18 é possível arrematar um notebook Dell e um iPad por R$ 592; Nos lotes 88 e 89, há três iPhones 13 em cada, por R$ 2.535; No lote 90, há dois iPhones 14 Pro Max e um iPhone 11, por R$ 2.840; Os lotes 7, 99 e 100, reúnem milhares de garrafas de vinho, que vão de R$ 3.597 a R$ 49.555; Os lotes poderão ser visitados nas unidades participantes da Receita Federal do Estado de São Paulo, nas cidades de Araraquara, Santo André, São Bernardo do Campo, São Paulo, Taubaté, Guarulhos, Bauru, São José do Rio Preto, Sorocaba e Franco da Rocha. Será necessário fazer agendamento prévio, em horários indicados no edital do leilão. A partir da arrematação, os licitantes terão 30 dias para retirada dos lotes. A participação no leilão eletrônico por pessoas físicas e pessoas jurídicas se dará por meio do serviço “Sistema de Leilão Eletrônico”, acessado via Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) mediante o uso de identidades digitais da conta gov.br com nível de confiabilidade Prata ou Ouro. Quem pode participar do leilão? Pessoas físicas podem participar do leilão sob os seguintes critérios: ser maior de 18 anos ou pessoa emancipada; ser inscrito no Cadastro de Pessoas Física (CPF); ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal. Já para pessoas jurídicas, os critérios são os seguintes: ter cadastro regular no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ); ou, no caso do responsável da empresa ou de seu procurador, ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do Governo Federal. Como participar do leilão? Para participar do leilão apresentando um lance, o interessado precisa seguir os seguintes passos: entre 25 e 29 de julho, observando os horários estabelecidos pela Receita, acessar o Sistema de Leilão Eletrônico por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC); selecionar o edital do leilão em questão, de número 0800100/000001/2024 - SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DA 8ª REGIÃO FISCAL; escolher o lote em que se quer fazer o lance e clicar em "incluir proposta"; aceitar os termos e condições apresentados pelo site da Receita; e incluir o valor proposto (que, necessariamente, deve ser maior do que o valor mínimo estabelecido pela Receita), e salvar. 'Destaque g1': veja como vai funcionar o leilão da Receita Federal



'Prévia do PIB': atividade econômica cresce 0,25% em maio, diz Banco Central


15/07/2024 12:21 - g1.globo.com

Resultado vem depois de estabilidade do índice em abril, e retração de 0,36% em março. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (15), mostra expansão de 0,25% em maio, na comparação com o mês anterior. O cálculo é feito após ajuste sazonal — ou seja, uma forma de comparar períodos diferentes. O resultado vem depois de estabilidade do índice em abril, e retração de 0,36% em março (veja vídeo abaixo do levantamento anterior). 'Prévia do PIB' mostra estabilidade em abril. O IBC-Br é considerado a "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB) — soma de todos os bens e serviços produzidos no país, que mede a evolução da economia. Na comparação com maio do ano passado, o indicador alcançou aumento de 1,3%, segundo o Banco Central. Nos cinco primeiros meses de 2024, o aumento acumulado é de 2,01% em relação ao mesmo período de 2023. Já em 12 meses até maio, a alta foi de 1,66%. PIB e IBC-Br O PIB mede o desempenho da economia. Se o indicador cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total são menores. Contudo, nem sempre a alta do PIB equivale a bem-estar social. Já o IBC-Br é um índice criado para tentar antecipar o resultado do PIB, mas os resultados nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais divulgados pelo IBGE. O cálculo do PIB, divulgado pelo IBGE, e do IBC-Br é um pouco diferente — o indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE). O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária. Atualmente, a taxa está em 10,50% ao ano após sete cortes seguidos de juros.



Dólar ameniza alta e fecha em R$ 5,44, após atentado contra Trump; Ibovespa tem 11ª alta seguida


15/07/2024 12:01 - g1.globo.com


A moeda norte-americana subiu 0,26%, cotada em R$ 5,4451. Já o principal índice de ações da bolsa fechou em alta de 0,33%, aos 129.321 pontos. Dólar REUTERS/Lee Jae-Won O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (15), à medida que investidores repercutiram o aumento das incertezas sobre o quadro eleitoral nos Estados Unidos, após o ex-presidente Donald Trump sofrer um atentado no último sábado (13). O mercado também segue atento a falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), em busca de novos sinais sobre o futuro das taxas de juros na maior economia do mundo. O chair do Fed, Jerome Powell, animou os mercados ao afirmar nesta segunda-feira que as três leituras de inflação norte-americana no segundo trimestre deste ano mostraram que "mais progresso" está sendo feito para trazer o ritmo de aumento de preços nos EUA de volta à meta do Fed. (veja mais abaixo) Investidores ainda repercutem novos dados na China, além de seguirem em compasso de espera pela divulgação do Livro Bege do Fed e pela nova decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), previstos para esta semana. Por aqui, o quadro fiscal brasileiro e dados de atividade estiveram no radar. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, por sua vez, fechou em alta pela 11ª vez. A sequência iguala a série de ganhos apurada entre o fim de 2017 e o início de 2018. Veja abaixo o resumo dos mercados. ENTENDA: A cronologia da disparada do dólar motivada pelos juros nos EUA, o cenário fiscal brasileiro e as declarações de Lula CONSEQUÊNCIAS: Alta do dólar deve pressionar inflação e impactar consumo das famílias no 2º semestre, dizem especialistas Dólar O dólar fechou em alta de 0,26%, cotado em R$ 5,4451. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,4768. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: alta de 0,26% na semana; recuo de 2,56% no mês; alta de 12,21% no ano. Na última sexta-feira, a moeda fechou em queda 0,20%, cotada em R$ 5,4310. Ibovespa O Ibovespa fechou em alta de 0,33%, aos 129.321 pontos. Na última sexta-feira, o índice fechou em alta de 0,47%, aos 128.897 pontos. Com o resultado, acumulou: alta de 2,08% na semana; ganhos de 4,03% no mês; perdas de 3,94% no ano. LEIA TAMBÉM 30 anos do Real: como era a vida antes do plano econômico que deu origem à moeda brasileira DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O que está mexendo com os mercados? Sem grandes destaques na agenda doméstica, investidores começam os negócios desta semana de olho no mercado internacional. No último sábado, o ex-presidente Donald Trump sofreu um atentado a tiros enquanto discursava em um comício em Butler, no estado da Pensilvânia. Ele foi atingido na orelha direita enquanto falava e o evento foi interrompido. O ocorrido aumentou o nível de incertezas em torno da corrida eleitoral norte-americana, uma semana após o outro candidato à presidência dos EUA, o democrata Joe Biden, ter sofrido pressões para desistir de sua candidatura. Após o ataque, o bitcoin disparou e voltou a ficar acima dos US$ 62 mil (aproximadamente R$ 338 mil). Além disso, as taxas de juros norte-americanas também continuam no radar dos investidores, após novos dados de inflação da maior economia do mundo terem sido divulgados na última semana. O chair do Federal Reserve, Jerome Powell, disse nesta segunda-feira que as três leituras de inflação dos Estados Unidos no segundo trimestre deste ano "aumentam um pouco a confiança" de que o ritmo de alta dos preços está voltando para a meta do Fed de forma sustentável, comentários que sugerem que uma virada para os cortes na taxa de juros pode não estar longe. "No segundo trimestre, na verdade, fizemos um pouco mais de progresso", disse Powell em um evento no Clube Econômico de Washington. "Tivemos três leituras melhores e, se fizermos a média delas, é uma posição muito boa." "O que dissemos foi que não achávamos apropriado começar a afrouxar a política monetária até que tivéssemos mais confiança" de que a inflação está retornando de forma sustentável para 2%, continuou Powell. "Estamos esperando por isso. E eu diria que não ganhamos nenhuma confiança adicional no primeiro trimestre, mas as três leituras do segundo trimestre, incluindo a da semana passada, aumentam um pouco a confiança." Para os próximos dias, além da divulgação do Livro Bege do Fed — relatório desenvolvido em conjunto pelas 12 filiais regionais do BC norte-americano e que serve como um termômetro da economia dos EUA —, o mercado também aguarda dados do varejo do país e balanços corporativos. Ainda no exterior, investidores também repercutem indicadores de atividade da China. O Produto Interno Bruto (PIB) do gigante asiático cresceu 4,7% no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2023, abaixo das previsões do mercado (5,1%) e no avanço anual mais fraco desde os três primeiros meses do ano passado. O número vem em meio à persistente recessão imobiliária no país e à fraca demanda interna. As tensões comerciais com o Ocidente e a queda do yuan também influenciaram no resultado. Com isso, os preços do minério de ferro no exterior operavam em alta nesta segunda-feira — o que, por aqui, pode ajudar papéis ligados ao setor de mineração na bolsa de valores. Dados da zona do euro e a nova decisão de política monetária do BCE, prevista para quinta-feira (18) também ficam no radar. "Após o início da flexibilização na última reunião, prevemos manutenção das taxas de juros em julho", afirmaram os analistas da XP em relatório. No mercado doméstico, o foco fica com o novo relatório Focus do Banco Central, divulgado hoje. O documento apontou uma queda na projeção para a inflação deste ano, após nove semanas de alta. O recuo vem após o governo sinalizar comprometimento com o quadro fiscal. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br, visto como a prévia do PIB) também fica no radar. *Com informações da agência de notícias Reuters.



Após semanas em alta, mercado financeiro reduz expectativa de inflação para 2024


15/07/2024 11:37 - g1.globo.com


Corte na projeção vem depois do resultado positivo para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho. Após nove semanas em alta, os economistas do mercado financeiro reduziram a expectativa de inflação para 2024. A estimativa consta em relatório do Banco Central divulgado nesta segunda-feira (15). Agora, a previsão é que a inflação alcance 4% neste ano. Na última semana, os economistas previam alta de 4,02%. O corte na projeção vem depois do resultado positivo para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho. O indicador que mede a inflação apresentou aumento de 0,21% no mês, abaixo das expectativas. Inflação, em junho, caiu para 0,21% O resultado apresentou uma desaceleração do IPCA, já que o indicador havia fechado maio com alta de 0,46%. A projeção do mercado financeiro de 4% em 2024 está dentro do intervalo da meta, que é de 3% neste ano, e será considerada formalmente cumprida se o índice oscilar entre 1,5% e 4,5% em 2024. Dólar O mercado financeiro elevou a projeção de cotação do dólar ao final de 2024, que deve ficar em R$ 5,22. Foi um aumento de dois centavos em relação à semana anterior. O dólar vem em alta desde meados de abril, mas atingiu o seu pico no início de julho, ao alcançar R$ 5,70. Isso ocorreu em meio à incerteza com a situação das contas públicas e declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Lula foi alertado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e por integrantes da equipe econômica do governo de que as falas poderiam gerar um aumento da inflação. Diante disso, o presidente recuou, mudou de tom, e passou a dizer que tem compromisso com o controle de gastos. Dolar Reprodução: TV Globo LEIA MAIS: Dólar abre em alta e vai a R$ 5,45, após atentado contra Trump Golpistas enviam mensagens falsas sobre restituição do Imposto de Renda; veja como se proteger Abono salarial PIS-Pasep 2024 terá novo pagamento nesta segunda; veja quem recebe Atividade econômica Os analistas ouvidos pelo Banco Central também aumentaram a estimativa do Produto Interno Bruto (PIB ) para 2024, com um aumento de 2,11% em relação a 2023. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia. Já para 2025 a projeção é de alta de 1,97%, que se manteve estável em relação à última semana. Juros A taxa básica de juros da economia, a Selic, também apresentou estabilidade. Ela deve ficar em 10,5% até o final de 2024, segundo as estimativas do mercado. A Selic é definida pelo Banco Central, e atualmente está no patamar de 10,5%, depois de sete reduções seguidas. A taxa de juros é a principal fonte de críticas de Lula a Campos Neto. O presidente defende uma redução na Selic, usada como um instrumento de controle da inflação. Outras estimativas Balança comercial: a projeção dos economistas para a balança comercial (saldo entre exportações e importações) se manteve estável, com expectativa de US$ 82 bilhões em 2024; Investimento estrangeiro: o investimento no país também registrou o mesmo patamar da semana passada, com a previsão de entrada de US$ 70 bilhões em 2024.



Bolsa Família: quem tem direito e quais os critérios para receber o benefício


15/07/2024 08:03 - g1.globo.com


A principal regra para participar do programa social é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Programa Bolsa Família Roberta Aline/MDS O Bolsa Família é o maior programa de transferência de renda e combate à pobreza e à fome do país. O benefício foi relançado em março de 2023 pelo governo federal, em substituição ao Auxílio Brasil. Quem tem direito? A principal regra para receber o Bolsa Família é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: Manter crianças e adolescentes na escola; Fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); Manter as carteiras de vacinação atualizadas. Como se inscrever? Para receber, os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Veja aqui como fazer o Cadastro Único do governo federal. 🚨 ATENÇÃO: Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. A inscrição para receber o Bolsa Família pode ser feita em um dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) — os postos de atendimento dos municípios. Após ser selecionada para o programa, a família receberá um cartão emitido pela Caixa Econômica Federal e enviado pelos Correios para o endereço informado no CadÚnico. No envio, o beneficiário também recebe um panfleto com explicações sobre como receber os valores e quais as datas de recebimento, entre outras informações. Veja abaixo o calendário do Bolsa Família para 2024: Bolsa Família 2024: pagamentos começam nesta quinta-feira; veja calendário Quais são os valores? O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de: R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos; R$ 50 por bebê de até seis meses.



Golpistas enviam mensagens falsas sobre restituição do Imposto de Renda; veja como se proteger


15/07/2024 08:03 - g1.globo.com


Mensagem inclui link que imita site do governo federal e induz usuários a enviarem PIX para agilizar o suposto pagamento. Receita Federal alerta que não inclui links nem pede informações pessoais em comunicações pela internet. Golpe induz usuários a pagarem PIX para receber suposta restituição do Imposto de Renda Reprodução Criminosos estão se passando pelo governo federal em mensagens fraudulentas sobre a restituição do Imposto de Renda. O golpe da vez tenta induzir as vítimas a enviarem um PIX para agilizar o suposto pagamento. Tudo começa em um SMS com um alerta falso de que o valor a ser restituído no Imposto de Renda está prestes a vencer e que, para o contribuinte receber o pagamento imediatamente, é preciso clicar em um link. ⚠️ Mas lembre-se: se você tiver valores a receber, ele será depositado automaticamente na conta que você informou na declaração, seguindo o cronograma da Receita Federal. Você não precisa solicitar a transferência em nenhum lugar. A Receita Federal, responsável pelo Imposto de Renda, não envia links nem solicita dados em mensagens pela internet. Por isso, se você receber esta mensagem, não clique no link (veja ao final como identificar mensagens falsas). Como funciona o golpe? A mensagem está circulando há algumas semanas e indica que é enviada por GOVBR, uma tentativa dos golpistas de se passarem pela plataforma gov.br, criada para permitir o acesso a vários serviços públicos na internet. O link falso leva para um site que imita o do governo federal e leva a vítima a inserir CPF e senha do gov.br. Depois, a página pede para confirmar dados como nome da mãe e data de nascimento. Os golpistas ainda orientam a informar uma chave PIX para onde seria destinado o valor da restituição. E informam que, para confirmar o processo, o contribuinte deve pagar uma suposta taxa do Banco Central via PIX. Mas a chave informada no site é um CNPJ que não tem relação com o Banco Central. O g1 identificou que é titular é, na verdade, uma microempresa registrada na última sexta-feira (12), na cidade de São Paulo. Veja o calendário dos lotes de restituição do Imposto de Renda Hacker coloca à venda suposta lista de quase 10 bilhões de senhas: você deve se preocupar? Golpe induz vítima a pagar taxa para receber suposta restituição do Imposto de Renda Reprodução Como se proteger? Neste caso, somente clicar no link não oferece riscos como vírus para o dispositivo, já que o objetivo é levar a pessoa a fazer uma transferência por PIX. Também há a possibilidade de golpistas coletarem dados do gov.br, ainda que nos testes do g1, foi possível acessar o sistema com senhas fictícias. Há alguns indícios que apontam que uma mensagem é falsa e podem te ajudar a não cair em um golpe. Veja abaixo alguns elementos presentes neste tipo de fraude. 📱 E-mails ou mensagens de texto com links ou solicitações de dados ou de correções nas declarações – a Receita Federal não inclui esses itens em suas comunicações pela internet 🌎 O link não tem o final ".gov.br", usado por sites de órgãos públicos – neste caso, ele termina com ".com" e ainda direciona o usuário para outro endereço ✉️ O autor da mensagem, GOVBR, tenta se passar pelo gov.br, mas ao clicar no contato, não há mais informações sobre o número que enviou o SMS 📣 Os golpistas tentam trazer um senso de urgência ao dizer que o prazo está prestes a vencer, induzindo a vítima a clicar no link e seguir as instruções; ✍️ Texto não segue padrão de mensagens oficiais, ficando sem acentuação e pontuação corretas, além de letras maiúsculas no início das palavras "Imposto de Renda" A Receita Federal também orienta a não abrir anexos, que podem ser programas criados para causar danos ao computador ou coletar suas informações, e orienta: em caso de dúvida, use o site do órgão ou o e-CAC, dois canais oficiais para verificar a autenticidade das comunicações. LEIA TAMBÉM: Confira os 5 golpes do PIX mais comuns feitos pelo celular Como detectar golpes de ofertas falsas de emprego no WhatsApp Golpe do advogado: criminosos se passam por profissionais reais para cobrar 'despesas' de processos Golpes no Whatsapp: saiba como se proteger Saiba se está sendo vigiado: veja sinais um celular infectado com aplicativo espião



O Último Plano #3: O Sacerdote do Real


15/07/2024 03:30 - g1.globo.com

No terceiro episódio do podcast sobre a criação do Plano Real, somos apresentados a um novo personagem, o ministro que meio a contragosto acaba virando garoto-propaganda da moeda. O Último Plano terá quatro episódios, com novas publicações sempre às segundas-feiras. Você pode ouvir no g1, no Globoplay, no Spotify, no Castbox, no Youtube Podcasts, no Apple Podcasts, na Deezer, na Amazon Music ou na sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga O Último Plano para ser avisado sempre que tiver novo episódio. Eis que surge um novo personagem na história: Rubens Ricupero, que é chamado, sem entender o motivo, para ser ministro da Fazenda e executar a implementação do Plano Real com a saída de Fernando Henrique Cardoso do governo. Com as eleições se aproximando, a equipe se vê pressionada a acelerar o lançamento da nova moeda, e Ricupero vira o garoto-propaganda do Real. No caminho, uma tragédia abalou o Brasil, o presidente da República colocou o plano em dúvida na véspera do lançamento e quase deu tudo errado. E ainda um pequeno flash forward para contar o escândalo da parabólica, que derrubou o sacerdote do real. Episódio 1: O reino do caos Episodio 2: A mágica fica pro final O Último Plano foi criado e produzido por Renata Ribeiro, Lucas Paulino e Renato Ghelfi. O roteiro é assinado por Valentina Castello Branco e Mariana Pinheiro; edição: Thiago Kaczuroski; coordenação e supervisão: Cláudia Croitor; pesquisa no acervo: Jeferson Ferreira e Fábio Luci; trilha sonora: Marion Lemonnier O trauma público e as reviravoltas políticas Uma história real, de gente real, com um enredo repleto de reviravoltas e acontecimentos improváveis. Assim é O Último Plano, novo podcast do g1 lançado em 1º de julho, dia em que o Plano Real completa 30 anos. A série mergulha nos bastidores da criação da nossa moeda atual e mostra, em detalhes, as movimentações que antecederam o fim de uma era caótica em que a hiperinflação chegou a 2.000% ao ano, gerando graves consequências à vida dos brasileiros. Idealizado e apresentado pela jornalista Renata Ribeiro, o podcast traça uma linha do tempo com os principais marcos políticos e históricos que influenciaram o declínio econômico brasileiro e o plano que pôs fim a ele. Também ilumina a perspectiva de quem vivenciou esse turbilhão de acontecimentos entre cidadãos comuns, jornalistas e economistas que lideraram a criação do Real. “Esse não é um podcast de economia. A explicação econômica sobre como tudo isso aconteceu é muito interessante. Mas as histórias de quem fez isso acontecer são muito mais”, diz Renata. Batizado de ‘O Reino do Caos’, o episódio de estreia mostra as tentativas frustradas de conter o caos financeiro. “A inflação vem de antes de eu nascer e cresceu bem mais rápido do que eu nos anos1980. Nessa época, eu ficava atrás da porta ouvindo meus pais cogitarem a venda do carro, da casa ou me tirar da escola. A economia descontrolada era parte de uma realidade indiscutível e o Brasil tinha um problema sem solução. Talvez tenha sido para entender tudo isso que eu fui ser repórter de economia”, revela Renata. Com preços subindo três vezes ao dia, uma sucessão de planos econômicos fracassados, gente dormindo na fila do supermercado, racionamento de comida e salários-mínimos que não chegavam à metade do mês, a obra deixa claro ao ouvinte como era impossível viver em paz.



Abono salarial PIS-Pasep 2024 terá novo pagamento nesta segunda; veja quem recebe


15/07/2024 03:00 - g1.globo.com


Benefício no valor de até um salário-mínimo é concedido anualmente a trabalhadores e servidores que atendem aos requisitos do programa; entenda. O benefício no valor de até um salário-mínimo é concedido anualmente a trabalhadores e servidores Divulgação/Caixa Econômica Federal O pagamento do abono salarial PIS-Pasep 2024, referente ao ano-base 2022, será feito nesta segunda-feira (15) para os nascidos em setembro e outubro. Esta será a sexta leva do benefício liberada pelo governo federal neste ano. Em fevereiro, o Ministério do Trabalho fez o pagamento para os nascidos no mês de janeiro. Já em março, foi a vez dos trabalhadores nascidos em fevereiro. Em abril, receberam os nascidos em março e abril. Em maio, os beneficiados foram os nascidos em maio e junho. No mês passado, o pagamento foi feito para os nascidos em julho e agosto. No Rio Grande do Sul, além do pagamento já programado, o governo federal antecipou o benefício para os trabalhadores nascidos de julho a dezembro, devido à situação de calamidade no estado. ➡️ O abono salarial é um benefício no valor de até um salário-mínimo concedido anualmente a trabalhadores e servidores que atendem aos requisitos do programa. No geral, têm direito ao abono funcionários da iniciativa privada (PIS) e servidores públicos (Pasep) que trabalharam durante pelo menos 30 dias no ano-base e receberam até dois salários-mínimos por mês. O banco de recebimento, data e os valores, inclusive de anos anteriores, estão disponíveis para consulta no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no portal Gov.br. Neste ano, o calendário de pagamento foi unificado: tanto os trabalhadores da iniciativa privada como os servidores públicos vão receber de acordo com o mês de nascimento de cada beneficiário (confira o cronograma abaixo). Ao todo, 24,8 milhões de trabalhadores receberão o abono neste ano, segundo o Ministério do Trabalho, sendo 21,9 milhões da iniciativa privada e 2,9 milhões do serviço público.Veja perguntas e respostas: Quem tem direito ao abono salarial? Quem não tem direito ao abono salarial? Qual é o valor? Como consultar? (passo a passo) Como serão os pagamentos? Canal de dúvidas Calendário de Pagamento Pis-Pasep 2024 (Ano-Base 2022) 1. Quem tem direito ao abono salarial? Os trabalhadores devem atender aos seguintes critérios para ter direito ao benefício: estar cadastrado no programa PIS/Pasep ou no CNIS (data do primeiro emprego) há pelo menos cinco anos; ter trabalhado para empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social (PIS) ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep); ter recebido até 2 salários-mínimos médios (no valor em vigor no ano-base) de remuneração mensal no período trabalhado; ter exercido atividade remunerada durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base da apuração (2022); ter os dados informados pelo empregador (pessoa jurídica ou governo) corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou no eSocial do ano-base considerado para apuração (2022). 2. Quem não tem direito ao abono salarial? empregado(a) doméstico(a); trabalhadores rurais empregados por pessoa física; trabalhadores urbanos empregados por pessoa física; trabalhadores empregados por pessoa física equiparada a jurídica. 3. Qual é o valor? O valor do abono salarial é proporcional ao tempo de serviço do trabalhador no ano-base em questão. O cálculo corresponde ao valor atual do salário-mínimo dividido por 12 e multiplicado pela quantidade de meses trabalhados no ano-base. Assim, somente quem trabalhou os 12 meses do ano-base recebe o valor total de um salário-mínimo. Neste ano, o benefício irá variar de R$ 118 a R$ 1.412. Veja abaixo os valores conforme a quantidade de meses trabalhados: Valor do Abono Salarial 4. Como consultar? Para fazer a consulta pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, siga o passo a passo: Certifique-se de que o aplicativo esteja atualizado; Acesse o sistema com seu número de CPF e a senha utilizada no portal gov.br; Toque em "Benefícios" e, em seguida, em "Abono Salarial". A tela seguinte irá informar se o trabalhador está ou não habilitado para receber o benefício. Vale lembrar que trabalhadores do setor privado também podem consultar a situação do benefício e a data de pagamento nos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem. 5. Como serão os pagamentos? O pagamento do PIS (Programa de Integração Social) aos trabalhadores da iniciativa privada é administrado pela Caixa Econômica Federal. São quatro opções para receber: As pessoas que possuem conta corrente ou poupança na Caixa receberão o abono automaticamente, informou o banco. Também é possível receber os valores por meio da Poupança Social Digital, cuja movimentação é feita pelo aplicativo Caixa Tem. Outra opção é fazer o saque com o cartão social e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas e Caixa Aqui. Se o trabalhador não possuir cartão social, o pagamento também pode ser realizado em qualquer agência da Caixa com a apresentação de um documento de identificação. Já o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) é válido para os servidores públicos, e os depósitos são feitos pelo Banco do Brasil. Nesse caso, o pagamento será realizado prioritariamente como crédito em conta bancária, transferência via TED, via PIX ou presencial nas agências de atendimento, informou o Ministério do Trabalho. 6. Ainda tem dúvidas? Mais informações podem ser solicitadas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, pelo telefone 158 ou pelo e-mail: trabalho.uf@economia.gov.br (substituindo os dígitos UF pela sigla do estado do trabalhador). Saiba regras do PIS-Pasep: Consulta ao abono salarial PIS-Pasep 2024 é liberada



Economia da China desacelera, mas cresce 4,7% no segundo trimestre


15/07/2024 02:35 - g1.globo.com


Analistas esperavam que o Produto Interno Bruto (PIB) crescesse 5,1% no período. Presidente da China, Xi Jinping, durante reunião do Partido Comunista Chinês Ng Han Guan/AP A economia da China desacelerou no segundo trimestre, mostraram dados oficiais nesta segunda-feira (15). A segunda maior economia do mundo cresceu 4,7% entre abril e junho, o ritmo mais lento desde o primeiro trimestre de 2023 e abaixo da previsão de 5,1% dos analistas. Também caiu em relação à expansão de 5,3% no trimestre anterior. Numa base trimestral, o PIB expandiu 0,7% entre abril e junho, abaixo das expectativas de um aumento de 1,1% e em comparação com um ganho revisto de 1,5% no trimestre anterior. Os números surgem num momento em que Pequim procura reforçar a confiança econômica. Nesta segunda, economistas do país se reúnem para debater estímulos ao crescimento e cortes na dívida. O governo pretende um crescimento económico de cerca de 5,0% para 2024, uma meta que muitos analistas consideram ambiciosa. “A fraca demanda interna pode continuar a pesar sobre a inflação e começar a corroer a força da produção”, disseram analistas. Para contrariar a fraca procura interna e uma crise imobiliária, a China impulsionou o investimento em infra-estruturas e investiu fundos na indústria transformadora de alta tecnologia. O crescimento econômico da China tem sido desigual este ano, com a produção industrial superando o consumo interno. Embora as sólidas exportações chinesas tenham fornecido algum apoio, as crescentes tensões comerciais representam uma ameaça. Otan critica China por apoio à Rússia As exportações da China aumentaram 8,6% em Junho em relação ao ano anterior, e as importações encolheram inesperadamente 2,3%, mostraram dados divulgados este mês. Entretanto, os preços no consumidor cresceram pelo quinto mês em Junho, mas ficaram aquém das expectativas, enquanto a deflação industrial persistia, com as medidas governamentais incapazes de aumentar significativamente a procura interna. O governador do banco central da China, Pan Gongsheng, prometeu no mês passado manter uma postura de política monetária de apoio e disse que o banco usará de forma flexível ferramentas de política, incluindo taxas de juros, para apoiar o desenvolvimento econômico. Analistas consultados pela Reuters esperam um corte de 10 pontos-base na taxa básica de juros dos empréstimos de um ano da China, bem como um corte de 25 pontos-base na taxa de reservas obrigatórias dos bancos no terceiro trimestre.



Estiagem atrapalha produção de limão taiti


14/07/2024 10:30 - g1.globo.com


Falta de chuva afeta pomares de limão no noroeste do estado de São Paulo, fazendo com que agricultores colham menos na safra atual, além de terem que lidar com ataque de pragas. Estiagem atrapalha produção de limão taiti Reprodução/TV TEM A falta de chuva afetou os pomares de limão no noroeste do estado de São Paulo. A região é a maior produtora da variedade taiti no Brasil, principalmente em Itajobi (SP) e municípios vizinhos. Muitos agricultores irão colher menos, além de ter que lidar com o ataque de pragas. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp O problema nas plantações está relacionado ao clima. A falta de chuva prejudicou muito o cultivo, e um exemplo disso está no sítio do citricultor João Carlos Peres, que ainda conta com irrigação em seu plantio. São mais de 11 mil pés da fruta, e a produção deve ser 30% menor neste ano. A situação causada pelo clima ainda está favorecendo a aparição de ácaros. O estado de São Paulo é o maior produtor nacional de limão. Na safra passada, a produção paulista foi de 1,2 milhão de toneladas. Uma outra propriedade, também em Itajobi, trabalha com limão há 16 anos, e fechou o ano passado com uma produção de 25 mil toneladas. Mesmo com as dificuldades atuais, a previsão é de aumento do número. A terra úmida é sinal que o citricultor da fazenda, Valdinei Aparecido Roque, também depende da irrigação para produzir. Além disso, ele usa a técnica de indução da florada para produzir na entressafra. Nos pés, é possível notar a florada e o início de formação da fruta, o que não é comum nessa época do ano. Também é feito o beneficiamento do limão e, aliás, o segundo semestre é o melhor para os preços no mercado nacional. A caixa, com 27 quilos, que em meses anteriores não passava de R$ 30, agora pode chegar a R$ 100. Do que é colhido, a maior parte fica no Brasil, mas 20% é exportado. A ideia é apostar, ainda mais no mercado internacional. Veja a reportagem exibida no programa em 14/07/2024: Estiagem atrapalha produção de limão taiti VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo



Cabra da raça saanen é boa produtora de leite


14/07/2024 10:30 - g1.globo.com


Raça Saanen se destaca como uma excelente produtora de leite, com características que permitem a fabricação de queijos de alta qualidade. A raça Saanem possuiu como característica principal a aptidão leiteira Reprodução/TV TEM Originária da Suíça, a raça de caprinos Saanen foi desenvolvida por volta de 1890, é uma das melhores opções para a produção de leite e para a fabricação do queijo Caprino Romano. A raça consegue produzir até 8 litros de leite por dia. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp A fabricação do queijo Caprino Romano leva dez meses para chegar ao ponto ideal de consumo, dando a ele um sabor e consistência únicos. A raça Saanen foi desenvolvida por volta de 1890, na Suíça Reprodução/TV TEM Produtores do interior paulista estão criando caprinos da raça Saanen para a produção de leite que será comercializado para a produção de queijo. Segundo os criadores, a raça precisa de cuidados rigorosos desde os primeiros dias de vida. A alimentação é realizada duas vezes ao dia, misturando feno e ração à base de farelo de milho, soja e sais minerais. Essa alimentação é ajustada de acordo com a idade dos animais. Veja a reportagem exibida no programa em 14/07/2024: Cabra da raça saanen é boa produtora de leite VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo



Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um bolo de milho 'piscina' de curau


14/07/2024 10:30 - g1.globo.com


Programa deste domingo (14) ensina a preparar um bolo de milho 'piscina' de curau. Aprenda a fazer um bolo de milho 'piscina' de curau Reprodução/TV TEM O Nosso Campo deste domingo (14) ensina a preparar um delicioso bolo de milho 'piscina' de curau. Saiba como fazer: 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Ingredientes Para o bolo... 3 ovos; 150 ml de óleo de soja; 250 ml de leite integral; 250 gramas de açúcar refinado; 250 gramas de milho em lata (sem água); 250 gramas de flocão de milho; 1 colher de sopa rasa de fermento em pó. Para o cural... 375 gramas de milho in natura - o milho de espiga; 550 ml de leite integral; 1 lata de leite condensado; 60 gramas de leite em pó; 50 ml de leite de coco. Modo de preparo Em um liquidificador, coloque os ovos; Juntamente, o açúcar e o óleo; Além disso, o flocão, o leite, o milho de latinha e bata; Agora, coloque o fermento e pulse o liquidificador três vezes; Unte a forma; Despeje a massa na forma; Leve ao forno em 160° C por 40 minutos; Para o curau, adicione o milho da espiga no liquidificador; Coloque o leite e bata; Peneire o curau em um recipiente; Misture o leite condensado com o leite em pó e despeje; Junte com o leite de coco; Leve ao fogão e continue mexendo 3 minutos após levantar fervura; Coloque o curau em cima do bolo; Decore com canela e sirva. Veja a reportagem exibida no programa em 14/07/2024: Aprenda a fazer um bolo de milho 'piscina' de curau VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo



Frio do inverno exige atenção com saúde de quem trabalha na roça


14/07/2024 10:30 - g1.globo.com


Na Serra do Japi, localizada na região de Jundiaí (SP), as temperaturas podem ser ainda mais baixas do que na cidade. Por isso, uma fazenda produtora organizou estratégias para manter os animais aquecidos. Frio do inverno exige atenção com saúde de quem trabalha na roça Reprodução/TV TEM Com as temperaturas despencando, quem trabalha no campo, principalmente em áreas abertas, não pode deixar os cuidados com a saúde de lado. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Em uma fazenda destinada à produção de queijo, na Serra do Japi, região de Jundiaí (SP), o trabalho começa cedo, às 5h, mesmo com os termômetros chegando a 12° C. Os funcionários ordenham mais de 90 vacas e 100 cabras, enfrentando o frio. Ramão Gasques, estudante de medicina veterinária, é uma das pessoas que cuidam da propriedade. Para aguentar a "friaca", ele usa mais de três blusas no corpo. “Estou usando três camadas de blusas. Não posso usar mais do que isso, senão, perco a mobilidade, que é essencial para o nosso trabalho. Nós usamos muito a mão na fazenda”, explica. Os animais também recebem cuidados redobrados. Os cabritos ficam separados em uma baía com serragem e uma caixa, que serve de abrigo. Para eles, o leite é morno, para reproduzir a temperatura das mães e dar conforto térmico aos filhotes. Veja a reportagem exibida no programa em 14/07/2024: Frio do inverno exige atenção com saúde de quem trabalha na roça VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo



Reforma tributária: setor prevê preços de imóveis mais altos com novo texto; entenda


14/07/2024 08:00 - g1.globo.com


Entidades do mercado imobiliário veem aumento de carga, apesar de dois redutores previstos no texto aprovado nesta quarta-feira pela Câmara dos Deputados. Projeto ainda passa pelo Senado Federal e, se aprovado, só entra em vigor em 2033. Construção civil em Ribeirão Preto, SP mercado imobiliário imóveis apartamentos Reprodução/EPTV Com a aprovação do primeiro projeto que regulamenta a reforma tributária na última quarta-feira (10), associações e representantes do setor imobiliário preveem uma elevação da carga tributária no segmento, que pode acarretar um aumento do preço da casa própria e do aluguel. Entidades do mercado imobiliário entendem que os dois redutores de alíquota previstos no texto aprovado nesta quarta-feira pela Câmara dos Deputados, não serão suficientes para amenizar a diferença entre a alíquota atual paga pelo setor e a nova que será definida ao fim da reforma. As mudanças não são imediatas. O projeto de regulamentação ainda passa pelo Senado Federal e, se aprovado, só entra em vigor em 2033. Nesta reportagem, entenda como é a atual cobrança de impostos no setor e quais as mudanças previstas até o momento. Como é Segundo um levantamento feito Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a carga tributária que incide sobre o setor imobiliário varia, atualmente, de 6,4% a 8%. Como fica De acordo com o texto do projeto aprovado na quarta-feira, as operações com imóveis estarão sujeitas à alíquota de 26,5%. Mas o texto também dispõe de dois redutores — que servem para ajustar a carga tributária na operação evitando, assim, a cumulatividade. Os novos impostos sobre o consumo (IBS e CBS) devem incidir, por exemplo: Na alienação de bens imóveis (quando o imóvel é usado como garantia); Na cessão ou transferência de direitos reais sobre bens imóveis que estejam sujeitos a encargos ou despesas; Na locação, cessão onerosa ou arrendamento (aluguel com direito de compra do bem posteriormente) de bem imóvel; Nos serviços de administração e intermediação de bem imóvel; Nos serviços de construção. Nesse caso, há descontos no IBS e CBS de: 40% em operações com bens imóveis (que tende a ser cobrado principalmente de incorporadoras e construtoras); 60% em operações de locação, cessão onerosa e arrendamento de bens imóveis. Além disso, a pessoa física que não exerce atividade econômica de compra e venda de bens imóveis não será tributada pelo IBS/CBS. Nesse caso, segundo o advogado tributarista Carlos Schenato, ela permanece sujeita à cobrança de tributo sobre o “ganho de capital da forma como é hoje, com a alíquota que varia de 15% a 22,5%, a depender do valor da operação”. LEIA MAIS Câmara começa a detalhar como vai funcionar a reforma tributária; entenda o que foi aprovado Veja lista com mais de 300 medicamentos que podem ficar mais baratos com a reforma Reforma Tributária: Câmara aprova taxa zero para carnes e imposto menor para remédios; Nilson Klava analisa O que dizem os representantes do setor? Apesar de o texto trazer redutores de ajuste que prometem diminuir a carga tributária em algumas operações com imóveis, a leitura é que, mesmo assim, a alíquota a ser cobrada no segmento pode chegar a ser o dobro do que é visto atualmente. Isso porque, segundo cálculos de representantes do setor, mesmo com a aplicação dos redutores, a alíquota efetiva ficaria em 15,9% para as operações com bens imóveis e em 10,6% para operações de aluguel – bem acima da carga atual, que varia entre 6,4% e 8%. “Nós fizemos um trabalho intenso junto aos parlamentares para evitar esse aumento. E perdemos por apenas quatro votos no Plenário. Ainda temos a segunda oportunidade, que é derrubar essa derrota lá no Senado”, afirmou o presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), João Teodoro. Segundo Associação Brasileira do Mercado Imobiliário (ABMI), a projeção é que, para que o projeto tivesse efeitos neutros no setor, os redutores precisariam ser de 60% para operações com bens imóveis e de 80% para operações de aluguel. Ainda de acordo com as projeções da associação, a estimativa é que o imposto pago fique: 15,4% maior nos imóveis com faixa de preço de R$ 240 mil; 30,7% maior nos imóveis com faixa de preço de R$ 500 mil; 48,8% maior nos imóveis com faixa de preço de R$ 1 milhão; 51,7% maior nos imóveis com faixa de preço de R$ 2 milhões; 68,7% maior nos loteamentos; 58,6% maior nos custos de administração de imóveis; e 55,12% maior nos custos de intermediação de imóveis. Já no caso das operações de aluguel, a estimativa é de um aumento de 136,22% na tributação em relação ao cobrado atualmente. De acordo com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), mesmo aplicando-se o redutor, as operações imobiliárias ainda teriam uma carga tributária 40% acima da atual, o que poderia desencadear uma série de efeitos adversos — incluindo o aumento dos custos de obras e, consequentemente, dos preços dos imóveis. “O mercado imobiliário funciona como um termômetro da economia. Qualquer aumento na carga tributária pode resultar em desestímulo a novos investimentos, impactando diretamente os consumidores finais, que enfrentarão preços mais altos para comprar ou alugar imóveis”, afirmou o presidente da Abrainc, Luiz França, em nota oficial. Reforma Tributária: Câmara aprova taxa zero para carnes e imposto menor para remédios; Nilson Klava analisa Insegurança jurídica no segmento Além disso, especialistas e representantes do setor também alertam para a maior insegurança jurídica trazida pelo texto da reforma no caso do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis, o ITBI. Segundo Schenato, o projeto muda o entendimento que prevalece atualmente, de que o ITBI seja cobrado apenas no momento em que a escritura pública vai para o cartório de registro de imóveis, e passa a prever a cobrança do tributo já na escritura do contrato de compra e venda do imóvel. "Os textos da reforma ainda causam grande insegurança jurídica para os contribuintes em operações imobiliárias, especialmente sobre eventual bitributação em razão da incidência do ITBI, de competência municipal, e do IBS/CBS sobre a alienação, o que ainda poderá ser objeto de discussões judiciais e administrativas", disse o advogado tributarista. Quais são os próximos passos? A reforma tributária estabelece regras e guias para as cobranças dos três impostos sobre o consumo (IBS, CBS e Imposto Seletivo) que irão substituir cinco tributos cobrados atualmente. Veja abaixo: Na última quarta-feira, a Câmara dos Deputados deu o primeiro passo para votar o projeto que regulamenta a reforma. Agora, o texto segue para o Senado. Apesar de o pacote de medidas mudar o patamar de imposto cobrado em diversos produtos, o Congresso e o governo vêm tentando trabalhar para garantir que a carga tributária média não mude, ou seja, para que as mudanças não aumentem a quantidade de imposto cobrado hoje. O governo ainda diz que uma das mudanças mais importantes é que os impostos deixam de ser cumulativos — o que significa que o tributo será cobrado apenas em um único momento entre o início da produção e a venda do item ao consumidor final. Mesmo quando todo o pacote for aprovado, as mudanças não serão imediatas. O novo modelo só entra em vigor por completo em 2033.



Mega-Sena, concurso 2.748: prêmio acumula e vai a R$ 21 milhões


13/07/2024 23:13 - g1.globo.com


Veja os números sorteados: 19 - 52 - 46 - 50 - 43 - 32 Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio Marcelo Brandt/G1 O sorteio do concurso 2.748 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (13), em São Paulo. O prêmio total para quem acertar as seis dezenas é de R$ 14.674.301,01. Veja os números sorteados: 19 - 52 - 46 - 50 - 43 - 32 5 acertos - 41 apostas ganhadoras: R$ 80.512,78 4 acertos - 2.911 apostas ganhadoras: R$ 1.619,97 Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (16). Mega-Sena, concurso 2.748 Reprodução/Caixa Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal — acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.



O ‘acampamento de verão’ para bilionários que reúne as pessoas mais influentes dos EUA


13/07/2024 08:00 - g1.globo.com


Há quatro décadas, conferência organizada pelo banco de investimento Allen & Company, em Sun Valley, uma cidade turística em Idaho, tornou-se um encontro privado com a participação apenas da elite. Jeff Bezos e Lauren Sanchez em Sun Valley, em Idaho. Getty Images via BBC É um dos encontros mais exclusivos do mundo. No “acampamento de verão dos bilionários”, como a imprensa o batizou, alguns dos mais influentes líderes empresariais e magnatas americanos se reúnem para discutir — a portas fechadas — assuntos de negócios, mas também sobre destino político e econômico do país. Faltando apenas quatro meses para as eleições presidenciais nos Estados Unidos, acredita-se que o intenso debate sobre a candidatura do presidente Joe Biden — depois do seu desempenho questionado no último debate com Donald Trump — seja um dos temas que marcará grande parte das conversas entre os participantes do evento que ocorre nesta semana até este sábado (13). A conferência, organizada pelo banco de investimento Allen & Company em Sun Valley, uma cidade turística em Idaho, tornou-se um encontro privado com a participação apenas da elite da elite desde a sua criação, há quatro décadas. LEIA TAMBÉM Sob pressão de jornalistas durante quase uma hora, Biden mantém candidatura Kamala Harris poderia vencer Trump se substituísse Joe Biden? Primeiro debate entre Biden e Trump tem tom agressivo e troca de ofensas Este ano, chegaram por lá em seus jatos particulares figuras como o fundador da Amazon, Jeff Bezos, o CEO da OpenAI, Sam Altman, o CEO da Apple, Tim Cook, o CEO da Disney, Bob Iger, o CEO da Warner Bros, David Zaslav, Bill Gates, cofundador da Microsoft, a empreendedora de mídia Shari Redstone, além de algumas celebridades como Oprah Winfrey. Sam Altman, diretor executivo da OpenAI. Getty Images via BBC A poucos meses da eleição presidencial A conferência anual, realizada pela primeira vez em 1983, tem sido o berço de grandes acordos comerciais e o local onde os líderes dos principais conglomerados discutem o futuro dos seus negócios, assim como o rumo dos Estados Unidos. Dominados pela presença de titãs da mídia e do entretenimento, ao lado de magnatas da tecnologia, temas como o impacto da inteligência artificial na indústria e o futuro do streaming, assim como o milionário negócio das transmissões esportivas, provavelmente farão parte da agenda. Paralelamente, as eleições presidenciais dos EUA — e os seus efeitos na economia e nas empresas — estarão no centro das conversas. Bob Iger, diretor executivo da Walt Disney Company. Getty Images via BBC Este ano, a conferência acontece poucos dias depois do debate presidencial de 27 de junho, no qual o desempenho do presidente Joe Biden foi duramente questionado, o que levou a apelos de alguns legisladores democratas, doadores e membros do partido para que ele se afastasse em favor de um candidato mais jovem. As dúvidas sobre a capacidade do presidente Biden de governar o país nos próximos quatro anos fizeram com que o assunto dominasse a agenda política americana. Bill Gates, co-fundador de Microsoft. Getty Images via BBC No meio deste debate, é pouco provável, diz a imprensa nacional, que os magnatas do setor da tecnologia e dos meios de comunicação e entretenimento não falem sobre possíveis substitutos de Biden na corrida à Casa Branca e como isso pode afetar o resultado das eleições. O presidente, porém, tem dito repetidas vezes que não tem planos de abandonar a candidatura à reeleição. Um dos pontos-chave que poderá influenciar uma virada na campanha democrata é o peso da opinião dos doadores, alguns dos quais fazem parte integrantes — direta ou indiretamente — do círculo exclusivo reunido em Sun Valley. Tim Cook, diretor executivo da Apple. Getty Images via BBC Falando de negócios A imprensa americana especula que as negociações deste ano incluirão temas como o plano de sucessão de Bob Iger na Disney e as negociações vertiginosas que levaram à fusão da Paramount Global e da Skydance Media. Oprah Winfrey está entre as celebridades presentes no encontro. Getty Images via BBC O futuro da Warner Bros. e da Comcast também seria outra questão relevante, já que a Disney analisa planos de comprar uma parte da Comcast. Nos últimos tempos, as empresas de comunicação social apostam em associar as suas operações de streaming às dos seus concorrentes, para reduzir custos e melhorar a rentabilidade dos negócios, afirmam especialistas do setor. Disney e Warner Bros., por exemplo, estão agrupando Disney+, Hulu e Max, enquanto a Comcast tem um pacote que agrupa Netflix, Apple TV+ e seu próprio serviço Peacock, segundo informou a Bloomberg. David Zaslav, presidente da Warner Bros Discovery, cujo futuro é alvo de questões. Getty Images via BBC Os direitos de transmissão são outro dos grandes negócios que devem estar presentes em Sun Valley. A National Basketball Association (NBA), por exemplo, está negociando um acordo potencial de US$ 76 bilhões, por 11 anos, com a Disney, a Comcast e a Amazon. Com essas e outras questões em cima da mesa, o que for discutido em Sun Valley terá um grande impacto comercial. E as conversas nos bastidores sobre o futuro político do país também poderão fornecer sinais sobre o estado de espírito no setor empresarial antes das eleições de novembro. O empresário e político Michael Bloomberg, junto com Sheryl Sandberg, ex-diretora de operações da Meta Platforms e do Facebook. Getty Images via BBC Biden diz que está em boa forma e que fará novo exame se for necessário



Reforma tributária: por que os carros entram no 'imposto do pecado', e o que muda nos preços


13/07/2024 08:00 - g1.globo.com


Aumento do valor deve ficar entre 5% e 10%, afirma advogado tributarista. Não é possível saber com certeza, no entanto, porque a alíquota do Imposto Seletivo ainda é desconhecida. Veículos que vêm do exterior continuarão pagando Imposto de Importação. Compass 4xe é híbrido que deve sofrer com aumento de preço. Atualmente, a Jeep cobra R$ 347.300 pelo SUV Divulgação O setor automotivo está em compasso de espera para saber qual será a alíquota que vai incidir sobre a produção e a venda de veículos depois da reforma tributária. A alíquota básica para produtos industriais deve ser de 26,5%, segundo a projeção do governo federal, mas os automóveis e motos terão o acréscimo do Imposto Seletivo. A tarifa extra ficou conhecida também como "imposto do pecado", porque procura desestimular o consumo de artigos nocivos à saúde — como cigarros e bebidas alcoólicas — ou que agridam o meio ambiente, caso dos veículos. Em um primeiro momento, esperava-se que essa tributação extra afetasse apenas os veículos a combustão, mas híbridos e elétricos também devem entrar na conta. O texto de regulamentação aprovado na quarta-feira pela Câmara dos Deputados, ainda passa pelo Senado Federal e, se aprovado, só entra em vigor em 2033. As mudanças, portanto, não são imediatas. O que se sabe é o seguinte: o deputado federal, Reginaldo Lopes (PT-MG), relator do texto na Câmara, afirma que o imposto para carro elétrico será proporcional: "Quem polui mais paga mais, e quem polui menos paga menos". Segundo o texto aprovado pela Câmara dos Deputados nesta semana, as alíquotas do Imposto Seletivo aplicáveis aos veículos serão reduzidas ou aumentadas em relação a cada veículo conforme enquadramento nos seguintes critérios: potência do veículo; eficiência energética; desempenho estrutural e tecnologias assistivas à direção; reciclabilidade de materiais; pegada de carbono; e densidade tecnológica. Mover e a reforma tributária Especialistas ouvidos pelo g1 dizem que a primeira preocupação sobre um imposto maior seria a falta de estímulo para o consumo de veículos de entrada. Hoje, os veículos zero quilômetro da categoria estão com preços na casa dos R$ 70 mil. E a mesma lógica para os carros a combustão deve ser seguida para os elétricos e híbridos. Contudo, a produção desses modelos pode receber incentivos fiscais por conta do Mover (Programa Nacional de Mobilidade Verde e Inovação), que visa estimular a produção e o consumo de veículos mais amigáveis ao meio ambiente. Segundo o advogado tributarista Otávio Massa, a reforma tributária nesses moldes contraria o que a ideia original do Mover procura promover, como o estímulo ao desenvolvimento local de novas tecnologias de propulsão e a expansão do mercado de elétricos e híbridos no país. "A reforma tributária não vai apagar a eficácia do Mover. O programa de mobilidade verde vai existir, vai trazer um benefício de IPI para a produção, que vai existir durante o período de transição da reforma", explicou o tributarista. O consultor automotivo independente Milad Kalume Neto, no entanto, não vê uma guerra entre o Mover e a reforma tributária, apenas critérios de aplicabilidade divergentes. "Ambos surgem de forma complementar e para qualificar o veículo brasileiro, e a posicioná-lo frente a concorrentes externos, bem como possibilitar que nossos automóveis sejam exportáveis". Kalume Neto afirma que o Mover deveria focar no desenvolvimento de veículos eficientes — penalizando automóveis menos eficazes —, enquanto a reforma tributária teria como objetivo simplificar tributos incidentes da indústria como um todo, otimizando custos. "Existe uma pressão política grande para coibir a indústria chinesa de se estabelecer no Brasil, e isso está modificando os objetivos inicialmente previstos e destinados à reforma tributária. Incluir um veículo elétrico no 'imposto do pecado' e deixar fora os pesados a diesel é inconcebível em qualquer país sério", argumentou Neto. Conexão Globonews entrevista relator do Programa 'Mover' no Senado E como fica o preço? Otávio Massa pondera que a carga tributária sobre os veículos não deve ser muito diferente do que a de hoje em dia, e o aumento no preço dos carros e motos deve ficar entre 5% (para o segmento de entrada) e 10% (para os elétricos e híbridos). É difícil cravar porque a alíquota do Imposto Seletivo ainda é desconhecida. Além disso, para os automóveis que vêm de fora do país, continuará existindo a cobrança do Imposto de Importação. No Mover, novo marco regulatório, haverá uma diferenciação entre o IPI comum e o IPI Verde, alíquota reduzida que trará benefícios para carros híbridos e elétricos. Acontece que o IPI Verde também não foi determinado, mas também seguirá os critérios de sustentabilidade. A fabricante que quiser aproveitar os benefícios fiscais do Mover terá que se credenciar e provar os investimentos feitos em novas tecnologias. "Vai ter critério de alíquota de acordo com a sustentabilidade daquele automóvel, o que deve alterar somente o IPI. Ressalto que o IPI não vai ser extinto com a reforma tributária, ele será embutido no novo imposto IBS", diz o tributarista Otávio Massa. Confira abaixo como é e como deve ser a incidência de imposto sobre automóveis: Tabela Reforma Tributária para carros e motos g1 Atualmente, os carros são taxados por PIS/Cofins, ICMS e IPI. A partir da reforma tributária, a carga que vai incidir sobre os veículos será do IVA dual (Imposto sobre Valor Agregado), que é composto por IBS (União) e CBS (estadual e municipal). "Considerando que a carga tributária do carro hoje é de cerca de 27,5%, não vai mudar muito com relação ao que é praticado atualmente", explicou Massa. Já o Imposto de Importação para eletrificados será progressivo. Confira: Outro alerta do tributarista é que todos os aumentos são apenas previsões, pois a carga tributária ainda não está 100% definida. A Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) se manifestou contrária à inclusão dos veículos elétricos no Imposto Seletivo da reforma tributária em tramitação e à exclusão desses modelos na isenção do IPVA, privilegiando somente os veículos híbridos abastecidos com hidrogênio ou etanol, no Estado de São Paulo. “Os veículos elétricos são mundialmente reconhecidos como uma das principais soluções para a redução das emissões de gases de efeito estufa e poluentes atmosféricos (...). Ignorar essa categoria de veículos no incentivo fiscal demonstra falta de alinhamento com as tendências globais e com os compromissos ambientais assumidos pelo Brasil", argumentou Marcelo de Godoy, presidente da Abeifa, e também da Volvo Car Brasil. A Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) diz que vem se posicionando "diametralmente contrária" ao Imposto Seletivo para veículos. "[O imposto] tem como princípio restrigir o consumo de produtos nocivos à saude e vai restringir o consumo de veículos novos, incentivando o mercado de usados. Isso retarda a renovação da frota e, consequentemente, teremos veículos mais poluentes durante um período maior rodando no mercado brasileiro, além de atrapalhar o consumo", afirma a associação. LEIA MAIS Mover: veja o que muda com o novo programa do governo Mais votações, mais projetos e fase de transição: os próximos passos da reforma tributária Câmara começa a detalhar como vai funcionar a reforma tributária; entenda o que foi aprovado



Pó de café não tem só... café; descubra o que são as impurezas permitidas por lei


13/07/2024 05:00 - g1.globo.com


Regra brasileira permite que o produto tenha até 1% materiais naturais da própria lavoura, como galhos, folhas e cascas do fruto, e matérias 'estranhas', por exemplo, grãos ou sementes de outros vegetais. Pó de café Foto de Diana Você sabia que o pó de café no supermercado não tem apenas grãos do fruto? Isso porque a legislação brasileira permite que o produto possua até 1% de impurezas naturais do café (como galhos, folhas e cascas) e matérias estranhas (por exemplo, grãos ou sementes de outras espécies vegetais, pedras e areia). Quando o alimento comercializado apresenta uma porcentagem maior desses elementos, ele é considerado fraudado. Foi o que aconteceu na operação do Departamento de Inspeção do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em março. As marcas em cujos lotes foram identificadas fraudes foram divulgadas no dia 28 de junho. Segundo o governo, os produtos foram desclassificados após o Ministério detectar a presença de matérias e elementos estranhos e impurezas acima dos limites permitidos pela legislação vigente, a Portaria nº 570. Confira abaixo as definições pela lei. Além de café: veja o que pode estar no pacote do produto Bruna Rocha / arte g1 Enquanto as impurezas podem estar no café de forma acidental, os elementos estranhos são adicionados intencionalmente para falsificação, afirma o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Ministério da Agricultura, Hugo Caruso. Como é a análise Atualmente, a detecção de impurezas e matérias estranhas no café comercializado é feita por meio de análises com microscópio. Contudo, Caruso aponta que esse processo precisa de melhorias para ser mais assertivo. "Pode ter uma diferença grande quando a gente pega 1% de impureza, pode ser na realidade que tenha 2% ou até 3%", diz. Ele afirma que, apesar de considerar a metodologia boa, ela depende de qual é a matéria adicionada ao café e quais foram os pontos de torra e da moagem, que podem mascarar as irregularidades se forem mais intensos. Na regra, o café pode ter até 360 defeitos em 300g. Contudo, cada irregularidade tem um peso diferente. Confira na tabela abaixo. Café pode ter até 360 defeitos em 300g Wagner Magalhaes / Arte g1 Essa metodologia de medição foi desenvolvida há 100 anos, para a comercialização do fruto na bolsa de Nova York (EUA). "O que a gente já percebeu em algumas torrefadoras que nós fomos é que as empresas estavam torrando café com 1.000 defeitos, 1.200 defeitos", diz o diretor do Dipov, Hugo Caruso. Leia também: Como ler rótulos de cafés e o que levar em conta na hora de escolher o produto Impurezas camufladas Existem equipamentos no beneficiamento de café que já permitem a separação de impurezas do grão bom. É assim que o tipo especial consegue ser 100% sem defeitos. Nesses filtros, são separados o café ardido (que está passado) e o preto (que já apodreceu). Na legislação brasileira, não é permitido um número muito grande destes grãos. Em uma amostra de 300g, podem ser encontrados apenas 50 grãos desse tipo. Contudo, quando eles são bem torrados e moídos, são difíceis de serem identificados, uma vez que ainda se trata de café. O que acontece é que existem torrefadoras que vendem o fruto bom para a indústria e resolvem aproveitar os impróprios para produzir o pó. "O que [os fraudadores] fazem é acabar torrando, aí geralmente é bem forte, extraforte, para tentar mascarar esse gosto ruim. O ardido e o preto, eles podem ter uma contaminação de fungos que pode trazer alguns problemas de saúde", explica Caruso. Por esta razão, a Portaria nº 570 estabelece que, a partir deste mês, a embalagem dos alimentos deve informar o grau da torra. "Para que o consumidor comece a perceber que o café, quando é muito escuro, muitas vezes é utilizado como forma de esconder os defeitos", explica o diretor do Dipov. "Quando você torra muito escuro, [o café] vira um carvão, então tanto faz se é uma casca ou se é um café ou se é um milho, fica tudo igual", completa. Existem três tipos de torra: clara, que entrega uma bebida com acidez, doçura e menos amargor; média, se trata de um café com mais equilíbrio, com notas mais caramelizadas, mas sem tanto amargor ou acidez; escura tem mais amargor, menos doçura e menos acidez. "Geralmente, um torrefador que tem um café de alta qualidade, ele não vai torrar ele que nem um carvão, porque ele vai perder o sabor, vai perder a qualidade. Se ele pagou caro naquele grão, ele vai procurar uma torra mais clara ou média, para poder realçar o seu sabor", diz. Pensando nisso, Caruso pensa que a próxima etapa de identificação de fraudes é acrescentar a análise sensorial ao café, que pelo sabor permite que a fiscalização perceba se há algo de errado no produto. Essa metodologia seria acompanhada de uma análise química, que permitiria identificar toda a composição do pó. Este processo já é aplicado para identificar fraude em outros produtos, como o azeite. Veja também: Como é feito o café descafeinado? A bebida é realmente livre de cafeína? Cafés do ES são eleitos os melhores do ano em evento internacional Saiba mais sobre a produção de café: De onde vem o que eu bebo: o café especial que faz o Brasil ser premiado no exterior Umedecer o coador e a medida ideal: aprenda a fazer café com os melhores baristas Sommelier de café: conheça o campeão em provar café especial



Mega-Sena pode pagar R$ 15 milhões neste sábado; +Milionária pode chegar a R$ 242 milhões


13/07/2024 03:00 - g1.globo.com


Apostas podem ser feitas até as 19h em lotéricas ou pela internet. Mega-Sena Marcelo Brandt/G1 Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h Marcelo Brandt/G1 A Caixa Econômica Federal promove neste sábado (13), a partir das 20h, os sorteios dos concursos 2.748 da Mega-Sena e 163 da +Milionária. A +Milionária tem prêmio estimado em R$ 242 milhões. Criada há mais de dois anos, a loteria nunca teve ganhador no prêmio principal. As chances de vencer são ainda menores do que na Mega-Sena: para levar o prêmio máximo, é preciso acertar seis dezenas e dois trevos. (veja no vídeo mais abaixo) O valor de uma aposta simples é de R$ 6. Com ela, o apostador pode escolher 6 números de 50 disponíveis e mais 2 trevos, dentre os seis disponíveis. Para apostas múltiplas, é possível escolher de seis a 12 números e de dois a seis trevos, com preços que podem chegar a R$ 83.160,00. A +Milionária se destaca por oferecer o prêmio principal mínimo de R$ 10 milhões por sorteio e possuir dez faixas de premiação. Veja os detalhes: +Milionária: veja como jogar na loteria da Caixa Mega-Sena Já a Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 15 milhões para os acertadores das seis dezenas. No concurso da última quarta-feira (10), ninguém levou o prêmio máximo. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer a sua aposta online. Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.



Analistas veem pico do dólar superado por enquanto, mas alertam para cuidado com contas públicas


12/07/2024 19:46 - g1.globo.com


No início do mês, valor da moeda dos EUA chegou a R$ 5,70. Embora não deva impactar na indústria e no comércio, alta foi considerada no reajuste do preço da gasolina pela Petrobras. Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Reuters/Arte g1 O pico do dólar, que atingiu R$ 5,70 no início deste mês, é uma questão, por enquanto, superada e a moeda americana tende a se aproximar das expectativas para o ano de 2024, avaliam analistas econômicos ouvidos pelo g1. Os especialistas, contudo, alertam que a cotação do dólar depende da situação das contas públicas. Investidores estão atentos às ações do governo e aguardam medidas de contenção de gastos. Embora não deva impactar na indústria e no comércio, a alta do início de julho da moeda dos Estados Unidos foi considerada no reajuste do preço da gasolina pela Petrobras (leia mais aqui). Segundo Volnei Eyng, CEO da gestora MultiPlike, o patamar alto do dólar foi algo "momentâneo". Eyng reforça que, por ter sido um período curto, os empreendedores estavam protegidos por seguros ou preferiram não adquirir produtos. Ou seja, a alta na moeda americana não deve se refletir no preço dos produtos. “O dólar deve voltar para o voo de cruzeiro em torno de R$ 5,20, R$ 5,25, e esse momento aí não vai gerar impacto”, declarou. O analista ressalta que a previsão do relatório “Focus” do Banco Central, que traz as expectativas do mercado financeiro para indicadores econômicos, aponta a cotação média do dólar para R$ 5,20 ao final de 2024. “Não vejo grandes impactos. E foi um momento curto. Dentro do ano, é um impacto pequeno”, resumiu. Falas de Lula O economista da Rio Bravo Investimentos, José Alfaix, diz que o cenário de alta do dólar estava associado ao momento político, com incerteza sobre as contas do governo e falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. “Agora a gente já vê que muito da 'poluição' da moeda eram ruídos políticos e fiscais, que já foram revertidos até certo ponto. Podem ser ainda mais, caso o cenário externo continue a se mostrar favorável. Então, é algo que preocupa sim, mas tem impactos limitados”, declarou. O dólar bateu R$ 5,70 no dia em que o presidente Lula fez ataques a Campos Neto e chegou a dizer que havia um "jogo de interesse especulativo" contra o real. Antes disso, o petista já tinha dito que não precisava prestar contas ao mercado financeiro e a "ricaços", mas, sim, aos mais pobres. Posteriormente, Lula foi alertado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e por integrantes da equipe econômica do governo de que as falas poderiam gerar um aumento da inflação. Diante disso, o presidente recuou, mudou de tom, e passou a dizer que tem compromisso com o controle de gastos. Apesar da retomada da tendência de estabilidade do dólar para o ano, outros fatores devem ser levados em consideração: a safra deve ser menor que a de 2023 e a tragédia no Rio de Grande do Sul também deve impactar a economia. Alta da gasolina Aumento do dólar impacta no nosso bolso: além de gasolina, produtos importados ficam caros; entenda Com o pico do dólar no início do mês, a Petrobras anunciou um reajuste de 7% no preço da gasolina a partir da última terça-feira (9). “Ele [o aumento] tem dois impactos. Não é muito popular, tem impacto inflacionário, porém o mercado gostou muito”, declarou Eyng. O executivo destaca que o momento de reajuste foi importante por se tratar de uma nova gestão na Petrobras, comandada por Magda Chambriard, o que aumentou a confiança dos investidores na companhia. O especialista em combustíveis da consultoria Argus, Amance Boutin, explica que o pico do dólar acentuou uma defasagem já existente no preço da gasolina. “No auge do pico de preços, estávamos com uma diferença no exterior de R$ 0,78 por litro, então começou a ficar mais urgente ali para fazer esse reajuste”, declarou. Ele ressalta que o reajuste da Petrobras não chegou a igualar o valor da gasolina no Brasil com o preço no exterior, “mas deu um sinal para o mercado de que [a Petrobras] iria continuar acompanhando”. O reajuste na gasolina é um dos fatores considerados no cálculo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – indicador da inflação. Outro combustível que tem impacto inflacionário é o diesel. Isso porque a maior parte dos produtos e alimentos são transportados no Brasil por caminhões, que usam o óleo diesel. O combustível é, portanto, um dos componentes de preço dos produtos. Embora haja defasagem no diesel, a Petrobras não reajustou o preço do combustível. “A questão do diesel tem essa particularidade de estar mais atrelado à inflação. A gasolina também, mas um pouco menos, até porque no Brasil você tem a alternativa do etanol”, declarou Boutin.



Inflação argentina fica em 4,6% em junho e chega a 271,5% em 12 meses


12/07/2024 19:17 - g1.globo.com


Índice de preços do país voltou a acelerar após 5 meses seguidos de desaceleração. Em maio, taxa havia sido de 4,2%. Bandeira da Argentina Unplash A inflação da Argentina ficou em 4,6% em junho, apontou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) divulgado nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) do país. Com isso, o aumento dos preços chegou a 271,5% em 12 meses. O resultado rompeu um ciclo de 5 meses consecutivos de desaceleração. Em relação a maio, quando a inflação ficou em 4,2%, os preços subiram 0,4 ponto percentual (p.p.). Quando considerado o primeiro semestre de 2024, a taxa acumulada é de 79,8%. O setor de maior alta no mês foi o de Habitação, Água, Eletricidade, Gás e outros combustíveis (14,3%). Na sequência, ficaram Restaurantes e Hotéis (6,3%), Educação (5,7%), Recreação e Cultura (5,6%) e Comunicação (5,3%). LEIA TAMBÉM Argentina: Banco Mundial projeta tombo maior em 2024 e forte crescimento em 2025 Em meio a protestos, Senado da Argentina aprova projeto-chave de reformas de Milei Milei ganha 'poderes extraordinários': o que muda com lei alvo de protestos violentos A Argentina, sob o comando do presidente ultraliberal Javier Milei, passa por um forte ajuste da economia. O país vinha enfrentando uma forte recessão econômica, e o novo presidente promoveu um amplo corte de gastos públicos. Após tomar posse, em dezembro de 2023, Milei decidiu paralisar obras federais e interromper o repasse de dinheiro para os estados. Foram retirados subsídios às tarifas de água, gás, luz, transporte público e serviços essenciais. Quando o incentivo foi retirado, houve um aumento expressivo nos preços ao consumidor. Mas, logo no primeiro trimestre deste ano, o presidente conseguiu o primeiro superávit desde 2008. O objetivo de Milei é alcançar o "déficit zero" para o fim de 2024. Argentinos estão comendo menos carne A inflação do país também desacelerou, dos 25,5% registrados em dezembro aos 4,6% calculados em junho. Parte da queda no índice, contudo, também tem sido atribuída à diminuição de potencial de consumo entre os argentinos, além de medidas para redução de impressão de dinheiro. Argentinos ouvidos pela agência de notícias Reuters destacaram que a queda nas taxas ainda não reflete uma diminuição dos preços de serviços públicos, transporte e de alimentos. E o salário mínimo de 234,3 mil pesos (US$ 260) não conseguiu acompanhar a inflação anual próxima dos 300%. A consequência é uma intensificação da pobreza no país: são 46,7 milhões dos argentinos abaixo da linha da pobreza, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). Outro problema está na atividade econômica. Com o ajuste promovido pelo governo, o Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina recuou 5,1% no 1º trimestre em comparação com o mesmo período de 2023. Projeções do Banco Mundial, apoio do FMI... Em relatório publicado no mês passado, o Banco Mundial mudou suas perspectivas para a economia argentina neste ano. A instituição passou a prever uma queda de 3,5% para a atividade econômica do país vizinho, uma piora de 0,8 ponto percentual (p.p.) em comparação às estimativas de janeiro, de recuo de 2,7%. Para 2025, no entanto, as projeções são mais otimistas. A expectativa é que o país volte a se recuperar, "com um crescimento de 5%, à medida que os desequilíbrios econômicos forem resolvidos e a inflação diminuir" no país. Também no cenário internacional, as medidas de austeridade adotadas por Milei têm rendido elogios do Fundo Monetário Internacional (FMI). Em maio, a organização internacional anunciou um acordo que permite o desembolso de quase US$ 800 milhões (R$ 4,1 bilhão). O FMI destacou o "primeiro superávit fiscal trimestral" em mais de 10 anos, a "rápida queda da inflação, a mudança de tendência das reservas internacionais e uma forte redução do risco soberano". Especialista destacam, porém, que o superávit é uma consequência direta da redução dos gastos, e não da elevação das receitas obtidas pelo governo — o que pode não ser sustentável no longo prazo. O governo Milei segue em seu plano. No mês passado, o Senado da Argentina também aprovou um amplo projeto de lei que é chave para os planos de reforma econômica de Milei. Em termos gerais, a "Lei de Bases" dá poderes especiais ao governo por meio de um decreto de estado de emergência pública, além de propor a privatização de algumas estatais. Veja mais detalhes no vídeo abaixo. Senado da Argentina aprova pacote de reformas de Javier Milei



Globo Rural: informações adicionais das reportagens do dia 14/07/2024


12/07/2024 17:14 - g1.globo.com

Confira a lista de laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura para análise de leite. Laboratórios de análise de leite O Globo Rural deste domingo mostrou que existem laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para fazer a análise de leite. >>>Confira os endereços neste link<<<



Golpe do 'PIX errado': saiba como os criminosos agem e como não ser enganado


12/07/2024 16:22 - g1.globo.com


Caso de professor do Paraná que ficou no prejuízo depois de devolver dinheiro enviado a ele "por engano" acendeu um alerta sobre novo golpe. Ficar com um dinheiro que não te pertence pode configurar crime. Pedidos de pix e transferências por celular são feitos por criminosos no Espírito Santo. Marcelo Camargo/Agência Brasil O Banco Central informou que as operações via PIX atingiram um novo recorde na última sexta-feira (5), com R$ 119,4 bilhões movimentados em apenas um dia. Conforme o sistema de pagamento se consolida cada vez mais entre os brasileiros, também crescem os casos de golpistas que fazem uso da modalidade para aplicar fraudes financeiras. No começo de julho, o caso de um professor do Paraná que devolveu um PIX feito por engano e ficou no prejuízo ganhou o noticiário e acendeu o alerta para o golpe do "PIX errado". Funciona assim: 💰O fraudador faz uma transferência para a conta da vítima usando, normalmente, uma chave PIX de número telefônico; 📱Em seguida, a vítima recebe uma mensagem ou ligação do golpista no mesmo número. No contato, ele afirma ter feito a transação por engano e pede o dinheiro de volta — mas informa a chave PIX de outra conta; 🏦 Enquanto a vítima realiza o processo de devolução para a conta informada, o fraudador se utiliza de um mecanismo criado justamente para coibir golpes, o Mecanismo Especial de Devolução (MED), para pedir ao banco o dinheiro de volta na conta pela qual fez o PIX inicial; Vamos utilizar o caso do professor paranaense Luiz Cezar Lustosa Garbini como exemplo: o golpista, que inicialmente transferiu R$ 700 "por engano", no fim das contas, ficou com R$ 1.400, sendo R$ 700 da devolução do banco e R$ 700 devolvidos por Luiz. O professor, por sua vez, perdeu R$ 700. Ele foi reembolsado pelo banco depois da repercussão do caso. Como funciona o MED e quais os seus problemas? O MED, recurso do PIX criado para facilitar as devoluções em caso de fraudes, já está ativo desde novembro de 2021. Ele serve para bloquear os recursos na conta recebedora após uma reclamação de fraude, para que o banco avalie o caso de forma detalhada e possa devolver os recursos à vítima. Pelo fluxo atual, o sistema permite o bloqueio de valores apenas na primeira conta recebedora do recurso. Assim, a devolução do dinheiro depende da disponibilidade de fundos na conta do fraudador – e é exatamente aí que mora o problema. Isso porque, para evitar o rastreio, os fraudadores muitas vezes já transferem o valor, de forma parcelada, para uma série de outras contas – que, por sua vez, não conseguem ser bloqueadas pelo MED e dificultam, assim, a análise dos casos e a eventual devolução do dinheiro às vítimas. Só neste ano, por exemplo, já foram registradas mais de 1,6 milhão de solicitações de devolução – o que responde por 64,3% do total de pedidos registrados em todo o ano de 2023 (de aproximadamente 2,5 milhões). Como se proteger do golpe do "PIX errado"? Ao receber algum depósito indevido e um pedido de devolução, confira se a conta informada para o pagamento é a mesma que realizou o envio do PIX por engano. Se desconfiar das mensagens ou perceber que não se trata da mesma conta ou chave PIX, entre em contato com o seu banco imediatamente. Mas lembre-se: erros acontecem e nem tudo é um golpe. Se você recebeu um PIX inesperado e decidiu ficar com o dinheiro, o Banco Central orienta que isso pode ser considerado crime de apropriação indébita. Para devolver um valor recebido por meio do Pix, basta acessar a transação que você quer devolver no aplicativo do seu banco e efetuar a devolução. Caiu em um golpe? Veja o passo a passo para pedir a devolução Ao perceber que foi vítima de um golpe, o primeiro passo é entrar em contato com o seu banco, por meio do aplicativo ou pelos canais oficiais, e acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED). O banco irá avisar a instituição do suposto golpista em até meia hora sobre a suposta fraude. Com isso, o banco do suposto golpista irá bloquear o valor correspondente que existe na conta mencionada. Caso o valor total não esteja disponível, o bloqueio é parcial. As duas instituições têm até sete dias corridos para analisar o caso. Se concluírem que não foi fraude, o recebedor terá os recursos desbloqueados. Se for fraude, o cliente receberá o dinheiro de volta, a depender do montante disponível na conta do golpista. Caso não haja saldo suficiente para a devolução total dos valores, o banco do recebedor deve monitorar a conta por até 90 dias da transação original e, surgindo recursos, deve fazer devoluções parciais. Recebi um PIX por engano: e agora?



MPF pede extradição de ex-CEO das Americanas


12/07/2024 16:04 - g1.globo.com


Miguel Gutierrez chegou a ser preso na Espanha, mas foi solto em audiência de custódia. O ex-dirigente terá de cumprir uma série de obrigações com a Justiça espanhola. Ministério Público Federal desenha "hierarquia da fraude" em esquema investigado na Americanas. Ministério Público Federal O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Justiça Federal no Rio de Janeiro a extradição do ex-CEO das Lojas Americanas, Miguel Gutierrez, que está na Espanha. Para os procuradores, o ex-dirigente é o chefe da fraude bilionária contra o conglomerado. A notícia foi publicada pela coluna de Lauro Jardim no jornal “O Globo” e confirmada pelo g1. No ofício, o MPF alega que o requerimento é necessário porque, “caso negada a extradição, abre-se a possibilidade de processamento do requerido no Reino da Espanha”. Hierarquia O parecer do MPF sobre a suposta atuação de executivos em fraudes contábeis das Americanas traz um organograma do esquema, investigado no âmbito da Operação Disclosure, da Polícia Federal (PF). De acordo com o documento obtido pelo g1, a “hierarquia da fraude”, nome dado pelo próprio MPF, tinha 5 escalões e era chefiada por Gutierrez. O executivo foi preso no dia 28 de junho em Madri, mas acabou solto na audiência de custódia e terá de cumprir uma série de obrigações com a Justiça espanhola. Segundo o MPF, os investigados constituíam uma “verdadeira associação paralela, cujas funções não correspondiam às suas atribuições na empresa, para o fim de cometer crimes ao longo do tempo”. LEIA MAIS: Veja quem são os ex-executivos das Americanas alvo da PF por fraude bilionária Ex-CEO da Americanas pedia documentos por pen drive para se proteger, diz MPF Veja, abaixo, como o esquema foi dividido: 1º escalão Posto ocupado apenas pelo ex-CEO Miguel Gutierrez, tendo como subordinada direta no esquema Anna Christina Ramos Saicali, ex-diretora nas Americanas. Ela chegou a ter uma prisão preventiva determinada pela Justiça, mas que acabou substituída por medidas cautelares. A ex-diretora da Americanas Anna Christina Ramos Saicali e o ex-CEO Miguel Gutierrez JN Gutierrez, aponta o MPF, “estava ciente de todas as fraudes praticadas, inclusive sugerindo ele mesmo alterações nos balanços que seriam investigados”. “Ademais, apesar de a B2W ser, à época, uma empresa independente da Lasa [Lojas Americanas S/A], foram juntadas provas de que Miguel Gutierrez também era destinatário dos e-mails que tratavam das manobras fraudulentas da B2W.” 2º escalão Saicali aparece como única integrante do 2º escalão, diz o Ministério Público Federal. “As provas deixam claro que Anna Saicali possuía uma forte ascendência de comando nas fraudes praticadas. Era a principal responsável por comandar as fraudes na empresa B2W (sendo comunicadas pelos escalões inferiores dos diversos crimes praticados), enquanto chefiou a referida empresa, porém sempre cientificando Miguel Gutierrez sobre o esquema criminoso", diz o MPF. 3º escalão No 3º escalão estão Timotheo Barros (ex-diretor da B2W, ex-diretor presidente de Lasa e ex-CEO/CFO da Americanas S.A plataforma física] e Marcio Cruz (ex-diretor presidente da B2W, ex-CEO da Americanas S.A. plataforma digital). Esse nível, aponta a investigação, fazia a interligação entre os executores da fraude e a cúpula da empresa, cobrando informações dos escalões inferiores e pedindo autorizações e repassando ordens dos superiores. Segundo o MPF, tinham canal direto com Anna Saicali e Miguel Gutierrez e, ao mesmo tempo, debatiam e participavam frontalmente das fraudes perpetradas ao longo do tempo nas empresas. Muitas das ordens para execuções das fraudes eram por eles materializadas, conforme narrado anteriormente. 4º escalão Ministério Público Federal desenha "hierarquia da fraude" em esquema investigado na Americanas. Ministério Público Federal Segundo o parecer do MPF, "no quarto escalão estava a maioria dos investigados. Ali, apesar de ainda possuírem uma hierarquia de comando, já estavam submetidos às ordens dos demais agentes criminosos". Esse grupo possuía um poder de decisão mais limitado e precisava se reportar para dar continuidade nas fraudes. Fazem parte do 4º escalão: Carlos Eduardo Rosalba Padilha - ex-diretor operacional da B2W e ex-CFO/Diretor de Relações com Investidores de Lojas Americanas S.A.; Fábio da Silva Abrate - ex-diretor financeiro e de relações com investidores da B2w e ex-diretor executivo da Americanas S.A.; Anna Christina da Silva Sotero - ex-diretora estatuária comercial da B2w, ex-diretora executiva comercial em Americanas S.A.; Fabien Pereira Picavet - ex-diretor executivo de relação com investidores da Lasa e ex-diretor executivo de relação com investidores em Americanas S.A; Jean Lessa - ex-diretor estatutário de tecnologia de informação da Lasa, ex-diretor executivo de tecnologia de Informação de Americanas S.A. e ex-diretor executivo de Americanas S.A.; Luiz Saraiva - ex-diretor de tesouraria de asa, ex-chief financial officer de Lasa; Maria Christina Ferreira do Nascimento - ex-diretora estatuária comercial de Lasa e ex-diretora executiva comercial em Americanas S.A.; Marcelo Nunes - ex-funcionário e colaborador da investigação; Murilo dos Santos Correa - ex-CFO de Lasa; Raoni Lapagesse Franco Fabiano - ex-diretor executivo de relações com investidores de B2W. Segundo as investigações, Fabien Picavet era o responsável por avaliar os números fechados nos trimestres e enviava as sugestões quanto à redação das notas explicativas para melhor atender às expectativas do mercado. O então diretor-executivo de relações com investidores da Lasa formatava, segundo parecer do MPF, arquivo verdes e vermelhos, que "serviam para que a cúpula da associação criminosa se balizasse pelas expectativas dos analistas de mercado quando definisse os números finais de cada balanço fraudulento". Membro do 4º escalão, ele também repassava falsas informações a analistas de mercado, a fim de ancorar as expectativas destes em relação aos resultados da empresa. "Tinha papel fundamental para a manipulação do mercado de capitais", diz o parecer. A conexão do 4º escalão com o 3º escalão ocorria por meio de Fábio Abrate, diz o MPF. "Praticava atos fraudulentos diretamente, repassava ordens para a prática de delitos aos seus subordinados, debatia o planejamento das manobras artificiosas com seus pares e ainda possuía participação nas discussões criminosas com os escalões superiores", diz o documento. 5º escalão No último escalão do esquema desenhado pelo Ministério Público Federal aparece a colaboradora da investigação Flávia Carneiro. Subordinada de Marcelo Nunes, ela era responsável por executar diversas das fraudes contábeis realizadas ao longo do tempo. Ela aparece em uma troca de e-mails com Carlos Padilha, onde o executivo pede para que ela repasse um anexo que discriminava valores falsos de Verba de propaganda cooperada (VPC) para Gutierrez, utilizando um pen drive. A Americanas afirma que é vítima da antiga administração. O ASSUNTO: Americanas - o novo capítulo da fraude bilionária Fraude na Americanas: o que a investigação ainda pode revelar sobre esquema bilionário Veja como o ex-CEO tentou blindar patrimônio após fraude contábil, segundo a PF Americanas: entenda a fraude que levou à operação da PF Saiba mais sobre a fraude e as investigações A prisão de Gutierrez foi parte da Operação Disclosure, deflagrada no fim de junho pela Polícia Federal. Além do ex-CEO e de Anna Saicali, outros ex-executivos da Americanas foram alvos de busca. Ao todo, a Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 500 milhões dos envolvidos. De acordo com a PF, a fraude maquiou os resultados financeiros do conglomerado a fim de demonstrar um falso aumento de caixa e consequentemente valorizar artificialmente as ações das Americanas na bolsa. Com esses números manipulados, segundo a PF, os executivos recebiam bônus milionários por desempenho e obtinham lucros ao vender as ações infladas no mercado financeiro. A maquiagem foi detectada em pelo menos 2 operações: Risco sacado: antecipação do pagamento a fornecedores por meio de empréstimo junto a bancos; Verba de propaganda cooperada (VPC): incentivos comerciais que geralmente são utilizados no setor, mas no presente caso eram contabilizadas VPCs que nunca existiram. Foram identificados vários crimes, como manipulação de mercado, uso de informação privilegiada (ou insider trading), associação criminosa e lavagem de dinheiro. Caso sejam condenados, os alvos poderão pegar até 26 anos de prisão. A força-tarefa contou com procuradores do Ministério Público Federal (MPF) e representantes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A atual administração do Grupo Americanas também contribuiu com o compartilhamento de informações da empresa. Disclosure, expressão utilizada pela Polícia Federal para designar a operação, é um termo do mercado de capitais referente ao fornecimento de informações para todos os interessados na situação de uma companhia e tem relação com a necessidade de transparência das empresas de capital aberto. O que dizem os citados A defesa de Miguel Gutierrez, após sua prisão, declarou que ele jamais participou ou teve conhecimento de qualquer fraude, e que tem colaborado com as autoridades. O advogado Renato Tonini, responsável pela defesa de Fabien Pereira Picavet, disse ao g1 que ainda não teve acesso a todo material do inquérito, assim como as colaborações. Por conta disso, o advogado informou que não iria se manifestar no momento. A defesa de José Timotheo de Barros disse que "desde o início das apurações, documentos, informações econômicas e dados telemáticos foram colocados à disposição para a apuração do caso". Os advogados também esperam que "seja concedido pela Justiça o reiterado pedido de acesso às delações premiadas". O escritório de advocacia que defende Raoni Lapagesse disse, por meio de nota, que todas as acusações contra ele são infundadas e que sua inocência será comprovada através das investigações em curso. "Raoni Lapagesse era um funcionário contratado nos termos da CLT e nunca ocupou posição estatutária na empresa, ou seja, nem sequer tinha poder de decisão", esclarece a nota. A defesa de Anna Christina Ramos Saicali também foi procurada, mas não se manifestou até a última atualização desta reportagem. Os advogados responsáveis por cada um dos demais citados nas investigações do MPF também foram procurados pelo g1. Contudo, até a última atualização desta reportagem, não houve retorno. A Americanas divulgou a seguinte nota: “A Americanas reitera sua confiança nas autoridades que investigam o caso e reforça que foi vítima de uma fraude de resultados pela sua antiga diretoria, que manipulou dolosamente os controles internos existentes. A Americanas acredita na Justiça e aguarda a conclusão das investigações para responsabilizar judicialmente todos os envolvidos.”



Dentro da porteira: PIB do Agro retrai com desvalorização de commodities e queda na produção


12/07/2024 15:37 - g1.globo.com


Levantamento do Cepea-USP em Piracicaba (SP) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil aponta que PIB do Agro caiu 2,20% no 1º trimestre de 2024. Mais Agro Após tímido movimento de recuperação, o Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio Brasileiro, calculado pelo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq-USP, enfrenta mais uma queda entre janeiro e março deste ano. No primeiro trimestre de 2024, o desempenho do setor foi de R$ 2,45 trilhões, uma redução de 2,20% em relação mesmo período de 2023, com baixa equivalente a R$ 57 bilhões. 📲 Receba no WhatsApp notícias da região de Piracicaba A performance do agronegócio foi impactada pelas quedas dos preços e das principais produção do setor, especialmente commodities importantes do segmento – como algodão, café, milho, soja, trigo, criação de bovinos para corte e para leite, suinocultura, entre outras – e pela projeção de retração da produção anual. Por consequência, o desempenho indica menor participação na economia do país na comparação com o ano passado, próxima de 21,5% em 2024. - Leia mais, abaixo. Em 2023, o PIB do Agro representou 24% do Produto Interno Bruto brasileiro. 👉Veja mais detalhes aqui. O relatório, feito pelo Cepea em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), aponta que até o trimestre passado, o setor vinha em um processo de recuperação da queda observada em 2022. De toda produção do Agronegócio registrada no primeiro trimestre de 2024, o ramo agrícola responde a R$ 1,65 trilhão e a pecuária, R$ 801 bilhões no ramo. Pecuária atenua resultado negativo O ramo pecuário atenuou esse resultado, principalmente devido ao bom desempenho dos segmentos agroindustrial e de agrosserviços. 👇Veja na tabela, abaixo. PIB Agronegócio - Taxa de Variação Acumulada no 1º Trimestre/2024 Desempenho dos insumos agrícolas e pecuários foi afetado pela queda do valor bruto da produção das indústrias do segmento, aponta Cepea/CNA. Crédito: Ewerton Alves/Neomarc Insumos O PIB dos insumos recuou 4,9% no primeiro trimestre de 2024, com quedas nos ramos agrícola e pecuário. Pesquisadores do Cepea/CNA indicam que o desempenho desse segmento foi impactado negativamente pelas desvalorizações dos: fertilizantes defensivos máquinas agrícolas rações Agro 5.0 Freepik Para as indústrias de máquinas agrícolas e defensivos, também se observou retração da produção esperada. Agroindústria No segmento agroindustrial, a diminuição de 1,31% no PIB esteve atrelada ao recuo nas indústrias de base agrícola (-2,81%), apesar do crescimento nas de base pecuária (4,23%). Na indústria agrícola, a queda no PIB ocorreu principalmente devido aos preços mais baixos, especialmente do óleo vegetal, biocombustíveis e celulose e papel), mesmo com o aumento da produção industrial e a redução dos custos com insumos. Na indústria pecuária, apesar das pressões decorrentes da queda nos preços, o PIB foi sustentado pelo aumento esperado na produção de carnes e pescados, couro e calçados e, em menor grau, laticínios. Agrosserviços O PIB do segmento de agrosserviços caiu 1,57%. Neste caso, também houve descompasso entre os agrosserviços do ramo agrícola, que recuaram 3,98% no trimestre, e os agrosserviços do ramo da pecuária, que cresceram 3,91%. De forma geral, estes resultados refletem as dinâmicas dos segmentos a montante. Fazendas da região trabalham com produção de leite Reprodução/TV TEM Primário O PIB do segmento primário do agronegócio recuou 3,43% no trimestre, declínio atribuído tanto à agricultura quanto à pecuária. Segundo relatório do Cepea/CNA, o desempenho da agricultura foi impactado negativamente pela desvalorização de importantes commodities que compõem o segmento, combinada à projeção de queda da produção anual, como: ☁️algodão ☕café 🌽milho 🌿soja 🌾trigo Esse cenário persistiu mesmo com a redução dos custos com insumos. No caso da pecuária, pesquisadores do Cepea/CNA explicam que o resultado negativo refletiu a baixa nos preços de atividades importantes, como bovinos para corte, leite e suínos. A queda na pecuária, no entanto, foi amenizada pela expansão importante da produção de bovinos, ovos e leite. Afinal, o que é o PIB do Agronegócio? A professora da Esalq e pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, Nicole Rennó Castro, explica, em publicação no site do Cepea, que para calcular o PIB do Agro, são usadas informações secundárias e oficiais do IBGE. "O PIB do Agro é um conceito mais amplo e abrangente que o de agropecuária, que engloba também atividades econômicas de outros setores de atividade, indústria e serviços. Especificamente, o agronegócio é definido como um setor econômico com ligações com a agropecuária", explica. LEIA MAIS Soja, carne, café, suco de laranja: veja os produtos em que o Brasil é líder em exportação no mundo Milho registra maior volume de exportação de grãos no 1º semestre de 2023, aponta estudo da USP Maior oferta, baixa demanda e tensões geopolíticas: pesquisa da USP aponta motivos para quedas nos preços de derivados da cana O setor envolve a produção de insumos para a agropecuária, a própria agropecuária, as agroindústrias de processamento dessas matérias-primas e a distribuição e demais serviços necessários para que os produtos agropecuários e agroindustriais cheguem ao consumidor final. "O setor “agronegócio” não é definido nas classificações de atividades econômicas oficiais adotadas pelos órgãos responsáveis pelas contas nacionais dos países (como o IBGE no Brasil), e, por isso, não há estatísticas oficiais sobre o PIB (ou outros agregados, como o emprego) desse setor", acrescenta a pesquisadora em artigo publicado no site do Cepea. "É importante enfatizar que o Cepea apenas aplica aos dados nacionais um conceito que foi definido e é entendido, naturalmente com certas diferenças, internacionalmente", conclui. VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba



Alckmin critica decisão da Câmara de deixar armas de fogo de fora do 'imposto do pecado'


12/07/2024 15:22 - g1.globo.com


Vice-presidente avaliou como 'ruim' votação que rejeitou a inclusão de armas e munições no Imposto Seletivo. Alckmin disse concordar com a inclusão de carnes na cesta básica. VALDO: Senado promete ajustes para segurar alíquota O vice-presidente Geraldo Alckmin classificou nesta sexta-feira (12) como "ruim" decisão da Câmara dos Deputados de deixar armas de fogo e munições de fora dos itens que serão sobretaxados com o chamado "imposto do pecado". Alckmin deu a declaração ao ser questionado, durante evento do Sebrae em Brasília, sobre a inclusão da carne na cesta básica com alíquota zero dos novos tributos. Durante votação da regulamentação da reforma tributária na última quarta-feira (10), os deputados rejeitaram um destaque que incluía armas e munições na lista dos produtos que serão tributados com o imposto seletivo. Ao não estar no rol dos produtos taxados por meio do imposto do pecado, as armas e munições serão taxados com a alíquota geral dos futuros impostos sobre o consumo – estimada em 26,5% pela equipe econômica. Por outro lado, Alckmin disse concordar com a decisão dos deputados que incluiu carnes na cesta básica, lista de produtos que serão isentos de tributação. "Eu sempre entendo que você deve beneficiar mais a população mais pobre através do Imposto de Renda. O imposto de Renda deve ser sempre o fator mais importante de justiça de natureza tributária. Você colocar comida na cesta básica não é ruim. O ruim é você tirar do seletivo arma", afirmou o vice-presidente, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Aprovada pela Câmara, essa etapa da regulamentação da reforma tributária ainda será analisada pelo Senado. O 'imposto do pecado' Em evento do Sebrae, Alckmin defendeu inclusão de armas e munições na lista do 'imposto do pecado' Cadu Gomes/VPR O Imposto Seletivo, que recebeu o apelido de “imposto do pecado”, foi criado pela emenda constitucional que reformulou a tributação sobre consumo. O objetivo é desestimular, por meio da cobrança extra, o consumo de produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Na prática, essa categoria terá uma alíquota maior do que a padrão — estimada em cerca de 26%. Parlamentares do grupo de trabalho que discutiu a regulamentação da reforma chegaram a avaliar a inclusão de armas e munições no rol de itens sujeitos ao Imposto Seletivo. Não houve, porém, inclusão desses itens na lista. 'Quanto menos exceção, melhor' Câmara conclui aprovação da regulamentação da reforma tributária O vice-presidente também disse que quanto menos exceções à alíquota geral do novo sistema de tributação forem aprovadas pelo Congresso "melhor". "Quanto menos exceção tiver, melhor. Quanto menos exceção você tiver, o IVA vai ser mais baixo e beneficia a economia como um todo. Aprovada na Câmara, vai para o Senado. Agora vamos aguardar o debate no Senado", afirmou Alckmin. A posição converge com a externada pela equipe econômica do governo, capitaneada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.



Haddad diz que mercado tende a dar 'nota menor' para governos progressistas: 'Tem viés'


12/07/2024 14:37 - g1.globo.com


Durante sabatina em evento da Abraji nesta sexta-feira (12), ministro da Fazenda defendeu a melhora da atividade e disse que há 'descolamento' entre avaliação da economia e indicadores econômicos. Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de reunião do Conselho da Federação. Reprodução/CanalGov O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (12) que o mercado financeiro é enviesado e que tende a dar notas piores para a economia durante governos progressistas. "Estou falando de como o mercado reage aos mesmos indicadores. Um país que tem o mesmo indicador [desempenho] que o outro. Por que um recebe nota menor e outro maior, se é o mesmo indicador?", questionou. "Tem viés. [...] Então temos que corrigir isso para que nós tenhamos uma sociedade melhor. E isso vale para tudo. Quando você estigmatiza, sempre é ruim. [...] Você tem que se basear no que você tá vendo para combater esse tipo de viés", acrescentou o ministro. Haddad ainda citou como exemplo a avaliação feita pelas três principais agências de classificação de risco do mundo, a Moody's, a S&P e a Fitch Ratings, sobre o Brasil. Segundo o ministro, as três agências teriam confirmado a ele que, pelas métricas utilizadas por seus modelos de classificação de risco, o Brasil teria grau de investimento. "Mas eles diminuem a nota brasileira em função de percepções subjetivas". Haddad ainda relembrou o mau-humor visto nos mercados que fez o dólar disparar no passado recente, afirmando que essa movimentação também não acompanhava a melhora dos indicadores econômicos. "Tinha um 'diz-que-me-diz' no mercado mesmo, e eu estava incomodado porque eu não estava vendo aderência aos indicadores brasileiros", afirmou o ministro. Já em relação à má avaliação da economia feita pela população, Haddad afirmou que há uma grande desinformação e um trabalho ativo de defensores da oposição para "minar a credibilidade" dos dados econômicos. "O que eu vejo nas redes é muito sério porque não bate com a realidade. [...] Então tem aí um desafio comunicacional que não é fácil de superar. [...] Temos uma oposição hoje que realmente atua para minar a credibilidade das instituições e do Estado brasileiro, e eles atuam diuturnamente nas redes sociais", acrescentou o ministro. Nesta semana, uma pesquisa Quaest indicou que a porcentagem de pessoas com a percepção de que a economia brasileira piorou nos últimos 12 meses ainda é maior entre aqueles que ganham a partir de dois salários mínimos. De acordo com a pesquisa, para aqueles que ganham entre 2 e 5 salários mínimos, 39% acreditam que a economia piorou nos últimos 12 meses. Entre os que ganham acima de cinco salários mínimos, esse percentual sobe para 44%. Haddad diz que é possível haver contingenciamento e bloqueio no Orçamento deste ano Herança fiscal O ministro da Fazenda ainda reiterou a necessidade de ajustar o quadro fiscal do país, afirmando que ainda há "muita conta para pagar" deixada pelo governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL). "O Brasil, do ponto de vista fiscal, viveu duas pandemias. A pandemia propriamente dita e a eleição de 2022, que teve calote, passaram a mão no dinheiro dos governadores, abriram cofres para distribuir benefício ... é uma confusão fiscal que nós vamos ter trabalho para pôr em ordem", afirmou o ministro. Haddad citou a renegociação que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisou fazer no ano passado para pagar aproximadamente R$ 27 bilhões aos estados, em função da perda de arrecadação com o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) de combustíveis. "[O governo anterior] baixou artificialmente a inflação em 2022, baixando o preço da gasolina com o dinheiro dos estados. [...] Fora o calote dos precatórios, que é outra conta. São muitas contas que estão sendo pagas", acrescentou. O ministro da Fazenda ainda disse que o governo precisa se acertar com o Senado para concluírem a repactuação da dívida dos estados. Nesta semana, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, apresentou seu projeto de renegociação sem reduzir o valor das dívidas, mas zerando o pagamento dos juros. "O presidente [do Senado] Pacheco apresentou um texto diferente do [texto] apresentado pela Fazenda, com parâmetros que efetivamente destoam daquilo que nós imaginávamos. [...] Nós combinamos de tentar junto ao relator para ajustar o texto", afirmou Haddad. "Precisamos fazer um jogo que acomode as contas estaduais sem prejudicar as contas nacionais. Esse é o meu ponto de vista. E o meu entendimento é que o projeto apresentado precisa passar por uma revisão", completou. Por fim, o ministro ainda afirmou que expansão fiscal não é algo positivo para o Brasil neste momento e reiterou que a intenção do presidente Lula de cortar gastos se necessário. Reforma tributária Haddad ainda afirmou estar confiante na aprovação da reforma tributária e que a Fazenda enviou, em seu texto, o que era "tecnicamente mais responsável". Na última quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou o primeiro projeto que regulamenta a reforma tributária. Câmara começa a detalhar como vai funcionar a reforma tributária; entenda o que foi aprovado "Em todos os discursos que eu fiz, eu disse que toda exceção acaba prejudicando de alguma maneira a reforma tributária, porque a alíquota padrão vai subindo", disse o ministro. Para ele, existem três estratégias que podem diminuir a alíquota padrão na reforma tributária, atualmente projetada em 26,5%. "A primeira é não ter exceção nenhuma. Nesse caso, a alíquota padrão seria 21%. A segunda é combater a sonegação, digitalizando o sistema, tornando mais transparente e fazendo um IVA [Imposto sobre Valor Agregado] não cumulativo. [...] E a terceira é aumentar o imposto sobre a renda, que é uma coisa que está na mão do Congresso para fazer nos próximos dois anos", disse. Sobre o debate envolvendo a lista de alimentos que devem compor a cesta básica desonerada na reforma tributária, Haddad afirmou que o ministro da Fazenda sempre é "derrotado ou parcialmente derrotado". "A gente tenta fazer o mais justo possível, mas aqui, a camada que se sente injustiçada no Brasil são os mais ricos", disse o ministro. "Os pobrezinhos estão lá, com seu fundinho fora do país em paraíso fiscal, e vem o ministro da Fazenda querer cobrar imposto de renda?!" questionou, com ironia. "Ou a gente enfrenta esse país de uma vez por todas ou vamos ver injustiça na rua o dia inteiro. Queremos corrigir essas distorções, [...] mas não é fácil. É muito difícil você negociar com quem está mal costumado [...] que é a elite desse país", concluiu o ministro.



TCU abre processo que pode levar à suspensão de acordo entre governo e empresa de energia do grupo J&F


12/07/2024 14:22 - g1.globo.com

Em pedido feito ao TCU, MP disse que o acordo pode beneficiar indevidamente a empresa Âmbar e gerar prejuízos ao consumidor de energia. Inicialmente, Corte de Contas analisará se pedido contém elementos que justifiquem investigação. Se sim, vai fiscalizar o procedimento. Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, fala sobre acordo do governo com empresa do grupo J&F, que é questionado pelo MP de Contas O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu nesta sexta-feira (12) um processo que pode levar à suspensão de um acordo firmado entre o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Âmbar Energia S.A., do grupo J&F. A abertura do processo ocorre após pedido do Ministério Público junto ao TCU, que aponta possíveis irregularidades no procedimento, alegando que o acordo é lesivo ao interesse público. O relator do caso será o ministro do TCU Benjamin Zymler. Em um primeiro momento, a Corte de Contas vai avaliar critérios de admissibilidade da representação. Se for admitida, passa à fase de fiscalização. Segundo o MP, o acordo, previsto para vigorar a partir de 22 de julho de 2024, poderia beneficiar indevidamente a Âmbar, contrariando princípios de isonomia e moralidade, além de gerar insegurança jurídica e prejuízos aos consumidores de energia elétrica. O MP solicitou que o TCU que: avalie as irregularidades dos contratos de energia de reserva. determine ao MME a rescisão dos contratos, caso seja comprovado descumprimento contratual pela Âmbar. suspenda cautelarmente o acordo até que o mérito da questão seja decidido. avalie se a medida provisória beneficia indevidamente a Âmbar. A representação do MP de Contas tem relação com a aquisição, pela Âmbar Energia, de quatro usinas termelétricas contratadas no Leilão Emergencial de 2021, no auge da crise hídrica. A empresa atrasou a entrega das usinas e, conforme o contrato, poderia ser multada, com rescisão da contratação. Contudo, a Âmbar recorreu à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para substituir as usinas por uma outra termelétrica, já existente – o que era vedado pelo edital do leilão. O caso foi parar na câmara de conciliação do TCU, mas os técnicos da Corte de Contas apresentaram parecer contrário ao acordo. O Ministério de Minas e Energia deu sequência aos termos do acordo, agora questionado pelo Ministério Público junto ao TCU. MP do setor elétrico A relação da Âmbar com o Ministério de Minas e Energia está no centro de outra polêmica, relacionada a uma medida provisória (MP) que beneficia a empresa do grupo J&F e pode gerar prejuízos ao consumidor de energia elétrica. Deputados de oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolaram na última terça-feira (9) ao menos dois requerimentos de informação ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Os parlamentares querem explicações sobre encontros de Silveira e de outros dirigentes da pasta com executivos da empresa Âmbar Energia, do grupo J&F. Esses encontros antecederam a edição da medida provisória. A GloboNews confirmou as reuniões reveladas por uma reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" – incluindo uma entre Alexandre Silveira e o presidente da Âmbar Energia, Marcelo Zanatta, no dia 29 de maio. O compromisso não foi incluído na agenda pública de Silveira. O executivo entrou no ministério pela entrada privativa, a mesma usada pelo ministro. O tema do encontro, assim como o agendamento, não foram divulgados. Em entrevista ao programa "Em Ponto", da GloboNews, nesta sexta-feira, o ministro Alexandre Silveira afirmou que só se reuniu duas vezes com o presidente da Âmbar Energia, Marcelo Zanatta. E que, nesses encontros, não tratou do assunto. Ele também negou que a medida possa gerar prejuízos aos consumidores. "Eu só tive dois encontros com o senhor Marcelo Zanatta. Um foi quando tomei posse, logo no começo da minha gestão, e nem foi encontro oficial, eu estava recebendo currículos para receber secretários e o Marcelo Zanatta subiu, não conseguiu agenda comigo, e depois me cumprimentou se apresentando. E a outra, no dia 21 desse mês [junho], quando ele foi assinar o Procedimento Competitivo Simplificado (PCS). Entrou na sala com meu secretário de Energia, e o PCS foi encaminhado no mesmo dia ao Tribunal de Contas da União", declarou Silveira.



Governo avalia liberar Fortune Tiger no Brasil e bloquear acesso a sites do exterior


12/07/2024 12:48 - g1.globo.com


Segundo integrantes do Ministério da Fazenda, caça-níquel virtual precisa de alguns ajustes para estar adequado à categoria de jogos online prevista na lei das bets. Portaria que regulamenta o segmento deve ser publicada neste mês. Governo avalia se pode liberar o jogo do Tigrinho O governo federal acredita que o Fortune Tiger pode ser oferecido pelas plataformas de apostas estabelecidas no Brasil e pretende bloquear sites que ofereçam esse jogo online a partir do exterior (entenda mais abaixo). A informação é de integrantes do Ministério da Fazenda ouvidos pelo g1. LEIA TAMBÉM: Bets vão ter de fazer classificação de risco dos apostadores e comunicar operações suspeitas ao Coaf 🐯 Um dos mais populares caça-níqueis online no Brasil atualmente, o Fortune Tiger foi criado por uma empresa com sede em Malta e é oferecido aos jogadores brasileiros por plataformas de apostas sediadas no exterior; 🐯 O Fortune Tiger é um tipo de caça-níquel, ou jogo de slots. Nesse tipo de jogo, os resultados devem ser definidos de forma aleatória e o prêmio deve depender exclusivamente da sorte. Os apostadores podem ganhar, mas, normalmente, a maior chance é de perder (semelhante ao que acontece, por exemplo, numa loteria.) 🐯 O setor das bets e alguns especialistas avaliam que o Fortune Tiger se enquadra no trecho da lei das bets. Isso porque ela trata jogos online baseados em aleatoriedade. Outros veem como ilegal em razão de um decreto-lei de 1946 que proíbe jogos dependentes exclusivamente da sorte; 🐯 Oficialmente, o Ministério da Fazenda diz que ainda está elaborando as normas sobre jogos online que vão definir se um determinado jogo cumpre ou não as regras para ser oferecido a partir das empresas sediadas no Brasil. Em reservado, entretanto, integrantes do Ministério da Fazenda ouvidos pelo g1 dizem que o Fortune Tiger — conhecido popularmente como jogo do tigrinho – tem quase todas as características necessárias para se enquadrar na lei das bets, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula (PT) em dezembro de 2023. Na visão dessas fontes, a lei que trata das apostas esportivas abriu a possibilidade de as plataformas oferecerem jogos online como o Fortune Tiger, definidos como aqueles em que: a) há quota fixa, ou seja, o apostador sabe quanto ganhará a depender de quanto apostar e do resultado; b) em que o resultado é determinado de forma aleatória, a partir de um gerador randômico de números, símbolos, figuras ou objetos. Os integrantes da Fazenda ressaltam que, atualmente, outros jogos com características semelhantes ao Fortune Tiger, que também usam roletas e símbolos, podem não ter as condições para serem oferecidos legalmente no Brasil. Para validar quais jogos atendem a essas condições, a lei das bets previu que todos os jogos passem por certificação de empresas credenciadas pelo Ministério da Fazenda. Até o momento, há quatro: Gaming Associates Europe Ltd, BMM Spain Testlabs, eCogra Limited e Gaming Laboratories International LLC. SP teve mais de 500 registros de BOs contra o cassino online; suspeitos podem responder por quatro crimes Bloqueio de acesso a sites hospedados no exterior O mercado regulado de apostas no Brasil vai começar a funcionar em 1º de janeiro de 2025. A partir de então, as empresas que quiserem oferecer os serviços no Brasil vão precisar estar sediadas no país e cumprir as regras estabelecidas pelo Ministério da Fazenda, como a certificação de jogos e a abertura de um domínio bet.br. Até hoje, duas empresas pediram autorização para operar no Brasil. Para evitar que os jogadores sigam jogando em sites do exterior, o Ministério da Fazenda quer que o acesso a eles seja bloqueado, e para isso pretende acionar a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que ficaria responsável por acionar as operadoras de internet. Nesse sentido, nas últimas semanas, a Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj), que tem feito credenciamento de plataformas de apostas online, foi à Justiça para tentar impedir que sites de bets não credenciados por ela fossem impedidos de oferecer o serviço para apostadores do estado. A medida é vista na Fazenda como precipitada. Fortune Tiger Reprodução Bets vão ter de fazer avaliação de risco de apostadores Segundo o g1 apurou, o Ministério da Fazenda deve publicar ainda este mês 7 portarias para regulamentar o mercado de apostas. Uma delas, publicada nesta sexta-feira (12), estabelece que as plataformas estabelecidas no Brasil terão que identificar, qualificar e fazer classificação de risco dos apostadores e comunicar transações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do governo federal que atua no combate à lavagem de dinheiro (leia mais). Outras devem tratar de Regras para os caça-níqueis virtuais e outros jogos online; Direitos e deveres das casas de aposta com os apostadores; Prevenção ao vício em jogos; Promessas infundadas de lucro são proibidas Nos últimos meses, operações policiais em vários estados do país têm mirado influenciadores que divulgam jogos tipo o Fortune Tiger. Em Alagoas, por exemplo, a Polícia Civil descobriu que uma influenciadora usava uma conta de demonstração, que prometia um ganho rápido de R$ 500 que não acontece quando se joga de fato. A suspeita, em casos como esses, é de estelionato, que é o crime de lucrar ilegalmente induzindo alguém a erro. A lei das bets trata do assunto. Ela proíbe as plataformas de veicular informações infundadas sobre a probabilidade de ganhar ou de dar a entender que as apostas podem ser uma alternativa ao emprego, solução para problemas financeiros, fonte de renda adicional ou forma de investimento financeiro. Além disso, a lei obriga empresas que ofertam publicidade na internet a excluir as propagandas que estejam em desacordo com as regras. Ansiedade e promessa de lucro fácil levam apostadores a caça-níqueis on-line na madrugada Como bloquear o ‘Jogo do tigrinho’ no WhatsApp: Como bloquear o ‘Jogo do tigrinho’ no WhatsApp Lives do jogo do tigrinho surgem em canais de YouTube sobre culinária e jogos infantis: Lives do jogo do tigrinho, surgem em canais de YouTube sobre culinária e jogos infantis Contas de 'jogo do tigrinho' inundam Instagram: Contas de 'jogo do tigrinho' inundam Instagram



Dólar fecha em queda, após falas de Haddad e inflação nos EUA; Ibovespa enfileira 10ª alta seguida


12/07/2024 12:00 - g1.globo.com


A moeda norte-americana caiu 0,20%, cotada em R$ 5,4310. O principal índice de ações da bolsa fechou em alta de 0,47%, aos 128.897 pontos. Dólar Freepik O dólar fechou em queda nesta sexta-feira (12). Investidores repercutiam falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad e os novos dados de inflação dos EUA. Por aqui, o ministro da Fazenda defendeu que a expansão fiscal não é boa no momento para o Brasil e reiterou que o governo brasileiro cortará gastos se necessário. Na agenda, novos dados de serviços seguem no radar. No exterior, o foco continua com os sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na condução da política monetária dos Estados Unidos. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, fechou em alta, enfileirando uma sequência positiva de 10 pregões. Veja abaixo o resumo dos mercados. ENTENDA: A cronologia da disparada do dólar motivada pelos juros nos EUA, o cenário fiscal brasileiro e as declarações de Lula CONSEQUÊNCIAS: Alta do dólar deve pressionar inflação e impactar consumo das famílias no 2º semestre, dizem especialistas Dólar O dólar fechou em queda 0,20%, cotado em R$ 5,4310. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: queda de 0,56% na semana; recuo de 2,82% no mês; alta de 11,92% no ano. Na véspera, a moeda subiu 0,55%, cotada em R$ 5,4420. Ibovespa O Ibovespa fechou em alta de 0,47%, aos 128.897 pontos. Com o resultado, acumulou: alta de 2,08% na semana; ganhos de 4,03% no mês; perdas de 3,94% no ano. Na véspera, o índice fechou em alta de 0,85%, aos 128.294 pontos. LEIA TAMBÉM 30 anos do Real: como era a vida antes do plano econômico que deu origem à moeda brasileira DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O que está mexendo com os mercados? As taxas de juros norte-americanas continuam no radar dos investidores nesta sexta-feira (12), principalmente em meio à divulgação de novos dados de inflação. Segundo dados do Departamento de Trabalho, o índice de preços ao produtor norte-americano registrou uma alta de 0,2% em junho, após ter ficado inalterado em maio. O avanço veio acima do esperado pelos economistas consultados pela Reuters, de aumento de 0,1%. A alta acima do esperado vem após os bons resultados da inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, divulgados na véspera. Segundo dados do Departamento de Trabalho, os preços caíram 0,1% em um mês, contrariando as previsões de analistas, que contavam com um ligeiro aumento de 0,1%, e de 3,1% em um ano. Com isso, os mercados aumentaram as apostas de que o Fed deve começar a cortar os juros por lá em setembro. Segundo dados da ferramenta FedWatch do CME Group, as chances de corte na reunião de setembro subiram de 72,2% para 88,1% em uma semana, de acordo com as estimativas dos analistas. "A inflação ao consumidor benigna de junho vem na sequência de outros dados menos pressionados de inflação e atividade, o que levou os mercados a acreditar que o Federal Reserve começará a cortar os juros em setembro, após sinalizá-lo na sua próxima reunião de política monetária em julho", afirmaram analistas da XP. Nesta semana, o presidente da instituição, Jerome Powell, já havia afirmado que a inflação do país “permanece acima” da meta de 2% do Fed, mas tem melhorado nos últimos meses. Ele acrescentou que novos dados positivos fortaleceriam o argumento para cortes na taxa de juros. "Mais dados bons fortaleceriam nossa confiança de que a inflação está evoluindo de forma sustentável em direção a 2%", disse Powell. Ter uma inflação em direção à meta é um dos requisitos para a flexibilização da política monetária. Powell também comparou a falta de progresso nos primeiros meses do ano com a melhora recente nos dados. Na prática, o cenário mais positivo ajudou a construir uma base de confiança de que as pressões sobre os preços continuarão a diminuir. Além disso, ele observou que o Fed agora está preocupado com os riscos para o mercado de trabalho e para a economia caso as taxas permaneçam altas durante muito tempo. “Após a falta de progresso em direção ao nosso objetivo de inflação de 2% no início deste ano, as leituras mensais mais recentes mostraram progressos adicionais modestos”, disse Powell. Agora, a expectativa fica pelo índice de preços ao produtor norte-americano, outro indicador relevante de inflação do país que deve ser divulgado hoje. Já no cenário doméstico, investidores continuam atentos a eventuais sinais sobre o quadro fiscal brasileiro. Além de o Congresso ter adiado a votação da desoneração da folha para 17 setores, também há expectativa pela aprovação da reforma tributária, que agora está nas mãos do Senado. Nesta sexta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que a expansão fiscal não seria boa para o país neste momento e reiterou que Lula cortará gastos se necessário. O ministro também fez comentários sobre a repactuação da dívida dos estados com o governo federal e sobre a reforma tributária. Veja na reportagem abaixo: Haddad diz que mercado tende a dar 'nota menor' para governos progressistas: 'Tem viés' Na agenda, o volume do setor de serviços do Brasil ficou estável em maio em relação a abril. Já em relação a igual mês do ano anterior, o indicador teve uma alta de 0,8%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Balanços corporativos do segundo trimestre e o noticiário corporativo também ficam sob os holofotes. *Com informações da agência de notícias Reuters.



Caixa Tem: esqueceu a senha? Veja como recuperar e acessar o aplicativo


12/07/2024 08:02 - g1.globo.com


O app Caixa Tem é utilizado, entre outros serviços, para o pagamento do Bolsa Família. Aplicativo Caixa Tem Divulgação O Caixa Tem é um aplicativo da Caixa Econômica Federal (CEF) utilizado, entre outros serviços, para acessar a poupança social digital, por onde são feitos os pagamentos do Bolsa Família. O acesso ao app é feito com o CPF e uma senha numérica de seis dígitos. Em caso de perda da senha, é possível iniciar um processo para recuperação e criação de uma nova. Veja o passo a passo: Ao acessar o app do Caixa Tem (Android ou iOS), clique em "Recuperar Senha"; Insira o CPF no campo indicado, marque a opção "Não sou um robô" e clique em "Continuar"; As instruções para a recuperação da senha serão enviadas para o endereço de e-mail cadastrado; Acesse o seu e-mail cadastrado e clique no link enviado para redefinir a senha; Siga as instruções solicitadas e crie uma nova senha. Ela deve ser numérica, com ao menos seis dígitos, e não pode ser igual ao CPF, possuir repetições ou ser a sua data de nascimento; Clique em "Continuar" para validar o processo e faça o login na plataforma com a nova senha. Veja abaixo como acessar sua conta no Caixa Tem por smartphone: 1) Baixe o aplicativo no seu celular Estão disponíveis versões para aparelhos com sistemas Android e iOS (Apple): Clique aqui para baixar o app para celulares Android Clique aqui para baixar o app para celulares iOS (Apple) 2) Faça o login O acesso é feito com o seu CPF e uma senha numérica que você irá cadastrar na primeira vez que usar o aplicativo. Etapas para login no app Caixa Tem. Reprodução 3) Confirme o número do seu celular No seu primeiro acesso, você irá receber um código em uma mensagem SMS para confirmar sua identificação. Basta informar o número do seu telefone e depois digitar, no aplicativo, o código recebido dentro. 4) Use os serviços Depois de acessar, é só clicar no serviço que você deseja utilizar. Márcio França, ao g1: 'Se tem uma porta de saída para o Bolsa Família, é empreender'



O futuro incerto da cidade gaúcha movida ao combustível mais poluente do mundo: 'Não somos contra o planeta'


12/07/2024 07:30 - g1.globo.com


A economia e vida da pequena Candiota gira em torno das minas e das usinas movidas a carvão mineral, que são campeãs em emissões de gases do efeito estufa. Usina termelétrica movida a carvão mineral Candiota III, no Rio Grande do Sul. Município de Candiota tem 80% da sua economia girando em torno do combustível fóssil. Divulgação – CGT/Eletrosul "Não somos más pessoas por não querer que fechem a usina e nem defendemos que o planeta se exploda. Não somos contra o planeta." É assim que a empresária e cozinheira uruguaio-brasileira Gil Melo, de 34 anos, defende o que parte da comunidade científica considera indefensável: o carvão mineral. O carvão é o combustível fóssil que mais emite gases do efeito estufa, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), e apontado como um dos grandes vilões das mudanças climáticas, cujos efeitos foram associados às chuvas extremas que devastaram o Rio Grande do Sul há pouco meses. Candiota é a cidade que mais emite gases do efeito estufa no RS Mas Gil Melo vive em Candiota, município gaúcho de 10,7 mil habitantes a quase 400 km de Porto Alegre. Seu restaurante, diz ela, é como o restante da cidade: gira em torno da economia do carvão. "Cerca de 80% da nossa economia gira em torno do carvão mineral", diz o prefeito da cidade, Luiz Carlos Folador (MDB), à BBC News Brasil. Candiota abriga a maior mina de carvão mineral a céu aberto do Brasil, com reservas estimadas em 1 bilhão de toneladas. Também é lá que estão duas usinas termelétricas abastecidas pelo combustível fóssil. LEIA TAMBÉM Carne, remédios, cerveja, carro elétrico: veja principais pontos da reforma tributária Governistas cedem e decidem colocar carne no grupo de itens isentos de impostos Brasil tem 24,3 milhões de endereços sem número; veja sua cidade Durante décadas, as reservas de Candiota foram motivo de orgulho e impulsionam a economia da cidade. Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), elas seriam suficientes para abastecer o Brasil por aproximadamente cem anos. Mas o mundo, segundo cientistas, não pode suportar mais cem anos usando carvão mineral — e os moradores de Candiota parecem saber disso. Nos últimos anos, a cidade vive um clima de incerteza por conta da pressão global pelo corte nas emissões dos gases do efeito estufa. Relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC) pedem reduções drásticas nas emissões de gases do efeito estufa. Em maio de 2022, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, pediu que o mundo abandone seu "vício" em combustíveis fósseis, começando com o carvão mineral, se quiser limitar o aumento da temperatura global em 1,5ºC, em relação aos níveis pré-industriais, até 2100, estabelecida pelo Acordo de Paris. O Brasil já se comprometeu a zerar até 2050 suas emissões líquidas, como é chamado o saldo entre o que é emitido e o que é reabsorvido pela natureza. O temor em Candiota é de que a transição energética chegue à cidade antes de ela encontrar uma nova fonte de sobrevivência. Nos últimos meses, esse temor ganhou um novo elemento depois que o Rio Grande do Sul foi atingido por enchentes que mataram mais de 170 pessoas e é considerado o maior desastre climático do Brasil. Os moradores relatam terem medo de que a economia do carvão mineral vire uma espécie de "bode expiatório" da tragédia gaúcha e que isso acelere iniciativas para o declínio da atividade carbonífera na região. A empresária Gil Melo diz reconhecer os perigos das mudanças climáticas, mas defende a manutenção da economia do carvão em Candiota: 'Nos apegamos ao que nós temos'. João da Mata / BBC News Brasil Riqueza que vem do carvão A história de Candiota está intimamente ligada ao carvão mineral. Ainda no Brasil imperial, a região era conhecida por suas reservas do minério que era extraído para movimentar antigas forjas. À época, a área fazia parte do município de Bagé. A primeira usina termelétrica movida a carvão mineral na região foi instalada em 1961. Atualmente, a cidade tem duas usinas em funcionamento: Candiota III e Pampa Sul. A primeira pertence ao grupo Âmbar Energia, que faz parte da holding J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. A segunda pertence aos fundos de investimento Perfin e Starboard. As duas usinas, assim como as duas minas em atividade, são as principais empregadoras da cidade. Juntas, as duas usinas geram 695 MW, o equivalente a 0,3% da capacidade instalada de geração de energia elétrica do Brasil, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A indústria do carvão ajudou Candiota a se transformar em um dos municípios mais economicamente prósperos do Rio Grande do Sul. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita — a soma de todas as riquezas geradas dividida pelo número de habitantes — de Candiota foi de R$ 282 mil em 2021, de acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Era o 20º maior do Brasil e o 3º do Rio Grande do Sul. O valor é mais do que seis vezes a média nacional, de R$ 42,2 mil. Caminhão faz o transporte do carvão mineral que será utilizado por uma das usinas termelétricas instaladas em Candiota. Carvão é o combustível fóssil que mais emite CO₂. João da Mata / BBC News Brasil A estimativa é de que pelo menos 5 mil dos 10,7 mil habitantes tenham empregos diretos ou indiretos ligados à indústria do carvão. Eles cresceram próximos aos canteiros de obras e às instalações das usinas e minas que funcionaram e ainda funcionam no município. Pelo menos três vezes ao dia, ônibus levam centenas de trabalhadores de outras cidades a Candiota para atuarem nas minas e usinas da cidade. A viagem é marcada por uma paisagem quase bucólica repleta de pequenas propriedades rurais típicas da região conhecida como Campanha Gaúcha. Trata-se de um relevo em boa parte plano coberto por uma vegetação rasteira onde há algumas plantações e criação de gado e ovelhas. Da estrada, é possível ver parreirais e algumas plantações de oliveiras — e também as chaminés de mais de 30 metros das duas usinas termelétricas. Uma delas, a da usina Candiota III, chama atenção pelo seu formato, semelhante às de usinas nucleares. A cidade é divida em três núcleos diferentes, alguns distantes quase 10 quilômetros um dos outros. Em geral, as ruas desses núcleos são asfaltadas, as escolas municipais são bem equipadas, e há supermercados abastecidos para atender à população. "Candiota é uma ilha em matéria de sustentação econômica", celebra Hermelindo Ferreira, ex-presidente do Sindicato dos Mineiros de Candiota. Vinhedos e, ao fundo, chaminé da usina termelétrica Pampa Sul, em Candiota. A usina foi vendida pela francesa Engie a dois fundos de investimento brasileiros. João da Mata / BBC News Brasil O outro lado da prosperidade A prosperidade de Candiota, no entanto, vem acompanhada de controvérsia. Um dos principais argumentos entre os moradores da cidade e de entidades que defendem a indústria de carvão é o de que o impacto ambiental gerado pela produção de energia elétrica a partir do mineral é pequeno considerando o total das emissões de gases do efeito estufa do Brasil. Parte dos dados científicos a respeito aponta nessa direção. O Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), mantido pela organização não-governamental Observatório do Clima (OC), estima que apenas 0,4% das emissões brutas do Brasil em 2022, conforme os dados mais recentes, tenham produzidas pela geração de energia elétrica a partir do carvão mineral. Ainda segundo o SEEG, 74% das emissões brasileiras resultam de desmatamento e da atividade agropecuária. Além disso, a eletricidade gerada com carvão representa apenas 1,2% da capacidade elétrica instalada no Brasil, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME). Além das duas usinas no Rio Grande do Sul, também há térmicas a carvão no Paraná, Santa Catarina, Ceará e Maranhão. Ainda de acordo com a EPE, 89% da matriz elétrica brasileira é composta de fontes renováveis como a energia hidrelétrica, eólica e solar. "O Brasil já fez a sua transição energética", diz o presidente da Associação Brasileira do Carbono Sustentável (ABCS), Fernando Luiz Zancan. A entidade é a principal representante dos interesses de mineradoras e usinas termelétricas movidas a carvão mineral e, até março deste ano, se chamava Associação Brasileira do Carvão Mineral. "Sei que as coisas são urgentes, mas não vamos resolver o problema acabando com 1,5% da nossa matriz energética. Isso não resolve o problema do Brasil, do Rio Grande do Sul e nem do mundo", argumenta o sindicalista Hermelindo Ferreira. Parte dos dados, no entanto, vai em outra direção. De acordo com a EPE, a produção de eletricidade a carvão responde por 48,6% das emissões de gases do efeito estufa oriundos de toda a produção de eletricidade com fontes não-renováveis. Perde para as emissões do gás natural (50,4%), sendo que a quantidade de energia produzida por usinas a gás natural no Brasil é 4,5 vezes maior que aquela gerada pelas usinas movidas a carvão. Pesquisas indicam que a situação em Candiota é ainda mais grave. Por dois anos consecutivos, relatórios do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) apontaram que as duas usinas termelétricas localizadas no município são as mais ineficientes e as que geram mais gases do efeito estufa por unidade de energia produzida em todo o Brasil. "O carvão gera mais emissões, porque é preciso queimar uma grande quantidade para liberar a energia aprisionada, na comparação com, por exemplo, o gás natural", explica à BBC News Brasil o analista de projetos do IEMA Felipe Barcellos. "Mas além disso, as usinas de lá são um pouco antigas e usam um carvão que é mais pobre energeticamente. Por gigawatts-hora gerados, ou seja, por cada unidade de eletricidade, as emissões pelo carvão são as maiores possíveis. Elas são bem acima das que temos em outras tecnologias." Além disso, por conta das altas emissões geradas pelas duas usinas e por suas minas, Candiota aparece no ranking do SEEG como o 60º município brasileiro com a maior quantidade de emissões de gases do efeito estufa. A posição chama atenção, porque o município, segundo o IBGE, é apenas o 2.868º mais populoso do Brasil. Procurada, a Âmbar Energia, dona da usina Candiota III, não respondeu às perguntas enviadas pela BBC News Brasil. Em nota, os controladores da usina Pampa Sul enviaram uma nota informando que o grupo estaria investindo R$ 150 milhões em "melhorias operacionais e no aumento da qualidade e eficiência da usina" o que "acabará por contribuir para redução significativa das emissões de gás carbônico equivalente". Rosáurea Castañeda Greco preside o Clube de Mães de Candiota e defende a manutenção das atividades carboníferas na cidade até que surja uma nova fonte de renda para a população. João da Mata / BBC News Brasil Ansiedade climática Em 2017, um artigo publicado na revista da Associação Psiquiátrica Americana descreveu o termo "eco-ansiedade" ou "ansiedade climática" como um conjunto de sintomas caracterizado pelo medo das catástrofes que podem afetar o planeta por conta das mudanças climáticas. Em Candiota, os moradores relatam um temor também relacionado ao clima, mas em direção diferente. As pessoas com quem a BBC News Brasil conversou afirmam reconhecer a emergência da crise causada pelas mudanças climáticas. Apesar disso, eles parecem temer que a busca por alternativas às mudanças climáticas leve ao fim da economia do carvão na região e "estoure" a bolha de prosperidade em que vivem. "Há muita ansiedade nas pessoas com quem a gente convive aqui", disse à BBC News Brasil a aposentada Rosaurea Castaneda Greco, de 61 anos. Ela é presidente do Clube de Mães Mãe Cleci. Sua família, assim como a de milhares de moradores, é dependente da economia do carvão. Rosaurea explica que o carvão é tão importante para a cidade que até a logomarca do clube de mães foi alterada para expressar essa relação umbilical. "Nosso símbolo era um pôr-do-sol que traz a esperança de um mundo melhor para se viver. Há dois anos a gente acrescentou o carvão mineral, porque ele é o símbolo da nossa economia. Temos carvão para mais de 300 anos", explica. Vera Regina Azambuja Rijo, de 63 anos, também faz parte do Clube de Mães da cidade. Ela chegou a Candiota ainda criança, nos anos 1970, quando o pai foi trabalhar na construção de uma das usinas. Seu marido se aposentou como funcionário de uma termelétrica, também movida a carvão. Agora, seus seis filhos e dois netos também trabalham para as usinas ou minas da cidade. Ela diz que mal pode ouvir falar sobre um possível fim da economia do carvão. Sua fala fica embargada ao tocar no assunto. "Eu me sinto muito triste porque, quando ouço isso, a primeira coisa que me vem à cabeça são os meus filhos e meus netos", diz Vera Regina. "Todos dependem do carvão. Se acabaram com o carvão, o que vai acontecer com a gente?" Não há no horizonte nenhum plano ou anúncio de que o governo brasileiro vá encerrar exploração de carvão mineral ou uso de usinas térmicas movidas a este combustível. Mas, nos últimos anos, sinais emitidos pelo mercado, ambientalistas e pelo mundo político deixaram os moradores da cidade preocupados. Os primeiros movimentos foram das antigas proprietárias das termelétricas da cidade. A francesa Engie e a estatal Eletrobras venderam as unidades nos últimos cinco anos como parte de um esforço para "limpar" ou "descarbonizar" seus portfólios de negócios. Fora do Rio Grande do Sul, o grupo Copel anunciou que paralisaria as atividades de uma usina termelétrica movida a carvão que opera no Paraná pelo mesmo motivo, indicando que alguns atores do mercado de energia já se movimentaram para abdicar desse tipo de fonte de energia. A preocupação mais imediata em Candiota é com relação ao fim dos contratos de fornecimento de energia da usina Candiota III, previsto para dezembro deste ano. Sem contrato, a usina terá de paralisar suas atividades. Isso afetaria não apenas os trabalhadores da instalação, mas da mina que abastece suas caldeiras, gerando um efeito dominó na cidade. A outra preocupação é com relação ao recuo de parte da bancada gaúcha no Congresso em relação a um projeto de lei que previa a manutenção de contratos para as termelétricas de Candiota até 2043, a exemplo do que está previsto para as usinas de Santa Catarina. O recuo aconteceu justamente após as enchentes que afetaram o Estado neste ano. "Vimos algumas manifestações dizendo que o problema que tivemos no Rio Grande do Sul foi porque a gente queima carvão em Candiota. Não dá pra conectar as coisas neste sentido", diz o sindicalista Hermelindo Ferreira. O prefeito Luiz Carlos Folador afirma estar apreensivo tanto com o fim dos contratos de Candiota III quanto com possível repercussão política das enchentes. "Tanto é que estamos em contato com as autoridades em Brasília para evitar que isso aconteça. Não se pode tomar uma medida de curto, médio e longo prazos por conta de um fenômeno climático", diz o prefeito. Procurada, a Âmbar Energia não respondeu aos questionamentos sobre o futuro das suas atividades em Candiota. Ruas do comércio de Candiota. Segundo a prefeitura do município, 80% da economia local gira em torno das minas e das usinas movidas a carvão mineral da cidade. João da Mata / BBC News Brasil Carvão: queimar ou não queimar? Enquanto a comunidade científica pede o fim o mais rápido possível do uso do carvão mineral, Fernando Luiz Zancan, da ABCS, pede tempo. "O Brasil firmou um compromisso de ter emissões zero em 2050. Então, nosso prazo é 2050", diz Zancan à BBC News Brasil. Ele afirma que o Brasil ainda não estaria preparado para abrir mão da geração de eletricidade movida a carvão mineral. Por um lado, diz ele, isso colocaria em risco a segurança do sistema elétrico brasileiro, porque usinas hidrelétricas, eólicas e solares dependem de fatores climáticos. As principais usinas brasileiras são interligadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Isso permite que energia produzida em uma determinada região possa ser distribuída para outras, evitando sobrecargas. Algumas termelétricas operam como uma espécie de "usina de reserva" para momentos em que as hidrelétricas enfrentam escassez de água. "Temos que diversificar as fontes para dar segurança ao sistema. Hidrelétrica, solar e eólica não fornecem isso", defende Zancan. "Quando houve um apagão de agosto do ano passado, a região Sul ficou 15 minutos sem energia e o Nordeste ficou seis horas. Isso aconteceu porque, no Sul, você tem usinas que giram em alta velocidade e puderam ser acionadas para equilibrar o sistema." Por outro lado, ele afirma que o fim abrupto da utilização do carvão mineral geraria um grande impacto social nas regiões que dependem dessa economia, especialmente após a tragédia que afetou o Rio Grande do Sul neste ano. "Se não houver recontratação das usinas, vai acabar o setor. O patrimônio mineral nunca foi tão importante como agora, após as enchentes. O Rio Grande do Sul vai ter que olhar para o patrimônio mineral que ele tem para se reerguer", diz. Segundo Zancan, o problema das mudanças climáticas não seria a queima do carvão, mas a liberação dos gases do efeito estufa para a atmosfera. "A questão não é acabar com o carvão. É acabar com sua emissão. Para isso, precisamos reinventar a indústria, e é isso que a gente está promovendo", diz. Ele defende um conjunto de soluções que passa por duas ideias em geral. A primeira é utilizar reações químicas para capturar as emissões de CO₂ da queima do carvão evitando que elas cheguem à atmosfera. Segundo Zancan, essa tecnologia já existe desde os anos 1930 e vem sendo aperfeiçoada. A segunda passaria pela reinserção dos gases liberados pelo carvão mineral no solo. Para Juliano Araújo, diretor do Instituto Arayara, organização que atua na área de desenvolvimento sustentável, os argumentos de Zancan não fazem sentido ambientalmente. "Não existe carbono sustentável. As usinas a carvão representam 1,5% da matriz elétrica nacional e isso pode ser facilmente substituído por outras fontes energéticas muito mais baratas e mais seguras", diz Araújo. Ele também refuta o argumento de que as usinas termelétricas a carvão mineral podem ser uma solução para momentos de escassez hídrica. "Essas usinas são grandes consumidoras de água, uma vez que precisam dela para gerar vapor. Ou seja, nos momentos de crise hídrica, essas termelétricas competem por água potável porque elas drenam esse recurso das bacias hidrográficas onde estão localizadas", afirma. Para Araújo, do ponto de vista econômico, as usinas também não se justificariam. "Se considerarmos as 12 mil pessoas que trabalham direta ou indiretamente na região de Candiota em função do carvão mineral e pegarmos tudo o que se pagou em subsídios para a energia elétrica produzida lá, daria para aposentar todos esses trabalhadores e ainda sobraria recursos para os municípios", diz. Felipe Barcellos, do IEMA, contesta a ideia de que o Brasil precisaria da energia a carvão para ter segurança energética. "Quando olhamos para o Brasil como um todo, não se justifica [usar o carvão]. A porcentagem de geração via usinas a carvão é muito baixa, e já temos outras alternativas que podem suprir e dar essa diversificação energética que o Brasil precisa", afirma. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de 2018 a abril de 2024, foram destinados R$ 5,53 bilhões em subsídios para a geração de eletricidade por meio de carvão mineral e óleo diesel. Na plataforma de dados da agência, não é possível separar as duas categorias. Questionado sobre a necessidade de manter usinas a carvão mineral na matriz elétrica brasileira, o ONS, disse, por meio de nota que o acionamento das usinas térmicas é feito por "diversos fatores" e que a decisão é tomada por meio de "modelos matemáticos de otimização energética". O ONS disse ainda que a "energia térmica é fundamental na segurança da operação regular do sistema, além de uma garantia de suprimento energético em períodos de carga mais elevada e/ou escassez de geração pelas demais fontes". Indagado sobre os subsídios pagos ao setor carbonífero, o MME afirmou que, conforme a legislação, a previsão é que eles sejam pagos até 2027. Futuro incerto Em meio à indefinição sobre o futuro de Candiota, os moradores parecem ter chegado a uma conclusão. "Acho que a cidade ficou dependente demais do carvão", diz Rosaurea Castañeda Greco, do Clube de Mães de Candiota. "A gente fica com medo de que se não tiver uma transição justa, termine toda a atividade nas usinas e nas minas e acabem os empregos que restam." O prefeito da cidade minimiza a dependência da cidade em relação ao carvão. "Estamos trabalhando há muito tempo na transição energética justa, buscando diversificação. Temos a chegada da vitivinicultura (vinhos), o plantio de olivais, a produção de hortaliças e de outras alternativas que possam gerar novos empregos", afirma Folador. Ele diz que a cidade também está buscando alternativas em outras fontes de energia. "Não é que sejamos dependentes [do carvão]. Mas é uma riqueza que a gente tem e temos que extraí-la com sustentabilidade", diz Folador. "Nosso município está migrando para ter um parque de energia fotovoltaica (solar) de 75 MW. Estamos migrando gradativamente para que a gente possa melhorar." O sindicalista Hermelindo Ferreira critica os que são contrários à indústria do carvão na região. "Quem defende o fim do carvão não apresenta proposta. Quando você pergunta qual é a alternativa para quem trabalha e se sustenta com o carvão, a gente pergunta: 'É botar a mochila nas costas e ir embora para outro lugar?'", indaga. A empresária Gil Melo resume, com apreensão, o sentimento da cidade que escolheu para chamar de casa. "Não somos contra o planeta e nem a favor do aquecimento global. O carvão é o que temos hoje, e nos apegamos ao que temos."



Por suspeita de irregularidades, MP no TCU pede suspensão de acordo entre governo e empresa de energia do grupo J&F


11/07/2024 21:51 - g1.globo.com

Segundo o MP, o acordo, previsto para vigorar a partir de 22 de julho de 2024, poderia beneficiar indevidamente a empresa Âmbar, contrariando princípios de isonomia e moralidade, além de gerar insegurança jurídica e prejuízos aos consumidores de energia elétrica. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou a suspensão do acordo entre o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Âmbar Energia S.A., do grupo J&F. A representação baseia-se em possíveis irregularidades no procedimento, alegando que o acordo é lesivo ao interesse público. Segundo o MP, o acordo, previsto para vigorar a partir de 22 de julho de 2024, poderia beneficiar indevidamente a Âmbar, contrariando princípios de isonomia e moralidade, além de gerar insegurança jurídica e prejuízos aos consumidores de energia elétrica. O MP solicitou que o TCU: Avalie as irregularidades dos contratos de energia de reserva. Determine ao MME a rescisão dos contratos, caso seja comprovado descumprimento contratual pela Âmbar. Suspenda cautelarmente o acordo até que o mérito da questão seja decidido. Avalie se a medida provisória beneficia indevidamente a Âmbar. A representação do MP de Contas tem relação com a aquisição, pela Âmbar Energia, de quatro usinas termelétricas contratadas no Leilão Emergencial de 2021, no auge da crise hídrica. A empresa atrasou a entrega das usinas e, conforme o contrato, poderia ser multada, com rescisão da contratação. Contudo, a Âmbar recorreu à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para substituir as usinas por uma outra termelétrica, já existente – o que era vedado pelo edital do leilão. O caso foi parar na câmara de conciliação do TCU, mas os técnicos da Corte de Contas apresentaram parecer contrário ao acordo. O Ministério de Minas e Energia deu sequência aos termos do acordo, agora questionado pelo Ministério Público junto ao TCU. Empresa dos irmãos Batista foi a ministério antes de MP



É #FAKE que Janja afirmou que o aumento da gasolina é apenas para veículos


11/07/2024 19:14 - g1.globo.com


Notícia falsa foi publicada em site sobre memes após Petrobras anunciar o aumento no valor do combustível. É #FAKE que Janja afirmou que o aumento do preço da gasolina é apenas para veículos Reprodução Circula nas redes sociais que a primeira-dama Janja da Silva supostamente afirmou que o aumento do preço da gasolina é válido apenas para os veículos e não para os motoristas. A declaração estaria presente em uma matéria do g1. É #FAKE. ✅Siga o canal "Fato ou Fake" no WhatsApp selo fake g1 A imagem usada para espalhar a desinformação é a captura de uma página que simula o layout da editoria de política do g1, com um falso título para uma suposta reportagem: "O aumento no preço da gasolina é só para veículos, e não para os motoristas" — frase atribuída a Janja. O texto continua: "Primeira dama quebra paradigmas e mostra a realidade para os brasileiros". Supostamente, o texto teria sido publicado no portal nesta segunda-feira (8) — dia em que a Petrobras anunciou o aumento do preço da gasolina em R$ 0,20 por litro para as distribuidoras, passando de R$ 2,81 para R$ 3,01. O g1 não publicou nenhuma reportagem com o título que circula nas redes sociais nem divulgou fala da primeira-dama sobre o aumento do combustível e do gás de cozinha, conforme busca no próprio portal (aqui). Procurada, a assessoria de imprensa da primeira-dama informou que a notícia é falsa e a frase não foi dita por Janja em nenhum contexto. Nas redes sociais oficiais da socióloga, também não há nenhuma menção ao aumento do preço da gasolina. Na última semana, Janja fez publicações sobre o encontro com a primeira-dama da Bolívia Lourdes Durán Romero, a abertura do Favela 20 (F20) e a comemoração à vitória da esquerda na eleição francesa (aqui, aqui e aqui). Em busca reversa de imagens pelo Google, o Fato ou Fake ainda descobriu que a notícia falsa foi publicada no site iFunny que reúne uma coleção de memes encontrados na internet. A publicação já soma 3,4 mil curtidas até esta quinta-feira (11). Nas últimas duas semanas, Janja já foi alvo de desinformação sobre outros dois temas desmentidos pelo Fato ou Fake. Confira: É #FAKE que jornal publicou sobre Janja recorrer ao candomblé para reduzir dólar É #FAKE que Janja disse que maconha foi liberada para usuários Fato ou Fake explica: VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)



Reforma tributária: Senado quer discutir regulamentação nas comissões; Braga será relator


11/07/2024 16:15 - g1.globo.com

Trâmite será 'mais lento' que o adotado na Câmara, onde proposta foi aprovada diretamente em plenário. Discussão deve se estender pelo 2º semestre; texto detalha regras da reforma. O primeiro projeto que regulamenta a reforma tributária chegou ao Senado nesta quinta-feira (11). E, durante reunião nesta manhã entre líderes partidários e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), houve consenso para suspensão da tramitação em regime de urgência na Casa. A aprovação em ritmo acelerado na Câmara dos Deputados ocorreu nesta quarta-feira (10), mas, diante das tratativas desta quinta, no Senado, o ritmo deve ser mais lento. Na ocasião, Pacheco anunciou que o relator será o Eduardo Braga (MDB-AM) e que o texto passará por comissões (leia mais abaixo). O texto aprovado na Câmara contém uma série de regras adicionais à base da reforma tributária, que já foi aprovada e promulgada no fim de 2023. Os textos, juntos, devem reformular o modo como os impostos são cobrados no país atualmente para todos os setores: famílias, empresas, indústrias e produtores rurais. Câmara aprova regras para a Reforma Tributária Relator do projeto Após a reunião de líderes, Rodrigo Pacheco anunciou no plenário que o relator será o senador Eduardo Braga . Braga também foi o relator do texto da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária, aprovado no fim do ano passado. Braga reforçou o pedido para que o projeto de lei que passará agora pelo Senado não tramite em regime de urgência. “Agradeço mais uma vez a confiança depositada no meu trabalho. Como relator da regulamentação da reforma tributária, fiz um apelo ao presidente Rodrigo Pacheco para que o texto aprovado pela Câmara ontem não tramite em regime de urgência constitucional. Para que, assim, possamos estabelecer um calendário que viabilize a realização de audiências públicas, ouvindo os diversos segmentos”, afirmou. Sem a tramitação em regime de urgência, a regulamentação da reforma tributária deve ficar para o segundo semestre, contrariando o desejo inicial do governo de aprovar a pauta nas duas Casas antes do fim do primeiro semestre. Mais votações, mais projetos e fase de transição: os próximos passos da reforma tributária Passará por comissões Em entrevista coletiva à imprensa, Braga informou que o projeto passará pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado antes de seguir para o plenário da Casa. "No regimento do Senado foi decidido que este PL vai tramitar pela Comissão de Constituição e Justiça, portanto, lá terá designação do relator, terá um plano de trabalho que será apresentado, terá, portanto, a participação de todos os senadores da República, membros e não membros da Comissão de Constituição e Justiça", afirmou o parlamentar. Os senadores avaliam que algumas alterações deverão ser feitas no texto em relação ao que foi aprovado pelos deputados. Com isso, o projeto de lei que regulamenta a reforma tributária ainda deverá voltar para uma nova análise da Câmara após a aprovação pelo Senado. “Não há dúvidas de que temos questionamentos sobre o que foi aprovado pela Câmara, seja em relação a Zona Franca de Manaus, questões do Nordeste e diversos segmentos da política brasileira. Tudo isso será amplamente debatido, divulgado com antecedência e transparência para que possamos construir para a nação uma regulamentação da reforma tributária que responda aos anseios da população brasileira”, disse Eduardo Braga. Se for esse mesmo o rito, o projeto só seguirá para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após nova votação na Câmara.



Banco Central alerta sobre vazamento de quase 40 mil chaves Pix de clientes da 99Pay


11/07/2024 14:50 - g1.globo.com


Empresa afirmou que as chaves foram 'indevidamente acessadas em um incidente recente de segurança'. Segundo o BC, não foram expostos dados sensíveis, como senhas e outras informações sigilosas. 99Pay Divulgação/99 O Banco Central (BC) emitiu um comunicado nesta quarta-feira (10) alertando sobre o vazamento de 39.088 chaves Pix de clientes do banco digital 99Pay. O incidente ocorreu entre os dias 26 de junho e 2 de julho de 2024 e, segundo o BC, não foram expostos dados sensíveis, como senhas e outros dados sigilosos. Por isso, a instituição considera o impacto desse vazamento como "baixo". Em nota enviada ao g1, a 99 disse que as "chaves Pix foram indevidamente acessadas em um incidente recente de segurança" e que o problema já foi resolvido. A empresa também ressaltou que "não foi exposto nenhum dado sensível"(leia o comunicado na íntegra ao final da reportagem). "A empresa já contatou seus usuários afetados, que representam cerca de 0,0003% de sua base, para oferecer esclarecimentos e apoio", completou. Segundo a apuração do BC, foram expostos nome de usuário, o CPF com máscara, a instituição de relacionamento, o número da conta e da agência. O Banco Central disse que iniciou uma apuração do caso e que irá "aplicar medidas sancionadoras previstas na regulação vigente". O que diz a 99: "A 99Pay informa que, lamentavelmente, dados associados a um número reduzido de chaves Pix foram indevidamente acessados em um incidente recente de segurança, já sanado. Não foi exposto nenhum dado sensível, como senhas, informações de transações, saldos financeiros ou qualquer outra informação sigilosa bancária, não acarretando, portanto, em perdas financeiras de qualquer tipo. A empresa já contatou seus usuários afetados, que representam cerca de 0,0003% de sua base, para oferecer esclarecimentos e apoio. As demais pessoas que tiveram seus dados acessados, devido ao incidente, serão notificadas exclusivamente por meio do aplicativo, email ou pelo internet banking da sua própria instituição financeira. A 99Pay reforça seu compromisso com a segurança, a privacidade de dados e o combate às fraudes digitais como prioridade em todas as operações. Seus canais oficiais de atendimento seguem à disposição para responder dúvidas e orientar os usuários da melhor forma possível." LEIA TAMBÉM: Musk diz que Neuralink pretende implantar chip cerebral em mais 6 pessoas ainda neste ano O aplicativo é confiável? Como saber se um programa para Android ou iPhone é seguro Por que o WhatsApp deixa de funcionar em celulares antigos VÍDEO: Samsung lança anel que monitora sono e atividades físicas Samsung lança anel que monitora sono e atividades físicas VÍDEO: Os bastidores, as estratégias e a rotina de quem ganha a vida vendendo vídeos de sexo VÍDEO: Saiba se está sendo vigiado: veja sinais um celular infectado com aplicativo espião Saiba se está sendo vigiado: veja sinais um celular infectado com aplicativo espião



De viagra a remédio para a asma: veja lista com mais de 300 medicamentos que podem ficar mais baratos com a reforma


11/07/2024 12:14 - g1.globo.com


Projeto prevê 383 remédios com imposto zero, e todo o resto com alíquota reduzida. Medicamentos GETTY IMAGES via BBC A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) a proposta principal de regulamentação da reforma tributária. O texto inclui uma lista de mais de 300 medicamentos que vão ter imposto zero e, com isso, vão ficar mais baratos. Na lista estão medicamentos populares como losartana (usado para o tratamento de pressão alta), insulina (para o controle da diabetes), isotretinoína (para controle da acne), além de remédios para ansiedade, como Diazepan. (Veja a lista abaixo) Como funcionaria na prática? Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os impostos incluídos no valor dos medicamentos são: ICMS, IPI, contribuição para o PIS/Pasep e Cofins. No entanto, o ICMS é o com maior impacto, podendo ser de mais de 20% em alguns medicamentos. 💊 A Anvisa tem um painel que acompanha o preço máximo dos medicamentos pelo país e a taxa de ICMS cobrada por cada um deles. (Consulte aqui) ➡️ No caso do medicamento para a acne, por exemplo, a isotretinoína, o valor máximo é de R$ 287 em São Paulo com uma alíquota de ICMS de 18%. Caso o projeto seja aprovado como está, esse imposto não seria cobrado. Com o desconto, o medicamento chegaria a R$ 229, isso sem incluir a redução dos outros impostos. ➡️ O citrato de sildenafila, conhecido comercialmente como viagra, tem valor máximo de R$ 39,23 em São Paulo com uma alíquota de ICMS de 22%. Com o projeto e o desconto desse imposto, o preço já seria reduzido para R$ 30,59. ➡️No caso da prednisolona, um anti-inflamatório popular, o preço máximo em São Paulo é R$ 39,92 com ICMS de 20%. Caso o projeto seja aprovado como está, só com essa classe de imposto o medicamento ficaria por R$ 31,93. Grupo de trabalho da Câmara apresenta regras da reforma tributária Além da isenção, o projeto ainda prevê imposto reduzido (correspondente a 40% da alíquota geral) para todos os outros medicamentos registrados na Anvisa ou produzidos por farmácias de manipulação. 🚨 A regulamentação ainda precisa ser votada na Câmara e no Senado e, depois, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até lá, o texto pode mudar e os descontos não começam a valer. Confira os remédios que podem ficar isentos de imposto: Para encontrar, basta digitar o princípio ativo do produto no campo "search" abaixo. A lista não inclui os nomes comerciais dos medicamentos. Medicamentos com isenção de impostos



Dólar fecha em alta, de olho em dados do Brasil e EUA; Ibovespa também sobe


11/07/2024 12:01 - g1.globo.com


A moeda norte-americana avançou 0,55%, cotada a R$ 5,4420. Já o principal índice de ações da bolsa subiu 0,85%, aos 128.294 pontos. Dólar Pixabay O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (11). Investidores repercutiram indicadores econômicos do Brasil e dos Estados Unidos e a aprovação do primeiro projeto que regulamenta a reforma tributária na Câmara dos Deputados. Além disso, seguiram no radar do mercado eventuais sinais sobre os juros brasileiros, após números recentes da inflação no país. No exterior, os investidores ficaram de olho em possíveis pistas do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sobre a condução da política monetária dos Estados Unidos, em meio a falas do presidente da instituição nos últimos dois dias. Entre os principais dados divulgados nesta quinta, o destaque doméstico foi para a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Brasil, que registrou alta de 1,2% em maio — um aquecimento maior do que o esperado pelo mercado. Lá fora, olhos voltados ao índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) norte-americano, que apresentou arrefecimento de serviços importantes e renovou os ânimos de queda inflacionária. O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores, também fechou em alta. Veja abaixo o resumo dos mercados. ENTENDA: A cronologia da disparada do dólar motivada pelos juros nos EUA, o cenário fiscal brasileiro e as declarações de Lula CONSEQUÊNCIAS: Alta do dólar deve pressionar inflação e impactar consumo das famílias no 2º semestre, dizem especialistas Dólar O dólar subiu 0,55%, cotado em R$ 5,4420. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: queda de 0,36% na semana; recuo de 2,62% no mês; alta de 12,15% no ano. Na véspera, o dólar fechou em queda de 0,04%, cotado a R$ 5,4120. Ibovespa O Ibovespa fechou em alta de 0,85%, aos 128.294 pontos. Com o resultado, acumulou: alta de 1,60% na semana; ganhos de 3,54% no mês; perdas de 4,39% no ano. Na véspera, o Ibovespa fechou em alta de 0,09%, aos 127.218 pontos. LEIA TAMBÉM 30 anos do Real: como era a vida antes do plano econômico que deu origem à moeda brasileira DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O que está mexendo com os mercados? As atenções dos investidores se voltaram para a aprovação do primeiro projeto que regulamenta a reforma tributária na Câmara dos Deputados na noite de ontem. A votação teve 336 votos a favor e 142 contrários. O texto ainda vai para o Senado. É importante lembrar que as regras da reforma tributária serão aplicadas de forma escalonada nos próximos anos, e todos seus efeitos serão sentidos ao longo do tempo. Depois de votar o texto-base, os deputados analisaram os chamados destaques — sugestões de alteração no texto. O principal destaque em discussão nesta etapa era a tributação zero da carne bovina e do frango, que foi aprovada. Antes, as proteínas animais estavam sujeitas a uma redução de 60%. O tema era uma demanda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com isso, o mercado segue atento a possíveis desdobramentos nos debates sobre a reforma tributária brasileira. Na agenda, após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ter registrado uma alta de 0,21% em junho, em desaceleração em comparação ao mês anterior, segundo informações divulgadas na véspera, a mira dos investidores ficou hoje com os novos dados de vendas no comércio varejista. A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), com alta de 1,2% em maio, mostrou um aquecimento maior do que o esperado pelo mercado, destaca Carla Argenta, economista-chefe da CM Capital. "A projeção era de retração para o setor, mas vimos um crescimento robusto. Esse dado pode contribuir para uma apreciação do real frente ao dólar. Isso por conta da forma como a política monetária pode ser conduzida para contornar o nível de aquecimento mais elevado", diz. O anúncio recente de um novo aumento de preços da gasolina e do gás de cozinha para as distribuidoras feito pela Petrobras, que entrou em vigor na terça-feira, também seguiu no radar. Já no exterior, o grande destaque do dia foi o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) norte-americano. Segundo dados do Departamento de Trabalho, os preços caíram 0,1% em um mês, contrariando as previsões de analistas, que contavam com um ligeiro aumento de 0,1%, e de 3,1% em um ano. Excluindo os preços da energia e dos alimentos, comumente mais voláteis, a chamada inflação subjacente aumentou ligeiramente em um mês, em 0,1%, mas este é o menor índice desde agosto de 2021. O mercado esperava um aumento de 0,2%, segundo o MarketWatch. A queda afetou principalmente os preços da energia, que caíram 2% em um mês. Neste setor, os preços da gasolina tiveram um declínio de 3,8%, após terem diminuído 3,6% em maio. "Mais do que o dado em si, a composição desse indicador foi muito positiva, com o arrefecimento dos serviços que são mais difíceis de serem convertidos: de habitação, logística e saúde", destaca Carla Argenta, da CM Capital. "Esses três grupos sustentavam efetivamente a inflação mais alta e deixavam o BC norte-americano com uma pulga atrás da orelha em relação à política monetária." Em junho, a inflação registrou o seu segundo mês de queda, retomando o caminho rumo ao objetivo de 2% definido pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano). Nesta semana, o presidente da instituição, Jerome Powell, já havia afirmado que a inflação do país “permanece acima” da meta de 2% do Fed, mas tem melhorado nos últimos meses. Ele acrescentou que novos dados positivos fortaleceriam o argumento para cortes na taxa de juros. "Mais dados bons fortaleceriam nossa confiança de que a inflação está evoluindo de forma sustentável em direção a 2%", disse Powell. Ter uma inflação em direção à meta é um dos requisitos para a flexibilização da política monetária. Powell também comparou a falta de progresso nos primeiros meses do ano com a melhora recente nos dados. Na prática, o cenário mais positivo ajudou a construir uma base de confiança de que as pressões sobre os preços continuarão a diminuir. Além disso, ele observou que o Fed agora está preocupado com os riscos para o mercado de trabalho e para a economia caso as taxas permaneçam altas durante muito tempo. “Após a falta de progresso em direção ao nosso objetivo de inflação de 2% no início deste ano, as leituras mensais mais recentes mostraram progressos adicionais modestos”, disse Powell. O presidente do Fed afirmou ainda que o mercado de trabalho parece estar "totalmente de volta ao equilíbrio", observando que "à medida que fazemos mais progressos na inflação e o mercado de trabalho permanece forte", os cortes nas taxas de juros farão sentido em algum momento. Os comentários de Powell podem reforçar as expectativas de mudanças na declaração de política monetária a ser divulgada após a reunião do Fed de 30 a 31 de julho, que pode abrir a porta para um corte nas taxas em setembro. A probabilidade de corte em setembro agora está precificada em cerca de 70% no mercado.



Mais votações, mais projetos e fase de transição: os próximos passos da reforma tributária


11/07/2024 11:15 - g1.globo.com


Mudanças não serão imediatas. Proposta prevê regras de transição até 2033, quando o novo modelo entrará plenamente em vigor. Miriam Leitão: governo tem desafios para implementar a Reforma Tributária A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) o primeiro projeto que regulamenta a reforma tributária. O texto contém uma série de regras adicionais à base da reforma tributária, que já foi aprovada e promulgada no fim de 2023. Os textos, juntos, devem reformular o modo como os impostos são cobrados no país atualmente para todos os setores: famílias, empresas, indústrias e produtores rurais. Ainda há um longo caminho, no entanto, até que o novo sistema tributário entre em vigor. Até lá, as regras ainda podem ser adiadas ou revistas, por exemplo. ▶ Por que isso importa? A reforma tributária vai redefinir a forma como os impostos são cobrados no Brasil em todos os setores: famílias, empresas, indústrias e produtores rurais. Entenda abaixo os próximos passos: para esse projeto aprovado pela Câmara; para completar a regulamentação da reforma tributária; para que o novo sistema de impostos entre em vigor. Placar de votação das regras da reforma tributária. Reprodução O projeto no Congresso Vai ao Senado O texto aprovado pela Câmara dos Deputados nesta quarta foi enviado para a análise no Senado Federal. Por lá, ele vai passar por comissões, antes de ir direto para o plenário. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) anunciou nesta quinta-feira (11) que o relator da reforma tributária na Casa será o senador Eduardo Braga (MDB-AM). Braga terá o papel de analisar as emendas (sugestão de mudanças), além de elaborar uma proposta de consenso. Pacheco também disse que o projeto vai para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. Pode voltar à Câmara Se o Senado fizer mudanças muito significativas, o texto terá que voltar à Câmara para uma nova análise. Os deputados podem manter a versão do Senado, reverter as mudanças ou até propor ideias novas. Vai à sanção Se for votado no Senado sem grandes mudanças, ou se passar pela nova votação na Câmara, o projeto segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nessa etapa, o presidente recebe análises técnicas dos ministérios sobre o texto e decide se sanciona ou veta as novas regras. O que for sancionado vira lei. O que for vetado volta à análise do Congresso, que pode manter a decisão de Lula (derrubando de vez o trecho) ou revogá-la (inserindo o trecho na lei). Simplificação de impostos, fim de distorções, eficiência: os objetivos da reforma tributária IVA, IBS, CBS: entenda como vai funcionar essa nova forma de cobrar impostos no Brasil Outros textos da regulamentação Além desse projeto que a Câmara aprovou, no entanto, serão necessários outros textos para fechar a complementação das regras da reforma tributária. ▶ O governo enviou até agora dois textos: um que define regras mais específicas sobre alíquotas e produtos submetidos à tributação – que a Câmara votou; um que trata do Comitê Gestor que vai gerenciar o IBS – imposto que será arrecadado por estados e municípios, no novo modelo – e deve ser votado na Câmara em agosto. ▶ O que falta para o governo enviar: um projeto de lei que reforme a tributação da renda; um projeto de lei que reforme a tributação da folha de salários (desoneração). O envio desses dois projetos vai marcar uma segunda etapa de regulamentação da reforma tributária. Ao contrário da reforma tributária sobre o consumo, no caso da renda não é necessário o envio de uma Proposta de Emenda Constitucional. Projetos de lei são suficientes. Com isso, a necessidade de votos será menor para sua aprovação. A reforma do IR é uma das diretrizes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem declarado que vai colocar o "pobre no orçamento" e o "rico no imposto de renda". A área econômica do governo Lula ainda não divulgou, entretanto, sua proposta para a reforma do Imposto de Renda. Com relação ao projeto de lei que reforma a folha de salários, governo e Congresso já entraram em um acordo, em maio, de como ocorrerá a desoneração. No então, ainda falta definir como será a compensação para os 17 setores da economia que serão afetados pela medida. Governo e Congresso têm debatido o tema, que tem previsão de ser votado na semana que vem. Regras de transição A reforma tributária prevê regras de transição até 2033, quando o novo modelo entrará plenamente em vigor. Ou seja: as mudanças não serão imediatas. O avanço da reforma, no entanto, envia sinais positivos a investidores e empresários e pode melhorar o cenário econômico antes mesmo de entrar em vigor. É importante lembrar que as regras da reforma tributária serão aplicadas de forma escalonada nos próximos anos, e todos os seus efeitos serão sentidos ao longo do tempo.



Câmara começa a detalhar como vai funcionar a reforma tributária; entenda o que foi aprovado


11/07/2024 10:36 - g1.globo.com

Texto vai ao Senado e pode sofrer novas mudanças; versão atual prevê taxa zero para carnes e imposto menor para remédios. Congresso ainda discute temas como o 'imposto do pecado'. Reforma tributária: Câmara amplia cesta básica e inclui carnes nas isenções A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) o primeiro projeto que regulamenta a reforma tributária. Na prática, o texto estabelece regras e guias para as cobranças dos três impostos sobre o consumo (IBS, CBS e Imposto Seletivo). Esses impostos substituirão cinco tributos que são cobrados hoje sobre consumo: PIS, Cofins, IPI, ICMS, ISS. As bases da reforma já foram aprovadas no fim de 2023, mas ainda faltava estabelecer uma série de regras adicionais. Nesta quarta, a Câmara começou esse processo – o texto segue agora para o Senado. ▶️ Por que isso importa? A reforma tributária vai redefinir a forma como os impostos são cobrados no Brasil em todos os setores: famílias, empresas, indústrias e produtores rurais. As mudanças não serão imediatas, e o novo modelo só entra em vigor por completo em 2033. O avanço da reforma, no entanto, envia sinais positivos a investidores e empresários e pode melhorar o cenário econômico antes mesmo de entrar em vigor. O pacote que vem sendo discutido no Congresso muda o patamar de imposto cobrado em diversos produtos – remédios, conta de luz e alimentos, por exemplo (veja detalhes mais abaixo). Veja lista com mais de 300 medicamentos que podem ficar mais baratos com a reforma Congresso e governo, no entanto, trabalham para garantir que a carga tributária não mude – ou seja, que as mudanças não aumentem a quantidade de imposto cobrado hoje. Para isso, o texto diz que o novo modelo, somado, deve cobrar no máximo 26,5% de imposto sobre o preço. Alguns itens terão imposto maior, e outros, menor. Na média, a carga atual deve se manter. O governo diz, ainda, que uma das mudanças mais importantes é que os impostos deixam de ser cumulativos. Ou seja: o imposto será cobrado em um único momento entre o início da produção e a venda do item ao consumidor final. Hoje, o PIS e a Cofins (impostos federais) são cumulativos. Ou seja: são cobrados quando a empresa compra a matéria-prima, e novamente quando a empresa vende o produto para a loja, e mais uma vez quando a loja vende ao cliente. A reforma acaba com essa cobrança repetida. Sem o chamado "imposto sobre imposto", os custos baixam e a eficiência da produção aumenta – e, segundo o governo, os produtos podem até ficar mais baratos. É importante lembrar que as regras da reforma tributária serão aplicadas de forma escalonada nos próximos anos, e todos os seus efeitos serão sentidos ao longo do tempo. Os detalhes da reforma O texto aprovado pela Câmara nesta quarta começa a definir algumas regras mais específicas para a reforma tributária. Entenda, nas seções abaixo, o que o texto diz sobre: Alimentos que serão isentos de impostos Como será o 'cashback' de impostos para famílias carentes Quais produtos pagarão imposto seletivo, por fazerem mal à saúde ou à natureza Redução de impostos para remédios Regras para imóveis Regras para gastos com pets Qual será o teto da carga tributária Reforma Tributária: plenário da Câmara discute projeto; Nilson Klava analisa Cesta básica A proposta lista alimentos da chamada cesta básica nacional, que terão alíquota zero dos novos tributos. São eles: Carnes bovina, suína, ovina, caprina e de aves e produtos de origem animal (exceto foies gras) e miudezas comestíveis de ovinos e caprinos ⁠Peixes e carnes de peixes — com exceção de salmão, atum, bacalhaus, hadoque, saithe e ovas Arroz ⁠Leite fluido pasteurizado ou industrializado, na forma de ultrapasteurizado, leite em pó, integral, semidesnatado ou desnatado; e fórmulas infantis definidas por previsão legal específica ⁠Manteiga ⁠Margarina Ovos ⁠Feijões ⁠Raízes e tubérculos ⁠Cocos ⁠Café ⁠Óleo de soja ⁠Farinha de mandioca ⁠Farinha, grumos e sêmolas, de milho, e grãos esmagados ou em flocos, de milho ⁠Farinha de trigo ⁠Açúcar ⁠Alguns tipos de massas alimentícias ⁠Pão do tipo comum (contendo apenas farinha de cereais, fermento biológico, água e sal) ⁠Sal de mesa iodado ⁠Queijos tipo mozarela, minas, prato, queijo de coalho, ricota, requeijão, queijo provolone, queijo parmesão, queijo fresco não maturado e queijo do reino; Óleo de milho ⁠Aveia Outros tipos de farinhas ⁠Produtos hortícolas, com exceção de cogumelos e trufas ⁠Frutas frescas ou refrigeradas e frutas congeladas sem adição de açúcar ⁠Plantas e produtos de floricultura para fins alimentares, medicinais ou ornamentais Há ainda uma lista de produtos que terão desconto de 60% sobre a alíquota dos futuros impostos. São eles: ⁠Crustáceos (exceto lagostas e lagostim) ⁠Leite fermentado, bebidas e compostos lácteos; ⁠Mel natural ⁠Mate ⁠Farinha, grumos e sêmolas, de cerais; grãos esmagados ou em flocos, de cereais ⁠Tapioca e seus sucedâneos ⁠Alguns tipos de massas alimentícias ⁠Sucos naturais de fruta ou de produtos hortícolas sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes e sem conservantes ⁠Polpas de frutas sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes e sem conservantes Pão de forma ⁠Extrato de tomate ⁠Outros óleos vegetais O projeto prevê que as duas listas poderão ser revisadas a cada cinco anos, pelo governo federal. ‘Cashback' O texto propõe mudanças em relação ao mecanismo de devolução de imposto para população inscrita no Cadastro Único (CadUnico) do governo federal – o chamado “cashback”. ▶️ Com o cashback, o imposto é cobrado normalmente na compra e, em seguida, "devolvido" ao comprador. ▶️ Com isso, o governo diz que consegue cobrar o imposto de quem pode pagar. E, em seguida, "escolher" quem tem direito a receber o dinheiro de volta. ▶️ Pela proposta, o “cashback” será destinado às famílias com renda per capita de até meio salário-mínimo e inscritas no CadÚnico. ▶️ O restante dos consumidores pagará o imposto normalmente, sem devolução. O texto aumenta o percentual de devolução da CBS — o imposto sobre consumo de competência federal — para energia elétrica, água, esgoto e gás natural. Originalmente, seriam devolvidos 50% dos tributos pagos. Pela nova versão, será devolvido 100% da CBS. Foi mantido, no entanto, o percentual de devolução do IBS, compartilhado entre estados e municípios, que será de 20%. Portanto, pelo parecer atual, haverá devolução de: 100% para do imposto pago no caso da CBS (IVA federal) e de 20% para o IBS (IVA estadual e municipal). No caso do gás de cozinha, a devolução será de 100% para a CBS e 20% para o IBS; No caso da energia, água e esgoto será da mesma forma do gás de cozinha: 100% para CBS e 20% para IBS; Nos demais casos será 20% para a CBS e para o IBS — com exceção de produtos em que incide o Imposto Seletivo, também chamado de "imposto do pecado" (produtos que fazem mal à saúde ou à natureza). Para o cálculo do "cashback", serão consideradas as compras feitas por todos os membros da família inscrita no CadÚnico. A devolução de tributos pagos em faturas energia e água, por exemplo, será feita diretamente na conta. Uma outra regulamentação definirá como será feito o "cashback" para as outras áreas. Imposto seletivo A proposta estabelece quais os produtos sofrerão com a tributação do chamado “imposto do pecado”. O Imposto Seletivo — que recebeu o apelido de “imposto do pecado” — foi criado pela emenda constitucional que reformulou a tributação sobre consumo. O tributo é aplicado sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Na prática, essa categoria terá uma alíquota maior do que a padrão — estimada em cerca de 26%. O objetivo é desestimular, por meio da cobrança extra, o consumo desses tipos de produto. Parlamentares do grupo de trabalho do projeto chegaram a avaliar a inclusão de armas e munições no rol de itens sujeitos ao Imposto Seletivo. Não houve, porém, inclusão desses itens na lista. A versão mais recente do parecer de Lopes mantém a lista enviada pelo governo e a inclusão, feita pelo GT na última semana, de carros elétricos e apostas. Portanto, estão na lista: cigarros; bebidas alcoólicas; bebidas açucaradas; embarcações e aeronaves; extração de minério de ferro, de petróleo e de gás natural; apostas; carros, incluindo os elétricos. No caso das apostas, a cobrança valerá para as realizadas nas modalidades físicas e online, como as "bets" e os chamados fantasy games. Apesar de manter a lista, duas mudanças foram introduzidas por Lopes nesta quarta. A primeira prevê limitar a alíquota do Imposto Seletivo a ser aplicada sobre minérios de ferro em 0,25%. A segunda estabelece um regime de transição, com escalonamento de alíquotas até 2033, para o “imposto do pecado” sobre bebidas alcoólicas. Remédios A nova versão apresentada por Reginaldo Lopes estabelece uma redução de 60% de impostos para todos os medicamentos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou fabricados por manipulação. Originalmente, esse regime não existia. O parecer prevê apenas duas categorias de remédios para orientar a tributação: uma lista com 383 remédios isentos (imposto zero), mantida em relação à versão anterior; imposto reduzido (correspondente a 40% da alíquota geral) para todos os outros medicamentos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou produzidos por farmácias de manipulação As versões anteriores do texto previam que esse imposto reduzido fosse aplicado apenas a uma lista de 850 medicamentos – que chegou a incluir remédios para disfunção erétil, vacinas e ansiolíticos. O parecer do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), na prática, aplica a todos os medicamentos não isentos esse corte de 60% do IBS e do CBS – impostos que vão agregar e substituir os pagos atualmente. Também foi mantida a isenção total a produtos para saúde menstrual, como absorventes. Produtos de higiene pessoal e limpeza terão alíquota reduzida de 40%, como papel higiênico e escova de dentes. Regras para imóveis No texto aprovado, operações com imóveis também estarão sujeitas à alíquota de 26,5%, mas com os seguintes descontos: Operações com bens imóveis terão redução de 40% do IBS e CBS. Se forem operações de locação, cessão onerosa e arrendamento de bens imóveis ficam reduzidas em 60%. Pets A proposta de regulamentação da reforma tributária estabelece uma redução de 60% da alíquota geral dos novos tributos sobre consumo para medicamentos, vacinas e soros de uso veterinário. Na prática, esses itens pagarão somente 40% da alíquota da CBS e do IBS. Nesta quarta, em mudança introduzida pelo novo parecer de Lopes, os planos de saúde para pets também foram beneficiados com uma alíquota reduzida. Pela proposta, os tributos aplicados a esse serviço serão reduzidos em 30% — ou seja, será cobrada uma alíquota correspondente a 70% do valor padrão. A mudança é uma vitória da chamada "bancada animal", composta por deputados cuja principal bandeira é a defesa da causa animal, que conseguiu incluir no relatório o desconto para itens relacionados aos animais domésticos. Teto para a carga tributária Após horas de negociação com líderes, o relator da proposta decidiu inserir no texto um mecanismo para tentar impedir que a alíquota padrão dos novos impostos ultrapasse o valor estimado pelo Ministério da Fazenda: 26,5%. O dispositivo funcionará a partir de 2033, quando terão fim as regras de transição para os novos tributos e o IBS e a CBS serão totalmente implementados. Segundo o texto, com base nos dados fiscais do período de transição entre 2026 e 2030, o governo federal e o Comitê Gestor do IBS (estados e municípios) deverão avaliar a eficácia das regras do novo sistema tributário. Nessa primeira avaliação, deverá ser estimada a chamada alíquota de referência do IBS e da CBS – que será aplicada em todo país a partir de 2033. O mecanismo aprovado pelos deputados estabelece que: ▶️ a tributação total não pode ultrapassar os 26,5%; ▶️ se isso acontecer, o governo terá de enviar novo projeto de lei para revisar benefícios a profissionais liberais e setores com carga tributária menor; ▶️ pelo texto atual, profissionais liberais pagam 30% a menos de impostos – o que pode ser revisto para garantir a carga tributária mais baixa; ▶️ há ainda setores com desconto de 60%, como os medicamentos. Depois disso, a cada cinco anos, novas avaliações e revisões deverão ser feitas.



Por que as ações da Tesla dispararam — e fizeram Elon Musk ficar US$ 37 bilhões mais rico desde junho


11/07/2024 08:03 - g1.globo.com


No período, o valor de mercado da fabricante de veículos elétricos saltou de US$ 631 bilhões para US$ 822 bilhões, segundo a revista Forbes. Os papéis da companhia ainda estão 40% abaixo do pico histórico, em 2021. Elon Musk, fundador da Tesla e homem mais rico do mundo Reuters O bilionário Elon Musk viu seu patrimônio crescer US$ 37,1 bilhões (R$ 200 bilhões) em menos de um mês e chegar aos atuais US$ 258,5 bilhões (R$ 1,4 trilhão), segundo a revista Forbes. A cifra garantiu ao homem mais rico do mundo uma fortuna US$ 40 bilhões superior à de Jeff Bezos, fundador da Amazon, que ocupa a segunda colocação no ranking de bilionários em tempo real da revista. (veja o top 10 no final desta reportagem) Musk é dono da fabricante de carros elétricos Tesla, da empresa de voos espaciais SpaceX e da rede social X (antigo Twitter), entre outros negócios. Foi justamente a companhia automotiva a grande responsável pela disparada do patrimônio de Musk neste mês. Na terça-feira (9), as ações da Tesla chegaram a US$ 265, o nível mais alto do ano. Foram 10 sessões seguidas de valorização nos papéis da empresa, marcando a maior sequência de ganhos consecutivos desde o fim do primeiro semestre do ano passado. Só neste mês de julho, as ações subiram 33%, de acordo com a Forbes. O valor de mercado da empresa saltou de US$ 631 bilhões para US$ 822 bilhões. Musk possui 13% das ações da companhia. A alta representa um ganho de 18 pontos percentuais a mais do que o segundo melhor desempenho do índice S&P 500 em julho, a fabricante de vidros Corning, que teve alta de 15% em seus papéis. Mas o que fez as ações da Tesla dispararem? A valorização dos papéis da companhia tem relação com uma votação feita por acionistas no mês passado. Na ocasião, donos de ações da fabricante de carros elétricos aprovaram um bônus de US$ 56 bilhões (R$ 300 bilhões) a Musk. A bonificação é vista como um endosso ao mandato do bilionário, e um reconhecimento de que os investidores não querem arriscar o futuro da empresa. A ideia central era justamente manter Elon Musk engajado com a companhia. 🚙 O g1 testou a primeira Tesla Cybertruck que veio ao Brasil — um dos carros mais polêmicos da fabricante. Assista abaixo: g1 testou: a primeira Tesla Cybertruck que veio para o Brasil Outro fator que colaborou com o ânimo dos investidores foi o anúncio, na última semana, de que a empresa entregou mais veículos no segundo trimestre deste ano do que o previsto por analistas. Foram, no total, quase 444 mil carros entregues no período e cerca de 411 mil unidades produzidas. As ações da Tesla chegaram a subir 6% no acumulado do ano, mesmo após uma queda anual de quase 50% nos lucros do primeiro trimestre deste ano, aponta a Forbes. Ainda assim, os papéis da companhia estão 40% abaixo do pico histórico, em 2021. Ainda de acordo com a Forbes, a empresa automotiva de Musk "é uma proposta cada vez mais cara para potenciais investidores" — sendo mais que o dobro do preço da Nvidia, gigante da inteligência artificial —, o que indica que "a empresa precisa aumentar drasticamente seus lucros de longo prazo para justificar os fundamentos para tal avaliação". Veja o top 10 entre os mais ricos do mundo: Elon Musk, CEO da Tesla, com US$ 258,5 bilhões Jeff Bezos, fundador da Amazon, com US$ 216,3 bilhões Bernard Arnault, CEO da LVMH, controladora da grife Louis Vuitton, com US$ 191,3 bilhões Mark Zuckerberg, cofundador da Meta, com US$ 187,3 bilhões Larry Ellison, cofundador da Oracle, com US$ 176,8 bilhões Larry Page, cofundador do Google, com US$ 157,4 bilhões Sergey Brin, cofundador do Google, com US$ 150,5 bilhões Bill Gates, cofundador da Microsoft, com US$ 135,5 bilhões Steve Ballmer, ex-CEO da Microsoft, com US$ 135,3 bilhões Warren Buffett, megainvestidor, com US$ 130,6 bilhões



Lira e Padilha se reaproximam com meio de campo do União Brasil


11/07/2024 03:54 - g1.globo.com


Ministro de Lula e presidente da Câmara se cumprimentaram de forma tímida durante festa de Elmar Nascimento (União-BA) em Brasília. Arthur Lira e Alexandre Padilha se cumprimentam em festa Com um histórico de rusgas na relação, o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), se cumprimentaram de forma tímida na festa de aniversário do deputado Elmar Nascimento (União-BA). A reaproximação contou com a ajuda do presidente do União Brasil, Antonio Rueda, além dos ministros da sigla Juscelino Filho (Comunicações) e Celso Sabino (Turismo). A aprovação da reforma tributária pode sinalizar uma trégua entre os dois. Lira já chamou Padilha de “desafeto pessoal” e “incompetente”. A aproximação interessa a Elmar Nascimento, que busca apoios para suceder a Arthur Lira no comando da Câmara e sonha com o apoio do Planalto — o parlamentar é apontado como o favorito do atual presidente da Casa. É mais um passo rumo a uma reconciliação. No fim de abril, em entrevista a Pedro Bial, Lira fez um mea-culpa e disse que foi um erro chamar Padilha de “desafeto pessoal”. A festa foi a segunda da semana de um candidato à presidência da Câmara e serviu como termômetro da disputa. Nesta quarta-feira (10), o PSD organizou uma confraternização em um restaurante de Brasília que serviu para impulsionar a candidatura de Antonio Brito (PSD-BA) para a sucessão na Casa. Entre os presentes na festa de Elmar estavam ministros, parlamentares de diferentes espectros políticos. As eleições para a presidência da Câmara serão realizadas em fevereiro do ano que vem. Presidente da Câmara, Arthur Lira, e o ministro Alexandre Padilha Mário Agra/Câmara dos Deputados; Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo VÍDEOS: mais assistidos do g1



'Quem manda são os parlamentares', diz Lira após inclusão da carne entre produtos isentos de impostos na reforma tributária


11/07/2024 01:17 - g1.globo.com

Lira era contra essa inclusão. Para ele, isso causará o efeito indesejado de aumentar a alíquota do imposto sobre consumo em cima dos demais produtos para não ter perdas de arrecadação. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta quarta-feira (10), ao comentar a inclusão da carne entre os itens isentos de impostos sobre consumo na reforma tributária, que "quem manda são os parlamentares". Lira era contra essa inclusão. Para ele, isso causará o efeito indesejado de aumentar a alíquota do imposto sobre consumo em cima dos demais produtos para não ter perdas de arrecadação. "O que mais aconteceu é fruto da maioria do plenário. O plenário falou, principalmente, com consciência, ouvindo tudo que foi discutido", disse Lira após a votação. "Quem manda são os parlamentares", completou. O presidente da Câmara manteve sua posição contrária. "A posição é errada na alíquota e certa com relação ao que eles pensam sobre itens de cesta básica", disse. Projeto aprovado A inclusão da carne faz parte do projeto aprovado nesta noite pela Câmara e que regulamenta pontos da reforma tributárias, cuja base foi definida no ano passado. Lira comemorou a aprovação do projeto. "Terminamos um dia que muitos, há 2 meses, não acreditavam. Se não é a reforma ideal, é a possível, com tantas divergências ideológicas e regionais que o nosso Brasil tem", disse o presidente da Câmara. Deputados discutem texto da regulamentação da Reforma Tributária O texto aprovado pela Câmara nesta quarta regulamenta, por exemplo: regras para produtos da cesta básica isentos de impostos; redução de impostos para remédios; pagamento de "cashback" de impostos para famílias de baixa renda após a compra de produtos; produtos que deverão pagar o imposto seletivo, que será cobrado sobre itens que fazem mal à saúde ou à natureza O texto ainda vai para o Senado. É importante lembrar que as regras da reforma tributária serão aplicadas de forma escalonada nos próximos anos, e todos seus efeitos serão sentidos ao longo do tempo.



Governistas cedem e decidem colocar carne no grupo de itens isentos de impostos


11/07/2024 00:18 - g1.globo.com

A inclusão da carne foi a principal polêmica da regulamentação da reforma. O governo calcula que o impacto na alíquota geral pode chegar a 0,53 ponto percentual. O governo e o grupo de trabalho que relatou a regulamentação da reforma tributária cederam e acataram a inclusão das proteínas animais na cesta básica, o que garante isenção tributária aos produtos. A votação aconteceu nesta quarta-feira (10). Apesar de o governo ser contra, por conta do impacto nas contas públicas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vinha defendendo a isenção da carne. A inclusão da carne foi a principal polêmica da regulamentação da reforma. O governo calcula que o impacto na alíquota geral pode chegar a 0,53 ponto percentual. Com isso, a proposta do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi a instituição de um sistema de "cashback", reembolso de parte dos tributos que seriam feitos aos mais pobres. Dessa forma, seria possível manter boa arrecadação da parcela mais rica da população sem onerar os mais vulneráveis. Contudo, não foi possível convencer o Congresso, em que a maior força política atualmente reside na Frente Parlamentar Agropecuária (FPA). O relatório do grupo de trabalho, inicialmente, não incluiu a proteína animal na cesta básica. O PL pediu que esse item fosse votado separadamente no plenário. Diante da iminente derrota, o governo cedeu e acatou a inclusão do item. Houve desconto nas bancadas em relação a votação. Deputados temeram serem atrelados ao grupo que votou contra "a carne mais barata". Com a perspectiva de derrota, se tornou insustentável pedir para a base governista manter o voto contrário, o que traria apenas ônus político sem vitória para o governo. Já na votação do destaque, sugestão para alteração do texto, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), costurou um acordo para a aprovação de uma emenda que isenta os carnes, sal, peixes e queijos de tributação. "Foi uma decisão política do plenário. A maioria dos líderes fez contas e viu que o resultado seria favorável a inclusão [das carnes]. E aí a maioria tem voto, minoria tem regimento", disse o coordenador da FPA, Pedro Lupion, sobre o acordo para a inclusão das carnes na cesta básica. O texto ainda vai para o Senado. É importante lembrar que as regras da reforma tributária serão aplicadas de forma escalonada nos próximos anos, e todos seus efeitos serão sentidos ao longo do tempo. Gatilho O grupo de trabalho não esclareceu que medida de compensação será feita para a inclusão das proteínas animais nos alimentos isentos. Isso porque a reforma tributária estabeleceu a alíquota geral de 26,5% como teto, com direito a uma trava que é acionada quando esse limite for atingido. Caso a trava seja acionada, o governo precisa enviar um novo projeto ao Congresso com a revisão das alíquotas. O líder do PT, Odair Cunha (PT-MG), disse que a opção pela inclusão das carnes foi política e que o texto ainda pode ser alterado no Senado para encontrar uma acomodação suficiente para alíquota geral, sem que o gatilho seja acionado. "Não estou dizendo que não há aumento da carga tributária com a inclusão da carne, mas o sistema vai se ajustar. O mais importante é que diante do diálogo feito com as lideranças do Congresso e com o presidente Lula, que por mais de uma vez expressou sua opinião de que a carne tivesse redução do seu preço", disse Cunha. "Há uma decisão política de nós garantirmos o barateamento das proteínas." Carne isenta e armas fora do imposto seletivo



Relator diz que reforma tributária alinha o modelo brasileiro ao resto do mundo e aumentará a renda da população


11/07/2024 00:03 - g1.globo.com

Texto aprovado pela Câmara nesta quarta regula, por exemplo: regras para produtos da cesta básica isentos de impostos; redução de impostos para remédios; pagamento de "cashback" de impostos para famílias de baixa renda após a compra de produtos; O relator do projeto de regulamentação da reforma tributária na Câmara, deputado Reginaldo Lopes (PT-SP), afirmou após a aprovação do texto nesta quarta-feira (10) que a medida vai aumentar a renda da população e alinhar o modelo tributário do Brasil ao dos principais países do mundo. "Fizemos a maior reforma estruturante para a economia brasileira. Com a reforma tributária, todos os setores econômicos vão crescer. Isso vai significar mais de R$ 6 mil no bolso do povo brasileiro de renda per capita. No Brasil, a renda per capita está baixa e, para voltar a crescer, tem que colocar dinheiro no bolso do povo brasileiro", afirmou o relator após a votação. A base da reforma tributária foi aprovada no ano passado. Para este ano, ficaram projetos que vão regulamentar a reforma. Ou seja, definir detalhes que ficaram pendentes. Deputados discutem texto da regulamentação da Reforma Tributária O texto aprovado pela Câmara nesta quarta regulamenta, por exemplo: regras para produtos da cesta básica isentos de impostos; redução de impostos para remédios; pagamento de "cashback" de impostos para famílias de baixa renda após a compra de produtos; produtos que deverão pagar o imposto seletivo, que será cobrado sobre itens que fazem mal à saúde ou à natureza O texto ainda vai para o Senado. É importante lembrar que as regras da reforma tributária serão aplicadas de forma escalonada nos próximos anos, e todos seus efeitos serão sentidos ao longo do tempo. Um dos grandes trunfos da reforma tributária, segundo o governo, é unificar 5 impostos sobre o consumo em apenas dois: um federal e um estadual. Com isso, a alíquota será única para todos os produtos. Além disso, não será cobrada de forma cumulativa, como hoje ocorre. Não ser cumulativo significa que, ao longo da linha de produção e venda de um produto, não haverá mais pagamento de imposto sobre imposto. O governo entende que o modelo tributário brasileiro será simplificado, os desperdícios e distorções do sistema serão eliminados, e a produção será mais eficaz, o que poderá até baixar os custos. "Nós vamos sair de um sistema que não é transparente, as pessoas não sabem o preço do produto com o preço do imposto, agora é transparente e nós ainda vamos devolver recursos através do cashback, devolução de parte dos impostos para as pessoas de menor poder econômico, além de zerar os produtos da cesta básica, de medicamentos, portanto nós fizemos uma reforma extraordinária para a economia brasileira voltar a crescer", explicou Lopes.



Mega-Sena, concurso 2.747: prêmio acumula e vai a R$ 15 milhões


10/07/2024 23:12 - g1.globo.com


Veja os números sorteados: 14 - 17 - 24 - 28 - 36 - 45. Quina teve 108 apostas ganhadoras; cada uma vai levar R$ 22.625,51. Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio Marcelo Brandt/G1 O sorteio do concurso 2.747 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quarta-feira (10), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 15 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 14 - 17 - 24 - 28 - 36 - 45 5 acertos - 108 apostas ganhadoras: R$ 22.625,51 4 acertos - 4.472 apostas ganhadoras: R$ 780,58 O próximo sorteio da Mega será no sábado (13). Mega-Sena, concurso 2.747 Reprodução/Caixa Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.



Avião da Embraer convertido em cargueiro será apresentado em evento internacional de aviação na Inglaterra; veja como é o modelo


10/07/2024 23:03 - g1.globo.com


Os aviões ‘E-Freighter’, como a categoria foi designada, foram inicialmente fabricados para transportar passageiros, mas passaram por um processo de conversão para o transporte de carga. A apresentação ocorrerá no Farnborough International Airshow, tida como a maior feira da indústria espacial do ano. Avião da Embraer convertido em cargueiro será apresentado em evento internacional de aviação na Inglaterra. Reprodução/Embraer O novo avião E-190F da Embraer, modelo que foi convertido em cargueiro, será apresentado na maior feira internacional de aviação, o Farnborough International Airshow, que será realizado na Inglaterra, no continente europeu. Segundo a Embraer, empresa do ramo de aviação que tem sede em São José dos Campos, o evento será realizado entre os dias 22 e 26 de julho. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp No evento, o novo E-Freighter, o E190F, fará sua primeira aparição pública. O modelo é um Embraer 190 que, originalmente, foi configurado para 120 passageiros, mas, hoje, se tornou um avião de carga. Nova avião da Embraer será apresentado na maior feira internacional da aviação Há dois anos a empresa iniciou o projeto de conversão das aeronaves da família E-1 para cargueiros. O projeto ‘Freighter’ foi pensado para aumentar a vida útil da primeira família de E-Jets, que já completa 20 anos. A remodelagem contou com a participação de mais de 20 engenheiros. O maior desafio foi reprojetar a porta de carga. Ela fica ao lado da porta original de passageiros, mas é cinco vezes maior. Internamente, toda a estrutura foi adaptada para a acomodação de carga. Além do cargueiro, outros aviões e projetos serão apresentados, exibindo aeronaves para aviação comercial e defesa, que inclui o E195-E2; a aeronave de transporte tático militar multimissão C-390 Millennium e a aeronave A-29 Super Tucano. Os dois primeiros terão demonstrações em voo. Primeiro avião da Embraer convertido em cargueiro faz voo inaugural em São José dos Campos CLAUDIO CAPUCHO/Embraer Voo inaugural O primeiro avião da Embraer convertido de transporte de passageiros para cargueiro fez um voo inaugural em São José dos Campos (SP), sede da empresa, no dia 5 de abril. Considerado um sucesso pela empresa, o voo inaugural foi realizado com um E190F. A equipe a bordo voou por aproximadamente duas horas e fez uma avaliação completa da aeronave, que pertence à Regional One, companhia de leasing dos Estados Unidos. Os aviões ‘E-Freighter’, como a categoria foi designada, foram inicialmente fabricados para transportar passageiros, mas passaram por um processo de conversão para o transporte de carga. As aeronaves são E-Jets e estão divididas em dois modelos na conversão em cargueiros: E190F - com carga útil estrutural máxima é 13,5 toneladas - e E195F - com capacidade para 14,3 toneladas. Embraer aposta em conversão de aviões comuns em cargueiros para crescer no mercado aéreo de cargas. André Luís Rosa/TV Vanguarda De acordo com a Embraer, os modelos têm mais de 50% de capacidade de volume, três vezes o alcance dos grandes turboélices cargueiros e custos operacionais até 30% menores do que as aeronaves de fuselagem estreita, conhecidas como ‘narrowbodies’. Os modelos seguirão em testes antes de entrar em operação, o que não tem previsão para acontecer. Até o momento, todos os testes de pressurização em solo e carregamento de cargas foram bem-sucedidos. Lançado em 2022, o programa de conversões de E-Jets de transporte de passageiros para cargueiros contou com a participação de 40 fornecedores de todo o mundo e mais de 600 funcionários da Embraer. Segundo a empresa, foram dedicadas 500 mil horas ao programa. Primeiro avião da Embraer convertido em cargueiro faz voo inaugural em São José dos Campos CLAUDIO CAPUCHO/Embraer Avião da Embraer convertido em cargueiro faz voo inaugural Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina



+Milionária, concurso 162: prêmio acumula e vai a R$ 242 milhões


10/07/2024 23:02 - g1.globo.com


Veja as dezenas e os trevos sorteados. Próximo sorteio será no sábado (13). Mais Milionária bilhete volante Rafael Leal /g1 O sorteio do concurso 162 da +Milionária foi realizado na noite desta quarta-feira (10), em São Paulo, e nenhuma aposta acertou a combinação de seis dezenas e dois trevos. Com isso, o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 242 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp De acordo com a Caixa Econômica Federal, 21 apostas acertaram cinco dezenas e um ou nenhum trevo e vão levar R$ 46.301,13 cada. Veja os números sorteados: Dezenas: 12 - 15 - 16 - 37 - 38 - 50 Trevos: 3 - 6 Os outros ganhadores foram: 4 acertos + 2 trevos - 180 apostas ganhadoras: R$ 1.780,81 4 acertos + 1 ou nenhum trevo - 2465 apostas ganhadoras: R$ 130,03 3 acertos + 2 trevos - 3747 apostas ganhadoras: R$ 50,00 3 acertos + 1 trevo - 29621 apostas ganhadoras: R$ 24,00 2 acertos + 2 trevos - 30328 apostas ganhadoras: R$ 12,00 2 acertos + 1 trevo - 228662 apostas ganhadoras: R$ 6,00 +Milionária, concurso 162 Reprodução/Caixa +Milionária: veja como jogar na loteria da Caixa Sobre a +Milionária As chances de vencer na loteria são ainda menores do que na Mega-Sena tradicional: para levar o prêmio máximo, é preciso acertar seis dezenas e dois “trevos”. (veja no vídeo mais abaixo) O valor de uma aposta simples é de R$ 6. Com ela, o apostador pode escolher 6 números de 50 disponíveis e mais 2 trevos, dentre os seis disponíveis. Para apostas múltiplas, é possível escolher de seis a 12 números e de dois a seis trevos, com preços que chegam a R$ 83,1 mil. A +Milionária teve seu primeiro sorteio em maio de 2022. Na época, a Caixa informou que ela foi a primeira modalidade "a oferecer prêmio mínimo de dois dígitos de milhões". Cada concurso distribui o valor mínimo de R$ 10 milhões. Saiba mais aqui. Além disso, a +Milionária se destaca por ter dez faixas de premiação. São elas: 6 acertos + 2 trevos 6 acertos + 1 ou nenhum trevo 5 acertos + 2 trevos 5 acertos + 1 ou nenhum trevo 4 acertos + 2 trevos 4 acertos + 1 ou nenhum trevo 3 acertos + 2 trevos 3 acertos + 1 trevo 2 acertos + 2 trevos 2 acertos + 1 trevo



Câmara aprova projeto de regulamentação da reforma tributária com carne isenta de imposto


10/07/2024 22:54 - g1.globo.com

Deputados decidiram ainda não submeter armas e munições ao imposto seletivo, que taxará itens prejudiciais à saúde ou à natureza. Projeto agora vai para o Senado. Reforma tributária: Câmara amplia cesta básica e inclui carnes nas isenções A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) o primeiro projeto que regulamenta a reforma tributária. 🔎Mais abaixo, você pode ver o que o projeto aprovado diz sobre: Alimentos que serão isentos de impostos Como será o 'cashback' de impostos para famílias carentes Quais produtos pagarão imposto seletivo, por fazerem mal à saúde ou à natureza Redução de impostos para remédios Regras para imóveis Regras para gastos com pets A votação teve 336 votos a favor e 142 contrários. O texto ainda vai para o Senado. É importante lembrar que as regras da reforma tributária serão aplicadas de forma escalonada nos próximos anos, e todos seus efeitos serão sentidos ao longo do tempo. Depois de votar o texto-base, os deputados analisaram os chamados destaques — sugestões de alteração no texto. A principal discussão dessa etapa foi a tributação zero da carne bovina e do frango, uma demanda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que foi defendida também pela oposição, mas que não era bem vista pela equipe econômica do governo. E esse destaque foi aprovado. Ou seja, a carne vermelha entra na cesta básica e não pagará imposto sobre consumo. Mas um destaque que foi rejeitado pedia cobrança do chamado imposto seletivo (ou imposto do pecado) para armas. Com a rejeição, armas não serão submetidas a esse imposto, que busca taxar itens nocivos à saúde ou ao meio ambiente. Como foi a negociação para a carne entrar na isenção de imposto? Durante a votação dos destaques, o relator, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), costurou um acordo para a aprovação da emenda que isenta carnes, sal, peixes e queijos de tributação de impostos sobre consumo. Esse foi o ponto que mais mobilizou os deputados nos últimos dias. Apesar do pedido ser de Lula, foi o PL, maior partido da oposição, o autor da emenda aprovada. Politicamente, é uma medida que rende resultados. É boa para o consumidor de carne, que comprará sem imposto, e para o produtor, que venderá sem imposto. Pelo relatório anterior de Lopes, a carne teria redução de 60% no imposto, mas não estaria isenta. Por isso, após a aprovação do texto, base e oposição disputaram no plenário a "paternidade" sobre a inclusão das carnes na cesta básica nacional. A isenção das proteínas animais representa uma derrota do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que se posicionou contrariamente a proposta nos últimos dias. A interlocutores, ele chegou a classificar a medida como "insanidade". A equipe econômica do governo também não queria a isenção, por considerar o impacto na arrecadação. O cálculo é que a isenção das carnes aumentará em cerca de 0,53 ponto percentual a alíquota do imposto único que incidirá sobre os demais produtos, para manter a arrecadação tributária como está hoje. A Câmara não esclareceu que medida de compensação será feita para a inclusão das proteínas animais nos alimentos isentos. Isso porque a reforma tributária estabeleceu a alíquota geral de 26,5% como teto, com direito a uma trava que é acionada quando esse limite for atingido. Caso a trava seja acionada, o governo precisa enviar um novo projeto ao Congresso com a revisão das alíquotas. O que foi votado nesta quarta? Este primeiro projeto estabelece regras e guias para as cobranças dos três impostos sobre o consumo (IBS, CBS e Imposto Seletivo) criados pela reformulação do sistema tributário, aprovada e promulgada pelo Congresso em 2023. Esses impostos substituirão cinco tributos que atualmente incidem sobre consumo: PIS, Cofins, IPI, ICMS, ISS. As bases da reforma já foram aprovadas, no ano passado, mas ainda falta detalhar regras sobre a cobrança dos impostos. As mudanças não são imediatas – haverá um período de transição, e o novo sistema só entra em vigor por completo em 2033. Discutida desde maio por um grupo de trabalho, a proposta principal de regulamentação do novo sistema tributário brasileiro foi alvo de pedidos de diversos setores e parlamentares. Sete deputados que integraram o colegiado se dividiram para propor modificações e incluir mudanças no texto enviado originalmente pelo governo federal. O objetivo central do grupo, segundo os próprios membros, foi equilibrar os pedidos e manter a estimativa de alíquota dos futuros impostos sobre o consumo. O Ministério da Fazenda projeta um patamar de 26,5%. Leia também: PL se diz a favor, e isenção de impostos para carne vira maior impasse da reforma tributária Reforma tributária: nova versão do projeto reduz imposto sobre remédios e aumenta cashback na conta de luz dos mais pobres Reforma Tributária: plenário da Câmara discute projeto; Nilson Klava analisa Impostos não devem aumentar A oposição está argumentando que a reforma vai aumentar impostos. Mas o governo diz que esse argumento do aumento de impostos não é verdadeiro. O governo sustenta que a carga de impostos não vai aumentar na reforma tributária. A explicação é: ▶️ Haverá uma alíquota única para os impostos sobre consumo, de cerca de 26,5%. ▶️Com isso, alguns produtos pagarão menos que hoje, e outros pagarão mais. O somatório será o mesmo, para não aumentar nem diminuir a carga tributária. ▶️Mas o essencial, segundo o governo, é que os impostos não serão mais cumulativos, como são hoje. ▶️Isso significa que o pagamento de tributo vai incidir apenas uma vez na cadeia de produção e venda de um item. ▶️Sem a cumulatividade (sem o pagamento de tributo sobre tributo), custos baixam, a eficiência produtiva aumenta, e os produtos podem até baixar de preço, argumenta o governo. Cesta básica A proposta lista alimentos da chamada cesta básica nacional, que terão alíquota zero dos novos tributos. São eles: Carne vermelha Arroz Leite fluido pasteurizado ou industrializado, na forma de ultrapasteurizado, leite em pó, integral, semidesnatado ou desnatado; e fórmulas infantis definidas por previsão legal específica Manteiga Margarina Feijões Raízes e tubérculos Cocos Café Óleo de soja Farinha de mandioca Farinha, grumos e sêmolas, de milho, e grãos esmagados ou em flocos, de milho Farinha de trigo Aveia Açúcar Massas alimentícias Pão do tipo comum (contendo apenas farinha de cereais, fermento biológico, água e sal) Ovos Produtos hortícolas, com exceção de cogumelos e trufas Frutas frescas ou refrigeradas e frutas congeladas sem adição de açúcar Há ainda uma lista de produtos que terão desconto de 60% sobre a alíquota dos futuros impostos. São eles: Carnes bovina, suína, ovina, caprina e de aves e produtos de origem animal (exceto foies gras) e miudezas comestíveis de ovinos e caprinos Peixes e carnes de peixes (exceto salmonídeos, atuns; bacalhaus, hadoque, saithe e ovas e outros subprodutos) Crustáceos (exceto lagostas e lagostim) Leite fermentado, bebidas e compostos lácteos; Plantas e produtos de floricultura relativos à horticultura e cultivados para fins alimentares, ornamentais ou medicinais ; Queijos tipo mozarela, minas, prato, queijo de coalho, ricota, requeijão, queijo provolone, queijo parmesão, queijo fresco não maturado e queijo do reino; Mel natural Mate Farinha, grumos e sêmolas, de cerais; grãos esmagados ou em flocos, de cereais Tapioca e seus sucedâneos Massas alimentícias Sal de mesa iodado Sucos naturais de fruta ou de produtos hortícolas sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes e sem conservantes Polpas de frutas sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes e sem conservantes Óleos de milho, aveia, farinhas O projeto prevê que as duas listas poderão ser revisadas a cada cinco anos, pelo governo federal. ‘Cashback' O texto propõe mudanças em relação ao mecanismo de devolução de imposto para população inscrita no Cadastro Único (CadUnico) do governo federal – o chamado “cashback”. Pela proposta, o “cashback” será destinado às famílias com renda per capita de até meio salário-mínimo e inscritas no CadÚnico. O texto aumenta o percentual de devolução da CBS — o imposto sobre consumo de competência federal — para energia elétrica, água, esgoto e gás natural. Originalmente, seriam devolvidos 50% dos tributos pagos. Pela nova versão, será devolvido 100% da CBS. Foi mantido, no entanto, o percentual de devolução do IBS, compartilhado entre estados e municípios. O "cashback" será de 20%. Pelo parecer atual, haverá devolução de: 100% para do imposto pago no caso da CBS (IVA federal) e de 20% para o IBS (IVA estadual e municipal), no caso do gás de cozinha 100% para a CBS e 20% para o IBS, no caso de energia elétrica, água e esgoto; 20% para a CBS e para o IBS, nos demais casos. Para o cálculo do "cashback", serão consideradas as compras feitas por todos os membros da família inscrita no CadÚnico. A devolução de tributos pagos em faturas energia e água, por exemplo, será feita diretamente na conta. Uma outra regulamentação definirá como será feito o "cashback" para as outras áreas. Imposto seletivo A proposta estabelece quais os produtos sofrerão com a tributação do chamado “imposto do pecado”. O Imposto Seletivo — que recebeu o apelido de “imposto do pecado” — foi criado pela emenda constitucional que reformulou a tributação sobre consumo. O tributo é aplicado sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Na prática, essa categoria terá uma alíquota maior do que a padrão — estimada em cerca de 26%. O objetivo é desestimular, por meio da cobrança extra, o consumo desses tipos de produto. Parlamentares do grupo de trabalho do projeto chegaram a avaliar a inclusão de armas e munições no rol de itens sujeitos ao Imposto Seletivo. Não houve, porém, inclusão desses itens na lista. A versão mais recente do parecer de Lopes mantém a lista enviada pelo governo e a inclusão, feita pelo GT na última semana, de carros elétricos e apostas. Portanto, estão na lista: cigarros; bebidas alcoólicas; bebidas açucaradas; embarcações e aeronaves extração de minério de ferro, de petróleo e de gás natural apostas carros, incluindo os elétricos No caso das apostas, a cobrança valerá para as realizadas nas modalidades físicas e online, como as "bets" e os chamados fantasy games. Apesar de manter a lista, duas mudanças foram introduzidas por Lopes nesta quarta. A primeira prevê limitar a alíquota do Imposto Seletivo a ser aplicada sobre minérios de ferro em 0,25%. A segunda estabelece um regime de transição, com escalonamento de alíquotas até 2033, para o “imposto do pecado” sobre bebidas alcoólicas. Remédios A nova versão apresentada por Reginaldo Lopes estabelece uma redução de 60% de impostos para todos os medicamentos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou fabricados por manipulação. Originalmente, esse regime não existia. O parecer prevê apenas duas categorias de remédios para orientar a tributação: uma lista com 383 remédios isentos (imposto zero), mantida em relação à versão anterior; imposto reduzido (correspondente a 40% da alíquota geral) para todos os outros medicamentos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou produzidos por farmácias de manipulação As versões anteriores do texto previam que esse imposto reduzido fosse aplicado apenas a uma lista de 850 medicamentos – que chegou a incluir remédios para disfunção erétil, vacinas e ansiolíticos. O parecer do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), na prática, aplica a todos os medicamentos não isentos esse corte de 60% do IBS e do CBS – impostos que vão agregar e substituir os pagos atualmente. Também foi mantida a isenção total a produtos para saúde menstrual, como absorventes. Produtos de higiene pessoal e limpeza terão alíquota reduzida de 40%, como papel higiênico e escova de dentes. Regras para imóveis No texto aprovado, operações com imóveis também estarão sujeitas à alíquota de 26,5%, mas com os seguintes descontos: Operações com bens imóveis terão redução de 40% do IBS e CBS. Se forem operações de locação, cessão onerosa e arrendamento de bens imóveis ficam reduzidas em 60%. Pets A proposta de regulamentação da reforma tributária estabelece uma redução de 60% da alíquota geral dos novos tributos sobre consumo para medicamentos, vacinas e soros de uso veterinário. Na prática, esses itens pagarão somente 40% da alíquota da CBS e do IBS. Nesta quarta, em mudança introduzida pelo novo parecer de Lopes, os planos de saúde para pets também foram beneficiados com uma alíquota reduzida. Pela proposta, os tributos aplicados a esse serviço serão reduzidos em 30% — ou seja, será cobrada uma alíquota correspondente a 70% do valor padrão. A mudança é uma vitória da chamada "bancada animal", composta por deputados cuja principal bandeira é a defesa da causa animal, que conseguiu incluir no relatório o desconto para itens relacionados aos animais domésticos.



'Quanto menos exceções, melhor', diz Haddad sobre votação de regras da reforma tributária na Câmara


10/07/2024 20:25 - g1.globo.com


Ministro foi questionado sobre mudanças que deputados podem fazer na análise da proposta que regulamenta a reforma, como isenção para carnes e redução de alíquota para remédios. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em foto de 4 de junho de 2024 Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (10) que, para a equipe econômica, quanto menos exceções à alíquota geral do novo sistema de tributação forem aprovadas pelo Congresso "melhor". Haddad deu as declarações no dia em que a Câmara dos Deputados analisa uma proposta de regulamentação da reforma tributária. "Nós não podemos inverter a lógica da reforma. A lógica da reforma é manter a carga tributária. Quanto menor o número de exceções, menor a alíquota. Quanto maior o número de exceções, maior a alíquota", afirmou o ministro da Fazenda. Haddad foi questionado sobre possíveis alterações que parlamentares podem fazer no texto, como a inclusão de carnes na lista de itens isentos de tributação e a redução de impostos para medicamentos e para a construção civil. "Isso pode fazer aumentar a alíquota padrão. A alíquota padrão pode aumentar. Porque a cada exceção você tem que fazer um cálculo. Então, por isso que o posicionamento da Fazenda, técnico, é quanto menos exceções, melhor. Esse é o posicionamento técnico da fazenda" , declarou Haddad. Impasse sobre carne Reforma Tributária: plenário da Câmara discute projeto; Nilson Klava analisa Líderes partidários fazem várias reuniões nesta quarta-feira para tentar chegar a consensos sobre o texto que será votado. A maior divergência gira em torno da isenção para a carne. A medida é defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, curiosamente, também conta com o apoio do PL, maior partido de oposição a Lula na Câmara. Especialistas avaliam que a isenção pode ser boa para o consumidor, que vai pagar mais barato, e para o vendedor, que poderá comercializar mais. Mas há setores da política que são contra. A equipe econômica, por exemplo, externa preocupação com o impacto disso na arrecadação de impostos. Logo, com o impacto nas contas do governo. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também não gosta da ideia. Ele tem dito a interlocutores que a medida é uma "insanidade". Na visão de Lira, se a carne for isenta, a alíquota do imposto para outros os produtos terá que aumentar, em compensação. Isso porque os impostos sobre consumo serão unificados na reforma e terão uma alíquota única. O governo não quer aumentar nem diminuir a atual carga tributária total no país. A aliados, Lira tem se queixado da forte pressão sobre deputados, feita por diferentes setores, para aumentar a lista de produtos que serão excepcionalizados da alíquota geral do novo sistema de tributação. A reforma tributária Veja os principais pontos da reforma tributária: ▶️ Haverá uma alíquota única para os impostos sobre consumo, de cerca de 26,5%. ▶️Com isso, alguns produtos pagarão menos que hoje, e outros pagarão mais. O somatório será o mesmo, para não aumentar nem diminuir a carga tributária. ▶️Mas o essencial, segundo o governo, é que os impostos não serão mais cumulativos, como são hoje. ▶️Isso significa que o pagamento de tributo vai incidir apenas uma vez na cadeia de produção e venda de um item. ▶️Sem a cumulatividade (sem o pagamento de tributo sobre tributo), custos baixam, a eficiência produtiva aumenta, e os produtos podem até baixar de preço, argumenta o governo.



PL se diz a favor, e isenção de impostos para carne vira maior impasse da reforma tributária


10/07/2024 19:51 - g1.globo.com

Curiosamente, quem também é a favor da isenção do item é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Portanto, nesse ponto, Lula e o maior partido da oposição concordam. O PL, maior partido da oposição, defendeu nesta quarta-feira (10) a isenção de impostos para a carne vermelha, com a inclusão na cesta básica nacional. Essa discussão está sendo feita no âmbito do projeto que regulamenta a reforma tributária e que está marcado para ser votado na Câmara ainda nesta quarta. Líderes dos partidos vêm se reunindo desde a manhã para definir os consensos finais sobre o texto. A maior divergência ou não é justamente a isenção para a carne. Curiosamente, quem também é a favor da isenção do item é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Portanto, nesse ponto, Lula e o maior partido da oposição concordam. Especialistas avaliam que a isenção pode ser boa para o consumidor, que vai pagar mais barato, e para o vendedor, que vai vender sem pagar imposto. Mas há setores da política que são contra. A equipe econômica, liderada pelo ministro Fernando Haddad, por exemplo, se preocupa com o impacto disso na arrecadação de impostos. Logo, com o impacto nas contas do governo. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também não gosta da ideia. Ele tem dito a interlocutores que a medida é uma "insanidade". Na visão de Lira, se a carne for isenta, a alíquota do imposto para outros os produtos terá que aumentar, em compensação. Isso porque os impostos sobre consumo serão unificados na reforma e terão uma alíquota única. O governo não quer aumentar nem diminuir a atual carga tributária total no país. Para que isso funcione, cada produto isento acarretará um acréscimo na alíquota geral. Lira calcula que esse valor é de 0,53 ponto percentual caso a carne seja isenta. Durante jantar nesta terça-feira, organizado pelo PSD, Lira conversou com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Interlocutores afirmaram que Lira atuou para frear as intenções do partido de desidratar a reforma. Lira teria pedido para que o PL, caso não pudesse ajudar, buscasse não atrapalhar, com a apresentação de pedidos de votação para alteração em trechos da reforma. Diante disso, a votação, marcada para esta terça, ainda está indefinida. Reforma Tributária: plenário da Câmara discute projeto; Nilson Klava analisa Argumentos O PL está usando o argumento de que a reforma vai aumentar impostos. Logo, seria melhor isentar a carne, considerada um produto de primeira necessidade. "O povo brasileiro se depara com uma reforma tributária que aumenta a carga tributária de bens e serviços. Logo, caso não haja essa desoneração, os brasileiros em um futuro bem próximo não poderão consumir proteína animal e queijos em virtude de seu alto custo", afirmou o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS). Mas o governo diz que esse argumento do aumento de impostos não é verdadeiro. O governo sustenta que a carga de impostos não vai aumentar na reforma tributária. A explicação é: ▶️ Haverá uma alíquota única para os impostos sobre consumo, de cerca de 26,5%. ▶️Com isso, alguns produtos pagarão menos que hoje, e outros pagarão mais. O somatório será o mesmo, para não aumentar nem diminuir a carga tributária. ▶️Mas o essencial, segundo o governo, é que os impostos não serão mais cumulativos, como são hoje. ▶️Isso significa que o pagamento de tributo vai incidir apenas uma vez na cadeia de produção e venda de um item. ▶️Sem a cumulatividade (sem o pagamento de tributo sobre tributo), custos baixam, a eficiência produtiva aumenta, e os produtos podem até baixar de preço, argumenta o governo. O que está sendo discutido no projeto O projeto é essencial para dar início à transição e à implementação dos novos tributos, que vão substituir os cinco impostos federais que são pagos hoje: ▶️ Três tributos federais (PIS, Cofins e IPI) darão origem à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que será de competência federal. ▶️ ICMS (estadual) e do ISS (municipal) serão unificados no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), com gestão compartilhada entre estados e municípios. Cesta básica A proposta lista alimentos da chamada cesta básica nacional, que terão alíquota zero dos novos tributos. Entre eles estão: Arroz Leite fluido pasteurizado ou industrializado, na forma de ultrapasteurizado, leite em pó, integral, semidesnatado ou desnatado; e fórmulas infantis definidas por previsão legal específica Manteiga Margarina Feijões Raízes e tubérculos Cocos Café Óleo de soja Farinha de mandioca Farinha, grumos e sêmolas, de milho, e grãos esmagados ou em flocos, de milho Farinha de trigo Açúcar Massas alimentícias Cashback Versão mais recente do relatório propõe mudanças em relação ao mecanismo de devolução de imposto para população inscrita no Cadastro Único (CadUnico) do governo federal – o chamado “cashback”. Pela proposta, o “cashback” será destinado às famílias com renda per capita de até meio salário-mínimo e inscritas no CadÚnico. Imposto do pecado A proposta estabelece quais os produtos sofrerão com a tributação do chamado “imposto do pecado”. O Imposto Seletivo — que recebeu o apelido de “imposto do pecado” — foi criado pela emenda constitucional que reformulou a tributação sobre consumo. O tributo é aplicado sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Na prática, essa categoria terá uma alíquota maior do que a padrão — estimada em cerca de 26%. O objetivo é desestimular, por meio da cobrança extra, o consumo desses tipos de produto.



TCU vê falhas mas não aplica pena ao BNDES por financiamento de aeroportos em Angola, Gana, Cuba e Moçambique


10/07/2024 19:17 - g1.globo.com

Relator no TCU entendeu que as análises realizadas pela empresa tinham natureza "meramente formal" e que as irregularidades podem ser consideradas "erro grosseiro", sem aplicação de penalidades. O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nesta quarta-feira (10) afastar a responsabilidade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em irregularidades observadas na exportação de serviços de engenharia para Angola, Gana, Cuba e Moçambique. As obras foram realizadas pela antiga Odebrecht (hoje, Novonor), com a construção de cinco aeroportos: Aeroporto Internacional de Catumbela-Benguela, em Angola Aeroporto Internacional de Nacala, em Moçambique Complementação Aeroporto Internacional de Nacala, em Moçambique Construção de Hangar Base Área de ACCRA, em Gana Modernização do Aeroporto Internacional de Havana, em Cuba Em fiscalização iniciada em 2016, a área técnica do TCU identificou um desvio de finalidade de US$ 96,5 milhões do total desembolsado pelo BNDES. Segundo o TCU, o banco de desenvolvimento havia financiado as operações em US$ 246,3 milhões, sendo que o valor estimado para os itens exportados totalizava US$ 149,8 milhões. O programa de exportação de serviços com financiamento do BNDES impedia que as empresas incorporassem, em suas estimativas de custos a serem financiados, as despesas feitas no país importador. Contudo, o relator do processo no TCU, ministro Jorge Oliveira, afirma que as análises realizadas pelo BNDES "tinham natureza meramente formal". "Não havia normatização e orientação sobre os procedimentos a serem efetuados no trâmite das solicitações para fins de verificação da sua consistência e conformidade ante a regra que impedia o financiamento de gastos locais", diz o Oliveira em seu voto. O TCU concluiu que as irregularidades observadas podem ser consideradas como "erro grosseiro", sem aplicação de penalidades e multas. TCU concluiu que não há impedimentos para que Aloizio Mercadante assuma BNDES Em seu voto, Oliveira menciona a "segurança jurídica" da decisão, uma vez que o TCU já havia afastado a responsabilização do BNDES em outro processo sobre financiamento de obras no exterior, desta vez em rodovias. Como funcionavam os empréstimos? O programa previa o desembolso de recursos do BNDES às empresas no Brasil, em reais. A empresa brasileira recebia o dinheiro e realizava suas exportações. O país importador era o responsável por contratar as obras de engenharia e por pagar a dívida dos empréstimos ao BNDES, com juros. De acordo com dados do BNDES, foram desembolsados US$ 10,5 bilhões, dos quais 98% dos valores foram destinados às cinco maiores empreiteiras: Odebrecht (hoje Novonor), Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Camargo Correa e OAS. Essa linha de financiamento teve início na década de 1990, com interrupção dos desembolsos em 2017.



Dinamarca será o primeiro país a taxar arroto e pum no gado


10/07/2024 15:13 - g1.globo.com


A partir de 2030, as emissões de metano causadas pela flatulência de bovinos e suínos dinamarqueses serão tributadas em 300 coroas (R$ 239). Imagem de um gado bovino brasileiro. Ministério da Agricultura A Dinamarca será o primeiro país do mundo a colocar imposto sobre o arroto e o pum do gado, que emitem o segundo gás com efeito estufa mais presente na atmosfera: o metano, que tem a sigla de CH4. É uma medida inusitada do país, que pretende atingir seu objetivo de neutralizar as emissões de poluentes até 2045. A partir de 2030, as emissões de metano causadas pela flatulência de bovinos e suínos dinamarqueses serão tributadas em 300 coroas (R$ 239 na cotação atual) por tonelada equivalente de CO2. O valor aumentará para 750 coroas (cerca de R$ 554) em 2035, no âmbito de um acordo alcançado em junho entre o governo, parte da oposição e representantes dos pecuaristas, da indústria e dos sindicatos. O Parlamento do país escandinavo, que se apresenta como um dos mais virtuosos em questões climáticas, ainda deverá aprovar o texto. Para Christian Fromberg, especialista em agricultura do Greenpeace, o texto "traz esperança, enquanto muitos países retrocedem em suas ações climáticas". "A taxa de carbono deveria ser mais elevada e ter sido aplicada antes, mas é um passo importante", comemorou. Ao mesmo tempo, lamenta uma "grande oportunidade perdida" para que "a agricultura dinamarquesa tome um novo rumo", já que suas práticas ainda são muito intensivas e liberam muito nitrogênio, responsável pela desoxigenação da água. Sem oxigênio, a fauna e a flora marinhas desaparecem. 'Dia triste' Para a Associação Dinamarquesa para a Agricultura Sustentável, o acordo é "inútil". É "um dia triste para a agricultura", afirmou em nota. "Como agricultor, fico desconfortável porque participamos de uma experiência incerta" que pode ameaçar "a segurança do abastecimento alimentar", afirmou seu presidente, Peter Kiaer, lembrando que a Nova Zelândia abandonou uma proposta semelhante por reclamações de pecuaristas. Para reduzir as despesas dos agricultores dinamarqueses, o plano propõe uma redução de impostos de 60%. O custo real deverá ser de 120 coroas (cerca de R$ 97) por tonelada a partir de 2030, e de 44 coroas cinco anos mais tarde. No entanto, até 2.000 empregos poderão ser perdidos até 2035, segundo estimativas do Ministério da Economia. As receitas geradas pelo imposto serão reinvestidas na transição ecológica da indústria agrícola. Mais de 60% das terras do país é dedicada à agricultura. O pousio (área de terra em repouso) de 140 mil hectares também deverá aumentar o armazenamento de carbono no solo, para reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. "Na Dinamarca, existe o mito de que somos pioneiros ambientais", disse Fromberg, do Greenpeace. "É muito difícil dizer que este acordo é histórico. É uma continuação da intensificação da agricultura dinamarquesa ao longo dos últimos 70 anos. O acordo incentiva a agricultura dinamarquesa a continuar como país produtor de carne mais intensivo do mundo", disse. A nível mundial, a Dinamarca é um dos principais exportadores de carne suína, cerca de metade das exportações agrícolas do país, segundo o Conselho para Agricultura e Alimentação. Pecuaristas mostram que é possível produzir carne de forma sustentável